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San Lorenzo 3 x 0 Santos

Data: 27/09/2006, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa Sul-Americana – Oitavas-de-final – Jogo de ida
Local: Estádio Pedro Bidegain, El Nuevo Gasómetro, em Buenos Aires, Argentina.
Público e Renda: N/D
Árbitro: Carlos Chandía (CHI).
Cartões amarelos: Vobril, Botero e Lavezzi (C); Ronaldo Guiaro (S).
Gols: González (07-1); Jiménez (15-2) e Lavezzi (22-2).

SAN LORENZO (ARG)
Orión; Tula, Sebastián Méndez (Pablo Alvarado), J. Bottinelli, Voboril; Adrián González (Joaquín Botero), Acevedo, Claudio Husaín, Darío Bottinelli; Ezequiel Lavezzi (Leonardo Ulloa) e Roberto Jiménez.
Técnico: Oscar Ruggeri

SANTOS
Fábio Costa; Luiz Alberto (André), Manzur e Ronaldo Guiaro; Dênis, Heleno (André Luiz), Tabata (Rodrigo Tiuí), Cléber Santana e Kleber; Jonas e Wellington Paulista.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Santos perde na Argentina e se complica na Copa Sul-Americana

O Santos complicou sua situação na Copa Sul-Americana-2006 ao perder por 3 a 0 para o San Lorenzo, na noite desta quarta-feira, no estádio Nuevo Gasómetro, em Buenos Aires, pelas oitavas-de-final.

O confronto de volta está marcado para o dia 11 de outubro. Para ficar com a vaga na próxima fase, o Santos precisa vencer por quatro gols de diferença –vitória por 3 a 0 leva a decisão para os pênaltis.

O técnico do Santos, Vanderlei Luxemburgo, não contou nesta noite com o volante Maldonado, que não foi inscrito na competição, e com o meia Zé Roberto, poupado para melhorar a forma física.

Sem eles, Luxemburgo optou por começar a partida no esquema 3-5-2, com Manzur, Ronaldo Guiaro e Luiz Alberto na zaga. Na frente, o ataque foi formado por Jonas e Wellington Paulista.

Na primeira vez em que chegou ao ataque, a equipe argentina marcou o gol. Aos 7min, Adrián Gonzalez cobrou falta com categoria, sem chance de defesa para Fábio Costa, e fez 1 a 0. A bola tocou no travessão antes de entrar.

Em desvantagem, o Santos tentou se organizar em campo e passou a jogar no campo do adversário. Aos 20min, o time da Baixada chegou com perigo. O zagueiro Luiz Alberto recebeu lançamento longo, dentro da área do San Lorenzo, e bateu forte, exigindo boa defesa do goleiro Orion.

Aos 34min, o San Lorenzo respondeu. Adrián Gonzalez se encarregou de outra cobrança de falta e exigiu ótima defesa de Fábio Costa.

Para a etapa final, o Santos voltou com duas novidades: entraram André Luiz e André e deixaram a equipe Luiz Alberto e Heleno.

Com a equipe mais ofensiva, o Santos tentou pressionar o adversário e chegou com perigo numa cabeçada de Wellington Paulista.

Mas, aos 15min, o San Lorenzo marcou o segundo gol. Jimenez recebeu lançamento nas costas da defesa santista –Ronaldo Guiaro não conseguiu cortar– e, dentro da área, chutou forte, rasteiro, sem defesa para Fábio Costa.

Aos 21min, Lavezzi recebeu lançamento longo e, percebendo, a saída de Fábio Costa, tocou por cobertura, marcando o terceiro gol do San Lorenzo na partida.

Pelo Campeonato Brasileiro, o Santos volta a campo no dia 5 de outubro, quando faz o clássico contra o Corinthians no estádio do Pacaembu.


Cruzeiro 1 x 0 Santos ( 3 x 4 nos pênaltis )

Data: 13/09/2006, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa Sul-Americana – Fase preliminar – Jogo de volta
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público: 4.278 pagantes
Renda: R$ 18.620,00
Árbitro: Wilson de Souza Mendonça (PE)
Cartões amarelos: Gladstone (C); Wellington Paulista e Heleno (S).
Gols: Wagner (05-2).

CRUZEIRO
Fábio; Gabriel, Thiago Heleno, Gladstone e Júlio César; Fábio Santos, Élson, Martinez (Sandro) e Wagner; Geovanni e Carlinhos Bala (Diego).
Técnico: Oswaldo de Oliveira

SANTOS
Felipe, Ronaldo Guiaro, Luiz Alberto e Domingos; Paulo (Dênis), Heleno, Cléber Santana, Rodrigo Tabata (Kléber) e Carlinhos; André Oliveira (Jonas) e Wellington Paulista
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Nos pênaltis, Santos elimina Cruzeiro e segue na Sul-Americana

O Santos segue na Copa Sul-Americana e vai enfrentar o argentino San Lorenzo, no próximo dia 27, em Buenos Aires. O Peixe garantiu sua vaga na fase internacional da competição, nos pênaltis (4 x 3), depois de ser derrotado, por 1 x 0, no tempo normal, nesta quarta-feira, no Mineirão. Dessa forma, houve uma inversão no resultado do jogo de ida, que tinha sido ganho pelo time santista, também por 1 x 0, no Pacaembu.

O time santista jogava pelo empate e podia perder até por um gol de diferença, desde que marcasse no Mineirão, o que acabou não acontecendo. Sem a sua força máxima, repetindo procedimento do primeiro jogo, o Peixe atuou com o regulamento debaixo do braço e priorizou a marcação. Só passou a atacar depois que o Cruzeiro marcou o seu gol, recorrendo até mesmo a jogadores titulares, como o lateral-direito Dênis, que substituiu a Paulo.

Só que o time de Vanderlei Luxemburgo não teve a força ofensiva necessária para conseguir o empate, que garantiria a vaga nos 90 minutos, obrigando a decisão pelos pênaltis. Quando o Peixe conseguiu finalizar, o goleiro Fábio, da Raposa, teve boa participação. Já o Cruzeiro também criou chances para ampliar o placar, mas faltou pontaria a seus atacantes. Quando o chute saiu certo, o jovem goleiro Felipe apareceu bem. Aos 45min, ele salvou o gol em chute de Fábio Santos.

O Cruzeiro não conseguiu a vaga nos pênaltis, mas, pelo menos quebrou o jejum de vitórias no Mineirão. O clube celeste não conseguia ganhar nesse estádio desde os 2 x 0 sobre o Corinthians, pela 11ª rodada do Nacional, em 12 de julho. Desde então, foram cinco empates e uma derrota. A vitória sobre o São Caetano, por 3 x 0, a única no período, foi no Independência.

A vitória sobre o Santos e a classificação para enfrentar o San Lorenzo, eram consideradas fundamentais para amenizar a crise no Cruzeiro e ajudar na reação no Brasileiro, a partir do jogo contra o Palmeiras, no próximo domingo, novamente no Mineirão. A estréia do lateral-direito Gabriel e o retorno de cinco titulares, que estavam contundidos, casos de Thiago Heleno, Fábio Santos, Martinez e Wagner não garantiram a vaga.

Já o Santos, que ocupa a terceira colocação no Brasileiro, com 39 pontos, a quatro do líder São Paulo, havia priorizado a competição nacional, embora considerasse importante seguir na Sul-Americana. No próximo domingo, o time santista pega a Ponte Preta, em Campinas, enquanto a Raposa recebe o Palmeiras, no Mineirão.

O jogo

Obrigado a vencer, o Cruzeiro tomou a iniciativa do ataque, logo no início da partida, procurando arriscar chutes de longa e média distâncias. Em cinco minutos, o time celeste já havia batido duas vezes, de longe, para fora, mas com algum perigo para o goleiro Felipe. Na primeira vez, a 1min, foi Martinez quem chutou e, na segunda, foi Geovanni, com a bola indo para escanteio.

No minuto seguinte, o Peixe levou um susto, quando o volante Fábio Santos, um dos quatro jogadores que voltou após ausência por contusão, tentou um passe e a bola desviou em Luiz Alberto, encobrindo por pouco o gol defendido por Felipe. O começo da partida foi caracterizado por um Santos muito cauteloso, que praticamente não atacava, e um Cruzeiro tentando impor um ritmo mais veloz de chegada à frente.

Aos 16min, quando Carlinhos Bala chutou de dentro da grande área, o Cruzeiro já havia finalizado cinco vezes, contra nenhuma do time santista. Mas, se o time mineiro demonstrava qualidade para criar jogadas ofensivas, não mostrava pontaria nas conclusões. A primeira vez que uma finalização teve a direção certa, foi aos 19min, quando o baixinho Carlinhos Bala conseguiu cabecear, mas tocou fraco na bola, facilitando a defesa de Felipe.

O goleiro Fábio, do Cruzeiro, por sua vez, tinha pouco trabalho. A primeira vez que interferiu foi aos 23min, em um cruzamento da esquerda, quando colocou a escanteio. Já a equipe celeste seguia finalizando. Aos 27min, Ronaldo Guiaro tentou cortar um chute de longe e ajeitou para Carlinhos Bala, que demorou para arrematar, permitindo a recuperação do zagueiro santista.

A partida, a partir dos 30min, caiu muito o ritmo, tornando-se monótona e sem qualidade. Os dois times erravam muitos passes – 18 pelo Cruzeiro e 14 do Santos -, além de permitirem muitas recuperações de bola por parte do adversário: 13 do Peixe, contra 10 da Raposa. Os donos da casa, que no início, tentavam as jogadas de linha de fundo, especialmente pela direita, com o estreante lateral Gabriel, passaram a concentrar as jogadas pelo meio.

Nos primeiros 45min, o time de Oswaldo de Oliveira finalizou 12 vezes, 11 delas para fora, enquanto a equipe de Vanderlei Luxemburgo arrematou apenas três vezes, duas sem direção e uma facilmente defendida por Fábio. O primeiro chute a gol do Peixe aconteceu somente aos 33min, por intermédio de Cléber Santana, que errou por muito o alvo.

Wellington Paulista, único atacante escalado por Luxemburgo, reconheceu que o time finalizou pouco. “Temos de chegar mais de trás, tocando a bola para chegarmos em condições de finalizar”, afirmou. Já o volante Fábio Santos observou os erros de conclusão. “Estamos pecando na finalização e isso não pode acontecer em um jogo tão difícil. É preciso mais concentração”, analisou o jogador cruzeirense.

O Cruzeiro voltou com a mesma formação para o segundo tempo. “Não foi ruim, tivemos domínio, mas precisamos intensificar a nossa movimentação para ganhar a partida”, analisou Oswaldo de Oliveira. Já o Santos mexeu em duas posições. Entraram Kléber e Jonas para as entradas de Rodrigo Tabata e André Oliveira. “Vamos forçar o ritmo no meio, pois o Cruzeiro tem jogadores voltando e podem sentir”, justificou Vanderlei Luxemburgo.

O reinício da partida não foi diferente. O Cruzeiro tentando tomar a iniciativa ofensiva e arriscando os chutes de longa distância, como aos 4min, com Élson, enquanto o Santos seguia priorizando a defesa. Aos 6min, o time da casa marcou o seu gol. Heleno fez falta em Fábio Santos, que foi batida rapidamente. Gabriel avançou pela direita e cruzou para Wagner marcar. Felipe ainda tocou na bola, mas não evitou o gol, em lance muito reclamado pelos jogadores santistas e por Vanderlei Luxemburgo.

Após o gol celeste, o Santos modificou a sua postura, passando a ter mais pressa e também a atacar mais. Cléber Santana em chute forte ameaçou o goleiro Fábio. O Cruzeiro, entretanto, teve mais espaços nos contra-ataques e quase ampliou, aos 16min, quando o zagueiro Thiago Heleno, duas vezes, finalizou, mais não conseguiu acertar o gol. Aos 19min, o goleiro da Raposa bobeou, em bola recuada para ele, e quase permitiu o empate santista.

Mais ofensivo, o Peixe criou oportunidades para empatar a partida. Aos 26min, Kléber cruzou e Jonas cabeceou bem, obrigando o goleiro Fábio a difícil defesa, colocando a bola para o escanteio. Mas se o Santos atacava, a esse momento o Cruzeiro contra-atacava, deixando o jogo aberto. Apesar da pressão final, o time mineiro não conseguiu o segundo gol e a decisão foi mesmo para os pênaltis.

Santos condena atuação de árbitro

A decisão do árbitro Wilson Souza Mendonça em dar prosseguimento ao lance que originou o gol do meia cruzeirense Wagner revoltou o técnico do Santos, Vanderlei Luxemburgo, e o capitão da equipe, o zagueiro Luiz Alberto. Com a vitória da Raposa no tempo normal, a decisão da vaga foi decidida somente nas penalidades, com êxito santista, que alcançou a etapa internacional da Copa Sul-Americana.

Luxemburgo não economizou críticas ao juiz da partida, classificando Mendonça como arrogante, confuso e complicado. Segundo Luxa, o árbitro acumula diversos afastamentos no quadro de arbitragem devido a sucessivos erros cometidos em campo.

“Ele nos prejudicou mais uma vez. O Wilson tava com o apito na boca à espera do atendimento médico e não poderia ter deixado seguir a jogada. Ele é um pouco complicado e arrogante, apitando como se fosse o senhor do espetáculo. Tem sido afastado constantemente”, esbravejou Luxa.

Não bastasse a reclamação sobre a feitura do gol do Cruzeiro, o comandante alvinegro também considerou estranha a decisão de Mendonça em determinar as cobranças de penalidades no lado em que a torcida local era maior. “Ele escolheu as cobranças no lado da torcida do Cruzeiro. Qual o critério ele adotou para mandar os pênaltis a favor do Cruzeiro?”, indagou.

A jogada que resultou no gol do cruzeirense Wagner ocorreu após uma cobrança de falta rápida, cometida pelo volante Heleno no meio-campista Fábio Santos na segunda etapa. O atleta santista aguardava o atendimento médico em virtude da entrada ríspida no atleta da Raposa, entretanto, Mendonça deu prosseguimento ao jogo autorizando a cobrança da falta mesmo afastada do local onde originou a falta.

A bronca com Wilson de Souza Mendonça não ficou restrita ao técnico Luxemburgo. O zagueiro Luiz Alberto avalia que o árbitro deveria interromper a seqüência da jogada que culminou no gol adversário.

“Que eu saiba, quando um jogador está no chão sentindo muitas dores, o árbitro tem o dever de esperar um pouquinho. E pior é que depois ele acompanhou o lance com as mãos na cintura, totalmente fora da jogada. Não sei o que passa nas cabeças desses árbitros. Para completar, ele mandou cobrar os pênaltis no lado do Cruzeiro”, criticou Luiz Alberto à rádio Itatiaia.

Santos 1 x 0 Cruzeiro

Data: 06/09/2006, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa Sul-Americana – Fase preliminar – Jogo de ida
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 7.819 pagantes
Renda: R$ 82.911,00
Árbitro: Leonardo Gaciba (Fifa-RS)
Cartões amarelos: Rodrigo Tabata e André Luiz (S); Leandro Bonfim (C).
Cartões vermelhos: André Luiz (S); Luizão (C).
Gol: André Belezinha (37-2).

SANTOS
Felipe; Paulo, Manzur, Domingos e Carlinhos; Heleno André Luiz, Cléber Santana (André) e Rodrigo Tabata (Kléber); Jonas (Leandro) e Welington Paulista.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

CRUZEIRO
Lauro; Teco, Luizão, Gladstone e Michel (Diego); Élson, Leandro Bonfim (Kerlon), Sandro e Francismar; Geovanni e Élber (Carlinhos Baia).
Técnico: Osvaldo Oliveira



Sem “time e casa”, Santos vence Cruzeiro na Sul-Americana

O Santos abriu mão de seu estádio e dos titulares nesta quarta-feira. E mesmo assim, começou com vitória na edição 2006 da Copa Sul-Americana. Jogando no Pacaembu e com uma escalação composta basicamente por reservas, a equipe do litoral paulista superou o Cruzeiro por 1 a 0 e precisa apenas de um empate no confronto de volta, em Belo Horizonte, para seguir na competição internacional.

Vice-líder do Campeonato Brasileiro, no qual tem quatro pontos de desvantagem para o São Paulo (38 contra 42), o Santos resolveu priorizar a competição nacional e escalou uma formação mista nesta quarta-feira. E assim, conseguiu um triunfo diante do Cruzeiro com força máxima (as ausências foram o goleiro Fábio, que está com a seleção brasileira, e o meia Wagner, vítima de uma infecção respiratória).

Além de ter aberto mão de algumas de suas principais armas em campo, o Santos abdicou de seu estádio. Apesar de ter perdido apenas uma partida nesta temporada na Vila Belmiro (oito triunfos, um empate e um revés no Campeonato Brasileiro), o clube alvinegro preferiu atuar diante de seus torcedores da capital paulista e encarou o Cruzeiro no Pacaembu.

“Não tem essa de desvalorizar a Copa Sul-Americana. Um time grande como o Santos precisa dar o máximo em qualquer competição e precisa brigar pelo título sempre. É isso que estamos tentando fazer, independentemente de quem entra em campo. Todo mundo aqui tem qualidade vontade para ajudar o Santos”, discursou o lateral-esquerdo Kléber, que entrou no segundo tempo e atuou no meio-campo.

Assim, o técnico Oswaldo de Oliveira segue com apenas um triunfo à frente do Cruzeiro, por 3 a 0 sobre o São Caetano, no dia 26 de agosto. Nas outras seis partidas, a equipe mineira acumulou dois empates e quatro derrotas, sendo uma delas justamente para o Santos (o time alvinegro triunfou por 2 a 0 na Vila Belmiro, no dia 17 de agosto, na estréia de Oswaldo de Oliveira na equipe mineira).

“Fizemos o nosso melhor, mas não foi suficiente. O importante é que ainda temos o jogo seguinte para tentar reagir e conseguir a classificação na Copa Sul-Americana. Podemos recuperar essa derrota na nossa casa”, garantiu o goleiro Lauro, grande destaque do Cruzeiro nesta quarta-feira.

O discurso de valorização da Copa Sul-Americana que as duas equipes adotaram, contudo, não foi suficiente para elevar o nível técnico da partida nesta quarta-feira. A despeito das oportunidades criadas pelo Santos, sobretudo no segundo tempo, o jogo foi marcado pela ausência de lances criativos e de emoção.

As duas equipes voltam a se encontrar na próxima quarta-feira, às 22h, no estádio Mineirão. Antes disso, porém, ambos têm confrontos como visitantes no Campeonato Brasileiro. No próximo domingo, às 16h, o Cruzeiro enfrentará o Juventude em Caxias do Sul. No mesmo dia, mas às 18h10, o Santos jogará contra o Fortaleza em Fortaleza, no estádio Presidente Vargas.

O jogo

Enquanto o técnico Vanderlei Luxemburgo aproveitou o confronto válido pela Copa Sul-Americana para poupar seus titulares e dar ritmo de jogo a vários novatos do Santos, o Cruzeiro de Oswaldo de Oliveira escalou todos os titulares que tinha à disposição. No entanto, a ausência de Wagner, principal articulador do meio-campo mineiro e que foi acometido por uma infecção respiratória, igualou a falta de opções ofensivas das duas equipes no Pacaembu.

“Faltou um pouco de criatividade no meio-campo, mas tentamos tocar a bola. Os dois times marcaram com muita eficiência”, justificou o meia santista André, que entrou no lugar de Cléber Santana durante o intervalo.

Na etapa inicial, com as duas equipes marcando muito e errando passes demais, as oportunidades de gol só aconteceram em chutes de longa distância. Foi assim que Geovanni levou perigo à meta defendida pelo estreante Felipe aos 11min, quando recebeu passe da esquerda de Francismar, conduziu a bola pelo meio e concluiu acima do travessão santista.

O Santos respondeu aos 17min, quando Rodrigo Tabata cobrou falta cruzada da esquerda e Lauro tirou de soco. No rebote, Heleno concluiu de fora da área e mandou a bola perto da trave esquerda. Aos 45min, o time da casa voltou a assustar aos 45min, em lançamento de André Luiz pelo meio que o camisa 8 Rodrigo Tabata concluiu forte, mas Lauro espalmou.

A partir desse lance, o goleiro cruzeirense Lauro se transformou no grande destaque do jogo. Ele praticou defesas importantes, sobretudo no segundo tempo, e foi fundamental para o Santos não conseguir uma vitória elástica. Foi o camisa 1 da equipe mineira que apareceu, por exemplo, aos 21min. André Luiz lançou na direita para Paulo, que cruzou para trás e encontrou Rodrigo Tabata. O meia concluiu de voleio, de pé direito, e exigiu defesa parcial do goleiro do Cruzeiro. No rebote, Wellington Paulista chegou à bola e finalizou em cima de Lauro, que ainda estava se levantando.

Para aproveitar o bom momento do Santos, o técnico Vanderlei Luxemburgo tirou o meia Rodrigo Tabata e colocou o lateral-esquerdo Kléber, titular da equipe que vinha sendo poupado, para trabalhar na armação. O camisa 3 deu mais movimentação à equipe da casa, sobretudo pelo lado esquerdo, graças às constantes trocas de posições entre ele, André Luiz e o ala Carlinhos.

O ímpeto do Santos, contudo, esbarrou na expulsão do volante André Luiz. Aos 35min, o camisa 5 (que usava a faixa de capitão) fez uma falta desnecessária na intermediária e deixou os donos da casa com um homem a menos. “Eu não fiz nada, mas o árbitro entendeu que eu fiz. Paciência”, lamentou o atleta punido.

Só que o Santos sequer teve tempo para reclamar por ter um homem a menos. No lance seguinte à expulsão de André Luiz, aos 36min, Carlinhos cruzou rasteiro da esquerda e a bola encontrou André, que concluiu de primeira para dar o triunfo aos donos da casa.

Santos 2 x 1 Fluminense – 2 x 4 nos pênaltis

Data: 31/08/2005, quarta-feira, 21h45.
Competição: Copa Sul-americana – Primeira fase (regional) – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público:
Renda: R$
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa-RS)
Auxiliares: Roberto Braatz (PR) e Altemir Hausmann (RS).
Cartões amarelos: Rogério (S) e Gabriel Santos (F).
Gols: Tuta (46-1); Edmilson (38-2) e Geílson (44-2).
Pênaltis: Gabriel, Juan, Tuta e Felipe marcaram pelo Fluminense. Beto errou. Giovanni e Wendel fizeram pelo Santos. Luciano Henrique e Edmilson desperdiçaram.

SANTOS
Saulo; Bóvio (Luciano Henrique), Rogério, Luís Alberto e Wendel; Zé Elias (Edmilson), Fabinho, Léo Lima e Giovanni; Geílson e Douglas (Danilo).
Técnico: Gallo

FLUMINENSE
Kleber; Gabriel, Gabriel Santos, Igor e Juan; Romeu, Arouca, Felipe e Preto (Juninho); Leandro (Beto) e Tuta.
Técnico: Abel Braga



Nos pênaltis, Fluminense bate Santos e avança

Depois de levar um susto, o Fluminense eliminou o Santos nos pênaltis e garantiu vaga nas oitavas-de-final da Copa Sul-Americana. Após sofrer a virada no tempo normal e perder por 2 a 1, o time carioca foi superior nas penalidades e venceu a equipe paulista por 4 a 2, na Vila Belmiro – no jogo de ida, no Rio de Janeiro, o tricolor ganhou por 2 a 1.

“O Fluminense está de parabéns pela classificação. Conseguimos jogar de igual para igual com o Santos e sair com a classificação. Mostramos um bom futebol”, declarou o meia Felipe, que marcou o gol que garantiu a vaga depois de ter errado a primeira cobrança e o juiz mandar voltar.

Na próxima fase, nas oitavas-de-final, a equipe das Laranjeiras encara o Banfield, da Argentina. As partidas estão marcadas para o dia 14 de setembro, com mando de campo do Fluminense, e 28 do mesmo mês, em solo argentino.

Líder do Campeonato Brasileiro, o Santos entrou em campo nesta quarta-feira bastante desfigurado. No entanto, não foi presa fácil para o time carioca, que depois de sair na frente sofreu pressão no final da etapa complementar e cedeu a virada. Nos pênaltis, o alvinegro foi brecado por duas boas defesas do goleiro Kleber.

“Dentro de campo, nós mostramos que temos condições de superar qualquer equipe, como aconteceu esta noite. O Santos provou ter poder de reação, mas, infelizmente, fomos eliminados nos pênaltis”, comentou o atacante Geílson, autor de um dos gols do time da Baixada Santista.

Passada a primeira fase da Copa Sul-Americana, Fluminense e Santos se concentram agora na disputa do Campeonato Brasileiro. Só que em virtude das Eliminatórias para a Copa do Mundo, a competiação só volta a ser disputada no meio da próxima semana.

Assim, ambos os times jogam apenas na quarta-feira, dia 7 de setembro, às 21h45. Enquanto os cariocas encaram o Cruzeiro, no Mineirão, em Belo Horizonte, os paulistas enfrentam o Atlético-PR, em Curitiba.

O jogo

Assim como era esperado, a partida começou aberta, com lances de perigo para os dois lados. Com apenas 1min, o Santos quase abriu o placar. Léo Lima cobrou falta pela direita e o zagueiro Luís Alberto cabeceou forte, exigindo grande defesa de Kleber.

A resposta do Fluminense veio com Felipe, que recebeu bom lançamento na área e, de primeira, chutou. Atento, o goleiro Saulo fez boa defesa e espalmou para escanteio.

Em seguida brilharam as estrelas de Giovanni e Felipe. Aos 19min, o camisa 10 santista fez bom passe para Douglas, que aproveitou falha de Gabriel Santos, dominou na direita, entrou na área e chutou em cima do goleiro.

Dois minutos depois, Felipe deixou Leandro na cara do gol com um passe milimétrico. O atacante entrou livre pelo meio e tentou tirar de Saulo, mas o goleiro apareceu bem e fez a defesa.

No final da primeira etapa, quando o Santos atacou mais que o Fluminense, o time carioca abriu o placar. Gabriel fez boa jogada pela direita e cruzou. Tuta, de voleio, acertou um belo chute à meia altura, no canto esquerdo de Saulo, que apenas observou a bola entrar.

Com Luciano Henrique no lugar de Bóvio, o Santos iniciou o segundo tempo pressionando e, assim como no início do jogo, obrigou o goleiro do Fluminense a fazer defesa providencial. Com 1min, Giovanni cruzou para Luciano Henrique, que cabeceou para Kleber defender no reflexo.

Com a obrigação de marcar dois gols para, no mínimo, levar a partida para a decisão por pênaltis, o Santos se abriu e permitiu que o Fluminense contra-atacasse com perigo. Aos 7min e aos 8min, Felipe e Gabriel Santos desperdiçaram duas boas oportunidades para o time das Laranjeiras.

No restante da segunda etapa, a equipe carioca dominou o meio-campo e desperdiçou boas chances de matar a classificação.

Mas, aos 38min, Giovanni foi lançado no lado direito da área do Fluminense e cruzou na cabeça de Edmilson, que entrara no lugar de Zé Elias. Sem marcação, o jogador do Santos apenas escorou para o gol vazio e empatou a partida.

Aos 44min, Léo Lima tocou para Luciano Henrique, que, pela esquerda, cruzou para Geílson. O jovem atacante santista, de peixinho, virou o placar e levou a decisão para os pênaltis.

Gabriel abriu a cobrança para o Fluminense e marcou. Giovanni bateu no alto a primeira do Santos e empatou. O segundo a bater pelos cariocas foi Juan, que converteu. Luciano Henrique bateu em seguida e Kleber defendeu, mantendo a vantagem para o Fluminense: 2 a 1.

Beto desperdiçou a chance de ampliar e chutou na trave. Wendel deslocou o goleiro do Fluminense e voltou a empatar a disputa. O artilheiro do Fluminense na partida, Tuta, marcou. Em seguida, Kleber pegou o chute de Edmilson e voltou a deixar o time carioca em vantagem.

Felipe teve em seus pés a chance de classificar o Fluminense e desperdiçou. Mas o árbitro Carlos Eugênio Simon mandou a cobrança voltar porque o goleiro Saulo se adiantou. Na segunda cobrança, Felipe marcou e deu números finais: 4 a 2.

Gallo quer Kleber contra o Atlético-PR

Novo reforço do Santos chega na próxima semana pronto para estrear pela equipe no Brasileiro.

Sem chances na Copa Sul-Americana, o Santos tem agora o Campeonato Brasileiro como última alternativa para não terminar a temporada em branco. Líder isolado da competição, com 42 pontos, o time inicia sua preparação para o próximo duelo, diante do Atlético-PR.

Para esse compromisso, o técnico Gallo conta que o Santos certamente entrará fortalecido, já que o lateral-esquerdo Kleber, adquirido por empréstimo de um ano, demonstrou estar em perfeitas condições físicas.

“Conversamos com o Kleber e ficamos satisfeitos em saber que ele vem jogando pelo Basel normalmente. Participou dos sete jogos lá na Suíça. Será um reforço muito importante nesse momento do campeonato”.

Se na ala-esquerda o Santos está garantido com o Kleber, o mesmo não acontece no setor direito. Afastado da equipe há quatro jogos em virtude de uma lesão muscular, o lateral Paulo César já reiniciou as atividades com elenco.

O período de uma semana em Atibaia, segundo Gallo, será decisivo para sua recuperação completa. “O Paulo César já está de volta e esperamos que ele consiga voltar 100% para o próximo jogo. A presença dos dois laterais será um grande reforço para o Santos”, anunciou Gallo.

Mais reclamação

Não foi só o goleiro Saulo que saiu aborrecido com o árbitro Carlos Eugênio Simon na derrota para o Fluminense por 4 x 2, nas penalidades. Outro que saiu insatisfeito com uma possível “imparcialidade” do árbitro é o volante Zé Elias.

“O Simon marcou sete, oito faltas contra o Santos. O mesmo não aconteceu contra o Fluminense. Porque só eu recebo cartão amarelo?”, criticou o volante.

Santos elogia 2 x 1 do tempo normal

Equipe comemora virada contra o Fluminense faltando dez minutos para o final dos 90 minutos.

O resultado final não foi aquele que o Santos esperava frente ao Fluminense, culminando na eliminação precoce na Copa Sul-Americana, mas a vitória no tempo normal por 2 x 1 foi encarada como um prêmio pela superação do elenco alvinegro.

O time da Vila perdia para o Tricolor até os 35 min da segunda etapa, quando Edimilson e, posteriormente, Geílson viraram o placar a favor do Santos.

“Dentro de campo, mostramos que temos condições de superar qualquer equipe, como aconteceu diante do Fluminense. O Santos provou ter poder de reação, mas, infelizmente, fomos eliminados nas penalidades”, lamentou o atacante Geílson, que marcou sete gols em nove jogos no profissional do Santos.

“Mudamos o estilo de jogo na segunda etapa. Estávamos apáticos no início. No segundo tempo, o Santos atacou mais e se impôs em campo. Pelo o que mostramos nos 45 minutos finais, a equipe provou que é competitiva. Agora é pensar novamente no Brasileiro”.

Líder do Brasileiro, o Santos se dirige a Atibaia na quinta-feira, onde realiza a inter-temporada. A equipe volta a atuar pela competição nacional no dia 7 de setembro, contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada.

Goleiro Saulo diz que existe perseguição

Jogador entende que existe um complô contra ele, que implicam em novas cobranças de pênaltis.

O gol que eliminou o Santos diante do Fluminense foi alvo da ira do goleiro Saulo. Inconformado com a determinação do árbitro Carlos Eugenio Simon, que mandou voltar a cobrança de penalidade do meia Felipe – alegando o avanço de Saulo antes do tempo -, o atleta alvinegro levantou a hipótese de um possível complô contra ele.

“Observe as duas defesas do Kleber e vê se ele mandou voltar. Parece piada. Isso o que está acontecendo é um complô da arbitragem contra mim. É a terceira vez que isso acontece”, esbravejou o goleiro.

No primeiro jogo entre as equipes pela Copa Sul-Americana, o Santos também recebeu uma advertência semelhante. Porém, o atacante Tuta, na ocasião, desperdiçara os dois pênaltis. Antes disso, pelo Brasileiro, a equipe paulista também teve uma penalidade marcada novamente contra o Botafogo, que aproveitou a segunda chance e empatou o jogo.

A revolta de Saulo, no entanto, não foi seguida pelo técnico Gallo. De acordo com o treinador, a longa distância entre o banco de reservas e a área o impossibilitou de avaliar a saída antecipada do goleiro.

“Vou estar sendo precipitado em dizer se o juiz acertou ou errou. Minha posição em campo era desfavorável. Não vi o replay para saber o que aconteceu”, analisou Gallo.

Sobre o ânimo exaltado do goleiro, o treinador preferiu não criticar o camisa 1. Para Gallo, a pressão sobre os constantes retornos nas cobranças das penalidades não deve ser feita pelo elenco, mas sim pela imprensa.

“Quem tem que reclamar disso é a própria imprensa, que acompanha e noticia sobre os jogos. Não cabe ao Saulo ficar criticando os pênaltis”.

Fluminense 2 x 1 Santos

Data: 17/08/2005, quarta-feira, 21h55.
Competição: Copa Sul-americana – Primeira fase (regional) – Jogo de ida
Local: Estádio São Januário, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: 1.716 pagantes
Renda: N/D
Árbitro: Leonardo Gaciba (RS/Fifa)
Auxiliares: Altemir Hausmann (RS/Fifa) e Roberto Braatz (PR/Fifa)
Cartões amarelos: Arouca (F); Saulo e Élton (S)
Gols: Tuta (42-1); Élton (10-2) e Gabriel (18-2).

FLUMINENSE
Kleber; Gabriel Santos, Igor e Milton do Ó; Gabriel, Romeu (Preto Casagrande), Arouca, Felipe e Juan; Beto (Tiuí) e Tuta (Juninho).
Técnico: Abel Braga

SANTOS
Saulo; Flávio, Ávalos, Rogério (Giovanni) e Wendel; Zé Elias, Élton, Luiz Alberto e Léo Lima (Luís Henrique); Diego e Douglas (Geílson).
Técnico: Gallo



Flu de Felipe estréia com vitória sobre o Santos de Giovanni

Felipe atuou em dois tempos do jogo contra o Santos. Giovanni entrou no intervalo e só jogou um contra o Fluminense. Assim, o tricolor carioca venceu o alvinegro paulista por 2 a 1, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira à noite, na estréia das duas equipes na Copa Sul-Americana.

O camisa 10 santista ganhou um repouso muscular do técnico Gallo e, por isso, entrou apenas na segunda etapa. Já Abel Braga, pelo lado tricolor, não quis poupar nenhum de seus atletas no primeiro jogo pelo torneio internacional.

Desde o início em campo, Felipe foi o destaque do Fluminense. O meia iniciou as jogadas dos gols tricolores, marcados por Tuta, na etapa inicial, e Gabriel, no segundo tempo. “Estou muito feliz, porque foi um jogo difícil. Consegui fazer uma boa partida. Joguei bem mesmo diante de um marcador como o Zé Elias”, comentou Felipe, lembrando a forte marcação recebida durante o jogo.

Giovanni, pelo Santos, jogou apenas a etapa final, no lugar do zagueiro Rogério, e deu nova movimentação à equipe paulista, começando a jogada que terminou com o gol de Élton. “Na mudança de esquema, o time cresceu e merecia pelo menos o empate”, afirmou Gallo sobre a substituição.

A vitória confirma a boa fase do Fluminense, que venceu quatro das últimas cinco partidas. As outras três, todas pelo Brasileiro, foram sobre Vasco, Atlético-MG e Fortaleza.

No entanto, o placar não dá folga ao time de Abel Braga. Uma vitória simples do Santos no jogo de volta garante a equipe do litoral paulista na próxima fase. Fluminense e Santos decidirão a vaga para as oitavas-de-final na Vila Belmiro, no dia 31.

Neste fim de semana, as duas equipes brasileiras voltarão a dar atenção ao campeonato nacional para a disputa da 21ª (última) rodada do primeiro turno. No domingo, os cariocas enfrentarão o Palmeiras, no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, às 16h.

O último compromisso do Santos no primeiro turno do Brasileirão também será em casa. No domingo, às 18h10, a equipe receberá o Figueirense.

O jogo

O Fluminense começou a partida atacando e, logo aos 7min, criou uma boa chance de gol, através de Felipe. O meia avançou pelo meio, balançou na frente de Zé Elias e chutou de fora da área. Saulo, encoberto, defendeu no susto.

Aos 21min, a equipe carioca envolveu o Santos em boa jogada na entrada da área. Tuta recebeu passe na linha da grande área e foi derrubado por Rogério. O árbitro Leonardo Gaciba marcou pênalti. Embora o lateral-direito Gabriel seja o cobrador oficial do Fluminense, o Tuta se apresentou para bater e Saulo defendeu no lado direito.

O auxiliar levantou a bandeira indicando que o goleiro santista havia se adiantado, provocando a revolta dos jogadores paulistas. Na segunda cobrança, o atacante mudou de lado, mas acertou o travessão, desperdiçando a chance de abrir o placar.

Na seqüência do jogo, a equipe da casa seguiu com mais posse de bola, buscando jogadas pelos dois lados do campo. O Santos tentou atacar em jogadas de contra-ataque, mas teve as melhores chances em cobranças de falta de Léo Lima, aos 30min e aos 39min. Nas duas, Kleber teve dificuldade para defender.

Por muito pouco o Fluminense não marcou o seu gol aos 41min. Felipe fez ótima jogada individual pelo lado direito e, com a perna esquerda, chutou buscando o ângulo direito de Saulo. A finalização tocou na trave depois de um toque sutil do goleiro. A bola percorreu toda a extensão do gol e sobrou para Gabriel, que também acertou a trave.

Depois de tanto insistir, o Fluminense abriu o placar, aos 42min, depois de mais um lance de categoria do meia Felipe. O jogador acertou belo passe em profundidade para Tuta, que se redimiu das cobranças de pênalti desperdiçadas, e apenas desviou do goleiro.

Com Giovanni no lugar do zagueiro Rogério, o Santos voltou para a segunda etapa envolvendo a defesa do Fluminense. Aos 6min, Léo Lima cobrou falta rasteira e ninguém tocou na bola, que bateu na trave esquerda de Kleber. Quatro minutos depois, Giovanni fez bom passe para Flávio, na direita. O lateral, ex-jogador do Fluminense, cruzou para a área e Élton, livre, empatou a partida.

Mas o branco que deu na equipe carioca no início da segunda etapa passou quando Felipe voltou a mostrar seu bom futebol. Aos 18min, o meia driblou Zé Elias e fez ótimo passe para Beto, pela direita. O atacante cruzou rasteiro para Gabriel, que novamente deixou o Fluminense em vantagem: 2 a 1. “Num contra-ataque, ele (Felipe) decidiu o jogo a favor do Fluminense”, lamentou Gallo, técnico santista.

No restante da segunda etapa, ambas as equipes se alternaram no ataque e o Santos buscou pressionar o Fluminense. Mas as boas defesas de Kleber e a segurança da defesa carioca, impediram o empate.

Santos reclama da ‘síndrome do pênalti’

Elenco novamente contesta marcação de pênalti; equipe precisa vencer jogo de volta para prosseguir na Copa Sul-Americana.

A jornada dupla do Santos no Rio de Janeiro será lembrada pelo saldo negativo de uma derrota e um empate, assim como pela marcação de dois pênaltis inexistentes contra o clube. Para piorar, em ambas as cobranças, os árbitros das partidas retornaram os chutes.

Desta vez, o time da Vila, não acabou sofrendo gol de penalidade. Mesmo assim, o Santos foi derrotado pelo Fluminense, por 2 x 1, em São Januário, na estréia da equipe na Copa Sul-Americana.

Apesar de não ser prejudicado no placar com a nova penalidade, o elenco alvinegro não poupou críticas à seqüência de infrações contrárias. “Novamente houve um pênalti que não aconteceu contra nós. Está sendo uma constante para a gente”, reclamou o técnico Gallo.

Infringido por avançar a linha de gol antes da cobrança do atacante Tuta, o goleiro Saulo satirizou a “síndrome do pênalti” que vem perseguindo o clube nos últimos dois jogos.

“Agora sempre terá que voltar as cobranças, porque para fazer o gol aqui será difícil”, protestou o camisa 1, se referindo ao lance de Tuta.

Em virtude da marcação contestada do pênalti no compromisso anterior do Santos, diante do Botafogo, o árbitro Héber Roberto Lopes (PR) acabou sendo afastado por tempo indeterminado pela comissão de arbitragem da CBF.

Com a derrota frente ao Tricolor carioca, o Peixe necessita de uma vitória simples ou por dois gols de diferença para assegurar vaga à próxima fase da Copa Sul-Americana. Caso o duelo termine com vitória santista por 2 x 1, a decisão será definida nas penalidades. Qualquer outro resultado classifica o Fluminense.

O próximo confronto entre as equipes acontece no dia 31, na Vila Belmiro. O vencedor dessa etapa enfrenta o ganhador do jogo entre os argentinos Banfield x Estudiantes.

Santos lamenta, mas acredita na vaga

Derrota por 2 x 1 ante Fluminense é amenizada pela possibilidade de classificação do Santos por uma vitória de 1 x 0 na Vila Belmiro

Apesar de sair derrotado em sua primeira partida na Copa Sul-Americana, o Santos não encarou o revés de 2 x 1 frente ao Fluminense como um péssimo resultado.

Os jogadores alvinegros destacaram a possibilidade de o time se classificar à etapa seguinte com um resultado simples no jogo de volta, na Vila Belmiro.

De acordo com o regulamento do torneio continental, o gol marcado fora de casa é o primeiro critério de desempate em caso de empate por número de pontos.

“Temos que ter a cabeça no lugar e saber que ainda resta o jogo de volta. Vamos trabalhar pensando que o Santos se classifica se vencer por 1 x 0”, analisou o estreante Luiz Alberto.

“O importante é que fizemos um gol contra o Fluminense. É uma vantagem que teremos para a segunda partida. O regulamento nos proporciona isso e vamos aproveitar. Vamos ver se na Vila a gente possa reverter”, acrescentou o volante Zé Elias.

Para o beque Ávalos, o fator campo será decisivo para a classificação do Santos no torneio sul-americano. “A gente sabe que o placar simples é o suficiente para a equipe, mas sabemos que o Fluminense também não vai facilitar. Acontece que atuando em casa o Santos cresce de produção”.

“Pelo o que jogamos no segundo tempo, o resultado mais justo seria o empate”, emendou.

Autor do único gol alvinegro na partida, o segundo em dois jogos, o meio-campista Élton acredita que o pecado do Santos na partida foi de não controlar o ritmo de jogo no segundo tempo. “Acredito que faltou manter a posse de bola após o nosso gol de empate. Mesmo assim fomos bem. Ainda falta o jogo de volta”.

Zé Elias admite confusão com 3-5-2

Esquema com três zagueiros compromete rendimento da equipe na primeira etapa; Resultado adverso faz Gallo escalar Giovanni.

A mudança tática implantada pelo técnico Gallo para a partida contra o Fluminense confundiu a equipe alvinegra, conforme admitiu o volante Zé Elias. O Santos iniciou o jogo com três zagueiros – Ávalos, Luiz Alberto e Rogério -, formação utilizada pela primeira vez pelo comandante alvinegro.

“Por incrível que pareça, foi a primeira vez que jogamos dessa forma. É difícil, porque o time acaba ficando sem saber como se posicionar direito, como o jogador gosta de receber a bola”, comentou o meio-campista.

Na opinião de Zé Elias, a equipe melhorou sensivelmente após o reparo de Gallo no segundo tempo, quando o Santos voltou a atuar no 4-4-2, com Giovanni no lugar do beque Rogério.

“No segundo tempo, o esquema voltou a ser como estávamos acostumados e o time cresceu. Temos que também lembrar da presença do Felipe, que foi decisivo para a vitória do Fluminense”.

“Ainda está havendo algum ‘errinho’ na parte defensiva. Acho que faltou um pouco de comunicação. O cansaço também nos prejudicou bastante”, complementou o zagueiro Ávalos.

O próprio treinador reconheceu que o clube paulista cresceu de produção com volta do padrão tático usual. Segundo Gallo, a entrada do camisa 10 não estava prevista, mas acabou sendo necessária em virtude do resultado desfavorável em São Januário.

“O Santos não merecia perder, principalmente pelo que fez no segundo tempo. Não queria utilizar o Giovanni, mas houve a necessidade em termos táticos. A idéia inicial era de preservá-lo para o jogo de domingo. Ele acabou sendo importante para a participação no nosso gol”, analisou Gallo.