Corinthians 1 x 0 Santos

Data: 09/11/2014, domingo, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 33ª rodada
Local: Estádio Itaquerão, em São Paulo, SP.
Público: 31.089 pessoas
Renda: R$ 1.886.861,00
Árbitro: Vinicius Furlan (SP)
Auxiliares: Anderson José de Moraes Coelho e Carlos Augusto Nogueira Júnior (ambos de SP).
Cartões amarelos: Fagner e Elias (C); Victor Ferraz e Edu Dracena (S).
Gol: Guerrero (07-1).

CORINTHIANS
Cássio; Fagner, Felipe, Gil e Fábio Santos; Ralf, Elias (Bruno Henrique), Petros, Renato Augusto (Danilo); Malcom (Luciano) e Guerrero.
Técnico: Mano Menezes

SANTOS
Aranha; Victor Ferraz (Cicinho); Bruno Uvini, Edu Dracena e Caju; Alison, Arouca, Serginho (Leandro Damião) e Lucas Lima; Rildo e Gabriel (Jorge Eduardo).
Técnico: Enderson Moreira



Guerrero marca contra o Santos, e Corinthians faz a trinca em Itaquera

Atacante peruano marcou logo no início da partida e decidiu mais um clássico a favor do Corinthians em Itaquera

Foram três jogos ausente. Mas bastou sete minutos para Paolo Guerrero justificar o delírio da torcida ao ter seu nome anunciado no telão da Arena Corinthians , neste domingo, em Itaquera. O peruano marcou seu terceiro gol em três clássicos no novo estádio corintiano e, com o placar de 1 a 0, o Timão venceu o Santos e confirmou os 100% de aproveitamento em casa contra seus principais rivais neste Campeonato Brasileiro.

Além disso, a vitória nesta 33ª rodada praticamente exclui qualquer chance do Peixe chegar à Libertadores da América de 2015. A derrota no clássico quatro dias após a eliminação na Copa do Brasil deixa o clima pesado no time de Vila Belmiro e Enderson Moreira cada vez mais ameaçado no cargo.

O placar levou o Corinthians aos 57 pontos e à quinta colocação na tabela de classificação, com a mesma pontuação de Grêmio e Atlético-MG. Já o Santos estaciona na oitava posição, com 46 pontos, a nove do G-4 com apenas cinco rodadas para o fim da competição.

O jogo:

Com a bola em jogo, o clássico teve um início truncado, com os visitantes até tomando mais a iniciativa, porém, com o Corinthians bem postado em campo. E no primeiro lance de perigo, Paolo Guerrero mostrou que está mesmo em grande fase.

Aos 7 minutos, Bruno Uvini, que falhou no meio de semana contra o Cruzeiro, tentou driblar Renato Augusto, perdeu a bola no campo de defesa, acabou sendo driblado e viu o meia servir Guerrero, dentro da área. 1 a 0 Corinthians.

Renato Augusto cobrou falta na área. Victor Ferraz cabeceou para trás e quase marcou contra. Na sequência, Elias lançou o mesmo Renato Augusto, que enfiou para Ralf. O volante cruzou rasteiro na área, e Edu Dracena salvou o Peixe. Aos 37, Malcom teve uma boa oportunidade de marcar, mas se atrapalhou com a bola e finalizou para fora.

Já caminhando para o fim da primeira etapa, o jogo perdeu ritmo. Os goleiros pouco trabalhavam e o ‘perde e ganha’ prevalecia. Lucas Lima era o único santista um pouco mais incisivo no time de Vila Belmiro, mas era pouco. Com o apito do árbitro, as equipes desceram para os vestiários e Bruno Uvini tentou explicar a jogada do gol corintiano.

Precisando correr atrás do resultado, o técnico Enderson Moreira resolveu mexer na equipe já no intervalo. Com o cargo ameaçado, o treinador sacou Serginho e mandou Leandro Damião para o jogo, aramando o Santos com três atacantes novamente. Com isso, o Peixe partiu para cima do Timão e tentou abafar o time de Mano Menezes.

Aos 5 minutos, Bruno Uvini chutou de dentro da área. A bola bateu no cotovelo de Guerrero, mas o braço estava junto ao corpo e o árbitro não atendeu ao pedido de pênalti dos santistas. E a pressão do Santos parou por ai.

Aos 6, o camisa 9 corintiano fez linda jogada individual e tocou para Renato Augusto. O meia bateu forte e Aranha fez linda defesa. No rebote, Guerrero pegou de voleio e o camisa do Santos fez uma defesa espetacular. Cinco minutos depois, Renato Augusto, mais uma vez pela direita e dentro da área, bateu forte e Aranha salvou de novo.

Mesmo acuado em campo, o Santos conseguiu resistir à pressão do Corinthians e por pouco não calou o estádio. Após jogada pela esquerda, aos 22, Gabriel escorou de primeira e perdeu uma chance incrível. O lance acordou o Peixe em busca do empate e o clássico voltou a ficar equilibrado, em Itaquera.

E o Timão não ampliou por muito pouco. Desta vez não foi Aranha e sim a trave que salvou o Peixe. Luciano, em seu primeiro lance após entrar na vaga de Malcom, quase comprovou de vez a fama de talismã quando entra na etapa final. Fagner também fez boa jogada já aos 40 minutos e quase surpreendeu o camisa 1 do Santos.

Entregue em campo, abatido ainda pela eliminação na Copa do Brasil, o Santos já não encontrava forças e pouco ficava com a bola no fim da partida. Assim, ficou mais fácil para o Corinthians confirmar sua terceira vitória nos três clássicos que fez em Itaquera, mantendo o time vivo na briga por uma vaga na Libertadores da América do ano que vem.

Após derrota no clássico, Aranha lamenta falta de “cancha” do Santos

A derrota para o Corinthians neste domingo, por 1 a 0 , em Itaquera, praticamente acabou com as aspirações do Santos na temporada 2014. O time de Enderson Moreira ainda sonhava em alcançar o G4 e conquistar uma vaga na próxima Libertadores da América, mas o gol de Guerrero vai fazer com que o Alvinegro praiano cumpra tabela até o fim do Campeonato Brasileiro.

“Acho que a gente tem que honrar a camisa do Santos. A gente não tem pretensões no campeonato, mas tem nossa dignidade, tem que tentar acabar o campeonato bem, com o maior número de pontos possíveis, honrosamente”, disse Edu Dracena.

Para o capitão, o time do Santos é muito jovem e por isso acabou pecando em momentos decisivos. “Acho que é um time em formação ainda, um time que peca em algumas situações, mas é natural para uma equipe que está em formação. Tem que levar em experiência para que ano que vem isso não atrapalhe a equipe”, completou o zagueiro.

Na mesma linha de análise, o experiente goleiro Aranha, o melhor santista em campo neste domingo, falou sobre imaturidade. “Nossa equipe, no meu modo de ver, é uma equipe equilibrada, joga de igual para igual com todos os times, mas ainda não é uma equipe madura, ‘canchada’, como a gente fala. E, nestes jogos decisivos, isso acaba fazendo falta”, disse o camisa 1.

Bruno Uvini, grande vilão santista na partida por ter perdido a bola para Renato Augusto no lance que decidiu o clássico com o gol de Guerrero, lamentou sua falha.

“Clássico se decide em detalhes. Eu errei uma bola no começo do jogo, a gente mostrou poder de reação, mas aqui é difícil virar contra eles, o time merecia até um empate”, explicou o zagueiro, muito criticado por ter falhado também na última quarta-feira, contra o Cruzeiro, na eliminação do peixe na Copa do Brasil.