Santos 0 x 0 Flamengo

Data: 19/11/2015, quinta-feira, 22h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 35ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 8.071 pagantes
Renda: R$ 324.085,00
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)
Auxiliares: Kléber Lúcio Gil (SC) e Ivan Carlos Bohn (PR).
Cartões amarelos: Gustavo Henrique e Thiago Maia (S); Jorge [2] e Ayrton (F).
Cartão vermelho: Jorge (F).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato (Serginho), Thiago Maia e Marquinhos Gabriel; Geuvânio (Neto Berola), Gabriel (Leandro) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior

FLAMENGO
Paulo Victor; Pará (Ayrton), César Martins, Wallace e Jorge; Jonas (Canteros), Márcio Araújo, Gabriel e Alan Patrick; Emerson Sheik e Kayke (Guerrero).
Técnico: Oswaldo de Oliveira



Santos só empata com o Flamengo e perde sua posição no G4

A parada de dez dias não fez bem para o Santos. Longe de apresentar o futebol vistoso e ofensivo que o caracteriza na Vila Belmiro, o Peixe encontrou muita dificuldade diante de um Flamengo ousado, com a marcação alta. O empate por 0 a 0 na noite desta quinta-feira, com muito calor na Baixada, ainda ficou barato para os santistas, que viram Vanderlei brilhar no gol e evitar a derrota. Mesmo assim, a igualdade foi péssima para os alvinegros, que com a vitória do São Paulo em cima do Atlético-MG, perderam seu posto no G4. Agora, o Tricolor soma 56 pontos, contra 55 do Peixe.

Para o Flamengo, o empate faz com que a equipe rubro-negra alcance os 48 pontos e torna-se o sonho de alcançar uma vaga na próxima Copa Libertadores da América praticamente impossível.

Agora, Santos e Flamengo voltam a campo no próximo domingo. O time de Dorival Júnior visita o Coritiba, às 19h30, no estádio Couto Pereira. Esta partida acontecerá com portões fechados por causa de uma punição imposta ao clube paranaense. Mais cedo, às 18 horas, o Flamengo recebe a Ponte Preta, no estádio Mané Garrincha, em Brasília. As atenções santistas, porém, estão voltadas para o duelo de quarta-feira, contra o Palmeiras, pela primeira final da Copa do Brasil, na Vila Belmiro. O segundo clássico, que definirá o campeão, está marcado para o dia 2 de dezembro, no Allianz Parque, em São Paulo.

O jogo

Os primeiros 45 minutos de jogo mostram que Oswaldo de Oliveira realmente conhece bem os santistas com quem ele trabalhou tanto em 2014. Com Guerrero iniciando uma partida no banco de reservas pela primeira vez, o Flamengo adotou uma postura de marcação alta e chegada ao ataque com cinco jogadores muitas vezes. O Santos talvez não esperasse tanta ousadia dos rubro-negros e não conseguiu encaixar seu jogo.

O primeiro lance de perigo veio com Gabriel, em cruzamento rasante que Zeca evitou o gol. Emerson Sheik por pouco não abriu o placar em seguida, após cobrança de escanteio.

A resposta santista veio com Geuvânio, aos 10 minutos. Escalado por causa da ausência do suspenso Lucas Lima, o Caveirinha bateu de longe, bem ao seu estilo, e viu Paulo Victor espalmar.

Mas logo o Flamengo voltou a dominar o ritmo da partida e iniciou um verdadeiro bombardeio para cima do goleiro Vanderlei, que se saiu bem em todos os lances e salvou o Peixe da derrota na primeira etapa.

Primeiro, Renato saiu jogando mal e, em contra-ataque, Emerson entrou na área e bateu cruzado. O camisa 1 alvinegro teve reflexo para defender no chão. Um minuto depois, Kayke recebeu lançamento nas costas de Zeca e, cara a cara, encheu o pé, mas também parou no paredão da Vila, que saiu do gol abafando. A terceira tentativa flamenguista em sequência foi de Gabriel, que tabelou com Pará pela direita e soltou a bomba de fora da área. Nesta, Vanderlei teve de se esticar todo para evitar o gol dos cariocas.

O Peixe só respondeu aos 39, em chute de Gabriel da meia lua que subiu demais. Dorival Júnior não parou de gritar, gesticular e tentar arrumar seu time em meio a pressão do Flamengo, mas, não teve jeito. Para alívio dos torcedores do time da casa, o primeiro tempo acabou 0 a 0.

As equipes voltaram para o segundo tempo sem alterações, mas com posturas diferentes. O Flamengo perdeu o ímpeto de marcar a saída de bola alvinegra e o Peixe partiu em busca de exercer seu papel de mandante na Vila Belmiro. Mas, na prática, o jogo ficou menos vistoso, com mais embates no meio de campo.

O Peixe tentou de tudo, Gabriel foi quem mais chegou perto de abrir o placar, mas não era noite dos santistas. O Flamengo ainda teve duas chances claras com Guerrero no fim, mas novamente Vanderlei apareceu para salvar o Santos, que, com o empate por 0 a 0, além de deixar o G4, também acabou com a sequência de 15 vitórias seguidas em seu alçapão.

Bastidores – Santos TV:

Dorival vê Vanderlei herói, reclama de gramado e admite Fla melhor

O empate por 0 a 0 com o Flamengo foi ruim para o Santos. A equipe deixou o G4 do Campeonato Brasileiro e quebrou a série de 15 vitórias seguidas em casa. Mas, a verdade é que os santistas não podem reclamar muito. Isso porque o time esteve tão perto de sair da Vila Belmiro derrotado, que a igualdade pode ser vista como “lucro”. E muito graças a Vanderlei. O goleiro do peixe fez pelo menos quatro defesas milagrosas e obteve o reconhecimento de seu treinador depois do jogo.

“Provavelmente, sim. (foi herói). Pelo Santos, com certeza. O Flamengo também teve quem se destacou. O resultado não aconteceu porque o Flamengo se comportou bem”, analisou Dorival Júnior, bastante irritado com a atuação do seu time. “Sempre é preocupante. Estamos trabalhando frequentemente. Depois de muito tempo fizemos uma partida abaixo das condições”, completou.

E quando questionado se o fato do Santos ter feito uma partida tão abaixo do que faz de costume tinha a ver com a ausência de Lucas Lima, que não pôde atuar por estar suspenso, Dorival logo rechaçou ligar uma coisa a outra.

“Natural que o Lucas faça falta, mas nossa equipe não se encontrou e pegamos um Flamengo jogando muito bem. Enfrentamos uma equipe que se comportou melhor. Temos de reconhecer que fez uma partida em alto nível e neutralizou as nossas jogadas. Tivemos nossos erros e problemas e não conseguimos encaixar o que sempre foi nosso forte”, comentou o treinador.

Sem deixar de assumir a responsabilidade de sua equipe pelo empate por 0 a 0, Dorival também não deixou de criticar o gramado da Vila Belmiro, que não estava em boas condições nesta quinta-feira e, na opinião do técnico, acabou dificultando ainda mais o jogo para os santistas.

“Atrapalhou o espetáculo de modo geral. Foi uma reclamação geral de todos os jogadores. Realmente comprometido. Não conseguimos impor nossa maneira de jogar. Lamentável que tenha acontecido. Mas, o principal fator foi enfrentar uma equipe que jogou”, ressaltou Dorival, antes de finalizar.

“Temos que enaltecer a postura do Flamengo. Marcou bem. Em alguns momentos, teve saída rápida de contra-ataque, fez partida dentro de condição que poucas equipes tinham feito aqui. Em razão disso, nossa produção foi bem abaixo. Em algum momento teria que acontecer”, concluiu.

Agora, o Peixe volta as atenção para o duelo de domingo, contra o Coritiba, no estádio Couto Pereira. O confronto acontecerá com portões fechados, devido a uma punição imposta ao clube paranaense. Na quarta-feira, o Peixe inicia as finais da Copa do Brasil contra o Palmeiras, diante do Palmeiras, de novo na Vila.

Prestes a voltar para casa, Vanderlei lamenta ter de depender de rival

O Santos fez uma partida para esquecer nesta quinta-feira. Depois de dez dias apenas treinando, a equipe de Dorival Júnior não conseguiu repetir as atuações de destaque dos últimos jogos e não passou de um 0 a 0 com o Flamengo, na Vila Belmiro. Mas, ao menos Vanderlei teve o comemorar. O camisa 1 alvinegro fez cinco grandes defesas, três quase em sequência, depois de uma blitz rubro-negra, e duas a queima roupa, já nos minutos finais da etapa final. Chamado de herói por Dorival Júnior, Vanderlei, porém, minimizou sua grande atuação e se mostrou preocupado com a situação do time, que agora é o quinto colocado, com 55 pontos, e viu o São Paulo assumir a última vaga no G4, ao somar 56 pontos.

“Individualmente foi bom para mim, mas coletivamente foi ruim. A gente esperava vencer, a gente precisa dessa vitória para se manter no G4, até para a gente depender a gente mesmo daqui até o final”, analisou o dono da meta santista, sem jogar a toalha.

“O São Paulo foi o único adversário que acabou vencendo (dos times que brigam pelo G4), mas a gente depende da gente ai. Temos três jogos que nós temos totais condições de vencer. E torcer para o São Paulo tropeçar também, né?”, disse, fazendo a ressalva necessária.

Agora, o Peixe precisa de uma reação imediata. Com apenas três jogos para o fim do Campeonato Brasileiro, vencer o Coritiba neste domingo, às 19h30, no estádio Couto Pereira é crucial para o Santos. Para Vanderlei, o jogo ainda pode ser mais especial. Hoje titular no time da Vila Belmiro, o jogador paranaense tem seu nome gravado na história do Coxa-Branca, com 301 partidas entre 2007 e 2014, e neste fim de semana reencontrará seu ex-clube, em seu Estado, pela primeira vez.

O goleiro inclusive lamentou o fato do confronto acontecer com portões fechados. Em função de uma punição aplicada pelo STJD, a partida pela 36ª rodada não terá a presença de torcedores nas arquibancadas.

“Bacana jogar contra um clube que você teve uma história. A gente fica triste, porque jogar Campeonato Brasileiro sem torcida é muito chato. Acho que isso não deveria acontecer, mas a gente tem que ir para lá com intuito de vencer. A gente precisa dessa vitória, a gente não tem nada a ver com o momento do Coritiba, que está brigando contra o rebaixamento”, afirmou.

Mesmo sem a força de sua torcida, como bem ressaltou Vanderlei, o Coritiba vai encarar o jogo como uma verdadeira final. Com 37 pontos, o time está a um ponto de sair da zona da degola. Até por isso, o goleiro santista espera um duelo franco no Couto Pereira.

“Acho que vai ser um jogo aberto, porque tanto nós quanto eles precisam da vitória. Então, a gente vai para lá para dar o nosso melhor e procurar vencer, até para dar uma tranquilidade melhor para quarta-feira”, concluiu Vanderlei, já preocupado de como o Santos chegará para o primeiro clássico com o Palmeiras, na Vila, pelas finais da Copa do Brasil.

Dorival não joga a toalha no Brasileiro e pede atitude nova fora de casa

O Santos não contava com um tropeço na Vila Belmiro a quatro rodadas do fim do Campeonato Brasileiro. O empate por 0 a 0 diante do Flamengo em uma partida atípica do time santista tirou o Peixe do G4 com apenas nove pontos a serem disputados. Agora o alvinegro praiano não depende mais das próprias forças para alcançar o objetivo de conquistar uma vaga na próxima Libertadores da América via Brasileirão. Dorival Júnior admite a frustração, mas não se entrega.

“Acho que ainda não (é hora de desistir). A partir desta sexta esboçamos a equipe para Curitiba. O São Paulo passou, mas ainda teremos três jogos. Vamos aguardar e sentir o que acontece nas próximas rodadas”, disse o comandante, com a confiança abalada.

A vitória em cima do Atlético-MG deixou o Tricolor do Morumbi apenas um ponto acima do Peixe (56 a 55). A esperança do time na Vila é que o Corinthians supere seu rival no clássico de Itaquera. Assim, caso vença o Coritiba, primeiro time da zona de rebaixamento, o Santos pode retomar sua posição no G4. O problema é que até esta 35ª rodada, o clube só vendeu uma partida como visitante.

“É um fato e tem acontecido que não temos um bom aproveitamento fora. Temos que enfrentar a realidade”, pediu Dorival, mais uma vez tentando passar confiança a seus atletas. “É um fato que se pode recuperar. Não tenho dúvidas que o Santos vai voltar a se recuperar. Gostaríamos de ter tido outro resultado, mas não fizemos por onde”, concluiu o treinador.

Nesta sexta, a equipe santista faz apenas um trabalho regenerativo no CT Rei Pelé. Neste sábado, pela manhã, Dorival Júnior preparará o time que irá a campo no estádio Couto Pereira. Os todos trabalhos serão fechados à imprensa. Na parte da tarde, a delegação viaja para Curitiba.