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Red Bull Brasil 0 x 0 Santos

Data: 26/03/2019, terça-feira, 20h00.
Competição: Campeonato Paulista – Quartas de final – Jogo de volta
Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, SP.
Público: 9.296
Renda: R$ 395.430,00
Árbitro: Leandro Bizzio Marinho
Auxiliares: Daniel Paulo Ziolli e Daniel Luis Marques.
Cartões amarelos: Jobson, Osman, Ytalo e Ligger (RB); Eduardo Sasha (S).

RED BULL BRASIL
Júlio César; Aderlan, Léo Ortiz, Ligger e Rafael Carioca (Pio); Jobson (Everton), Uillian Correia e Ytalo; Osman, Deivid e Roberson (Bruno Tubarão).
Técnico: Antônio Carlos Zago

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Felipe Aguilar, Gustavo Henrique (Luiz Felipe) e Felipe Jonatan; Alison, Diego Pituca e Jean Mota; Carlos Sánchez, Copete (Rodrygo) e Eduardo Sasha (Kaio Jorge).
Técnico: Jorge Sampaoli



Santos empata com o Red Bull e avança à semifinal do Paulistão

O Santos empatou em 0 a 0 com o Red Bull na noite desta terça-feira, no Estádio Moisés Lucarelli, e avançou à semifinal do Campeonato Paulista. Na ida, no Pacaembu, o Peixe havia vencido por 2 a 0.

O Alvinegro criou as melhores chances, mas esbarrou em grande noite do goleiro Júlio Cesar. A equipe de Jorge Sampaoli esteve sempre mais perto do gol e controlou a decisão.

O Santos foi ultrapassado pelo Palmeiras, que eliminou o Novorizontino com vitória, e agora tem a segunda melhor campanha do Paulistão. O Peixe enfrentará o terceiro melhor e saberá o adversário nesta quarta (Corinthians, São Paulo, Ituano ou Ferroviária). A semifinal terá início no fim de semana.

O jogo

O Santos, com a vantagem do 2 a 0, administraria o resultado e privilegiaria a defesa no Moisés Lucarelli, certo? Errado! Era o Peixe quem parecia precisar desesperadamente de gols.

Logo no primeiro minuto, Jean Mota deu lindo lançamento para Eduardo Sasha sair cara a cara com Júlio César. O goleiro do Red Bull Brasil saiu bem para defender.

Aos 3, Sánchez cobrou falta perigosa. Aos 7, o uruguaio cruzou bem, mas Copete cabeceou fraco para Júlio encaixar. No minuto 9, Diego Pituca levantou e Jean Mota finalizou de peito, com estilo, só que fraco.

O Santos seguiu em cima e quase abriu o placar em gol olímpico de Jean Mota – Júlio César espalmou de novo. E o RB só chegou com perigo aos 26, em chute de Aderlan na rede pelo lado de fora.

O Peixe voltou a ficar perto do gol com Pituca, depois de cruzamento perfeito de Sánchez – o goleiro do Red Bull foi novamente preciso. No contra-ataque, Deivid recebeu sozinho, com gol aberto, e furou.

O Alvinegro ainda teve tempo de ver Sánchez desperdiçar bom passe de Jean Mota aos 41. Na sequência, o meia bateu de fora da área, para fora.

O ritmo caiu para o segundo tempo. Depois de muita disposição e pouco futebol, Rodrygo fez fila, caneta em Aderlan e caiu na área aos 10 minutos. A arbitragem acionou o VAR, mas não marcou pênalti.

Quando o placar marcava 17, Osman recebeu em profundidade, aproveitou erro de Felipe Jonatan e bateu forte, de canhota. A bola explodiu no travessão.

Aos 27 minutos, Jean Mota deu mais um ótimo lançamento. Rodrygo dominou e bateu forte, de perna esquerda, mas a bola passou perto da trave. No minuto 31, Felipe Jonatan deixou Aguilar sozinho na área. O zagueiro bateu forte e Júlio César fez mais uma grande defesa.

Nos minutos finais, o Santos tentou, mas não penetrou a defesa do RB. E os donos da casa, sem reação, se despediram da competição.

Bastidores – Santos TV:

Sampaoli vê Santos “impressionante”, mas faz alerta para a semifinal

O técnico Jorge Sampaoli ficou impressionado com o desempenho do Santos nas quartas de final do Campeonato Paulista contra o Red Bull. O Peixe venceu a ida por 2 a 0, no Pacaembu, e empatou em 0 a 0 na noite desta terça-feira, no Moisés Lucarelli.

Sampaoli viu o empate injusto e fez um alerta para a semifinal – o adversário será definido nesta quarta. Como o Alvinegro teve a segunda melhor campanha geral, enfrentará o terceiro (Corinthians, Ferroviária, São Paulo ou Ituano).

“Atacamos muito. Ritmo intenso. Hoje deveríamos ter três ou quatro de diferença. Jogamos dois jogos impressionantes contra o Red Bull”, disse Sampaoli, em entrevista coletiva.

“Qualquer jogo vai ser difícil. Nosso gol custa muito. Tivemos domínio, criamos e não fizemos. Contra equipes mais fortes, a conta vem”, completou.

O argentino ainda explicou a opção por Rodrygo no banco de reservas. Copete acabou substituído no intervalo.

“Sofremos no lado esquerdo no primeiro jogo. A gente quis proteger com Copete. E sabíamos que teria Rodrygo para o segundo tempo. O mais importante é a equipe”, concluiu.

Ferraz elogia atuação do Santos e analisa possíveis rivais na semi

O Santos empatou por 0 a 0 com o Red Bull Brasil e se classificou às semifinais do Campeonato Paulista na noite desta terça-feira. Após a partida, o lateral direito Victor Ferraz elogiou a postura do Peixe mesmo com uma vantagem de 2 a 0, construída no jogo de ida, no Pacaembu.

“Muitas pessoas esperavam que a gente esperaria atrás para achar contra-ataque, mas foi completamente diferente. Tivemos uma postura agressiva, tendo a maioria das melhores chances de gol. A gente queria vencer o jogo porque é o nosso DNA. É o que o nosso professor gosta”, afirmou, em entrevista ao Premiere.

Victor Ferraz também disse que não tem preferência por algum adversário nas semifinais. Com o empate desta noite, o Santos foi ultrapassado pelo Palmeiras e ficou no segundo lugar da classificação geral do Paulistão.

O Peixe enfrentará o time de terceira melhor campanha na próxima fase. Nesta quarta-feira, São Paulo e Corinthians tentam confirmar suas vagas diante de Ituano e Ferroviária, respectivamente.

“Qualquer um. Não é nem clichê. São muitas possibilidades. Não tem como dar Santos e Palmeiras. Quem sabe não pode ser uma possível final, mas antes disso pode ter um clássico na semi”, analisou, cauteloso.

“Temos que ter todo o respeito, porque o São Paulo cresceu no último jogo, o Corinthians vem crescendo há pelo menos 40 dias, e a gente vem numa crescente e chegando nas decisões muito focados”, concluiu.

Gustavo Henrique e Sasha têm edema e são dúvida no Santos para semifinal

Gustavo Henrique e Eduardo Sasha foram diagnosticados com “pequeno edema na coxa esquerda e são dúvida no Santos para enfrentar o Corinthians, domingo, em Itaquera, pela ida da semifinal do Campeonato Paulista.

A dupla faz fisioterapia e terá reavaliações diárias até a decisão. Ambos foram substituídos ao longo do jogo contra o Red Bull, na última terça-feira, no Moisés Lucarelli.

Em compensação, Cueva, Derlis e Soteldo retornam de amistosos no Peru, Paraguai e Venezuela, respectivamente, e ficam à disposição.

Se Gustavo Henrique não atuar, Luiz Felipe deve ser acionado novamente. No ataque, Derlis González deve retomar a vaga como falso 9.


Santos 2 x 0 Red Bull Brasil

Data: 23/03/2019, sábado, 19h30.
Competição: Campeonato Paulista – Quartas de final – Jogo de ida
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 20.615 presentes (18.475 pagantes e 2.140 não pagantes).
Renda: R$ 527.047,50
Árbitro: Douglas Marques Flores
Auxiliares: Anderson Coelho e Marco Antonio Andrade.
Cartões amarelos: Carlos Sánchez, Diego Pituca e Victor Ferraz (S); Ligger, Rafael Carioca, Osman e Jobson (RB).
Gols: Carlos Sánchez (10-1) e Diego Pituca (33-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Felipe Aguilar, Gustavo Henrique e Felipe Jonatan; Alison, Diego Pituca e Jean Mota; Carlos Sánchez, Rodrygo (Kaio Jorge) e Eduardo Sasha (Copete).
Técnico: Jorge Sampaoli

RED BULL BRASIL
Julio Cesar; Aderlan, Leo Ortiz, Ligger e Rafael Carioca; Jobson (Pio), Uillian Correia e Osman; Claudinho (Bruno Tubarão), Ytalo e Léo Castro (Rodrigo Angelotti).
Técnico: Antonio Carlos Zago



Santos volta a jogar bem, vence o Red Bull por 2 a 0 e fica perto da semifinal do Paulista

O Santos retomou o bom nível, venceu o Red Bull por 2 a 0 na noite deste sábado, no Pacaembu, e agora tem boa vantagem por uma vaga na semifinal do Campeonato Paulista. Os gols foram marcados por Carlos Sánchez e Diego Pituca, um em cada tempo.

As equipes fizeram uma etapa inicial frenética, com diversas chances e 1 a 0 barato no placar – o Peixe teve mais chances e poderia ter ido para o intervalo com vantagem maior. Diego Pituca ainda teve gol bem anulado por impedimento depois do auxílio do VAR.

No segundo tempo, o Red Bull rondou a área santista, mas sem criar. O Alvinegro diminuiu o ritmo, atacou menos e ainda ampliou o resultado na metade final.

A partida de volta será na próxima terça-feira, às 20h (de Brasília), no Estádio Moisés Lucarelli. O Santos joga por um empate para avançar.

O jogo

Diferentemente dos últimos jogos, o Santos demonstrou a intensidade da primeira rodada logo nos minutos iniciais e empurrou o Red Bull em sua defesa.

Na primeira chance, Sánchez demorou para tocar para Sasha, sozinho na pequena área. Na segunda, Rodrygo puxou contra-ataque e rolou para Pituca, impedido, marcar, aos cinco. A arbitragem anulou por meio do VAR.

A pressão, porém, não diminuiu e o primeiro gol saiu logo em seguida, aos 10 minutos. Sánchez bateu falta venenosa, a bola passou por todo mundo e venceu Julio Cesar. 1 a 0 Peixe.

O Alvinegro seguiu em cima e quase ampliou no minuto 12, em chute perigoso de Jean Mota. E na sequência, veio o susto. Osman cruzou, Victor Ferraz vacilou e Ytalo, completamente sozinho, perdeu chance inacreditável. Vanderlei já estava caído.

Depois do “gelo” por esse lance, o Red Bull passou a ficar mais perto do gol. Aos 28, Ytalo finalizou (dessa vez bem) e Vanderlei espalmou. No minuto 31, Victor Ferraz cruzou e Rodrygo cabeceou por cima.

Aos 32, Sánchez cobrou outra falta, Julio Cesar afastou e Rodrygo bateu forte. No minuto 35, as duas equipes ficaram perto de balançar as redes.

Primeiro foi Rodrygo quem entortou a defesa e bateu bem. Julio Cesar espamou e Sánchez perdeu o rebote. No contra-ataque Ytalo, sempre ele, chutou de fora da área e Vanderlei quase frangou. Para sorte do goleiro, a bola bateu na trave.

E ainda deu tempo de Pituca também perder uma chance clara. Sasha cruzou e Pituca, livre no segundo pau, bateu na rede pelo lado de fora.

O ritmo caiu completamente para a etapa final. Melhor no segundo tempo, O Red Bull rondou a área do Santos, só que sem levar real perigo por vários minutos. A primeira chance importante veio novamente com Ytalo, em cabeceio por cima do gols aos 31.

Na sequência, veio o castigo. Sánchez foi à linha de fundo e cruzou, a defesa afastou mal e a bola caiu no pé de Rodrygo. O camisa 11 rolou para Diego Pituca finalizar bonito e ampliar o placar.

O Red Bull tentou correr atrás do gol e ficou perto em cobrança de falta de Pio, aos 42 minutos, para boa defesa de Vanderlei. Pituca ainda ficou perto de fazer o terceiro no minuto 46. E parou por aí. Vantagem merecida do Santos em busca da semifinal do Paulistão.

Bastidores – Santos TV:

Sampaoli vê “Santos à altura” e destaca Pituca, Sánchez e Eduardo Sasha

O técnico Jorge Sampaoli ficou muito feliz com a vitória do Santos por 2 a 0 sobre o Red Bull Brasil na noite deste sábado, no Pacaembu, pela ida das quartas de final do Campeonato Paulista. Com o resultado, o Peixe pode até perder por um gol de diferença na próxima terça-feira, no Moisés Lucarelli, para avançar à semifinal.

“Foi uma das nossas melhores partidas. O rival fez com que fosse uma boa partida. Um rival que vinha sem perder há nove partidas, que nunca nos perdeu de vista na tabela. Não perdeu contra nenhuma grande equipe. O Santos esteve à altura. Agora é esperar a segunda partida, que com certeza será mais difícil”, disse Sampaoli, em entrevista coletiva.

O treinador deu destaque para três atletas: Diego Pituca, Carlos Sánchez e Eduardo Sasha.

“Nós conhecemos um Pituca um pouco desorganizado, pouco voluntarioso, mas conosco está rendendo muito, é um jogador muito completo. Ele disputa o jogo inteiro com a mesma intensidade. Ele é o único jogador que jogou a partida anterior inteira e jogou essa. Vejo um jogador com um potencial enorme”, avaliou.

“É muito importante (Sánchez). É um jogador que nos ajuda muito na pressão inicial, na elaboração do jogo pela direita e se entende muito bem com Victor Ferraz e Rodrygo. O Sasha fez uma partida, posicionalmente, incrível. Nos deixa feliz que o Sasha tenha feito isso, nos faz pensar que erramos em não dar mais partidas para ele”, completou.

O Santos se reapresenta neste domingo, no CT Rei Pelé. Depois da boa atuação e o mea culpa de Sampaoli, Sasha deve seguir como titular.

Victor Ferraz diz que todos se pilharam antes de decisão: “O melhor Santos”

Em entrevista coletiva na última sexta-feira, o capitão Victor Ferraz chamou a responsabilidade e prometeu “a melhor versão do Santos” contra o Red Bull neste sábado, no Pacaembu, pela ida das quartas de final do Campeonato Paulista. O camisa 4 garantiu que o atraso de salário não seria preponderante. E deu certo.

O Peixe apagou as más atuações recentes e, com bom futebol e muita dedicação, conseguiu 2 a 0 e ficou perto da semifinal.

“Ainda não (pagaram o salário), mas eu não quero entrar nesse mérito. É o que menos importa nesse momento. O que mais importava era jogar bem, encaminhar a classificação. A gente entende que não tem nada resolvido. Temos que entrar na terça com a mesma postura que tivemos hoje. Quando eu me referi a ser o melhor Santos, eu sabia da necessidade de ser o melhor Santos para a gente poder vencer o RB Brasil. Se mesmo a gente jogando bem foi difícil, se não jogássemos nesse nível fatalmente teríamos perdido”, disse Ferraz.

“Como falei, a necessidade de jogar muito bem por ser uma eliminatória. Não teve um algo a mais. Deixamos a desejar em alguns jogos da fase de grupos. Sabíamos que se jogássemos como estávamos jogando não passaríamos pelo RB Brasil. Todo mundo se pilhou. Ouvi muita cobrança não só dos jogadores, mas também da comissão técnica, para que pudéssemos fazer um grande jogo e levar uma vantagem importante”, completou.


Red Bull Brasil 2 x 3 Santos

Data: 12/02/2017, domingo, 11h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 2ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 23.813 pessoas (20.412 pagantes)
Renda: R$ 747.515,00
Árbitro: Rafael Gomes da Silva
Auxiliares: Danilo Ricardo Simon e Fabricio Porfirio de Moura.
Cartões amarelos: Fillipe Soutto (RB); Yuri, Copete e Lucas Veríssimo (S).
Gols: Vitor Bueno (15-1), Misael (28-1) e Rodrigão (48-1); Nixon (36-2) e Kayke (47-2).

RED BULL BRASIL
Saulo; Bruno Ferreira (Lucas Taylor), Willian Magrão, Luan Peres e Thallyson; Alison (Denner), Fillipe Soutto, Elvis (Nixon) e Nando Carandina; Misael e Elton.
Técnico: Alberto Valentim

SANTOS
Vladimir; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Yuri e Zeca; Leandro Donizete (Léo Cittadini), Thiago Maia e Lucas Lima; Vitor Bueno (Kayke), Copete e Rodrigão (Bruno Henrique).
Técnico: Dorival Junior



Com gol polêmico no fim, Santos bate Red Bull Brasil e segue líder

O Santos continua na ponta do grupo D do Campeonato Paulista. Em jogo movimentado e recheado de polêmicas, o Peixe bateu o Red Bull Brasil por 3 a 2, na manhã deste domingo, no Pacaembu, em duelo válido pela segunda rodada do torneio estadual. Apesar do bom futebol apresentado pelas duas equipes, o principal destaque ficou por conta do santista Kayke. Estreando no clube, o atacante desviou cruzamento de Victor Ferraz com o braço, aos 47 minutos do segundo tempo, e marcou o gol da vitória. Além da irregularidade inicial, o goleiro Saulo também defendeu antes da bola passar a linha da meta. A arbitragem, porém, validou o tento e confirmou o triunfo do alvinegro.

Com isso, o Santos retoma a liderança do grupo D do Paulistão, com seis pontos. O Peixe havia caído para segundo após o Mirassol bater a Ferroviária, no último sábado. Já o Red Bull Brasil, por sua vez, estacionou na segunda colocação do grupo B, com apenas um ponto em três jogos, e pode ser ultrapassado pelo São Paulo, que encara a Ponte Preta, neste domingo, às 17h (de Brasília), no Morumbi.

O jogo

Apesar do forte calor de 30ºC em São Paulo, a partida começou bem morna no Pacaembu. O Santos começou tocando com tranquilidade, enquanto o Red Bull Brasil adiantou a marcação, pressionando a saída de bola santista. Porém, nenhuma oportunidade clara foi criada no começo do duelo.

Até que aos 15 minutos, o zagueiro Lucas Veríssimo mostrou persistência, recuperou uma jogada perdida e tocou para Lucas Lima. Aceso no jogo, o camisa 10 apenas rolou para Victor Ferraz. O lateral, por sua vez, acertou um belo cruzamento para Vitor Bueno vencer o goleiro Saulo e fazer 1 a 0 no Pacaembu. Na comemoração, os santistas ensaiaram uma ‘dancinha’, relembrando os bons tempos de 2010, com a equipe liderada por Neymar e Ganso.

O tento animou o time do Peixe. Comandado pelo inspirado Lucas Lima, o alvinegro seguiu em cima do Toro Loko e quase ampliou o marcador aos 25 minutos. O camisa 10 entortou toda a defesa adversária e cruzou para Copete. O colombiano desviou para o meio da pequena área e Rodrigão, sem goleiro, errou a cabeçada e mandou pra fora.

E como o futebol não tolera desaforo, o castigo veio na jogada seguinte. Nando Caradina desarmou Lucas Lima de forma limpa e acertou um lindo lançamento de três dedos para Misael. O atacante arrancou entre os dois zagueiros do Santos e bateu firme para deixar tudo igual no Pacaembu.

O Santos sentiu o empate e o Red Bull cresceu no jogo. Ainda apostando nas roubadas de bola e nos contra-ataques rápidos, a equipe comandada por Alberto Valentim quase alcançou a virada aos 40 minutos. Em nova saída em velocidade, Misael apareceu de novo e obrigou Vladimir a fazer bela defesa, salvando o alvinegro.

E do mesmo jeito que o futebol foi traiçoeiro com Rodrigão após a inacreditável chance desperdiçada, o atacante recebeu dos pés de Lucas Lima a chance de se redimir antes do intervalo. Desta vez, ele não desperdiçou. O meia acertou lindo passe para o centroavante, que tocou na saída de Saulo e colocou o Peixe novamente em vantagem.

Ao contrário da etapa inicial, o segundo tempo fez jus ao forte calor e começou quente no Pacaembu. Com as duas equipes buscando o ataque, a partida ficou aberta e cheia de alternativas. A primeira oportunidade clara surgiu com o Red Bull Brasil. Logo aos 10 minutos, Elton apareceu livre no meio da zaga santista e soltou uma bomba na trave, assustando o goleiro Vladimir.

Logo depois, o técnico Dorival Júnior tirou Leandro Donizete, que fez sua estreia com o a camisa do Santos, e promoveu a entrada de Léo Cittadini. A mudança não alterou o estilo de jogo das duas equipes e a partida seguiu movimentada no Pacaembu.

Aos 24 minutos, Thallyson apareceu na entrada da área e soltou a bomba no gol de Vladimir. A bola desviou em Lucas Veríssimo e saiu em escanteio. O Santos, por sua vez, respondeu no lance seguinte. Victor Ferraz avançou pela direita e cruzou rasteiro. Rodrigão e Copete furaram e Lucas Lima apareceu sozinho na área. O camisa 10 dominou, mas chutou em cima do goleiro Saulo.

Após a sequência de chances desperdiçadas, o técnico Dorival Júnior promoveu mais uma estreia no Peixe. Sentindo os efeitos do forte calor, Rodrigão foi substituído por Bruno Henrique. Na saída do gramado, o centroavante, que tem três jogos no Paulistão, foi aplaudido pela torcida santista.

Com o jogo bem aberto, era questão de tempo para sair um gol no Pacaembu. Ele aconteceu, mas foi para o Red Bull. Aos 36 minutos, Nixon, que havia acabado de entrar, aproveitou cobrança de falta de Denner e tocou de cabeça para vencer Vladimir. O jogador estava impedido no lance, mas a arbitragem validou o tento.

Logo após levar o empate, Dorival colocou sacou Vitor Bueno para promover a entrada de Kayke. O reforço, que fez sua estreia com a camisa do Peixe foi decisivo e acabou sendo o autor da maior polêmica do jogo.

Aos 47 minutos do segundo tempo, o zagueiro Lucas Veríssimo desviou cruzamento do meia Lucas Lima. A bola acabou sobrando para Victor Ferraz. O lateral-direito tocou para dentro da pequena área e Kayke apareceu sozinho. O atacante desviou com o braço e Saulo chegou a defender antes da redonda cruzar a linha. Arbitragem, porém, validou o tento, decretando a vitória santista.

Bastidores – Santos TV:

Elenco do Santos se cala em protesto contra demissão de gerente

Geralmente, após uma boa vitória, os jogadores costumam dar entrevistas longas para externarem sua felicidade. Porém, não foi isso aconteceu neste domingo, depois do Santos vencer o Red Bull Brasil por 3 a 2, no Pacaembu, em duelo válido pela segunda rodada do Campeonato Paulista. Após o polêmico gol marcado por Kayke, que decretou o triunfo santista aos 47 minutos do segundo tempo, os atletas se reuniram no centro do gramado e decidiram pelo silêncio na saída de campo.

A assessoria de imprensa do clube revelou que a decisão foi tomada pelo elenco e afirmou que o motivo não foi explicado. Segundo apurado pela Gazeta Esportiva, os atletas se calaram em protesto pela demissão do gerente de futebol do clube, Sérgio Dimas, na última sexta-feira.

A mudança não agradou o elenco e o técnico Dorival Júnior. Por conta disso, os integrantes da comissão técnica e os jogadores se reuniram com o presidente Modesto Roma Júnior para tentar reverter a situação. O mandatário, porém, já informou que não irá voltar atrás.

Segundo a diretoria do alvinegro, a demissão de Dimas faz parte de uma série de mudanças que irão acontecer no departamento de futebol. Ele estava no cargo desde 2015. Porém, a reportagem apurou que o profissional já estava desagradando os dirigentes havia algum tempo.

Além de cuidar da logística dos jogos fora de casa e até auxiliar o superintendente Dagoberto dos Santos, o funcionário tinha o papel de ser a principal ligação entre diretoria, elenco e comissão técnica. Com a saída de Dimas, o analista Alexandre Ceolin, que chegou recentemente do Atlético-MG, assume a função interinamente. Segundo o presidente Modesto Roma, porém, ele não será efetivado e o Comitê de Gestão do clube buscará outro profissional no mercado.

Dorival admite gol ilegal, mas cita erro para Red Bull e diz: “Falta tecnologia”

O Santos bateu o Red Bull Brasil por 3 a 2, neste domingo, no Pacaembu, com um gol duplamente irregular. Além da bola ter batido no braço do atacante Kayke, após cruzamento de Victor Ferraz, o goleiro Saulo defendeu a redonda antes dela cruzar a linha da meta. Mesmo assim, a arbitragem validou o tento e decretou a vitória santista na segunda rodada do Campeonato Paulista.

O técnico Dorival Júnior admitiu a irregularidade no lance de definiu a partida. O comandante, inclusive, pediu que a tecnologia seja inseria do futebol brasileiro e também citou que o gol do Toro Loko, marcado por Nixon, também foi ilegal, já que o atleta estava impedido no lance

“A tecnologia está aí para ser usada. Só o futebol não usa. International Board parece que trabalha contra o futebol. Para algo que pode ser favorável para todo mundo e a margem de erro diminua. Segundo gol do Red Bull estava impedido e ninguém falou nada. Foram erros vitais para os dois lados. Tecnologia está aí e deveria ser usada e exigida. Eu sinto por isso. É um resultado a ser definido. Erro ou interferência é ruim para quem vença e para quem perca”, ressaltou o treinador, em entrevista coletiva após o triunfo no Pacaembu.

Além da polêmica no fim, a partida também ficou marcada pelo silêncio dos jogadores do Peixe na saída do gramado. Segundo apurado pela Gazeta Esportiva, os atletas se calaram em protesto pela demissão do gerente de futebol do clube, Sérgio Dimas, na última sexta-feira. Dorival, porém, preferiu não falar sobre o assunto.

“É um assunto interno, que será tratado assim. Tenho que responder pela partida. E todos viram que equipe não se viu concentrada adequadamente. E é natural que tudo que tenha envolvido a semana tenha tido certa interferência. Mas não podemos tirar o mérito do adversário, que fez grande apresentação, buscando o gol como o Santos gosta de jogar. Eles não têm culpa do que aconteceu conosco. Temos que tentar administrar tudo isso. Foi muito em cima da partida. Não só por esse motivo, mas é natural que tenha interferido”, concluiu o comandante.

Dorival valoriza Red Bull e nega preocupação com gols sofridos

Apesar das polêmicas no fim, Santos e Red Bull Brasil fizeram um bom jogo de futebol na manhã deste domingo, no Pacaembu. O Peixe, com um gol duplamente irregular, acabou ficando com a vitória por 3 a 2, em duelo válido pela segunda rodada do Campeonato Paulista. Mesmo admitindo o erro da arbitragem, o técnico Dorival Júnior valorizou a atuação do Toro Loko.

“Foi um jogo muito disputado. Caímos em um erro que nunca tivemos, que é carregar a bola, com ansiedade de definir a sorte da partida rapidamente. Nunca aconteceu isso com o Santos. O Red Bull Brasil fez grande apresentação, muito bem posicionado. Tivemos espírito de luta de fazer, mesmo que erradamente, para resolver a partida. Alcançamos um resultado pela insistência e garra de todo o grupo”, explicou o treinador, em entrevista coletiva após o embate deste domingo.

O comandante Santista também mostrou que não está preocupado com os quatro gols sofridos pelo alvinegro nas duas primeiras rodadas do Paulistão, contra Linense e Red Bull. O técnico, por sua vez, preferiu valorizar os tentos marcados pela equipe nos dois duelos. Vale lembrar que o Peixe tem jogado com apenas Lucas Veríssimo como zagueiro de origem, já que Yuri é volante e está sendo improvisado.

“São dois jogos com quatro gols tomados. Mas fizemos nove. Não me preocupo muito com o que acontece. Eu me preocupo se deixarmos de fazer gols. O Santos é preparado para atacar e vamos encontrar equilíbrio daqui a pouco”, concluiu Dorival.

Saulo afirma que árbitro pediu desculpas após gol irregular do Santos

Os jogadores do Red Bull Brasil saíram de campo revoltados com o gol irregular marcado pelo atacante Kayke, aos 47 minutos do segundo tempo. O tento decretou a vitória do Santos por 3 a 2, neste domingo, no Pacaembu. Além da bola ter batido no braço do jogador, após cruzamento de Victor Ferraz, o goleiro Saulo defendeu a redonda antes dela cruzar a linha da meta. Mesmo assim, a arbitragem validou o tento e confirmou o triunfo santista na segunda rodada do Campeonato Paulista.

Na saída do gramado, o arqueiro do Toro Loko revelou que o árbitro Rafael Gomes Félix da Silva pediu desculpas após o apito final no Pacaembu

“É simples. A bola não entrou. Acredito que fez uma grande arbitragem, mas errou em um lance crucial. Talvez se fosse ao contrário, não erraria. Ele não viu, quem validou foi o auxiliar, tanto que (o árbitro) pediu desculpa agora na saída, falando que realmente a bola não entrou. Mas de nada adianta, não vai trazer os três pontos mais”, reclamou Saulo.

Apesar do bom futebol apresentado pelas duas equipes no embate deste domingo, o principal destaque ficou por conta de Kayke. Estreando no Santos, o atacante desviou cruzamento de Victor Ferraz com o braço e marcou o gol da vitória.

Problemas extracampo colocam elenco do Santos contra diretoria

Contando o amistoso contra o Kenitra, no último dia 28 de janeiro, no Pacaembu, o Santos já contabiliza 14 gols em apenas três jogos no ano. Além disso, o Peixe tem duas vitórias, segue invicto e é líder do grupo D do Campeonato Paulista. Teoricamente, o ambiente no clube deveria estar bom, já que o time comandado pelo técnico Dorival Júnior está correspondendo dentro das quatro linhas. Porém, problemas extracampo têm atrapalhado o alvinegro neste começo de temporada.

O principal deles surgiu na última sexta-feira e serviu para rachar de vez a relação entre elenco e diretoria. A cúpula do alvinegro decidiu demitir o gerente de futebol Sérgio Dimas. A mudança não agradou os jogadores, que tinham boa relação com o profissional. Por conta disso, os integrantes da comissão técnica e os atletas se reuniram com o presidente Modesto Roma Júnior para tentar reverter o quadro. O mandatário, porém, apenas resumiu que a demissão foi causada por um assunto ‘interno’ e informou que não irá voltar atrás.

A situação revoltou ainda mais os jogadores. Tanto eles decretaram greve de silêncio e não falaram com a imprensa após a vitória por 3 a 2 sobre o Red Bull Brasil, neste domingo, no Pacaembu. Modesto não gostou da atitude, mostrou-se irredutível e não pretende mais conversar sobre o assunto com os atletas.

Inicialmente, foi especulado por um dos assessores particulares do presidente que Dimas havia sido demitido após esquecer um prazo de inscrição na Conmebol para a Copa Libertadores da América. O mandatário negou o fato e disse que o corte faz parte de uma série de mudanças que irão acontecer no departamento de futebol.

Porém, segundo apurado pela Gazeta Esportiva, o gerente de futebol foi demitido por uma questão política. Isso porque ele teria contato com membros opositores da atual diretoria. E como acontecerão eleições no clube em dezembro deste ano, a cúpula optou por buscar um profissional ‘de confiança’. Interinamente, o analista Alexandre Ceolin, que chegou recentemente do Atlético-MG, assume a função.

Caso Noguera
Antes da gota d’água com a demissão de Dimas, um outro problema já vinha tumultuando o ambiente no Santos. Depois do amistoso contra o Kenitra, no Pacaembu, o zagueiro Fabián Noguera ameaçou um repórter após ler uma crítica em uma rede social. Mesmo com a ocorrência sendo divulgada pela imprensa, a diretoria do clube não quis comentar o assunto e também não aplicou nenhuma punição efetiva ao argentino.

Além disso, o defensor se reuniu com os jogadores do Peixe para dizer que o jornalista mentiu nas acusações. Diversos atletas acreditaram na versão de Noguera e ficaram contra o repórter. Porém, pessoas próximas do zagueiro afirmaram que ele assumiu a culpa do ocorrido, mas que vai negar o fato publicamente, pois não quer ser um ‘réu confesso’.

Tentando amenizar a situação, o presidente Modesto Roma Júnior propôs que o argentino confessasse a ameaça e pedisse desculpas ao profissional de imprensa. Porém, após o elenco se fechar contra a diretoria por conta da demissão de Dimas, o problema com Noguera acabou sendo ofuscado e não deve ser resolvido nos próximos dias.

Red Bull Brasil 2 x 0 Santos

Data: 28/02/2016, domingo, 19h30.
Competência: Campeonato Paulista – 1ª fase – 7ª rodada
Local: Estádio Martins Pereira, em São José dos Campos, SP.
Público: 6.191 pagantes
Renda: R$ 293.970,00
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araujo
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse e Fabio Rogerio Baesteiro
Cartões amarelos: Luan, Drausio e Breno (RB).
Gols: Thiago Galhardo (37-1) e Roger (42-2).

RED BULL BRASIL
Saulo; Everton Silva, Anderson Marques, Diego Sacoman e Willian Rocha (Misaeu); Luan, Maylson, Thiago Galhardo (Arthur Caculé) e Breno; Edmilson (Drausio) e Roger.
Técnico: Maurício Barbieri

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo e Zeca; Renato, Thiago Maia (Victor Bueno) e Lucas Lima; Serginho (Patito), Gabriel e Ricardo Oliveira (Joel).
Técnico: Dorival Junior



Ricardo Oliveira ‘some’ e Red Bull Brasil acaba com invencibilidade do Peixe

Em noite que seria de festa para Ricardo Oliveira, o Santos conheceu sua primeira derrota na temporada. Com gol de Thiago Galhardo, após falha feia de Serginho no primeiro tempo, e outro de Roger aos 42 da etapa final, o Red Bull Brasil venceu no estádio Martins Pereira, em São José dos Campos, por 2 a 0, nesta 7ª rodada do Campeonato Paulista. Assim, apenas Corinthians e São Bento seguem invictos no Estadual.

A partida marcou o centésimo jogo de Ricardo Oliveira com a camisa do Peixe. Após receber uma homenagem dos companheiros no vestiário, o centroavante voltou ao time após as intensas e polêmicas negociações desta semana, quando lutou para ser liberado, mas acabou forçado a ficar no clube diante de uma proposta milionária do futebol chinês.

Titular e com a faixa de capitão no braço, Oliveira deixou o torcedor e a diretoria santista preocupados com o futuro depois de uma atuação muito apagada. Há o temor de que o jogador perca a motivação e deixe sua insatisfação com a resolução das negociações atrapalhar seu rendimento em campo.

Neste domingo, Ricardo Oliveira pouco tocou na bola e finalizou apenas uma vez, quando isolou a bola por cima do gol. No intervalo, o experiente atleta foi para os vestiários com a cara fechada e se recusou a dar entrevistas. Para piorar o clima, o centroavante sequer voltou para a etapa final. A justificativa foi um incômodo no joelho.

O resultado mantém o Santos como líder do Grupo A, com 12 pontos, mas tem São bento e Linense na sua cola. Já o Red Bul Brasil respira ao chegar a 10 pontos e assumir a terceira posição no Grupo D, liderado pelo Corinthians, com 17 pontos.

O jogo

O mando do confronto deste domingo era do Red Bull Brasil, mas o Santos é quem contou com o apoio dos torcedores em São José dos Campos. A expectativa da torcida local, que tem poucas oportunidades de assistir o Peixe de perto, porém, não foi correspondida no primeiro tempo.

Apesar do retorno de Ricardo Oliveira, o Santos pouco criava e esbarrava na forte marcação do adversário, que muitas vezes parava as jogadas com falta. Lucas Lima, sempre o homem mais acionado pelos santistas, esbravejava com a arbitragem antes mesmo dos 20 minutos.

Assim, com o jogo truncado e com os dois times bem postados na marcação, o primeiro lance de perigo veio só aos 23, quando Thiago Galhardo cruzou e Edmilson cabeceou no contrapé do goleiro Vanderlei, que respirou aliviado ao ver a bola sair pela linha de fundo.

A resposta alvinegra não demorou e, na sequência, Lucas Lima quase marcou. Após tabela com Victor Ferraz, o meia ficou de frente para o gol, dentro da área, mas finalizou nas mãos de Saulo. No rebote, Ricardo Oliveira isolou.

E em um jogo tão equilibrado, foi um erro crasso que acabou sendo fundamental para tirar oz erro do placar. Serginho tentou cruzar a bola na entrada de sua área, na saída de bola, e acabou servindo Thiago Galhardo, que tocou para receber de Roger antes de concluir para o fundo das redes.

O Peixe sentiu o gol e, aos 40, a situação só não se complicou ainda mais porque a arbitragem marcou impedimento no gol de Anderson Marques, após cobrança de falta na área.

No retorno para o segundo tempo, o Santos voltou sem Ricardo Oliveira. O centroavante se recusou a faltar com a imprensa e alegou um incômodo no joelho para sair. Joel entrou no lugar do capitão. Serginho, que falhou feio no lance que originou o gol do Red Bull Brasil, também foi sacado. Patito Rodriguez foi para o jogo.

Mas, apesar das alterações, foi o time mandante que começou melhor a segunda etapa. Logo aos 25 segundos, Roger recebeu cruzamento rasteiro e não conseguiu empurrar a bola para o gol já praticamente vazio. E quando o relógio ainda maraca 1 minuto, Maylson bateu de fora da área e a bola raspou a trave direita de Vanderlei.

O jogo ficou aberto, diferente da primeira etapa, com o Santos partindo para cima e o Red Bull contra-atacando sempre com perigo. O Peixe teve a chance do empate em dois lances seguidos, aos 13 e aos 15 minutos. Primeiro Lucas Lima serviu Gabriel, que parou na defesa de Saulo. Depois, o meia entrou na área e rolou para o meio, mas Joel concluiu para fora.

O Red Bull Brasil então percebeu que teria de segurar a forte pressão do alvinegro praiano. E assim foi até o fim. Saulo fez linda defesa em chute de Lucas Lima aos 35 minutos e, aos 40, um bate rebate impressionante na área acabou com mais um gol frustrado do Peixe.

E para acabar de vez com as chances santistas e decretar a primeira derrota do time de Dorival Júnior na temporada, Bruno Lopes arrancou pela esquerda aos 42 minutos e cruzou rasteiro. Gustavo Henrique, de carrinho, mandou contra o próprio gol e Roger, quase em cima da linha, estufou as redes antes do apito final.

Vanderlei se irrita com atuação e mostra preocupação para clássico

A derrota do Santos para o Red Bull Brasil neste domingo foi apenas a primeira do Peixe na temporada. Mesmo assim, o placar de 2 a 0 deixou o sinal de alerta ligado no time e o goleiro Vanderlei não fez questão de esconder sua preocupação, já que na próxima rodada o alvinegro praiano encara o clássico contra o Corinthians, na Vila Belmiro.

“Não tem explicação. Jogamos muito mal. Quando tivemos a chance de matar não matamos. Contra o Corinthians, não podemos errar”, disse o camisa 1, seguido por Renato, que também já pensa no duelo do próximo domingo.

“Sabíamos que íamos encontrar dificuldades e que a equipe deles jogaria no contra-ataque, no nosso erro. E aproveitou. Clássico importante agora, em casa. Queríamos permanecer invictos. Domingo, como é um clássico, temos de vencer”, avisou.

Gabriel foi quem colocou panos quentes na situação e preferiu encarar o revés com naturalidade. O camisa 10 reconheceu os méritos do adversário e se mostrou tranquilo sobre o reflexo que a derrota pode causar para a sequência da equipe no Paulistão.

“Acho que o Red Bull é um grande time. Sabíamos do potencial deles e conseguimos fazer um grande jogo, mas eles tiveram as melhores chances e fizeram o gol. Acho que estamos numa crescente boa, fazendo bons jogos. Claro que não queríamos perder, mas isso uma hora ia acontecer. Foi um grande jogo. Eles tiveram as chances e fizeram o gol”, analisou o jovem atacante.

Jogadores do Peixe lamentam falhas, mas aprovam atuação em derrota

O Santos perdeu para o Red Bull Brasil neste domingo por 2 a 0. Foi o primeiro revés sofrido pela equipe de Dorival Júnior na temporada. Mas, apesar do gosto amargo com os 2 a 0 para o adversário no placar, alguns jogadores fizeram uma análise fria do desempenho da equipe e aprovaram a atuação nesta 7ª rodada do Campeonato Paulista.

“Acho que jogamos bem, claro que pelo placar fica difícil falar que jogou bem, mas a gente teve muito volume, muitas chances e não fizemos. Duas bolas e eles foram felizes. Futebol é isso. Ganha quem faz o gol e a gente não fez”, comentou Lucas Lima, refutando a ideia de que a derrota deixará os santistas mais motivados para encarar o Corinthians na semana que vem.

“Motivação nossa equipe vai ter pela qualidade, independente se é clássico ou não. Jogo bom de jogar. Todo mundo gosta de jogar clássico. Então, nada melhor que contra o Corinthians a gente fazer outro grande jogo e sair com o resultado positivo”, completou.

O zagueiro Gustavo Henrique, que viu Serginho entregar a bola nos pés de Thiago Galhardo na entrada da área santista no lance do primeiro gol e acabou cortando mal o cruzamento de Breno Lopes na jogada do segundo gol do Red Bull Brasil, reforçou a análise do meia.

“Estávamos bem no jogo, dominando, até falharmos no gol. Acabamos pagando caro, porque o time deles se fechou e, no contra-ataque, matou o jogo”, resumiu.

“Acho que o erro foi não aproveitar as oportunidades. O Red Bull teve a chance também. Essa foi a tônica. Nos outros jogos, aproveitamos e saímos com a vitória”, explicou o experiente volante Renato.

Dorival Junior reconhece defeitos da equipe, mas não vê “terra arrasada”

Dorival Júnior evitou criar uma situação de excesso de lamentações por causa do primeiro revés sofrido pelo Santos no Campeonato Paulista. Após a derrota por 2 a 0 para o Red Bull Brasil, na noite deste domingo, em São José dos Campos, o treinador alvinegro não escondeu sua insatisfação com a equipe que comanda, mas pediu paciência e indicou que deve manter a mesma linha de trabalho.

“Fizemos um primeiro tempo quase perfeito. De repente, numa saída de bola, a equipe do Red Bull Brasil foi muito feliz e acabou fazendo o gol. Uma jogada de espera e terminou o primeiro tempo. Tivemos que, no segundo tempo, buscar uma recuperação”, analisou.

“Afunilamos demais o jogo, ao invés de abrirmos. Ainda assim, criamos algumas oportunidades, mas não foi uma noite feliz. A equipe sentiu bastante a necessidade da busca pelo gol. Invertermos os papeis e demos contra-ataque para que o segundo gol acabasse acontecendo”, disse.

Na última quinta-feira, para muitos jogadores, o Peixe fez sua melhor partida no ano quando goleou o Mogi Mirim por 4 a 1 no Pacaembu. A derrota neste domingo evidencia a oscilação que Dorival tanto tem citado após as partidas.

“Temos de melhorar nossas condições em todos os sentidos. Agora está na hora de buscarmos nosso caminho. A equipe criou bastante. Teve bem próxima do gol. Mesmo assim, não foi um jogo dentro das nossas características”, comentou.

“Uma derrota. Temos de reconhecer. Não é terra arrasada. Não é porque conheceu a derrota que tudo que vinha sendo feito está errado. Mas, vamos corrigir e buscar a vitória no próximo jogo”, concluiu, já de olho no clássico contra o Corinthians, no próximo domingo, na Vila Belmiro.

Ricardo Oliveira se cala após jogar 45 minutos e pressiona diretoria

A diretoria do Santos fez questão de segurar Ricardo Oliveira no clube mesmo diante de uma proposta de 6 milhões de euros (R$ 27 milhões) e dos inúmeros pedidos do jogador, prestes a completar 36 anos, para ser liberado. O centroavante receberia um salário de R$ 1,4 milhão no Beijing Guoan. Sem acordo, o camisa 9 se reapresentou calado na sexta-feira e foi para o jogo contra o Red Bul Brasil, em São José dos Campos, demonstrando o mesmo profissionalismo de sempre. Mas, se havia algum temor pela frustração do atleta em ter de ficar no Peixe contra sua vontade, o duelo deste domingo só tornou a situação ainda mais preocupante.

A partida tinha tudo para ser de festa. Antes de entrar em campo, Ricardo Oliveira foi homenageado com a camisa 100, em alusão ao número de jogos que completara defendendo o Santos. Porém, em 45 minutos, o que se viu foi um jogador desanimado, que finalizou apenas uma vez a gol, quando isolou um rebote do goleiro Saulo. Fora isso, só tocou na bola para dar cinco passes. Não ficou impedindo, não desarmou, não cometeu falta, não fez mais nada.

Sempre muito educado e atencioso com a imprensa, ao sair de campo em direção ao vestiário, desta vez, o capitão santista passou pelos repórteres se recusando a dar entrevistas. Quando o time regressou para o segundo tempo, o centroavante, para a surpresa de todos, foi sacado para a entrada de Joel. Do banco de reservas, após novas solicitações dos jornalistas, Oliveira avisou que só falará depois que a diretoria do Santos se pronunciar.

A justificativa para sair do jogo, que aquela altura ainda estava 1 a 0 para ao adversário, foi um incômodo no joelho. “Vou aguardar para saber a reação dos médicos, para saber a condição dele”, despistou Dorival Júnior, depois da equipe levar outro gol e conhecer sua primeira derrota na temporada.

“O Ricardo está bem. Sentiu um pouco de dor e saiu. O professor optou por tirar ele. Ele vai trabalhar, sabemos que é um jogador que se cuida e esperamos que esteja apto para o clássico”, endossou Renato, capitão santista na ausência do centroavante, lembrando que no próximo domingo tem Santos e Corinthians na Vila Belmiro.

Uma entrevista coletiva chegou a ser convocada para esclarecer todo o imbróglio da negociação entre o clube, o jogador e seu estafe e o time chinês. Porém, como evento aconteceria às 16 horas de sábado, Ricardo Oliveira não poderia viajar com o elenco para enfrentar o Red Bull Brasil. A falta de comunicação entre as pessoas envolvidas gerou mais um desconforto e deixou um clima de incógnita no ar.

Segundo a assessoria do Peixe, uma nova data ainda nesta semana será agendada para o presidente Modesto Roma Júnior e o atleta se pronunciarem juntos. Por enquanto, as únicas manifestações oficiais vieram por meio de notas e, novamente, com divergências. O Santos alegou que o acordo não ocorreu por “falta de tempo hábil”, já que a janela de transferências internacionais da China fechava na sexta e o país asiático está 11 horas a frente do Brasil. Por outro lado, o jogador deixou claro que não houve mesmo acordo entre as partes. Além disso, reforçou que sua intenção era de sair em função da proposta vantajosa às vésperas de completar 36 anos e confirmou ter aberto mão de seus direitos federativos para o que o clube fosse ressarcido.

O clima de discordância entre Santos e Ricardo Oliveira sobre tudo que aconteceu na última semana fica tão evidente quanto a dúvida de como será o desempenho do jogador em campo daqui para frente.

Santos FC x Red Bull Brasil
Santos Futebol Clube x Red Bull Brasil


Retrospecto:

05 jogos
03 vitórias
01 empate
01 derrota
07 gols pró
05 gols contra
02 saldo

Resultados:

08/02/2015 – Santos 2 x 1 Red Bull Brasil – Paulista – Benedito Teixeira
28/02/2016 – Santos 0 x 2 Red Bull Brasil – Paulista – Martins Pereira
12/02/2017 – Santos 3 x 2 Red Bull Brasil – Paulista – Pacaembu
23/03/2019 – Santos 2 x 0 Red Bull Brasil – Paulista – Pacaembu
26/03/2019 – Santos 0 x 0 Red Bull Brasil – Paulista – Moisés Lucarelli