Santos 0 x 0 Paraná

Data: 16/11/2005, quarta-feira, 21h45.
Competição: Campeonato Brasileiro – 39ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público e renda: partida com portões fechados.
Árbitro: Sérgio da Silva Carvalho (DF)
Auxiliares: César Augusto de O. Vaz (DF) e Rogério M. Oliveira (DF)
Cartões amarelos: Frontini e Geílson (S); Beto (P).

SANTOS
Mauro; Zé Leandro, Rogério, Matheus e Carlinhos (Wendell); Fabinho, Rossini, Luciano Henrique (Rivaldo), Ricardinho; Frontini (Giovanni) e Geílson.
Técnico: Nelsinho Baptista

PARANÁ
Flávio; Neto, Daniel Marques, Aderaldo e Edinho; Pierre (Rafael Muçamba), Beto, Mario César e Thiago Neves (Éder); Borges e Sandro.
Técnico: Luiz Carlos Barbieri



Em crise, Santos só empata com o Paraná

Mostrando um futebol igual a sua fase, o Santos não saiu de um empate sem gols com o Paraná nesta quarta-feira, no estádio do Pacaembu, em São Paulo, e amargou mais uma rodada sem vitória no Campeonato Brasileiro. O jogo foi realizado na capital devido à punição imposta ao time do litoral, que cumpriu nesta noite o terceiro e último jogo da suspensão.

Pela primeira vez de volta ao estádio em que sofreu a vexatória goleada por 7 a 1 para o Corinthians, há duas partidas, o Santos não conseguiu amenizar a difícil fase que o atormenta. Vindo de quatro derrotas, o atual campeão nacional vai encerrando de maneira melancólica sua participação.

A três rodadas do fim do Brasileirão, a equipe alvinegra possui 56 pontos e continua em oitavo lugar, na modesta briga por uma vaga na Copa Sul-Americana. O Paraná, com dois pontos a mais, aparece logo acima na classificação e mais perto do torneio internacional.

Se o time paranaense não consegue a reabilitação após perder por 2 a 0 para o Botafogo, o clima na Vila Belmiro segue da mesma maneira: tenso. Tentando superar os problemas internos para melhorar na reta final, o Santos continua exibindo o abatimento resultante das goleadas sofridas para Corinthians e Internacional.

Com Giovanni no banco de reservas até o decorrer do segundo tempo, quem mais se destacou no time de Nelsinho Baptista foi Mauro. O goleiro defendeu pênalti do artilheiro Borges na etapa final e salvou o Santos de novo vexame na competição.

“Tivemos todas as condições de sair com o resultado, com uma penalidade a nosso favor, mas infelizmente não fizemos o gol”, lamentou Flávio, camisa 1 dos visitantes.

As equipes voltam a campo neste final de semana pela 40ª rodada. No sábado, o Santos vai até o Distrito Federal, onde encara o desesperado Brasiliense no estádio Serejão, em Brasília. O Paraná, por sua vez, recebe o Flamengo no domingo, no Pinheirão, na capital paranaense.

O jogo

Precisando desesperadamente da vitória, o Santos começou a partida pressionando a saída do Paraná. E por pouco não abriu o placar logo com sete minutos de bola rolando. Zé Leandro cruzou da direita, a defesa falhou e Rogério completou de cabeça, assustando Flávio.

Aos 13min, foi a vez de Luciano Henrique levar perigo à meta paranista. O armador chutou de fora da área e a bola saiu à direita de Flávio. No outro lado do campo, Mauro só começou a trabalhar efetivamente depois dos 24min, quando afastou cruzamento perigoso.

Neto foi quem teve a primeira grande oportunidade do time tricolor na etapa inicial. Ele invadiu a área pela direita, ameaçou o cruzamento, mas acabou definindo para surpreender Mauro. O goleiro, porém, mostrou estar atento e colocou a bola pela linha de fundo.

O lance animou os visitantes, que passaram a chegar facilmente à área santista, mas pecando demais nas finalizações. Borges, aos 42min, perdeu gol claro ao fazer domínio na área e concluir à esquerda de Mauro. A bola ainda tocou a trave antes de sair.

O time de Nelsinho Baptista, nitidamente abatido, sofreu com a falta de criatividade no meio-campo. Com Giovanni no banco de reservas, o setor de armação, composto por Ricardinho e Luciano Henrique, mostrou pouco serviço nos primeiros 45 minutos.

Após o intervalo, os times voltaram mais lentos e valorizando a posse de bola. E em uma rápida troca de Carlinhos com Geílson pela esquerda, a bola sobrou para Rossini. Na entrada da área, aos 8min, ele disparou forte, de primeira, e Flávio encaixou bem.

A resposta dos paranaenses foi aos 15min. Beto invadiu a área pela direita e chutou cruzado para boa defesa de Mauro. O goleiro santista voltou a brilhar três minutos depois. Borges sofreu falta dentro da área e partiu para a cobrança de pênalti. No entanto, ele bateu quase no meio do gol e Mauro salvou o Santos.

Com Éder no lugar de Thiago Neves, o Paraná passou a pressionar nos minutos finais. Borges, após cruzamento da direita, e Éder, em disparo de fora da área, ganharam da defesa alvinegra, mas não souberam transformar as chances em gol.

O Santos também melhorou com a entrada de Giovanni no meio, porém não o suficiente para obter a vitória. Nos acréscimos, a equipe paranaense mais uma vez ficou muito perto de superar Mauro. Neto cobrou falta com categoria, a bola tocou o travessão e a linha do gol, mas não entrou.

A seqüência santista:
Data – Adversário – Placar
30/10 – Cruzeiro – 1 x 2
02/11 – Ponte Preta – 1 x 2
06/11 – Corinthians – 1 x 7
13/11 – Inter-RS – 0 x 4
16/11 – Paraná – 0 x 0



Nelsinho minimiza descarte a Giovanni

Treinador preferiu fazer testes diante do Paraná Clube, e combinou previamente que ídolo ficaria no banco de reservas.

Para não colocar mais lenha em uma fogueira que já aquece o Santos há algumas semanas, Nelsinho Baptista decidiu minimizar o descarte feito a Giovanni diante do Paraná Clube, na noite desta quarta-feira, no Pacaembu.

O treinador explicou, em entrevista coletiva após a partida, que a ida do camisa 10 ao banco de reservas estava combinada com o jogador previamente, e que o intuito foi fazer observações.

“Eu respeito muito o Giovanni e confio muito nele. Nós conversamos ontem pela manhã, tomamos café juntos à noite e trocamos uma ótima idéia, e ele entendeu. Acredito que o Giovanni ainda ajudará muito ao Santos”, disse Nelsinho.

“É importante vencer sempre, mas diante da situação, fiquei satisfeito com este empate. Foi bom principalmente porque demos oportunidades aos jovens, e eu pude observar alguns deles”, emendou o técnico, referindo-se às dificuldades que culminaram com o empate sem gols.

Rossini, no meio-campo, Carlinhos, na lateral-esquerda e Frontini, no ataque, começaram como titulares. Rivaldo entrou no segundo tempo na vaga de Luciano Henrique.

“As alterações prejudicaram um pouco porque testamos jogadores que estavam sem jogar há algum tempo por causa de lesões. São os casos do Carlinhos e do Frontini, mas o Giovanni entrou em um momento muito importante e contribuiu”, analisou.

Nelsinho deixou claro que os últimos três jogos do Campeonato Brasileiro serão utilizados para a seqüência dos testes visando a formação do elenco para a próxima temporada, e afirmou que o período em Atibaia deu tranqüilidade ao grupo.

“Sem dúvida aproveitamos muito estes dias de treino lá. Foi ótimo para convivermos mais, treinar sem pressa e conversar. Além das conversas normais, tivemos contato pessoal com os atletas e isso sempre é bom. O momento é difícil, mas até o final do campeonato ele será também de observações”, afirmou.