Santos 1 x 0 Botafogo-SP

Data: 22/02/2009, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Paulista – 9ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 20.981 pessoas, sendo 18.878 pagantes.
Renda: R$ 314.835,00
Árbitro: Antônio Rogério Batista do Prado
Auxiliares: Marco Antônio de Andrade Motta Júnior e Maurício Machado Ferronato.
Cartões amarelos: Luizinho e Lúcio Flávio (S); Everton Luís, Adriano, Marco Aurélio, Augusto Recife e Fernando (B).
Cartões vermelhos: Léo (S); Everton Luís e Augusto Recife (B).
Gol: Fabão (06-2).

SANTOS
Fábio Costa; Luizinho, Fabão, Fabiano Eller e Léo; Roberto Brum, Germano, Madson (Wesley), Róbson (Lúcio Flávio) e Bolaños (Molina); Kléber Pereira.
Técnico: Vágner Mancini

BOTAFOGO-SP
Paulo Musse; Marco Aurélio, Fernando, Everton Luís e Calisto, Augusto Recife, Jonílson e Paulo Santos; Thiago Silvy (Júlio César), Adriano Neles (Fabinho) e Adriano (Branquinho).
Técnico: Roberto Fonseca



Com casa cheia em pleno Carnaval, Santos vence e vai ao G-4

Mesmo no contra-fluxo do feriado, o Santos conseguiu encher o Pacaembu em pleno domingo de Carnaval e não decepcionou quem foi ao estádio. Diante de um adversário que pouco fez, o time de Vagner Mancini sobrou nesta tarde: foi superior durante todo o jogo, venceu o Botafogo por 1 a 0 e só não fez mais gols por falta de pontaria. Para completar a festa, o resultado levou a equipe alvinegra ao G-4.

Graças ao gol de falta de Fabão, o Santos conquistou seu quinto triunfo, chegou aos 16 pontos e assumiu a quarta colocação do Campeonato Paulista, após nove rodadas. Cenário que dá tranquilidade para Mancini em seu início de trabalho na Vila Belmiro: esse foi seu segundo jogo à frente do time.

A partida deste domingo ainda marcou a “aposentadoria” do terceiro uniforme santista, azul, usado apenas duas vezes. Mais de 20 mil pessoas viram a despedida da camisa alternativa. O Santos volta a campo pelo Estadual na próxima quinta, quando visita o Bragantino. Já o Botafogo, na zona de rebaixamento, recebe o Barueri um dia antes.

Tudo favoreceu o Santos desde o começo do jogo. O clima da torcida e a postura recuada do Botafogo deixaram a equipe alvinegra à vontade em campo. Até os 30 minutos da etapa inicial, a partida mais parecia um treino de ataque contra defesa. O Santos pressionava, o Botafogo rebatia.

O time de Vagner Mancini tentou de todos os jeitos. Cruzamentos, jogadas em diagonal com tabelas, chutes de fora da área… Mas nada funcionou. Kléber Pereira, isolado, quase não teve chance. Já Bolaños apareceu em boas condições ao menos duas vezes e errou feio.

As falhas passaram a irritar a torcida santista, que antes do intervalo já pedia a entrada de Molina no lugar de Bolaños. As faltas do Botafogo também irritaram, mas os jogadores alvinegros. Kléber Pereira, por sua vez, mostrou insatisfação foi com seu próprio time.

“Temos que tocar mais rápido. O campo não está bom para ficar carregando a bola e, se continuarmos assim, vamos levar porrada mesmo. Tem que se livrar mais rápido da bola”, pediu o camisa 9. Na defesa, o Santos praticamente não teve trabalho. O Botafogo esboçou uma postura mais ofensiva com cerca de 35min, mas nada de efetivo foi criado.

Após o intervalo, Mancini atendeu o pedido da torcida e trocou Bolaños por Molina. A substituição e a pressão mostrada logo nos minutos iniciais foram suficientes para animar de novo os santistas, como no primeiro tempo. Mas com uma diferença fundamental: o gol, enfim, saiu: Fabão acertou forte chute em cobrança de falta aos 6min e fez 1 a 0.

A situação do Santos ficou ainda melhor 11 minutos mais tarde, quando o zagueiro Everton Luiz foi expulso e deixou o Botafogo com um a menos. Sem poder ofensivo com 11 jogadores, o time visitante praticamente assistiu ao adversário no restante da partida, cujo final foi marcado pelas expulsões de Léo e Augusto Recife, que se estranharam nos últimos minutos. Nos acréscimos, Fábio Costa deu um susto na torcida ao sair mal do gol, mas o 1 a 0 se manteve.