Cruzeiro 0 x 0 Santos

Data: 16/08/2009, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 18ª rodada
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público: 16.939 pagantes
Renda: R$ 315.294,14
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ)
Auxiliares: Wagner de Almeida Santos e Jackson Massarra dos Santos (ambos do RJ).
Cartões amarelos: Marquinhos Paraná e Leonardo Silva (C); George Lucas, Rodrigo Mancha, Pará e Triguinho (S).

CRUZEIRO
Fábio; Jonathan (Gil), Leonardo Silva, Thiago Heleno e Diego Renan; Fabrício, Fabinho (Dudu), Marquinhos Paraná e Gilberto (Soares); Wellington Paulista e Kléber.
Técnico: Adilson Batista

SANTOS
Felipe, George Lucas (Triguinho), Fabão, Eli Sabiá e Pará; Germano (Robson), Rodrigo Mancha, Rodrigo Souto e Paulo Henrique; Madson (Neymar) e Kléber Pereira.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Cruzeiro só empata com Santos e segue sem vencer Luxemburgo

Ainda não foi desta vez que o Cruzeiro venceu um time comandado pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, em jogo válido por Campeonato Brasileiro. Demonstrando fragilidade ofensiva, o que explica o fato de ser o pior ataque entre os 20 participantes, com apenas 18 gols no mesmo número de jogos, o time celeste empatou com o Santos, em 0 a 0, na noite deste domingo, no Mineirão.

Enquanto o Cruzeiro demonstrou, mais uma vez, dificuldade para jogar como mandante no atual Brasileiro, situação em que tem aproveitamento de 46,66%, o Santos comprovou que tem jogado melhor como visitante. Em seu último jogo na Vila Belmiro, o time santista empatou com o Avaí por 2 a 2, depois de estar ganhando por 2 a 0. Já fora de casa, a equipe de Luxemburgo havia vencido Náutico e Coritiba seguidamente.

Foi o 9º jogo entre Cruzeiro e times treinados por Luxemburgo, depois que o técnico levou a equipe mineira à conquista da Tríplice Coroa, em 2003, com seis derrotas celestes e três empates. Mais do que quebrar um tabu, a vitória para o time de Adilson Batista confirmaria a reação no Brasileiro e resultaria, pela primeira vez na competição, em duas vitórias seguidas. Na rodada passada, o Cruzeiro venceu o Coritiba, por 3 a 1.

Com 24 pontos ganhos, quatro a mais que o adversário deste domingo, o Santos também necessitava de uma vitória para não se afastar ainda mais dos integrantes do G-4, fechado no momento por Internacional e São Paulo, ambos com 33 pontos e terceiro e quarto colocados, respectivamente. Com o empate, Santos e Cruzeiro somam 25 e 21 pontos, ocupando a 12ª e a 14ª colocações.

No primeiro tempo, o jogo foi muito truncado e teve poucas oportunidades de gols. O Santos ainda obrigou Fábio a duas importantes defesas, mas Felipe, o goleiro visitante, pouco trabalhou. Na etapa final, as equipes se soltaram mais e os goleiros passaram a ser exigidos, especialmente o camisa 1 cruzeirense.

Os 45 minutos iniciais foram caracterizados por muita marcação, especialmente do lado do visitante, que deixou evidente a disposição de jogar fechado, aproveitando contra-ataques. O time de Vanderlei Luxemburgo deixou a equipe minera tomar a iniciativa do ataque e ter maior posse de bola. Mas isso não significou que os donos da casa estiveram mais perto do gol.

As melhores oportunidades foram criadas pelo Santos. A melhor delas numa série de ataques, aos 22min, quando o goleiro Fábio fez duas defesas difíceis, evitando o gol santista. O Cruzeiro, por sua vez, não conseguia superar o forte esquema defensivo do adversário.

“O time veio fechadinho, ficando lá atrás, atacando com pouca gente, jogando no nosso erro. Isso é nítido. Temos de tentar fazer um gol, porque se se a gente conseguir ele vão ter de sair mais, pois essa é característica do Vanderlei”, analisou Kléber, artilheiro cruzeirense no Brasileiro, com seis gols.

Para o atacante Madson, o Santos cumpriu bem a sua proposta de jogo. “O importante é que jogamos bem, embora tenha faltado um pouco de tranquilidade para fazer o gol. Marcamos bem e tivemos três ou quatro oportunidades, mas não conseguimos matar”, comentou.

O segundo tempo começou com o predomínio santista, que teve um gol anulado, marcado por Madson, por impedimento. Em outros lances, Fábio salvou o Cruzeiro. Com o passar do tempo, o time da casa também conseguiu criar oportunidades, especialmente com Wellington Paulista, surgindo aí Felipe para evitar a abertura do placar pelos donos da casa. Apesar do esforço dos dois times que buscaram o gol salvador, o 0 a 0 persistiu até o final.

O atacante Kléber viu mérito nos goleiros. “O Fábio fez mais uma vez uma grande partida e o Felipe também esteve muito bem. Em dois lances, o Wellington Paulista chutou certo e o Felipe defendeu”, comentou o Gladiador. O goleiro santista reconheceu sua boa atuação. “O mais importante é que pude ajudar o Santos a conseguir um ponto aqui no Mineirão, onde é muito difícil jogar”, afirmou.