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Boca Juniors 2 x 0 Santos

Data: 27/04/2021, terça-feira, 21h30.
Competição: Copa Libertadores – Grupo C – 2ª rodada
Local: Estádio La Bombonera, em Buenos Aires, Argentina.
Público: portões fechados devido a pandemia de Covid-19.
Árbitro: Jesus Valenzuela (VEN).
Auxiliares: Carlos Lopez e Lubin Torrealba.
Cartões amarelos: Balieiro, Pará e Marcos Leonardo (S); Sández, Pavón e Medina (BJ).
Gols; Tévez (01-2) e Villa (23-2).

BOCA JUNIORS (ARG)
Rossi; Capaldo, Lisandro López, Izquierdoz, Sández; Almendra (Jara), Varela, Cristian Medina (Buffarini); Sebastián Villa, Pavón e Carlos Tévez.
Técnico: Miguel Angel Russo

SANTOS
João Paulo; Pará (Madson), Kaiky, Luan Peres, Felipe Jonatan; Alison, Vinicius Balieiro (Kaio Jorge), Gabriel Pirani (Lucas Lourenço); Marinho, Lucas Braga (Ângelo) e Marcos Leonardo (Jean Mota).
Técnico: Marcelo Fernandes (interino)



Santos perde para o Boca Juniors na Bombonera no primeiro jogo sem Holan

Nesta terça-feira, o Santos visitou o Boca Juniors e perdeu por 2 a 0, na Bombonera, no segundo jogo do grupo D da Libertadores. Foi a primeira partida do Peixe sem Ariel Holan, que pediu demissão no início da semana. Os gols da vitória dos argentinos foram marcados por Tévez e Villa.

O Santos conseguiu a parte inicial da primeira etapa, sofrendo apenas uma vez na defesa. Apesar da boa marcação, o time não conseguiu levar perigo ao gol dos argentinos. Logo no retorno do intervalo, o Boca Juniors abriu o placar com Tévez, em mais um lance de bola aérea. Sem conseguir reagir, o Alvinegro ainda viu os mandantes ampliarem em um contra-ataque fulminante.

Com a derrota, o Santos permanece sem somar pontos no grupo. Na próxima rodada da Libertadores, o time enfrenta o The Strongest, na Vila Belmiro, na terça-feira da semana que vem, às 19h15.

O jogo

O Santos desde o início pressionou a saída de bola do Boca Juniors, dificultando a saída de bola dos mandantes. Com a marcação encaixada, o Peixe cedeu poucos espaços aos argentinos, dominando o jogo no começo. Apesar do controle, o Alvinegro pouco conseguiu criar, não levando perigo ao gol defendido por Rossi.

Quando recuperava a bola, o Santos mostrou dificuldade para acelerar de maneira precisa, errando muitos passes. A melhor chance da primeira etapa foi do Boca Juniors, com Pavón. O atacante foi lançado em profundidade pela esquerda, cortou a marcação e finalizou para boa defesa de João Paulo.

Com apenas um minuto do segundo tempo, o Boca Juniors abriu o placar na Vila Belmiro. Após cruzamento pela esquerda, Lizandro López desviou a bola na primeira trave, e Tévez apenas teve o trabalho de empurrar para as redes.

Marcelo Fernandes até tentou colocar o Santos para frente, promovendo a entrada de Kaio Jorge no lugar de Balieiro, porém o time continuou com muita dificuldade. Aos 23 minutos, Marinho perdeu a bola no ataque, e o Boca Juniors ampliou em um contra-ataque fatal. Tévez carregou e lançou Villa, que invadiu a área e finalizou na saída de João Paulo.

O Peixe permaneceu tendo a bola, porém seguiu sem efetividade. Sem levar perigo ao gol defendido por Rossi, o Santos não balançou as redes novamente e não conseguiu somar os seus primeiros pontos na fase de grupos da Libertadores.

Marcelo Fernandes diz que Santos seguiu plano de jogo elaborado por Holan

Nesta terça-feira, o Santos foi derrotado por 2 a 0 pelo Boca Juniors, na Bombonera, no segundo jogo do grupo D da Libertadores. Após a partida, o interino Marcelo Fernandes concedeu entrevista coletiva e comentou sobre a preparação do Peixe para o confronto, visto que Ariel Holan pediu demissão no início da semana.

O técnico argentino ainda comandou o seu último treino pela manhã de segunda-feira. Segundo Marcelo Fernandes, o Santos seguiu o plano de jogo elaborado por Holan. Além disso, o auxiliar técnico deixou claro que ficou satisfeito com a entrega dos jogadores em campo.

“Realmente, ontem fomos pegos de surpresa com a notícia do desligamento do professor Holan, que trabalhou logo cedo. A equipe já tinha um plano de jogo, que procuramos seguir da melhor maneira possível. Depois de tudo o que aconteceu, sentamos com os jogadores e colocamos eles para cima. São situações do futebol, essas coisas acontecem”, afirmou Marcelo Fernandes.

“Todos cumpriram muito bem o plano, infelizmente fomos pegos novamente de surpresa no início do segundo tempo com uma bola parada, um escanteio, algo que treinamos muito. Depois disso, a gente tentou, procurou, mas a confiança vai embora, mediante tudo o que tem acontecido. Não estou contente pelo resultado, mas feliz pelo desempenho e pela vontade que os jogadores tiveram hoje aqui”, completou.

Marcelo Fernandes não esconde que o revés na Bombonera é dolorido, mas acredita que o Peixe ainda tem plenas condições de se classificar às oitavas de final da Libertadores.

“Essa derrota é dura, em virtude da nossa derrota em casa para o Barcelona-EQU. Então, já são duas rodadas e duas derrotas, mas ainda temos 12 pontos a disputar. Vamos jogar duas partidas seguidas em casa, na Vila Belmiro. É uma situação muito boa para que a gente possa fazer uma grande apresentação e somar esses primeiros pontos, porque a equipe ainda tem todas as condições de conseguir a classificação”.

Pará diz que Santos buscou “jogar de igual para igual”, mas lamenta queda no 2º tempo

No primeiro jogo sem Ariel Holan, o Santos foi derrotado por 2 a 0 pelo Boca Juniors, na Bombonera. O Peixe até começou bem, porém caiu de rendimento ao longo do jogo e saiu de campo com mais um revés. Na visão de Pará, o time se perdeu depois de sofrer o primeiro gol.

“A gente sabia que seria um jogo difícil, viemos com o intuito de vencer o jogo. Infelizmente não conseguimos, fizemos um belíssimo primeiro tempo e, em uma desatenção nossa na bola parada, eles conseguiram fazer o gol, o que desestabilizou o nosso time. Enquanto tivermos força, vamos procurar classificar”, afirmou Pará.

“A gente procurou jogar de igual para igual, a gente sabia que o jogo seria difícil, como foi. A equipe do Boca é muito forte jogando em seus domínios”, completou.

Alison destaca que o Santos não tem “tempo para lamentar” a saída precoce de Holan

Nesta terça-feira, o Santos foi derrotado por 2 a 0 pelo Boca Juniors, na Bombonera, no segundo jogo do grupo D da Libertadores. Após a partida, o capitão Alison foi o escolhido dentre os jogadores para conceder entrevista, comentando sobre a saída de Ariel Holan.

Alison lamentou o desligamento do técnico argentino, mas ressaltou que o Peixe não tem tempo hábil para lamentar a perda do comandante.

“Foi uma saída precoce. Era um cara que estava se esforçando muito para ajudar na evolução do time e do grupo, mas as coisas no futebol infelizmente acontecem muito rápido. Na realidade, a gente não tem tempo de lamentar. A gente perdeu ele ontem e, hoje, a gente já teve um jogo muito importante. Precisamos seguir batalhando e lutando para nos reerguer”, afirmou o volante.

Alison, como líder do elenco, também falou sobre a importância de blindar os jovens no momento delicado vivido pelo Alvinegro.

“A gente tem muitos meninos no time, mas eles sabem da responsabilidade que é jogar em um clube gigante como o Santos. Em um momento complicado como esse, a gente tem que tirar o máximo da pressão sobre eles. Como um dos líderes e capitão do time, essa responsabilidade é minha, eu assumo, preciso assumir. Quanto menos pressão tiver em cima deles, melhor. Quanto mais se sentirem à vontade para jogar, melhor. A gente está aqui para dar suporte para eles. Eles vêm se esforçando muito para ajudar a gente, todos”, pontuou Alison.

Santos chega ao quarto jogo consecutivo sem marcar gols

No primeiro jogo sem Ariel Holan, o Santos foi derrotado por 2 a 0 pelo Boca Juniors, na Bombonera. Com mais uma atuação sem brilho, o Peixe segue sem pontuar no grupo D da Libertadores. Além disso, o ataque da equipe permanece sendo uma preocupação.

Afinal, o Santos chegou à quarta partida consecutiva sem balançar as redes do adversário. Antes do confronto contra o Boca Juniors, a equipe já havia passado em branco contra o Barcelona-EQU, pela Libertadores, e contra o Novorizontino e o Corinthians, pelo Campeonato Paulista.

Desde o início da temporada, o Peixe já entrou em campo 15 vezes, sendo seis pela Libertadores e nove pelo Paulistão. Em sete desses jogos, o Santos terminou a partida sem marcar gols, escancarando a dificuldade ofensiva do time. No momento, a equipe tem um saldo negativo de nove gols neste recorte.

Jogadores que brilharam na temporada passada ainda não reencontraram a melhor forma. Desde que retornou aos gramados, Marinho ainda não emplacou uma boa atuação pelo Peixe. Da mesma forma, Kaio Jorge ainda não mostrou que merece voltar a ser titular, visto que Marcos Leonardo assumiu o posto no comando do ataque.

Com o resultado desta terça-feira, o Santos segue na lanterna do grupo D da Libertadores.


Boca Juniors 0 x 0 Santos

Data: 06/01/2021, quarta-feira, 19h15.
Competição: Copa Libertadores 2020 – Semifinal – Jogo de ida
Local: Estádio La Bombonera, em Buenos Aires, Argentina.
Público: portões fechados devido a pandemia de Covid-19.
Árbitro: Roberto Tobar (CHI)
Auxiliares: Claudio Urrutia e Alejandro Molina (ambos do CHI).
VAR: Juan Benítez (PAR)
Cartão amarelo: Boca Juniors: Villa (B).

BOCA JUNIORS (ARG)
Esteban Andrada; Leonardo Jara, Lisandro López, Carlos Izquierdoz e Frank Fabra; Nicolás Capaldo, Diego González (Cardona), Sebastián Villa e Eduardo Salvio (Buffarini); Carlos Tevez e Franco Soldano (Ábila).
Técnico: Miguel Russo

SANTOS
John; Pará, Lucas Veríssimo (Laércio), Luan Peres e Felipe Jonatan; Alison, Diego Pituca e Soteldo (Sandry); Marinho, Lucas Braga e Kaio Jorge (Madson).
Técnico: Cuca



Prejudicado pela arbitragem, Santos empata com o Boca Juniors na Argentina

O Santos empatou em 0 a 0 com o Boca Juniors (ARG) na noite desta quarta-feira, em La Bombonera, pelo jogo de ida da semifinal da Libertadores da América.

O Peixe foi prejudicado pela arbitragem de Roberto Tobar, do Chile, em Buenos Aires. Marinho sofreu um pênalti de Izquierdoz no segundo tempo. O juiz mandou seguir, confiou na orientação do VAR e não reviu o lance no vídeo.

O Alvinegro foi melhor durante a maior parte da partida, mas não transformou a superioridade em muitas chances claras de gol. Os goleiros Andrade e John pouco trabalharam.

A decisão por uma vaga na final da Libertadores ocorrerá na próxima quarta-feira, na Vila Belmiro. Novo 0 a 0 levaria a eliminatória para os pênaltis. Empate com gols classificaria o Boca Juniors. Quem vencer, obviamente, avança para enfrentar Palmeiras ou River Plate.

O jogo

O Boca Juniors começou melhor em sua casa. Aos 7 minutos, Villa recebeu de Tévez e acertou o travessão do goleiro John. O lance, porém, foi anulado por impedimento.

Aos 10, Villa chegou de novo pela esquerda. O colombiano driblou Pará e cruzou – Lucas Veríssimo desviou e quase marcou contra. A partir daí, o Santos melhorou.

O Peixe passou a ter a posse de bola e atacar mais que o Boca, mas não criou chances claras. Na melhor oportunidade, Marinho chutou forte de fora da área aos 42 e Andrada encaixou.

Logo no primeiro minuto, o Boca quase abriu o placar. Salvio recebeu de Tévez, driblou Felipe Jonatan com facilidade e bateu forte para grande defesa de John.

Aos 10 minutos, o Santos respondeu: Felipe Jonatan driblou Jara e chutou para boa defesa de Andrada. A arbitragem, porém, parou a jogada por um toque no braço.

Quando o placar marcava 18 jogados, o Santos chegou bem com Marinho. Ele recebeu sozinho pela direita e bateu fraco. Aos 20, Kaio Jorge bateu colocado com perigo.

No minuto 23, o Boca Juniors respondeu. Tévez arrancou, gingou entre Pará e Lucas Veríssimo e bateu colocado. A bola passou à esquerda do goleiro John.

Aos 29, um lance polêmico em La Bombonera. Marinho levou a melhor sobre Izquierdoz e foi tocado. A arbitragem não marcou pênalti e nem foi no vídeo rever. De acordo com Carlos Simon, ex-árbitro e comentarista da Fox, a penalidade máxima foi clara.

Nos minutos finais, nenhuma chance clara foi criada. A decisão fica para a Vila Belmiro.

Bastidores – Santos TV:

Cuca reclama de pênalti e lamenta empate do Santos: “Precisávamos ter vencido”

Cuca reclamou de pênalti não marcado em Marinho e lamentou o empate do Santos em 0 a 0 com o Boca Juniors na noite desta quarta-feira, em La Bombonera, pela ida das semifinais da Libertadores da América.

O técnico valorizou a atuação do Peixe, mas disse que o time poderia (e precisava) ter vencido. Aos 29 minutos do segundo tempo, Marinho levou a melhor sobre Izquierdoz e foi tocado. A arbitragem de Roberto Tobar (CHI) não marcou pênalti e nem foi no vídeo rever o lance. De acordo com Carlos Simon, ex-árbitro e comentarista da Fox, a penalidade máxima foi clara.

“Sentiria (o Santos perto da final) se tivéssemos vencido aqui. Viemos para ganhar. Viemos com quatro atacantes e soltando os laterais para fazer gol, ganhar o jogo. Jogamos até um pouco melhores com o Boca e não é fácil. Tivemos um lance decisivo, que foi pênalti não marcado. Marinho sofre o pênalti no alto e no chão. Poderia ter decidido a partida a nosso favor. Jogo bem jogado que poderíamos ter ganho. Empate não é vantagem. 0 a 0 é pênalti, outro pênalti é Boca. Esse empate é mais favorável ao Boca. A vantagem é que viemos em La Bombonera com só dois que jogaram aqui. E agora eles vão na maior vila do mundo enfrentar a gente”, disse Cuca.

“Temos que jogar como jogamos hoje, com uma definição melhor. Equipe tradicional, mais experiente, e fomos melhores. Estou contente com a produção, mas queríamos e precisávamos ter vencido. Libertadores é complicada. Vantagem mínima do Grêmio é um fator, hoje não. Continua tudo aberto, Boca fora de casa é perigoso e temos que tomar cuidado”, completou.

Marinho valoriza empate do Santos com o Boca e reclama de pênalti: “Não sei por que não foi olhar o vídeo”

Marinho reclamou de pênalti não marcado para o Santos no empate em 0 a 0 com o Boca Juniors na noite desta quarta-feira, em La Bombonera, pela ida das semifinais da Libertadores da América.

Aos 29 minutos do segundo tempo, Marinho levou a melhor sobre Izquierdoz e foi tocado. A arbitragem não marcou pênalti e nem foi no vídeo rever o lance. De acordo com Carlos Simon, ex-árbitro e comentarista da Fox, a penalidade máxima foi clara.

“Eu fui tocado dentro da área. Não sei porque árbitro não foi olhar o vídeo”, disse Marinho.

O camisa 11, eleito melhor em campo novamente pela Conmebol, analisou o empate santista.

“Tranquilo, o importante é conseguir um resultado aqui. Poderíamos ter vencido, mas jogar contra o Boca é muito difícil. O importante é não perder. Fizemos grande jogo, queríamos a vitória, mas o empate é bom resultado e temos que fazer um grande jogo em casa”, afirmou.

“Vamos decidir em casa. É um jogo difícil também, em La Bombonera ou Vila Belmiro. Duas equipes grandes, temos máximo respeito e vamos trabalhar para vencermos em casa”, concluiu.

Alison: “4% é muito”

Jornal argentino vê pênalti em Marinho, do Santos: “Boca se safou”

O Olé, maior jornal da Argentina, admitiu o pênalti de Izquierdoz em Marinho no empate do Santos em 0 a 0 com o Boca Juniors na noite desta quarta-feira, em La Bombonera, pela ida das semifinais da Libertadores da América.

Aos 29 minutos do segundo tempo, Marinho levou a melhor sobre Izquierdoz e foi tocado. A arbitragem de Roberto Tobar (CHI) não marcou pênalti e nem foi no vídeo rever o lance. De acordo com Carlos Simon, ex-árbitro e comentarista da Fox, a penalidade máxima foi clara.

“A ação deixou muitas dúvidas. Buscaram de um ângulo, checaram de outro e nada. Não encontraram nenhum ângulo que ayude Tobar (Roberto, árbitro chileno) a mudar sua decisão. Na verdade, ele nem foi ver. Mas Izquierdoz errou e Boca se safou do pênalti”, escreveu o Olé em um trecho.

“Sem dúvida, existiu uma jogada polêmica que poderia ter mudado o rumo do encontro. Houve pênalti para o Santos? Os primeiros replays da televisão deixavam dúvidas, mas logo se vê claramente quando Izquierdoz engancha a perna direita quando o atacante (Marinho) já havia tocado a bola e o defensor do Boca não tinha chance de chegar”, afirma o Olé em outra parte da publicação.

A diretoria do Santos enviará um ofício à Conmebol nesta quinta-feira para pedir o áudio da decisão entre os árbitros de VAR e o juiz Roberto Tobar.

Cuca exalta Kaio Jorge, do Santos: “Referência apesar da pouca idade”

Cuca exaltou Kaio Jorge em coletiva de imprensa após o empate do Santos em 0 a 0 com o Boca Juniors na noite desta quarta-feira, em Buenos Aires, pela ida das semifinais da Libertadores da América.

O atacante de 18 anos se tornou titular absoluto no Peixe.

“Kaio Jorge é um jogador que vem subindo de produção jogo a jogo e treino a treino. É referência para nós apesar da pouca idade. Amadureceu, faz importantes funções. Uma pena sair com cãibra porque fez grande partida. Equipe no geral fez grande partida. Estamos muito felizes com o Kaio. Não se preocupa apenas em fazer gol, compõe taticamente e encorpa nossa equipe”, disse o técnico.

Revelado pelo Santos, Kaio Jorge tem sete gols em 47 partidas. Ele foi promovido por Cuca em 2018.

Tévez promete Boca tranquilo no Brasil e afirma: “Santos não chegou em nenhum momento”

O Santos entrou na La Bombonera como gente grande nesta quarta-feira e garantiu o empate por 0 a 0 contra o Boca Juniors, pela ida da semifinal da Libertadores. Após o jogo, Carlos Tévez comentou o duelo e afirmou que o plantel argentino “está tranquilo porque o jogo está em aberto”.

“Foi uma partida travada, difícil. O Santos fez marcação individual, jogaram com cinco lá atrás e ficou difícil entrar no campo defensivo deles. Somente conseguimos quando roubamos a bola e saímos no contra-ataque. Fizeram um plano de jogo defensivo e não conseguimos superá-lo”, comentou o jogador sobre a partida de ida.

O atacante argentino ainda reforçou a postura do time brasileiro: “O Santos não chegou em nenhum momento, o confronto está aberto. O importante é que eles não fizeram gol. O Santos fez um jogo defensivo que não conseguimos romper”.

“Vamos tranquilos para o Brasil porque o confronto está aberto. Sabemos que eles vão ter que sair para o ataque, porque são locais, e nós podemos surpreender. Como eu disse, o confronto está aberto”, completou na saída do gramado.

Santos fará ofício à Conmebol para pedir áudio do VAR após pênalti não marcado em Marinho

O Santos enviará um ofício nesta quinta-feira à Conmebol para pedir o áudio da discussão dos árbitros do VAR na decisão de não marcar pênalti em Marinho no empate em 0 a 0 com o Boca Juniors nesta quarta-feira, em La Bombonera, pela ida das semifinais da Libertadores da América.

Aos 29 minutos do segundo tempo, Marinho levou a melhor sobre Izquierdoz e foi tocado. A arbitragem de Roberto Tobar (CHI) não marcou pênalti e nem foi no vídeo rever o lance. De acordo com Carlos Simon, ex-árbitro e comentarista da Fox, a penalidade máxima foi clara.

Na visão da diretoria do Peixe, a penalidade máxima foi nítida e não há justificativa para o juiz não olhar de novo a jogada.

Santos cobra providências da Conmebol após polêmica de arbitragem: “Que não ocorra mais!”

O empate sem gols entre Santos e Boca Juniors, pela Libertadores, ficou marcada por uma polêmica de arbitragem. Um dia após o confronto, o Peixe emitiu um comunicado oficial cobrando providências da Conmebol e solicitando que “isso não ocorra mais”.

O comunicado divulgado pela equipe brasileira destaca o ofício enviado pelo presidente do Santos, Andres Rueda, à entidade máxima do futebol sul-americano e ao responsável pela Comissão de Arbitragem, além de encaminhar o mesmo para os presidentes da CBF e FPF.

O lance em questão diz respeito a um possível pênalti cometido por Izquierdoz, zagueiro do Boca, em cima de Marinho. O questionamento do Santos passa pelo entendimento do porque o VAR não foi acionado no momento da falta.

“Mais uma vez presenciamos um episódio que não condiz com as recentes melhorias, os investimentos e os pilares de
desenvolvimento da Conmebol nos últimos dois anos”.

“Solicitamos que isso não ocorra mais. São dois clubes muito grandes, dois dos maiores times do Mundo, e isso só atrapalha o espetáculo. Queremos que as tecnologias sejam bem utilizadas e que todos sejam tratados da mesma forma”, destacou a nota.

O fato não parece ser uma exceção e sim regra – o Santos destacou ainda que outros clubes brasileiros já foram prejudicados e pediu para que “os erros não fiquem impunes”.

Santos termina campanha como visitante na Libertadores com invencibilidade

O Santos terminou a edição 2020/2021 da Libertadores da América com invencibilidade como visitante: quatro vitórias e dois empates – aproveitamento de 77,8%.

O Peixe enfrentará o Boca Juniors (ARG) na próxima quarta-feira, na Vila Belmiro, pelo jogo de volta da semifinal da competição continental. E a decisão será em partida única no Maracanã. Ou seja, o Alvinegro não jogará mais como visitante.

O Santos teve a segunda melhor campanha na fase de grupos, atrás apenas do Palmeiras, e agora precisa vencer o Boca em casa para chegar à final. Em La Bombonera, houve empate por 0 a 0.

Veja os jogos do Santos como visitante:
Defensa y Justicia 1 x 2 Santos
Delfín 1 x 2 Santos
Olimpia 2 x 3 Santos
LDU 1 x 2 Santos
Grêmio 1 x 1 Santos
Boca 0 x 0 Santos.

Santos alcança 800 jogos internacionais na história

O Santos alcançou 800 jogos internacionais em sua história diante do Boca Juniors (ARG) na última quarta-feira, em La Bombonera, pela ida das semifinais da Libertadores da América.

De acordo com o levantamento da ASSOPHIS (Associação dos Pesquisadores e Historiadores do Santos), o primeiro compromisso fora do Brasil ocorreu em 1917.

O Santos decidirá a vaga na final da competição continental na próxima quarta-feira, na Vila Belmiro, após o empate em 0 a 0. A final está marcada em jogo único no Maracanã. Dessa forma, o Peixe só aumentará seu histórico na próxima temporada, a partir de março.

Ônibus do Santos é depredado após empate com o Boca Juniors em La Bombonera

O ônibus do Santos foi depredado na saída de La Bombonera após o empate em 0 a 0 na noite desta quarta-feira, pelo jogo de ida das semifinais da Libertadores da América.

De acordo com relato dos jogadores, um tijolo foi arremessado no vidro do veículo. Ninguém ficou ferido.

A partida de volta será na Vila Belmiro, na próxima quarta-feira.

Motorista do ônibus nega apedrejamento, mas Santos mantém posição

Após o Santos informar que o ônibus de sua delegação foi apedrejado na chegada ao hotel depois do empate por 0 a 0 com o Boca Juniors, pelo jogo de ida da semifinal da Libertadores, em Buenos Aires, o motorista do veículo deu outra versão sobre o ocorrido.

Em entrevista ao jornal argentino Olé, Darío Rubén Ebertz alegou que o que atingiu o ônibus não foram pedras e sim um galho.

“Que não mintam. Não sei por que geram desconfiança sem sentido e empolgam as pessoas no Brasil. Era um galho. Chegava um caminhão com contêiner na frente e não corria mesmo com as motos da polícia acenando para ele. Passou por onde fica um cassino flutuante e chegou muito perto do cordão, bateu em um galho e veio até nós. Observe o que está estilhaçado, naquela área não dá para bater em uma pedra e sair”, disse o motorista, que tem no currículo 10 anos de serviços prestados ao próprio Boca Juniors, segundo o Olé.

Gringo, como é conhecido, era o motorista do ônibus do Boca apedrejado por torcedores do River Plate em 2018. Já sobre o veículo do Peixe, o motorista alega que pediu aos jogadores santistas para que não dissessem coisas que não são verdadeiras.

“Eu disse aos brasileiros quando eles desceram ‘não digam coisas que não são que a pedra não é’. O que acontece é que imediatamente começaram a tirar fotos e a dizerem coisas que não são. Era um galho”, finalizou.

Em contato com a Gazeta Esportiva, a assessoria do Santos manteve o seu posicionamento, ou seja, de que o ônibus foi apedrejado.



Conmebol divulga áudio do VAR em lance polêmico de Boca e Santos: “Contato de futebol” (Em 07/01/2021)

A Conmebol divulgou nesta quinta-feira os áudios do VAR durante a análise de um possível pênalti em Marinho no confronto entre Boca Juniors e Santos pela semifinal da Libertadores, que terminou empatado em 0 a 0.

A polêmica ocorreu aos 29 minutos do segundo tempo, quando o camisa 11 do Peixe se infiltrou na área dos argentinos e foi tocado por Izquierdoz.

Na sala do VAR, o lance foi caracterizado como normal. Os membros da equipe de arbitragem usaram termos como “contato de jogo” e “limpo”.

Do lado do Santos, a compreensão não é a mesma. Nas redes sociais, o clube mostrou indignação com o lance e com o fato de o árbitro chileno Roberto Tobar não ter consultado as imagens.

“O time santista destaca a estranheza pela não verificação do VAR à beira do campo, no lance que Marinho foi derrubado dentro da área adversária no segundo tempo”, publicou o Alvinegro.

Após o conturbado jogo de ida, Santos e Boca Juniors voltarão a se enfrentar na próxima quarta-feira, na Vila Belmiro.



Cuca rebate insinuações contra o Santos: “Fiquei quatro dias na UTI, jamais tiraria proveito da covid” (Em 10/01/2021).

O técnico Cuca rebateu insinuações contra o Santos após os testes positivos do goleiro John e do zagueiro Wagner Leonardo para a covid-19.

A dupla testou positivo para o novo coronavírus antes da viagem de volta de Buenos Aires, onde o Peixe empatou em 0 a 0 com o Boca Juniors (ARG) na última quarta-feira.

Parte da imprensa argentina levantou a possibilidade do Alvinegro ter escondido o resultado e usou o fato do elenco ter ficado no campo durante o intervalo como argumento.

“Eu não vi eles falarem, ouço burburinhos. Não é verdade que sabíamos dos meninos contaminados. Todos jogaram com teste na mão. Vigilância sanitária da Argentina fez os testes antes de voltarmos e deu que os dois estavam com covid. Podem ter pego na viagem, na própria Argentina… Vieram em avião sanitário, fretamos e pagamos. Falaram por que ficamos no intervalo no campo. O que tem a ver? Vestiário é longe, fiz diversas vezes na minha carreira. O que tem a ver com a covid? Isso não existe. Estamos calejados, tenho 35 anos de futebol e sei que isso é tirar foco do pênalti que não foi dado e jogar numa pressão que de repente possam querer usar no futuro em bastidores. Temos tudo certo, jamais faria qualquer falcatrua. Eu tive covid, fiquei quatro dias na UTI e perdi meu sogro pela covid. Jamais tiraria proveito disso. Jamais”, disse Cuca.

O Santos afirma ter cumprido todos os protocolos de saúde. O resultado para a covid saiu na manhã de quinta-feira, quando John e Wagner Leonardo foram retirados da viagem. A dupla voltou para o Brasil no último sábado em voo sanitário e aguarda por novos exames.


Boca Juniors 2 x 0 Santos

Data: 25/06/2003, quarta-feira, 21h40.
Competição: Copa Libertadores – Final – Jogo de ida
Local: Estádio Alberto Jacinto Armando, La Bombonera, em Buenos Aires, Argentina.
Árbitro: Oscar Ruiz (COL)
Cartões amarelos: Ibarra, Schiavi, Cascini, Cagna, Villareal (B); Pereira, Paulo Almeida e André Luís (S).
Cartão vermelho: Reginaldo Araújo (S)
Gols: Delgado (33-1) e (39-2).

BOCA JUNIORS
Abbondanzieri; Ibarra, Schiavi, Burdisso e Rodriguez; Battaglia, Cascini e Cagna (Cangelo); Delgado, Schelotto (Villareal) e Tevéz.
Técnico: Carlos Bianchi

SANTOS
Fábio Costa; Reginaldo Araújo, Pereira (André Luís), Alex e Léo; Paulo Almeida, Renato, Fabiano (Nenê) e Diego; Robinho e Ricardo Oliveira.
Técnico: Emerson Leão



Santos perde invencibilidade e tri da Libertadores fica mais distante

O Santos não conseguiu repetir a mesma façanha de 40 anos atrás, quando conquistou o bicampeonato da Taça Libertadores em pleno La Bombonera, e foi derrotado na noite desta quarta-feira pelo Boca Juniors por 2 a 0, na primeira partida da final.

Agora o clube brasileiro, que até então estava invicto, precisa vencer por três gols de diferença na próxima quarta, no Morumbi, para se tornar o primeiro tricampeão do país. Em caso de vitória por dois gols, a decisão irá para os pênaltis. Ao time argentino, até uma derrota simples serve.

No começo do jogo o Santos mostrou que não sentia a pressão do caldeirão argentino, lotado com os cerca de 60 mil torcedores. Apesar da forte marcação adversária, o time conseguia tocar bem a bola e passava a maior parte do tempo com ela.

A primeira chance de gol, entretanto, foi dos donos da casa. Aos 32min, Schelotto alçou a bola na área, Schiavi chutou de primeira e Fábio Costa conseguiu desviar para escanteio. Após a cobrança do corner, Delgado pegou a bola na esquerda, puxou para o meio e chutou rasteiro. Fábio Costa chegou a tocar na bola, mas não impediu o gol.

Ainda no primeiro tempo o Santos teve a chance de empatar. Robinho ganhou na corrida da defesa argentina, driblou dois zagueiros, mas bateu forte demais quando tentou encobrir o goleiro Abbondanzieri.

No intervalo, o técnico Emerson Leão colocou o zagueiro André Luís no lugar de Pereira, que já tinha um cartão amarelo e insistia em cometer faltas.

Aos 14min, o Boca quase ampliou a vantagem. Delgado cobrou escanteio na pequena área, André Luís furou e Fábio Costa deixou escapar. A bola passou rente ao gol do Santos, mas ninguém do Boca apareceu para marcar.

Como no primeiro tempo, os brasileiros tinham mais a posse de bola, mas não conseguiam criar chances de perigo. O Boca, por sua vez, era mais perigoso e continuava a jogar nos erros santistas.

Aos 38min, Reginaldo Araújo foi expulso corretamente após falta dura em Delgado. Na cobrança da infração, feita pelo próprio atacante argentino, a bola cruzou a área do Santos, quicou na frente de Fábio Costa e entrou.

Meninos da Vila esbarram na experiência de trintões

Delgado, 30, aproveita falhas de Fábio Costa e faz os dois gols do Boca

A experiência falou mais alto. Ontem, na Bombonera, os Meninos da Vila pararam diante dos trintões do Boca Juniors.

Não se saíram bem especialmente na fase inicial e acabaram derrotados pelo time argentino, por 2 a 0, gols marcados, um em cada tempo, pelo atacante Delgado, 30, um dos veteranos do Boca.

Com cinco jogadores com pelo menos 30 anos de idade em campo, a equipe argentina entrou demonstrando mais firmeza. Os santistas tinham dificuldades para se organizar no ataque, como o próprio técnico Emerson Leão reclamava na etapa inicial.

Uma de suas principais esperanças para as finais, o atacante Robinho, 19, foi apático na maior parte do jogo. No primeiro tempo, ensaiou uma pedalada logo no início, deu um chute em cima do goleiro Abbondanzieri e outro para fora, mas foi só. No segundo, fez um bom cruzamento para a área, mas nada além disso.

Seu companheiro Diego, 18, também não foi bem no primeiro tempo. No segundo, participou mais do jogo, mas reconheceu que estava difícil superar a marcação do Boca. “Eles jogam com dez atrás da linha da bola, o que dificulta”, reclamou o atacante.

Mais experientes, os argentinos fizeram o que pretendiam. Exploraram os erros dos brasileiros e evitaram que o jogo corresse solto e os santistas fizessem suas jogadas individuais. De acordo com o Datafolha, a partida ficou mais tempo com a bola parada -48min03s- do que com ela em jogo -46min06.

Ontem, os dois gols do Boca acabaram sendo marcados em falhas do goleiro santista.

Depois de ter feito uma defesa espetacular em chute de Schiavi, que apareceu livre dentro da pequena área, Fábio Costa falhou.

Aos 33min, exatamente no minuto seguinte do lance anterior, o atacante Delgado chutou de fora da área, o goleiro santista pulou atrasado, chegou a tocar na bola, mas não evitou o gol.

No segundo tempo, o Santos, que não inscreveu um atleta com mais de 30 anos na Libertadores, lançou-se com mais ímpeto ao ataque, especialmente a partir dos 20 minutos. Chegou a criar pelo menos duas chances de gol, mas deixou sua defesa desprotegida.

Foi em um lance de bola parada, no entanto, aos 38min, que o time sofreu o golpe final. Delgado bateu uma falta, a bola passou por todo mundo, inclusive por Alex, Fábio Costa foi mal no lance e deixou ela passar. No final da partida, lamentou o ocorrido. “Os dois gols, na verdade, foram jogadas que o Leão alertou muito a gente”, afirmou o goleiro.

Para complicar, ainda a equipe praiana ainda teve Reginaldo Araújo expulso no segundo tempo. Desfalcado, precisa agora vencer por pelo menos três gols de diferença em casa para erguer a taça e evitar a disputa de pênaltis.

Santos sente pela 1ª vez o gosto do fracasso

Em Buenos Aires, meninos falham, equipe perde aura de imbatível e agora precisa de três gols, em São Paulo, para evitar pênaltis e conquistar a Libertadores após 40 anos

Não deu para virar desta vez.

Como em 1963, o Santos saiu em desvantagem no placar diante do Boca Juniors em La Bombonera na decisão da Libertadores. Porém Diego e Robinho não repetiram Pelé e Coutinho. Pior que isso, Fábio Costa não repetiu Gilmar. Resultado: derrota por 2 a 0.

Caiu ontem na Argentina uma invencibilidade de 12 jogos no principal torneio do continente -se o Santos não perdesse, faria a maior série sem derrota de um time do país ao longo do torneio.

Agora, os santistas precisam vencer por três gols de diferença no jogo de volta, em São Paulo, na quarta-feira para voltar a ganhar a Libertadores após 40 anos. Se a vitória for por dois gols de diferença, a decisão será nos pênaltis.

O Boca Juniors não fez uma grande partida, mas, apoiado por sua torcida e contando com erros dos santistas, conseguiu a mesma vantagem que havia obtido nas semifinais contra o América de Cali. Vencera o time colombiano por 2 a 0 no mesmo estádio.

Fábio Costa foi um dos heróis na campanha santista, especialmente nas oitavas-de-final, quando defendeu três pênaltis. Ontem, porém, foi infeliz nos lances dos dois gols, ambos chutes de longa distância do atacante Delgado.

Robinho voltou a ter atuação apenas razoável. Teve a melhor chance santista na primeira etapa, mas pecou na finalização, sua maior deficiência. Seu parceiro, Diego, mais uma vez se destacou. Mas, caçado em campo (8 das 25 faltas sofridas pelo time), não conseguiu mudar a situação.

As principais peças santistas foram anuladas pelo esquema montado pelo técnico Carlos Bianchi, conhecido como “Mister Libertadores” -já venceu o torneio três vezes. Mesmo em casa, o Boca Juniors não pressionou tanto. Tratou de tirar o espaço dos santistas e, em especial no segundo tempo, apostar nos contra-ataques.

O técnico do Santos, Leão, soltou seu time na segunda etapa. O empate esteve perto, mas o lateral Reginaldo Araújo acabou sendo expulso após entrada violenta -ao menos Elano volta no segundo jogo. Na sequência, saiu o segundo gol, que complicou as aspirações santistas de voltar ao topo do futebol mundial. Ganhando a Libertadores, o Santos pega o Milan no Mundial interclubes, o que também repetiria um confronto épico de 40 anos atrás.

Desde que a Libertadores eliminou a possibilidade de um jogo-desempate para definir o seu campeão, só uma vez um time que perdeu o jogo de ida por dois gols de diferença conseguiu reverter a situação: o Nacional, da Colômbia, na edição de 1989.

O Santos atual tenta ainda repetir o Santos de Pelé, mas agora terá mesmo que repetir outro Santos, o de Giovanni, que na semifinal do Brasileiro de 1995 precisava vencer por três gols de diferença o Fluminense na volta e conseguiu.

Melhor ataque perde a mira em Buenos Aires

O melhor ataque dessa e das últimas 26 edições da Libertadores sucumbiu ontem em Buenos Aires. O Santos, 29 gols em 13 jogos, time do artilheiro do torneio, Ricardo Oliveira (nove), não saiu do zero -o que só havia acontecido uma vez neste campeonato: contra o El Nacional, no Equador, na primeira fase.

O time santista até que tentou, mas não acertou o alvo.

Segundo levantamento do Datafolha, os Meninos da Vila chutaram 19 vezes contra o gol de Abbondanzieri, mas acertaram apenas três vezes. Aproveitamento pífio de 15,7%.

Robinho, Fabiano e Alex foram os únicos que conseguiram acertar o gol do Boca, mas pararam no goleiro rival.

Os santistas não renderam em La Bombonera nem perto do que costumam fazer nos estádios nacionais, mesmo tendo ficado mais tempo com a posse de bola (58%). No Brasileiro, o Santos é o time que mais finaliza, 18,2 chutes a gol, dos quais acerta, em média, 39%.

Preciso, o Boca aproveitou a sua boa pontaria para abrir a vantagem na série final. Foram 12 chutes contra o gol do Santos, oito certos (67%). Desses, cinco de Delgado, que duas vezes venceu Fábio Costa e definiu o placar: 2 a 0.

Lance a lance:

1º tempo

9min – Falta para o Santos perto da entrada da área. Alex bate forte, mas a bola pára na barreira.

16min – Delgado recebe passe diante de Fábio Costa. O juiz dá impedimento.

21min – Delgado bate falta na área do Santos. Renato antecipa e corta de cabeça.

30min – Robinho domina na esquerda do ataque e bate em cima de Abbondanzieri.

32min – É a vez de Fábio Costa trabalhar. Delgado cobra falta pela esquerda, a bola cai no pé de Schiavi, que chuta de primeira. O goleiro do Santos defende.

33min – Delgado recebe na esquerda, corta para o meio e chuta. Fábio Costa não alcança, e o Boca abre o placar.

40min – Fabiano arrisca de fora da área, e Abbondanzieri espalma para escanteio.

47min – Robinho recebe bola na esquerda, se livra de dois rivais e bate para fora.

2º tempo

9min – Em lance de bola parada, Delgado joga na área e Fábio Costa tira de soco.

13min – Delgado bate escanteio na pequena área, a zaga fura e Fábio Costa deixa escapar. Nenhum argentino, porém, consegue finalizar.

16min – O Santos chega também em cobrança de falta. Diego cobra pelo alto, mas a zaga do Boca afasta.

22min – Diego bate falta na entrada da área, o chute desvia na barreira e sai. Após a cobrança do escanteio, bola sobra para Ricardo Oliveira dentro da área, mas o atacante manda para fora.

36min – O Boca volta ao ataque. Delgado cobra falta de longa distância, e Fábio Costa consegue defender.

38min – Em falha de Fábio Costa, o Boca amplia. Delgado bate falta na área. A defesa do Santos não consegue afastar, a bola toca no chão e engana o goleiro santista.

Argentina troca “macaquitos” por reverência

Tradicionalmente ufanista, a rádio Mitre – a AM líder de audiência na Argentina- trocou na transmissão de ontem as brincadeiras típicas da rivalidade entre os dois países (como chamar os brasileiros de “macaquitos”) por reverência ao bicampeão mundial Santos.

O lateral-esquerdo Léo foi tratado como craque. “Que jogador impressionante”, exclamou o comentarista Roberto Leto após uma arrancada do santista.

O narrador, Rodolfo de Paoli, demonstrava preocupação a cada ataque brasileiro. “Ai, ai, ai, lá vem o Santos, pode sair o gol”, dizia.

Até a entrada do reserva Nenê foi precedida de um alerta. “Cuidado, ele é canhoto”, avisou Paoli.

Só a dupla de zagueiros, Pereira e Alex, foi criticada. “Eles nem parecem brasileiros. Como são duros”, opinou Leto. No final, com a vitória garantida, ambos se disseram impressionados com a “violência” do Santos.

Argentina elogia brasileiros, mas crê em conquista

As edições de ontem dos principais jornais argentinos reconheceram a força do Santos, mas apontaram o Boca Juniors como virtual campeão da Taça Libertadores-2003.

“Encheu meia taça” foi a manchete do “Clarín”, principal jornal do país. Para o diário, “os brasileiros jogaram de igual para igual” e o resultado final não refletiu o que aconteceu dentro de campo.

Também ponderado, o “La Nación” afirmou que a influência de La Bombonera foi relativa “por causa da chuva, do nervosismo do público e da atitude ofensiva do Santos”. Sua manchete, porém, é otimista: “Boca tem meia Libertadores”.

Sempre provocativo, o jornal esportivo “Olé” vinculou a atuação apagada de Robinho à presença de Juan Román Riquelme, ex-jogador do Boca, no banco de reservas.

“Rominha”, titulou o jornal, ilustrando a capa com uma foto de Delgado (autor dos dois gols do Boca Juniors) abraçado a Riquelme, que hoje atua pelo Barcelona (Espanha).

O “Olé” também lembrou Diego Maradona, maior ídolo da história do clube argentino, e disse que o jogo deixou “claro que o brasileiro que leva seu nome não chega a seus pés”.



Santos tenta crescer dentro da Bombonera (Em 25/06/2003)

No mais temido alçapão argentino, contra o Boca Juniors e 58 mil torcedores, equipe de Diego e Robinho tenta repetir feito de 40 anos de Pelé e Coutinho na Libertadores

Mais até do que o futebol do adversário, os Meninos da Vila terão de suportar hoje, às 21h40 (de Brasília), em Buenos Aires, o entusiasmo de 58 mil torcedores que se amontoarão no estádio La Bombonera para empurrar o Boca Juniors no jogo em que os argentinos tentarão a todo custo selar a conquista da Libertadores da América e vingar a derrota de 63.

Há 40 anos, o Santos de Pelé e Coutinho se sagrou bicampeão ao fazer 2 a 1 em Buenos Aires, impedindo o Boca de conquistar seu primeiro título sul-americano. À época com uma capacidade superior à atual, o estádio abrigou, segundo dirigentes do clube argentino, mais de 60 mil torcedores.

Nesses 40 anos, cinco títulos da Libertadores nas costas, o Boca só viu o fanatismo crescer. O tradicional bairro de La Boca respirava decisão na tarde de ontem. Ao redor do estádio, dezenas de vendedores de camisas e suvenires disputavam a clientela que antes se aglomerava nas enormes filas.

Para a finalíssima, na próxima quarta-feira, em São Paulo, os chamados barrabravas prometem mandar pelo menos 3.800 pessoas para o Morumbi. O número equivale à quantidade de ingressos que o Santos ofereceu. Segundo o diretor geral do clube, Jorge Luís Bitar, seriam necessários 10 mil entradas, tal a procura, que já se iniciou, segundo ele.

“Se o resultado for normal [uma vitória simples], o Boca põe pelo menos 5.000 em São Paulo. Se o resultado ficar mais difícil para nós [empate ou derrota], aí vai mais gente ainda. Assim é a torcida do Boca”, afirmou Bitar.

Os santistas vão se espremer hoje em dois setores, M e P. Durante o dia de ontem, torcedores uniformizados do Santos ocuparam boa parte dos assentos nos vôos entre São Paulo e Buenos Aires.

Dirigentes do clube da Vila Belmiro chegaram a montar uma espécie de “central” de venda de ingressos em um hotel de Buenos.

Além do significado especial para torcedores de Santos e Boca, a partida tem mais uma dimensão histórica para os argentinos.

Hoje serão comemorados os 25 anos do primeiro título da Argentina em uma Copa do Mundo -a competição aconteceu no próprio país e a final, contra a Holanda, foi realizada no estádio do arqui-rival do Boca, o River Plate.

Para boa parte dos jogadores de Santos e Boca, talvez seja a última chance de conquistar o título da Libertadores. Entre santistas, alguns estão na mira de clubes europeus. Robinho, por exemplo, já despertou o interesse do Barcelona, da Espanha. Diego frequentemente é ligado a clubes italianos. Já o Boca diz ter recebido oferta de US$ 20 milhões pelo novato astro Tévez, que começou a competição sul-americana desprestigiado, no banco de reservas.

Leão quer isolar meninos durante as 36 horas

O técnico do Santos, Emerson Leão, quer que seus jogadores tenham o menor contato possível com os argentinos durante as 36 horas que a equipe vai passar em Buenos Aires.

Além de não divulgar previamente o hotel no qual o time se hospedou na cidade, Leão proibiu qualquer entrevista a jornalistas locais -só depois da partida o acesso aos atletas será liberado.

Para garantir a tranquilidade do elenco, o treinador convenceu a diretoria santista a contratar 15 seguranças. Eles receberam a equipe no aeroporto de Ezeiza, ontem, e só serão dispensados na madrugada de amanhã, quando a delegação retorna ao Brasil.

Tudo faz parte de uma estratégia de Leão para evitar que informações extracampo possam prejudicar o rendimento de seu time. Ontem, por exemplo, o técnico desdenhou da Bombonera, o mitológico estádio do Boca.

“O que tem em La Bombonera que na Vila Belmiro não tem? O Santos é um time de elite e tem que se comportar como tal.”

Para ele, o Boca Juniors tenta valorizar seu estádio. “Eles têm que supervalorizar mesmo o que é deles. Tem que comprar por dois e vender por dez.”

Os jogadores aprovam a tática do comandante. “Não temos parentes na Argentina, e o negócio é ficar lá o mínimo possível. Se eu pudesse, voltava logo depois do jogo”, disse o lateral Léo.

Os atletas também minimizam a suposta força da torcida do Boca. “O jogo será difícil, mas não por causa da torcida. O Boca tem um bom time”, declarou Ricardo Oliveira, que com nove gols é o artilheiro desta Libertadores.

O goleiro Fábio Costa e o zagueiro Alex também preferiram valorizar o rival em vez de tecer elogios ao entusiasmo dos fãs do time mais popular da Argentina.

Em meio à preocupação pela recepção ao Santos, Leão ficou aliviado ao saber que o árbitro colombiano Oscar Ruiz foi escalado para o confronto. “Ele tem um bom currículo”, justificou.

Argentinos usam receita oposta e louvam trintões

Enquanto o Santos aposta em atletas jovens, a estratégia do Boca é oposta. Praticamente quatro anos separam os times no quesito média de idade.

Dos titulares que entram em campo hoje, os brasileiros, com média de 22,8 anos, são bem mais novos do que os adversários argentinos (27,1 anos).

Entre os 25 atletas inscritos pelo Santos na Libertadores, nenhum tem mais de 30 anos. O mais velho, Narciso, 29, se recupera de uma leucemia e nem sequer chegou a ser relacionado para o banco. Entre os titulares, o “veterano” é Léo, 27.

Os expoentes dessa situação são justamente as estrelas Diego, 18, e Robinho, 19.

A situação é oposta no Boca, em que seis titulares têm mais de 30. O mais velho, Cagna, está com 33 e é absoluto no time comandado por Carlos Bianchi.

O treinador também deposita confiança em outros “trintões”. O goleiro Abbondanzieri, o zagueiro Schiavi, os atacantes Delgado e Schelotto, todos com 30, e o volante Cascini, 32, começam jogando.

Hoje há um único “menino” titular do Boca: Tévez, 19, que só foi inscrito na segunda fase. Em princípio, Bianchi relutou em utilizá-lo, mas acabou cedendo à pressão da imprensa.

Estrelas santistas foram invenções de “retranqueiro”

Ironia da bola, a gênese da dupla Diego e Robinho, símbolo do “futebol moleque” que o Santos leva a campo na decisão de hoje, talvez não ocorresse sem o dedo de um dos treinadores brasileiros mais perseguidos pela fama de retranqueiro: Celso Roth.

Foi o gaúcho que lançou, no início de 2002, as duas maiores estrelas santistas.

O primeiro, Diego, logo na estréia do Santos no Rio-São Paulo, no dia 20 de janeiro.

O meia pisou no gramado da Vila Belmiro aos 13min do segundo tempo, substituindo Eduardo Marques, titular que há meses vinha arrastando a condição de promessa santista.

O novato não marcou, levou um cartão amarelo, mas agradou. Ao término do torneio, já era titular da equipe.

Robinho estreou no profissional dois meses depois, no dia 24 de abril, também na Vila. Entrou no lugar de Robert aos 41min do segundo tempo, em uma vitória por 2 a 0 diante do Guarani.

Diferentemente de Diego, porém, continuou no banco ao longo do Rio-São Paulo.

“O Robinho era ainda mais franzino do que hoje. Tínhamos receio de um choque forte”, explica Roth.

Robinho, no entanto, deve ainda mais a outro “retranqueiro”: o ex-volante Zito, hoje dirigente santista.

“No começo de 2002, fui assistir à estréia dos juniores do Santos na Copa São Paulo e relacionei sete jogadores para o profissional. O Diego estava lá. O Robinho não jogou e não entrou na lista”, afirma Roth, que dirige o Atlético-MG no Brasileiro.

“No dia seguinte, o Zito me procurou e pediu para que eu deixasse o Robinho treinar por uma semana. Aceitei e, depois de dois dias, fiquei pasmo, sem entender por que ele não jogava entre os juniores”, completou.

Vítimas do Santos de 1963 acreditam que agora vai

Torcida e dirigentes do clube argentino associam sucesso santista a Pelé

Dirigentes do Boca Juniors que em 1963 viram o Santos sepultar as pretensões do time -à época ainda em busca do primeiro título da Taça Libertadores- dizem estar agora muito mais confiantes em alcançar a quinta conquista continental devido ao que julgam ser o maior “desfalque” santista na decisão deste ano, que começa hoje à noite, em Buenos Aires.

“Antes havia Pelé. Hoje não há mais ele no Santos”, resumiu Oswaldo Bambenutto, principal assessor do presidente do clube argentino, Mauricio Macri.

Aos 12 anos, Bambenutto assistiu das arquibancadas à vitória santista de virada por 2 a 1, classificada por ele como a maior frustração imposta aos torcedores do Boca Juniors por um rival dentro de La Bombonera.

“Chorei bastante naquele fatídico dia”, acrescentou o ex-jogador Horacio “Cholo” Palmieri, 50, na ocasião com 10 anos e atualmente diretor social do clube.

A expectativa da fanática torcida do Boca para a decisão com o Santos é tão grande que os ingressos de arquibancadas acabaram no sábado passado.
Na tarde de ontem, a polícia de Buenos Aires foi obrigada a intervir para conter o tumulto provocado por torcedores que se enfileiravam por mais de um quilômetro nas cercanias do estádio.

Eles disputavam um a um os 12 mil ingressos chamados “populares”, colocados à venda somente ontem e que esgotaram rapidamente. Esse bilhetes dão direito a um lugar no pior setor da arena, o correspondente às áreas de “geral” dos estádios brasileiros.

Vendidas oficialmente a 10 pesos (US$ 3,7) -cada torcedor podia adquirir apenas uma-, as entradas populares eram comercializadas abertamente fora do estádio por até 50 pesos (US$ 18,5), preço que um cambista pediu à reportagem.

Nos últimos três dias, torcedores fizeram vigília noturna nas imediações do La Bombonera, dormindo nas calçadas esperando a abertura das bilheterias nas manhãs seguintes.

Sacrifício

Juan Carlos Mairin, 29, foi um dos que tentaram, mas ontem “morreu na fila”, como ele mesmo definiu. Saiu na manhã de anteontem da província de Córdoba, onde vive, pernoitou na rua, porém antes de chegar a sua vez de comprar uma entrada, as bilheterias já haviam fechado -os ingressos estavam esgotados.

“Jogue contra quem jogue, o Boca sempre será favorito porque nossa torcida sempre é a mais fanática”, afirmou Jorge Luis Bitar, 60, diretor geral do clube. Bitar também esteve na final de 1963 e até hoje lamenta o sentimento “triste” de 40 anos atrás.

“Em primeiro lugar sou Boca Juniors. Depois, argentino”, bradou outro fanático, o comerciante Juan Carlos Zinola, 55, dono do bar e restaurante Carlitos, vizinho do estádio La Bombonera.

Zinola convive há décadas com o cotidiano do clube mais popular da Argentina. Diz ter entre seus clientes o atual técnico do Boca, Carlos Bianchi, o ex-presidente da Argentina Raúl Alfonsín e Diego Armando Maradona, maior ídolo do futebol argentino, ex-jogador e torcedor declarado do Boca.

“Naquela época [1963], o Santos era mais equipe que o Boca Juniors e ainda tinha Pelé. Com ele e mais jogadores como Dorval, Mengálvio, Coutinho e Pepe, o Santos desequilibrava qualquer jogo. Agora o plantel deles é muito jovem. Tenho muito mais esperança de sair campeão”, afirmou Zinola.

Santos quer deixar de ser a “viúva do Pelé”

Inimigo político de ex-craque, grupo que comanda o clube crê que título continental é senha para “expurgá-lo” da Vila

No dia 10 de dezembro de 1999, em meio a uma das mais bélicas eleições da história do Santos, o jornal “A Tribuna”, o maior da cidade litorânea, publicou em sua primeira página um anúncio pago assinado por “Edson – Pelé”.

No texto, o ex-jogador afirmava que se a chapa “Novos Rumos”, encabeçada por Marcelo Teixeira, vencesse o pleito ele se afastaria do clube que o consagrou.

“(…) De imediato me distanciarei de qualquer ato desta diretoria para não atrapalhá-los em seus propósitos. Acima de tudo eu quero o melhor para o nosso clube”, dizia o trecho final da nota.

Pelé apoiava então a candidatura de José Paulo Fernandes, situacionista que era vice de Samir Abdul-Hak, seu amigo e advogado, que deixava a presidência após cumprir dois mandatos.

Três anos e meio depois, o grupo que derrotou politicamente o maior jogador da história deseja que ele mantenha a ameaça-promessa feita naquele anúncio. Para essas pessoas, que hoje dominam o Conselho Deliberativo do clube, está na hora de o Santos de Pelé passar a ser só Santos.

E não haveria ocasião mais adequada para isso que o título da Libertadores da América, conquistado duas vezes pela equipe (62 e 63) e em ambas colado à figura lendária de Pelé. Voltar a ganhar tão importante competição sem a participação do mito, avaliam, seria ideal para enterrar de vez a gozação imposta pelos adversários por anos a fio de que os santistas não passam de “viúvas do Pelé”.

Embora seja debatido há anos à boca miúda nos bastidores da Vila Belmiro, o “expurgo” do ex-jogador é, quando tratado de forma oficial, um tema-tabu.

“Se o Pelé, por uma iniciativa própria, tem as suas razões para não se aproximar do Santos, aí você vá e pergunte a ele. Nós não temos nenhum tipo de problema com ele. Ninguém quer apagar a imagem do Pelé”, disse o presidente santista, Marcelo Teixeira.

O tom diplomático contrasta com declarações de seus poucos pares da diretoria que topam comentar o assunto sem rodeios.

“O Pelé mina o nosso trabalho diariamente e tenho certeza de que está torcendo contra o Santos nessa final. Na diretoria todos pensam assim, mas muitos não podem dizer. O Santos está na curva da Boa Esperança. Vamos ganhar e acabar com essa história de que dependemos do Pelé”, afirmou o conselheiro Celso Leite, diretor empresarial do clube.

Ele alega que a gestão de Abdul-Hak, acusada de irregularidades pela situação, era na verdade conduzida por Pelé. As contas do mandato 98/99 ainda não foram aprovadas no Conselho Deliberativo do clube. Leite diz ainda que Pelé está por trás de grupos de oposição que hoje criticam a gestão Marcelo Teixeira.

O conselheiro Paulo Silvares, membro do Conselho Fiscal e da comissão criada para reformar o estatuto do clube, vai na mesma linha. “Acho que isso [Santos de Pelé] está superado. Tudo que está sendo feito independe dele. O Santos anda pelas suas próprias pernas, é bem maior que Pelé.”

A participação de Pelé na direção santista começou em 1993, com a eleição de Miguel Kodja Neto. Por divergências com o presidente, ele deixou o clube em 94. Mas contratou uma auditoria que constatou irregularidades na gestão Kodja Neto, que foi afastado -entrou o vice Abdul-Hak.


Boca Juniors 1 x 1 Santos

Data: 25/08/1968, domingo, 17h00.
Competição: Torneio Pentagonal de Buenos Aires – 4ª rodada (última)
Local: Estádio La Bombonera, em Buenos Aires, Argentina.
Árbitro: Luiz Pestarino.
Expulsos: Cabrera e Rojas (BJ); Rildo e Negreiros (S).
Gols: Toninho Guerreiro (06-1) e Ángel Rojas (36-1).

BOCA JUNIORS (ARG)
Antonio Roma; Rubén Suñé, Julio Meléndez, Roberto Rogel e Armando Ovide; Antonio Rattin e Angel (Vieira); Antonio Cabrera, Ángel Rojas, Jorge Fernández e Alberto González.
Técnico: José D’Amico

SANTOS
Gylmar; Carlos Alberto, Ramos Delgado, Oberdan e Rildo; Joel Camargo (Negreiros) e Lima (Turcão); Amaury, Toninho Guerreiro, Pelé e Edu.
Técnico: Antoninho



Santos conquista Pentagonal e viaja para os EUA

O Boca precisava da vitória para conquistar o título.

Foram 15 minutos de futebol e violência no resto

Fonte: Estadão

Boca Juniors 3 x 4 Santos

Data: 05/05/1964, terça-feira
Competição: Amistoso
Local: Estádio La Bombonera, em Buenos Aires, Argentina.
Árbitro: Luís Ventre (ARG).
Gols: Peixinho (12-1), Zito (20-1) e Pelé (29-1); Juan José Rodrigues (12-2), Paulo Valentim (19-2), Peixinho (24-2) e Paulo Valentim (34-2).

BOCA JUNIORS (ARG)
Antonio Roma; Rubén Magdalena, Silvio Marzolini e Carmelo Simeone; Orlando Peçanha e Alcides Silveira; Cecilio Martínez, Abeledo (Ernesto Grillo), Paulo Valentim, Juan José Rodríguez e Alberto González.
Técnico: Adolfo Pedernera

SANTOS
Gilmar; Lima, Modesto, Joel Camargo e Geraldino; Zito (Ismael) e Almir (Rossi); Peixinho, Coutinho, Pelé e Pepe (Batista).
Técnico: Lula



O Santos venceu o Boca por 4 a 3

Fonte: Estadão