Fluminense 1 x 0 Santos

Data: 17/06/2021, quinta-feira, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 4ª rodada
Local: Estádio do Maracanã, em Rio de Janeiro, RJ.
Público: portões fechados devido a pandemia de Covid-19.
Árbitro: Paulo Roberto Alves Junior (PR)
Auxiliares: Bruno Boschilia (Fifa-PR) e Ivan Carlos Bohn (PR).
VAR: Adriano Milczvski (PR).
Cartões amarelos: Caio Paulista e Yago Felipe (F); Madson, Alison e Lucas Braga (S).
Gol: Nenê (05-2).

FLUMINENSE
Marcos Felipe; Calegari, Luccas Claro, Manoel e Egídio; Martinelli (Wellington), Yago Felipe, Nenê (Paulo Henrique Ganso) e Gabriel Teixeira (Kayky); Fred (Abel Hernández) e Caio Paulista (Luiz Henrique).
Técnico: Roger Machado

SANTOS
John; Pará, Luiz Felipe (Marcos Leonardo), Danilo Boza (Camacho) e Felipe Jonatan (Madson); Alison, Jean Mota (Lucas Braga) e Gabriel Pirani (Vinicius Zanocelo); Marinho, Marcos Guilherme e Kaio Jorge.
Técnico: Fernando Diniz



Santos joga melhor, mas perde para o Fluminense no Maracanã

O Santos jogou melhor, mas perdeu por 1 a 0 para o Fluminense na noite desta quinta-feira, no Maracanã, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. O gol foi marcado por Nenê no segundo tempo.

O Peixe teve quase 70% de bola e criou mais chances de gol, porém, foi o Tricolor quem abriu o placar em erro individual de Felipe Jonatan.

O Alvinegro foi bem coletivamente, mas perdeu oportunidades e esbarrou em atuações ruins, como as de Pará, Felipe Jonatan, Alison e, principalmente, Marinho. O goleiro Marcos Felipe foi destaque.

Com a vitória, o Fluminense assume a quinta colocação no Brasileirão, com oito pontos. O Santos é só o 13º na tabela, com quatro somados.

O jogo

A primeira chance do jogo foi do Fluminense. Aos oito minutos, Danilo Boza errou na saída de bola e Nenê cruzou para Fred ajeitar e Caio Paulista acertar o travessão de cabeça. Na sobra, Gabriel Teixeira cruzou rasteiro e Boza travou Caio na pequena área.

Aos 13, o Santos respondeu. Danilo Boza achou Kaio Jorge entre os zagueiros e o atacante bateu colocado da entrada da área para Marcos Felipe espalmar. Um minuto depois, Pirani chutou de canhota e o goleiro do Flu desviou para escanteio.

O Peixe continuou melhor e esteve perto de abrir o placar no minuto 29: Pirani cobrou escanteio e a bola sobrou para Pará emendar um bonito voleio de fora da área. Marcos Felipe voou para defender. Aos 34, Marinho recebeu com espaço e chutou fraco – o goleiro tricolor encaixou.

Quando o placar marcava 42 jogados, o Santos criou um ótimo contra-ataque: Danilo Boza, Marinho, Marcos Guilherme e Pará preferiu tentar o pênalti. Chegou caindo e a arbitragem nada marcou.

E quem não faz… toma. Aos cinco minutos da etapa final, Felipe Jonatan cortou mal e deu uma assistência para Nenê bater de primeira e colocar o Fluminense à frente no placar.

O gol do Flu mudou o jogo. O Santos, antes tranquilo, passou a acelerar a partida e oferecer mais espaços. E aos 19, Marinho errou mais uma vez. O camisa 11 recebeu um bolão de Camacho e parou em Marcos Felipe. No minuto 23, Marinho tentou de novo e o goleiro Marcos Felipe espalmou outra vez.

O Santos se lançou ao ataque nos minutos finais e terminou o jogo sem zagueiros, mas não conseguiu empatar. O Fluminense se segurou na defesa e conseguiu a vitória mesmo com atuação abaixo da crítica.

Diniz vê derrota do Santos para o Fluminense como injusta: “Jogo que mais produzimos”

O técnico Fernando Diniz lamentou demais a derrota do Santos para o Fluminense na noite desta quinta-feira, no Maracanã, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro.

O Peixe teve quase 70% de posse de bola e criou muito mais chances, mas perdeu. O gol de Nenê foi marcado aos 5 minutos do segundo tempo, após erro de Felipe Jonatan.

“Certamente (foi a derrota mais dolorosa). Time jogou bem, bem melhor que o Fluminense. Eles tiveram a bola na trave em um lance confuso que erramos na saída e o lance do gol. Não lembro de outra jogada perigosa. Foi o jogo que mais produzimos chances claras de gol. Fizemos três gols contra o Ceará, produzimos bastante no Cianorte lá, mas no Campeonato Brasileiro criamos o que fizemos gol no Ceará e hoje fomos mais dominantes, mas saímos com resultado adverso”, disse Diniz, em entrevista coletiva.

“Nós criamos. Nós temos atacantes bons. Marinho de seleção brasileira, o melhor da América há seis meses. Todos os times do Brasil querem ter o Marinho. Hoje errou, mas acreditamos nele e vai fazer. Kaio Jorge é outro grande jogador, que europeus o querem. Temos Marcos Guilherme, Lucas Braga, grandes jogadores, o criativo Pirani, o Jean Mota criativo, o Zanocelo criativo, Felipe Jonatan um lateral de ataque. Temos quem crie e criamos. Não foi isso que faltou, faltou sermos mais felizes nas finalizações”, completou.

Diniz também evitou achar culpados pelo tropeço. Ele foi perguntado sobre o erro técnico de Felipe Jonatan no gol de Nenê. O lateral-esquerdo cortou cruzamento de forma errada e acabou dando uma assistência para o meia.

“Erros técnicos acontecem com todo mundo. Grandes jogadores erraram pênaltis decisivos, grandes zagueiros e goleiros falharam. Acontecem. Não vamos responsabilizar um jogador pela perda de um jogo. Perdeu o Santos. Tivemos muitas chances. Se tivéssemos feito metade das chances, teríamos ganhado o jogo. Não teremos esse tipo de conduta aqui”, concluiu.

Com a segunda derrota em quatro jogos, o Santos ocupa a 13ª colocação, com quatro pontos. A única vitória foi sobre o Ceará, na Vila Belmiro.

O Peixe voltará a campo para enfrentar o São Paulo no domingo, na Vila, pela quinta rodada do Brasileirão.

Diniz vê Santos mais seguro na saída de bola: “Tendência de evolução”

O técnico Fernando Diniz vê o Santos mais seguro na saída de bola. O Peixe “aumentou o risco” na derrota por 1 a 0 para o Fluminense na última quinta-feira, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro.

O Alvinegro teve 70% de posse de bola e, principalmente no primeiro tempo, trocou diversos passes perto do goleiro John. Em um dos lances, o time se expôs, conseguiu sair jogando e criou contra-ataque perfeito, mas Pará optou por tentar cavar o pênalti após passe de Marcos Guilherme.

De acordo com o treinador, a naturalidade com esse estilo de bola quase sempre no chão virá com a sequência de partidas.

“Conforme o tempo passa, treinos e, principalmente jogos… Porque o jogo acaba sendo o maior treino. Porque às vezes treinamos e não conseguimos ter confiança para reproduzir no jogo pelo receio de perder a bola. Temos melhorado tecnicamente nos treinos e emocionalmente nos jogos, ganhando confiança. Existe tendência de evolução nesse quesito e nos outros também”, explicou Fernando Diniz.

Diniz comenta estreias de Camacho e Zanocelo no Santos: “Perspectiva ótima”

O técnico Fernando Diniz aprovou as estreias de Camacho e Vinicius Zanocelo. A dupla entrou no segundo tempo da derrota do Santos por 1 a 0 para o Fluminense na noite desta quinta-feira, no Maracanã, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro.

Os reforços do Peixe entraram nos lugares de Danilo Boza e Gabriel Pirani, respectivamente. Diniz elogiou a chegada das contratações para o meio-campo.

“Indiquei porque gosto do jogador. Jogador que faz parte da minha história, do início da carreira no Audax. Fez campeonato brilhante em 2016, foi para o Corinthians. No título brasileiro em 2017, Camacho foi titular quando a equipe cedeu no campeonato e jogou os últimos jogos. Foi para o Athletico-PR, campeão da Copa do Brasil jogando. É uma peça que ajuda o Santos, jogador importante. É muito técnico, comprometido, excelente caráter e hoje fez boa estreia. Santos fez grande contratação. Não sabemos se vai brilhar, mas indiquei com tranquilidade. Grande jogador e grande homem”, disse Diniz, sobre Camacho.

“Jogador muito bem indicado e mapeado pelo Santos. Conheço desde o sub-15 no Juventus. Era amigo do meu filho, jogavam juntos. Se destacou na base, terminou formação na Ponte, fez excelente Série B e excelente Campeonato Paulista pela Ferroviária. Vem com perspectiva ótima, não foi surpresa como entrou hoje. Bem, de fato. Esperamos que consiga se firmar em um cenário maior”, avaliou o treinador, sobre Vinicius Zanocelo.

Polivalente, Vinicius Zanocelo é testado como meia no Santos de Diniz

O técnico Fernando Diniz testou Vinicius Zanocelo como meia do Santos em parte dos treinamentos no CT Rei Pelé nesta semana.

Zanocelo é polivalente: pode atuar como 5, 8 ou 10. Ele é meia de origem, mas como profissional desempenhou mais como segundo homem do meio-campo.

No Campeonato Paulista pela Ferroviária, Vinicius alternou entre 5 e 8 nas oito primeiras rodadas sob o comando de Pintado. Na chegada de Elano, passou a ser o 10.

Com boa chegada na área e facilidade com a canhota mesmo sendo destro, Vinicius Zanocelo foi observado como meia por Diniz. E foi assim que entrou no segundo tempo da derrota para o Fluminense no Maracanã.

No treino da última quarta-feira, Zanocelo formou o meio-campo como meia, à frente de Camacho e Ivonei. Na segunda parte da atividade tática, porém, ele substituiu Jean Mota como o ‘8’.

O Santos voltará a campo para enfrentar o São Paulo, domingo, na Vila Belmiro, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. Com Alison suspenso, Camacho deve ser o substituto. A tendência é de Vinicius Zanocelo continuar no banco de reservas no clássico.

Marcos Guilherme lamenta derrota do Santos para o Fluminense: “Indignado”

Marcos Guilherme ficou revoltado com a derrota do Santos por 1 a 0 para o Fluminense nesta quinta-feira, no Maracanã, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro.

O Peixe foi melhor, mas perdeu várias chances e sofreu o gol de Nenê no segundo tempo.

“Difícil de falar. Estou indignado de perder um jogo desse. Fomos melhores, mas não fizemos o gol. É aquilo: quem não faz está sujeito a tomar. Goleiro deles fez grande partida. Jogo estava na nossa mão, mas acabamos perdendo”, disse Marcos Guilherme, ao Premiere.

Santos tem dificuldades longe da Vila e aproveitamento fora de casa na temporada é de 21%

Um dos grandes problemas do Santos na atual temporada é o baixo desempenho quando a equipe joga longe da Vila Belmiro. O aproveitamento do Peixe jogando fora de casa é de 21%, segundo o Footstats.

Até o momento, o Santos disputou 14 jogos fora da Vila e conseguiu apenas duas vitórias, com três empates e nove derrotas. Longe de seus domínios, o Peixe marcou 13 gols e sofreu 27. Com apenas 21% de aproveitamento, esse é o pior número entre todas as equipes da Série A. Além disso, a equipe foi quem mais sofreu gols fora de casa e quem tem a pior média de gols feitos por partida (0,93).

Nesta última quinta-feira, o Santos voltou a decepcionar longe de seu estádio, em derrota por 1 a 0 para o Fluminense, no Maracanã. O Peixe teve volume ofensivo, mas não conseguiu traduzir suas chances em gols. “Time jogou bem, bem melhor que o Fluminense. Eles tiveram a bola na trave em um lance confuso que erramos na saída e o lance do gol. Não lembro de outra jogada perigosa. Foi o jogo que mais produzimos chances claras de gol”, disse o técnico Fernando Diniz após a partida.