Navegando Posts marcados como Jean

Santos Laguna 2 x 1 Santos

Data: 11/11/2009, quarta-feira.
Competição: Amistoso
Local: Estádio Território Santos Modelo, em Torreón, México.
Público: 30.000 pagantes
Árbitro: Marco Rodríguez
Cartão amarelo: Adaílton (S).
Gols: Matías Vuoso (06-1); Jean (43-2) e Ochoa (48-2).

SANTOS LAGUNA
Oswaldo Sánchez; Estrada (Pedro Quiñonez), Figueroa (Paco Torres), Santiago (Cristian Sanchez) e Mares; Jiménez (Mosqueda), Arce, Rodríguez (González) e Luduenã (Cárdenas); Matías Vuoso (Ochoa) e Darwin Quintero.
Técnico: Sergio Bueno

SANTOS
Felipe; Pará (Luizinho), Adaílton (Edu Dracena), Eli Sabiá (Astorga) e Triguinho (Léo); Rodrigo Mancha (Felipe Azevedo); Rodrigo Souto, Madson (Róbson) e Paulo Henrique Lima (Jean); Neymar (Gil) e Kléber Pereira (André).
Técnico: Wanderley Luxemburgo



Em inauguração de estádio mexicano, Santos perde por 2 a 1 do xará

O Santos caiu por 2 a 1 diante do clube mexicano Santos Laguna em confronto encerrado na madrugada desta quinta-feira. O duelo marcou a inauguração do Estádio Território Santos Modelo, que fica em Torreon (ao norte do México), com capacidade para cerca de 30 mil pessoas, e começou com cerca de 50 minutos de atraso por causa da bonita festa, que contou com apresentação do cantor Ricky Martin.

Ao contrário do que possa parecer, o Santos Laguna tem o nome inspirado na cidade de Santa Cruz e possui as cores verde, branco e preto em seu uniforme.

Convidado pela equipe mexicana, Pelé deu o pontapé inicial na partida, que contou com uma série de eventos antes do seu início. O jogo só começou após um discurso do presidente do México, Felipe Calderón, um show do cantor porto-riquenho Ricky Martin, além de apresentações de artistas locais. O presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter, também prestigiou a inauguração do estádio.

O jogo

A partida começou com o Santos fazendo valer sua melhor qualidade técnica e pressionando o adversário. No entanto, apesar de ter começado com duas boas descidas ao ataque, o Peixe recebeu um duro golpe logo nos minutos iniciais do confronto.

Aos seis minutos, Darwin Quintero encontrou Matías Vuoso na grande área. O atacante dominou com estilo e finalizou de bico ao gol. A bola passou debaixo das pernas de Eli Sabiá e enganou o goleiro Felipe, que nada pôde fazer. E Vuoso entrou para a história do Santos Laguna como o autor do primeiro gol do novo estádio de seu clube.

Mas o Alvinegro Praiano não se abateu e quase chegou ao empate. Aos 12, Kléber Pereira recebeu um lançamento de Neymar, protegeu bem a bola do goleiro mexicano Oswaldo Sánchez e bateu para o gol. Atenta, a zaga mexicana afastou o perigo. Pará ainda tentou o gol no rebote, porém Sánchez estava atento e fez a defesa, sem dar rebote.

Com 22, mais uma chance para o time da Vila Belmiro. Em triangulação do ataque brasileiro, o meia Paulo Henrique Lima arriscou um chute de fora da área, exigindo mais uma intervenção de Oswaldo Sánchez. O arqueiro do Laguna ainda viria a trabalhar mais uma vez, em boa cabeçada de Neymar, que aproveitou um cruzamento de Triguinho, dois minutos depois.

Após sofrer com uma forte pressão santista, que tinha um maior controle da posse de bola, dominando as ações no meio-campo, os donos da casa conseguiram responderam à altura. Em jogada ensaiada de escanteio, aos 30, Luduenã cortou a marcação e arrematou com força. Rápido, Felipe conseguiu espalmar a bola e evitar o segundo gol dos mexicanos.

Antes do intervalo, o Santos teve mais uma oportunidade para deixar tudo igual no placar. Descendo com rapidez pelo lado esquerdo, Triguinho surpreendeu a zaga mexicana ao cruzar uma bola para cabeçada de Kléber Pereira. O centroavante procurou finalizar fora do alcance de Oswaldo Sánchez. Mas o goleiro mexicano provou que estava em uma noite inspirada ao evitar novamente o gol de empate dos brasileiros.

Depois da conversa com o técnico Wanderley Luxemburgo e com cinco modificações, o Peixe voltou para a etapa complementar da mesma atitude que terminou o primeiro tempo: atacando.

Aos sete, Róbson cruzou a bola para a entrada da pequena área, Oswaldo Sánchez cortou parcialmente e, se antecipando aos atacantes alvinegros, se agarrou à bola, evitando, assim, o gol de empate dos santistas.

Entretanto, apesar de encurralar os anfitriões em seu campo de defesa, os brasileiros viram o seu xará mexicano assustar novamente. Aos 17, Quintero fintou Léo, deixando o ala esquerdo no chão, antes de buscar o ângulo de Felipe que, atento, espalmou a bola para escanteio.

O Santos continuava a ameaçar o gol dos mexicanos. Com 27, Adaílton foi ao ataque, em cobrança de escanteio, e quase deixou a sua marca. Pouco depois, aos 33, Gil exigiu uma boa defesa de Oswaldo Sanchéz em arremate cruzado. No rebote, André não conseguiu vencer o arqueiro do Santos Laguna.

No fim do amistoso, ainda houve tempo para dois gols. Aos 43, Jean se aproveitou do rebote de um chute de André, que bateu no travessão, para completar para o fundo das redes, deixando o placar empatado.

Só que os mexicanos não desistiram e chegaram à vitória, aos 48. O atacante Ochoa recebeu uma enfiada de bola precisa e, na saída de Felipe, marcou o gol do triunfo do Santos Laguna, para delírio dos 30 mil torcedores que compareceram a inauguração da nova arena.

O confronto desta quinta-feira também marcou a estreia do zagueiro Edu Dracena com a camisa santista. Apresentado há mais de um mês como reforço, o jogador demorou para estrear porque recuperava a melhor condição física, prejudicada pelo tempo que ele ficou afastado por causa de uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho direito, sofrida em abril.

Depois de retornar do México nesta sexta-feira, o Santos fará um único treino neste sábado à tarde, já em Porto Alegre, visando a partida do próximo domingo, contra o Internacional, no Beira-Rio. O duelo valerá pela 35.ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Pelé diz que Santos merecia estádio igual ao do xará mexicano

Um dos convidados ilustres para a inauguração do estádio do Santos Laguna, Pelé rasgou elogios às novas instalações da equipe mexicana. O rei do futebol comparou a nova arena à do xará brasileiro e lamentou que o Santos não possua um local para receber os seus jogos com a mesma estrutura.

“O Santos ganhou todos os títulos que se pode imaginar. Só faltou jogar na lua. Mas hoje não tem nada tão completo quanto este [estádio]. Isso me deixa triste, mas espero que algum dia possamos contar com um estádio como o que inauguram aqui”, disse Pelé.

O ex-jogador espera que o estádio do Santos Laguna, que custou cerca de US$ 100 milhões, sirva de inspiração para os empresários brasileiros. De acordo com Pelé, uma obra com esta é importante não somente pela questão esportiva, mas também como fonte de emprego.

“Não é apenas um estádio de futebol, é toda uma oportunidade de emprego para famílias. Isso é importante não apenas para o México, mas todos da América Latina que precisam de empresas que apóiem o esporte”, comentou Pelé.

O estádio Território Santos Modelo será inaugurado com uma partida entre Santos Laguna e Santos, à 1h15 da manhã (horário de Brasília) desta quinta-feira. Além de Pelé, o evento contará com a presença do presidente da Fifa, Joseph Blatter, dos ex-jogadores Bebeto e Batistuta, além de um show do cantor porto-riquenho Ricky Martin.


Santos 3 x 2 São Paulo

Data: 28/07/1999, quarta-feira, 21h40.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 2ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 10.719 pagantes
Renda: R$ 114.270,00
Árbitro: Sálvio Spinola Fagundes Filho (SP).
Cartões amarelos: Aristizábal e Dodô (S); Emerson (SP).
Cartões vermelhos: Caíco (S) e Nem (SP) aos 40-2.
Gols: França (12-1) e Jean (14-1); Aílton (02-2), Emerson (09-2) e Dodô (38-2).

SANTOS
Zetti; Michael, Jean, Claudiomiro e Gustavo Nery; Élson, Narciso, Aílton e Rodrigão (Andrei); Aristizábal (Caíco) e Dodô.
Técnico: Emerson Leão

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Nem, Márcio Santos, Wilson e Edmílson (Emerson); Fabrício, Carlos Miguel, Souza e Marcelinho Paraíba; Sandro Hiroshi (Raí) e França (Edu).
Técnico: Paulo César Carpegiani



Dodô marca, e Santos bate o São Paulo

Atacante que foi dispensado pelo técnico são-paulino Carpegiani define a vitória para o time de Leão

Com um gol do ex-são-paulino Dodô aos 39min do segundo tempo, o Santos venceu o São Paulo ontem, por 3 a 2, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro-99. Com o resultado, o Santos soma seis pontos e e lidera o torneio.

A equipe santista começou melhor a partida, pressionando bastante o adversário.

Logo aos 4min, o Santos quase marcou. O zagueiro Nem errou na saída de bola, e Dodô teve chance para finalizar. Chutou forte, rasteiro, mas a bola saiu à esquerda do gol de Rogério.

Na primeira boa chance de gol que teve, o São Paulo marcou. Sandro Hiroshi recebeu livre, aos 13min, pela esquerda e cruzou para França cabecear.

O troco do Santos veio dois minutos depois. Após uma cobrança de escanteio, a bola foi desviada de cabeça, e Jean aproveitou na pequena área para empatar.

Aos 21min, Dodô, que pouco vinha aparecendo, fez falta violenta e recebeu cartão amarelo. Na sequência, o meia-atacante Marcelinho invadiu a área pela esquerda, mas chutou em cima de Zetti.

O Santos esteve perto de marcar aos 40min. Dodô recebeu na área e ficou frente a frente com Rogério, que conseguiu agarrar a bola nos pés do atacante.

No segundo tempo, os dois times voltaram com alterações. Leão tirou Aristizábal e Rodrigão, colocando Caíco e Andrei. Carpegiani tirou Edmílson e pôs o meia-atacante Emerson.

E, logo aos 2min, Aílton, destaque do Santos, recebeu na entrada da área e chutou com força. A bola tocou na trave antes de entrar.

Aos 10min, porém, Marcelinho foi à linha de fundo e cruzou da esquerda para Emerson completar e empatar de novo o jogo.

Aos 22min, Zetti salvou duas vezes o Santos, pegando chutes de Souza e, no rebote, de França.

Aos 39min, Dodô aproveitou jogada igual ao do primeiro gol santista, em que a bola foi desviada na primeira trave, após escanteio, e fez de cabeça. Foi seu segundo gol no Brasileiro.

Atacante diz que brilhou outra vez

O atacante Dodô comemorou seu gol perto da torcida. Levantou os braços, olhou para o alto e subiu no alambrado. “Fiquei empolgado com o gol. Foi num lance de jogada ensaiada”, disse o atacante.

“Era um clássico, tivemos poucas chances. Felizmente, minha estrela brilhou mais uma vez. A vontade da equipe foi fundamental”, afirmou o jogador, que trocou de camisa com o ex-companheiro Carlos Miguel. “Não jogo mais no São Paulo, mas deixei amigos. Isso é o que importa no futebol.”

O zagueiro Márcio Santos não escondeu a irritação. “Tocamos melhor a bola. Não merecíamos a derrota. Num clássico, não se pode levar dois gols de bola parada. Treinamos a jogada e falhamos.”

O técnico Leão enalteceu a determinação de sua equipe. “Mais uma vez o time se superou em campo. Teve vontade e mereceu a vitória”, disse.

Pelo lado do São Paulo, apesar da derrota, o técnico Carpegiani gostou do rendimento do time. “Tivemos equilíbrio, principalmente no segundo tempo, quando alternamos jogadas pela direita e pela esquerda. Se o time perder sempre assim, fico satisfeito.”

Hoje, o Santos embarca para a Europa, onde disputará torneios na Holanda e Espanha. O primeiro jogo será com o Ajax.


Dupla santista encara o São Paulo sem mágoas

Os atacantes Dodô e Aristizábal pegam ex-time pelo Brasileiro

É apenas a segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Mas a partida desta noite, entre Santos e São Paulo, que será disputada no estádio da Vila Belmiro (Santos), às 21h40, deverá ser encarada pela dupla de atacantes Dodô e Aristizábal de maneira diferente.

É a primeira vez que a dupla, dispensada pelo São Paulo, enfrenta o ex-clube. Em 1997, Dodô e Aristizábal foram os grandes destaques do time na conquista do vice-campeonato paulista.

“Não tem nada de mágoa do São Paulo ou bronca do Paulo César Carpegiani, que é um grande treinador. Ele já provou isso. Estou preocupado em conquistar mais uma vitória para o Santos, meu clube”, afirmou Dodô.

“Enfrentar o São Paulo tem o mesmo sabor se o jogo fosse contra Juventude, Botafogo ou Goiás. Não tenho nada contra o São Paulo, que ainda é o dono do meu passe”, afirmou Aristizábal.

No “reencontro” oficial da dupla, no último domingo, o Santos venceu o Paraná Clube por 2 a 0, com gols dos dois atacantes.

Para Dodô, a partida contra o São Paulo será mais “passional”, já que ele estará frente a frente com o técnico Carpegiani, responsável pela sua saída do time.

“Ele (Dodô) não me diz mais respeito, já não faz mais parte do grupo. Vou ter cuidado com o Santos, não com um jogador apenas”, afirmou Carpegiani.

Os problemas entre Dodô e Carpegiani começaram na estréia do São Paulo no Paulista-99, poucos meses depois de o treinador assumir o comando do time. O técnico não aprovou a “banana” que o atacante deu para os torcedores, depois de marcar um gol, na partida contra o Guarani. Até marcar o gol da equipe, Dodô estava sendo duramente vaiado pelos torcedores são-paulinos.

No final da fase de classificação do torneio, insatisfeito com a performance do atacante, que estava recebendo constantes vaias da torcida, o treinador afastou Dodô. O jogador protestou, mas somente foi reintegrado ao time nos dois últimos jogos do São Paulo.

No começo deste mês, antes de Dodô ser negociado com o Santos, Carpegiani barrou o atacante para os treinos da equipe nos EUA e no México, antes do início do Campeonato Brasileiro. O treinador usou como pretexto a falta do atacante numa sessão para tirar as medidas para a confecção de um terno, que seria usado na viagem ao exterior.

Dodô disse que em hipótese alguma dará uma banana para os torcedores do São Paulo na partida desta noite. “Não tenho bronca da torcida do São Paulo. Ela é igual a qualquer torcida. Aplaude quando o time vence e vaia quando perde”, disse o atacante.

Na partida de hoje, o São Paulo não terá Carabali, que sofreu uma contusão na estréia do São Paulo no Brasileiro, na goleada por 5 a 1 contra o Atlético-MG. O zagueiro Nem, improvisado na função, deverá ser o substituto do volante.

“Não vou divulgar a equipe, não quero facilitar o trabalho do Leão”, completou Carpegiani.

Souza faz Leão pensar em mudar o esquema tático

O técnico Emerson Leão sabe que dos pés de Souza nascem as jogadas ofensivas do São Paulo, e não será surpresa se mudar a maneira tática do Santos se comportar em campo para neutralizar o ponto de desequilíbrio do adversário de hoje.

“O Santos não tem um time definido e joga de acordo com a característica do adversário”, disse Leão, que no coletivo de ontem manteve a mesma equipe que venceu o Paraná Clube.

Porém o zagueiro Andrei poderá ser aproveitado, passando Claudiomiro para o meio campo. Com isso, Leão reforça o sistema de marcação, principalmente pelo setor esquerdo. Gustavo Neri não vem correspondendo a expectativa do treinador.

Caso decida por essa alteração, quem perde o lugar no time é o atacante Rodrigão. Aristizábal jogaria mais avançado pelo setor direito, procurando as tabelas com Dodô.

“Vamos aguardar. O Santos está preocupado com o São Paulo, mas o Carpegiani também está preocupado com o Santos. Não há favoritismo em um jogo clássico”, afirma Leão.

“Vingança” é temida por zagueiro

O zagueiro Márcio Santos, um dos encarregados pela marcação da dupla Dodô e Aristizábal, disse ontem que espera que os ex-são-paulinos enfrentem o time “com mais disposição” do que o normal.

“Sempre quando um jogador enfrenta o seu ex-time, ele joga com mais vontade, é natural. Nós passamos por isso contra o Atlético-MG (no domingo). O Gallo e o Belletti pareciam que estavam disputando uma final”, disse o atleta, referindo-se aos volantes que deixaram o clube no semestre passado.

Como Dodô, Márcio Santos teve problemas pessoais com o técnico Paulo César Carpegiani. Depois que deu uma entrevista criticando o treinador, que o havia deixado na reserva, Márcio Santos foi afastado do grupo durante o Paulista-99.

Carpegiani chegou a afirmar que não trabalharia mais com o zagueiro. Mas por causa de pressões da diretoria do São Paulo -que temia uma desvalorização do passe do atleta-, Márcio Santos foi reintegrado.

Pelo menos, o período de reserva será hoje muito valioso para o zagueiro, já que nesta época enfrentou Dodô em muitos treinos no São Paulo.

“Quando estava na reserva, enfrentei o Dodô algumas vezes e pude perceber como é difícil marcá-lo. É um atacante rápido, que gosta de fazer muitas tabelas. Ainda tem a vantagem de jogar com o Aristizábal, que ele conhece bem”, afirmou.

“O Dodô é imprevisível. Por isso tem que ser marcado bem de perto. Se você descuida e dá espaço, ele é capaz de parar dentro do gol”, completou.

Já o zagueiro Wilson, outro componente do sistema defensivo da equipe, não dá muita importância ao fato de enfrentar um ex-companheiro. “Dentro de campo, eu procuro fazer o meu trabalho e esquecer o resto. Para mim, ele (Dodô) é um jogador normal.”


Botafogo 2 x 1 Santos

Data: 12/11/1998, quinta-feira.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 23ª rodada (última)
Local: Estádio Caio Martins, em Niterói, RJ.
Público: 433 pagantes
Renda: R$ 4.330,00
Árbitro: Márcio Rezende de Freitas (MG).
Cartões amarelos: Sérgio Manoel e Pingo (B); Maezono (S).
Cartão vermelho: Sandro (S, 34-2).
Gols: Túlio (32-1) e Viola (40-1); Jean (17-2, contra).

BOTAFOGO
Wágner; César Prates, Grotto, Gonçalves e Lúcio Vágner; Pingo, França, Fábio Augusto e Sérgio Manoel; Bebeto e Túlio.
Técnico: Valdir Espinosa

SANTOS
Zetti; Sandro, Argel, Jean e Messias; Marcos Bazílio, Narciso, Jorginho (Maezono) e Róbson Luís (Bechara); Viola e Adiel (Alessandro).
Técnico: Emerson Leão



Santos cai, mas mantém a vantagem

Com um gol contra do zagueiro Jean, o Santos foi derrotado pelo Botafogo, por 2 a 1, ontem à tarde, em Niterói (RJ), mas manteve a vantagem de jogar as últimas partidas das quartas-de-final do Brasileiro em casa. Com o resultado, o Santos termina a primeira fase com 41 pontos e enfrentará o Sport.

O time ainda teria dois recursos julgados na noite de ontem, após o fechamento desta edição, em razão da escalação do atacante Aristizábal contra Atlético-MG e Palmeiras. Os times entendem que o jogador atuou de forma irregular e pediam os pontos das partidas, o que poderia mudar a situação do Santos no torneio.

O jogo

Sem contar com alguns titulares, o time santista jogou mal e não conseguiu vencer o fraco Botafogo, que já estava eliminado.

“Hoje (ontem), o nosso time estava mudo, o que não pode ocorrer. Mas temos tempo para acertar”, disse o técnico Emerson Leão, irritado com a atuação da equipe.

A partida começou sonolenta. Com os destinos já definidos na competição, os dois times adotaram cautela no início.

O jogo seguiu lento até os 32min, quando Túlio abriu o marcador.

O gol do Botafogo serviu para animar a partida. O Santos se lançou para o ataque, e o empate não demorou. Aos 40min, o atacante Viola marcou. Ele aproveitou cruzamento de Adiel e fez o seu 17º gol na competição.

No segundo tempo, os dois times voltaram devagar. O jogo continuou sem emoção até que, aos 17min, o santista Jean marcou contra o segundo gol do time carioca.

Em desvantagem no placar, o Santos voltou a se lançar ao ataque. Assim, o jogo ficou mais emocionante nos minutos finais. Apesar de seu time estar fechado na defesa, o botafoguense Bebeto acertou a bola no travessão aos 24min.

Imaginando que precisava vencer para continuar entre os quatro primeiros colocados, Leão mexeu na equipe. Ele colocou Bechara e o japonês Maezono no time. As mudanças não deram resultado.

Time perde estádio para igreja

Com sua classificação em quarto lugar, o Santos terá que contornar um compromisso firmado com a Igreja Católica se quiser atuar em seu estádio na segunda partida das quartas-de-final.

O Santos joga em casa a segunda partida contra o Sport, no dia 22, mas para essa data já está marcada uma cerimônia católica na Vila Belmiro, cedida meses atrás para a Diocese de Santos.

Nesse dia, o gramado e as arquibancadas do estádio serão utilizados para a celebração da Festa de Cristo-Rei, na qual receberão o crisma (confirmação do batismo) 2.280 pessoas.

Segundo o padre Antonio Alberto Finotti, coordenador diocesano de pastoral e responsável pelo evento, são esperadas, incluindo familiares, 20 mil pessoas no local, que anteontem foi liberado pela Prefeitura de Santos para receber em jogos de futebol até 25.229 torcedores.

“Não há chance de modificar a data”, afirmou o padre Finotti.

A partir de segunda-feira, informou, estão previstas chamadas publicitárias em emissoras de TV da região. A cerimônia está marcada para começar às 8h30, com duração prevista de pelo menos três horas.

A alternativa em discussão entre a direção do Santos e a coordenação do evento é a possibilidade de antecipação do jogo para o sábado. Segundo o padre Finotti, essa solução geraria dificuldades para a organização do evento.



Santos joga no Rio de olho em tribunal ( Em 12/11/1998 )

Embora tenha se classificado em campo com duas rodadas de antecedência, o Santos enfrenta o Botafogo hoje em Niterói (RJ) necessitando de pelo menos um ponto para não correr o risco de ficar fora das quartas-de-final do Brasileiro.

Terceiro colocado, o time vai desabar na tabela se perder para o Botafogo e for derrotado no Tribunal da CBF, que julga hoje os recursos de Atlético-MG e Palmeiras.

Os dois clubes querem os pontos que perderam para o Santos no empate em 4 a 4 (Atlético-MG) e na derrota por 1 a 0 (Palmeiras) porque consideram que o atacante colombiano Aristizábal atuou irregularmente nessas duas partidas.

Na hipótese de ocorrerem duas derrotas santistas -no campo e no tribunal-, a desclassificação irá se consumar caso Atlético-MG, Cruzeiro e Flamengo vençam seus jogos, e o clube carioca ganhe os pontos que reivindica do Botafogo devido à suposta escalação irregular de um atleta no empate em 1 a 1.

Se isso acontecer, Santos e Cruzeiro terminarão a fase de classificação empatados em oitavo lugar, com 37 pontos e dez vitórias. A última vaga será então decidida pelo critério de saldo de gols.

“Minha obrigação e a dos jogadores é entrar em campo para vencer. Não dá para administrar (o resultado) porque o futuro para o Santos é sempre incerto”, afirmou o técnico Emerson Leão.

O time tem muitos desfalques, embora Argel e Jorginho voltem, após longo período inativos. O zagueiro Sandro será lateral-direito.

Para não correr o risco de perder jogadores por cartão amarelo, Leão decidiu poupar os “pendurados” Baiano, Athirson, Eduardo Marques e Alessandro.

O lateral Gustavo Nery, que substituiria Athirson, foi cortado da delegação após a derrota por 3 a 1 dos titulares para os reservas ontem. Irritado devido a uma falha que resultou no segundo gol do time reserva, Leão resolveu sacar o jogador e improvisar o meia Messias na posição porque, segundo afirmou, Gustavo não estava cumprindo suas determinações.

“Por causa de uma jogada errada, ele me tirou. É claro que fico aborrecido”, afirmou o jogador.

Time aguarda troca de juiz

Os dirigentes santistas aguardavam ainda ontem uma resposta da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) ao ofício por meio do qual pediram a mudança do árbitro que apitará a partida de hoje à tarde contra o Botafogo, em Niterói (RJ).

Para os santistas, a escalação do mineiro Márcio Rezende de Freitas é uma “afronta”, devido aos episódios da decisão do Brasileiro-95. Na ocasião, o jogo final entre Santos e Botafogo, no estádio do Pacaembu, terminou empatado em 1 a 1, e os santistas afirmam terem sido prejudicados pelo juiz.

“Espero que ele tenha vergonha na cara, não apareça para apitar essa partida, e o árbitro reserva o substitua”, afirmou o presidente em exercício do Santos, José Paulo Fernandes.

Entre os botafoguenses, a situação é vista com ironia. O atacante Túlio, que marcou, em posição irregular, o gol que deu o título de 95 ao Botafogo, a escalação do juiz tem o objetivo de promover o jogo.

“Não dava para esperar outra coisa deste Brasileiro confuso. A CBF deve ter feito isso para promover a partida.”

A boa notícia que o Santos recebeu ontem foi a da liberação da Vila Belmiro pela Prefeitura de Santos para 25.229 pagantes, capacidade que permite a utilização do estádio nas quartas-de-final. Agora, resta a homologação pela CBF do parecer.


Santos 1 x 0 Corinthians

Data: 14/10/1997
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 20ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 20.618 pagantes
Renda: R$ 212.780,00
Árbitro: Sidrack Marinho dos Santos (SE)
Cartões amarelos: Dutra e Ronaldão (S); Neto e Ednam (C).
Cartões vermelhos: Wilson Mineiro (C, 19-2) e Mirandinha (C, 40-2).
Gol: Jean (29-2)

SANTOS
Zetti; Anderson Lima, Jean, Ronaldão e Dutra; Narciso, Marcos Assunção, João Santos (Alexandre) e Caíco (Macedo); Caio (Arinélson) e Müller.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

CORINTHIANS
Ronaldo; Wilson Mineiro, Célio Silva, Cris e Silvinho (Fábio Augusto); Ednam, Rincón, Edílson e Souza (Neto); Mirandinha e Renaldo.
Técnico: Joel Santana



Na Vila Santos fica a duas vitórias da classificação para a próxima fase. Corinthians só pensa em fugir do rebaixamento. O zagueiro Jean marca o único gol da vitória santista.

Santos vence e complica Corinthians

O Santos bateu ontem o Corinthians por 1 a 0 e colocou o rival numa posição pouco confortável no Campeonato Brasileiro.
Além de ter agora remotas chances de classificação, a equipe de Joel Santana passa a correr risco de ser rebaixado para a Série B.

As duas equipes adotaram uma postura ofensiva na primeira etapa. O time santista tinha em Muller sua principal arma. Já o Corinthians teve suas melhores oportunidades com Edílson.

Aos 4min, o corintiano chutou de fora da área. Zetti defendeu. Aos 14min, após bela troca de passes, Edílson, já na área adversária, finalizou com perigo.

A resposta do Santos veio aos 19min. Após passe errado de Silvinho, Muller, sozinho na área do Corinthians, chutou para fora.

Aos 23min, o atacante avançou pela direita de seu ataque e bateu, para defesa de Ronaldo.

Muller, aos 43min, chutou de fora da área para mais uma defesa do goleiro corintiano.

Em alguns momentos, a partida teve momentos tensos. Atletas das duas equipes trocaram empurrões e agressões verbais.

O técnico do Santos, Wanderley Luxemburgo, alterou a configuração tática da sua equipe aos 15min. Tirou o meia Caíco e colocou o atacante Macedo, ficando com três homens em seu ataque.

Até esse momento, a segunda etapa não teve emoções, já que os dois times pouco produziram.

Aos 19min, o lateral Wilson Mineiro foi expulso. Com isso, o Corinthians ficou sem seus dois laterais titulares, já que Silvinho saíra da partida contundido.

Com um homem a mais, o Santos aumentou a pressão. Aos 28min, após cobrança de escanteio de Ânderson, Jean, de cabeça, abriu o placar: 1 a 0. Num lance violento, o atacante Mirandinha também foi expulso.


Santos 2 x 1 São Paulo

Data: 17/09/1997, quarta-feira, 21h40.
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 19.048 pagantes
Renda: R$ 186.280,00
Árbitro: Ubiraci Damásio (RJ).
Cartões amarelos: Rogério Seves, Ânderson Lima, Baiano, Caíco e Marcos Bazílio (S); Alexandre, Edmílson, Cláudio, Luiz Carlos, Sídnei e Dodô (SP).
Gols: Jean (38-1); Macedo (10-2) e Aristizábal (45-2).

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Jean, Ronaldão e Rogério Seves; Marcos Bazílio, Baiano e Caíco (Marcelo Passos); Muller (João Santos), Macedo e Caio (Edgar Baez).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Cláudio, Rogério Pinheiro (Alexandre), Bordon e Serginho; Sídnei, Edmílson, Luiz Carlos (Marcelinho) e Reinaldo (Fabiano); Dodô e Aristizábal.
Técnico: Dario Pereyra



Santos, 100%, derrota São Paulo na Vila

O Santos derrotou o São Paulo por 2 a 1, ontem, na Vila Belmiro, mantendo um aproveitamento de 100% nos jogos disputados em casa no Campeonato Brasileiro.

Foram seis jogos e seis vitórias. O time chegou a 23 pontos, alcançando a sétima posição, ao lado do Paraná. Se o torneio terminasse hoje, a equipe, que pega o Palmeiras domingo, estaria classificada.

A situação do São Paulo é oposta. O time completou quatro jogos sem vitória -três derrotas e um empate- e entrou definitivamente na zona de rebaixamento. O São Paulo ocupa a 20ª posição, com 17 pontos. Em pontos perdidos, o São Paulo é o 23º.

O treinador Vanderlei Luxemburgo dedicou a vitória à torcida que lotou a Vila Belmiro. “A torcida é o meu principal artilheiro. Foi dela o primeiro gol, antes do do Jean”, disse.

Os dois técnicos resolveram modificar as escalações das equipes momentos antes da partida.

No São Paulo, o técnico Dario Pereyra desistiu da idéia de improvisar o lateral Cláudio no meio-campo, para dar mais experiência ao time, e manteve Edmílson na posição.

No Santos, com a recuperação de Muller, Vanderlei Luxemburgo optou por escalar três atacantes -Muller, Macedo e Caio.

Na Vila Belmiro lotada, o time da casa tomou a iniciativa do jogo, mas esbarrou na forte marcação são-paulina.

O jogo logo se transformou numa sucessão de faltas e jogadas violentas. O Santos tentou explorar as bolas paradas com as cobranças de falta do lateral Ânderson, mas pouco conseguiu.

Aos 29min, o santista baiano deu uma entrada desleal no joelho direito de Rogério Pinheiro, que precisou ser substituído. O técnico Dario Pereyra colocou o volante Alexandre, deslocando Edmílson para a zaga.

O time piorou e, no momento em que estava com dez homens em campo -Reinaldo estava sendo atendido pelos médicos do lado de fora-, tomou o gol.

Só poderia ser por meio de uma bola parada. Ânderson cobrou falta, a defesa parou, e Jean subiu livre para marcar de cabeça. Mais uma vez, como nos dois jogos anteriores, a zaga são-paulina mostrou-se falha nas bolas altas.

No segundo tempo, o São Paulo se abriu e virou uma presa fácil. O Santos fez o segundo logo aos 10min. Novamente, o gol foi originado após uma falha da defesa do São Paulo em bola alta na área.

Caio chutou no travessão, e, na sobra, Muller rolou para Macedo, que bateu cruzado, vencendo o goleiro Rogério.

Logo em seguida, Luxemburgo retirou Muller, que jogou fora das melhores condições. O são-paulino Dario Pereyra colocou Fabiano e Marcelinho, em vão.

O time só conseguiu descontar aos 45min, com Aristizábal, e não teve tempo de tentar o empate.



Santos aposta em ex-rivais ( Em 17/09/1997 )

O Santos tem em seu elenco seis jogadores que já defenderam o São Paulo -Zetti, Ronaldão, Muller, Alexandre, Caio e Macedo.

O goleiro Zetti lembra que o São Paulo é a chamada “asa negra” do Santos. “Desde os tempos em que eu estava lá, o Santos jogava melhor, mas a vitória era nossa.”

“Mudei de lado, mas parece que a escrita permanece. Nos últimos jogos, não merecíamos perder. Chegou a hora de dar um basta na situação”, afirmou Zetti.

Hoje à noite, Caio enfrenta pela primeira vez seu ex-time. “Defendendo o São Paulo, nunca perdi para o Santos, mesmo quando jogava na Vila Belmiro. Hoje, começo um novo tabu”, disse o atacante.

Caio garante que “o inferno astral passou” e promete gol no clássico. “Não marquei gol contra Atlético-MG e Coritiba, mas hoje deixo minha marca e vou comemorar junto com as pessoas que acreditam no meu potencial.”

Caio referiu-se aos companheiros e ao treinador da equipe santista. “O professor Vanderlei tem conversado muito comigo e transmitido tranquilidade e confiança.”