Santos 3 x 0 Figueirense

Data: 21/08/2002, quarta-feira, 20h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 3ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.132 pagantes
Renda: R$ 46.040,00
Árbitro: Valdomiro Matias da Silva (PE)
Cartões amarelos: Paulo Almeida (S); Marcinho, Carlinhos, Adriano e André Luís (F)
Gols: Léo (41-1); Renato (02-2) e Douglas (41-2).

SANTOS
Júlio Sérgio; Maurinho, Preto, Bernardi e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano (Willian) e Diego (Wellington); Robinho e Alberto (Douglas).
Técnico: Emerson Leão

FIGUEIRENSE
Gustavo; Márcio Goiano, Carlinhos (Fernandes) e André Luis; Adriano, Marcinho, Marcelinho (Simplício), William e Paulo Sérgio; Mendes e Edu Manga (Selmir).
Técnico: Roberval Davino



Santos vence o Figueirense por 3 a 0 na Vila Belmiro

Os jovens jogadores do Santos mantiveram os nervos sob controle, dominaram inteiramente a partida e se reabilitaram da derrota para o Juventude (2 a 1) com um triunfo por 3 a 0 sobre o Figueirense, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro.

Com lances de efeito e dribles desconcertantes, os meias-atacantes Diego, 17, e Robinho, 18, destaques do jogo, fizeram vibrar os torcedores santistas, que ovacionaram a equipe ao final da partida.

A vitória foi a segunda consecutiva na Vila Belmiro -na estréia no Brasileiro, o time superou o Botafogo-RJ por 2 a 1.

No início, devido aos erros de passe e de finalização, o Santos teve dificuldades para transformar em gols sua predominância. A equipe criou pelo menos cinco oportunidades na primeira etapa, mas, em todas, as falhas de conclusão impediram a abertura do placar.

As melhores jogadas resultavam dos lances individuais de Robinho e Diego -o primeiro, responsável pela articulação das jogadas ofensivas pelo lado esquerdo e o segundo, pelo meio.

De posse da bola, os dois jogadores frequentemente partiam sobre os marcadores para tentar o drible. Quando não eram parados com faltas, produziam os lances mais perigosos do Santos.

Em um deles, aos 24min, Robinho enganou a defesa do Figueirense com um lance de habilidade e rolou levemente a bola para Leo penetrar na área e chutar em cima do goleiro Gustavo. Aos 27min, após iniciar uma tabela de calcanhar com Robinho, Diego chutou forte, por cima do travessão.

O Santos ainda explorava as opções de jogada pela ala direita, por meio do lateral Maurinho, que ganhava a maioria dos lances sobre seu marcador e fazia cruzamentos perigosos na área adversária.

No melhor desses lances, o lateral arrancou do meio do campo, passou por dois marcadores, cruzou, mas Robinho concluiu de primeira para fora.

Retraído em seu campo, o Figueirense sequer conseguia contra-atacar. O primeiro chute a gol da equipe catarinense só aconteceu aos 33min, mas o goleiro Júlio Sérgio neutralizou.

A insistência do Santos deu resultado somente aos 42min, em outra jogada individual de Diego. Ele lançou Elano por cima da zaga. O meia invadiu a área e chutou no travessão. No rebote, de cabeça, Leo fez o gol.

No segundo tempo, devido à desvantagem, o técnico do Figueirense, Roberval Davino, arriscou trocar o esquema 3-5-2 pelo 4-4-2, a fim de tornar o time mais ofensivo.

Para isso, ele fez duas substituições no intervalo, numa das quais sacou o veterano Edu Manga, que estreou, mas se movimentou pouco e não conseguiu criar jogadas.

No entanto, não houve tempo para reação. Logo aos 2min, de fora da área, Renatinho acertou um chute forte no canto direito e fez 2 a 0.

Com o resultado, o Santos diminuiu o ritmo, mas mesmo assim manteve o domínio do jogo. Aos 21min, o técnico Emerson Leão trocou o meia Elano pelo atacante William, a fim de forçar o terceiro gol.

Com a substituição, o Santos passou a ter dois jogadores altos -Alberto e William- na área adversária. O terceiro gol, porém, só saiu aos 41min, por intermédio de Douglas, que havia entrado minutos antes no lugar de Alberto. Livre de marcação, ele completou para o gol após jogada individual de Robinho pela esquerda.