Santos 2 x 0 Fortaleza

Data: 06/05/2006
Competição: Campeonato Brasileiro – 4ª rodada
Local: Estádio Bruno José Daniel, em Santo André, SP.
Público: portões fechados
Árbitro: Luiz Antonio Silva Santos (RJ)
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés e José Cláudio Paranhos (ambos do RJ).
Cartões amarelos: Galeano e Gláuber (F); Magnum (S).
Gols: Rodrigo Tabata (39-1) e Rodrigo Tiuí (45-1).

SANTOS
Fábio Costa; Domingos, Ronaldo e Manzur; Neto, Maldonado, Wendel, Rodrigo Tabata (Magnum) e Kléber; Wellington Paulista (Galvão) e Rodrigo Tiuí (Léo Lima).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

FORTALEZA
Maizena; Ivan, Alan (Galeano), Gláuber e Mazinho Lima; Dude, Rabicó, Bechara e Maurílio (Chicão); Rinaldo (Teles) e Finazzi.
Técnico: Márcio Bittencourt



Santos se recupera de eliminação, vence e segue líder do Nacional

O Santos mostrou já estar recuperado da eliminação da Copa do Brasil e venceu o Fortaleza por 2 a 0, neste sábado, em Santo André, em partida válida pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro.

A vitória mantém o time da baixada na liderança da competição, com dez pontos, mesmo número que o Fluminense –o Santos leva vantagem no saldo de gols. O Fortaleza tem seis pontos.

No meio de semana, o time do técnico Vanderlei Luxemburgo foi eliminado da Copa do Brasil ao ser derrotado pelo Ipatinga-MG, nos pênaltis, depois de empatar o jogo em 1 a 1.

A partida de hoje foi disputada em Santo André, com portões fechados, devido a uma punição imposta pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) pelos objetos atirados no gramado da Vila Belmiro na partida contra o Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro do ano passado.

Por este mesmo motivo, a equipe já havia enfrentado o Atlético-PR, em Mogi Mirim, no dia 23 de abril, quando venceu o jogo por 2 a 0.

No jogo de hoje, o Santos não contou com o atacante Reinaldo, com o zagueiro Luiz Alberto e com o volante Fabinho, todos machucados. Rodrigo Tiuí ganhou vaga no ataque e fez sua estréia pela equipe.

A falta de emoção nas arquibancadas parece ter influenciado os jogadores dos dois times, já que a partida teve pouca movimentação e foram raros os lances perigosos.

O Santos só chegou a dar seu primeiro susto aos 23min, quando Kléber lançou Wendel na esquerda e o volante cruzou para Rodrigo Tabata, que chutou para fora.

A equipe cearense incomodou três minutos depois, em uma jogada de bola parada. Aos 26min, Bechara chutou forte falta e Fábio Costa espalmou.

Mesmo em um ritmo lento, o time da Baixada conseguiu abrir o marcador. Aos 39min, Rodrigo Tabata cruzou da esquerda e o zagueiro Gláuber acabou cortando a bola contra o próprio gol: 1 a 0. O árbitro Luiz Antônio Silva Santos marcou gol para Tabata.

O gol deixou a partida mais movimentada e o Santos conseguiu ampliar ainda na primeira etapa. Aos 46min, após cruzamento da direita, o estreante Rodrigo Tiuí cabeceou e contou com a ajuda do goleiro Maizena: 2 a 0.

Atrás no marcador, o Fortaleza voltou mais ousado na segunda etapa. Aos 7min, Ivan recebeu bola dentro da área e bateu cruzado. A bola furou a rede, mas pelo lado de fora.

O Santos conseguiu encontrar espaços e criou boa chance aos 14min. Após troca de passes, Kléber cruzou e a zaga cearense quase marcou contra. Na seqüência do lance, Wellington Paulista chutou para boa defesa do goleiro Maizena.

Depois disso, o jogo seguiu morno até o final, com o Santos sem muita inspiração e o Fortaleza não criando grandes chances.

Sem torcida, Santos se mantém na ponta

Time bate Fortaleza no ABC e obtém 100% de aproveitamento nas 7 vezes em que ficou de “castigo” por causa do STJD

Para quê jogar na Vila Belmiro? O Santos provou ontem, pela sétima vez que recebeu uma punição para jogar fora de casa no Brasileiro, que o fator casa e até os torcedores são dispensáveis. Bateu o Fortaleza por 2 a 0, no Bruno José Daniel, no ABC, com portões fechados para o público, e de quebra manteve a ponta do Nacional.

O time do técnico Vanderlei Luxemburgo chegou aos dez pontos -mesma pontuação do Fluminense, que bateu o Paraná (2 a 1), mas tem pior saldo que o Santos.

Pelo retrospecto, o time santista obteve 100% de aproveitamento em todas as vezes em que foi obrigado a ficar de “castigo” devido a uma punição do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva).

“A torcida faz falta, mas, se ela não se comporta, é melhor que não venha”, falou Luxemburgo, aprovando a medida.

Dessa vez, o Santos teve de atuar como mandante e inquilino no ABC por conta de duas punições aplicadas pelo tribunal ao clube no Brasileiro de 2005. A punição havia sido imposta em razão dos incidentes ocorridos na Vila Belmiro após a vitória por 2 a 1 sobre o Botafogo, pela penúltima rodada daquela competição.

Na ocasião, os torcedores santistas atiraram ovos contra os jogadores em protesto pela má campanha da equipe naquela temporada.

O Santos inquilino começou em 2004, quando ainda não havia a exigência de estádios vazios, só a designação de uma sede a 150 km da “cena do crime”. Naquele ano foram quatro punições:

1) Santos 5×0 Fluminense (Benedito Teixeira, em São José do Rio Preto);
2) Santos 2×1 Goiás (Eduardo José Farah, em Presidente Prudente);
3) Santos 5×1 Grêmio (Benedito Teixeira);
4) Santos 2×1 Vasco (Benedito Teixeira).
Em 2005, já longe de casa e sem torcida, houve um jogo: 5) Santos 4×1 Paysandu (Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul).
E neste ano, também com portões fechados e fora da Vila, mais duas aplicações de pena: 6) Santos 2×0 Atlético-PR (Mogi Mirim).

E a sétima foi a vitória de ontem, em Santo André, e chegou num momento importante para o Santos e Luxemburgo. Três dias antes, o time havia sido eliminado pelo Ipatinga da Copa do Brasil, em cobranças de pênaltis.

Já o Fortaleza continua com seis pontos. Além disso, nunca venceu o Santos no Campeonato Brasileiro. Foram seis derrotas e cinco empates contra o time da Vila.

Ontem, o técnico santista escalou o time com cinco desfalques, sendo quatro por contusão: o zagueiro Luiz Alberto, o volante Fabinho e os atacantes Reinaldo -artilheiro do time no Brasileiro, com dois gols, e na temporada, com oito- e o mexicano De Nigris. Já o volante Cléber Santana cumpriu suspensão por expulsão.

Levou oito minutos para o Santos chegar com perigo à meta do goleiro Maizena, do Fortaleza. O meia santista Rodrigo Tabata arriscou de longe, mas a bola, caprichosa, não entrou.

Segundo o Datafolha, os santistas chutaram oito bolas na primeira etapa, contra cinco do Fortaleza. E foi pressionando que o time do litoral abriu o placar aos 39min. O meia Rodrigo Tabata avançou pela esquerda cruzou para a área, e o zagueiro Gláuber, do Fortaleza, na tentativa de cortar o cruzamento, marcou contra -o juiz deu o gol para o santista.

O segundo gol seguiu a mesma toada. Bola dentro da área rival. Mas, dessa vez, o tento teve a marca santista. Aos 46min, o lateral-direito Neto cruzou da direita para o atacante estreante Rodrigo Tiuí ampliar de cabeça.

“Estou muito feliz, mas não acabou ainda”, falou Tiuí no intervalo. Antes, o Fortaleza só havia assustado numa falta cobrada pelo meio-campista Bechara, que fez o goleiro Fábio Costa se esticar todo para tirar a bola da meta.

No segundo tempo, o Fortaleza tentou insistir, mas sem muito perigo. O Santos passou a administrar o resultado até o apito final do juiz. O time volta a jogar pelo Nacional no próximo sábado, quando receberá a Ponte Preta, já na Vila Belmiro. O Fortaleza jogará no dia seguinte ante o Flamengo.