São Paulo 0 x 1 Santos

Data: 18/02/2018, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 8ª rodada
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 36.118 pagantes
Renda: R$ 952.804,00
Árbitro: Raphael Claus
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Alex Ang Ribeiro.
Cartões amarelos: Petros, Reinaldo e Éder Militão (SP); Gabigol e Alison (S).
Gol: Gabriel (08-2).

SÃO PAULO
Sidão; Éder Militão, Bruno Alves, Arboleda e Reinaldo; Jucilei, Petros e Nenê; Marcos Guilherme (Valdívia), Diego Souza (Tréllez) e Cueva (Brenner).
Técnico: Dorival Júnior

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Jean Mota; Alison, Renato (Léo Cittadini) e Vecchio; Copete (Guilherme Nunes), Eduardo Sasha (Arthur Gomes) e Gabriel.
Técnico: Jair Ventura



Gabigol marca no Morumbi e Santos tem 1ª vitória em clássicos no ano

O Santos conquistou, na tarde deste domingo, a sua primeira vitória em clássicos no ano. Jogando no Morumbi, após ser dominado no primeiro tempo, o time alvinegro derrotou o São Paulo, por 1 a 0, com gol do atacante Gabriel, marcado na etapa final, em duelo válido pela oitava rodada do Campeonato Paulista.

Na liderança do Grupo B do Estadual com dez pontos ganhos, o Tricolor teve interrompida a sua série de quatro vitórias consecutivas. Os comandados de Dorival Júnior, que não perdiam desde o revés para o Corinthians, em 27 de janeiro, buscarão se reabilitar diante do Ituano, nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), como visitantes, em duelo adiado e válido pela sétima rodada do Paulistão.

O Santos, por sua vez, chegou aos 14 pontos e se mantém isolado na ponta do Grupo D. A equipe dirigida por Jair Ventura, que no primeiro clássico do ano havia perdido para o Palmeiras, no Palestra Itália, tentará conquistar seu terceiro triunfo seguido contra o Santo André, no domingo, às 19h30, na Vila Belmiro.

O jogo:

Assistido presencialmente por mais de 36 mil tricolores, o clássico começou equilibrado. A primeira chegada perigosa foi do Santos, aos sete minutos, quando Gabigol recebeu de Jean Mota na esquerda, invadiu a área, mas foi travado por Bruno Alves na hora do arremate.

A resposta tricolor foi dada pouco depois. Cueva tentou tabelar com Petros na entrada da área e, após bate-rebate, a bola sobrou para o peruano finalizar em cima de Vanderlei, que saiu bem do gol.

Melhor na partida, o São Paulo voltou a assustar aos 14 minutos, quando Cueva fez fila pelo meio e acionou Marcos Guilherme na direita. O atacante, porém, mandou alto demais. Aos 29, após boa trama pelo meio, o camisa 10 recebeu dentro da área e chutou forte, exigindo boa defesa de Vanderlei.

Com seu time dominado pelo rival, o goleiro alvinegro teve de trabalhar de novo. Após cruzamento de Marcos Guilherme pela esquerda, a bola sobrou para Cueva, que, sem ângulo, carimbou Vanderlei. O Santos, acuado, precisou de 35 minutos para finalizar pela primeira vez. Só que o chute de Eduardo Sasha saiu por cima, sem perigo.

A parada para o intervalo não modificou o panorama do duelo: o São Paulo começou melhor a etapa complementar. Logo aos quatro minutos, diante de um Santos totalmente recuado, Bruno Alves arriscou de fora da área. O chute saiu forte, e Vanderlei teve de se esticar todo para espalmar.

Na sequência, Gabigol repetiu a ação do rival e bateu de longe, colocando Sidão para trabalhar pela primeira vez no jogo. Foi um prenúncio do que viria em seguida. Após contra-ataque, o atacante recebeu de Sasha na entrada da área, sem marcação. O chute saiu forte e rasteiro, no canto esquerdo do arqueiro tricolor, sem chance de defesa.

Em busca do empate, atendendo a pedidos da torcida, Dorival Júnior colocou Valdívia no lugar de Marcos Guilherme. Também sacou Cueva e Diego Souza para as entradas de Brenner e Tréllez. O camisa 9, por sinal, foi vaiado na saída de campo.

As alterações, contudo, foram inócuas. O São Paulo não conseguiu criar mais chances de gol, ao passo que o Santos administrou bem a vantagem para ganhar o seu primeiro clássico na temporada.

Bastidores – Santos TV:

Santistas exaltam atuação taticamente ‘perfeita’ no clássico

A vitória do Santos sobre o São Paulo neste domingo por 1 a o em pleno Estádio do Morumbi foi a marca de um duelo no qual a equipe mais “letal” acabou triunfante. Apostando na forte marcação, no time compacto e nos contra-ataques, os comandados de Jair Ventura se saíram melhor em relação ao time comandado por Dorival Júnior, que teve mais posse de bola, até criou chances, mas não conseguiu furar a meta defendida por Vanderlei.

Após a partida, os jogadores do Santos exaltaram não apenas o resultado conquistado na casa do adversário, mas a partida tática que o time fez em campo, respeitando o que Ventura havia pedido aos atletas. Depois de alguns contra-ataques desperdiçados no primeiro tempo, o Peixe conseguiu marcar o tento derradeiro nos 45 minutos finais.

“Sabíamos que o São Paulo iria impor uma pressão jogando em casa. É uma equipe de qualidade na frente, mas deixa espaços e quando você tem jogadores de qualidade como os nossos, aparecem os espaços e aproveitamos. Fizemos um jogo estratégico e nisso fomos muito bem”, disse o meia Renato.

Destaque da partida juntamente com Gabigol, Vanderlei também exaltou o cumprimento de tudo o que havia sido planejado e revelou que o jogo sem sofrer gols, assim como a vitória no clássico, trazem confiança para o Santos, que havia perdido o primeiro derby do ano para o Palmeiras.

“A gente sabia que seria difícil, o São Paulo é um time muito qualificado. Ficamos fechados, esperamos os contra-ataques, erramos alguns no final, mas o Sasha achou o Gabriel e conseguimos o gol que deu a vitória”, pontuou o arqueiro. “Vitórias em clássico são como um divisor de águas pela grandeza do jogo. Estávamos concentrados, bem postados defensivamente e não tomamos gol. Isso que importa”, concluiu Vanderlei.

Autor do único gol da partida, Gabigol valorizou o trabalho de Jair Ventura e a eficiência. “Eu falei que precisávamos acertar uma bola. Taticamente fomos bem, o professor Jair é muito estudioso e marcamos muito bem. Fizemos o gol e vencemos”, ressaltou o atacante.

Jair contesta Dorival e rasga elogios a Gabigol: “Jogador diferenciado”

A vitória do Santos sobre o São Paulo pela oitava rodada do Campeonato Paulista teve nome e sobrenome: ‘Gabigol’. Recém-chegado ao time da Vila Belmiro, o atacante terminou como destaque ao marcar o gol da vitória e foi bastante elogiado por todos os companheiros na saída de campo. Quem também fez questão de comentar sobre o desempenho do camisa 10 foi o treinador Jair Ventura, que rasgou elogios ao comandado.

“O Gabigol é um jogador diferenciado. Todo treinador do mundo quer ter no time um jogador diferente como ele. Ele acaba salvando a vida do treinador. Ele decide quando precisa”, disse Jair Ventura.

Com três gols nos últimos três jogos, Gabriel Barbosa começa a despontar como principal responsável pelo bom rendimento do Santos nas últimas partidas. O discurso do treinador, porém, é de não colocar responsabilidade extra sobre o jovem, além de rechaçar qualquer dependência do artilheiro.

“Não podemos e nem somos dependentes de um jogador só. Não tomamos gols há três jogos e não perdemos há quatro. Temos de ter uma equipe equilibrada e acreditar no planejamento que está sendo feito”, concluiu o treinador do Santos após a vitória no clássico contra o São Paulo.

Certeiro na estratégia que planejou para a partida, Jair Ventura saiu bastante orgulhoso e motivado com a atuação do time. Do outro lado, Dorival Júnior também se mostrou satisfeito com a partida de seus comandados e tratou o resultado como injusto, algo que o comandante santista discordou plenamente.

“Nunca vou debater a opinião de um profissional. Respeito a opinião do Dorival. A gente conseguiu neutralizar a equipe deles. Foi um jogo muito equilibrado. Mostra a força do grupo, da base. Suportamos a pressão do São Paulo e isso ficou evidente”, pontuou. “A nossa estratégia hoje foi marcar alto, mesmo fora de casa. Fizemos duas linhas de quatro, soubemos marcar e tivemos chances na transição”, finalizou Jair Ventura.

Improvisado na lateral, Jean Mota tem atuação elogiada por Jair

Jean Mota é o exemplo mais fiel do jogador polivalente no elenco do Santos. Desde 2016, quando chegou ao time da Baixada, o meio-campista é uma válvula de escape para partidas em que pode atuar não apenas na sua posição de origem, como também na lateral, onde já teve boas atuações. Uma dessas foi justamente no último domingo, na vitória diante do São Paulo por 1 a 0.

Uma das posições mais escassas no Santos para 2018 é a lateral-esquerda. Enquanto Zeca trava uma disputa judicial com o clube, Caju e Romário, contratado nesta temporada, são as únicas opções, mas parecem não estar agradando Jair Ventura. No clássico realizado no Morumbi, Mota foi mais uma vez escalado na posição pelos flancos e teve atuação bastante elogiada pelo treinador.

“Eu queria ter dois ‘Jeans Mota’, um para jogar na lateral e outro no meio. Dei oportunidade para o Romário e o Caju, mas ele estava pedindo espaço na equipe. Quando o jogador é bom, temos de arranjar um espaço para ele no time. Fico feliz por ele ter feito um belo jogo. Ele nos ajudou bastante na partida”, disse Jair Ventura.

Atuando fora da posição de origem, Jean Mota acabou com boa atuação, contendo as investidas ofensivas do São Paulo e surgindo como uma oportunidade para os problemas santistas no setor. Após a partida, o próprio jogador reconheceu a possibilidade de sequência pelo lado do campo.

“Acredito que fizemos um bom jogo, acho que individualmente também fui bem. Espero que eu possa dar conta do recado nesses setor enquanto o Santos estiver precisando”, revelou o jogador.

A lateral-esquerda, porém, deve ser um problema resolvido em breve pela diretoria santista. O clube mantém negociações avançadas para ter Dodô por empréstimo junto a Sampdoria, mas a contratação é tratada com cautela por Jair Ventura, que despistou durante a coletiva.

“As contratações a gente trabalha sempre em sigilo. Não falei de nenhuma contratação até agora e sigo assim no Santos. Quando ele chegar eu dou os detalhes”, comentou o comandante.