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Santos 2 x 2 Corinthians

Data: 11/02/1996, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1º turno – 5ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.087 pagantes
Renda: R$ 140.360,00
Cartoes amarelos: Vágner, Marcos Adriano, Sandro e Macedo (S); André Santos, Bernardo, Carlos Roberto, Silvinho, Ronaldo e Nei (C).
Cartoes vermelhos: Henrique e Edmundo (C); Marcos Paulo e Jean (S).
Gols: Marcos Paulo (40-1), Edmundo (42-1); Marcelinho Carioca (22-2) e Sandro (32-2, de pênalti).

SANTOS
Edinho; Marcos Adriano, Sandro, Jean e Marcos Paulo; Baiano (Ronaldo Marconato), Vágner, Robert (Kiko) e Kennedy (Arthur); Camanducaia e Macedo.
Técnico: Candinho

SANTOS
Ronaldo (Nei); Carlos Roberto, André Santos, Henrique e Silvinho; Julio Cesar, Bernardo, Leônidas (Marcelinho Souza) e Marcelinho Carioca; Edmundo e Mazinho Loyola (Tupãzinho).
Técnico: Eduardo Amorim



Corinthians cede empate ao Santos

Corinthians e Santos empataram em 2 a 2, ontem, na Vila Belmiro. O resultado distancia os dois times dos líderes do Paulista.

Palmeiras (que ontem bateu o Juventus por 4 a 1), São Paulo (que passou pelo América, 3 a 2) e Portuguesa (que ficou no 1 a 1 com o Guarani) dividem a ponta do torneio com 13 pontos cada.

O Corinthians está em quarto lugar, com 11 pontos, e o Santos, em sexto, com 7.

A partida em Santos começou em alta velocidade. Como as equipes jogavam desfalcadas (os santistas estavam sem sete titulares; o Corinthians, sem quatro), contaram as iniciativas individuais.

A primeira chance do time da casa aconteceu aos 15min. Robert cruzou da direita, Kennedy ajeitou de calcanhar e Camanducaia dividiu com Ronaldo, que afastou.

O Corinthians, então, passou a perder oportunidades. Aos 20min, após cruzamento de Marcelinho, Bernardo cabeceou para fora.

Aos 27min, Edmundo tocou para Mazinho, livre, chutar à direita do gol. E, aos 29min, novamente Bernardo, de cabeça, desperdiçou.

Aos 36min, a equipe visitante perdia o zagueiro Henrique, expulso. Quatro minutos depois, sofria o primeiro gol. Marcos Paulo recebeu na esquerda e chutou forte, com efeito, marcando um belo gol.

Mas, logo aos 42min, Marcelinho cruzou da direita e Edmundo cabeceou, quase sem ângulo, para empatar o jogo: 1 a 1.

O Santos reagiu com Macedo acertando a trave de Ronaldo aos 44min. E, aos 45min, o atacante corintiano Edmundo foi expulso por agredir o santista Sandro.

Mesmo com dois jogadores a mais, o Santos voltou lento para o segundo tempo. A vantagem não durou muito. Aos 15min, já havia perdido dois atletas: Marcos Paulo e Jean foram expulsos.

Em igualdade de condições, o Corinthians partiu para cima, impulsionado pelas tabelas de Marcelinho e Tupãzinho, que entrara no lugar de Mazinho Loiola.

O meia-atacante, num toque sutil, levantou a bola e deu um “lençol” no meia Ronaldo. Sem deixar a bola cair, chutou forte, sem chance para Edinho. Um golaço colocava o Corinthians na frente.

A reação santista veio aos 32min. Carlos Roberto fez pênalti em Vágner. Sandro cobrou e definiu o placar em 2 a 2.

Expulsões irritam Candinho

O técnico Candinho se mostrou inconformado com as expulsões sofridas por seu time.

“Conversei com os jogadores no intervalo e cansei de pedir para eles evitarem agarrões e faltas por trás. Foi só começar o jogo e tivemos dois expulsos”, disse o treinador após a partida.

“Ainda não consegui escalar o mesmo time em dois jogos seguidos. Depois, o técnico é o culpado”, afirmou.

O diretor de futebol do Santos, José Paulo Fernandes, também estava irritado. “Os jogadores serão multados. Tivemos seis expulsões em cinco jogos”, afirmou.

O zagueiro Jean considerou o árbitro rigoroso na sua expulsão. “Foi um lance confuso. Eu não merecia o cartão. Ele quis compensar”, disse.

Para atenuar os problemas, Giovanni, Gallo e Cláudio voltarão ao time no sábado, contra a Ferroviária. O meia-atacante Marcelo Passos, com um entorse no tornozelo direito, é dúvida.

Sobre a vinda de reforços, a diretoria evita o assunto. O treinador insiste na vinda de um zagueiro, um lateral e mais um atacante.

Corinthians e Santos culpam falta de controle emocional

O desequilíbrio emocional dos jogadores do Santos e do Corinthians era o assunto mais comentado nos vestiários da Vila Belmiro, logo após o empate de ontem.

Os corintianos responsabilizaram o árbitro Flávio de Carvalho e as más condições do estádio pelo nervosismo em campo. “Dá para jogar num estádio em que você tem que fazer o aquecimento fora do vestiário por falta de espaço?”, perguntou Ronaldo.

O meia-atacante Marcelinho, autor do segundo gol do Corinthians, o mais bonito do jogo, é da mesma opinião. “Para bater escanteios, você recebe sapatos e pilhas de rádio. Tudo isso enervou.”

Marcelinho não quis comentar a expulsão de Edmundo. “Não julgo comportamentos, mas ele precisa ter mais equilíbrio.”

O meia-atacante estava eufórico com o gol. “Foi importante, pois provei que não faço só de falta.”

O Santos, que tinha 11 contra 9 jogadores ao final do primeiro tempo, desestruturou-se no segundo, quando sofreu duas expulsões.
“Jogamos fora a vantagem”, disse o goleiro Edinho.

O técnico Candinho concorda que seu time foi “ingênuo”. “Depois de terem sido roubados no Brasileiro, eles entram em campo achando que vão ser sempre perseguidos”, declarou.

Segundo Candinho, ele teve sérias conversas com os jogadores após a polêmica derrota para a Portuguesa. “O Jean e o Marcos Paulo estavam proibidos de fazer qualquer tipo de falta.”

Clodoaldo Tavares Santana, dirigente santista, não entendeu as reclamações do adversário. “Eles acham o Parque São Jorge melhor do que a Vila?”, ironizou. Clodoaldo reclamou de um pênalti, cometido por Bernardo, não marcado pelo árbitro.

A diretoria corintiana, anteriormente contrária ao jogo na Vila, agora quer que o Palmeiras jogue lá. O argumento: se São Paulo e Corinthians tiveram que atuar em Santos, Palmeiras terá de passar pelas mesmas dificuldades.

Pelé levanta e aplaude Marcelinho

Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, ministro dos Esportes, se levantou e bateu palmas quando o meia-atacante Marcelinho fez o segundo gol do Corinthians contra o Santos.

“Levantei e aplaudi. Foi um golaço”, disse Pelé, que assistiu ao clássico na tribuna de honra da Vila Belmiro.

“O Marcelinho é um grande jogador e ajudou a melhorar o espetáculo”, disse.

Pelé, que esteve no estádio para torcer por seu filho, Edinho, não o responsabilizou pelo primeiro gol corintiano. Mas criticou o atacante Edmundo, expulso ainda no primeiro tempo do jogo.

“A impressão é de que ele não tem mais jeito.”

“Depois do acidente em que ele se envolveu no Rio, liguei para o Edmundo, sugeri que ele viesse para o Corinthians, e, agora, acontece isso…”

Para Pelé, a atitude do atacante corintiano não tem justificativa. “Ele passou dos limites e acabou prejudicando o próprio Corinthians.”

Eduardo Amorim faz crítica à torcida

O técnico Eduardo Amorim “perdoa” os jogadores do Corinthians pelo excesso de cartões no clássico contra o Santos.

“Sofremos mil provocações. Eu vejo pelo banco de reservas. O técnico não tem condições de trabalhar. Se eu me levantava para dar instruções, vinha cervejada, mijo, tudo em cima da gente”, afirmou.

Amorim reclamou também da postura dos gandulas, que teriam provocado atletas do Corinthians. “Eles têm que ser instruídos e manter a imparcialidade.”

Quanto à expulsão de Edmundo, o treinador não quis falar sobre uma possível punição. “Não vi o lance, não sei direito o que aconteceu.”

Sandro faz gol e leva soco

O zagueiro Sandro marcou o gol de empate do Santos e foi protagonista no lance que resultou na expulsão de Edmundo. Sandro teria levado um soco do atacante do Corinthians, que, para ele, “perdeu a cabeça”.

Repórter – Como foi o lance do Edmundo?
Sandro – Estávamos batendo boca. Ele estava reclamando do árbitro, alegando que ele não estava marcando as faltas. Falei para ele que não adiantava nada reclamar e prosseguir a jogada. Ele se virou e me deu um soco no rosto. É um grande jogador, mas perdeu a cabeça. Desse jeito, não vai mais voltar à seleção. Um dia, ele vai encontrar alguém que revidará as agressões. Já aconteceu.

Repórter – Você pensou em revidar?
Sandro – Nem deu tempo. Se ele quiser dar outro soco, pode dar. Sou um jogador leal, jogo duro, mas na bola. Nunca agredi um companheiro de profissão.

Repórter – Faltou experiência ao Santos para vencer o clássico?
Sandro – Talvez. Sabíamos que corríamos o risco de ter alguém expulso porque o Corinthians estava com dois jogadores a menos. Foram lances que poderiam ter sido evitados. Temos que analisar muito bem essas expulsões. Isso não pode mais acontecer. O Candinho havia nos alertado no intervalo.

Edmundo vê “perseguição”

O atacante Edmundo, expulso pela primeira vez com a camisa do Corinthians, acha-se “perseguido”.

“Ele passou o jogo me provocando, fazendo falta e depois vai se fazer de santinho”, declarou, referindo-se ao zagueiro Sandro. Um suposto soco de Edmundo no santista ocasionou o cartão vermelho.

Repórter – O que aconteceu no lance com o Sandro?
Edmundo – O bandeirinha deveria saber.

Repórter – Você deu um murro nele?
Edmundo – Ele passou o jogo me provocando, fazendo falta e depois vai se fazer de santinho.
Ele tinha que ter sido expulso, mas como não é o Edmundo, tudo bem.

Repórter – Você está sendo perseguido?
Edmundo – O pessoal pega no pé do Edmundo. Eu sou o culpado por tudo. É fácil aparecer às minhas custas.

Repórter – Na sua saída de campo, os torcedores santistas não pararam de provocar. Como você se sentiu?
Edmundo – Essa turma não tem mãe. Eu não falaria estas coisas para ninguém.
Não se brinca com a vida dos outros, mas como é a vida do Edmundo…


Portuguesa 1 x 2 Santos

Data: 22/04/1995, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio do Canindé, em São Paulo, SP.
Público: 12.721 pagantes
Renda: R$ 127.069,00
Árbitro: Oscar Roberto de Godói
Pedido de tempo: Santos (2º tempo)
Cartões amarelos: Ildo, Jorginho, Capitão e Edinho (P); Gallo (S).
Cartão vermelho: Jorginho (P)
Gols: Betinho (11-1), Marcelo Passos (32-1, de pênalti) e Marcos Paulo (41-1).

PORTUGUESA
Paulo César; Edinho, Jorginho, Ildo e Zé Roberto; Norberto, (Jorge Andrade), Capitão, Betinho e Zinho (Roque); Flávio e Paulinho McLaren.
Técnico: Candinho

SANTOS
Edinho; Silva, Cerezo, Narciso, (Marcelo Moura) e Marcos Paulo; Gallo, Carlinhos, Giovanni e Marcelo Passos (Ranielli); Macedo (Camanducaia) e Jamelli.
Técnico: Joãozinho Rosa



Santos permanece invicto em clássicos no Paulista

A vitória de 2 a 1 sobre a Portuguesa, sábado, no Canindé, manteve a invencibilidade do Santos em clássicos disputados no Campeonato Paulista deste ano.

No primeiro turno, o time da Vila Belmiro empatou com Palmeiras (2 a 2), Portuguesa (1 a 1), Corinthians (0 a 0) e São Paulo (1 a 1). No próximo domingo, a equipe recebe o Corinthians na Vila.

O técnico Joãozinho afirmou após o jogo que o Santos fez “a sua melhor apresentação no campeonato”. “Foi um grande jogo e vencemos uma das equipes mais bem estruturadas do Paulista”, disse Joãozinho. Ele reservou elogios especiais ao meia Giovanni, considerado o destaque da partida.

“O Giovanni foi brilhante. Nos últimos jogos, ele não vinha aparecendo muito para a torcida, apesar de estar realizando uma função tática muito importante.”

Para o atacante Jamelli, o Santos ainda apresenta falhas que precisam ser corrigidas nos próximos jogos. “Continuamos perdendo cerca de cinco ou seis chances de gol por jogo. Felizmente, contra a Portuguesa, fizemos dois e conseguimos a vitória.”

No jogo de sábado, o Santos chutou três vezes a bola na trave no segundo tempo e poderia ter ampliado o placar.

O time volta a jogar na quinta-feira, contra o Guarani, na Vila Belmiro. Os zagueiros Narciso e Maurício Copertino, ambos contundidos, são as dúvidas do técnico Joãozinho.

Giovanni cria jogadas de gol

O meia Giovanni justificou a sua convocação para a seleção brasileira com uma grande exibição no jogo de sábado, contra a Portuguesa.
O jogador foi o responsável pelos dois gols do Santos -sofreu o pênalti que originou o primeiro e fez a jogada do segundo.

Repórter – O técnico Joãozinho disse que você fez a sua melhor partida no campeonato. Concorda?
Giovanni – Sim. Estamos no caminho certo. O segredo é a união do grupo, que cresce a cada dia.

Repórter – Mas você discutiu asperamente com um colega (Marcelo Fernandes) durante um jogo…
Giovanni – Isso acontece no calor de uma partida. Mas não restou qualquer ressentimento e o Marcelo continua sendo meu amigo.

Repórter – Qual foi a sua principal virtude na partida diante da Portuguesa?
Giovanni – Explorei o meu forte, que é partir de trás, com a bola dominada. Os dribles, eu herdei dos tempos de futebol de salão.

Candinho descarta abatimento

A derrota para o Santos, sábado, acabou com uma invencibilidade de 38 partidas da Portuguesa no Canindé. O time não perdia em seu estádio desde setembro de 1993.

Apesar disso, o técnico Candinho disse que o resultado não irá prejudicar a campanha do time, nem o desempenho dos jogadores.

“Desde o primeiro turno eu vinha preparando o espírito dos jogadores para quando esse momento chegasse. Nenhum time consegue permanecer tanto tempo invicto”, disse Candinho.

O zagueiro Jorginho concordou: “Agora que perdermos no Canindé, vamos poder jogar com mais tranquilidade.”

Candinho disse “ter certeza” que a Portuguesa estará entre os sete times classificados para a fase final do campeonato. “Para isso, precisamos somar mais uns 15 pontos.”

O treinador disse que o Santos mereceu a vitória anteontem, mas lamentou as ausências do zagueiro Gilmar e do meia Caio, ambos suspensos.

“Eles são os meus ‘engenheiros’, comandam a equipe e fizeram falta”, afirmou.

‘Ele desequilibra’, afirma Capitão

Os jogadores da Portuguesa reconheceram após a partida de anteontem que o meia Giovanni foi o grande responsável pela vitória do Santos.

“Demos espaço e ele mais uma vez desequilibrou”, afirmou o volante Capitão.

Segundo o goleiro Paulo César, “faltou atenção” ao time para as jogadas individuais de Giovanni quando a Portuguesa ainda ganhava a partida por 1 a 0.

“Tínhamos que apertar um pouco mais na marcação e esperar o momento certo para dar os contra-ataques.”

O treinador Candinho endossou os elogios ao camisa 10 do Santos. “O Giovanni é um grande jogador, que pode se tornar um craque se mantiver esse desempenho”, disse.

A Portuguesa volta a jogar pelo Paulista na quarta-feira, contra o Rio Branco, em Americana. O desfalque será o zagueiro Jorginho, expulso na partida contra o Santos. Ele será substituído por Ildo.

O meia Caio e o zagueiro Gilmar, que já cumpriram suspensão automática, estão confirmados no time. Zé Roberto e Carlos Roberto disputam a lateral-esquerda. O meia Betinho pode assumir a vaga de Zinho na equipe titular.



Canindé tem clássico dos ‘invictos’ ( Em 22/04/1995 )

As equipes de Portuguesa e Santos possuem objetivos diferentes na partida de hoje, às 16h, no estádio do Canindé. Além da vitória, os times querem manter dois tipos de invencibilidade no Campeonato Paulista.

A Portuguesa não perde em seu estádio (Canindé) desde 15 de setembro de 1993, quando foi derrotada pelo América mineiro, por 2 a 1, no Campeonato Brasileiro.

No total, contando os jogos dos Campeonatos Paulistas de 94/95 e Campeonatos Brasileiros de 93/94, são 38 partidas invictas.

Já o Santos ainda não foi derrotado nas partidas envolvendo os grandes times do campeonato (Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Portuguesa e Santos). Até agora, o time de Joãozinho empatou os quatro clássicos.

No 1º turno do Paulista ficou no 1 a 1 com o São Paulo e com a própria Portuguesa, atuando no estádio da Vila Belmiro, em Santos. Diante do Corinthians novo empate, sem gols, no Pacaembu. Contra o Palmeiras, no Parque Antarctica, foi 2 a 2.

“As invencibilidades não são eternas. Mas espero que não percamos hoje”, disse o técnico Candinho, da Portuguesa. O seu companheiro Joãozinho não concorda.

“Jogamos bem em todos os clássicos. Está faltando só um pouco mais de sorte”, afirmou o treinador santista.

Além das “invencibilidades”, os times possuem quatro jogadores com dois cartões amarelos. O jogador que recebe três cartões amarelos fica impedido de disputar a partida seguinte.

Pelo Santos estão “pendurados” o goleiro Edinho, o lateral Silva, o zagueiro Marcos Paulo e o atacante Macedo.

Na Portuguesa, o goleiro Paulo César, o zagueiro Jorginho, o lateral Carlos Roberto e o atacante Paulinho estão ameaçados.

Joãozinho quer Santos ofensivo

O técnico Joãozinho, 39, faz segredo sobre o esquema tático que o Santos adotará para tentar vencer a Portuguesa, hoje, às 16h, no estádio do Canindé, em São Paulo.

O treinador diz somente que quer o time ofensivo e exige jogadas em velocidade dos jogadores de ataque, principalmente Giovanni e Macedo.

“A estratégia que vou utilizar dependerá de como a Portuguesa vai atuar”, disse.

O time foi praticamente confirmado por Joãozinho. Ele só tem dúvidas na zaga, já que não pode contar com Marcelo Fernandes (suspenso por cartões amarelos) e Marcelo Copertino (machucado).

Marcelo Moura é o mais cotado para atuar na zaga, ao lado de Narciso. Mas o treinador tem outras três opções: Cerezo, Rogério e o aspirante Jean, de 17 anos.

A preparação para o jogo de hoje não incluiu treinamento coletivo, que estava marcado para ontem. O coletivo foi cancelado devido às chuvas e o grupo de jogadores fez apenas um bate-bola na quadra do ginásio da Vila Belmiro.

O Santos vem de três empates consecutivos -contra São Paulo e Novorizontino em casa e diante do Bragantino, fora- pelo mesmo placar (1 a 1).

“A sequência de empates é perfeitamente normal. Nós estamos lutando pela classificação e não importa se estamos conseguindo apenas um ponto por jogo”, afirmou Joãozinho.

Segundo o técnico, a produção ofensiva da equipe é satisfatória. “Em 17 jogos, deixamos de marcar gols em apenas dois ou três.”

Para os jogadores, o time necessita de uma vitória para voltar a ter moral no campeonato. “Temos de ganhar da Portuguesa para manter nossa perspectiva de classificação”, afirmou o atacante Macedo.

Jamelli, o seu companheiro de ataque, também aposta na vitória. Segundo ele, um resultado positivo vai dar tranquilidade para a equipe obter a classificação.

“Deixamos de ganhar pontos importantes dentro de casa e fora dela”, disse Jamelli. “A situação do Santos não é difícil -ao contrário-, mas uma vitória será bem oportuna”, disse.

Segundo Jamelli, a equipe está conseguindo fazer o mais difícil, que é criar as jogadas. O problema, segundo ele, está nas finalizações. “É falta de sorte”, afirmou Jamelli.

No primeiro turno do Campeonato Paulista, Santos e Portuguesa empataram em 1 a 1, no estádio da Vila Belmiro, em Santos. Flávio, para a Portuguesa, e Ranielli marcaram os gols. Neste jogo, o juiz Márcio Resende de Freitas anulou um gol regular da equipe da Portuguesa.

Giovanni está ‘ansioso’

O meia Giovanni não quer ser apenas uma experiência no grupo convocado por Zagallo para o amistoso da seleção brasileira, dia 27, contra o Valencia, da Espanha.

“Vou fazer de tudo para jogar e não ficar somente no banco”, disse o jogador.

Repórter – É o jogo que antecede sua estréia na seleção. Está nervoso?
Giovanni – Não. Estou somente ansioso.

Repórter – Você acredita que poderá ficar com a vaga na seleção?
Giovanni – Lutarei muito para não ficar somente no banco de reservas.

Repórter – Por que o Santos tem marcado poucos gols?
Giovanni – Estamos errando passes e finalizações.

Repórter – Contra o Bragantino, na quarta-feira, você e o Marcelo Fernandes (zagueiro do Santos) teriam se agredido.
Giovanni – Errei uma jogada e ele me pediu explicações. Nós só discutimos.

Candinho usa psicologia para manter ritmo

O trauma por não conquistar um título há 22 anos (última conquista foi o Paulista de 1973) causa um trabalho extra para o técnico Candinho, da Portuguesa para o clássico de hoje contra o Santos.

“Tenho que mostrar aos jogadores que algumas derrotas seguidas não irão impedir nossa classificação”, afirmou o treinador.

Candinho disse que, após a derrota para o Palmeiras, por 3 a 0 na primeira partida do returno, surgiram alguns comentários “venenosos”no Canindé.

“Falsos torcedores e a própria imprensa queriam saber o que havia acontecido com a Portuguesa? Nada.”, afirmou Candinho. “Por isso entramos para enfrentar o Santos com a tranquilidade de quem foi a primeira colocada no turno inicial e que está em primeiro lugar no campeonato”, completou.

Segundo o treinador, o time precisa de 15 pontos -além dos 31 já conquistados- no returno do campeonato para assegurar uma vaga no octogonal final.

“O mais importante é que estamos mantendo uma regularidade durante o campeonato. Estamos conseguindo somar pontos em quase todas as partidas”, disse o atacante Paulinho.

A Portuguesa só perdeu dois jogos no Paulista. Para o Guarani, 1 a 2, e para o Palmeiras, 0 a 3.

No jogo de hoje, o técnico Candinho poderá contar com os retornos do goleiro Paulo César e do atacante Flávio, recuperados de contusão. Outro que volta é o lateral-direito Edinho, que cumpriu suspensão na partida diante do América, na quarta-feira.

O zagueiro Gilmar e o meia Caio, suspensos, estão fora. Ildo e Betinho são os substitutos.