Portuguesa 2 x 2 Santos

Data: 18/04/1996, quinta-feira, 20h30.
Competição: Campeonato Paulista – 2º turno – 4ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 4.156 pagantes
Renda: R$ 41.347,00
Árbitro: Cláudio Vinícius Cerdeira (RJ).
Gols: Jamelli (23-1), Zé Roberto (24-1); Tiba (30-2) e Macedo (40-2).

PORTUGUESA
Clemer; Zé Maria, Ayupe, Augusto e Cássio; Zé Roberto, Roque, Caio e Zinho; Tiba e Tico.
Técnico: Valdir Espinosa

SANTOS
Edinho; Cláudio, Sandro, Narciso e Marcos Adriano; Gallo (Marcelo Passos), Vágner, Robert (Baiano) e Giovanni; Clóvis (Macedo) e Jamelli.
Técnico: Orlando Amarelo



Empate coloca Portuguesa e Santos longe dos líderes

Santos e Portuguesa empataram ontem, no Pacaembu, em 2 a 2, e se distanciaram de Palmeiras e São Paulo. Os líderes têm 12 pontos, 5 a mais na classificação do Campeonato Paulista.

O Santos, logo aos 5min, teve seu primeiro problema. Em um contra-ataque rápido, Clóvis sentiu uma contusão na coxa e teve que ser substituído.

Só aos 24min o Santos criou uma chance clara de gol. Robert foi lançado pela esquerda e cruzou na cabeça de Macedo, que acertou a trave. Jamelli pegou a rebatida, chutou e marcou.

No segundo tempo a Portuguesa voltou bem e tomou conta do jogo.

Aos 25min, Zé Roberto recebeu a bola livre na esquerda e marcou.

Seis minutos depois, a Portuguesa virou. Na cobrança de escanteio, Tiba marcou de cabeça.

O Santos igualou o marcador novamente com Macedo, aos 40min.

Giovanni aponta desatenção; Tico aposta no São Paulo

Terminada a partida de ontem, os jogadores do Santos estavam desolados no vestiário.

Com a derrota, a equipe ficou a cinco pontos de São Paulo e Palmeiras, líderes do Paulista.

Os jogadores não se conformavam com os gols gols sofridos. “O que não pode acontecer é sofrermos gols da forma que eles acontecem. Hoje tomamos mais um gol de escanteio”, afirmou o meia-atacante Giovanni.

Para Giovanni, a equipe do Santos está muito desatenta na marcação, o que está dificultando a reação do clube no campeonato.

Para o meia, as vaias direcionadas ao técnico Orlando Pereira, chamado de burro pela torcida, são completamente descabidas.

“A culpa só cabe aos jogadores, que não estão sabendo segurar o resultado”, afirmou.

Depois do gol de Jamelli, todos os jogadores se dirigiram ao técnico, mostrando solidariedade.

No vestiário da Portuguesa, os jogadores deram sinais de que contam com o São Paulo para disputar o quadrangular.

“Nos afastamos do Palmeiras, mas ainda temos chances porque o São Paulo tem os mesmos pontos que eles e ainda o confronto direto”, afirmou o atacante Tico.

Com a segunda colocação conseguida no primeiro turno, a Portuguesa já está classificada para o quadrangular final, que só acontece se o Palmeiras, campeão do primeiro turno, não vencer também o segundo.



Santos e Portuguesa fazem jogo de risco ( Em 18/04/1996 )

Santos e Portuguesa fazem “um clássico de risco” hoje, às 20h30, no Pacaembu.

Os dois times necessitam da vitória para não se distanciarem dos líderes do segundo turno do Paulista e prometem esquemas ofensivos na partida, que devem tornar as defesas vulneráveis.

O Santos tem seis pontos ganhos no returno e a Portuguesa, quatro.

O time do Canindé, por exemplo, atuará hoje com apenas um meia defensivo (Roque) e não fará marcação especial sobre Giovanni, destaque do Santos, como fez o São Paulo no domingo passado.

“Não vou mudar as características do meu time em um clássico, nem que eu corra um risco maior. Tenho um time que joga naturalmente para frente”, disse o técnico da Portuguesa, Valdir Espinosa.

Segundo ele, a Portuguesa vai explorar, principalmente, as jogadas pelas laterais, com Zé Maria e Tico, pela direita, e Cássio e Zé Roberto, pela esquerda.

“O time já costuma jogar pelas laterais. Além disso, o gramado do Pacaembu está muito ruim pelo meio”, afirmou Espinosa.

Ontem, a Portuguesa recebeu a visita do primeiro-ministro de Portugal, Antônio Guterres.

Ameaça

Uma derrota para a Portuguesa pode detonar um processo de “fritura” contra o treinador Orlando Pereira, do Santos.

Efetivado no cargo há sete jogos, Pereira luta contra o descrédito de parte da diretoria, que, na saída do técnico Candinho, chegou a sondar Cabralzinho para retornar à função de treinador da equipe.

Além de Cabralzinho, nome preferido de Pelé, José Teixeira, ex-técnico do Novorizontino, teria sido sondado para substituir Pereira no caso de derrotas para Portuguesa e Corinthians, domingo.

Irritado com essa situação, o técnico do Santos aposta na sua união com o elenco para ficar no cargo.

Para estreitar o seu relacionamento com o grupo, Pereira optou por um novo período de treinamentos longe de Santos. Ontem, o time viajou para São Paulo, onde ficará até o jogo de domingo, contra o Corinthians.

Na segunda-feira, o time volta a treinar em Águas de Lindóia (170 km ao norte de São Paulo).

Pereira diz que tem o grupo ao seu lado e espera, da diretoria, a manutenção do acordo verbal firmado após a queda de Candinho.

“Disse ao presidente que estou preparado para assumir o desafio. Ele disse que eu teria tempo para trabalhar. Sei que tenho qualidades e não me abalo com boatos.”

Contra a Portuguesa, ele disse que mantém sua proposta de jogar ofensivamente, mas poderá reforçar o meio-campo com a entrada do meia Baiano.