Santos 0 x 2 Barcelona-EQU

Data: 20/04/2021, terça-feira, 19h15.
Competição: Copa Libertadores – Grupo C – 1ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: portões fechados devido a pandemia de Covid-19.
Árbitro: Andres Matonte (URU).
Auxiliares: Richard Trinidad e Martin Soppi (ambos do URU).
Cartões amarelos: Soteldo (S); Riveros, Emmanuel Martínez e Pineida (B).
Gols: Garcés (07-1); Pará (23-2, contra).

SANTOS
João Paulo; Madson (Balieiro), Kaiky, Luan Peres e Felipe Jonatan; Alison (Lucas Lourenço), Pará e Pirani (Lucas Braga); Marinho, Soteldo e Marcos Leonardo (Kaio Jorge).
Técnico: Ariel Holan

BARCELONA (EQU)
Burrai; Castillo, León, Riveros, Pineida; Molina (López), Piñatares, Hoyos (Quiñonez), Damián Díaz (Oyola), Emmanuel Martínez (Montaño); Carlos Garcés (Mastriani).
Técnico: Fabián Bustos



Santos perde para o Barcelona-EQU na Vila e já se complica na fase de grupos da Libertadores

Nesta terça-feira, o Santos foi derrotado por 2 a 0 pelo Barcelona-EQU, na Vila Belmiro, e iniciou com o pé esquerdo a participação no grupo C da Libertadores. A chave é considerada difícil, com as presenças do Boca Juniors e The Strongest, que conta com a altitude boliviana. Os gols dos equatorianos foram marcados por Garcés e Pará, contra.

O primeiro tempo foi de pouca criatividade por parte do Santos, que foi prejudicado pelo gramado encharcado. As melhores chances foram do Barcelona, com o habilidoso Damián Díaz. Logo no retorno do intervalo, Pará saiu jogando errado, e os visitantes não desperdiçaram a oportunidade, abrindo o placar na Vila. Na segunda etapa, o Peixe não melhorou e viu os equatorianos ampliarem, com um gol contra de Pará, que teve jornada infeliz nesta noite.

O jogo

Mesmo jogando fora de casa, o Barcelona não se acanhou e teve a primeira chance da partida. Após jogada pela esquerda, Damián Díaz recebeu dentro da área e chutou à esquerda do gol. O Santos só finalizou com maior perigo aos 23 minutos, com Marinho pegando uma sobra finalizando forte para defesa do goleiro.

O Barcelona fez uma boa pressão na saída de bola do Peixe, dificultando a criação do time mandante, que também sofreu com o gramado pesado e molhado. Os equatorianos voltaram a assustar em uma saída estranha de João Paulo fora da área. A posse ficou com Damián Díaz, que finalizou e viu a bola parar na poça, que evitou o gol. Ainda deu tempo de Pineida arriscar de média distância, e João Paulo espalmar no meio da meta.

Na segunda etapa, o Santos voltou com a mesma dificuldade para sair jogando. Após passe errado de Pará, Martínez invadiu a área pela esquerda e serviu Garcés, que apenas empurrou para as redes. Em seguida, Martínez quase ampliou, acertando um chute de muito longe no travessão.

Aos 23 minutos, o Barcelona chegou ao seu segundo gol na Vila Belmiro. Hoyos foi acionado pela direita e tocou para Garcés, que finalizou. A bola bateu em Pará e entrou. Mesmo com substituições ofensivas feitas por Holan, o Santos continuou tendo uma atuação pouquíssimo inspirada, não levando perigo ao gol defendido por Burrai em nenhum momento. Ainda deu tempo de Oyolo quase marcar o terceiro para os equatorianos.

Holan acredita que chuva atrapalhou o Santos e diz que o time viveu noite atípica

O Santos estreou com o pé esquerdo na fase de grupos da Libertadores, sendo derrotado por 2 a 0 pelo Barcelona-EQU. Durante o primeiro tempo da partida, uma forte chuva castigou o gramado da Vila Belmiro, encharcando o campo e dificultando a fluidez do jogo.

Na visão de Ariel Holan, o gramado pesado atrapalhou o desempenho do Peixe, que tem como característica construir as jogadas com toques curtos desde trás.

“Hoje foi um jogo em que, até os 20 minutos, era um jogo e, depois, com o campo totalmente encharcado, foi outro jogo. Não conseguimos nos adaptar ao jogo com o campo molhado, tivemos dificuldade para levar a bola de um lado para o outro. O Barcelona se defendeu bem e acumulou muitos jogadores na pressão sobre a bola, e não conseguimos dar fluidez ao jogo. Nós queremos jogar com a bola no chão, tratar de ser vertical”, avaliou Holan.

“Hoje foi muito difícil de fazer esse jogo. Realmente, jogamos muitos jogos e são poucos treinos para que o time possa jogar com mais segurança e eficácia. Essas são as regras do jogo, temos que buscar melhorar. Temos mais cinco jogos na fase de grupos, temos que melhorar muito para passar de fase”, completou.

O técnico argentino também respondeu sobre a dificuldade que o Santos encontrou para ter volume ofensivo. Para Holan, a noite de sua equipe não condiz com a normalidade.

“Na fase anterior da Libertadores, fizemos cinco gols em dois jogos. Esse mesmo time, com praticamente os mesmos jogadores. Então, acho que hoje foi uma ‘noite preta’ (atípica)”, finalizou.

Holan garante que Santos não abandonará a saída de bola pelo chão

O Santos passou longe de fazer uma boa partida e foi derrotado por 2 a 0 pelo Barcelona-EQU na estreia da fase de grupos da Libertadores. Durante os 90 minutos, o Peixe teve muita dificuldade para iniciar as jogadas, sendo facilmente neutralizado pela pressão dos equatorianos.

O primeiro gol do Barcelona teve origem em um erro de passe de Pará no campo de defesa. Após a partida, Ariel Holan foi questionado sobre como fazer para ter uma saída de bola com toques curtos segura em um calendário apertado, com pouco tempo de treinamento.

“É uma boa pergunta. Nós queremos jogar com a bola no chão, e não jogar a bola por cima. Não temos um time com jogadores altos para fazer esse jogo. Temos que tratar de melhorar e seguir crescendo como um time que jogue da maneira como podemos fazer, com os jogadores que temos”, avaliou o técnico.

Holan até modificou o posicionamento dos jogadores do Santos na saída de bola depois do intervalo, porém o time seguiu com dificuldade para iniciar as jogadas. Em vez de ter Alison metros à frente dos dois zagueiros, o técnico argentino orientou o volante a se posicionar entre Kaiky e Luan Peres na segunda etapa, dando mais liberdade para os defensores conduzirem.

Marinho pede respaldo a Holan e diz: “Os caras batem em mim, impossível ficar em pé”

Poucos jogadores do Santos tiveram uma boa atuação na derrota por 2 a 0 para o Barcelona-EQU, no primeiro jogo do Peixe na fase de grupos da Libertadores. Após a partida, Marinho afirmou que a equipe não conseguiu executar o plano preparado por Ariel Holan, pedindo “respaldo” ao técnico argentino.

“A gente não conseguiu fazer aquilo que o professor pediu, o time foi muito abaixo hoje. A gente reconhece que tem que trabalhar, grandes jogos ainda virão pela frente. Precisamos dar um respaldo ao treinador”, pontuou o atacante.

Marinho também comentou sobre as muitas vezes que foi ao chão na Vila Belmiro. O camisa 11 do Santos destacou que é constantemente derrubado pelos adversários, que, segundo o atacante, não conseguem pará-lo na bola.

“Os caras batem em mim, é impossível ficar em pé. Sou um jogador que, na maioria das partidas, sou o cara mais parado, ao lado do Soteldo. Eles não deixam a gente terminar a jogada. No mano a mano, eles não vão segurar. Então, colocam dois, três e fazem muitas faltas. Talvez fique um jogo muito parado. Até porque os caras respeitam a gente e não vão nos deixar passar”, finalizou.

Marinho não acredita que Santos dependa de seu desempenho: “Não jogo sozinho”

Desde que voltou a atuar pelo Santos, Marinho não conseguiu repetir o nível de atuações da temporada passada, quando foi a principal peça da equipe que chegou à final da Libertadores. Nesta terça-feira, o atacante não teve um bom desempenho na derrota do Peixe por 2 a 0 para o Barcelona-EQU.

Após a partida, Marinho foi perguntado sobre as suas últimas atuações, após se recuperar da covid-19 e da lesão no joelho esquerdo. O camisa 11 foi questionado sobre a influência que o seu desempenho tem no nível coletivo apresentado pela equipe.

“Na verdade não é determinante, porque eu não jogo sozinho. Eu jogo com uma equipe, ao lado de 30 jogadores, dentro de campo são 11 que entram. Vou me dedicando ao máximo, fiquei muito tempo parado. Esse é meu terceiro jogo como titular. Depois que tive covid, ainda fiquei um tempo fora por lesão. Então, vou evoluindo a cada jogo, a cada partida”, afirmou o atacante.

Marinho não ficou contente com a pergunta. Depois de dizer: “Isso é uma crítica?” no início de sua resposta, adicionou no final: “Claro que, se a gente tivesse ganhado, a pergunta teria sido diferente, mas vida que segue”.

Desde que voltou a ficar à disposição, Marinho entrou em campo cinco vezes pelo Santos, sendo titular em três jogos. Na partida de ida contra o San Lorenzo, pela terceira fase da Libertadores, o atacante marcou um gol de pênalti.

Santos tem pior início de temporada desde 2008

O início da temporada de 2021 do Santos não tem agradado o torcedor. Oscilando no Campeonato Paulista, o Peixe perdeu para o Barcelona-EQU na estreia da fase de grupos da Libertadores, em jogo realizado na Vila Belmiro na noite de terça-feira.

A partida foi a 12ª do Alvinegro após o fim do Brasileirão de 2020. Ao todo, foram quatro vitórias, cinco empates e três derrotas, aproveitamento de 47,2% dos pontos disputados. Com isso, o Santos tem seu pior começo de temporada desde 2008.

Na ocasião, o Peixe acumulou quatro vitórias, três empates e cinco derrotas, aproveitamento de 41,6%. Desde então, o clube não teve menos que 50% de aproveitamento dos pontos disputados nos 12 primeiros jogos disputados.

O melhor início de temporada no período foi em 2015. Sob o comando de Enderson Moreira e Marcelo Fernandes, a equipe da Vila Belmiro ficou invicta nos primeiros 12 compromissos, triunfando em dez ocasiões e empatando em duas, um aproveitamento de 88,8%.

Para efeito de comparação, o início da última temporada santista contou com seis vitórias, três empates e três derrotas, aproveitamento de 58,3%.

O Santos volta a campo na sexta-feira para enfrentar o Novorizontino, às 22h15 (de Brasília), no Estádio Doutor Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte, pela sétima rodada do Campeonato Paulista. O Peixe é o primeiro colocado do Grupo D do Estadual, com nove pontos conquistados em sete partidas.

Confira o desempenho do Santos nos 12 primeiros jogos das últimas 14 temporadas:

2021: 4 vitórias, 5 empates e 3 derrotas – aproveitamento de 47,2%

2020: 6 vitórias, 3 empates e 3 derrotas – aproveitamento de 58,3%

2019: 8 vitórias, 3 empates e 1 derrota – aproveitamento de 75%

2018: 5 vitórias, 3 empates e 4 derrotas – aproveitamento de 50%

2017: 6 vitórias, 2 empates e 4 derrotas – aproveitamento de 55,5%

2016: 6 vitórias, 5 empates e 1 derrota – aproveitamento de 63,8%

2015: 10 vitórias e 2 empates – aproveitamento de 88,8%

2014: 9 vitórias, 2 empates e 1 derrota – aproveitamento de 80,5%

2013: 7 vitórias, 3 empates e 2 derrotas – aproveitamento de 66,6%

2012: 7 vitórias, 3 empates e 2 derrotas – aproveitamento de 66,6%

2011: 5 vitórias, 6 empates e 1 derrota – aproveitamento de 58,3%

2010: 10 vitórias, 1 empate e 1 derrota – aproveitamento de 86,1%

2009: 7 vitórias, 2 empates e 3 derrotas – aproveitamento de 63,8%

2008: 4 vitórias, 3 empates e 5 derrotas – aproveitamento de 41,6%

Santos é o segundo time da Série A que mais sofreu gols na temporada de 2021

Ariel Holan tem menos de dois meses de trabalho no Santos, mas já tem um grande problema para resolver. O Peixe tem apresentado problemas defensivos, sendo o segundo clube da Série A do Campeonato Brasileiro que mais sofreu gols na temporada de 2021.

Em 12 jogos, o Santos foi vazado 19 vezes, uma média de 1,58 tento sofrido por partida. Entre as equipes que estão na elite do futebol brasileiro, apenas o Sport concedeu mais gols na atual temporada: 23 em 16 duelos. No entanto, a média do Rubro Negro (1,43) é melhor que a do Alvinegro.

A média santista é melhor apenas que a do Athletico-PR. O Furacão só disputou quatro jogos pela temporada de 2021, mas sofreu sete gols, média de 1,75. Acontece que a equipe paranaense entrou em campo com jogadores sub-23 em todas as ocasiões que foi vazada.

Além do alto número de tentos concedidos, a defesa do Santos também tem dificuldade para passar em branco em uma partida, sendo vazada em 11 dos 12 jogos realizados na temporada. Somente no empate em 0 a 0 contra o Botafogo-SP, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Paulista, o time de Holan não sofreu gol.

Com nove pontos conquistados após sete rodadas, o Santos é o líder do Grupo D do Paulistão, com nove pontos conquistados. Já na fase de grupos da Libertadores, o Peixe estreou com uma derrota em casa para o Barcelona-EQU.