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Santos 0 x 2 Barcelona-EQU

Data: 20/04/2021, terça-feira, 19h15.
Competição: Copa Libertadores – Grupo C – 1ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: portões fechados devido a pandemia de Covid-19.
Árbitro: Andres Matonte (URU).
Auxiliares: Richard Trinidad e Martin Soppi (ambos do URU).
Cartões amarelos: Soteldo (S); Riveros, Emmanuel Martínez e Pineida (B).
Gols: Garcés (07-1); Pará (23-2, contra).

SANTOS
João Paulo; Madson (Balieiro), Kaiky, Luan Peres e Felipe Jonatan; Alison (Lucas Lourenço), Pará e Pirani (Lucas Braga); Marinho, Soteldo e Marcos Leonardo (Kaio Jorge).
Técnico: Ariel Holan

BARCELONA (EQU)
Burrai; Castillo, León, Riveros, Pineida; Molina (López), Piñatares, Hoyos (Quiñonez), Damián Díaz (Oyola), Emmanuel Martínez (Montaño); Carlos Garcés (Mastriani).
Técnico: Fabián Bustos



Santos perde para o Barcelona-EQU na Vila e já se complica na fase de grupos da Libertadores

Nesta terça-feira, o Santos foi derrotado por 2 a 0 pelo Barcelona-EQU, na Vila Belmiro, e iniciou com o pé esquerdo a participação no grupo C da Libertadores. A chave é considerada difícil, com as presenças do Boca Juniors e The Strongest, que conta com a altitude boliviana. Os gols dos equatorianos foram marcados por Garcés e Pará, contra.

O primeiro tempo foi de pouca criatividade por parte do Santos, que foi prejudicado pelo gramado encharcado. As melhores chances foram do Barcelona, com o habilidoso Damián Díaz. Logo no retorno do intervalo, Pará saiu jogando errado, e os visitantes não desperdiçaram a oportunidade, abrindo o placar na Vila. Na segunda etapa, o Peixe não melhorou e viu os equatorianos ampliarem, com um gol contra de Pará, que teve jornada infeliz nesta noite.

O jogo

Mesmo jogando fora de casa, o Barcelona não se acanhou e teve a primeira chance da partida. Após jogada pela esquerda, Damián Díaz recebeu dentro da área e chutou à esquerda do gol. O Santos só finalizou com maior perigo aos 23 minutos, com Marinho pegando uma sobra finalizando forte para defesa do goleiro.

O Barcelona fez uma boa pressão na saída de bola do Peixe, dificultando a criação do time mandante, que também sofreu com o gramado pesado e molhado. Os equatorianos voltaram a assustar em uma saída estranha de João Paulo fora da área. A posse ficou com Damián Díaz, que finalizou e viu a bola parar na poça, que evitou o gol. Ainda deu tempo de Pineida arriscar de média distância, e João Paulo espalmar no meio da meta.

Na segunda etapa, o Santos voltou com a mesma dificuldade para sair jogando. Após passe errado de Pará, Martínez invadiu a área pela esquerda e serviu Garcés, que apenas empurrou para as redes. Em seguida, Martínez quase ampliou, acertando um chute de muito longe no travessão.

Aos 23 minutos, o Barcelona chegou ao seu segundo gol na Vila Belmiro. Hoyos foi acionado pela direita e tocou para Garcés, que finalizou. A bola bateu em Pará e entrou. Mesmo com substituições ofensivas feitas por Holan, o Santos continuou tendo uma atuação pouquíssimo inspirada, não levando perigo ao gol defendido por Burrai em nenhum momento. Ainda deu tempo de Oyolo quase marcar o terceiro para os equatorianos.

Holan acredita que chuva atrapalhou o Santos e diz que o time viveu noite atípica

O Santos estreou com o pé esquerdo na fase de grupos da Libertadores, sendo derrotado por 2 a 0 pelo Barcelona-EQU. Durante o primeiro tempo da partida, uma forte chuva castigou o gramado da Vila Belmiro, encharcando o campo e dificultando a fluidez do jogo.

Na visão de Ariel Holan, o gramado pesado atrapalhou o desempenho do Peixe, que tem como característica construir as jogadas com toques curtos desde trás.

“Hoje foi um jogo em que, até os 20 minutos, era um jogo e, depois, com o campo totalmente encharcado, foi outro jogo. Não conseguimos nos adaptar ao jogo com o campo molhado, tivemos dificuldade para levar a bola de um lado para o outro. O Barcelona se defendeu bem e acumulou muitos jogadores na pressão sobre a bola, e não conseguimos dar fluidez ao jogo. Nós queremos jogar com a bola no chão, tratar de ser vertical”, avaliou Holan.

“Hoje foi muito difícil de fazer esse jogo. Realmente, jogamos muitos jogos e são poucos treinos para que o time possa jogar com mais segurança e eficácia. Essas são as regras do jogo, temos que buscar melhorar. Temos mais cinco jogos na fase de grupos, temos que melhorar muito para passar de fase”, completou.

O técnico argentino também respondeu sobre a dificuldade que o Santos encontrou para ter volume ofensivo. Para Holan, a noite de sua equipe não condiz com a normalidade.

“Na fase anterior da Libertadores, fizemos cinco gols em dois jogos. Esse mesmo time, com praticamente os mesmos jogadores. Então, acho que hoje foi uma ‘noite preta’ (atípica)”, finalizou.

Holan garante que Santos não abandonará a saída de bola pelo chão

O Santos passou longe de fazer uma boa partida e foi derrotado por 2 a 0 pelo Barcelona-EQU na estreia da fase de grupos da Libertadores. Durante os 90 minutos, o Peixe teve muita dificuldade para iniciar as jogadas, sendo facilmente neutralizado pela pressão dos equatorianos.

O primeiro gol do Barcelona teve origem em um erro de passe de Pará no campo de defesa. Após a partida, Ariel Holan foi questionado sobre como fazer para ter uma saída de bola com toques curtos segura em um calendário apertado, com pouco tempo de treinamento.

“É uma boa pergunta. Nós queremos jogar com a bola no chão, e não jogar a bola por cima. Não temos um time com jogadores altos para fazer esse jogo. Temos que tratar de melhorar e seguir crescendo como um time que jogue da maneira como podemos fazer, com os jogadores que temos”, avaliou o técnico.

Holan até modificou o posicionamento dos jogadores do Santos na saída de bola depois do intervalo, porém o time seguiu com dificuldade para iniciar as jogadas. Em vez de ter Alison metros à frente dos dois zagueiros, o técnico argentino orientou o volante a se posicionar entre Kaiky e Luan Peres na segunda etapa, dando mais liberdade para os defensores conduzirem.

Marinho pede respaldo a Holan e diz: “Os caras batem em mim, impossível ficar em pé”

Poucos jogadores do Santos tiveram uma boa atuação na derrota por 2 a 0 para o Barcelona-EQU, no primeiro jogo do Peixe na fase de grupos da Libertadores. Após a partida, Marinho afirmou que a equipe não conseguiu executar o plano preparado por Ariel Holan, pedindo “respaldo” ao técnico argentino.

“A gente não conseguiu fazer aquilo que o professor pediu, o time foi muito abaixo hoje. A gente reconhece que tem que trabalhar, grandes jogos ainda virão pela frente. Precisamos dar um respaldo ao treinador”, pontuou o atacante.

Marinho também comentou sobre as muitas vezes que foi ao chão na Vila Belmiro. O camisa 11 do Santos destacou que é constantemente derrubado pelos adversários, que, segundo o atacante, não conseguem pará-lo na bola.

“Os caras batem em mim, é impossível ficar em pé. Sou um jogador que, na maioria das partidas, sou o cara mais parado, ao lado do Soteldo. Eles não deixam a gente terminar a jogada. No mano a mano, eles não vão segurar. Então, colocam dois, três e fazem muitas faltas. Talvez fique um jogo muito parado. Até porque os caras respeitam a gente e não vão nos deixar passar”, finalizou.

Marinho não acredita que Santos dependa de seu desempenho: “Não jogo sozinho”

Desde que voltou a atuar pelo Santos, Marinho não conseguiu repetir o nível de atuações da temporada passada, quando foi a principal peça da equipe que chegou à final da Libertadores. Nesta terça-feira, o atacante não teve um bom desempenho na derrota do Peixe por 2 a 0 para o Barcelona-EQU.

Após a partida, Marinho foi perguntado sobre as suas últimas atuações, após se recuperar da covid-19 e da lesão no joelho esquerdo. O camisa 11 foi questionado sobre a influência que o seu desempenho tem no nível coletivo apresentado pela equipe.

“Na verdade não é determinante, porque eu não jogo sozinho. Eu jogo com uma equipe, ao lado de 30 jogadores, dentro de campo são 11 que entram. Vou me dedicando ao máximo, fiquei muito tempo parado. Esse é meu terceiro jogo como titular. Depois que tive covid, ainda fiquei um tempo fora por lesão. Então, vou evoluindo a cada jogo, a cada partida”, afirmou o atacante.

Marinho não ficou contente com a pergunta. Depois de dizer: “Isso é uma crítica?” no início de sua resposta, adicionou no final: “Claro que, se a gente tivesse ganhado, a pergunta teria sido diferente, mas vida que segue”.

Desde que voltou a ficar à disposição, Marinho entrou em campo cinco vezes pelo Santos, sendo titular em três jogos. Na partida de ida contra o San Lorenzo, pela terceira fase da Libertadores, o atacante marcou um gol de pênalti.

Santos tem pior início de temporada desde 2008

O início da temporada de 2021 do Santos não tem agradado o torcedor. Oscilando no Campeonato Paulista, o Peixe perdeu para o Barcelona-EQU na estreia da fase de grupos da Libertadores, em jogo realizado na Vila Belmiro na noite de terça-feira.

A partida foi a 12ª do Alvinegro após o fim do Brasileirão de 2020. Ao todo, foram quatro vitórias, cinco empates e três derrotas, aproveitamento de 47,2% dos pontos disputados. Com isso, o Santos tem seu pior começo de temporada desde 2008.

Na ocasião, o Peixe acumulou quatro vitórias, três empates e cinco derrotas, aproveitamento de 41,6%. Desde então, o clube não teve menos que 50% de aproveitamento dos pontos disputados nos 12 primeiros jogos disputados.

O melhor início de temporada no período foi em 2015. Sob o comando de Enderson Moreira e Marcelo Fernandes, a equipe da Vila Belmiro ficou invicta nos primeiros 12 compromissos, triunfando em dez ocasiões e empatando em duas, um aproveitamento de 88,8%.

Para efeito de comparação, o início da última temporada santista contou com seis vitórias, três empates e três derrotas, aproveitamento de 58,3%.

O Santos volta a campo na sexta-feira para enfrentar o Novorizontino, às 22h15 (de Brasília), no Estádio Doutor Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte, pela sétima rodada do Campeonato Paulista. O Peixe é o primeiro colocado do Grupo D do Estadual, com nove pontos conquistados em sete partidas.

Confira o desempenho do Santos nos 12 primeiros jogos das últimas 14 temporadas:

2021: 4 vitórias, 5 empates e 3 derrotas – aproveitamento de 47,2%

2020: 6 vitórias, 3 empates e 3 derrotas – aproveitamento de 58,3%

2019: 8 vitórias, 3 empates e 1 derrota – aproveitamento de 75%

2018: 5 vitórias, 3 empates e 4 derrotas – aproveitamento de 50%

2017: 6 vitórias, 2 empates e 4 derrotas – aproveitamento de 55,5%

2016: 6 vitórias, 5 empates e 1 derrota – aproveitamento de 63,8%

2015: 10 vitórias e 2 empates – aproveitamento de 88,8%

2014: 9 vitórias, 2 empates e 1 derrota – aproveitamento de 80,5%

2013: 7 vitórias, 3 empates e 2 derrotas – aproveitamento de 66,6%

2012: 7 vitórias, 3 empates e 2 derrotas – aproveitamento de 66,6%

2011: 5 vitórias, 6 empates e 1 derrota – aproveitamento de 58,3%

2010: 10 vitórias, 1 empate e 1 derrota – aproveitamento de 86,1%

2009: 7 vitórias, 2 empates e 3 derrotas – aproveitamento de 63,8%

2008: 4 vitórias, 3 empates e 5 derrotas – aproveitamento de 41,6%

Santos é o segundo time da Série A que mais sofreu gols na temporada de 2021

Ariel Holan tem menos de dois meses de trabalho no Santos, mas já tem um grande problema para resolver. O Peixe tem apresentado problemas defensivos, sendo o segundo clube da Série A do Campeonato Brasileiro que mais sofreu gols na temporada de 2021.

Em 12 jogos, o Santos foi vazado 19 vezes, uma média de 1,58 tento sofrido por partida. Entre as equipes que estão na elite do futebol brasileiro, apenas o Sport concedeu mais gols na atual temporada: 23 em 16 duelos. No entanto, a média do Rubro Negro (1,43) é melhor que a do Alvinegro.

A média santista é melhor apenas que a do Athletico-PR. O Furacão só disputou quatro jogos pela temporada de 2021, mas sofreu sete gols, média de 1,75. Acontece que a equipe paranaense entrou em campo com jogadores sub-23 em todas as ocasiões que foi vazada.

Além do alto número de tentos concedidos, a defesa do Santos também tem dificuldade para passar em branco em uma partida, sendo vazada em 11 dos 12 jogos realizados na temporada. Somente no empate em 0 a 0 contra o Botafogo-SP, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Paulista, o time de Holan não sofreu gol.

Com nove pontos conquistados após sete rodadas, o Santos é o líder do Grupo D do Paulistão, com nove pontos conquistados. Já na fase de grupos da Libertadores, o Peixe estreou com uma derrota em casa para o Barcelona-EQU.


Santos 2 x 2 San Lorenzo

Data: 13/04/2021, terça-feira, 21h30.
Competição: Copa Libertadores – 3ª fase – Jogo de volta
Local: Estádio Mané Garrincha, em Brasília, DF.
Público: portões fechados devido a pandemia de Covid-19.
Árbitro: Esteban Ostojich (URU).
Auxiliares: Carlos Barreiro Jara e Martin Soppi.
Cartões amarelos: Alison, Marcos Leonardo, João Paulo e Marinho (S); Peruzzi, Di Santo e Diego Rodríguez (SL).
Cartão vermelho: Rojas (SL).
Gols: Marcos Leonardo (21-1); Pará (05-2), Di Santo (13-2) e Angel Romero (32-2).

SANTOS
João Paulo; Madson (Luiz Felipe), Kaiky, Luan Peres e Pará; Alison, Felipe Jonatan e Pirani (Jean Mota); Marinho (Lucas Braga), Soteldo (Copete) e Marcos Leonardo (Kaio Jorge).
Técnico: Ariel Holan

SAN LORENZO (ARG)
Devecchi; Peruzzi, Alejandro Donatti, Gattoni, Rojas; Diego Rodríguez (Elias), Juan Ramírez, Oscar Romero; Angel Romero, Di Santo e Nicolás Fernández (Melano).
Técnico: Diego Dabove



Santos empata com o San Lorenzo e avança à fase de grupos da Libertadores

Nesta terça-feira, o Santos empatou com o San Lorenzo por 2 a 2 e, como havia vencido na Argentina, garantiu a classificação para a fase de grupos da Libertadores. O Peixe abriu dois gols de vantagem, com Marcos Leonardo e Pará, e ainda viu Rojas ser expulso e deixar os argentinos com um a menos. No entanto, os visitantes reagiram e empataram com Di Santo e Angel Romero.

O primeiro tempo foi movimentado em Brasília, com as duas equipes tendo chances para marcar. Quem aproveitou foi o Santos, que abriu o placar com um belo gol de Marcos Leonardo, bancado por Ariel Holan no time titular, mesmo com o retorno de Kaio Jorge.

A situação, em tese, ficou mais tranquila para o Peixe aos cinco minutos do segundo tempo, quando Rojas foi expulso e deixou os argentinos com um a menos. Os comandados de Holan aproveitaram a vantagem e ampliaram logo em seguida, com Pará. O San Lorenzo reagiu rapidamente com Di Santo, de cabeça, e conseguiu empatar com Angel Romero, em chute de fora da área. Mesmo com o susto, o Alvinegro conseguiu se segurar e garantir a classificação.

O Santos fará a sua estreia pelo grupo C da Libertadores na terça-feira da semana que vem, contra o Barcelona-ECU, na Vila Belmiro, às 19h15. Pelo Campeonato Paulista, o próximo compromisso do time é contra a Ponte Preta, na quinta-feira, às 20h, em Campinas.

O jogo

Com a nova formação, o Santos teve Pará pela esquerda como um lateral mais defensivo, enquanto Madson apoiava com mais intensidade pela direita. O Peixe começou tendo o domínio da posse, mas foram os argentinos que chegaram com perigo primeiro. Di Santo completou cruzamento para fora, e Óscar Romero finalizou de longe à direita do gol.

Logo em seguida, Marinho bateu escanteio pela direita e exigiu boa defesa de Devecchi, quase marcando um gol olímpico. Aos 21 minutos, o Santos abriu o placar em Brasília. Pressionado pelo San Lorenzo, o time saiu tocando desde trás e conseguiu sair com liberdade no ataque. Felipe Jonatan avançou com a bola e lançou para Marcos Leonardo, que invadiu a área e, sem ângulo, acertou um chute de rara felicidade para marcar.

Após sofrer o gol, o San Lorenzo levou muito perigo com cabeceio de Donatti, com a bola passando perto da trave. O Santos respondeu com Soteldo, que arrancou com a bola dominada, invadiu a área e parou em defesa de Devecchi. Por fim, os argentinos ainda assustaram com duas finalizações no mesmo lance, porém João Paulo apareceu bem nos dois arremates.

O San Lorenzo voltou ligado no segundo tempo e assustou logo nos dois primeiros minutos. Óscar Romero finalizou de fora da área e exigiu defesa de João Paulo, que espalmou. Na sequência, Nicolás Fernández pegou um rebote dentro da área e desperdiçou uma grande oportunidade.

Aos cinco minutos, o Santos ficou com um homem a mais em campo. Em contra-ataque, Marinho arrancou com a bola e saiu na cara do goleiro, sendo parado por Rojas, que deu um carrinho fora da área e recebeu o cartão vermelho direto. Na cobrança, Soteldo bateu por cima do travessão.

Aos 11 minutos, o Peixe ampliou o marcador. Soteldo avançou pela esquerda com liberdade e viu Pará passar pela esquerda. O lateral recebeu na área e bateu de primeira, com a perna direita para fazer o segundo do time. No lance seguinte, o San Lorenzo diminuiu o placar em mais um lance de bola aérea, o pesadelo do Alvinegro na temporada. Após cruzamento da direita, Di Santo ganhou de Luan Peres por cima e testou firme para marcar.

Aos 32 minutos, o San Lorenzo empatou em Brasília. Romero trouxe a bola para dentro e arriscou chute rasteiro de fora da área. João Paulo até tocou na bola, mas não conseguiu evitar que ela entrasse. O time argentino não diminuiu o ritmo e quase virou com uma testada de Óscar Romero, defendida pelo goleiro do Peixe. O gêmeo do jogador ex-Corinthians ainda voltou a exigir intervenção de João Paulo, na última chance do San Lorenzo na partida.

Bastidores – Santos TV:

Marinho se desculpa por “atitude péssima” e revela que pediu perdão a Holan

Marinho esteve nos holofotes no empate do Santos com o San Lorenzo nesta terça-feira, e não pelo bom desempenho na partida. Após ser substituído, o atacante saiu irritado do campo e não quis cumprimentar o técnico Ariel Holan.

Depois de esfriar a cabeça, o jogador do Peixe utilizou o seu Instagram para se desculpar pela atitude. Marinho escreveu que saiu chateado, mas deixou claro que sabe que não é insubstituível, revelando que já pediu perdão a Holan em frente ao elenco no vestiário.

Marinho teve atuação discreta no empate por 2 a 2, não participando de nenhum dos gols e sendo substituído por Lucas Braga.

Holan diz que Santos poderia ter matado o jogo e julga atitude de Marinho como “normal”

O Santos empatou por 2 a 2 com o San Lorenzo nesta terça-feira e garantiu a classificação para a fase de grupos da Libertadores. Apesar da vaga carimbada, o Peixe decepcionou na partida. Mesmo com um a mais, o time permitiu que os argentinos marcassem dois gols e deixassem tudo igual, sofrendo uma pressão no final.

Após o jogo, Ariel Holan não escondeu o descontentamento com o placar final do confronto. Na visão do técnico, o Santos teve oportunidades para matar a partida antes de sofrer o primeiro gol.

“Foi um jogo que poderia ter terminado muito antes. Tivemos as situações em contra-ataques, quando estava 2 a 0. Quando o San Lorenzo sentiu que ficaria de fora, fez muitos esforços para pressionar com dez e ir à frente. Nós não finalizamos os contra-golpes, e o San Lorenzo fez o primeiro gol, depois o segundo… O jogo complicou um pouco, mas creio que temos muito a aprender com esse jogo, acho que será muito útil para seguir melhorando como time”, analisou o treinador.

Holan também comentou brevemente sobre a atitude de Marinho, que deixou o campo irritado ao ser substituído. O atacante não quis cumprimentar o técnico na beira do gramado.

“É normal, o Marinho é um jogador muito importante para o nosso time e é lógico que não sairia contente do campo. Isso é lógico”, afirmou o comandante.

Após a partida, Marinho utilizou o seu Instagram para se desculpar pela “atitude péssima”. O atacante revelou que já pediu perdão a Holan em frente aos jogadores no vestiário.

Holan explica por que não utilizou Ivonei contra o San Lorenzo

Nesta terça-feira, o Santos empatou por 2 a 2 com o San Lorenzo e garantiu a vaga na fase de grupos da Libertadores. O técnico Ariel Holan fez modificações na equipe em relação ao jogo de ida, escalando Felipe Jonatan no meio-campo e deslocando Pará para a esquerda, enquanto Madson foi o lateral-direito.

Ivonei, que retornou recentemente de uma lesão na coxa esquerda, ficou no banco de reservas e nem sequer entrou no segundo tempo. Na entrevista coletiva, Holan explicou por que não utilizou o meio-campista.

“O Ivonei vem de uma lesão e não jogou depois disso. Trabalhamos com o Felipe (Jonatan) em Atibaia, para que ele pudesse ser uma opção. Com Madson pela direita, ganharíamos altura. Era muito importante para que nós conseguíssemos nos defender melhor contra o San Lorenzo, um time que é muito alto”, afirmou o técnico.

Holan garantiu que a alterativa com Felipe Jonatan no meio-campo não foi um improviso. O treinador vive a expectativa de contar com Ivonei 100% fisicamente o quanto antes, visto que Sandry permanecerá fora dos gramados por, no mínimo, seis meses.

“Não foi uma improvisação, e sim algo que trabalhamos. Com Pirani pela direita e Sandry, que lamentavelmente não está. Balieiro está com um problema no joelho, Ivonei vem de uma lesão, esperamos que ele possa jogar na próxima partida”, finalizou Holan.

João Paulo acredita que Santos irá aprender com o ‘apagão’ contra o San Lorenzo

O Santos garantiu a classificação para a fase de grupos da Libertadores na terça-feira, mas o desempenho da equipe na segunda etapa foi preocupante. Mesmo com um a mais, o Peixe permitiu que os argentinos empatassem a partida e pressionassem o Alvinegro na reta final.

Após o jogo, o goleiro João Paulo afirmou que o Santos irá tirar lições da queda de rendimento abrupta na segunda etapa do jogo disputado em Brasília.

“Muito pela postura do San Lorenzo, precisando do resultado eles atacaram mais. Eles deixaram muitos contra-ataques para a gente, mas não matamos o jogo. A gente vai poder aprender com os nossos erros, para que possamos melhorar e fazermos outros grandes jogos”, disse o goleiro.

João Paulo também comentou sobre o gol de bola aérea sofrido pelo Peixe, algo bastante recorrente na temporada da equipe. O arqueiro deixou claro que o time já sabia que enfrentaria dificuldades em cruzamentos.

“O San Lorenzo tinha como maior perigo a bola aérea, por ser um time muito alto. Somos um time rápido e de posse de bola, mas de baixa estatura. No primeiro jogo, a gente não sofreu tanto, mas sabia que teria mais dificuldade no segundo. Fizeram os gols em falhas nossas, mas o mais importante é aproveitar a nossa classificação”, finalizou.

Pará celebra gol ‘à la Bebeto’ e presta homenagem ao aniversário do Santos

Autor de um dos gols no empate entre Santos e San Lorenzo, Pará celebrou sua atuação e a classificação da equipe para a fase de grupos da Libertadores.

O lateral brincou que seu gol lembrou o de Bebeto pela Seleção Brasileira contra os Estados Unidos na Copa do Mundo de 1994.

“Eu sou um atleta que não tenho costume de fazer tantos gols na minha carreira. E acabou saindo um maravilhoso com a chapada ‘à la Bebeto’, devagar e no cantinho. Mas brincadeiras à parte, fico mais feliz ainda pela nossa classificação, pois a gente precisava muito passar para essa fase de grupos e o gol acabou ajudando”, afirmou em declarações publicadas pelo site do Santos.

O camisa 4 também aproveitou para prestar sua homenagem pelo aniversário de 109 anos do Peixe.

“Quando eu fiz o gol já veio na memória o Peixe completando esses 109 anos de muita glória e muita tradição. Um clube gigante e que já revelou vários craques para o futebol, sendo que eu tive o privilégio de jogar com alguns deles. Tenho a honra de fazer parte dessa história e espero permanecer aqui por muito tempo para seguir brigando sempre por essa camisa”, disse.

Agora, o time de Ariel Holan passa a trabalhar para a maratona de jogos que está por vir, com compromissos do Paulistão e da Libertadores. De acordo com Pará, é momento da equipe mostrar sua força.

“Acredito que é sim a chance de mostrarmos a força do nosso elenco. Fizemos duas semanas muito boas de treinos lá em Atibaia. O professor Ariel é um treinador muito estrategista e bem capacitado para colocar em campo aqueles que estiverem em melhores condições. Estamos preparados para essa maratona e se tiver que jogar de dois em dois dias não terá problema para nós”, finalizou Pará.

Santos comemora o aniversário com classificação, dinheiro nos cofres e uniforme novo

Nesta quarta-feira, o Santos celebra 109 anos de vida. No aniversário do Peixe, o que não falta ao clube é motivo para comemorar: além de carimbar a vaga na fase de grupos da Libertadores, o Alvinegro garantiu a premiação por avançar na competição, valor que servirá de respiro para a saúde financeira da instituição.

Por mais que o time tenha caído abruptamente de rendimento do segundo tempo, mesmo com um a mais, o Santos segurou o empate e, como havia ganhado na Argentina, confirmou a classificação para a fase de grupos. O Peixe entrará no grupo C do torneio, que conta com Boca Juniors-ARG, Barcelona-ECU e The Strongest-BOL.

A estreia do Alvinegro na fase de grupos acontecerá na terça-feira da semana que vem, contra o Barcelona, na Vila Belmiro, às 19h15. Antes do duelo, a equipe ainda terá compromissos contra a Ponte Preta e Inter de Limeira, na quinta-feira e domingo, respectivamente.

Por avançar à fase de grupos da Libertadores, o Santos garantiu uma premiação de 1 milhão de dólares para cada partida como mandante. Assim, o clube embolsará 3 milhões de dólares (cerca de R$ 17 milhões), valor que será importante para a reestruturação financeira do Peixe.

Aproveitando a comemoração do aniversário do clube, a Umbro lançará o novo uniforme que será utilizado pelo time na sequência da temporada. Na terça-feira, a fornecedora esportiva divulgou um teaser, porém sem revelar grandes detalhes da vestimenta.


Santos 3 x 4 Palmeiras

Data: 14/03/2010, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.452 pagantes
Renda: R$ 543.940,00
Árbitro: Antonio Rogério Batista do Prado
Auxiliares: Dante Mesquita Júnior e Rogério Pablos Zanardo
Cartões amarelos: Robinho (S); Marcos, Diego Souza, Eduardo, Edinho e Léo (P).
Cartões vermelhos: Neymar (S) e Léo (P).
Gols: Pará (10-1), Neymar (30-1), Robert (40-1) e Robert (42-1); Diego Souza (11-2), Madson (34-2) e Robert (41-2).

SANTOS
Felipe; Wesley (Madson), Edu Dracena, Durval e Pará; Arouca, Marquinhos (Maranhão) e Paulo Henrique; Neymar, André (Zé Eduardo) e Robinho.
Técnico: Dorival Júnior

PALMEIRAS
Marcos; Eduardo (Márcio Araújo), Léo, Danilo e Armero; Pierre, Edinho (Ivo), Cleiton Xavier e Diego Souza; Ewerthon (Lincoln) e Robert
Técnico: Antônio Carlos Zago



Palmeiras derruba “favorito” Santos na Vila

Jogando em casa, Santos abriu dois a zero, mas não conseguiu segurar o resultado e acabou derrotado por 4 a 3

O Palmeiras deu mais uma prova de que em clássico realmente não há favorito. Com um futebol bem diferente ao das rodadas anteriores, o Palmeiras surpreendeu o badalado Santos e deixou neste domingo a Vila Belmiro com uma vitória por 4 a 3, em compromisso válido pela 14ª rodada do Campeonato Paulista.

Aos palmeirenses mais antigos, foi a volta dos confrontos dos anos 60, quando o Santos era visto o time da moda, mas sempre encontrava dificuldades contra o rival de Palestra Itália. Neste domingo, Pará e Neymar abriram vantagem para os donos da casa, mas Robert (2) e Diego Souza viraram para o Palmeiras. No fim, Madson igualou novamente o placar, mas Robert definiu a vitória alviverde.

O Santos segue tranquilo no Campeonato Paulista, com 32 pontos, mas vê o fim de uma invencibilidade de 12 partidas. Já o Palmeiras chega a 22 pontos e ganha ânimo para lutar pela vaga nas semifinais.

O jogo

O Palmeiras começou a partida na Vila Belmiro com a intenção de evitar o tradicional abafa do Santos nos minutos iniciais. Em alguns momentos, o time de Antônio Carlos exagerava na força em sua marcação, tanto que Edinho levou cartão amarelo com apenas três minutos por falta em Neymar.

Só que a fase do Santos é mágica. Aos dez minutos, os donos da casa abriram o placar com um golaço de um coadjuvante. Na lateral esquerda da área, Pará recebeu passe de Robinho, cortou Eduardo e, de perna direita, ousou bater por cobertura. A bola entrou no ângulo de Marcos, que ficou paralisado na jogada.

O gol trouxe nervosismo aos palmeirenses. Em um contra-ataque santista, Léo aplicou uma tesoura violenta em Neymar. Os donos da casa exigiram a expulsão, mas o árbitro Antonio Rogério Batista do Prado optou por mais um cartão amarelo.

Na base da movimentação de seu setor ofensivo, o Santos conseguiu superar novamente a marcação palmeirense somente aos 30 minutos, porém foi mortal para chegar ao segundo gol. Paulo Henrique acertou lindo passe para Neymar nas costas da zaga. Com a frieza de um veterano, o craque deu um leve toque por cima de Marcos e saiu para a comemoração.

Pouco depois, Neymar ainda teve a chance de ampliar o placar. Na cara do gol, ele finalizou em cima de Marcos. Quando a torcida já esfregava as mãos e sonhava com uma goleada, o Santos dormiu em campo e levou o empate rapidamente. Aos 40 minutos, Robert fez de cabeça, após falta batida por Cleiton Xavier na direita. Logo em seguida, o camisa 20 marcou mais um ao completar de perna esquerda o preciso cruzamento de Armero. O etapa inicial terminou com o placar de 2 a 2.

No segundo tempo, o clássico continuou emocionante. Em quatro minutos, uma chance para cada lado. Primeiro, foi a vez de Marcos salvar o Palmeiras no chute de Paulo Henrique. Na sequência, Ewerthon desarmou Wesley, invadiu a área e finalizou para fora.

Em nova falha da zaga santista, o Palmeiras fez o que muitos pareciam impossível: virou o placar. Aos 11 minutos, Cleiton Xavier fez o levantamento, Léo cabeceou na trave e Diego Souza completou para as redes.

Ciente de que seu time perdeu a força ofensiva, Dorival Júnior mudou o esquema de jogo. Maranhão entrou na lateral direita e Wesley passou a atuar no meio-campo. Marquinhos foi sacado. Além disso, Zé Eduardo substituiu o apagado André na frente.

As alterações surtiram efeito, o Santos passou a pressionar e acordou sua torcida. Aos 34 minutos, veio o empate. Paulo Henrique foi o autor da assistência para a conclusão de Madson na saída de Marcos.

No fim, Neymar acabou expulso por falta em Pierre e deu nova vida ao Palmeiras. Inspirado, Robert roubou bola no campo de ataque e mandou uma bomba para vencer Felipe. Final: 4 a 3.

Santos 1 x 2 Flamengo

Data: 26/07/2009, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 13ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 10.633 pagantes
Renda: R$ 252.850,00
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-PR)
Auxiliares: Altemir Haussmann (FIFA-RS) e Ivan Carlos Bohn (PR)
Cartões amarelos: Germano e Roberto Brum (S); Toró e Williams (F).
Gols: Róbson (24-2), Adriano (32-2) e Pará (43-2).

SANTOS
Felipe; Pará, Domingos (Astorga), Fabão e Léo; Roberto Brum (Róbson), Germano, Rodrigo Souto e Madson; Paulo Henrique e Neymar (Tiago Luís).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

FLAMENGO
Bruno; Aílton, Wellington e Ronaldo Angelim; Leonardo Moura, Toró (Bruno Paulo), Williams, Kléberson e Éverton; Emerson (Fierro) e Adriano.
Técnico: Andrade (interino)



Flamengo vira sobre o Santos no final e acaba com jejum na Vila Belmiro

Foi bastante sofrido, mas, em seu milésimo jogo pelo Campeonato Brasileiro, o Flamengo quebrou um jejum de nunca ter vencido o Santos em um jogo oficial na Vila Belmiro ao bater o rival por 2 a 1, de virada, neste domingo, pela 14ª rodada.

Com o resultado, os cariocas, que não ganhavam há quatro rodadas, subiram para a nona posição, com 20 pontos, três a mais que os paulistas, que caíram para o 11º lugar.

A partida também marcou a primeira derrota do Santos desde o retorno do técnico Vanderlei Luxemburgo. O treinador reassumiu o time na rodada passada, na vitória sobre o Atlético-PR. Já o Flamengo venceu no primeiro jogo depois da demissão do técnico Cuca. Neste domingo, quem comandou o time foi o interino Andrade.

O Santos começou à toda e deu a impressão que não teria dificuldade para vencer. Criou a primeira boa chance de gol logo aos 23s, quando Ganso recebeu na área e bateu cruzado para bela defesa de Bruno.

O que se viu depois, no entanto, foi um show de trombadas e passes errados. As emoções ficaram restritas a duas cobranças de falta de Adriano; na segunda delas, Felipe fez grande defesa e evitou o primeiro gol rubro-negro.

Apagado durante a maior parte do tempo, Neymar levantou a torcida santista com um chute bem defendido por Bruno nos acréscimos da primeira etapa.

Ressentido de uma referência na área, o Santos só assistiu ao Flamengo jogar no segundo tempo. E livrou-se de sair em desvantagem graças ao goleiro Felipe, que salvou um desvio à queima-roupa de Adriano após cobrança de escanteio.

Vanderlei Luxemburgo tentou acabar com a apatia de sua equipe trocando Roberto Brum e Neymar por Róbson e Thiago Luís, respectivamente. As alterações não poderiam dar melhor resultado: aos 24min, Róbson arriscou de fora da área e acertou o canto esquerdo de Bruno.

Só que Adriano, em outra jogada individual, tratou de devolveu a igualdade ao placar. Da intermediária, o Imperador experimentou um chute cheio de curva, que enganou Felipe.

O jogo caminhava para o empate insosso até que, a dois minutos do fim, Pará desviou cruzamento contra as próprias redes e decretou o fim da invencibilidade santista contra o Flamengo em casa.


Goiás 4 x 1 Santos

Data: 20/09/2008, sábado, 18h20.
Competição: Campeonato Brasileiro – 26ª rodada
Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia, GO.
Público: 9.469 pagantes
Renda: R$ 150.420,00
Árbitro: Leonardo Gaciba/RS (Fifa)
Auxiliares: Altemir Hausmann/RS (Fifa) e Marcelo Bertanha Barison/RS
Cartões amarelos: Vitor e Henrique (G); Fabiano Eller (S).
Gols: Paulo Baier (01-1), Anderson Gomes (03-1) e Iarley (14-1); Rafael Marques (08-2) e Pará (30-2).

GOIÁS
Harlei;, Ernando, Henrique e Rafael Marques; Vitor (Fábio Bahia), Fahel, Ramalho, Paulo Baier (Fernando) e Júlio César; Anderson Gomes (Lima) e Iarley.
Técnico: Hélio dos Anjos

SANTOS
Douglas; Wendel, Fabão (Pará), Fabiano Eller e Kleber; Rodrigo Souto, Roberto Brum, Bida e Michael (Lima); Cuevas (Wesley) e Kléber Pereira.
Técnico: Márcio Fernandes



Santos é goleado pelo Goiás, melhor do returno, e volta à realidade

A vitória sobre o Fluminense e a conseqüente saída da zona de rebaixamento da Série A mudaram o discurso santista. Os jogadores passaram a vislumbrar uma vaga às competições sul-americanas. Mas bastou um início avassalador do Goiás para que o time da Vila Belmiro voltasse à realidade. Irreconhecível, foi goleado pelo melhor time do returno por 4 a 1, no Serra Dourada, e não conseguiu se desgarrar definitivamente da zona da degola.

Essa era o objetivo santista, que vinha em ascensão no Nacional-08. O time treinado por Márcio Fernandes ainda não havia perdido nesse returno. Eram três vitórias e três empates. Com o fim da invencibilidade no segundo turno, pára nos 29 pontos, apenas três a mais do que o Vasco, o primeiro do grupo dos quatro piores.

Esse reencontro com o fantasma do rebaixamento se deve em grande parte ao fraco desempenho fora de casa, algo que o elenco prometia colocar ponto final nesta rodada. Mas ainda não aconteceu. Com o resultado de hoje, soma apenas uma vitória como visitante (Internacional), quatro empates e oito derrotas.

Já o Goiás, que viu o goleiro Harley atingir a marca de 550 jogos com a camisa do clube, continua embalado. Uma semana após alcançar uma surpreendente vitória diante do líder Grêmio, em pleno Olímpico, “atropelou” o rival paulista. Para se ter idéia, vencia por 3 a 0 com apenas 14min do primeiro tempo.

Desta forma, o elenco goiano reafirma sua posição de melhor time do segundo turno do Nacional. Em sete jogos, venceu cinco, empatou um e sofreu apenas um revés. Assim, sobe para 39 pontos e se aproxima do G-4. No próximo sábado, pega o Vitória, novamente em casa. Um dia depois, o Santos duela diante da ameaçada Portuguesa, na Vila Belmiro.

O jogo

O Goiás esteve irresistível no início. Com apenas 1min, iniciava sua tranqüila vitória. Após belo cruzamento de Júlio César, Paulo Baier, de cabeça, fez o primeiro. O Santos teve pouco tempo para digerir esse tento. Dois minutos mais tarde, Anderson Gomes aproveitou um rápido contra-ataque e tocou na saída de Douglas. 2 a 0.

Após isso, o Santos se mostrou um time nervoso. Sequer acertava passes. Bem marcado, o artilheiro Kléber Pereira quase não tocava na bola. Para piorar, o zagueiro Fabão derrubou Julio César dentro da área. O árbitro Leonardo Gaciba marcou pênalti. Aos 14min, Iarley cobrou e praticamente selou a vitória goiana.

A disparidade entre as duas equipes era grande. O Goiás trocava passes com tranqüilidade. Já o rival era facilmente marcado e demonstrava enormes para chegar ao gol de Harley.

Essa fragilidade ofensiva irritou o técnico Márcio Fernandes, que decidiu mudar a equipe ainda na etapa inicia. Aos 34min, sacou Fabão e colocou Pará. Assim, ficou com apenas um zagueiro –Fabiano Eller– de origem em campo. Rodrigo Souto foi recuado para a posição. Mas não surtiu efeito.

O Goiás continuou mandando no jogo. Não dava espaços para o adversário, principalmente para o atacante Kléber Pereira. Além disso, era eficiente em suas chances. Aos 8min, por exemplo, Rafael Marques completou cruzamento de Vitor e fez o quarto dos donos da casa.

Mesmo em vantagem, continuou pressionando. Não fosse o goleiro Douglas, poderia ter ampliado. O Goiás só deu uma relaxada após metade do segundo tempo. Os santistas aproveitaram e fizeram o gol de honra, com Pará, aos 30min.