Vídeos: (1) Gols e (2) Melhores momentos.

Sport Recife 2 x 1 Santos

Data: 02/09/2012, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 21ª rodada
Local: Estádio da Ilha do Retiro, no Recife, PE.
Público: 22.167 presente
Renda: R$ 309.375,00
Árbitro: Francisco Carlos Nascimento (Fifa-AL)
Auxiliares: Lilian da Silva Fernandes Bruno (Fifa-RJ) e Rodrigo Henrique Correa (RJ).
Cartões amarelos: Edcarlos, Rithelly, Magrão e Naldinho (SR); Juan, André (S).
Cartão vermelho: Edcarlos (SR).
Gols: Hugo (02-1) e Felipe Azevedo (35-1); André (06-2).

SPORT RECIFE
Magrão; Cicinho (Willians), Edcarlos, Diego Ivo e Renê; Tobi, Rithelly (Naldinho), Moacir e Hugo; Gilsinho (Bruno Aguiar) e Felipe Azevedo.
Técnico: Waldemar Lemos

SANTOS
Rafael; Bruno Peres, Bruno Rodrigo, Durval e Juan (Victor Andrade); Adriano, Arouca, Gérson Magrão (Bill) e Felipe Anderson; Patito (Bernardo) e André.
Técnico: Muricy Ramalho



Sport derrota o Santos, que não teve Neymar e Ganso, e sobe na tabela

Hugo e Felipe Azevedo fizeram os gols da vitória dos pernambucanos na Ilha do Retiro, com André descontando para os paulistas

O aproveitamento do Santos sem Neymar é de aproximadamente 36%. E diminuiu ainda mais neste domingo, na Ilha do Retiro, quando o Peixe foi derrotado por 2 a 1 pelo Sport sem contar com seu camisa 11, indisposto, e também sem Ganso, que sente lesão na coxa. A vitória na partida válida pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro faz o Sport subir uma posição, ultrapassando o Palmeiras, e apagando um jejum de vitórias que já perdurava 11 partidas.

O torcedor do Sport não celebrava gols dentro da Ilha desde o dia 21 de julho, mas desta vez demorou apenas dois minutos para ver o ex-são-paulino Hugo balançar as redes de Rafael. Felipe Azevedo também marcaria aos 35. Mas, o Peixe foi outro no segundo tempo, marcou com André logo aos seis e teve inúmeras oportunidades para empatar, sem sucesso, apesar da vantagem numérica – aos 13 minutos, o zagueiro Edcarlos foi expulso de campo.

Depois de perder sua segunda partida seguida para nordestinos, o Santos tenta espantar sua crise na próxima quinta-feira, quando visita o vice-líder Fluminense no Engenhão. Já o Sport, que venceu pela primeira vez com Waldemar Lemos, terá o Palmeiras como adversário no estádio do Pacaembu, na mesma data.

O jogo

Logo no primeiro lance da partida, Cicinho avançou pela direita em jogada aparentemente despretensiosa. Quando Juan deu folga na marcação, o experiente lateral já fez o cruzamento na área e a fria zaga do Santos não conseguiu fazer o corte. Na segunda trave, Hugo apareceu para balançar as redes do Peixe e abrir o placar a favor do time da casa.

O gol 500 desta edição do Campeonato Brasileiro, marcado pelo ex-são-paulino, foi a primeira vez em que a bola deixou a intermediária e colocou o Leão da Ilha em vantagem no marcador. Nem bem os times entraram em campo – e os pernambucanos entraram vestindo uma camisa com os dizeres ‘Pelo Sport Tudo, até depois de morrer’, em referência à campanha de doação de órgãos – e um deles já estava em vantagem.

Camisa 9 do desfalcado ‘quarteto santástico’, André enfiou boa bola para Arouca, na sequência do gol sofrido. O volante santista foi derrubado por Cicinho, mas o árbitro não marcou nada e o seguiu para cruzamento do próprio lateral direito do Sport, este desviado pelo goleiro Rafael, que nada pôde fazer para evitar a abertura do placar anteriormente.

Aos 21 minutos, Felipe Azevedo carregou a bola pelo setor esquerdo, observou a ultrapassagem de Renê, mas acabou desarmado por Arouca, que já acionou Bruno Peres pela direita. André recebeu a bola e iniciou tabela com Patito, que tentou concluir a jogada de voleio, mas só viu Magrão defender. A solução imediata encontrada pelo Santos foi com André, que saiu da área para buscar o jogo e tentar fazer o time partir para cima do Sport, que administrava a partida e tocava a bola no campo de defesa.

Muricy também deu liberdade a Juan e Bruno Peres, que avançavam pelos lados, mas não conseguiam construir nenhuma jogada. A única esperança do Santos nos primeiros minutos foi Patito, na base da velocidade. Arouca fez lançamento preciso para o argentino, que foi flagrado em posição de impedimento e não deu prosseguimento à boa jogada criada pelo volante. O Santos naquele momento tinha mais posse de bola que o Sport, mas não conseguia converter em boas jogadas.

Aos 36 minutos, se aproveitando da série de erros do Santos – em especial com Juan, que errou cruzamentos no ataque e falhou na marcação defensiva – Felipe Azevedo recebeu bom passe de Hugo, dominou do lado esquerdo da entrada da área do Santos, fintou Bruno Rodrigo, puxou para a perna direita e bater forte, no ângulo de Rafael. A bola ainda desviou em Bruno Peres antes de tomar as redes do Peixe e aumentar a vantagem do Sport.

André e Bill não aproveitam ‘chuveirinhos’ com Santos pouco criativo

Sem Neymar e Ganso, a principal opção para o Santos na derrota por 2 a 1 contra o Sport foi a bola aérea

Sem contar com Paulo Henrique Ganso, seu principal armador de jogadas, e Neymar, jogador fundamental no esquema tático de Muricy Ramalho, o Santos foi superior ao Sport no segundo tempo, mas marcou apenas uma vez e não evitou a derrota por 2 a 1 na Ilha do Retiro, neste domingo. A principal estratégia do time da Baixada Santista na partida foram os levantamentos de bola dentro da área, os famosos ‘chuveirinhos’.

“No meu modo de ver o time jogou até bem, mas tomou dois gols muito rápido (aos 2 e aos 35 do primeiro tempo) e depois teve que ficar levantando a bola na área, o que não é a característica do time”, relatou o atacante André, único a aproveitar um ‘chuveirinho’, aos seis minutos do segundo tempo, diminuindo a vantagem e criando esperanças no torcedor santista. Em vão.

Com Juan, depois Gérson Magrão e por último Bernardo pela esquerda, além de Bruno Peres, Patito e Victor Andrade pela direita, o Peixe apostou nos cruzamentos e também teve Bill para desperdiçá-los a partir dos 26 minutos. “Não deu para vencer, mas o time mostrou que queria a vitória até o último minuto. Infelizmente não deu, mas temos que nos levantar e buscar mais pontos”, garantiu o substituto de Magrão, camisa 10 do Santos na tarde.

Depois de três vitórias consecutivas com o time completo, o Peixe atingiu sua segunda derrota neste domingo – na última quarta, perdeu para o Bahia em plena Vila Belmiro e repetiu o feito neste domingo, diante do Sport. Assim, a 12ª colocação segue como realidade do clube, que soma 26 pontos.

Sem Neymar e Ganso, Muricy sente falta de “um jogador que pense”

Treinador santista lamentou falta de criatividade apresentada na derrota por 2 a 1 contra o Sport na Ilha do Retiro

Em sua breve entrevista coletiva na saída de campo na Ilha do Retiro, o técnico do Santos Muricy Ramalho acabou admitindo que as ausências de Neymar e Ganso foram determinantes para a derrota por 2 a 1 diante do Sport, neste domingo, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na visão do comandante, não há ninguém para ‘pensar’ dentro do time.

“Tínhamos que ter um jogador para pensar o jogo. Não temos um jogador que pensa, só que agride. Faltam jogadores de armação e é o Ganso quem dá esse ritmo para nós”, reconheceu Muricy, que não conta com o camisa 10 ao menos pelo prazo de duas semanas em função de lesão na coxa, mas torce pelo retorno do ‘craque’ Neymar, que sentiu indisposição estomacal na última semana.

O camisa 10 do Santos diante do Sport foi Gérson Magrão, que acabou deslocado para a lateral esquerda no segundo tempo pelo mau momento de Juan, substituído por Victor Andrade. Nos últimos minutos, apostando só nos levantamentos dentro da área, o time ainda teve Bernardo para criar jogadas, mas não saiu dos 2 a 1. “Faltou bastante coisa”, lamentou o comandante.

Muricy adotou postura diferente na etapa complementar e só fez alterações que aumentaram o poder de fogo do ataque do Peixe, mas não evitaram a derrota. “A gente entrou diferente porque a maneira de pensar tinha que ser diferente em um campo bom para jogar, e com o Sport deixando o Santos jogar. No primeiro tempo estávamos apáticos, mas no segundo não, criamos e dominamos”.

“Cicinho deveria ter sido expulso”

Em lance aos quatro minutos de jogo, André enfiou bola para Arouca, que foi derrubado por Cicinho na entrada da área. O árbitro não marcou nem falta, mas Muricy disse que foi por medo de ter que expulsar o ala do time pernambucano.

“Ele errou no primeiro lance do Cicinho, que era situação clara de gol. Não apitou falta porque sabia que ia ter que expulsar o Cicinho. Mas ele erra como todos erram, às vezes a favor, às vezes contra, mas faz parte da discussão do futebol. Não tem que transferir responsabilidade”, posicionou-se o treinador.