Navegando Posts marcados como Maranhão

Bolívar 2 x 1 Santos

Data: 25/04/2012, quarta-feira, 21h50.
Competição: Copa Libertadores – Oitavas de final – Jogo de ida
Local: Estádio Hernando Siles, em La Paz, Bolívia.
Público e renda: N/D
Árbitro: Enrique Osses (CHI)
Auxiliares: Francisco Mondria e Carlos Astroza (ambos do CHI)
Cartões amarelos: Frontini e Arce (B); Durval, Edu Dracena e Rafael (S).
Gols: Campos (01-1) e Maranhão (34-1); Campos (29-2).

BOLÍVAR-BOL
Argüello; Rodríguez, Frontini, Valverde e Álvarez; Flores, Campos (Eguino), Lizio e Cardoso; Ferreira (Cantero) e Arce.
Técnico: Ángel Guillermo Hoyos

SANTOS
Rafael; Maranhão, Edu Dracena, Durval e Juan; Adriano, Arouca, Elano (Ibson) e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Borges (Alan Kardec).
Técnico: Muricy Ramalho



Santos não suporta altitude e perde do Bolívar com dois de falta

Jogando em casa e com a altitude de 3.660 metros de La Paz a seu favor, o Bolívar (Bolívia) venceu o Santos, por 2 a 1, na noite desta quarta-feira, no Estádio Hernando Siles. La Academia ganhou com dois gols de falta, marcados por Campos, com Maranhão descontando para o Peixe, no duelo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores da América.

Agora, os alvinegros recebem os bolivianos no confronto de volta no dia 10 de maio, na Vila Belmiro ou no Pacaembu – a direção santista ainda não decidiu em qual estádio irá exercer o seu mando de campo.

O jogo

O Bolívar começou a partida da melhor maneira possível. Logo no primeiro minuto de jogo, em cobrança de falta no bico esquerdo da grande área, Campos soltou a bomba, que explodiu na trave e, na volta, bateu nas costas do goleiro Rafael, antes de ir para o fundo das redes: 1 a 0 para La Academia.

Melhor em campo no começo do duelo, o time boliviano quase ampliou a sua vantagem, aos oito. Campos trocou passes com Arce, antes de arriscar da entrada da área e obrigar Rafael a fazer uma boa defesa.

Apesar do domínio no início do confronto, o Bolívar sofreu um duro golpe ao perder o seu principal jogador, o atacante uruguaio Ferreira, que voltou a sentir uma lesão na coxa esquerda. Aos 20, o paraguaio Cantero substituiu Ferreira.

Depois dessa alteração de La Academia, o Santos passou a crescer em campo, acertando melhor a sua marcação e se arriscando no campo de ataque, principalmente em arrancadas e dribles do atacante Neymar.

Com essa melhora, o Peixe não demorou para empatar o jogo. Aos 34, Elano cobrou bem uma falta sofrida por Neymar, Argüello salvou parcialmente, espalmando a bola na trave direita, só que o lateral Maranhão acompanhava o lance e estufou as redes no rebote, deixando tudo igual no placar.

Antes do intervalo, no último minuto do primeiro tempo, o Bolívar quase chegou ao seu segundo gol, em mais uma cobrança de falta na entrada da área, mas Campos não teve a mesma precisão da jogada do gol e mandou a bola ao lado da meta santista.

Na volta para a etapa complementar, quem levou perigo em cobrança de falta foi o Alvinegro Praiano. Logo no primeiro minuto do segundo tempo, Elano arriscou de longa distância e quase surpreendeu Argüello, que se esticou para tocar na bola e evitar o segundo gol dos brasileiros na partida.

La Academia voltou a assustar aos 20, em cobrança de escanteio. O zagueiro Frontini foi ao ataque e de cabeça, aproveitando cruzamento vindo da direita, quase recolocou os bolivianos no comando do marcador.

No minuto seguinte, procurando aumentar a estatura de sua equipe no gramado. Alan Kardec entrou na vaga de Borges. Pouco depois, foi a vez do volante Ibson ir para o jogo, no lugar de Elano.

Em busca do segundo gol, o Bolívar teve mais uma grande oportunidade de gol, aos 24. Campos cruzou da direita, a zaga do Santos desviou e Arce tentou acertar a finalização de primeira, só que a bola passou por cima do gol.

O Peixe quase passou a frente no placar, aos 27, quando Paulo Henrique Ganso cruzou na medida para cabeça de Edu Dracena, mas a bola passou muito próximo ao gol de La Academia.

Dois minutos após a boa chance desperdiçada pelos santistas, os bolivianos voltaram a ficar na frente no marcador. E, de novo, em cobrança de falta de Campos. O meia do Bolívar acertou um belo chute no canto esquerdo de Rafael.

Logo após o gol de La Academia, o clima esquentou quando um objeto arremessado da arquibancada foi atirado no campo e atingiu Neymar. A polícia teve que entrar no gramado para proteger a Joia e o árbitro teve trabalho para conter os ânimos dos jogadores das duas equipes.

No final, os santistas quase chegaram ao empate, com 40 minutos. O volante Arouca puxou rápido contra-ataque, a bola sobrou para Neymar, que cortou para dentro e bateu forte, exigindo grande defesa de Argüello.



Vídeos: (1) Gols e (2) melhores momentos

Santos 2 x 0 Mogi Mirim

Data: 22/04/2012, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – Quartas de final – Jogo único
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 10.635 pagantes
Renda: R$ 307.540,00
Árbitro: Flávio Rodrigues Guerra
Auxiliares: Daniel Paulo Ziolli e Mauro André de Freitas
Adicionais: Antonio Rogério Batista do Prado e Leonardo Ferreira Lima
Cartões amarelos: Maranhão e Juan (S); Roni, Edson Ratinho, Renê Júnior (MM).
Gols: Maranhão (21-1); Neymar (26-2).

SANTOS
Rafael; Maranhão, Edu Dracena, Durval e Juan; Adriano, Arouca (Elano), Ibson e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Alan Kardec.
Técnico: Muricy Ramalho

MOGI MIRIM
Anderson, Edson Ratinho (Luis Felipe), Tiago Alves, Lucas Fonseca e João Paulo; Val, Baraka, Renê Junior e Felipe; Roni (Jefferson Maranhão) e Hernane.
Técnico: Guto Ferreira



Neymar dá assistência, faz 99º gol pelo Santos e time bate o Mogi

Mesmo muito marcado, atacante é destaque nas quartas de final do Paulistão e garante classificação para semifinal contra São Paulo

O Santos viu seu grande astro brilhar mais uma vez e se garantiu nas semifinais do Campeonato Paulista. Com uma assistência de Neymar para Maranhão e um gol do próprio atacante, o time fez 2 a 0 no Mogi Mirim e, no próximo fim de semana vai enfrentar o São Paulo, que no sábado bateu o Bragantino por 4 a 1 no Morumbi.

Desde o início do jogo, Neymar foi “perseguido” em campo pelos marcadores do Mogi Mirim. Ao longo da partida, quatro jogadores do Mogi receberam cartões amarelos, todos eles em faltas sobre o atacante. A forte marcação, porém, não impediu que ele fosse decisivou.

No primeiro tempo, aos 22 minutos, o camisa 11 apareceu como garçom, fazendo belo lançamento para Maranhão. O lateral-direito acertou belo cabeceio e abriu o placar. Na etapa final, 10s 25, Neymar resolveu sozinho, ao receber na direita e carregar até a marca do pênalti para chutar e fechar o placar. O gol foi o de número 99 do atacante com a camisa do Santos.

Na próxima semana, o time do técnico Muricy Ramalho segue sua rotina de decisões. Na quarta-feira, inicia a disputa das oitavas de final da Copa Libertadores contra o Bolívar, na altitude de La Paz. Depois, com apenas três dias de descanso, enfrenta o São Paulo na semifinal do Paulistão, em jogo que deve acontecer no próximo domingo.

O jogo

Os donos da casa dominaram a posse de bola desde o início do jogo, dando poucas chances de ataque ao Mogi Mirim. Ainda assim, o Santos só começou a ameaçar a partir dos doze minutos, quando Ganso recebeu de Neymar e cruzou par a pequena área, de onde Alan Kardec cabeceou. A bola, porém, saiu acima do gol da equipe do interior.

Aos 18, a melhor chance santista até então. Neymar recebeu passe de calcanhar do lateral-esquerdo Juan e tentou o chute colocado no canto, mas a bola saiu rente à trave defendida por Anderson. No minuto seguinte, o Mogi teve sua única oportunidade nos 45 minutos iniciais. O meia Felipe recebeu na intermediária e chutou forte, mas viu Rafael espalmar para escanteio sem dificuldade.

Perseguido pela marcação forte dos defensores do Mogi, Neymar encontrou espaço para brilhar como “garçom” e, aos 22, iniciou a jogada que abriria o placar para o Santos. O atacante recebeu na esquerda, levantou a cabeça e fez lançamento perfeito para Maranhão, que entrava pela direita da grande área. O lateral-direito cabeceou bem, colocando a bola longe do alcance de Anderson e abrindo o placar na Vila.

À frente no placar, o Santos foi para cima na metade final do primeiro tempo tentando liquidar a partida, mas parou na boa atuação do goleiro rival. Aos 30 e aos 35 minutos, o goleiro foi o principal responsável por evitar o segundo gol santista, primeiro ao defender chute de Neymar e, depois, ao espalmar para escanteio um chute de Juan. Assim, o intervalo chegou mesmo com o 1 a 0 para os anfitriões.

No início da segunda etapa o Mogi pareceu entrar mais ligado e equilibrou as disputas no meio de campo, dificultando a chegada do Santos no ataque. O que não mudou foi a pegada na marcação, que aos 20 minutos resultou em muita reclamação de Ganso após mais uma falta em Neymar.

Esse equilíbrio, porém, durou pouco. Aos 25, Neymar decidiu novamente, e dessa vez como artilheiro. Ele recebeu a bola na direita, avançou cortando em direção à meia-lua da área do Mogi, invadiu a área, driblou o último marcador e empurrou para o fundo das redes.

Foi o gol número 99 de Neymar com a camisa do Santos. E o gol da tranquilidade do time na busca pela vaga para enfrentar o São Paulo na semifinal. No último lance, ele ainda teve a chance de fazer o terceiro do Santos e seu centésimo, mas acabou chutando na trave e o placar ficou mesmo em 2 a 0.

Bastidores – Santos TV:

Neymar apanha e é provocado, mas manda beijinhos para rival e diz estar amadurecido

O Santos venceu o Mogi Mirim por 2 a 0 e se garantiu na semifinal do Campeonato Paulista para enfrentar o São Paulo. Mais uma vez, Neymar foi o principal nome do ataque santista e teve que conviver com as provocações dos rivais. O craque santista disse estar amadurecido, mas teve um difícil teste de paciência.

“Ele está empolgado. Eu só quero jogar o meu futebol, ele fala muito e eu pouco. E agora ele está pendurado. Estou acostumado com isso, é normal”, disse o camisa 11 santista sobre o lateral Edson Ratinho, que durante toda a primeira etapa tentou tirar a concentração do atacante e, pendurado, ficou no vestiário já no intervalo.

Foi o lateral quem teve o primeiro embate com Neymar. Ele ganhou uma dividida e provocou o santista, que no lance seguinte o driblou e foi derrubado. Cartão amarelo e vez de Neymar provocar com gestos dando a entender que os rivais falavam demais.

Ainda no primeiro tempo, Neymar teve que conviver com as cornetadas do capitão Tiago Alves e chegou a mandar um beijinho para os rivais em troca dos ‘elogios’.

“Eu falei pra um deles que o time é muito bom, mas tem uns jogadores que usam demais a perna e isso acaba prejudicando o time. Não sei se é excesso ou empolgação”, disse, reclamando de ter levado um tapa na cara. “Eu tomei, todo mundo viu”.

Além do tapa reclamado, Neymar foi parado sete vezes com falta, deu 16 dribles, seis finalizações e participou da partida em 65 oportunidades, segundo os números do Datafolha.

Neymar ainda deu uma de defensor de Ganso e comprou a briga do camisa 10 com o volante Baraka. Ele foi para cima e não se intimidou com o tamanho dos rivais e até chegou a ser repreendido pelo árbitro.

Mesmo com tudo isso, ele achou espaço para fazer o que melhor sabe. No primeiro tempo, deu um passe à la Ganso e encontrou Maranhão, que na grande área marcou o primeiro.

O gol que sacramentou a vitória foi todo dele. Ele recebeu na direita, saiu da marcação de três jogadores e de pé esquerdo marcou seu gol número 99 com a camisa do Santos. De quebra, tornou-se o artilheiro da competição ao lado de Hernane do Mogi com 13 gols e provocou os rivais: “fala muito”, gritou.

Após o jogo, Neymar falou sobre o São Paulo, o próximo rival no Paulistão e elogiou o amigo Lucas. “É só não dar espaço para ele. Se der um metrinho, ele acaba com o jogo”.

Com apenas três gols sofridos nas últimas nove partidas, Santos implementa estilo Muricy

Entre muitos os elogios que Muricy Ramalho recebeu quando chegou ao Santos, talvez o principal era de que o comandante seria o homem ideal para dar um jeito na inconstante defesa santista. Pouco mais de um ano a frente do time, o estilo do treinador já pode ser notado. Prova disso são os últimos nove jogos, nos quais Rafael só foi vazado em três oportunidades.

Além disso, neste domingo, o Santos chegou ao seu terceiro jogo seguido sem levar gol e foi elogiado pelo comandante. “O Santos jogou muito bem. Não demos espaço ao Mogi. Nossa marcação foi excelente, principalmente no primeiro tempo”, avaliou o treinador, que só perdeu duas das últimas dez partidas. Um dos reveses foi justamente contra o São Paulo, adversário na semi, quando o time sofreu três gols.

O que chama atenção é que Muricy utiliza a mesma dupla de zaga de seus antecessores. Durval e Edu Dracena chegaram ser criticados em algumas oportunidades, mas tem credibilidade com o treinador e o elenco.

A nova postura do time tem outra explicação. Uma delas é a fixação do volante Adriano na cabeça de área, fundamental na proteção dos zagueiros e responsável pelo primeiro combate. Nem mesmo a lesão do volante, que só voltou a jogar no início deste ano, alterou o jeito do time jogar.

Na ausência de Adriano, Henrique era o escolhido para atuar e hoje os dois brigam por uma posição no time, podendo até mesmo jogarem juntos em algumas oportunidades.

Diante do Mogi, o time fez 71 desarmes, segundo os números do Datafolha. O principal ladrão de bolas foi justamente Adriano com 11, seguido por Juan (10), Maranhão (9) e Arouca (8).

Ao contrário da zaga, quando Muricy chegou ao Santos, os laterais eram outros. Danilo, deu lugar a Fucile, muito mais defensivo do que o antecessor e a vaga ocupada antes por Léo, hoje é de Juan. O veterano já não aguentava mais subir ao ataque com o mesmo ímpeto de outrora e, por vezes, deixava uma lacuna no setor esquerdo da defesa.

Arouca continua sendo o motor do time, mas Ganso e Ibson/Elano deixaram de ser peças importantes apenas para atacar e passaram a ajudar mais na marcação, assim como Borges e Neymar.

Contra o Mogi, Muricy optou por escalar Alan Kardec com a camisa 9 e a postura do grandalhão chamou atenção. Brigou por todas as jogadas e deu um sufoco na saída de bola do time do interior.

ÚLTIMOS 10 JOGOS:
2 x 3 São Paulo
2 x 0 Juan Aurich
2 x 0 Bragantino
5 x 0 Guaratinguetá
2 x 0 Portuguesa
1 x 1 Internacional
1 x 2 São Caetano
5 x 0 Catanduvense
2 x 0 The Stronguest
2 x 0 Mogi Mirim

Santos 2 x 0 Atlético-PR

Data: 09/10/2010, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 29ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 8.417 pagantes.
Renda: R$ 230.165,00
Árbitro: Felipe Gomes da Silva (RJ)
Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia (RJ) e Ediney Guerreiro Mascarenhas (RJ).
Cartões amarelos: Neymar, Maranhão e Arouca (S); Rhodolfo (A).
Gols: Maranhão (18-2) e Zé Eduardo (20-2).

SANTOS
Rafael; Pará (Maranhão), Vinicius Simon, Durval e Léo; Arouca, Roberto Brum, Danilo (Alex Sandro) e Alan Patrick (Breitner); Neymar e Zé Eduardo.
Técnico: Marcelo Martelotte.

ATLÉTICO-PR
João Carlos, Elder Granja, Manoel, Rhodolfo e Paulinho; Chico, Olberdam (Clayton), Branquinho e Paulo Baier (Netinho); Iván González e Nieto (Thiago).
Técnico: Sérgio Soares



Santos vence o Atlético-PR e mantém sonho do título brasileiro

Com um jogo a menos, santistas ganham em casa e sobem três posições na classificação. Neymar deu assistência e sofreu pênalti.

O Santos venceu o Atlético-PR por 2 a 0, neste sábado, na Vila Belmiro, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, subiu três posições na classificação, e continua sonhando com o título da competição. A vitória contou com a “estrela” do técnico interino Marcelo Marcelo Martelotte, que colocou Maranhão na vaga de Pará. Um minuto depois de entrar no jogo, o lateral santista fez o gol que abriu o marcador.

Maranhão ainda deu a assistência para Neymar, que invadiu a área e sofreu o pênalti. O camisa 11, que brigou com Dorival Júnior porque foi proibido de bater um pênalti na competição, não quis bater e foi ao local da cobrança apenas para dar apoio a Zé Eduardo, que bateu e marcou o segundo gol do Santos.

Com a vitória diante do Atlético-PR, o Santos chega a 45 pontos e ultrapassa o adversário deste sábado na tabela de classificação, chegando a quarta colocação. Porém, os santistas podem cair uma posição nesta rodada, já que o Internacional, que soma 44 pontos, joga neste domingo, contra o Atlético-MG, em Porto Alegre.

Depois de enfrentar os paranaenses, o Santos joga contra o Internacional-RS, na próxima quarta-feira, às 22h (de Brasília), na Vila Belmiro (jogo adiado da 13ª rodada, a pedido do clube gaúcho, que disputava a fase final da Copa Libertadores da América). Já o Atlético-PR joga contra o Goiás, no próximo sábado, em Curitiba.

O jogo

A partida começou com bastante velocidade e o Atlético-PR saindo para o ataque. Em cinco minutos, a bola chegou duas vezes dentro da área para o centroavante Nieto finalizar. Porém, o atacante foi travado na primeira oportunidade e chutou por cima do gol na segunda tentativa.

Aos dez minutos, o Santos chegou ao ataque pela primeira vez. Alan Patrick tocou para Léo, que viu Zé Eduardo livre na marca do pênalti. O atleta dividiu com Paulinho e caiu dentro da área. O atacante pediu pênalti, mas o juiz não marcou. Um minuto depois, o mesmo Zé Eduardo recebeu na direita e fez o gol, mas estava em posição de impedimento.

Os donos da casa só voltaram a assustar o goleiro João Carlos aos 24 minutos. Roberto Brum chutou de fora da área, a bola desviou na zaga, mas o goleiro se recupera e espalma para escanteio. Aos 27 minutos, Danilo deixa o campo lesionado para a entrada de Alex Sandro. Dois minutos depois, o Atlético-PR deu o troco. Barnquinhos chutou forte de fora da área e Rafael salvou o Santos, jogando a bola para escanteio.

Porém, no contra-ataque do escanteio, Neymar fez a jogada mais bonita do jogo. O camisa 11 driblou três marcadores, chutou rasteiro e o goleiro defendeu com os pés. Após a saída de Danilo, o Santos perdeu na marcação e no apoio ao ataque do lado direito. Sendo assim, o Atlético forçou as jogadas pelo esquerdo do ataque e quase abriu o marcador no final do primeiro tempo, com dois cruzamentos do lado esquerdo, que foram cortados pela zaga santista.

O segundo tempo começou como o primeiro, com muita velocidade das duas equipes. Logo no inicio, Gonzáles dribla o zagueiro Durval e cai na área. O atacante pediu pênalti, mas o árbitro mandou seguir o jogo. O Santos respondeu aos dez minutos. Alex Sandro invadiu a área pela esquerda e chutou cruzado rasteiro, a bola passou raspando a trave.

Aos 17 minutos, Martelotte tirou Pará para a entrada de Maranhão. Um minuto depois, brilhou a “estrela” do interino. O lateral tabelou com Neymar e chutou rasteiro para abrir o marcador. Logo em seguida, aos 19 minutos, Maranhão voltou a tabelar com Neymar do lado direito. O camisa 11 invadiu a área e foi derrubado. O árbitro marcou o pênalti.

A torcida pediu para Neymar fazer a cobrança. O atleta foi a marca do pênalti apenas para dar apoio ao atacante Zé Eduardo, que bateu e fez o segundo o gol do Santos. Após sofrer dois gols, o técnico Sérgio Soares fez duas substituições: tirou Paulo Baier e Nieto para as entradas de Thiago e Netinho, respectivamente. No Santos, saiu Alan Patrick para a entrada de Breitner. Nos minutos finais, os paranaenses ainda fizeram mais uma alteração: Clayton entrou na vaga de Olberdam. No entanto, o Atlético não conseguiu o empate e viu o jogo acabar com a torcida santista gritando olé.

Santos 4 x 0 Vasco

Data: 06/06/2010, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 7ª rodada
Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 8.585 pagantes
Renda: R$ 218.995,00
Árbitro: José de Caldas Souza (DF)
Auxiliares: Erich Bandeira (Fifa-PE) e Ênio Ferreira de Carvalho (DF)
Cartões amarelos: Rodriguinho (S); Nilson, Fernando Prass e Ernani (V)
Cartão vermelho: Fumagalli (V)
Gols: André (34-1, de pênalti), Maranhão (06-2), André (17-2), Madson (28-2).

SANTOS
Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo (Zezinho); Rodriguinho (Maranhão), Wesley, Marquinhos e Paulo Henrique (Breitner); Madson e André
Técnico: Dorival Júnior

VASCO
Fernando Prass; Thiago Martinelli, Cesinha e Dedé; Allan, Souza, Rafael Carioca e Jéferson (Fumagalli) e Ernani; Phillipe Coutinho (Magno) e Nilson (Léo Gago)
Técnico: Celso Roth


Santos goleia, chega ao G-4 e mantém Vasco na zona de rebaixamento

Com um segundo tempo convincente, o Santos aplicou um goleada sobre o Vasco por 4 a 0 neste domingo, na Vila Belmiro, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro. Os gols foram marcados por André, duas vezes, Maranhão e Madson. O resultado deixou o clube paulista na quarta colocação com 12 pontos. O Cruzeiro foi derrotado pelo Atlético-GO e perdeu a chance de ocupar o posto.

Por outro lado, o Vasco permanece em uma situação complicada. Com cinco pontos, o time carioca permanece na zona de rebaixamento do Brasileirão. Com a parada da competição por conta da Copa do Mundo, as duas equipes só voltam a atuar no mês de julho. Os cariocas visitam o Goiás, no Serra Dourada, dia 14. Já os paulistas, fazem o clássico diante do Palmeiras, dia 15, no Pacaembu.

A partida começou equilibrada. O Santos, com uma equipe mais técnica, tinha dificuldade para conseguir entrar na defesa do Vasco. A equipe cruzmaltina marcava forte e não se intimidava pelo fato de jogar fora de casa. Mesmo tendo perdido dois jogadores em última hora, os cariocas não tiveram maiores problemas no início. Elder Granja e Rafael Coelho não atuaram porque sentiram uma indisposição estomacal. Assim, Thiago Martinelli e Nilson, respectivamente, foram os escolhidos.

Com apenas dez minutos de partida, o Vasco criou a melhor chance para abrir o placar. Philippe Coutinho, o principal articulador da equipe carioca, tabelou com Nilson e finalizou com perigo. Rafael espalmou para a linha de fundo. A equipe da casa demorou para se encontrar e somente com uma falta bem batida por Marquinhos, aos 15, que o goleiro Fernando Prass precisou se preocupar.

O início animador deu a falsa impressão que o primeiro tempo seria mais movimentado. Entretanto, o que mais se viu foram passes errados e chutões. O jogo se concentrava nas duas intermediárias porque os cérebros das equipes, Ganso e Coutinho, eram marcados de perto. O Santos, no entanto, acabou se encontrando nos quinze minutos finais e acabou marcando seu gol , em uma falha de Fernando Prass.

O goleiro colocou a bola no chão para repor a bola em jogo e Léo, espertamente, o desarmou. Na sequência, ele derrubou o lateral-esquerdo dentro da área. André, que tinha acertado uma bola na trave em uma jogada anterior, cobrou no canto direito e fez Santos 1 a 0. O tento esfriou novamente a partida. Assim, o primeiro acabou com a vantagem mínima para o time paulista.

“O erro foi meu. Botei a bola no chão e ele (Léo) roubou a bola de mim”, confessou Fernando Prass no intervalo.

Logo no início da segunda etapa, o Santos perdeu Rodriguinho. O volante se chocou com o cruzmaltino Dedé e levou a pior. Com fortes dores na região lombar, precisou ser substituído por Maranhão. A mexida acabou dando certo porque o próprio jogador marcou, aos seis, e aumentou a vantagem santista. Ele acertou um forte chute de fora da área e Fernando Prass nada pode fazer.

Demonstrando mais volume de jogo, o Santos não parou de atacar e seguiu pressionado o Vasco. Insatisfeito com a criação do cruzmaltino, o técnico Celso Roth trocou Philippe Coutinho e Jeferson para promover as entradas de Magno e Fumagalli. Entretanto, a equipe paulista demonstrou seu poder de fogo novamente, aos 17 minutos.

Madson achou André dentro da área, o atacante dominou e tocou com categoria na saída de Fernando Prass. Para piorar o quadro, Fumagalli acabou sendo expulso no minuto seguinte. Ele deu um carrinho criminoso em Pará e o árbitro José Caldas de Souza aplicou o cartão vermelho.

No momento em que Celso Roth se preparava para colocar Léo Gago no lugar de Nilson, o Santos marcou mais um gol. A substituição era evitar mais gols do adversário. Zezinho, que entrou no lugar de Léo, machucado, cruzou rasteiro e Madson completou para a rede, aos 28 minutos. O meia, que deixou o Cruzmaltino no final de 2008, não comemorou.

Com o placar definido, o ritmo da partida diminuiu. O Vasco passou a ficar ainda mais recuado para não sofrer uma derrota por um placar mais elástico. Já o Santos, tocou a bola com tranquilidade porque a vitória estava construída.