Santos 3 x 1 Ponte Preta

Data: 13/05/2006, sábado, 18h10.
Competição: Campeonato Brasileiro – 5ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.049 pagantes
Renda: R$ 130.000,00
Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (Fifa-RS)
Auxiliares: José Antonio Chaves Franco Filho e Marcelo Bertanha Barison (ambos do RS)
Cartões amarelos: Wellington Paulista e Cléber Santana (S); Da Silva, Preto, Rafael Santos e André Silva (P).
Gols: Preto (02-1, contra), Da Silva (47-1, contra); Iran (04-2) e Rodrigo Tiuí (25-2).

SANTOS
Fábio Costa; Fabinho (Neto), Manzur, Ronaldo Guiaro e Kléber; Maldonado, Wendell (Domingos), Cléber Santana e Rodrigo Tabata (Léo Lima); Wellington Paulista e Rodrigo Tiuí.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

PONTE PRETA
Jean; Preto (Tuto), Thiago Mathias e Rafael Santos; Emerson, Da Silva (Juliano), André Silva, Danilo e Iran; Almir e Luis Mário (Adauto).
Técnico: Oswaldo Alvarez



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“Ajudado”, o Peixe comemora no retorno à Vila

O Santos ainda não havia atuado na Vila Belmiro neste Campeonato Brasileiro. E neste sábado, no retorno a sua casa, a equipe alvinegra provou que o estádio será uma de suas principais armas na competição nacional. Ajudado por dois gols contra da Ponte Preta, o time dirigido por Vanderlei Luxemburgo superou o rival por 3 a 1 e manteve, além da primeira colocação da tabela, o excelente aproveitamento como mandante em 2006.

Até aqui, nas 14 partidas que fez na Vila Belmiro em 2006, o Santos colecionou 13 vitórias e apenas um empate (1 a 1 com o Ipatinga, na Copa do Brasil). Graças ao grande rendimento em seu estádio, a equipe alvinegra conquistou o Campeonato Paulista pela primeira vez desde 1984.

Agora, em sua “estréia” no Campeonato Brasileiro, a Vila Belmiro se colocou como uma das principais armas do Santos no torneio. Com a vitória em casa, a equipe alvinegra chegou a 13 pontos e se manteve no topo da tabela de classificação do torneio nacional.

“É importante somarmos pontos em casa sempre. Isso pode ser fundamental em uma competição por pontos corridos, e é um ponto importante para brigarmos pelo título”, considerou o atacante Rodrigo Tiuí, autor do terceiro gol do Santos neste sábado.

O curioso é que, com exceção do gol de Tiuí, apenas a Ponte Preta balançou as redes neste sábado. O time campineiro marcou dois gols contra (um do zagueiro Preto e outro do volante Da Silva, ambos em cruzamentos de Rodrigo Tabata) e auxiliou Santos a conquistar o triunfo. “Infelizmente, a sorte não está do nosso lado. Nós não fizemos uma partida ruim, mas as coisas não deram certo”, reclamou Preto.

Enquanto a Ponte Preta reclamou da falta de sorte, o Santos apenas teve motivos para comemorar. Líder do Campeonato Brasileiro, dono de uma das melhores defesas da competição (empatado com Internacional e São Paulo), o time paulista alcançou dez partidas consecutivas sem perder. “Isso mostra que estamos no caminho certo, mas que a sorte também está do nosso lado. E toda ajuda é sempre bem-vinda em um momento como esse”, festejou o volante Fabinho.

Mais instável que o Santos, a Ponte Preta conheceu neste sábado a segunda derrota no Campeonato Brasileiro, sendo a primeira como visitante (nas duas partidas anteriores que fez longe de casa, a equipe campineira acumulou uma vitória e um empate). Com isso, o clube do interior estacionou nos sete pontos e agora ocupa o sétimo posto da tabela.

Na sexta rodada do Campeonato Brasileiro, Santos e Ponte Preta entrarão em campo no domingo, dia 21 de maio, ambos às 18h10. O time do litoral visitará o Fluminense, no Maracanã, e a equipe campineira receberá o Grêmio no estádio Moisés Lucarelli.

O jogo

“Jogar contra o Santos aqui é sempre complicado demais. Eles crescem em casa”, advertiu Preto, ex-atleta da equipe do litoral e atual zagueiro da Ponte Preta, antes do início da partida. Ele só não esperava que seria tão complicado para ele. Logo aos 3min, Rodrigo Tabata recebeu lançamento de Kléber na esquerda e cruzou rasteiro. Preto tentou cortar de carrinho, no primeiro pau, mas mandou a bola contra as próprias redes e inaugurou o placar na Vila Belmiro.

Só que o gol, em vez de diminuir, aumentou o ímpeto da Ponte Preta. A despeito de atuar fora de casa, a equipe campineira adiantou sua marcação e criou três oportunidades para empatar logo no início da partida. Na primeira, aos 4min, Danilo bateu cruzado da direita e Luís Mário completou de cabeça para as redes, mas o árbitro anulou o lance alegando impedimento. Depois, aos 7min, Iran pegou rebote da defesa e chutou de longe, mas mandou a bola por cima. Os visitantes voltaram a criar aos 12min, em conclusão de Almir de dentro da área, que também passou sobre o travessão.

As oportunidades criadas pela equipe visitante fizeram o treinador Vanderlei Luxemburgo alterar a disposição tática de seu setor defensivo. O meia Wendell passou a dar mais suporte ao lateral-esquerdo Kléber, que ganhou liberdade para atacar. Assim, o Santos equilibrou o jogo e assumiu o controle das ações. “Nós tentamos pressionar, mas a bola ficou passando na frente da área deles e nós não conseguíamos concluir”, admitiu o atacante Rodrigo Tiuí.

Sem poder de finalização, o Santos foi novamente auxiliado pela Ponte Preta para ampliar sua vantagem no primeiro tempo. Rodrigo Tabata cobrou falta da esquerda aos 47min, Da Silva tentou cortar de cabeça e marcou o segundo gol contra da equipe campineira na partida.

“Agora não tem jeito. Precisamos pressionar e vamos para cima do Santos no segundo tempo”, prometeu o goleiro Jean, da Ponte Preta, no intervalo. A idéia do camisa 1 foi compartilhada pelos outros jogadores da equipe campineira, que mudou de postura após o intervalo e passou a pressionar o Santos.

Essa pressão foi ajudada aos 4min, em uma falha individual. Cléber Santana, sozinho dentro da grande área, tentou cortar um cruzamento da esquerda, errou o tempo e deixou a bola passar. A sobra ficou com o lateral-esquerdo Iran, que tocou de cabeça e encobriu Fábio Costa.

A reação da Ponte Preta assustou o técnico Vanderlei Luxemburgo, que mudou o Santos para o 3-5-2 (trocou o meia Wendell pelo zagueiro Domingos). A alteração tática deu mais liberdade ao lateral-esquerdo Kléber, maior arma ofensiva dos donos da casa na partida. Mas isso não foi suficiente para conter a ascensão dos visitantes, que seguiram dominando o confronto.

Se a mudança do Santos não conseguiu acabar com a reação da Ponte Preta, contudo, a defesa da equipe campineira ajudou. Neto cobrou falta da direita aos 25min, Thiago Mathias desviou e quase marcou contra (a bola bateu na trave direita de Jean). Na sobra, Da Silva tentou cortar e furou, deixando Rodrigo Tiuí livre para chutar de direita e definir a vitória dos donos da casa.