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Santos 2 x 1 Palmeiras

Data: 23/03/2014, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 12.179 pagantes
Renda: R$ 369.066,00
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (SP)
Auxiliares: Carlos Augusto Nogueira Junior e Danilo Ricardo Simon Manis (ambos de SP).
Auxiliares adicionais: Marcelo Rogério e Philippe Lombard (ambos de SP).
Cartões amarelos: Gabriel, Alison, Bruno Peres e Neto (S); Valdivia e Eguren (P).
Gols: Neto (24-1) e Thiago Ribeiro (35-1); Alan Kardec (43-2).

SANTOS
Aranha; Bruno Peres, David Braz, Neto e Mena; Alison (Lucas Otávio), Alan Santos e Gabriel (Lucas Lima); Geuvânio (Diego Cardoso), Thiago Ribeiro e Rildo.
Técnico: Oswaldo de Oliveira

PALMEIRAS
Bruno; Bruninho, Tiago Alves, Lúcio e Juninho; Eguren (Felipe Menezes), Marcelo Oliveira e Valdivia; Bruno César (Patrick Vieira), Leandro (Vinicius) e Alan Kardec.
Técnico: Gilson Kleina



Time misto vence Palmeiras e transforma Santos no melhor da primeira fase

Ao manter o aproveitamento de 100% em casa, equipe da Vila Belmiro garante vantagem de jogar em seu estádio até a final

O Santos abriu mão de cinco titulares, e não precisou de nenhum deles para manter os 100% de aproveitamento na Vila Belmiro. O time misto escalado por Oswaldo de Oliveira continuou com força ofensiva suficiente para fazer 2 a 1 no Palmeiras e garantir a melhor campanha da primeira fase do Campeonato Paulista.

Sem Fernando Prass, Wendel, Wesley e França, o Palmeiras contou com fracas atuações de Valdivia e Bruno César. Melhor para o Santos, que definiu o clássico ainda no primeiro tempo com gols de Neto, aos 24, e Thiago Ribeiro, aos 35 minutos. Alan Kardec descontou aos 43 da etapa final, mas o time da casa, pelo menos até as semifinais, pode contar com o seu alçapão para buscar o título estadual.

O Santos atingiu 36 pontos e enfrenta a Ponte Preta em jogo único, na Vila Belmiro, nas quartas de final. O Palmeiras, que sofreu neste domingo a sua segunda derrota em 15 rodadas na competição, somou 34 pontos e encara o Bragantino na próxima fase, em partida que será disputada no Pacaembu.

O jogo:

Embora sem Cicinho, Jubal, Arouca, Cícero e Leandro Damião, o Santos fez valer a sua principal força, a movimentação ofensiva, para transformar o Palmeiras em telespectador durante 15 minutos. Sem um centroavante definido, o rápido quarteto da frente forçava e conseguia os erros de Lúcio, Tiago Alves e Marcelo Oliveira. Substituto de Fernando Prass, o goleiro Brunpo era quem mais trabalhava.

O Verdão mal ficava com a bola e só conseguiu entrar na área adversária pela primeira vez aos nove minutos. Extremamente acuado, Gilson Kleina reforçou os pedidos de marcação ao seu quarteto ofensivo, exigindo o bloqueio das subidas de Bruno Peres e Mena e revezando Leandro e Valdivia como referência na frente.

Para diminuir os espaços do Peixe, Eguren virou terceiro zagueiro e o jogo, enfim, ficou equilibrado. O Palmeiras percebeu que tinha Juninho e a velocidade de Leandro como uma alternativa de explorar a defesa santista, tão pesada quanto a do Verdão. Até que um vacilo tirou a igualdade do clássico.

Bruno César errou passe na frente o contra-ataque se transformou em escanteio que Bruno não conseguiu evitar. Aos 24 minutos, então, nenhum jogador do Palmeiras saiu do chão e Neto subiu sozinho para testar firme. Como seus zagueiros, o goleiro Bruno também não se mexeu e viu a bola passar perto de seu corpo antes de balançar as redes.

Diante da fraca atuação de Valdivia e Bruno César, o Palmeiras se adiantou e, na pressão, quase fez um golaço quando Alan Kardec dominou e, sem deixar a bola cair, bateu em direção ao ângulo direito de Aranha, que se esticou para praticar grande defesa e espalmar a bola em seu travessão, aos 32 minutos.

Mas o Verdão continuava errando. Não aprendeu que o rápido ataque santista não pode ter espaço. Assim, aos 35 minutos, Geuvânio se aproveitou da marcação à distância de Marcelo Oliveira para lançar Thiago Ribeiro, que já correu deixando Eguren para trás, se livrou de Tiago Alves com um toque na bola e, sem deixar Lúcio alcançá-lo, tocou no canto de Bruno.

Na velocidade, o Peixe só não ampliou com Rildo, aos 38, porque Bruninho, que estreava no Palmeiras sendo escalado na lateral direita, pareceu ser o único a entender que não se pode deixar os santistas dominarem a bola e se esticou para cortar o lançamento ao atacante. Gilson Kleina tinha muito a arrumar no intervalo, enquanto Oswaldo de Oliveira via seu esquema funcionar mesmo com a troca de jogadores.

O técnico do Santos não tinha no que mexer e posicionou seu time para manter a posse de bola, à espera de espaços que certamente apareceriam para matar o clássico. Para anular isso, Kleina colocou Bruninho no meio-campo, deslocou Marcelo Oliveira para a zaga e jogou Tiago Alves na lateral direita, além de posicionar Eguren para cobrir as subidas de Juninho. Pelos lados, ao menos, o Peixe estava bloqueado.

O problema, contudo, era na frente. Valdivia e Bruno César erravam até cobranças de latera. Bruno César estava tão mal que, embora tenha levado perigo batendo falta, chutou em cima de Aranha quando Alan Kardec o deixou na frente do goleiro, aos 13 minutos do segundo tempo. O chileno, por sua vez, passou vergonha ao levar chapéu de Rildo, comemorado como gol na Vila Belmiro.

Mas, se faltava inspiração, não faltava empenho dos dois meias, que se mexiam e, com a colaboração de Alan Kardec, verdadeiro armador do time, o Palmeiras foi criando chances mesmo abrindo mão da marcação atrás. O problema estava em Aranha, goleiro que salvou na linha do gol uma finalização de Alan Kardec, aos 22 minutos.

Na tentativa de dar vida ofensiva ao time, Kleina trocou Bruno César, Eguren e Leandro por Patrick Vieira, Felipe Menezes e Vinicius, mas não conseguiu nem dar mais trabalho a Aranha. Tranquilo, Oswaldo de Oliveira só mexeu no time para manter o meio-campo preenchido.

Quando a torcida na Vila Belmiro já gritava “olé”, Juninho cruzou para Alan Kardec finalizar nas redes, aos 43 minutos do segundo tempo. Mas não havia mais tempo para o Palmeiras buscar o ponto que garantiria para ele a melhor campanha da primeira fase.

Thiago Ribeiro lembra campanha perfeita na Vila Belmiro para comemorar vantagem

Vitória sobre o Palmeiras neste domingo foi a oitava do Santos em oito jogos disputados dentro do seu estádio no Paulistão

A vitória por 2 a 1 sobre o Palmeiras neste domingo, na Vila Belmiro, garantiu ao Santos a primeira colocação geral do Campeonato Paulista. Com isso, o time terá a vantagem de decidir os confrontos eliminatórios dentro do seu estádio até o final da competição, algo que foi bastante comemorado pelo atacante Thiago Ribeiro após a partida.

“São oito jogos aqui na Vila e oito vitórias, é um retrospecto muito bom e que nos dá confiança para as decisões que estão por vir”, avaliou o atacante, autor do segundo gol da vitória deste domingo. “Jogar em casa não significa que você vai vencer o jogo. Não é determinante para a vitória, mas com certeza ajuda”, completou o jogador, dono de seis gols no Paulistão.

Oswaldo aprova desempenho de reservas e diz que ganhou “mais alguns titulares”

Bruno Peres, David Braz, Alison, Alan Santos e Rildo tiveram a oportunidade de atuarem desde o início pelo Santos no clássico

Mesmo com o jogo valendo a primeira colocação geral do Campeonato Paulista, o Santos escolheu poupar alguns titulares contra o Palmeiras. Deu certo. O time venceu na Vila Belmiro por 2 a 1 e terminou a fase de classificação com a melhor campanha. Após a partida, o técnico Oswaldo de Oliveira elogiou bastante Bruno Peres, David Braz, Alison, Alan Santos e Rildo, reservas que tiveram a oportunidade de atuar desde o início.

“Os cinco que jogaram se comportaram como titulares também. Demonstra a consciência do time. Hoje foi preciso alternar porque alguns não estavam 100% e o tempo de recuperação é mínimo até as quartas de final. Fico feliz com a vitória sobre o Palmeiras porque nos dá mais alguns jogadores titulares”, celebrou o técnico.

Apesar do grande desempenho na primeira fase, Oswaldo ainda não vê um time pronto para disputar outras competições, mas prefere adiar a conversa quando o assunto é contratações.

“Precisamos desenvolver o trabalho. Não estamos com um time pronto porque temos meninos em fase de afirmação. A maioria dos nossos jogadores acaba de subir. Quando terminarmos o Paulista, avaliaremos se vamos precisar de reforços ou não, mas o Brasileiro é diferente. É só jogo do nível do Palmeiras”, completou o comandante.


Santos 1 x 2 Corinthians

Data: 16/11/1994, quarta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 2ª fase – Grupo F – 12ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 13.087 pagantes
Renda: R$ 83.009,00
Árbitro: Antônio Cláudio Perin (SP)
Cartões amarelos: Branco, Gralak, Zé Elias e Daniel (C): Maurício Copertino, Índio, Gallo, Giovanni e Júnior (S).
Gols: Marques (06-1) e Tupãzinho (37-1); Neto (13-2).

SANTOS
Gilberto; Índio, Júnior, Maurício Copertino e Silva; Dinho (Giovanni), Gallo, Carlinhos e Neto; Macedo e Guga (Marcelinho).
Técnico: Serginho Chulapa

CORINTHIANS
Ronaldo (Ricardo Pinto); Leandro Silva, Gralak, Henrique e Branco (Daniel Franco); Zé Elias, Marcelinho Paulista, Embu (Wilson Mano) e Souza; Tupãzinho e Marques.
Técnico: Jair Pereira



Corinthians ganha do Santos no Pacaembu

O Corinthians conquistou sua primeira vitória e quebrou a invencibilidade do Santos no returno da segunda fase. Ontem, no Pacaembu, o time do técnico Jair Pereira derrotou a equipe santista por 2 a 1.

O Corinthians iniciou a partida marcando sob pressão a saída de bola santista. Os volantes Marcelinho Souza, Zé Elias e Embu marcavam individualmente os meias Neto e Carlinhos e o atacante Macedo.

No ataque corintiano, os “baixinhos” –com menos de 1,70– Tupãzinho, Souza e Marques trocavam passes rápidos e ganhavam as principais jogadas da alta e pesada defesa do Santos.

Logo aos 6min, Souza fez tabela com Tupãzinho, que tocou para Marques livre abrir o placar.

O Santos não tinha penetração no ataque. Guga e Macedo ausentes não eram opção para Neto.

Apesar de diminuir o ritmo após 25min, o Corinthians conseguia criar as melhores chances para ampliar o resultado.

O lateral Branco fez ótimo lançamento para Marques pela esquerda. O atacante invadiu e retribuiu o passe do primeiro gol para Tupãzinho: 2 a 0, aos 37min.

Em desvantagem no placar, o time de Serginho foi para o ataque e aos 41min teve o lance mais polêmico do jogo. Neto fez boa jogada pela esquerda e reclamou falta do zagueiro Henrique dentro da área. O juiz nada marcou.

Ao final da primeira etapa, o goleiro Ronaldo e o lateral Branco se chocaram. Os dois foram substituídos no intervalo. Branco foi levado ao Hospital Santa Catarina com suspeita de fratura nas costelas. Ronaldo, com dores no ombro esquerdo e na coluna cervical, foi substituído por Ricardo Pinto.

No segundo tempo, o técnico Serginho atendeu o pedido da torcida e colocou o meia-atacante Giovanni. Com a alteração, Neto ficou livre para armar os contra-ataques santistas, enquanto Giovanni distribuía os passes no meio-campo.

Em um desses lances, Neto foi lançado, invadiu a área, driblou Gralak e diminuiu: 2 a 1.

Agressão põe em risco no Santos cargo de Serginho

Pelé disse às 14h de ontem à reportagem que a posição de Serginho como técnico do clube ficou “abalada” após o tumulto ocorrido anteontem no vestiário do Santos, no Pacaembu, após perder do Corinthians por 2 a 1.

Serginho agrediu com uma cabeçada o repórter Gilvam Ribeiro, da TVA e do ‘Diário Popular’. O jornalista sofreu um corte no supercílio do olho direito. “Foi lamentável. Isso pode prejudicar o time no campeonato”.

Repórter – O que você acredita que possa acontecer com Serginho?
Pelé – Ele deverá receber uma pena dura pelo incidente.

Repórter – Como fica agora a situação de Serginho como treinador do Santos?
Pelé – Está abalada. Nós escolhemos o Serginho pela sua liderança junto aos jogadores. Nós sempre soubemos que ele não é um técnico estrategista, mas o seu espírito de liderança pode se comprometer com esse tipo de ação.
Além disso, é a segunda vez que ele se envolve em um caso semelhante. Em Campinas, com um bom advogado, nós conseguimos contornar a situação. Agora eu já não sei o que vem pela frente.

Repórter – Você, que assistiu ao jogo de anteontem, acredita que a atuação do árbitro possa ser usado pelo Serginho como desculpa para o seu comportamento?
Pelé – O juiz (Antônio Cláudio Perin) teve algumas falhas, mas nada que justificasse a atitude do nosso técnico contra um profissional da imprensa.

Repórter – Você acha que os problemas enfrentados na parte administrativa possam ter afetado o técnico do Santos?
Pelé – Não acredito que o comportamento de Serginho tenha sido motivado pela crise administrativa. Acho, sim, que o ocorrido anteontem pode acabar prejudicando o time de agora em diante. O pior é que esse não era o momento para acontecer esse fato lamentável.

Repórter – Por que?
Pelé – Pelo fato de o time estar na liderança do campeonato. Além disso, os problemas da diretoria estão se resolvendo aos poucos. Isso mancha ainda mais o Santos.

Repórter – Você acha que o ex-presidente Kodja será afastado definitivamente?
Pelé – É ele ou eu. Ele tem que pagar todos os prejuízos que trouxe ao clube. Se não puder e for comprovada a sua culpa, então que seja preso.


Santos 3 x 0 Vasco

Data: 05/11/1994, sábado
Competição: Campeonato Brasileiro – 2ª fase – Grupo F – 9ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 9.465 pagantes
Renda: R$ 58.275,00
Árbitro: Ivo Tadeu Scatolla (PR).
Cartões amarelos: Índio e Júnior (S); Cláudio Gomes (V).
Gols: Neto (01-1), Macedo (34-1); Paulinho Kobayashi (28-2).

SANTOS
Gilberto; Índio, Júnior, Maurício Copertino e Silva; Dinho, Gallo, Carlinhos e Neto (Paulinho Kobayashi); Macedo e Guga (Demétrios).
Técnico: Serginho Chulapa

VASCO
Carlos Germano; Pimentel, Ricardo Rocha, Sidnei e Cláudio Gomes (Bruno Carvalho); Leandro Ávila, Preto, William e Gian; João Paulo e Jardel (Hernande).
Técnico: Sebastião Lazaroni



Santistas querem deixar a Vila Belmiro

Os jogadores do Santos querem trocar a Vila Belmiro pelo Pacaembu. A goleada sobre o Vasco por 3 a 0, sábado à tarde, ressaltou uma qualidade que o time julgava de poder desprezível, mas que foi ressaltada pelo bom gramado do estádio paulistano.

“Mostramos que somos uma equipe técnica, que sabe tocar a bola bem e rápido”, disse o meia Neto, um dos favorecidos.

O gramado mal cuidado e recheado de buracos da Vila Belmiro prejudica, segundo o meia, as jogadas técnicas. Já o campo do Pacaembu, que ao menos não é tão esburacado, favoreceu as qualidades do time.

A mudança do local de jogo –que deve acontecer também na partida contra o Corinthians, no próximo dia 17– foi determinada pela CBF, que não viu garantias de segurança no estádio santista.

“Na Vila, quando recebo a bola, tenho que ficar olhando sua trajetória, para não ser surpreendido. Só depois é que levanto a cabeça para fazer um lançamento”, reclama Neto.

A construção de jogadas facilitou os jogadores velozes, como o atacante Macedo. “No estádio do Santos, não arrisco correr atrás de longos lançamentos porque não sei para onde vai a bola. No Pacaembu, ao contrário, as jogadas funcionaram.”

Também o técnico Serginho aprovou a mudança de campo, percebendo um crescimento no rendimento de sua equipe.
“Foi mais fácil para o time repetir as jogadas ensaiadas que nos próprios treinamentos”, disse.

Todos os elogios, porém, ainda não convenceram os dirigentes, que pretendem lutar pela realização dos jogos na Vila Belmiro para diminuir os custos.
“Não temos nenhuma intenção de deixar nosso estádio”, disse o diretor Clodoaldo Santana.

Time melhora troca de passes

Os números colhidos pelo Datafolha comprovam a eficiência do time do Santos em um campo de jogo mais bem conservado. A equipe do técnico Serginho acertou 344 dos 424 passes que deu durante a partida, totalizando uma porcentagem favorável de 81%.

“É uma evolução, porque normalmente ficamos na média dos 70%”, disse o meia Neto, que disputou apenas o 1º tempo, mas acertou 18 dos 22 passes que deu.

A confiança em praticar um bom futebol favoreceu também a incidência de desarmes –os santistas promoveram 86 desarmes completos, contra 45 incompletos e uma recuperação de bola.

O Santos liderou também os índices de violência. O time cometeu 26 faltas durante a partida, recebendo apenas 8. Desse total, boa parte foi chute por trás (nove) e empurrão (nove), faltas passíveis de punição com um cartão amarelo e até expulsão.

“O que acontece é que o time se sentiu motivado a jogar, exagerando um pouco em algumas jogadas”, disse o volante Dinho.

Serginho promove a tática do ‘bateu, levou’

O técnico Serginho decidiu transferir para os jogadores seu método incomum de tratamento. Ele quer que o time se estimule em campo, xingando e até denunciando aqueles que julgam não estar ajudando a equipe.

“Quero que os jogadores se cobrem durante a partida. Tem que haver gritaria, um apontando os erros do outro para que eu possa fazer a correção. E, aquele que for dedurado, tem que comentar sobre os outros também.”

Serginho não teme que o método provoque desunião no time ou mesmo permita a instalação do caos no comportamento.

“Eles me conhecem e sabem que tenho o controle total sobre o time. Vou ouvir todas as reclamações, mas a decisão final é minha”, disse o treinador.
Um exemplo do “método Serginho” foi perceptível na partida contra o Vasco. Inconformado com o pouco aproveitamento do lateral Índio pela ponta, no 2º tempo, o treinador o criticou.

Índio aproximou-se do banco de reservas e disse ao treinador que, com a saída de Neto no intervalo, o meio-campo tinha diminuído os lançamentos para aquela ponta. Imediatamente, Serginho chamou o volante Gallo e passou a crítica ao jogador, que passou para os outros meio-campistas.
Em seguida, Índio voltou a ser acionado. O Datafolha computou 47 bolas recebidas pelo jogador na partida, o segundo maior índice (perdeu apenas para as 50 recebidas por Gallo).

“Não ligo se o jogador errar lançamentos ou passes. Mostra que está tentando. Só não vou admitir má vontade de ninguém”, disse Serginho.


Bahia 2 x 1 Santos

Data: 31/08/1994, quarta-feira, 20h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – Grupo C – 6ª rodada
Local: Estádio da Fonte Nova, em Salvador, BA.
Público: 9.008 pagantes
Renda: R$ 44.201,00
Árbitro: Cláudio Vinícius Cerdeira (RJ).
Cartões amarelos: Samuel e Uéslei (B); Nenê, Gallo e Rocha (S).
Gols: Neto (21-1), Marcelo Ramos (39-1) e Raudinei (26-2).

BAHIA
Jean; Odemilson, Ronald, Samuel e Fernandes; Souza, Uéslei, Negrini (Zeomar) e Raudinei; Marcelo Ramos e Paulo Emílio.
Técnico: Joel Santana

SANTOS
Edinho; Índio, Nenê, Cerezo e Rocha; Dinho, Gallo, Neto (Demetrios, depois Marcelinho) e Paulinho Kobayashi; Macedo e Guga.
Técnico: Serginho Chulapa



Bahia vence o Santos de virada em Salvador

O Bahia conquistou sua segunda vitória consecutiva no Campeonato Brasileiro ao derrotar ontem à noite o Santos por 2 a 1 no estádio da Fonte Nova.

O goleiro Edinho evitou que o Santos sofresse uma nova goleada em Salvador. No último sábado a equipe paulista tinha perdido de 4 a 0 para o Guarani.

O Bahia começou pressionando o jogo e logo aos seis minutos teve a primeira oportunidade para abrir o marcador. O ponta Raudnei entrou livre e cruzou para Marcelo. O zagueiro Nenê se antecipou e tirou o Santos do sufoco.

Aos nove minutos o centroavante Marcelo concluiu com perigo à esquerda de Edinho. Em seu primeiro ataque, aos 26min, o Santos abriu o marcador.

O meia Neto cobrou com perfeição uma falta sofrida por Paulinho, seu primeiro gol pela equipe santista. Mesmo em desvantagem, o Bahia continuou pressionando seu adversário.

Aos 39min, surgiu o gol de empate. Marcelo cobrou uma falta, a bola desviou em Neto e enganou o goleiro Edinho.

No segundo tempo o Bahia repetiu o desempenho da primeira etapa, criando as melhores oportunidades para desempatar.

O segundo gol acabou surgindo aos 26min através de Raudnei. Aproveitou um toque de calcanhar de Zeomar.

Mesmo com a derrota, o Santos se mantém à frente do Bahia na classificação do Grupo C do Brasileiro. A equipe santista tem sete pontos é a terceira na classificação, contra seis do time baiano, quarto colocado.

O Guarani lidera o grupo com dez pontos seguido pelo Vasco, que tem oito. No domingo, o time de Campinas joga contra o Santos em Vila Belmiro. O Bahia enfrenta o Cruzeiro, em Belo Horizonte.

Pena do técnico é de 6 meses

O treinador do Santos, Serginho, foi suspenso ontem pela comissão de disciplina da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) por 180 dias.

Serginho agrediu, com um chute nos testículos, o diretor de futebol do Guarani, José Giardini. A agressão ocorreu sábado passado, em Campinas, no intervalo do jogo em que o Santos foi goleado pelo Guarani por 4 a 0.

Após a partida, Serginho foi levado para uma delegacia policial, onde teve prisão decretada, mas foi libertado após pagar fiança de R$ 50,00.

Os integrantes da comissão disciplinar decidiram analisar o caso de Serginho embora o juiz Sidrack Marinho tenha apenas citado o fato na súmula, sem detalhes.

A Lei Zico prevê que a comissão disciplinar só deva julgar os casos que estejam registrados na súmula da partida. No caso de Serginho, a comissão julgou que a menção feita pelo árbitro era suficiente.

Segundo os membros da comissão, o fato foi “público e notório”. O clube, no entanto, ainda pode entrar com um recurso no Tribunal Especial da CBF. Carlos Cristiano de Oliveira, o advogado contratado pelo Santos, afirmou que Serginho agiu em legítima defesa.

Serginho está ameaçado de responder a três processos na Justiça: por flagrante de lesão corporal dolosa, por danos físicos (com pagamento das despesas médicas) e por calúnia, ameaça feita pelo advogado do Guarani, Artur Eugênio, na segunda-feira passada.


Mixto-MT 1 x 2 Santos

Data: 30/03/1980, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro (Taça de Ouro) – 1ª fase – 9ª rodada (última) – Grupo C
Local: Estádio Governador José Fragelli, em Cuiabá, MT.
Público: 13.826 pagantes
Renda: Cr$ 769.480,00
Árbitro: Valquir Pimentel (RJ).
Cartões amarelos: Marcinho e Gilmar (M); Miro e Pita (S).
Cartões vermelhos: Udélson (M) e Serginho (S).
Gols: João Paulo (27-1); Neto (27-2, contra) e Rubens Feijão (38-2).

MIXTO (MT)
Mauro; Gilmar; Miro, Fabinho e Lúcio; Arildo, Tostão e Udélson; Marcinho, Elmo (Ideraldo) e Rinaldo.
Técnico: Mílton Buzetto

SANTOS
Marolla; Aílton Luiz, Joãozinho, Neto e Paulinho; Miro, Toninho Vieira e Pita (Rubens Feijão); Serginho Cederboom, Aluísio Guerreiro (Claudinho) e João Paulo.
Técnico: Pepe



Santos vence e garante 1º lugar

O Santos terminou a 1ª fase como o líder do Grupo C, com 15 pontos. Agora começa a 2ª fase da Taça de Ouro, com sete em grupos de quatro clubes cada:

Grupo I – Santos, Guarani, Joinville e América-RJ.

Suplentes: Ademir Maria, Márcio Rossini, Cardim, Rubens Feijão e Claudinho.

Aluísio sofreu distensão muscular e ficará fora das próximas partidas.

Fonte: Jornal Folha de SP