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Vídeos: (1) Gols e (2) melhores momentos.

União Barbarense 0 x 4 Santos

Data: 13/04/2013, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 18ª rodada
Local: Estádio Antônio Lins Ribeiro Guimarães, em Santa Bárbara d’Oeste, SP.
Público: 4.018 pagantes
Renda: R$ 132.750,00
Árbitro: Aurélio Sant’anna Martins (SP).
Auxiliares: Marco Antonio Gonzaga da Silva e David Botelho Barbosa (ambos de SP).
Cartões amarelos: Bruno Pires, Rafael Silva, Cláudio Britto e Hélio (UB); Alan Santos e Renê Júnior (S).
Gols: Neymar (07-1), Neymar (26-1); Neymar (01-2) e Neymar (06-2).

UNIÃO BARBARENSE
Walter; Juliano, Hélio e Rafael Silva; Edílson Azul, Cláudio Britto, Bruno Pires, Diogo Melo (Júlio) e César; Cesinha (Dairo) e Caihame.
Técnico : Claudemir Peixoto

SANTOS
Rafael; Alan Santos, Edu Dracena, Neto e Guilherme Santos; Renê Júnior, Cícero, Patito Rodríguez e Montillo (Victor Andrade); Giva (Felipe Anderson) e Neymar.
Técnico : Tata (interino)



Neymar dá show, marca quatro gols e Santos rebaixa o União Barbarense

Enquanto o Santos está na vice-liderança do Estadual, com 36 pontos, o time de Santa Bárbara d’Oeste permaneceu com 13 e não tem mais chances de deixar a zona de degola

Os torcedores que usavam as redes sociais da internet para protestar contra a instabilidade do Santos de Muricy Ramalho podem voltar a se sentir “representados”. Ao menos por Neymar. Ainda sem o seu treinador, que se recupera de diverticulite, o time praiano contou com quatro gols do atacante para fazer 4 a 0 no União Barbarense, fora de casa, e rebaixar o adversário no Campeonato Paulista.

Enquanto o Santos assumiu provisoriamente a vice-liderança do Estadual, com 36 pontos, o time de Santa Bárbara d’Oeste permaneceu com 13 e não tem mais chances de deixar a zona de rebaixamento na última rodada da primeira fase.

A equipe de Neymar encerrará a sua campanha na etapa inicial contra o Penapolense no domingo, na Vila Belmiro. No mesmo dia, o União Barbarense fará confronto melancólico com o lanterna Guarani, fora de casa.

Antes de se preocupar em melhorar a sua colocação para a fase de mata-mata do Campeonato Paulista, o Santos voltará a se concentrar na Copa do Brasil. O jogo de volta com o Flamengo-PI será na quarta-feira, na Vila Belmiro. Os times empataram por 2 a 2 no primeiro duelo.

O jogo

O Santos não demorou muito para perceber que o desespero do União Barbarense pela vitória não seria o seu único problema neste fim de semana. Assim que arrancaram pela primeira vez no encharcado gramado de Santa Bárbara d’Oeste, os astros Neymar e Montillo pararam em poças d’água.

O campo encharcado, no entanto, não impediu o time visitante de abrir o placar logo aos sete minutos de jogo. Neymar até escorregou dentro da área ao receber um belo passe de Cícero, que estava de costas quando deu a assistência, mas fez o suficiente para colocar a bola no canto da meta defendida por Walter.

O União Barbarense melhorou após sofrer o gol. Ainda que desordenadamente, deixou o campo de defesa e passou a acuar o Santos. Cesinha era o jogador mais participativo naquele momento. O atacante não teve vergonha de ter isolado a bola em sua primeira tentativa de fora da área e continuou a investir nos chutes de longa distância.

Na melhor chance criada por Cesinha na etapa inicial, ao contrário, ele não tentou encurtar o caminho para o gol. O jogador trombou com a marcação santista, sem se importar com o gramado molhado, carregou a bola dentro da área e finalizou com força, aos 25 minutos. Rafael evitou o empate com uma boa defesa.

O lance de perigo do União Barbarense serviu para o Santos acordar. Já em seguida, aos 26, Patito Rodríguez bateu cruzado da esquerda, e Neymar voltou a sujar o uniforme ao se esticar para completar para o gol. A vantagem ainda maior no marcador deixou os visitantes tranquilos, administrando a partida até o intervalo.

Incomodado com o que via em campo, o técnico Claudemir Peixoto decidiu fazer o União Barbarense voltar para o segundo tempo com Júlio no lugar de Diogo Melo. Não adiantou. Logo em seu primeiro ataque, o Santos ampliou. Patito foi à linha de fundo pela esquerda e cruzou para Neymar concluir com bastante categoria.

Diferentemente do que ocorreu no primeiro tempo, quando relaxou após balançar a rede, o Santos voltou a investir contra o União Barbarense. Foi premiado com a goleada. Aos seis minutos, Neymar avançou em velocidade pela ponta esquerda, invadiu a área e chutou firme para anotar mais um gol em Santa Bárbara d’Oeste.

O União Barbarense se abateu definitivamente com mais um gol de Neymar. Nem Cesinha e seu parceiro de ataque Caihame, um dos que tentavam não desistir de lutar, davam esperança aos donos da casa – atormentados pelos gritos de “olé” e de “segunda divisão” da torcida santista.

Tranquilo em seu banco de reservas, o interino Tata ainda deu novo fôlego ao Santos com a entrada de Felipe Anderson na vaga de Giva. Pouco depois, Neymar quase se consagrou ainda mais no interior paulista. Chutou na trave ao receber assistência de Patito Rodríguez e voltou a acertar o gol em jogada (anulada) do impedido Guilherme Santos.

Os lances com Neymar foram os últimos mais animados da partida. O Santos passou a administrar a goleada a partir de então, com intensa troca de passes, enquanto o União Barbarense demonstrou apatia no restante do seu penúltimo jogo na elite do futebol paulista. A torcida da casa ainda teve forças para poupar um atleta de críticas pelo rebaixamento: o goleiro Walter, que ouviu o seu nome ser gritado pelo público.

Bastidores – Santos TV:

Neymar minimiza grande atuação e lembra que não joga sozinho

O astro do Santos fez questão de dividir os méritos pela grande atuação com os seus companheiros de time

O atacante Neymar tentou demonstrar humildade após marcar todos os gols do Santos na vitória por 4 a 0 sobre o União Barbarense , neste domingo, fora de casa. Novamente sorridente, o astro fez questão de dividir os méritos pela grande atuação com os seus companheiros de time.

“Fico feliz por poder ajudar o Santos, mas não jogo sozinho. O time todo está de parabéns. O ataque correu muito hoje”, elogiou Neymar, sem citar as poças d’água no gramado que foram um empecilho para um desempenho ainda melhor em Santa Bárbara d’ Oeste.

Apesar do discurso comedido, o atacante não conseguiu disfarçar que se sentiu aliviado por dar uma resposta às críticas dos torcedores do Santos. Ele já havia externado irritação com as cobranças após o decepcionante empate por 2 a 2 com o Flamengo-PI, pela Copa do Brasil.

“A gente não tem que ligar para as críticas. Não sei por que o povo vem ao estádio. Se é para ficar xingando, deveria continuar em casa. O certo é vir para aplaudir a equipe. Quando a torcida incentiva, a equipe corre em dobro”, disse o goleador Neymar.

Neymar diz aceitar pontapés de marcadores e só reclama de maldade

Recentemente, em entrevista ao apresentador Jô Soares, o jogador do Santos reconheceu que se joga e até foge de algumas divididas para evitar o risco de lesões

O atacante Neymar mais uma vez reclamou da força exagerada de seus adversários. Logo após a vitória por 4 a 0 sobre o União Barbarense , com quatro gols dele, o astro se dirigiu ao árbitro Aurélio Sant’anna Martins para protestar contra uma falta de Hélio sobre o seu jovem companheiro Victor Andrade.

“Só falei do ultimo lance. Foi um carrinho por trás, muito perigoso, que poderia ter acabado com a carreira de um menino de 17 anos (Victor Andrade). E o árbitro só deu o cartão amarelo”, reclamou Neymar, neste sábado, garantindo compreender alguns lances mais violentos.

“A função dos defensores é essa mesmo, marcar. Não vou continuar pulando”, disse, sem querer alimentar polêmica. “A minha única reclamação é contra as pancadas maldosas. Sei muito bem quando alguém chega com maldade. Podem me bater à vontade, mas sem ser desleal”, concluiu.

Recentemente, em entrevista ao apresentador Jô Soares, Neymar reconheceu que se joga e até foge de algumas divididas para evitar o risco de lesões. Pela Seleção Brasileira, o atacante do Santos já foi internacionalmente criticado por cair de mais em campo.

Torcedores do Santos lançam campanha “Esse time não me representa”

Bem humorados, santistas usam a internet para pedir saída do técnico Muricy Ramalho, chamado de retranqueiro, e a volta do futebol ofensivo

Os torcedores do Santos encontraram uma forma bem humorada de protestar contra o momento vivido pela equipe e o técnico Muricy Ramalho. Se aproveitando de toda a polêmica em torno do deputado Marcos Feliciano , os santistas usaram a internet para criar a campanha “Esse time não me representa”.

Na brincadeira, divulgada pelo Tumblr ( http://essetimenaomerepresenta.tumblr.com/ ), sócios do clube da Vila Belmiro pedem a saída do treinador, chamado de retranqueiro, e a volta do futebol ofensivo dos tempos dos “Meninos da Vila”.

União Barbarense 1 x 5 Santos

Data: 11/02/2001, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio Antônio Lins Ribeiro Guimarães, em Santa Barbara d’Oeste, SP.
Público: 7.049 pessoas
Renda: não divulgada
Árbitros: Romildo Corrêa e Rogério Pereira Pires.
Cartões amarelos: Émerson, Bira, Marquinhos e Renan (B); Rodrigão (S).
Gols: Rodrigão (42-1); Dodô (05-2), Marcelo Silva (15-2), Mauro (20-2), Rodrigão (21-2) e Deivid (40-2).

UNIÃO BARBARENSE
Zetti; Válder, Toninho e Émerson; Marquinhos (Luciano), Eduardo, Agnaldo, Bira (Paulo Santos) e Renan; Johnson (Júnior Ferreira) e Mauro.
Técnico: Luís Carlos Martins

SANTOS
Fábio Costa; Pereira, Galván e Marcelo Silva (Paulo Almeida); Russo, Claudiomiro, Renato e Léo; Robert, Dodô (Deivid) e Rodrigão (Caíco).
Técnico: Geninho



Santos goleia Barbarense fora de casa

Com dois gols do atacante Rodrigão, o time do técnico Geninho não ligou para o forte calor e fez uma boa atuação.

Jogando bem apenas no segundo tempo, o Santos goleou neste domingo o União Barbarense, fora de casa, por 5 a 1, e entrou na briga pela liderança do Campeonato Paulista. O time está entre os primeiros colocados com nove pontos, o mesmo que a Portuguesa. A liderança é do Rio Branco, de Americana, que tem 10 pontos.

O próximo jogo do Santos é o clássico diante da Lusa, no sábado, às 16 horas, na Vila Belmiro. Antes disso, os santistas voltam ao campo na quarta-feira, às 21h40, no Rio, para jogar contra o Botafogo, partida de ida das semifinais do Torneio Rio-São Paulo.

O forte calor em Santa Bárbara d’’Oeste obrigou as equipes a iniciarem o jogo em um ritmo lento, preocupadas em poupar os jogadores. O lance mais polêmico da primeira etapa aconteceu aos 30 minutos, quando Robert invadiu a área em velocidade e foi derrubado pelo zagueiro Marquinhos. Para revolta dos santistas, o árbitro Romildo Correia não marcou a falta. Aos 32, Marquinhos, do União, acertou o travessão após cobrança de falta.

Enquanto isso, a presença dos atacantes passava despercebida. Até que aos 41 Rodrigão, aproveitando cruzamento de Renatinho pela direita, abriu o placar com um belo sem-pulo, de dentro da área.

A lentidão dos times continuou no início do segundo tempo. Apesar disso, o Santos tentava pressionar mais o adversário em seu campo de defesa. Logo aos 5, Dodô marcou o segundo do Santos cobrando falta no contra-pé de Zetti, que não esboçou reação.

O gol deu novo ânimo ao Santos e, consequentemente, à partida. Embalado, o time de Geninho partiu para cima do União. Aos 15, Marcelo Silva aproveitou uma sobra de bola na entrada da área e chutou forte para ampliar o marcador, no canto esquerdo de Zetti, que mais uma vez só ficou olhando. Aos 22, o mesmo Marcelo Silva cometeu pênalti ao cortar um cruzamento com o braço. O atacante Mauro cobrou e diminuiu para o time de Santa Bárbara.

No minuto seguinte, Robert, mais uma vez em dia inspirado, fez boa jogada pelo lado direito do ataque e cruzou. Novamente Rodrigão, bem posicionado no meio da área, fez o quarto dos santistas. Aos 40, Caíco lançou Robert, que tocou na saída de Zetti. O goleiro ainda desviou a bola, mas a sobra ficou com Deivid, que não desperdiçou, fazendo o quinto do Santos.



Fonte: http://acervo.folha.com.br/fsp/2001/02/12/20//7914

União Barbarense 2 x 0 Santos

Data: 17/04/1999, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio Antonio Lins Ribeiro Guimarães, em Santa Bárbara d’Oeste (SP).
Público: 4.874 pagantes
Árbitro: Antonio Claudio Perin
Gols: Edinan (09-2) e Maguinho (46-2).

UNIÃO AGRÍCOLA BARBARENSE
Alexandre; Edinan, Wilson, Emerson e Cleomir; Henrique, Caniggia, Beto (Maguinho) e Bira; Alaor (Leandro) e Alex.
Técnico: Jair Picerni

SANTOS
Zetti; Michel, Jean, Andrei e Gustavo Nery; Marcos Assunção, Narciso, Jorginho (Lúcio) e Rodrigo Fabri (Eduardo Marques); Alessandro (Aristizábal) e Rodrigão.
Técnico: Emerson Leão



Líder, Santos aposta em cautela e faltas (Em 17/09/1999)

Time de Leão teme entusiasmo do Barbarense e monta tática precavida, confiando em jogadas de bola parada

O Santos adota a precaução como conduta no jogo de hoje contra o Barbarense, em Santa Bárbara d’Oeste, primeiro confronto entre os dois times na história.

O motivo é a campanha do adversário. Embora acumule quatro derrotas em sete jogos na segunda fase, o Barbarense é o time do interior mais próximo da classificação. A equipe tem sete pontos, só dois a menos do que o Corinthians, vice-líder no Grupo 4, liderado pelo Santos (14 pontos).

Para o técnico Emerson Leão, a perspectiva de alcançar a classificação para as semifinais do Paulista vai injetar entusiasmo nos jogadores do Barbarense, que na rodada anterior bateu o Corinthians por 3 a 1 em São Paulo.

“Eles nunca estiveram tão perto de assumir o segundo posto no grupo depois da vitória contra seu mais próximo concorrente”, afirmou o treinador.

Por isso, segundo Leão, o Santos jogará “com preocupação”, marcando e tentando se aproveitar do “entusiasmo” do rival para chegar ao gol em contra-ataques.

O cuidado com o adversário chega ao ponto de o treinador cogitar marcação individual sobre atletas do Barbarense. “Se algum jogador deles estiver desequilibrando, precisaremos ter a humildade necessária de colocar alguém para marcá-lo”, declarou.

O lateral-direito Michel disse que está orientado para se revezar com o lateral-esquerdo Gustavo nas subidas ao ataque, a fim de não sobrecarregar o trabalho de marcação dos volantes e de não deixar a defesa desprotegida.

“Por ser um time que vem surpreendendo, vamos fazer marcação redobrada, tomando bastante cuidado com o ataque deles, que é muito veloz”, afirmou Michel.

Devido à previsão de dificuldades para vencer, os santistas acentuaram durante a semana o ensaio de jogadas de bola parada -lances que vêm proporcionando gols à equipe nas últimas partidas.

Nas goleadas sobre a Portuguesa Santista (5 a 1) e a Inter de Limeira (6 a 2), o time marcou duas vezes em cada jogo a partir de cobranças de escanteio do meia Rodrigo.

Nos jogos contra Lusa e Rio Branco, o volante Marcos Assunção deu as vitórias ao Santos (ambas por 2 a 1) em gols de falta.

“O campo é pequeno. Então, teremos de aproveitar a habilidade que nossos jogadores têm de decidir em uma cobrança de falta ou em um cabeceio”, afirmou o atacante Alessandro.

A boa fase do atacante Rodrigão, 21, que substitui Viola, machucado, é outro trunfo santista. Nos últimos cinco jogos que disputou -quatro pelo Santos e um pela seleção sub-23-, ele marcou em todos. “Entro em campo com a mentalidade de fazer gols. Com essa sequência, estou ganhando mais confiança dos companheiros.”

Companheiro de Rodrigão e de Michel na sub-23, o zagueiro Jean terá hoje uma chance de provar a Leão que tem condições de ser titular no segundo semestre, depois que Argel ir para o Porto -o clube português comprou o passe do zagueiro, atualmente contundido, por US$ 2,5 milhões.

Leão solicita a interdição de estádio (Em 19/04/1999)

O técnico do Santos, Emerson Leão, pediu a interdição do estádio Antônio Guimarães, de Santa Bárbara D’Oeste, devido ao incidente entre o goleiro Zetti e o gandula Claudemir Garcia na derrota por 2 a 0 para o Barbarense, anteontem.

“Infelizmente, quem vai pagar o pato é o clube”, afirmou.

Logo após o segundo gol do Barbarense, o gandula invadiu o campo para agredir o goleiro santista.

A Polícia Civil registrou um termo de ocorrência para apurar lesões corporais, já que Garcia também afirma ter sido agredido.

Zetti é o Dalai Lama do futebol brasileiro
Por José Graldo Couto (Folha de SP)

Em tempos de guerra fratricida, violência urbana, cães assassinos, linchamentos covardes de calouros universitários e outras barbaridades, dois belos gestos chamaram a atenção nos jogos de futebol do último fim-de-semana.

O primeiro foi visto “in loco” por cerca de 100 mil pessoas e via TV por milhões: Romário levantando a camisa do Flamengo para mostrar, por baixo, uma mensagem pacifista, depois de ter feito seu gol contra o Vasco no Maracanã.

O segundo não foi tanta gente que viu, mas talvez tenha um significado ainda mais profundo: em Santa Bárbara d’Oeste, agredido por um gandula, o goleiro Zetti limitou-se a imobilizar o infeliz e depois registrou queixa na polícia.

A atitude madura e civilizada de Zetti -tanto mais admirável por ter ocorrido quando seu time estava perdendo, aos 47min do segundo tempo- foi elogiada pelo técnico do Santos, Emerson Leão.

Isso mostra que o próprio Leão amadureceu, depois de ter dado e levado muita bordoada pela vida afora.

Lembrei-me, aliás, de um episódio até semelhante ao ocorrido no sábado em Santa Bárbara. Na final do Campeonato Paulista de 1971, os palmeirenses lutavam para reverter o placar favorável aos são-paulinos de 1 a 0.

Faltando um minuto para acabar o jogo, um torcedor do São Paulo, ao lado do gramado, jogou a bola para longe e foi perseguido na pista de atletismo por meio time do Palmeiras, Leão incluído.

Alcançado por atletas e dirigentes alviverdes, o sujeito apanhou um bocado. Fedato e Eurico foram expulsos.

Até onde lembro, Leão não participou da agressão, apenas da perseguição. Mas o fato deve ter ficado gravado em sua memória, assim como o soco que desferiu em Marinho Chagas, depois da derrota do Brasil para a Polônia, na Copa do Mundo de 74, na Alemanha.

Não cabe aqui, deste escritório com ar-condicionado, julgar as reações intempestivas de atletas que, no calor da hora, deixam o sangue ferver. O próprio Zetti agrediu um adversário palmeirense em fevereiro último e foi expulso, pela primeira vez na vida. Consta que, depois, chorou.

Não duvido. Pois Zetti é, além de um grande goleiro (embora a torcida santista ande sem paciência com ele), um grande caráter. Geralmente acaba pagando pelos erros dos outros, sejam gandulas, dirigentes ou os próprios zagueiros de seu time.

Quem não se lembra, por exemplo, de sua suspensão pela Fifa nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 94, acusado de consumir cocaína na Bolívia, quando na verdade tinha tomado um inofensivo chá de coca, graças à incúria da nossa comissão técnica?

Abatido e digno, desembarcando de volta no Brasil, Zetti lembrava o falso culpado vivido por Henry Fonda no filme “O Homem Errado”, de Alfred Hitchcock.

Feito o elogio, cabe agora protestar contra o absurdo que é a escalação de gandulas-torcedores para atuar em jogos oficiais. Nem na várzea acontece isso.

Se os jogadores ficam de cabeça quente dentro do campo, por que cutucar a onça com vara curta? Nem todo mundo é Zetti ou Dalai Lama nem tem obrigação de ser.