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Portuguesa Santista 2 x 0 Santos

Data: 12/02/2003, quarta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Paulista – Grupo 2 – 5ª rodada
Local: Estádio Ulrico Mursa, em Santos, SP.
Público e renda: não divulgados
Árbitro: Romildo Correia
Cartões amarelos: Vandir e Adavílson (SP); Elano e Robinho (S).
Cartões vermelhos: Nelsinho e Fabrício (PS); Fábio Costa (S).
Gols: Rico (21-1) e Rico (39-1).

PORTUGUESA SANTISTA
Maurício; Nelsinho, Zambiasi, Nenê e Adavilson; Vandir, Adriano, Fabrício e Souza; Rico (Marlon) e Elizeu (Reinaldo).
Técnico: Pepe

SANTOS
Fábio Costa; Reginaldo Araújo (Nenê), Preto (Pereira), Alex e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano e Diego (Júlio Sérgio); Robinho e Ricardo Oliveira.
Técnico: Emerson Leão



Portuguesa Santista bate o Santos e derruba tabu de 33 anos

A Portuguesa Santista quebrou hoje um tabu de quase 33 anos: bateu o Santos por 2 a 0, no Estádio Ulrico Mursa, e deu um passo decisivo para garantir sua classificação à próxima fase do Campeonato Paulista. O último triunfo da equipe no “clássico das praias” havia ocorrido no dia 30 de abril de 1969, na Vila Belmiro, quando ganhou por 2 a 1.

O resultado pôs a Santista na liderança do Grupo 2 do estadual, com dez pontos e um saldo de gols melhor que o do Santos, que também tem dez unidades, assim como o Santo André. Com sete pontos, o São Paulo caiu para a quarta posição na chave e terá de vencer o clássico contra o Santos, sábado, para manter suas chances de classificação. O jogo também é decisivo para o Santos, que precisa da vitória para não depender de outros resultados.

Quem viu o começo do jogo imaginou que o roteiro seria o esperado. Apesar de iniciar recuado, o Santos tomou as rédeas da partida aos poucos, tentando surpreender o adversário com jogadas pelas laterais. Faltou acertar mais os passes, mas a Portuguesa Santista aparecia apenas esporadicamente no ataque, parecendo ser apenas uma coadjuvante.

Sem criatividade, o Santos começou a ter dificuldades para impor sua melhor qualidade técnica. Muito marcados, Robinho e Diego não mostraram o mesmo futebol das rodadas anteriores do Campeonato Paulista. Só Robinho ainda conseguia, em lances individuais, proporcionar alguma emoção.

Com a razão e um toque de bola cerebral, a Santista foi tomando conta das ações a partir dos 15min. Uma falha de Diego, que perdeu a bola aos 21min, acabou mudando de vez os rumos do jogo: Rico ficou com a sobra, passou pelos zagueiros santistas e bateu rasteiro, na saída de Fábio Costa, abrindo o placar.

O gol transformou o Santos no franco-atirador. Sem coordenação, o campeão brasileiro imaginou que poderia empatar com chutes de longa distância ou cruzamentos desconexos para a área. A defesa da Santista e o goleiro Maurício, com tranquilidade, intervieram em todas as situações e evitaram qualquer perigo.

Tocando a bola de pé em pé e com o peito estufado, a Portuguesa ainda faria mais um gol na etapa inicial, em novo contragolpe, aos 39min. A bola acabou passando por Pereira (que entrou no lugar de Preto, contundido) e encontrou novamente Rico. O atacante teve tempo de driblar Fábio Costa e ampliar.

Das tribunas de Ulrico Mursa, o técnico Leão mostrou o que estava errado: tirou o lateral Reginaldo Araújo e colocou o atacante Nenê, deslocando Elano para a ala direita. Não houve tempo para reação na etapa inicial

No segundo tempo, a situação do Santos se complicou logo aos 12min, quando uma nova desatenção da defesa deixou Rico sozinho na entrada da área. O goleiro Fábio Costa abandonou a área, atingiu o adversário e foi expulso.

Com dez em campo (o reserva Júlio Sérgio entrou em lugar de Diego), ficou ainda mais difícil para a equipe de Leão. Satisfeita com o placar, a Santista ganhou todo o tempo que pôde, sempre tentando explorar os contra-ataques.

O lateral Nelsinho ainda foi expulso aos 37min, mas a igualdade numérica não foi suficiente para fazer o Santos diminuir a vantagem do rival. Os mesmos cruzamentos dispersos e chutes sem precisão do primeiro tempo foram tentados, novamente sem sucesso. No final, Fabrício também levou o vermelho, mas o tabu já havia caído.



Créditos:
Vídeo: Indicado por Danilo Barbosa.

Portuguesa Santista 1 x 6 Santos

Data: 05/05/1999, quarta-feira, 15h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio Ulrico Mursa, em Santos, SP.
Público: 2.250
Árbitro: Sálvio Spinola
Gols: Gino (14-1), Viola (26-1), Gustavo Nery (35-1), Ânderson Lima (37-1); Viola (08-2), Argel (25-2) e Viola (31-2).

PORTUGUESA SANTISTA
Wilson Júnior; Bruno Carvalho, Cristiano, Marcelo e Ricardo (Rodrigo); Jackson, Adriano (Sandro), Gino e Shizo; Cláudio Millar (Régis) e Miran.
Técnico: Nenê

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Argel (Valdir), Claudiomiro e Gustavo Nery; Marcos Bazílio (Bechara), Narciso, Jorginho (Aristizábal) e Rodrigo Fabri; Alessandro e Viola.
Técnico: Emerson Leão



Viola faz três, e Santos goleia de virada

Time de Leão dispara na liderança do Grupo 4, abrindo dez pontos de vantagem sobre o Barbarense, vice-líder

Com três gols do atacante Viola, o Santos aplicou uma goleada de 6 a 1 na Portuguesa Santista, em jogo na tarde de ontem no estádio Ulrico Mursa, em Santos. A Portuguesa chegou a surpreender ao sair na frente no placar, com um gol de falta do volante Gino.

Com a vitória, o Santos disparou na liderança do Grupo 4, com 26 pontos, 10 à frente do Barbarense, segundo colocado, com 16.

A Santista, que não vence desde fevereiro, é a última colocada do Paulista, com apenas dois pontos.

Durante toda a partida, o Santos manteve domínio total das ações e só sofreu o gol, aos 14min do primeiro tempo, em virtude de uma falha dos homens da barreira.

O gol provocou um susto no time do Santos, que, tomado pela ansiedade de empatar, passou a errar passes e ter dificuldades de construir as jogadas ofensivas.

“Ninguém esperava levar um gol e sair atrás, mas o time foi se acalmando e conseguiu se recuperar”, disse o lateral Ânderson.

A tranquilidade somente voltou aos 26min, com o gol de empate. Lançado por Alessandro, Ânderson cruzou, e Argel, que vinha na corrida, bateu de primeira. O goleiro Wilson Júnior não conseguiu segurar, e Viola completou para o gol.

Aos 35min, o Santos virou, em gol contra do zagueiro Gino atribuído ao lateral Gustavo Nery. Ele recebeu lançamento de Viola, foi à linha de fundo, cruzou, e, ao tentar tirar, Gino colocou para dentro do seu próprio gol.

Dois minutos depois, o lateral Ânderson ampliou para 3 a 1, ao cobrar uma falta sofrida por Alessandro no lado direito do ataque.

No segundo tempo, o único objetivo da Portuguesa Santista era tentar evitar a goleada. Com receio de ficar com um jogador a menos, o técnico Nenê tirou no intervalo o atacante Claudio Millar, que estava visado pelos jogadores do Santos em razão de entradas violentas por trás sobre o meia Rodrigo e o lateral Gustavo.

O primeiro dos três gols do segundo tempo aconteceu logo aos 8min. O zagueiro Claudiomiro roubou a bola na intermediária e tocou para Narciso, que lançou Viola. O atacante deu dois dribles consecutivos no zagueiro Cristiano e tocou na saída do goleiro Wilson Júnior.

Com 4 a 1, o Santos começou a se desinteressar pela partida, e o técnico Emerson Leão resolveu dar oportunidades aos jogadores reservas, colocando no time o volante Bechara, o atacante Aristizábal e o zagueiro Valdir.

O quinto gol nasceu de uma falta, cobrada por Rodrigo, aos 25min. Argel apareceu sozinho na área da Portuguesa e concluiu de cabeça. O jogador foi advertido com cartão amarelo por subir no alambrado para comemorar com a torcida.

Viola fez o sexto do time e o terceiro dele aos 31min, ao completar de cabeça um cruzamento de Alessandro da direita.

Atacante diz que não deve ficar

O atacante Viola disse, após o jogo contra a Portuguesa Santista, que não deverá permanecer no Santos após o final do Paulista, quando termina o seu contrato.

“A cada dia que passa vou ficando mais triste porque sei que o campeonato está terminando, o meu contrato também, e eu gostaria de permanecer. Queria fazer muito mais pelo Santos. Cheguei agora e já estou indo”, afirmou.

Viola disse ter ouvido “comentários” de que a Parmalat, proprietária do seu passe, pretende negociá-lo com o Betis, da Espanha, em troca do empréstimo do atacante Denílson, que viria para o Palmeiras.

Ele também afirmou ter conhecimento do interesse do Corinthians. “Sem menosprezar os outros companheiros, desde a minha saída não houve outro centroavante como eu no Corinthians, identificado com a Gaviões”, afirmou.

Com os três gols de ontem, Viola passou a acumular cinco no Paulista, e se aproximou dos artilheiros do campeonato -Dodô (São Paulo), Sandro Hiroshi (Rio Branco), Taílson (Matonense) e Alex (Mogi Mirim), todos com sete gols.

Com a provável saída de Viola e de outros jogadores, o time do Santos corre o risco de sofrer um desmanche após o Paulista.

O zagueiro Argel está negociando com o Porto por US$ 2,5 milhões e viaja a Portugal após o término do campeonato. Os empréstimos de Rodrigo (Real Madrid) e Aristizábal (São Paulo) terminam no meio do ano, e as chances de renovação são mínimas.



Santos teme lesões em clássico litorâneo

Gramado do estádio da Portuguesa Santista é a maior preocupação do time de Emerson Leão, líder do Grupo 4

Jogadores e comissão técnica avaliam que o Santos têm hoje novamente o campo como principal obstáculo no estádio da Portuguesa Santista, às 15h.
Para eles, a qualidade técnica será prejudicada pelas condições e dimensões do Ulrico Mursa, e o risco de lesões será maior.

Antes da vitória de sábado (1 a 0) sobre o Guarani, os santistas temiam contusões, devido aos buracos do campo do Brinco de Ouro.

O medo se concretizou durante o jogo -o volante Marcos Assunção pisou em um buraco, fraturou o dedo mínimo do pé esquerdo e está fora do Paulista-99.

A pretensão da diretoria do Santos era conseguir transferir o jogo de hoje para a Vila Belmiro, onde a equipe goleou a Portuguesa Santista por 5 a 1 neste Estadual.

O técnico Leão reclamou do fato de o Santos não ter recebido o mesmo tratamento dado ao Palmeiras, que em março venceu a Santista (4 a 1) jogando na Vila Belmiro.

“Se nós vamos jogar, acho que os outros deveriam jogar lá também”, afirmou.

Na condição de mandante, a Santista pediu à Federação Paulista de Futebol para atuar em casa, a fim de evitar despesas. Se jogasse à noite na Vila, o custo seria de R$ 35 mil. No Ulrico Mursa, o jogo será à tarde -o estádio não tem iluminação artificial-, e a despesa será de R$ 12 mil, segundo o clube.

“Vamos cumprir a determinação da Federação Paulista, já que a Santista exige jogar em casa. Infelizmente, o nível técnico do espetáculo vai cair”, disse Leão.

O meia Jorginho vê nas dimensões do gramado outro problema. “O campo é pequeno. Fica difícil tocar a bola, porque há muito contato físico.”

O volante Marcos Bazílio está escalado para ocupar a vaga de Marcos Assunção. “O Bazílio é um atleta mais simples e menos ousado, porém mais precavido e mais cumpridor”, declarou Leão.

Apesar de liderar o Grupo 4 com 23 pontos (7 à frente do segundo colocado), o Santos vai buscar a vitória, segundo Leão, porque ainda está “correndo atrás”.

A Santista vai a campo atrás da primeira vitória na segunda fase. O time não contará com o atacante Curê e o volante Embu.


Portuguesa Santista 0 x 2 Santos

Data: 13/04/1997, domingo, 15h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio Ulrico Mursa, em Santos, SP.
Público: 8.000 pagantes
Renda: R$ 79.445,00
Árbitro: Edilson Pereira de Carvalho (SP)
Cartões amarelos: Marinho, Calazans e Demétrios (P); Élder e Ronaldão (S).
Cartões vermelhos: Orlando Pereira (P).
Gols: João Fumaça (25-1) e Fernando (49-2).

PORTUGUESA SANTISTA
Ivan; Paulinho Goiano (Juares), Marinho, Émerson e Pita (Wanderlan); Calazans, Amilton (Célio), Rodrigo e Gian; Toni e Demétrios.
Técnico: Orlando Pereira

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Narciso, Ronaldão e Cássio (Ronaldo Marconato); Marcos Assunção, Élder, Vágner e Caíco (Eduardo Marques); Macedo (Fernando Fumagalli) e João Fumaça.
Técnico: Wanderlei Luxemburgo



Santos vence clássico e conquista troféu

O Santos venceu por 2 a 0 a Portuguesa Santista no chamado “clássico das praias”, disputado ontem à tarde no estádio Ulrico Mursa. Os gols foram dos juniores João Luís Fumaça e Fernando.

O Santos também conquistou o troféu Cidade de Santos oferecido pela Prefeitura Municipal.

O placar não espelha o que foi a partida. A Portuguesa exerceu muita pressão e criou inúmeras chances de gol, mas esbarrou no goleiro Zetti.

Além da derrota, a Portuguesa sofreu outros prejuízos. Como solicitou a carga de 12 mil ingressos, e a Polícia Militar só autorizou, por medida de segurança, a venda de 8.000.

A Portuguesa foi punida pela Federação Paulista de Futebol com interdição temporária de seu estádio (até o impasse ser resolvido) e terá de pagar R$ 40 mil referentes aos ingressos que não foram vendidos.

No segundo turno da segunda fase, a Portuguesa enfrentará em casa o Juventus, o Palmeiras, a Lusa e o Botafogo de Ribeirão.

Dentro de campo

Por jogar em casa, a Portuguesa começou pressionando.

O Santos só chegou com perigo aos 15min, em jogada individual de Vágner.

Aos 25min, o Santos abriu o placar. Cássio recebeu a bola pela esquerda, driblou Paulinho Goiano e cruzou. João Fumaça se antecipou à zaga e, com o pé direito, fez 1 a 0.

O Santos voltou para o segundo tempo tocando a bola enquanto a Portuguesa partiu para cima pressionando e conseguindo 14 escanteios, mas esbarrando em Zetti.

O Santos não soube explorar os contra-ataques. O técnico Orlando substituiu o lateral direito Goiano pelo atacante Juares.

O segundo gol aconteceu aos 49min. Eduardo Marques lançou Fernando que foi à linha de fundo e chutou para o gol. O goleiro Ivan, que esperava o cruzamento, ainda tentou interceptar a bola, mas acabou empurrando-a para dentro do gol.

Luxemburgo critica interdição de estádio

O técnico Wanderley Luxemburgo criticou a decisão da Federação Paulista de Futebol de interditar o estádio Ulrico Mursa.

“Por que o Santos jogou no campo da Portuguesa Santista e os demais também não poderão jogar aqui?”, perguntou. Segundo Luxemburgo, o Farah (Eduardo José Farah, presidente da federação) não pode tirar jogos do Ulrico Mursa. “O Santos não pode ser prejudicado.”

A estréia do Santos na segunda fase do segundo turno do Paulista é contra a Inter, domingo, em Limeira.

A diretoria espera promover a estréia do atacante Muller, contratado do Perugia, da Itália. “Já pagamos US$ 1 milhão e acertamos a forma de pagar o US$ 1 milhão restante”, disse o diretor de futebol, José Paulo Fernandes.



Clássico da praia volta hoje após 18 anos ( Em 13/04/1997 )

Santos e Portuguesa Santista disputam o “clássico da praia”, hoje, às 15h, no estádio Ulrico Mursa, em Santos.

A última partida oficial entre as duas principais equipes da Baixada Santista foi disputada em 3 de dezembro de 1978, válida pelo Campeonato Paulista. O Santos venceu por 2 a 1, na Vila Belmiro.

Os times não se enfrentam oficialmente no estádio da Portuguesa Santista há quase 30 anos.

O último jogo foi em 11 de fevereiro de 1968, quando o Santos venceu por 6 a 0, com gols de Toninho Guerreiro (3), Negreiros, Edu e Douglas.

O Santos jogará desfalcado de Robert, Alexandre e Baiano, que receberam o terceiro cartão amarelo na goleada da última quinta-feira contra o Araçatuba, na Vila Belmiro.

O atacante Alessandro não se recuperou da lesão no músculo posterior da coxa direita e fica mais uma vez fora da equipe.

O técnico Wanderley Luxemburgo dá nova oportunidade para o atacante João Fumaça, que marcou três dos quatro gols da equipe diante do Araçatuba (4 a 1).

“Fico contente com mais essa oportunidade. Espero não decepcionar,” disse Fumaça, que já soma quatro gols no Paulista e foi aplaudido pela torcida na quinta.

A novidade santista é a volta de Marcos Assunção ao meio-campo, depois de cumprir suspensão. O setor será completado por Elder, Vágner e Caíco.

Sem Müller

Para a torcida, a decepção é a ausência de Müller, contratado junto ao Perugia (Itália).

A documentação do jogador ainda não está regularizada com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Luxemburgo quer o time tomando a iniciativa no jogo. “O Santos é o time grande, tem que atacar, não pode se limitar aos contragolpes. O chamado time pequeno é que costuma usar esse esquema”, disse o técnico.

Para a partida de hoje, foram colocados antecipadamente à venda 12 mil ingressos. Se todos foram vendidos, a renda deverá ser de R$ 120 mil.

Não haverá venda de ingressos hoje para o jogo. As bilheterias não vão funcionar.

Vágner aceita jogar na lateral direita

O volante Vágner tem sido um dos destaques do Santos, principalmente no plano tático. O técnico Wanderley Luxemburgo tem aproveitado o jogador no trabalho de proteção à defesa, armação de jogadas e improvisado pela lateral-direita, quando quer dar agressividade ao setor.

Ele disse que joga onde o Luxemburgo quiser. Leia os principais trechos da entrevista.

Repórter – Como você se sente no esquema tático?
Vágner – À vontade. O importante é privilegiar o conjunto. A equipe tem tido dificuldades devido aos problemas de contusão e punição por cartão amarelo. É hora de todos darem um pouco mais de si à equipe.

Repórter – Você tem sido elogiado na lateral direita. Já pensou em adotar essa posição?
Vágner – Sou profissional, jogo onde for melhor para o grupo. O Ânderson é um bom jogador, tem provado isso. Ocorre que, numa partida, o treinador pode ser obrigado a alterar a tática da equipe. Não cabe a mim decidir onde jogar.

Repórter – O Santos é candidato ao título?
Vágner – Todos os grandes clubes entram na competição pensando no título. Só que temos que vencer etapas. A primeira é obter a classificação para o quadrangular. Estamos disputando uma vaga no Grupo 1 com a Lusa. Nesses nove jogos que restam, temos que somar o maior número de pontos e torcer por um tropeço da Lusa, que está um ponto à nossa frente.

Repórter – Você já é um dos líderes do elenco?
Vágner – Sei que o futebol é meu ganha-pão. Entro em campo para mostrar o que sei fazer e da melhor maneira possível. O Santos tem jogadores experientes, como Zetti e Ronaldão. O importante é cada um dar o melhor, não criticar o companheiro, mas procurar se superar caso ele não esteja bem num jogo.

Portuguesa entra motivada por 2 vitórias

Depois de vencer o Guarani por 3 a 2 e ganhar do Botafogo por 2 a 1, a Portuguesa Santista entra em campo hoje motivada contra o Santos.

O técnico Orlando Pereira faz mistério quanto à escalação de seu time. É possível que o lateral-direito Paulinho Goiano, que cumpriu suspensão na última partida, retorne à equipe.

O lateral-esquerdo Vanderlan, contratado ao América-RJ, teve sua documentação regularizada e pode estrear.

As duas últimas vitórias levaram a equipe a 16 pontos no Campeonato Paulista e afastaram o time momentaneamente da zona do rebaixamento.

O vencedor da partida entre a Portuguesa Santista e Santos receberá o troféu Cidade de Santos, oferecido pela Secretaria Municipal de Esportes.


Santos 5 x 2 Inter de Limeira

Data: 09/03/1997, domingo, 15h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio Ulrico Mursa, em Santos, SP.
Público: 7.718 pagantes
Renda: R$ 74.405,00
Árbitro: Edílson Pereira de Carvalho (SP)
Cartões amarelos: Alexandre e Piá (S); Cléber Arildo, Silva e Edu Marangon (I).
Gols: Sérgio Araújo (08-1), Marcos Assunção (11-1), Alexandre (18-1) e Ronaldão (43-1); Sérgio Araújo (02-2), João Fumaça (44-2) e Vágner (50-2, de pênalti).

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Narciso, Ronaldão e Cássio; Marcos Assunção, Vágner, Alexandre (Piá) e Robert; Macedo (Ronaldo) e Edgar Baez (João Fumaça).
Técnico: Wanderley Luxemburgo

INTER DE LIMEIRA
Leandro (Sérgio); Josias, Lica, Renato Carioca e Daniel Júnior; Emerson, Silva (Valdecir), Cléber Arildo (Hélio) e Edu Marangon; Paulinho (Washington) e Sérgio Araújo.
Técnico: Pepe



Santos goleia, é vice-líder, mas atacantes fracassam

O Santos goleou ontem a Internacional de Limeira, por 5 a 2, no primeiro jogo que fez em sua cidade em oito meses. O Santos chegou a 16 pontos e assumiu o segundo lugar do Grupo 1, com 16 pontos. Mas a dupla de ataque Macedo-Baez não marcou.

A Inter marcou aos 8min. O atacante Sérgio Araújo aproveitou um rebote da defesa e chutou no ângulo direito do goleiro Zetti.

Mas três minutos depois, o Santos empatou, numa cobrança de falta. Marcos Assunção bateu forte, a barreira da Inter se abriu e o goleiro Leandro não conseguiu chegar na bola, que entrou no seu canto esquerdo.

Aos 18min, o Santos virou o marcador, num chute longo de Alexandre, em que o goleiro Leandro falhou. O jogador comemorou imitando um frango, o que irritou a comissão técnica da Internacional de Limeira.

Mesmo em vantagem, o Santos mostrava erros no ataque, principalmente dos atacantes Macedo e do paraguaio Baez, que perderam várias chances.

Aos 43min, por fim, o zagueiro Ronaldão ampliou o placar de cabeça, após cobrança de falta da direita.
No intervalo, o goleiro Leandro foi substituído por Sérgio que, ao entrar em campo, foi atingido na cabeça por uma pilha e sangrou um pouco, mas, após ser atendido, pôde jogar.

No segundo tempo, a Inter adiantou seu time e logo aos 2min Sérgio Araújo descontou, aproveitando outro rebote, desta vez uma bola largada por Zetti.

Por causa do calor, o rendimento dos dois times caiu muito a partir do meio do segundo tempo. A Internacional ainda tentou pressionar, mas não conseguiu ameaçar o gol do Santos, que aproveitou os contra-ataques.

Aos 44min, João Fumaça recebeu livre na área e ampliou. Aos 50min, Vágner converteu um pênalti sofrido por Robert.

Técnico evita criticar diretoria

O técnico Wanderley Luxemburgo comemorou ontem a vitória do Santos sobre a Inter de Limeira por 5 a 2 e evitou falar sobre a falta de um atacante para reforçar o time. Há uma semana, ele havia feito duras críticas à diretoria.

“Tudo que tinha para ser discutido sobre isso já o foi. O importante é que conseguimos uma bonita vitória e começamos bem a segunda fase”, disse o treinador.

João Fumaça, revelação dos juniores, estava feliz com o primeiro gol marcado pelos profissionais.

Falta de água e xingamentos direcionados a Pepe

Mesmo depois do jogo, os jogadores da Internacional enfrentaram problemas. Faltou água em seu vestiário.
O jogador Silva, enquanto aguardava a volta da água, criticou a arbitragem. “Houve falhas da defesa, e o juiz foi muito omisso, prejudicando muito a Inter.”

O técnico Pepe se mostrou bastante insatisfeito com o comportamento da torcida, mas elogiou o talento dos jogadores santistas.

“O Santos tem um grande elenco. Se nós perdemos de 5 a 2 é porque tentamos o empate, não ficamos fechadinhos na defesa”, disse o treinador.

“Eu gosto muito mais do Santos do que essa cambada que passou os 90 minutos me xingando”, declarou o treinador, referindo-se à agressividade da torcida contra ele. Pepe desenvolveu sua carreira como jogador no Santos e é ex-técnico do time.



Santos volta a ser ‘local’, após oito meses de exílio ( Em 09/03/1997 )

O Santos volta a jogar em sua cidade hoje, após oito meses de “exílio”. O time enfrenta a Internacional, às 15h, no estádio Ulrico Mursa, da Portuguesa Santista.

Desde 20 de junho de 1996, a equipe não se apresenta na cidade. O último jogo foi a vitória de 2 a 0 sobre o Real Madrid, da Espanha, na despedida do meia Giovanni. O estádio de Vila Belmiro, desde então, está fechado para reformas.

O Santos não perde para a Inter há 11 anos. O time de Limeira é dirigido pelo técnico Pepe, ex-jogador e técnico do próprio Santos.

Terceiro colocado no Grupo 1, o Santos tem de vencer para não se distanciar de Palmeiras e Guarani e manter-se à frente da Lusa. Apenas dois clubes de cada chave se classificam para a próxima fase.

O Santos faria ontem um treino de reconhecimento do gramado. O técnico Wanderley Luxemburgo manterá a mesma equipe da última partida.

O atacante paraguaio Edgar Baez terá mais uma chance. “Estou motivado e ansioso para marcar meu primeiro gol”, disse Baez.

Luxemburgo disse que o time “deve ter tranquilidade e impor o seu ritmo”.

Edu Marangon preocupa Luxemburgo

Anular o veterano meia Edu Marangon. Essa é a principal preocupação do técnico do Santos, Wanderley Luxemburgo, em relação ao time da Inter de Limeira.

Luxemburgo disse que o adversário deve jogar retrancado, explorando os contra-ataques iniciados pelos ainda eficientes lançamentos de Marangon.

Os dois atacantes, Paulinho e Sérgio Araújo, são muito rápidos, e Luxemburgo não quer que a bola chegue até eles.

“Também não podemos nos descuidar com as bolas cruzadas sobre a grande área”, disse o zagueiro Narciso, que, mais uma vez, substitui Sandro, machucado.

Luxemburgo lamenta novamente não contar com seu principal atacante: Alessandro. Ele se recupera de uma contusão muscular e só deve retornar no clássico contra o São Paulo, no próximo domingo.

A diretoria deu prazo até hoje para que o La Coruña, da Espanha, responda se concorda ou não em ceder o atacante Renaldo ao clube.

Adversário

A Internacional terá quatro desfalques na partida de hoje. O zagueiro Tonhão, o volante Zelito e o meia Beto receberam o terceiro cartão amarelo no último jogo, contra o Mogi Mirim.

Além deles, fica de fora o volante Charles Guerreiro, expulso no confronto do meio da semana.

Entram: Lica, na zaga, Emerson, Luís Henrique e Washington, no meio-campo.


Santos 3 x 0 América-SP

Data: 08/02/1995, quarta-feira.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 1º turno – 2ª rodada
Local: Estádio Ulrico Mursa, em Santos, SP.
Público: 2.993 pagantes
Árbitro: José Aparecido de Oliveira
Cartões vermelhos: Pestana e Cléber (A).
Gols: Marcelo Passos (05-1); Jamelli (13-2) e Giovanni (40-2).

SANTOS
Edinho; Ronaldo (Silva), Marcelo Moura, Maurício Copertino e Marcos Paulo; Cerezo (Gallo), Carlinhos, Giovanni e Marcelo Passos; Macedo (Demétrios) e Jamelli.
Técnico: Joãozinho Rosa

AMÉRICA-SP
Neneca; Ednan, Renato Carioca, Davi e Robinson (Renato Cruz); Serginho Carioca, Pestana, Negão (Sandrinho) e Flávio (Roberto Alves); Cléber e Cacaio.
Técnico: Júlio César Leal



Santos chega à segunda vitória consecutiva ao golear América

O Santos venceu ontem o América por 3 a 0 no estádio Ulrico Mursa, da Portuguesa Santista.

Os gols foram marcados no segundo tempo. É a segunda vitória consecutiva do time, que só conseguiu jogar bem no segundo tempo.

Durante o primeiro tempo, o meio-campo do Santos —considerado pelo técnico Joãozinho como o ponto forte do time— não conseguiu armar nenhuma jogada ofensiva.

Na frente, Jamelli e Macedo receberam forte marcação. Macedo procurou jogar também pela esquerda, aproveitando que o número 11 do Santos, Marcelo Passos, atuou no meio-campo.

Sem criatividade e perdido na marcação do América, Giovanni foi o destaque negativo do time. Em razão disso, o Santos ficou sem força ofensiva, não levando perigo algum ao goleiro Neneca.

Aproveitando a falta de entrosamento do Santos, o América conseguiu duas boas chances de gol no primeiro tempo. Edinho garantiu o empate na primeira fase.

No segundo, Joãozinho substituiu o volante —meia com característica defensiva— Cerezo por Gallo e o lateral-direito Ronaldo por Silva.

Com as mudanças, a equipe santista dominou todo o segundo tempo. O primeiro gol foi marcado por Marcelo Passos, o seu terceiro no campeonato.

Em desvantagem, o América abriu o seu setor defensivo, permitindo que o ataque do Santos aproveitasse a velocidade de Jamelli e Macedo.

Em uma cobrança de falta, Jamelli marcou o seu primeiro gol no Santos.

No final do jogo, Giovanni —que perdeu um pênalti aos 8min do segundo tempo— desviou cruzamento rasteiro da esquerda e de calcanhar marcou o último gol do Santos.

Para o técnico Joãozinho, o resultado serviu para demonstrar que a defesa santista —sem tomar gols em dois jogos— é um setor “confiável”, enquanto o ataque, com mais entrosamento, tem “tudo para ser destaque no campeonato”.

Gramado apresenta bom estado

O gramado do estádio Ulrico Mursa, da Portuguesa Santista, acabou surpreendendo os jogadores. A chuva fraca que atingiu Santos ontem fez com que o campo não apresentasse grandes poças de água.

“O gramado melhorou muito e não comprometeu em nada o andamento do jogo”, afirmou o goleiro Edinho, do Santos.

Depois de sofrer três gols, o goleiro Neneca, do América, disse que o estado do gramado não foi o motivo pela derrota de seu time. Mesmo assim, as laterais e o meio campo, no segundo tempo, ficaram enlameados. Por causa disso, o jogo se concentrou pelo meio da grande área, tanto do Santos quanto do América.

“No segundo tempo, ficou difícil jogar tanto pela direita quanto pela esquerda do campo”, disse o atacante Macedo, do Santos.

Para o administrador do estádio da Portuguesa Santista, Pedro Anísio, o campo iria se transformar em um “completo lamaçal”, se a chuva tivesse sido forte.

“A sorte foi que choveu muito pouco hoje (ontem)”, disse.



Santos e América correm o risco de ter o seu confronto cancelado

Santos e América jogam hoje no gramado alagado do estádio Ulrico Mursa. Fortes chuvas atingem a região de Santos desde sexta-feira.

Apesar do estado do gramado, a Federação Paulista de Futebol confirmou, ontem à tarde, a partida.

O administrador do estádio (da Portuguesa Santista), Pedro Anísio, disse que o campo “está completamente alagado”. O jogo deveria ser realizado na Vila Belmiro, mas o gramado, em reforma, só ficará pronto dentro de 15 dias.

Segundo ele, às 16h de ontem o campo do Ulrico Mursa estava “com água pela canela”. Para Anísio, caso o gramado não fique 24 horas sem receber chuvas, não haverá condições de o jogo ser realizado.

Ontem, o administrador do Santos, Antônio Gaia de Oliveira, disse que a diretoria entraria em contato com a Federação Paulista para comunicar o problema.

O presidente do Santos, Samir Abdul Hak, afirmou que a realização da partida “deverá depender da vistoria do árbitro, momentos antes do jogo”.

Para o técnico santista Joãozinho, o estado do gramado do Ulrico Mursa “favorece o time do América, que jogará retrancado”. Em razão das chuvas, o time do Santos não treina coletivamente há dez dias.

“Isso é péssimo. Estamos no começo do campeonato e o time precisa ganhar entrosamento. Sem treinos, isso fica impossível”, afirmou.

Joãozinho confirmou que o time para enfrentar o América é o mesmo que deveria pegar o Corinthians, no último domingo —o clássico foi cancelado devido a problemas no gramado do Pacaembu.

A única alteração na equipe, em relação àquela que estreou vencendo o União São João, é a entrada de Moura no lugar de Narciso, que cumprirá suspensão.

O técnico terá no banco de reservas Gallo e Silva, que renovaram seus contratos. Joãozinho disse que eles não começam jogando “por estarem fora de forma”.

Este ano, o lateral Silva só participou de um treino coletivo. “Mesmo assim, acho que estou pronto para atuar”, afirmou.

O meia Marcelo Passos —artilheiro do time com dois gols— disse que gosta de jogar em gramados molhados. “Tenho um chute forte e, em campo molhado, a vida do goleiro fica difícil”, disse o jogador.