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Santos 3 x 1 Coritiba

Data: 06/07/2003, domingo, 18h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 16ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.653 pagantes
Renda: R$ 70.872,00
Árbitro: Wilson de Souza Mendonça (FIFA PE)
Auxliares: Cid Bezerra Cavancante (PE) e Luciano Coelho Cruz (PE)
Cartões amarelos: Jerri e Alexandre (S); Reginaldo Nascimento, Lima e Tcheco (C).
Cartão vermelho: Willians (C)
Gols: Jerri (36-1); Fabiano (14-2), Preto (16-2) e Tcheco (36-2).

SANTOS
Fábio Costa; Reginaldo Araújo (Wellington), Preto, André Luís e Léo; Alexandre, Renato, Fabiano (Daniel) e Jerri; Nenê (Júlio César) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Emerson Leão

CORITIBA
Fernando; Odvan, Edinho Baiano e Reginaldo Nascimento; Jackson, Williams, Tcheco, Lima (Souza) e Adriano; Edu Sales (Ceará) e Marcel (Marlon).
Técnico: Paulo Bonamigo



Sem “estrelas”, Santos vence Coritiba e assume vice-liderança

Em noite inspirada, o Santos não tomou conhecimento do Coritiba neste domingo. Diante de sua torcida, na Vila Belmiro, os santistas atropelaram os paranaenses, vencendo o adversário por 3 a 1.

O alvinegro praiano não contou ainda com os jogadores Diego, Robinho, Alex e Paulo Almeida, que servirão a Seleção Brasileira Sub-23, que disputará o Copa Ouro neste mês, e Elano, machucado.

Além de interromper uma ótima seqüência do Coritiba, que não perdia havia sete partidas, o resultado colocou o Santos na vice-liderança do Campeonato Brasileiro com 30 pontos, um a menos do que o líder Cruzeiro e, também, um jogo a menos.

A boa apresentação santista serviu para enterrar de vez a derrota para os argentinos do Boca Juniors na final da Libertadores da América, quando a equipe deu adeus ao sonho do tricampeonato do torneio mais importante do continente.

Santos e Coritiba voltam a campo na quarta-feira. No clássico paulista, o Santos enfrenta o Corinthians e reedita a final do Campeonato Brasileiro do ano passado, quando sagrou-se campeão. Já o Coritiba, desfalcado, recebe o São Paulo em casa.

O jogo

O Santos começou a partida pressionando o adversário. Logo aos 2min, Nenê cobrou falta, mas a bola passou por cima do gol de Fernando.

Um minuto depois, boa jogada do Santos pela esquerda. Jerri tabelou com Léo pela esquerda, e chutou cruzado, rasteiro, para dentro da área. Fabiano ficou com a bola, mas concluiu mal, em cima da zaga do Coritiba.

O time paranaense só ofereceu perigo aos santistas aos 8min. Jackson arriscou de fora da área. A bola passou próxima à trave direita de Fábio Costa.

Aos 16min, Edu Sales lançou Marcel que, livre de marcação, tocou embaixo das pernas de Fábio Costa, quando o goleiro santista saía do gol. Preto salvou o que seria o primeiro gol do Coritiba quase em cima da linha. Os paranaenses voltaram a apertar o Santos aos 28min. Tcheco cruzou na área, mas Marcel cabeceou para fora.

Aos 36min, depois de pressionar o adversário, o Santos conseguiu abrir o placar. Nenê cruzou da esquerda e, após seqüência de erros da defesa do Coritiba, Jerri apareceu e chutou para o fundo da rede para abrir o placar para time da Vila Belmiro.

Os santistas quase ampliaram a vantagem aos 41min. Léo cobrou falta e a bola raspou o travessão, assustando o goleiro do Coritiba. Aos 45min, Tcheco cobrou falta na barreira e a bola sobrou para Lima, que chutou por cima do gol.

O Santos voltou com uma alteração para o segundo tempo. Wellington substituiu Reginaldo Araújo, que não fez um bom primeiro tempo.

A equipe santista continuou a pressionar o adversário na etapa final. Aos 5min, Jerri fez boa jogada e tocou para Ricardo Oliveira concluir. Fernando evitou o gol, mandando a bola para escanteio.

No lance seguinte, André Luís arriscou de longe, mas o goleiro do Coritiba defendeu novamente. As coisas melhoraram para o Santos aos 7min. Willians, que já tinha amarelo, fez falta violenta em Léo e foi expulso.

Fabiano, aos 11min, quase ampliou para a equipe do litoral paulista ao cabecear uma bola rente ao travesão. Nenê, aos 25min, fez boa jogada e na conclusão, mais uma boa defesa de Fernando.

Aos 14min, depois de tanto pressionar o adversário, o Santos fez o segundo gol. Nenê fez boa jogada na esquerda e cruzou no pé de Fabiano que, de primeira, ampliou o marcador.

Dois minutos depois, Nenê cobrou falta para o meio da área. Renato tentou, Fernando defendeu e, no rebote, Preto fez o terceiro do Santos na Vila Belmiro.

Com o placar elástico e dominando a partida, o treinador Emerson Leão decidiu analisar o comportamento de dois novos jogadores. Júlio César, que voltou à equipe após passar pelo futebol turco, fez sua reestréia no lugar de Nenê. Daniel, das categorias de base, substituiu Fabiano.

Mesmo com a goleada momentânea, o Santos continuou a dominar a partida e a criar diversas chances. Mas, em uma cobrança de falta indefensável, aos 36min, Tcheco descontou para o Coritiba, dando números finais à partida.

Santos 4 x 0 Bahia

Data: 28/06/2003, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 2.684 pagantes
Renda: R$ 31.618,00
Árbitro: Jorge Fernando Rabello (RJ)
Auxliares: Hilton Moutinho Rodrigues e José Cláudio Ramos (ambos do RJ).
Cartões amarelos: Marcelo Souza, Fabiano (B), Alexandre, Pereira (S)
Gols: Douglas (15-1), William (17-1) e Jerri (45-1); Fabiano (29-2).

SANTOS
Júlio Sérgio; Reginaldo Araújo, Pereira (Preto), André Luís e Rubens Cardoso; Alexandre, Daniel, Wellington (Fabiano) e Jerri; Douglas e Willian (Nenê)
Técnico: Emerson Leão

BAHIA
Emerson; Fabiano, Luiz Fernando, Marcelo Souza e Lino; Otacílio, Jair, Neto e Danilo (Chiquinho); Nonato e Marcelo Nicácio (Gilberto)
Técnico: Evaristo de Macedo



Outros Meninos da Vila brilham e mostram o caminho para o Santos

Douglas e Jerri. Esses são os mais novos Meninos da Vila.

A vitória de 4 a 0 que o Santos sonha ter contra o Boca Juniors na quarta-feira pela Libertadores foi obtida ontem contra o Bahia na Vila Belmiro com o time reserva, pelo Campeonato Brasileiro, o que deixou o clube como vice-líder do torneio, com 27 pontos.

O atacante Douglas, uma opção para o lugar de Robinho, sofreu três pênaltis ontem -converteu o único desses três que foi marcado pelo árbitro e abriu o placar logo aos 15min do primeiro tempo.

O meia-atacante Jerri, que já chegou a colocar Diego na reserva nas categorias de base, desarticulou a defesa do Bahia, participou de jogadas de gol e marcou o seu. O segundo gol foi feito aos 17min por William, um menino já bem conhecido que escorou cruzamento da esquerda. O terceiro, aos 45min, foi de pênalti, de Jerri.

“Parece que nós estamos com o time reserva. Temos que perguntar para cada um por que entramos em campo com a cabeça em outro lugar”, disse o goleiro Emerson, do Bahia, no intervalo.

A cabeça dos titulares santistas, poupados ontem, estava toda no Boca Juniors. Mas os reservas do time, que chegaram a bater os titulares em um treino nos últimos dias, só pensavam em se destacar na oportunidade que receberam.

Se o juiz Jorge Rabello tivesse marcado os quatro pênaltis que o Santos conseguiu na primeira etapa, o Bahia teria sofrido possivelmente uma goleada histórica.

Para o segundo tempo, o técnico Evaristo de Macedo, do Bahia, mexeu no time, mas nada adiantou. Os “Meninos da Vila B” dominaram totalmente o jogo.

Jerri, que ligou o meio-campo ao ataque, foi aplaudido pelo poucos torcedores presentes ao estádio bem antes do final da partida (até pedalou como Robinho).

O goleiro Júlio Sérgio, reserva de Fábio Costa, mal teve como mostrar sua qualidade, pois praticamente só assistiu à partida.

Com o jogo fácil, decidido, o técnico Leão decidiu colocar alguns dos reservas que mais brilharam na Libertadores: o meia Fabiano e o atacante Nenê.

Fabiano, herói da classificação à final, aproveitou para marcar o seu. Recebeu cruzamento da esquerda e, livre na área, só tocou para o gol de Emerson aos 30min.

Nos minutos finais, o Santos perdeu gols em série. O Bahia, que jogou de azul, a cor principal do uniforme do Boca Juniors, terminou o jogo satisfeito com o resultado. A torcida, feliz, nem gritou o já tradicional “é quarta-feira”.



Santos, pela 1ª vez, escala time reserva no Brasileiro (Em 28/06/2003)

O técnico Emerson Leão decidiu resguardar os titulares do Santos e colocará em campo hoje, às 16h, contra o Bahia, na Vila Belmiro, um time de reservas.

Será a primeira vez que o treinador poupará atletas por causa da Libertadores. Na próxima quarta, no Morumbi, o time precisará vencer o Boca Juniors por uma diferença de três gols -ou de dois, desde que ganhe nos pênaltis- para ser campeão sul-americano.

O único titular relacionado entre os 11 é o lateral-direito Reginaldo Araújo, fora da final da Libertadores por ter sido expulso na derrota por 2 a 0 na Argentina. O zagueiro Pereira e o meia Elano ficarão no banco de reservas.

Elano não atuou em Buenos Aires por causa de uma lesão no joelho e estava ameaçado de ficar fora da decisão. Mas, segundo ele, o tratamento deu bom resultado e as dores desapareceram.

Apesar disso, Leão não pensa em utilizá-lo contra o Bahia. Segundo o treinador, ele só está relacionado para o banco para dar sequência ao tratamento na concentração e para que o Santos complemente o banco. “Acho que seria deselegante com o Bahia entrar com um jogador a menos no banco”, disse o técnico.

Elano foi surpreendido pela notícia e não estava sequer preparado para se concentrar. Em vez de embarcar no ônibus com os demais atletas ontem à noite, teve de ir buscar roupas em casa.

O jogador assegurou que estará em campo contra o Boca Juniors e poderá desempenhar o papel de ala-direito, o que Leão classificou como uma “boa opção”.

“Não tenho mais dores. Estarei na partida de quarta durante o tempo inteiro”, declarou Elano.

Dos atletas que enfrentarão o Bahia, todos os da defesa já tiveram lugar no time titular -o goleiro Júlio Sérgio, os laterais Reginaldo e Rubens Cardoso e os zagueiros Preto e André Luis.

O mais novato dos 11 escalados é o meia Jerri, que só uma vez esteve entre os profissionais neste Brasileiro, ainda assim no banco: contra o Criciúma.

Assim como Diego e Robinho, ele também é “prata da casa”. Oriundo das categorias de base, tem 21 anos e, no ano passado, emprestado ao Jabaquara, foi o artilheiro do Paulista da Série B-2.

Em 2001, chegou a deixar Diego na reserva durante três jogos da Copa Belo Horizonte de Juniores. “A gente sempre trabalha com a possibilidade de ser titular. Estou tranquilo. A única coisa que vai pesar é a falta de entrosamento.”

O lateral-esquerdo Rubens Cardoso disse ter alertado os companheiros para que não fiquem preocupados em desempenhar tudo o que podem na partida contra o Bahia porque, segundo ele, isso poderá ser prejudicial.

“A gente precisa de muita tranquilidade porque não dá mostrar tudo em jogo só e, de repente, por causa dessa ansiedade, o jogador acaba errando”, afirmou.
No treino coletivo de ontem à tarde, pelo menos, os “novos titulares” não decepcionaram. Venceram o time da Libertadores por 2 a 1. Diego marcou primeiro, e depois Preto e Douglas viraram.

“A equipe que vem atuando serviu de “sparring” e deu uma condição melhor para quem vai jogar contra o Bahia”, disse Leão.

Clube começa a venda para final da Libertadores

O Santos colocará à venda a partir de hoje 72 mil ingressos para a decisão da Libertadores, na próxima quarta-feira, contra o Boca Juniors, no Morumbi.

No total, serão comercializados pouco mais de 75 mil lugares. Para os argentinos, foram enviados 3.680 entradas. Hoje e amanhã, a venda ocorrerá das 9h às 18h, nas bilheterias do Morumbi e da Vila Belmiro. A partir de segunda-feira, também no Pacaembu e em vários postos em Santos e São Paulo.

Após a derrota, o cogitado reajuste nos ingressos foi abandonado. O preço da arquibancada será de R$ 15.

A arquibancada térrea atrás dos gols custará R$ 10. Nas cadeiras, R$ 20 para o setor térreo central e R$ 35 para o especial superior.

O técnico Leão voltou a pedir ontem a presença da torcida. “Depois de 40 anos [do título na Libertadores], se o Morumbi não estiver lotado, não sei quando estará.”

Leão disse esperar outro jogo no Morumbi. “Acho que vamos ter dois times diferentes em relação ao primeiro confronto. Estou muito otimista.”