Atlético-PR 0 x 0 Santos

Data: 15/08/2015, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 19ª rodada (última do 1º turno)
Local: Arena da Baixada, em Curitiba, PR.
Público: 19.849 pagantes (21.829 presentes)
Renda: R$ 534.590,00
Árbitro: Bruno Arleu de Araujo (RJ)
Auxiliares: Guilherme Dias Camilo (MG) e Cristhian Passos Sorence (GO).
Cartões amarelos: Daniel Hernández (A) e Victor Ferraz (S).
Cartão vermelho: Alan Ruschel (A)

ATLÉTICO-PR
Weverton; Eduardo, Vilches, Kadu e Alan Ruschel; Otávio, Deivid (Jadson) e Barrietos (Walter); Marcos Guilherme, Daniel Hernández e Crysan (Douglas Coutinho).
Técnico: Milton Mendes

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Thiago Maia, Paulo Ricardo e Lucas Lima (Leandro); Geuvânio (Neto Berola), Gabriel (Marquinhos Gabriel) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior



Santos desperdiça pênalti e empata sem gols contra Atlético-PR

O Atlético-PR não conseguiu os três pontos diante do seu torcedor para voltar a encostar no G4 do Campeonato Brasileiro, pois ficou no empate por 0 a 0 contra o Santos, na noite deste sábado. Desta forma, o Furacão fica com 30 pontos, na sexta colocação.

O time da Vila Belmiro, por outro lado, manteve seu jejum de vitórias fora de casa. Agora são dez jogos, ou quatro meses, sem vencer qualquer adversário como visitante. E o duelo desta 19ª rodada, a última do primeiro turno, poderia ter um placar diferente, caso Ricardo Oliveira não desperdiçasse um pênalti ainda no primeiro tempo. Assim como na quarta, contra o Vasco, o camisa 9 bateu no canto, rasteiro, e viu, desta vez, Weverton se dar bem, espalmando a cobrança para escanteio. Assim, o Peixe fica com 24 pontos, provisoriamente na 11ª colocação.

Assim, o Santos volta suas atenções para a Copa do Brasil, prioridade da equipe neste segundo semestre. Na quarta-feira, a Vila Belmiro será palco do clássico contra o Corinthians, às 22 horas, no primeiro duelo válido pelas oitavas de final. Pelo Brasileirão, o time da Baixada Santista recebe o Avaí , às 18h30 do sábado, também em casa.

Fora da disputa pela Copa do Brasil, o Atlético-PR se prepara para a primeira rodada do segundo turno do Nacional por pontos corridos. O time de Milton Mendes visita o Internacional, às 16 horas do domingo, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre.

O jogo

Com a Arena da Baixada recebendo bom público, Atlético-PR e Santos fizeram um primeiro tempo de muita marcação, correria, mas de muitos passes errados também. O time da casa, empurrado por sua torcida, buscou ditar o ritmo do jogo, mas foi surpreendido com uma marcação bem alinhada do Peixe no setor defensivo e, muitas vezes, com seus atacantes apertando os zagueiros na saída de bola.

Aos quatro minutos, a primeira oportunidade de gol surgiu dos pés de Crysan, que bateu para fora, depois de aproveitar chute torto de Marcos Guilherme. Aos 10, o Santos quase se deu bem em função de sua marcação avançada. Lucas Lima dividiu com o goleiro Weverton e a bola sobrou para Ricardo Oliveira, mas Alan Ruschel afastou o perigo na hora H.

A grande chance de gol do Furacão, então, surgiu aos 25 minutos. E seria um golaço. Marcos Guilherme apostou na jogada individual pelo meio da defesa santista. O meia tabelou com Crysan, deu um drible da vaca em David Braz e, na cara de Vanderlei, bateu rasteiro. A bola tirou tinta da trave e saiu pela linha de fundo.

O lance levantou o torcedor na arquibancada, mas logo o Peixe equilibrou as ações e o jogo voltou a ficar truncado, com muita disputa no meio de campo e poucas jogadas de perigo. Mesmo assim, no fim da primeira etapa, o Alvinegro praiano teve a melhor chance para abrir o placar. E, de novo, apertando a saída de bola do adversário.

O lance aconteceu aos 39 minutos. Geuvânio roubou a bola de Alan Ruschel, entrou na área e cruzou rasteiro. A bola bateu no braço de Kadu, que tentou cortar o lance com um carrinho. Mesmo com o braço do zagueiro arrastando-se pelo gramado, o árbitro deu pênalti.

Na batida, Ricardo Oliveira repetiu a cobrança desperdiçada diante do Vasco, na quarta. Canto direito do goleiro, rasteiro. E mais uma vez o centroavante teve que lamentar, porque Werverton voou na bola e espalmou para escanteio, assim como fez Martín Silva, no meio de semana.

“Bati no mesmo canto, com confiança, acho que o goleiro tem seus méritos”, justificou o camisa 9 santista, antes de descer para os vestiários.

“Só queria me concentrar e pensar em ser mais frio que ele. A responsabilidade no pênalti é toda dele. Botei isso na minha cabeça e esperei o máximo que eu pude”, explicou Weverton.

Na segunda etapa, Milton Mendes já voltou com Walter na equipe. O centroavante, famoso por sua técnica apurada e pelos quilos a mais, colocou fogo no jogo e logo aos três minutos quase marcou. Depois de cruzamento de Eduardo, Walter foi mais esperto que David Braz e cabeceou com muito perigo, para fora.

A resposta santista veio três minutos depois e mais uma vez Ricardo Oliveira, artilheiro do Campeonato Brasileiro, foi protagonista de um lance incrível. Geuvânio passou no meio da defesa atleticana e, dentro da área, serviu o camisa 9, que bateu de primeira. Weverton fez grande defesa e, no rebote, com o goleiro caído no chão, Ricardo Oliveira ‘pregou’ a bola no travessão de forma inacreditável.

O jogo continuou muito intenso, assim como a primeira etapa, porém, com mais espaços e jogadas mais agudas. Preocupado em colocar o time de volta no G4, Milton Mendes colocou o time no ataque de vez com Douglas Coutinho no lugar de Crysan. Apesar de ser um atacante pelo outro, a movimentação atleticana melhorou e a defesa santista passou a ter mais dificuldades para segurar a pressão.

Dorival Jr, então, apostou em Marquinhos Gabriel para tentar preencher o meio de campo e segurar as subidas de Eduardo pelo lado esquerdo da defesa santista. Gabriel foi sacado. Cansado, Geuvânio também deu lugar a Neto Berola.

A partida ficou um verdadeiro ‘lá e cá’, com as duas equipes se contra-atacando seguidamente. E a torcida rubro-negra foi quem esteve mais perto de tirar o grito de gol da garganta. Walter abriu pela direita e cruzou. Douglas Coutinho dividiu com o goleiro Vanderlei e viu a bola quicar próximo da linha do gol, mas a zaga alvinegra afastou o perigo antes de ela entrar.

Aos 35, Vanderlei evitou o gol do Furacão, após cobrança de escanteio. Douglas Coutinho cabeceou com liberdade para o chão e o goleiro alvinegro espalmou. E assim o jogo caminhou até o apito final, com o time da casa fazendo muita pressão, mas sem efetividade. Alan Ruschel ainda acabou expulso por reclamação.

Ricardo Oliveira admite que ‘evitou’ a inédita vitória fora de casa

Artilheiro do Campeonato Paulista no título do Santos deste ano e atual goleador isolado do Campeonato Brasileiro, com dez gols, Ricardo Oliveira foi o grande vilão do Peixe pela segunda rodada seguida. Na quarta, o camisa 9 perdeu três chances claras de gol diante do Vasco. Em uma delas, Martín Silva chegou a defender pênalti do centroavante. Neste sábado, o experiente jogador mais uma vez falhou. Se Victor Ferraz ‘salvou’ Ricardo Oliveira contra os cariocas, marcando o gol da vitória santista, não houve quem ajudasse diante do Atlético-PR. Assim, o empate por 0 a 0 manteve o jejum de vitórias do Alvinegro Praiano como visitante no Brasileirão.

“Eu acho que nós fizemos de tudo. Nós trabalhamos e atacamos no segundo tempo. De fato, criamos situações para matar o jogo. Houve dois gols que normalmente a gente não perde”, analisou o próprio atleta, na saída de campo.

Os dois lances citados por Ricardo Oliveira aconteceram cada um em um tempo da partida. Na primeira etapa, o centroavante voltou a desperdiçar uma cobrança de pênalti. Assim como na quarta, Oliveira bateu no canto direito do goleiro, rasteiro. Mas Weverton repetiu Martín Silva e defendeu a cobrança.

Na etapa final, um lance inacreditável. Ricardo Oliveira recebeu cruzamento de Geuvânio e bateu de primeira. Weverton defendeu parcialmente e a bola se apresentou para o santista marcar no rebote, a três metros do gol. Mas o camisa 9 acabou acertando um forte chute no travessão, para delírio dos torcedores atleticanos, na Arena da Baixada.

“Perdi o pênalti de novo e outra embaixo do gol, que eu acertei a trave. Mas é futebol, faz parte. A gente sabe que isso muda”, concluiu Oliveira, sem mostrar abatimento.

O meia Lucas Lima, que depois de ter sido convocado pela Seleção Brasileira não fez uma grande partida e acabou substituído no segundo tempo, defendeu seu companheiro. “Foi um jogo equilibrado e tivemos chances. Perdemos dois gols que não costumamos perder, mas é pensar no próximo jogo”, disse, evitando culpar Ricardo Oliveira pelo empate. “Ele é o nosso artilheiro. Tem crédito”, encerrou.

“Sem obsessão”, Dorival já cobra vitória fora de casa após novo empate

A última vitória do Santos como visitante aconteceu há exatos quatro meses, em cima do Londrina, quando a equipe paranaense levou o duelo válido pela Copa do Brasil para São José dos Campos. Neste sábado, o Peixe encerrou o primeiro turno do Campeonato Brasileiro com um empate por 0 a 0 diante do Atlético-PR, em Curitiba. Agora, são seis derrotas e quatro empates longe de seus domínios na competição. O técnico Dorival Júnior admite que a situação já incomoda mais.

“Para nós, ainda foi um bom resultado, em razão do que vinha acontecendo, da maneira como a equipe está melhorando. Logicamente, estamos buscando uma vitória. Que ela aconteça o quanto antes. Não é uma obsessão, mas já passa a ter uma outra condição dentro da competição”, comentou o treinador, após o jogo.

Mesmo com o pênalti desperdiçado por Ricardo Oliveira, no primeiro tempo, contra o Furacão, o treinador santista evitou lamentar o resultado deste sábado.

“Foi um resultado normal, pela luta, pela intensidade, pela dedicação. Talvez, se uma equipe saísse vencedora, seria assim, em um lance de felicidade, porque as marcações prevaleceram. Os ataques tiveram poucos espaços e eu acredito que as oportunidades foram mais ou menos semelhantes, tanto de um lado quanto do outro”, analisou.

Questionado se a sequência ruim como visitante pode atrapalhar a equipe na sequência da temporada, Dorival Jr foi enfático.

“Eu não vejo isso. Estou no clube há sete jogos. Foram dois empates fora, uma derrota com o Palmeiras, que poderia ser também uma vitória. Eu vejo a atuação, muito mais a qualidade do trabalho e, a qualquer momento, se o time mantiver essa postura, ela vai acontecer naturalmente”, afirmou.

Dorival vai avaliar se Ricardo Oliveira seguirá como batedor de pênaltis

O segundo pênalti seguido perdido por Ricardo Oliveira pode tirar do camisa 9 o posto de batedor oficial do Santos. Neste sábado, Dorival Júnior tentou minimizar a questão, mas confessou que o caso será analisado pela comissão técnica.

“Acho que tudo isso nós vamos acertar ao longo desses dias que antecedem o jogo com o Corinthians”, revelou o treinador do Peixe.

Artilheiro do Campeonato Brasileiro, Ricardo Oliveira desperdiçou penalidades nas duas últimas rodadas. O centroavante bateu ambas no mesmo lugar e foi vencido pelos goleiros Martín Silva e Weverton, do Vasco e do Atlético-PR, respectivamente. Neste sábado, contra o Furacão, a falha teve mais peso em função do placar final do jogo por 0 a 0.

“O Ricardo é o batedor oficial e, enquanto ele se sentir confiante e bem, naturalmente ele vai fazer”, salientou Dorival Jr, tentando passar confiança para o jogador que já marcou dez gols no Brasileiro e acabou o Paulista também na ponta da artilharia.

E o tempo para refletir sobre o tema é curto, já que o Peixe encara o Corinthians nesta quarta, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Antes mesmo de deixar Curitiba, o técnico santista reforçou a ideia de não privilegiar nenhuma das competições em andamento.

“Nós vamos com o time que nós temos. Não vou priorizar nenhuma das competições. Nós vamos jogar a Copa do Brasil como jogamos o Brasileiro”, afirmou.