Ponte Preta 2 x 3 Santos

Data: 05/04/2009, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato paulista – 1ª Fase – 19ª rodada (última)
Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, SP.
Público: 8.466 pagantes
Renda: R$ 160.851,00
Árbitro: Rodrigo Braghetto
Auxiliares: Marcio Luiz Augusto e Marcos Joel Alves
Cartões amarelos: Willian, Tinga e Jean (PP); Luizinho, Domingos, Kleber Pereira e Rodrigo Souto (S).
Cartões vermelhos: Deda (PP) e Fabiano Eller (S)
Gols: Kléber Pereira (39-1); David (01-2), Gum (04-2) e Kléber Pereira (38-2) e Kléber Pereira (43-2, de pênalti).

PONTE PRETA
Aranha, Edílson, Gum (Marinho), Jean e Alessandro; Deda, Tinga, Willian e Danilo Neco; André (Gercimar) e Márcio Mexerica (David).
Técnico: Marco Aurélio

SANTOS
Fábio Costa, Luizinho, Domingos, Fabiano Eller e Pará; Roberto Brum (Roni), Rodrigo Souto, Paulo Henrique (Molina) e Madson; Neymar (Robinho) e Kleber Pereira.
Técnico: Vagner Mancini



Em jogo dramático, Pereira marca três, Santos vira no fim e se classifica

Em um jogo emocionante e decidido apenas nos minutos finais, o Santos virou contra a Ponte Preta, venceu por 3 a 2 e se classificou para as semifinais do Campeonato Paulista. Kleber Pereira, com três gols, foi o nome do jogo. O gol da vitória saiu aos 43min do segundo tempo, de pênalti.

O Santos se classificou no saldo de gols, pois a Portuguesa, que também concorria à vaga, venceu o Santo André por 2 a 1 no Canindé. No geral, os santistas tiveram 11 gols de saldo, contra 10 dos lusitanos.

Nas semifinais, o Santos encara o Palmeiras, que terminou com a melhor campanha do primeiro turno. O outro duelo será entre São Paulo e Corinthians.

O jogo

O jogo começou estudado, com poucas chances de gol e muita marcação. O Santos tinha muita dificuldade de escapar das duas linhas de quatro feita pelo técnico Marco Aurélio, da Ponte Preta. Madson e Paulo Henrique estavam pouco inspirados.

Mas a partir do meio da etapa, a Ponte Preta acordou, com duas ótimas chances de gol do meia Danilo Neco. Na primeira, a bola passou raspando a trave de Fábio Costa. Na segunda, o goleiro santista espalmou, evitando gol certo do time campineiro.

Apesar de perder uma boa chance de gol com Kleber Pereira logo depois, o time santista parecia ter sentido os dois gols da Portuguesa contra o Santo André, que classificava os lusitanos para as semifinais do Paulistão.

Porém, quando a Ponte Preta estava melhor na partida, quem fez o gol foi o Santos. Aos 39min do primeiro tempo, Pará fez boa jogada na esquerda e tocou para o meio. Kleber Pereira surgiu no meio dos zagueiros e completou para as redes, recolocando o Santos na briga pelas semifinais.

No segundo tempo, o Santos demorou para retornar do vestiário. O árbitro da partida, Rodrigo Braghetto, chegou a chamar os santistas de volta, mas encontrou a porta do vestiário fechada. O técnico Vagner Mancini justificou que estava dando instruções para os seus pupilos.

Mas os jogadores não ouviram as instruções do seu treinador. Logo na saída de bola após o intervalo, os santistas bobearam e a bola sobrou para David – que havia acabado de entrar. O atacante fintou Domingos e tocou na saída de Fábio Costa.

O Santos parecia dormir em campo. David perdeu uma ótima chance de virar aos 3min. Aos 4min, enfim, o gol saiu. Bola alçada na área e o zagueiro Gum desviou para carimbar a virada da Ponte Preta.

Com o placar adverso, Mancini levou o Santos para o ataque, sacando Roberto Brum para a entrada de Roni. Mas a equipe estava perdida em campo e, para piorar, exposta demais aos contra-ataques da Ponte Preta.

Porém, no final, o panorama mudou novamente, agora em favor do Santos, que em cinco minutos carimbou o seu passaporte para as semifinais. Aos 38min, Robinho cruzou da direita, a bola desviou em Roni e sobrou para Kleber Pereira, que não perdoou.

O gol decisivo saiu da forma e em hora dramática. Aos 43min, Jean desviou a bola com a mão dentro da área e o árbitro marcou pênalti. Kleber Pereira, sempre ele, bateu e colocou o Santos nas semifinais.

Um dos destaques da partida ao lado de Kleber Pereira, o goleiro Fábio Costa fez questão de valorizar o poder de reabilitação do Santos na partida e o trabalho do antecessor de Vagner Mancini no comando da equipe.

“Queria mandar um abraço para o Márcio [Fernandes, ex-treinador do Santos], porque se o Santos não está na segunda divisão do Campeonato Brasileiro, deve a ele também”.