Navegando Posts marcados como Martins Pereira

Red Bull Brasil 2 x 0 Santos

Data: 28/02/2016, domingo, 19h30.
Competência: Campeonato Paulista – 1ª fase – 7ª rodada
Local: Estádio Martins Pereira, em São José dos Campos, SP.
Público: 6.191 pagantes
Renda: R$ 293.970,00
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araujo
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse e Fabio Rogerio Baesteiro
Cartões amarelos: Luan, Drausio e Breno (RB).
Gols: Thiago Galhardo (37-1) e Roger (42-2).

RED BULL BRASIL
Saulo; Everton Silva, Anderson Marques, Diego Sacoman e Willian Rocha (Misaeu); Luan, Maylson, Thiago Galhardo (Arthur Caculé) e Breno; Edmilson (Drausio) e Roger.
Técnico: Maurício Barbieri

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo e Zeca; Renato, Thiago Maia (Victor Bueno) e Lucas Lima; Serginho (Patito), Gabriel e Ricardo Oliveira (Joel).
Técnico: Dorival Junior



Ricardo Oliveira ‘some’ e Red Bull Brasil acaba com invencibilidade do Peixe

Em noite que seria de festa para Ricardo Oliveira, o Santos conheceu sua primeira derrota na temporada. Com gol de Thiago Galhardo, após falha feia de Serginho no primeiro tempo, e outro de Roger aos 42 da etapa final, o Red Bull Brasil venceu no estádio Martins Pereira, em São José dos Campos, por 2 a 0, nesta 7ª rodada do Campeonato Paulista. Assim, apenas Corinthians e São Bento seguem invictos no Estadual.

A partida marcou o centésimo jogo de Ricardo Oliveira com a camisa do Peixe. Após receber uma homenagem dos companheiros no vestiário, o centroavante voltou ao time após as intensas e polêmicas negociações desta semana, quando lutou para ser liberado, mas acabou forçado a ficar no clube diante de uma proposta milionária do futebol chinês.

Titular e com a faixa de capitão no braço, Oliveira deixou o torcedor e a diretoria santista preocupados com o futuro depois de uma atuação muito apagada. Há o temor de que o jogador perca a motivação e deixe sua insatisfação com a resolução das negociações atrapalhar seu rendimento em campo.

Neste domingo, Ricardo Oliveira pouco tocou na bola e finalizou apenas uma vez, quando isolou a bola por cima do gol. No intervalo, o experiente atleta foi para os vestiários com a cara fechada e se recusou a dar entrevistas. Para piorar o clima, o centroavante sequer voltou para a etapa final. A justificativa foi um incômodo no joelho.

O resultado mantém o Santos como líder do Grupo A, com 12 pontos, mas tem São bento e Linense na sua cola. Já o Red Bul Brasil respira ao chegar a 10 pontos e assumir a terceira posição no Grupo D, liderado pelo Corinthians, com 17 pontos.

O jogo

O mando do confronto deste domingo era do Red Bull Brasil, mas o Santos é quem contou com o apoio dos torcedores em São José dos Campos. A expectativa da torcida local, que tem poucas oportunidades de assistir o Peixe de perto, porém, não foi correspondida no primeiro tempo.

Apesar do retorno de Ricardo Oliveira, o Santos pouco criava e esbarrava na forte marcação do adversário, que muitas vezes parava as jogadas com falta. Lucas Lima, sempre o homem mais acionado pelos santistas, esbravejava com a arbitragem antes mesmo dos 20 minutos.

Assim, com o jogo truncado e com os dois times bem postados na marcação, o primeiro lance de perigo veio só aos 23, quando Thiago Galhardo cruzou e Edmilson cabeceou no contrapé do goleiro Vanderlei, que respirou aliviado ao ver a bola sair pela linha de fundo.

A resposta alvinegra não demorou e, na sequência, Lucas Lima quase marcou. Após tabela com Victor Ferraz, o meia ficou de frente para o gol, dentro da área, mas finalizou nas mãos de Saulo. No rebote, Ricardo Oliveira isolou.

E em um jogo tão equilibrado, foi um erro crasso que acabou sendo fundamental para tirar oz erro do placar. Serginho tentou cruzar a bola na entrada de sua área, na saída de bola, e acabou servindo Thiago Galhardo, que tocou para receber de Roger antes de concluir para o fundo das redes.

O Peixe sentiu o gol e, aos 40, a situação só não se complicou ainda mais porque a arbitragem marcou impedimento no gol de Anderson Marques, após cobrança de falta na área.

No retorno para o segundo tempo, o Santos voltou sem Ricardo Oliveira. O centroavante se recusou a faltar com a imprensa e alegou um incômodo no joelho para sair. Joel entrou no lugar do capitão. Serginho, que falhou feio no lance que originou o gol do Red Bull Brasil, também foi sacado. Patito Rodriguez foi para o jogo.

Mas, apesar das alterações, foi o time mandante que começou melhor a segunda etapa. Logo aos 25 segundos, Roger recebeu cruzamento rasteiro e não conseguiu empurrar a bola para o gol já praticamente vazio. E quando o relógio ainda maraca 1 minuto, Maylson bateu de fora da área e a bola raspou a trave direita de Vanderlei.

O jogo ficou aberto, diferente da primeira etapa, com o Santos partindo para cima e o Red Bull contra-atacando sempre com perigo. O Peixe teve a chance do empate em dois lances seguidos, aos 13 e aos 15 minutos. Primeiro Lucas Lima serviu Gabriel, que parou na defesa de Saulo. Depois, o meia entrou na área e rolou para o meio, mas Joel concluiu para fora.

O Red Bull Brasil então percebeu que teria de segurar a forte pressão do alvinegro praiano. E assim foi até o fim. Saulo fez linda defesa em chute de Lucas Lima aos 35 minutos e, aos 40, um bate rebate impressionante na área acabou com mais um gol frustrado do Peixe.

E para acabar de vez com as chances santistas e decretar a primeira derrota do time de Dorival Júnior na temporada, Bruno Lopes arrancou pela esquerda aos 42 minutos e cruzou rasteiro. Gustavo Henrique, de carrinho, mandou contra o próprio gol e Roger, quase em cima da linha, estufou as redes antes do apito final.

Vanderlei se irrita com atuação e mostra preocupação para clássico

A derrota do Santos para o Red Bull Brasil neste domingo foi apenas a primeira do Peixe na temporada. Mesmo assim, o placar de 2 a 0 deixou o sinal de alerta ligado no time e o goleiro Vanderlei não fez questão de esconder sua preocupação, já que na próxima rodada o alvinegro praiano encara o clássico contra o Corinthians, na Vila Belmiro.

“Não tem explicação. Jogamos muito mal. Quando tivemos a chance de matar não matamos. Contra o Corinthians, não podemos errar”, disse o camisa 1, seguido por Renato, que também já pensa no duelo do próximo domingo.

“Sabíamos que íamos encontrar dificuldades e que a equipe deles jogaria no contra-ataque, no nosso erro. E aproveitou. Clássico importante agora, em casa. Queríamos permanecer invictos. Domingo, como é um clássico, temos de vencer”, avisou.

Gabriel foi quem colocou panos quentes na situação e preferiu encarar o revés com naturalidade. O camisa 10 reconheceu os méritos do adversário e se mostrou tranquilo sobre o reflexo que a derrota pode causar para a sequência da equipe no Paulistão.

“Acho que o Red Bull é um grande time. Sabíamos do potencial deles e conseguimos fazer um grande jogo, mas eles tiveram as melhores chances e fizeram o gol. Acho que estamos numa crescente boa, fazendo bons jogos. Claro que não queríamos perder, mas isso uma hora ia acontecer. Foi um grande jogo. Eles tiveram as chances e fizeram o gol”, analisou o jovem atacante.

Jogadores do Peixe lamentam falhas, mas aprovam atuação em derrota

O Santos perdeu para o Red Bull Brasil neste domingo por 2 a 0. Foi o primeiro revés sofrido pela equipe de Dorival Júnior na temporada. Mas, apesar do gosto amargo com os 2 a 0 para o adversário no placar, alguns jogadores fizeram uma análise fria do desempenho da equipe e aprovaram a atuação nesta 7ª rodada do Campeonato Paulista.

“Acho que jogamos bem, claro que pelo placar fica difícil falar que jogou bem, mas a gente teve muito volume, muitas chances e não fizemos. Duas bolas e eles foram felizes. Futebol é isso. Ganha quem faz o gol e a gente não fez”, comentou Lucas Lima, refutando a ideia de que a derrota deixará os santistas mais motivados para encarar o Corinthians na semana que vem.

“Motivação nossa equipe vai ter pela qualidade, independente se é clássico ou não. Jogo bom de jogar. Todo mundo gosta de jogar clássico. Então, nada melhor que contra o Corinthians a gente fazer outro grande jogo e sair com o resultado positivo”, completou.

O zagueiro Gustavo Henrique, que viu Serginho entregar a bola nos pés de Thiago Galhardo na entrada da área santista no lance do primeiro gol e acabou cortando mal o cruzamento de Breno Lopes na jogada do segundo gol do Red Bull Brasil, reforçou a análise do meia.

“Estávamos bem no jogo, dominando, até falharmos no gol. Acabamos pagando caro, porque o time deles se fechou e, no contra-ataque, matou o jogo”, resumiu.

“Acho que o erro foi não aproveitar as oportunidades. O Red Bull teve a chance também. Essa foi a tônica. Nos outros jogos, aproveitamos e saímos com a vitória”, explicou o experiente volante Renato.

Dorival Junior reconhece defeitos da equipe, mas não vê “terra arrasada”

Dorival Júnior evitou criar uma situação de excesso de lamentações por causa do primeiro revés sofrido pelo Santos no Campeonato Paulista. Após a derrota por 2 a 0 para o Red Bull Brasil, na noite deste domingo, em São José dos Campos, o treinador alvinegro não escondeu sua insatisfação com a equipe que comanda, mas pediu paciência e indicou que deve manter a mesma linha de trabalho.

“Fizemos um primeiro tempo quase perfeito. De repente, numa saída de bola, a equipe do Red Bull Brasil foi muito feliz e acabou fazendo o gol. Uma jogada de espera e terminou o primeiro tempo. Tivemos que, no segundo tempo, buscar uma recuperação”, analisou.

“Afunilamos demais o jogo, ao invés de abrirmos. Ainda assim, criamos algumas oportunidades, mas não foi uma noite feliz. A equipe sentiu bastante a necessidade da busca pelo gol. Invertermos os papeis e demos contra-ataque para que o segundo gol acabasse acontecendo”, disse.

Na última quinta-feira, para muitos jogadores, o Peixe fez sua melhor partida no ano quando goleou o Mogi Mirim por 4 a 1 no Pacaembu. A derrota neste domingo evidencia a oscilação que Dorival tanto tem citado após as partidas.

“Temos de melhorar nossas condições em todos os sentidos. Agora está na hora de buscarmos nosso caminho. A equipe criou bastante. Teve bem próxima do gol. Mesmo assim, não foi um jogo dentro das nossas características”, comentou.

“Uma derrota. Temos de reconhecer. Não é terra arrasada. Não é porque conheceu a derrota que tudo que vinha sendo feito está errado. Mas, vamos corrigir e buscar a vitória no próximo jogo”, concluiu, já de olho no clássico contra o Corinthians, no próximo domingo, na Vila Belmiro.

Ricardo Oliveira se cala após jogar 45 minutos e pressiona diretoria

A diretoria do Santos fez questão de segurar Ricardo Oliveira no clube mesmo diante de uma proposta de 6 milhões de euros (R$ 27 milhões) e dos inúmeros pedidos do jogador, prestes a completar 36 anos, para ser liberado. O centroavante receberia um salário de R$ 1,4 milhão no Beijing Guoan. Sem acordo, o camisa 9 se reapresentou calado na sexta-feira e foi para o jogo contra o Red Bul Brasil, em São José dos Campos, demonstrando o mesmo profissionalismo de sempre. Mas, se havia algum temor pela frustração do atleta em ter de ficar no Peixe contra sua vontade, o duelo deste domingo só tornou a situação ainda mais preocupante.

A partida tinha tudo para ser de festa. Antes de entrar em campo, Ricardo Oliveira foi homenageado com a camisa 100, em alusão ao número de jogos que completara defendendo o Santos. Porém, em 45 minutos, o que se viu foi um jogador desanimado, que finalizou apenas uma vez a gol, quando isolou um rebote do goleiro Saulo. Fora isso, só tocou na bola para dar cinco passes. Não ficou impedindo, não desarmou, não cometeu falta, não fez mais nada.

Sempre muito educado e atencioso com a imprensa, ao sair de campo em direção ao vestiário, desta vez, o capitão santista passou pelos repórteres se recusando a dar entrevistas. Quando o time regressou para o segundo tempo, o centroavante, para a surpresa de todos, foi sacado para a entrada de Joel. Do banco de reservas, após novas solicitações dos jornalistas, Oliveira avisou que só falará depois que a diretoria do Santos se pronunciar.

A justificativa para sair do jogo, que aquela altura ainda estava 1 a 0 para ao adversário, foi um incômodo no joelho. “Vou aguardar para saber a reação dos médicos, para saber a condição dele”, despistou Dorival Júnior, depois da equipe levar outro gol e conhecer sua primeira derrota na temporada.

“O Ricardo está bem. Sentiu um pouco de dor e saiu. O professor optou por tirar ele. Ele vai trabalhar, sabemos que é um jogador que se cuida e esperamos que esteja apto para o clássico”, endossou Renato, capitão santista na ausência do centroavante, lembrando que no próximo domingo tem Santos e Corinthians na Vila Belmiro.

Uma entrevista coletiva chegou a ser convocada para esclarecer todo o imbróglio da negociação entre o clube, o jogador e seu estafe e o time chinês. Porém, como evento aconteceria às 16 horas de sábado, Ricardo Oliveira não poderia viajar com o elenco para enfrentar o Red Bull Brasil. A falta de comunicação entre as pessoas envolvidas gerou mais um desconforto e deixou um clima de incógnita no ar.

Segundo a assessoria do Peixe, uma nova data ainda nesta semana será agendada para o presidente Modesto Roma Júnior e o atleta se pronunciarem juntos. Por enquanto, as únicas manifestações oficiais vieram por meio de notas e, novamente, com divergências. O Santos alegou que o acordo não ocorreu por “falta de tempo hábil”, já que a janela de transferências internacionais da China fechava na sexta e o país asiático está 11 horas a frente do Brasil. Por outro lado, o jogador deixou claro que não houve mesmo acordo entre as partes. Além disso, reforçou que sua intenção era de sair em função da proposta vantajosa às vésperas de completar 36 anos e confirmou ter aberto mão de seus direitos federativos para o que o clube fosse ressarcido.

O clima de discordância entre Santos e Ricardo Oliveira sobre tudo que aconteceu na última semana fica tão evidente quanto a dúvida de como será o desempenho do jogador em campo daqui para frente.

Santos 1 x 0 Londrina

Data: 15/04/2015, quarta-feira, 19h30.
Competição: Copa do Brasil – 1ª Fase – Jogo de Volta
Local: Estádio Martins Pereira, em São José dos Campos, SP.
Público: 11.134 pagantes
Renda: R$ 523.440,00
Árbitro: Igor Junio Benevenuto (MG)
Assistentes: Bruno Raphael Pires (GO) e João Patricio de Araujo (GO).
Cartões amarelos: Gustavo Henrique e Lucas Lima (S); Jhon Murillo, Wéverton, Dirceu, Diogo Roque, Henry Kanu e Sílvio (L).
Gol: Elano (04-2).

SANTOS
Vladimir; Cicinho, Werley, Gustavo Henrique (Paulo Ricardo) e Zeca; Valencia, Lucas Otávio, Elano (Geuvânio) e Lucas Lima; Marquinhos Gabriel e Gabriel (Leandrinho).
Técnico: Marcelo Fernandes

LONDRINA
Vítor; Lucas Ramon (Jhon Murillo), Dirceu, Sílvio e Lino; Germano (Léo Maringá), Diogo Roque e Rone Dias; Wéverton, Paulinho (Henry Kanu) e Arthur.
Técnico: Cláudio Tencati



Equipe mista do Santos repete placar sobre Londrina e avança de fase

Recheado de reservas, o Santos passou sufoco no primeiro tempo, quando contou com o travessão e com Cicinho, que salvou uma bola em cima da linha, para descer para o vestiário com o empate sem gols. Porém, com uma nova postura na segunda etapa, o Peixe chegou ao seu gol, com Elano, após cobrança de escanteio, e apenas administrou o restante da partida contra o Londrina para confirmar a vaga na segunda fase da Copa do Brasil, já que também venceu o primeiro duelo, no Paraná, por 1 a 0.

O resultado conquistado na noite desta quarta-feira, diante de um bom público no estádio Martins Pereira, em São José dos Campos, credenciou o Peixe a encarar o Maringá na sequência da competição nacional. O adversário, mais um paranaense, se classificou nesta quarta-feira com a derrota por 3 a 1 para o Madureira, no Rio de Janeiro. O gol fora de casa foi determinante para a classificação da equipe que, em casa, bateu os cariocas por 2 a 0.

Agora, o Santos pensa exclusivamente no clássico contra o São Paulo, marcado para às 18h30 (de Brasília) do próximo domingo, na Vila Belmiro. O confronto vale vaga na decisão do Campeonato Paulista.

A sequência do Londrina não é diferente. Depois de bater o Coritiba por 1 a 0, no último fim de semana, o Tubarão, atual campeão estadual, visita o Coxa neste domingo, no estádio Couto Pereira, de olho em uma vaga na final do Campeonato Paranaense.

O jogo

O jogo entre Santos e Londrina atraiu o público de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, em São Paulo, que compareceu em bom número estádio Martins Pereira. Com o apoio das arquibancadas, o Peixe entrou em campo apenas com quatro titulares: Vladimir, Gustavo Henrique, Valencia e Lucas Lima.

No entanto, logo no primeiro lance após o apito inicial do árbitro, o jovem zagueiro do Peixe fez uma falta dura e, além de receber cartão amarelo, sentiu o músculo posterior da coxa e precisou ser substituído. Paulo Ricardo, mais um revelado pelas categorias de base do alvinegro praiano, foi chamado imediatamente.

Durante toda a primeira etapa, o Santos deteve mais a bola em seu domínio, mas não conseguia aprofundar e finalizar. Tão exigido em Londrina, o goleiro Vitor, do Tubarão, passou os primeiros 45 minutos sem praticar uma única defesa.

Marquinhos Gabriel se movimentou bastante, mas errou muitos passes e Gabriel não conseguia se desvencilhar da marcação. Elano chegou a aparecer com frequência nos primeiros minutos, pela ponta direita, mas, aos poucos, foi ‘sumindo’ do jogo.

Por outro lado, o Londrina desceu para os vestiários lamentando não ter aberto o placar. Vladimir salvou o Santos duas vezes, primeiro em chute de fora da área de Germano e depois em bela jogada bela direita do atacante Arthur.

Após os 40 minutos, a pressão do time paranaense aumentou e só não se concretizou em gol porque Cicinho salvou o Peixe. Após confusão na área em cobrança de escanteio, o zagueiro Dirceu bateu firme e o lateral afastou, em cima da linha, com a cabeça.

No lance seguinte, outro escanteio e desta vez o travessão livrou o time da Vila Belmiro de levar o primeiro gol.

Na segunda etapa, Marcelo Fernandes não alterou a escalação, mas mexeu na postura da equipe. O Peixe partiu para cima e foi premiado com um gol logo aos quatro minutos. Lucas Lima cobrou aberto, pela esquerda, e Elano, completamente sozinho, nem precisou saltar para cabecear no ângulo e abrir o placar.

Mesmo depois de abrir vantagem, o Santos seguiu no ataque e chegou em boas condições de marcar, com Marquinhos Gabriel e Paulo Ricardo, em duas chances claras em menos de dois minutos.

O Londrina passou a jogar mais exposto, tentando apostar nos contra-ataques, mas dando muito espaço ao time santista. Bom para o torcedor, que passou a acompanhar um jogo mais aberto e empolgante.

O Londrina ainda chegou a assustar em bolas paradas, mas Vladimir pouco trabalhou na etapa complementar. O Santos passou a apenas administrar sua vantagem e diminuiu o ritmo, já que teria de levar três gols para ser eliminado.

Desta forma, o duelo em São José dos Campos terminou mais uma vez com a vitória magra do Peixe, assim como no primeiro confronto entre as duas equipes, garantindo a vaga aos paulistas na Copa do Brasil.­­

Elano pensa em aposentadoria e planeja trabalhar à beira do campo

Com a faixa de capitão no braço, aos 34 anos, Elano entrou em campo nesta quarta-feira e acabou sendo decisivo ao marcar o gol da vitória santista em cima do Londrina, por 1 a 0, na partida que confirmou o Alvinegro praiano na segunda fase da Copa do Brasil. Além da classificação, o duelo em São José dos Campos fez com que o clube alcançasse a vitória de número 3000 em sua história.

“Três mil vitórias, e na sua história eu pude fazer um gol. Para mim, atravessando a rua, eu já estou feliz por tudo que o Santos proporcionou para a minha carreira”, disse o experiente meia, ídolo da torcida santista.

Com contrato válido até 4 de maio, data do término do Campeonato Paulista, e com um salário de ‘apenas’ R$ 50 mil, o atleta está negociando sua renovação contratual com o Santos, mas seus planos já não ficam restritos ao que pode render em campo. Elano sabe que o fim de sua carreira está se aproximando e isso também está sendo tratado com Dagoberto Santos, CEO da diretoria do Peixe.

“Nós tivemos uma conversa com o Dagoberto, temos alguns projetos, não sei se será possível, sei que minha carreira está chegando ao fim. Devo jogar mais um ou dois anos, mas espero seguir no Santos, gostaria de continuar trabalhando no clube”, revelou.

Elano já conquistou dois Brasileiros, dois Paulistas e uma Libertadores da América com a camisa do Santos. Foram duas passagens, de 2001 a 2005 e de 2011 a 2012, antes de retornar nesta temporada. Marcado principalmente pela geração que tirou o clube de um incômodo jejum de título, em 2002, o jogador planeja, após sua aposentadoria, seguir atuando como membro da comissão técnica do Santos.

“Eu tenho vontade de trabalhar na parte de campo, me identifico na parte de campo, acho que poderia acrescentar ali. A parte de dirigente acho que não daria”, explicou.

Por enquanto, a ideia é apenas embrionária. Mais conversas devem acontecer até o próximo mês e, apesar de ter propostas de fora, segundo Dagoberto Santos, Elano não parece ter pressa para resolver sua situação.

“(Vou resolver) Sentando, conversando com minha família e passando para o presidente algumas ideias, vamos ver. Minha maior alegria de falar com essa diretoria é que são grandes amigos também”, finalizou o jogador.

Santos 2 x 0 Juventus

Data: 11/04/2007, quarta-feira, 21h45.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 19ª rodada (última)
Local: Estádio Martins Pereira, em São José dos Campos, SP.
Público: 9.316 pagantes
Renda: R$ 123.639,00
Árbitro: Roger Arias da Cunha
Auxiliares: Marcos Joel Alves e Caio Mesquita de Almeida.
Cartões amarelos: Adriano (S); Naves e Maxsandro (J).
Gols: Domingos (31-1) e Renatinho (21-2).

SANTOS
Roger; Leonardo, Marcelo e Domingos; Denis, Adriano, Fabinho (Moraes), Dionísio (Carleto) e Vinícius; Jonas (Renatinho) e Rodrigo Tabata.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

JUVENTUS
Deola; Maxsandro, Levi e Gian; Ivan, Almir, Naves, Éder e João Paulo; Rafael Silva (Sérgio Lobo) e Nunes (Beto).
Técnico: Márcio Bittencourt



Com reservas, Santos vence e espera Bragantino

Sem muitas dificuldades e contando com uma equipe recheada de reservas oriundos das categorias de base, o líder Santos bateu o Juventus por 2 a 0 na noite desta quarta-feira, no estádio Martins Pereira, em São José dos Campos, no encerramento da primeira fase do Campeonato Paulista.

O resultado não alterou em nada a situação das equipes na classificação. Para o Santos, a rodada serviu para definir o seu rival nas semifinais – será o Bragantino que, em casa, derrotou o Barueri por 2 a 1. Por outro lado o Juventus, que havia extinto as possibilidades de jogar a série A-2 em 2008, estacionou nos 20, em 13º.

Com sua meta garantida desde a rodada anterior, quando, na vitória sobre o Noroeste, em Bauru, garantiu o primeiro posto da fase classificatória, o Santos utilizou a partida contra a equipe da Mooca para poupar todos os titulares e dar chance a alguns jovens das categorias de base.

E as mudanças feitas por Vanderlei Luxemburgo surtiram efeito desde a meta. Dono da posição em todos os compromissos do Santos em 2007, o goleiro Fábio Costa foi substituído por Roger. Mas o camisa 12, que fez apenas sua quarta partida com a camisa da equipe da Baixada, não teve pouco trabalho em uma partida considerada “amistosa”.

Logo aos 18min do primeiro tempo, Roger realizou duas boas defesas em seqüência – primeiro, em uma falta cobrada por Éder e, em seguida, na finalização rasteira de Nunes. Dez minutos depois, na principal intervenção da etapa inicial, o goleiro parou o lateral Ivan, que apareceu livre dentro da grande área alvinegra.

Na linha, o Santos trouxe a campo garotos como o zagueiro Marcelo e os meio-campistas Adriano e Fabinho. Ficou a cargo de um atleta mais atuante e “veterano”, entretanto, a criação das principais ações ofensivas da equipe anfitriã – o time jogou na cidade na região do Vale do Paraíba em cumprimento a punição por confrontos entre torcedores no clássico contra o São Paulo, na Vila Belmiro.

Em sua 21ª partida na temporada, Tabata agradou aos quase 10 mil torcedores, em sua maioria santistas, presentes em São José dos Campos. Desde o início de jogo chamando a responsabilidade, o meia de 27 anos, que atuou praticamente como um segundo atacante ao lado de Jonas, foi decisivo. Tanto que aos 31min, em cobrança de falta ensaiada, ele colocou a bola na cabeça do zagueiro Domingos, que abriu o marcador.

Na etapa final, Luxemburgo viu uma de suas apostas brilhar em seu primeiro toque na bola. O meia-atacante Renatinho, que substituiu Jonas, recebeu passe de Moraes, outra revelação da base (entrou na volta do intervalo) e, com oportunismo, bateu o goleiro Deola.

São José 1 x 1 Santos

Data: 11/03/1998, quarta-feira, 20h30.
Competição: Campeonato Paulista – 2ª fase – 2ª rodada
Local: Estádio Martins Pereira, em São José dos Campos, SP.
Público: 8.236 pagantes
Árbitro: Wilson de Souza Mendonça (PE).
Cartões amarelos: Lélis (SJ); Ronaldão e Narciso (S).
Cartão vermelho: Piá (29-2, SJ)
Gol: Caíco (13-2) e Piá (25-2).

SÃO JOSÉ
Maurício; Garrinchinha, Gelásio, Fernando e Lélis; Wágner, Caniggia (Bolé), Zé Renato e Piá; Adil (Eric) e Beto (Marco Aurélio).
Técnico: Admir Mello

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Argel, Ronaldão e Dutra; Marcos Assunção (Edgar Baez), Narciso, Jorginho e Caíco (Macedo); Müller e Caio.
Técnico: Emerson Leão



Santos deixa fugir primeira vitória no Paulista

Time sai na frente do São José, cede empate e não aproveita ter jogado 20 minutos com um jogador a mais

O Santos empatou fora de casa ontem em 1 a 1 com o São José e ainda não conseguiu vencer no Paulista -na primeira rodada, perdeu para o São Paulo.

No primeiro tempo, as duas equipes se mostraram muito precavidas. As chances de ataque do Santos foram em chutes de longe, como o de Caíco, aos 16min.

Já o São José investia nos cruzamentos na grande área e nos avanços dos meias Piá e Wagner.

Foi com Wagner que a equipe interiorana chegou com perigo ao gol de Zetti, aos 31min. O meia entrou na área e disparou o chute, interceptado por Ronaldão.

Mesmo com essa situação, os técnicos de Santos e São José não fizeram mudanças no intervalo.

As equipes entraram no segundo tempo com mais ações ofensivas. Logo aos 2min, o meia santista Jorginho chutou forte para a defesa de Maurício.

Um minuto depois, foi a vez do meia Adil, do São José, dominar sozinho a bola dentro da área, enquanto a zaga santista pedia impedimento. Mas, antes de Adil chutar, Zetti se antecipou.

Passados dez minutos, saiu o gol santista em jogada de Müller na área concluída por Caíco.

Aos 20min, nova jogada de Müller terminou com a finalização de Caíco, mas Maurício defendeu.

O São José empatou a partida aos 25min. Eric chutou, Zetti rebateu, e o ex-santista Piá completou. Piá foi expulso logo depois por reclamação.



Para Leão, até um empate é “péssimo”

Técnico barra Arinelson, revelação do time no ano passado, e lança Adiel, campeão mundial juvenil no Egito

O técnico do Santos, Émerson Leão, barrou o meia Arinelson do jogo contra o São José, hoje à noite em São José dos Campos, pela segunda rodada da segunda fase do Campeonato Paulista.

A vaga de Arinelson no banco de reservas será ocupada pelo meia-atacante Adiel, 17, inscrito somente ontem para disputar o Campeonato Paulista.

No primeiro tempo do coletivo de ontem à tarde, Adiel atuou entre os titulares, e o meia Caíco, entre os reservas. No segundo, eles trocaram de equipe. No final, Leão confirmou que Caíco começa a partida.

“Ele (Adiel) foi escalado para treinar entre os profissionais porque observei o treino dos juniores e gostei do que vi”, afirmou Leão.

Sobre a saída de Arinelson, o treinador desconversou. “É uma questão de opção. Ele vai jogar na preliminar (na equipe de aspirantes)”, declarou.

Arinelson, contratado no ano passado por R$ 900 mil junto ao Iraty (PR) a pedido do ex-treinador do Santos Wanderley Luxemburgo, vinha sendo utilizado por Leão como opção no banco de reservas. O jogador, apontado como principal revelação do futebol paranaense em 96, afirmou que, “como funcionário do clube”, respeita a decisão do técnico.

“Acho que estou em um momento bom. Não estou entendendo por que saí. Ele (Leão) também não me explicou o porquê, simplesmente me tirou. Se não estou agradando, ele tem de procurar me ensinar o certo.”

Adiel, campeão mundial no Egito no ano passado pela seleção brasileira sub-17 (juvenil), foi relacionado pela primeira vez para um jogo do time profissional.

“Foi uma emoção muito grande, e uma surpresa quando soube que iria treinar com o profissional. A segunda surpresa foi treinar logo entre os titulares, jogando ao lado de vários craques”, afirmou Adiel.

A equipe que inicia o jogo de hoje será a mesma que foi derrotada pelo São Paulo (3 a 2) no sábado. Segundo o treinador, qualquer resultado que não seja a vitória será considerado “péssimo”.

“Espero a vitória. O empate é um péssimo resultado porque estamos voltando de uma derrota.”

São José reforça o meio-campo

O técnico Admir Mello, do São José, tirou um atacante, Eric, e escalou um meia, Adil, para enfrentar o Santos. O meia ofensivo Piá (ex-Santos) vai jogar mais adiantado, junto do atacante Beto. Além de Piá, o meia Zé Renato também já atuou no Santos.

Outra alteração será a volta do volante Wagner, recuperado de uma inflamação na virilha.

O presidente do São José, Carlos Lorusso, esteve na FPF e obteve um adiantamento de R$ 350 mil para pagar salários e prêmios atrasados.



Fonte: Estadão

Santos 0 x 0 União São João

Data: 20/03/1997, quinta-feira, 20h45.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio Martins Pereira, em São José dos Campos, SP.
Público: 3.610 pagantes
Renda: R$ 21.654,00
Árbitro: Cláudio Vinícius Cerdeira
Cartões amarelos: Ânderson Lima e Narciso (S); Lico (U).

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima (Eduardo Marques), Sandro, Narciso e Rogério Seves; Marcos Assunção, Vágner, Alexandre (João Fumaça) e Robert (Juari); Macedo e Caíco.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

UNIÃO SÃO JOÃO
Marcelo Bezerra; Neném, Maciel, Julio César e Ivonaldo; Lico, Ricardo Lima, Souza e Odair; Sairo (Otávio Augusto) e Reinaldo.
Técnico: Lula Pereira



Santos só empata e vai buscar Müller

Sob vaias, o Santos só empatou com o União São João por 0 a 0, ontem, em São José dos Campos.

Com o resultado, a equipe permanece na vice-liderança do Grupo 1 do Paulista, com 18 pontos. O União tem 10 pontos, no Grupo 2.

Mais uma vez ficou evidente a falta de um bom atacante no Santos. Assim, a diretoria decidiu fazer uma última investida para ter Muller, do Perugia.

Cada equipe entrou em campo com cinco jogadores no meio-campo, embolando o jogo. O União, com quatro volantes, exercia uma marcação implacável sobre os cinco meias do Santos.

Sem um atacante que incomodasse o adversário -Alessandro e Baez, machucados, não jogaram- e sem jogadas pelas laterais, o Santos pouco fez. Nem a instrução para os jogadores arriscarem chutes de longa distância funcionou. Assim, a equipe só criou uma boa chance no primeiro tempo.

Foi preciso que o zagueiro Narciso subisse ao ataque. Aos 13min, ele tocou para Macedo, que serviu Alexandre. Marcelo Bezerra defendeu o chute, com dificuldade.

A equipe de Araras só ameaçou o gol de Zetti num chute de longa distância de Lico, aos 19min, que o goleiro santista desviou.

O Santos voltou com mais um atacante, João Fumaça, e mais disposto para o segundo tempo. Mas o União assustou logo aos 7min, num chute de Neném, que Zetti espalmou para escanteio.

Luxemburgo trocou Ânderson por Eduardo Marques, deslocando Vágner para a lateral direita, e Robert por Juari. Não deu certo. O Santos se abriu e passou a oferecer espaços para os contra-ataques do União.

O time só acertou um bom chute aos 43min, com Juari. Marcelo desviou para escanteio.

Müller

O presidente do Santos, Samir Abdul-Hak, e o diretor de futebol, José Paulo Fernandes, embarcaram ontem para a Itália. Lá, tentarão definir os últimos detalhes da contratação do atacante Müller.

A Unicór, patrocinadora do clube, e mais uma empresa ajudarão o Santos a contratar o jogador.



Diretoria do Santos só espera Müller até o próximo domingo

A contratação do atacante Müller, do Perugia (Itália), para o Santos está praticamente descartada devido à lentidão na definição da transferência, somada ao alto valor da multa de rescisão -R$ 1,2 milhão.

“O prazo para uma resposta definitiva é domingo. Depois, não queremos mais”, afirmou ontem José Paulo Fernandes, diretor de futebol do clube.

O dirigente ainda não tem nenhum nome alternativo em vista. A solução é esperar pela recuperação de Alessandro. “Não existe nenhum jogador da mesma capacidade à disposição”, disse Fernandes.

Mais do que os torcedores, são os jogadores que se frustrarão com um fracasso do negócio. “Precisamos de um matador e da volta do Alessandro. Estamos carentes no setor ofensivo”, reclamou o meia-atacante Robert.

Sem a contratação de mais um atacante, o Santos deverá optar por chutes de fora da área como sua principal arma.

Estádio

A liberação da Vila Belmiro deverá sair na semana que vem. A diretoria santista fez um pedido para a CBF adiar a próxima partida da Copa do Brasil, contra o Inter-RS, para quinta-feira. A intenção é ganhar tempo para que seja feita a vistoria no gramado, totalmente pronto, e nas instalações, como banheiros e arquibancadas.

Os atletas acham que a liberação do estádio vai melhorar o astral da torcida do Santos.

“A torcida está reclamando de nosso rendimento, mas deveriam ficar contentes. Somos vice-líderes do Paulista e jogando todos os jogos fora de casa”, disse Zetti.



Fonte: Estadão