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Vasco 1 x 1 Santos

Data: 14/12/2003, domingo, 18h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 46ª rodada (última)
Local: Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: 985 pagantes
Renda: R$ 9.850,00
Árbitro: Alicio Pena Júnior (Fifa-MG)
Auxiliares: Alexandre Santos Conceição (MG) e Guilherme Dias Camilo (MG).
Cartões amarelos: André Luís, Diego, Reginaldo Araújo e Júlio Sérgio (S); Coutinho, Victor Boleta e Henrique (V).
Cartões vermelhos: Alex e Elano (S).
Gols: Régis (09-2) e Fabiano (39-2, de pênalti).

VASCO
Fábio; Alex Silva, Henrique, Wescley e Victor Boleta; Coutinho (Anderson), Ygor (Rubens), Rodrigo Souto e Morais; Régis e Valdir.
Técnico: Mauro Galvão

SANTOS
Júlio Sérgio; Reginaldo Araújo (Douglas), Alex, André Luís e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano e Diego (Wellington); Jerri (Júlio César) e Fabiano.
Técnico: Emerson Leão



Vasco e Santos empatam na última partida do Brasileiro 2003

Em um “amistoso de luxo”, Vasco e Santos ficaram no emapte por 1 a 1, na tarde deste domingo, no estádio de São Januário, na partida que fechou a última rodada do Campeonato Brasileiro. O time santista já estava com o vice-campeonato brasileiro garantido, enquanto os cariocas não tinham mais nenhuma aspiração na competição nacional.

Com o resultado, o Vasco, que não contou com a presença do atacante Edmundo, que cumpriu suspensão, termina o Brasileiro com 54 pontos, na 17ª colocação.

Já o Santos, que não teve o atacante Robinho, também suspenso, mas contou com dois jogadores expulsos, encerra sua participação no Brasileiro com 87 pontos, na segunda colocação, 13 pontos atrás do campeão Cruzeiro.

Este foi o 37º confronto em Campeonatos Brasileiros envolvendo Vasco e Santos. Os paulistas venceram 10 contra oito dos cariocas, além de 19 empates. Os santistas marcaram 44 gols e sofreram 42.

O jogo

Logo aos 6min, o Vasco criou uma chance clara de gol. Henrique chutou da entrada da área e Júlio Sérgio espalmou. No rebote, Valdir bateu forte de pé esquerdo, mas a bola explodiu no peito do goleiro santista. No minuto seguinte, o Santos deu o troco, em cobrança de falta de Elano que Fábio colocou para escanteio.

Depois do início movimentado, a partida caiu de rendimento. As duas equipes afunilaram o jogo no meio-campo e, sem criatividade, chegaram pouco ao ataque.

No final do primeiro tempo, o jogo voltou a esquentar. Aos 38min, Coutinho arriscou de fora da área e obrigou Júlio Sérgio a fazer boa defesa no canto esquerdo. Quatro minutos depois, Wescley cobrou falta e a bola triscou a trave esquerda.

O Santos acordou e desperdiçou oportunidade clara aos 43min. Reginaldo Araújo recebeu em velocidade pela direita e, já dentro da área, cruzou rasteiro. Jerri entrou sem marcação e, de carrinho, desviou para fora.

A segunda etapa começou mais movimentada. Logo aos 9min, Régis recebeu na esquerda, se livrou de Reginaldo Araújo e bateu cruzado de pé direito, vencendo o goleiro Júlio Sérgio.

Aos 15min, o Santos quase empatou. Elano cobrou falta da esquerda, quase sem ângulo, próximo da linha de fundo. A bola fez uma curva e bateu no travessão antes de sair pela linha de fundo.

Cinco minutos depois, foi a vez de Rodrigo Souto chutar forte da intermediária. Júlio Sérgio tocou com a mão direita e a bola explodiu na trave direita antes da zaga santista afastar o perigo.

Aos 26min, o Santos ficou com dois jogadores a menos. Alex, que não tinha recebido cartão amarelo, fez falta violenta em Morais e foi expulso. Elano, que já tinha sido advertido com o amarelo, reclamou da arbitragem e também foi expulso.

Em contragolpe rápido, aos 37min, o time santista saiu em velocidade para o contra-ataque. Júlio César recebeu dentro da área e foi “atropelado” por Henrique. Na cobrança de pênalti, Fabiano colocou no canto esquerdo. Fábio chegou a tocar na bola, mas não evitou o gol do Santos.

Aos 42min, o Vasco perdeu grande chance de chegar à vitória. Rubens cruzou da esquerda, Régis tentou tocar de letra e a bola sobrou limpa para Valdir, que tentou marcar de carrinho, mas não alcançou.

Quatro minutos depois, Wescley cobrou falta com violência, Júlio Sérgio espalmou e Valdir, no rebote, carimbou o goleiro santista, que garantiu o empate fora de casa na última partida do Campeonato Brasileiro 2003.

Santos 3 x 1 Fluminense

Data: 23/11/2003, domingo.
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público e renda: não divulgados
Árbitro: Jamir Carlos Garcez (DF)
Auxiliares: Eremílson Xavier Macedo (DF) e Marrubson Melo de Freitas (DF).
Cartões amarelos: Paulo Almeida, Robinho, Alex (S); Jancarlos (F).
Gols: Esquerdinha (03-2), Diego (06-2), Alex (08-2) e Fabiano (12-2).

SANTOS
Júlio Sérgio; Reginaldo Araújo, Alex, Narciso (Sílvio) e Léo; Paulo Almeida (Daniel), Renato, Elano (Jerri) e Diego; Robinho e Fabiano.
Técnico: Emerson Leão

FLUMINENSE
Kléber; Jancarlos, César, Rodolfo e Júnior César; Marcão, Sidney, Esquerdinha (Alex Oliveira) e Carlos Alberto (Tiago); Marcelo e Romário (Josafá).
Técnico: Renato Gaúcho.



Santos vira contra o Fluminense e garante, ao menos, o vice-campeonato brasileiro

Em mais uma virada na competição, a décima no Nacional e a quarta consecutiva, o Santos garantiu, ao menos, o vice-campeonato brasileiro deste ano ao vencer o Fluminense por 3 a 1 no estádio da Vila Belmiro, no litoral paulista.

O problema dos santistas é que o Cruzeiro também venceu seu confronto da rodada (contra o Paraná, fora de casa) e manteve a diferença de seis pontos a três rodadas do fim do campeonato.

Com o resultado, o Santos foi para 85 pontos e não pode ser mais ultrapassado na segunda colocação do Nacional. Já o Fluminense continua com a vida complicada na competição. Com 46 pontos, o tricolor está ameaçado pelo rebaixamento.

O Santos entrou em campo dando mostras de que iria golear. Depois de um começo de amplo domínio e pressão, o time caiu muito de rendimento e permitiu aos cariocas que tivessem as principais jogadas ofensivas da partida. Acuado, os santistas nem pareciam jogar em casa. Ficavam esperando o Fluminense ir para a frente a fim de robar a bola e encaixar os contra-ataques.

Entretanto, a tarde não era das melhores aos santistas, que erravam muito. Com isso, o tricolor carioca cresceu e teve, ao menos, duas ótimas oportunidades para abrir o placar. Na primeira, Marcelo chutou em cima do goleiro santista. Na segunda, o atacante Romário deixou o zagueiro Alex e o goleiro Júlio Sérgio para trás, mas, com o gol vazio, conseguiu chutar para fora.

O segundo tempo foi totalmente diferente. Sem perder as oportunidades, os times fizeram quatro gols em doze minutos. Mais uma vez, como acontecera contra Corinthians, Vitória e Ponte Preta, além de em outras seis oportunidades, o Santos só acordou quando o adversário abriu o placar.

Aos 2min, Esquerdinha aproveitou rebote de fora da área e fez o primeiro gol do jogo, para os cariocas. A partir daí só deu Santos. A equipe virou o marcador em seis minutos. Diego, aos 6min, Alex, aos 8min, e Fabiano, aos 12min, deram números finais à partida.

Ambas as equipes voltam a campo no próximo final de semana. Enquanto o Fluminense joga no sábado contra o São Caetano, no estádio do Maracanã, no Rio, o Santos vai a Goiânia enfrentar o Goiás no estádio Serrra Dourada, no domingo. O volante Paulo Almeida e o atacante Robinho, com três cartões amarelos, desfalcam a equipe santista.

O jogo

O Santos iniciou a partida pressionando. Aos 3min, após troca rápida de passes, a bola foi tocada para Diego, que, de frente para o gol, sem marcação, chutou para fora.

Um minuto depois foi a vez de Robinho desperdiçar a oportunidade. Ele dominou a bola na entrada da área, pela esquerda, mas chutou errado. No lance seguinte, Elano arriscou da intermediária, mas a a bola saiu por cima do gol.

O Fluminense chegou com perigo aos 6min. Após levantamento da esquerda na grande área, Júnior César cabeceou livre e Júlio Sérgio fez boa defesa.

Dois minutos depois, Robinho tocou de calcanhar para Renato, que, de fora da área, chutou a bola sobre o travessão.

O ritmo da partida caiu, juntamente com o rendimento dos santistas. Com dificuldades para atacar, ambas as equipes começaram a arriscar de fora da área, com chutões sem direção. Num dos mais perigosos, Carlos Alberto, da entrada da área, chutou por cima do gol d Júlio Sérgio, aos 17min.

O Santos, que até então jogava acuado, encaixou um contra-ataque rápido aos 23min. Robinho recebeu livre na esquerda, dentro da área, mas chutou por cima do gol, próximo à trave.

Vendo que o ataque santistas não estava numa tarde inspirada, o meia Elano, que já havia tentado em lances anteriores, continuou a insistir nos chutes de longe. Aos 32min, ele dominou da intermediária e, em vez de tentar a jogada, preferiu arriscar. A bola passou à esquerda de Kléber.

O Fluminense perdeu grande chance aos 33min. A defesa santista parou e Marcelo, dentro da área, pela esquerda, ficou na frente do goleiro do alvinegro paulista. Sem marcação, ele teve tempo de dominar, pensar, mas na hora de finalizar chutou em cima de Júlio Sérgio.

Aos 38min, Rodolfo cobrou falta da entrada da área, pela esquerda, e Júliuo Sérgio espalmou. Nenhum jogador do tricolor carioca, porém, conseguiu aproveitar o rebote.

Robinho, aos 41min, deu uma bicicleta na entrada da área e Kléber fez uma bonita ponte para evitar o que seria o primeiro gol do Santos.

Um minuto depois, Romário perdeu a melhor oportunidade do primeiro tempo. O atacante fez bela jogada na entrada da área ao driblar Alex e Júlio Sérgio. Entretanto, com o gol aberto, chutou para fora.

O Fluminense voltou a pressionar. Aos 43min, Romário tocou de cabeça para Marcelo, na direita. O atacante invadiu a área e chutou cruzado. O goleiro Júlio Sérgio, novamente, evitou o gol dos cariocas.

O segundo tempo começou movimentado, mas desta vez as equipes não desperdiçaram as chances criadas. Aos 3min, Jancarlos levantou bola na grande área, em cobrança de falta da direita, Júlio Sérgio espalmou e, no rebote, Esquerdinha pega de primeira, de fora da área, para fazer um golaço para os cariocas.

A alegria do Fluminense durou pouco. Aos 6min, Renato fez boa jogada pela direta, cruzou para Fabiano na grande área, que, de cabeça, ajeitou para Diego. O meia, também de primeira, empatou o jogo com um golaço da entrada da área.

Aí, como acontecera nas últimas partidas, os santistas foram para cima do adversário e viraram a partida. Aos 8min, Léo cruzou da esquerda e Alex apareceu para, de cabeça, colocar o Santos na frente do marcador.

Os santistas ainda ampliaram aos 12min. Diego alçou bola na grande área em cobrança de falta da esquerda e Fabiano se antecipou ao goleiro do time carioca para cabecear a bola para o fundo da rede.

O Santos continuou dominando a partida. Aos 17min, Elano arriscou da entrada da área e Kléber espalmou. No rebote, Renato ia ficando de frente para o gol quando a arbitragem paralisou o jogo, marcando impedimento.

Um minuto depois, Robinho virou a jogada para Renato, na direita. O volante invadiu a área e chutou cruzado, muito perto do gol

Aos 23min, Robinho sofreu pênalti ao ser travado por dois jogadores do time carioca, mas o árbitro Jamir Carlos Garcez não marcou a penalidade e ainda mostrou cartão amarelo ao atacante, que agora está fora do jogo contra o Goiás.

Dois minutos depois, Léo chutou da esquerda, dentro da área, mas o goleiro Kléber defendeu. Depois, foi só tocar a bola e esperar o apito final da partida para garantir o vice-campeonato. Fabiano ainda perdeu grande chance aos 46min.

Santos 3 x 1 Vitória

Data: 05/11/2003, quarta-feira, 21h40.
Competição: Campeonato Brasileiro – 41ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 3.205 pagantes
Renda: R$ 38.999,00
Árbitro: Sérgio Cristiano Nascimento (RJ)
Auxiliares: Vilmar Raul (RJ) e Marcos Tadeu Penichi Nunes (RJ)
Cartões amarelos: André Luís e Robinho (S); Zé Roberto, Paulo Rodrigues e Dudu Cearense (V).
Gols: Alecsandro (15-2), Alex (18-2), Jerri (21-2) e Fabiano (38-2).

SANTOS
Fábio Costa; Neném (Douglas), Alex, André Luís e Léo (Reginaldo Araújo); Paulo Almeida, Renato, Elano e Fabiano; Robinho e William (Jerri)
Técnico: Emerson Leão

VITÓRIA
Juninho; Marcelo Heleno, Nenê e Marcos (Gilmar); Alex Santos, Ramalho, Dudu Cearense, Alessandro Azevedo e Paulo Rodrigues; Zé Roberto (Dionísio) e Alecsandro (Samir)
Técnico: Lori Sandri



Santos não brilha, mas vira para cima do Vitória

O Santos não reeditou o bom futebol das últimas apresentações e encontrou muitas dificuldades, mas passou pelo Vitória por 3 a 1, de virada, na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, pela 41ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com o resultado, a equipe se mantém a seis pontos do líder Cruzeiro, que esta noite venceu o Grêmio. O time do técnico Emerson Leão soma 79 pontos, contra 85 dos cruzeirenses.

A equipe santista não perde no Brasileiro há oito jogos, com seis vitórias e dois empates. Além disso, venceu seus últimos cinco compromissos, superando Atlético-PR, Bahia, Coritiba, Corinthians e Vitória.

Já o Vitória, que permanece com 52 pontos ganhos, conhece a sua segunda derrota consecutiva de virada. No último domingo, a equipe saiu vencendo o Goiás por 3 a 0 no primeiro tempo, mas levou quatro gols na etapa complementar.

O Santos volta a jogar no próximo domingo, contra a Ponte Preta, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. Já o Vitória busca a reabilitação diante de outra equipe campineira, o Guarani, no Barradão, em Salvador.

O jogo

A primeira chance clara de gol da partida foi santista, aos 9min. Depois de cobrança de escanteio da esquerda, Alex desviou e Juninho conseguiu fazer a defesa. A bola triscou na cabeça de William que, dentro da pequena área, não conseguiu empurrar para o gol.

Aos 20min, o Vitória abriu o placar, mas o árbitro Sérgio Cristiano Nascimento anulou corretamente. Paulo Rodrigues cobrou falta de longa distância, Fábio Costa rebateu mal e Zé Roberto, em posição de impedimento, empurrou para as redes.

A partida era aberta. Jogando em casa, o Santos mantinha mais a posse da bola e tinha como principal arma as jogadas pela esquerda, com Robinho. Já o Vitória tentava marcar forte no meio-campo e saía com velocidade, apostando nas jogadas pelas laterais.

Aos 34min, a equipe santista desperdiçou boa chance para marcar. Robinho aproveitou bobeira na saída de bola do Vitória, roubou de Marcelo Heleno na esquerda e rolou para Fabiano. O meia, livre, na entrada da área, chutou fraco, facilitando a defesa de Juninho.

Em contragolpe rápido, aos 36min, o Vitória perdeu gol feito. Alecsandro foi lançado nas costas da zaga, driblou Fábio Costas e bateu de pé esquerdo. No entanto, o chute saiu fraco e Paulo Almeida teve tempo para dominar e salvar o Santos.

O panorama da partida não mudou no segundo tempo, mas a bola parada virou uma arma para as duas equipes. Aos 6min, Alex arriscou cobrança de longa distância e Juninho conseguiu espalmar para escanteio. O troco baiano veio aos 11min, quando Zé Roberto cobrou falta frontal e Fábio Costa foi buscar no canto esquerdo.

Aos 15min, o Vitória abriu o placar. Dudu Cearense enfiou grande bola para Alecsandro, que bateu forte, de primeira, no alto, e surpreendeu o goleiro Fábio Costa, que saía do gol e nada pode fazer.

O gol acordou o Santos. A torcida rubro-negra ainda comemorava quando, aos 18min, Alex subiu mais alto depois de cruzamento da direita e, de cabeça, colocou no canto direito de Juninho, empatando a partida.

Aos 20min, o Vitória perdeu Dudu Cearense: ele acabara de receber cartão amarelo quando cometeu falta violenta e foi expulso. O Santos não deu tempo para a equipe baiana se rearmar já que, no minuto seguinte, virou o placar. Léo avançou pela esquerda e rolou para o meio. Elano fez o primeiro corta-luz, Alex fez o segundo e Jerri bateu rasteiro no canto esquerdo, marcando um golaço.

Perdendo por 2 a 1 e com um jogador a menos, o Vitória parou de preocupar Fábio Costa. Já o Santos aproveitou e marcou o terceiro aos 38min. Jerri avançou pelo meio-campo e enfiou grande bola para Robinho, que cruzou rasteiro. Fabiano entrou de carrinho e completou a vitória santista.


Vídeos: (1) Melhores momentos e (2) Reportagem Globo Esporte.

Santos 3 x 1 Corinthians

Data: 02/11/2003, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 40ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 19.881 pagantes
Renda: R$ 267.285,00
Árbitro: Paulo César de Oliveira (SP).
Auxiliares: Everson Luis Luquesi Soares (SP) e Emerson Augusto de Carvalho (SP).
Cartões amarelos: Reginaldo Araújo, Léo e Diego (S); Coelho e Fabinho (C).
Gols: Fabinho (30-1) e Robinho (40-1); Pereira (15-2) e Fabiano (27-2).

SANTOS
Fábio Costa; Neném (Reginaldo Araújo), Alex, Pereira e Léo; Paulo Almeida (Daniel), Renato, Elano e Diego; Robinho e Fabiano (William).
Técnico: Emerson Leão

CORINTHIANS
Doni; Coelho, Betão, Marcus Vinícius e Vinícius; Fabinho, Fabrício (André Luiz), Rogério e Robert (Renato); Gil e Wilson (Abuda).
Técnico: Juninho.



Envolvente, Santos vence o Corinthians por 3 a 1, de virada

O Santos não tomou conhecimento do Corinthians na tarde deste domingo e venceu o rival na Vila Belmiro por 3 a 1, de virada. A vitória manteve o tabu dos santistas, que não perdem para o Corinthians há quase dois anos. O Santos foi para 76 pontos e o Corinthians ficou com 52.

A primeira etapa foi equilibrada, hora com o Santos no domínio, hora com o Corinthians. Por jogar em casa e motivado por ainda ter chances de lutar pelo bicampeonato, o Santos começou a partida dando a impressão de que construiria um placar elástico ainda no primeiro tempo.

A equipe, porém, encontrava muita dificuldade em furar a forte retranca corintiana. Após a pressão inicial, que durou exatos dezenove minutos, o Santos parou de jogar. Errando muitos passes e dando espaço para o adversário, o Santos permitiu que o Corinthians crescesse na partida.

Depois de uma série de lambanças da defesa santista, Fabrício acertou um belo chute e fez um golaço, aos 30min. O gol acordou os santistas, que chegaram ao empate dez minutos depois, com um golaço de Robinho.

Diferentemente do primeiro tempo, o Santos dominou amplamente o segundo tempo. O time voltou para a etapa final disposto a conseguir os três pontos. Envolvendo o adversário com bom toque de bola, os santistas viraram o jogo, com gol de cabeça do zagueiro Pereira, que aproveitou cobrança de escanteio da direita, e chegou ao terceiro aos 26min, com Fabiano, de cabeça.

As duas equipes voltam a campo na próxima quarta-feira. O Santos enfrenta o Vitória na Vila Belmiro. Diego levou o terceiro cartão amarelo e desfalca o time. Já o Corinthians joga contra o Coritiba, no Paraná.

O jogo

Logo aos 2min, Fabiano aproveitou cobrança de escanteio da direita e cabeceou próximo ao travessão, assustando a torcida corintiana.

Quatro minutos depois, Diego cobrou falta fechada da esquerda e Doni saiu do gol para, de soco, afastar a bola para longe da grande área.

O Corinthians só chegou com perigo aos 11min. Aproveitando falha de Paulo Almeida, Gil ficou com a bola na esquerda e, da entrada da área, chutou cruzado. A bola saiu fraca, mas passou próxima à trave esquerda de Fábio Costa.

Aos 19min, Fabinho arriscou de fora da área e Fábio Costa espalmou. Os corintianos ficaram com o rebote e depois de de diversas tentativas, Gil dominou a bola na esquerda, dentro da área, fez o giro e chutou forte. A bola passou à direita do gol santista.

Mais Corinthians aos 23min. Gil cruzou da esquerda, Wilson se antecipou à defesa santista e colocou o pé no meio do caminho. Fábio Costa, no reflexo, fez a defesa.

O Santos não jogava bem, mas conseguiu uma boa oportunidade aos 25min. Após cobrança de falta em dois lances, Alex arriscou de fora da área, mas a bola passou à direita de Doni, sem perigo para o goleiro corintiano.

O gol corintiano saiu aos 30min. Depois de aproveitar rebote de Fábio Costa, Fabrício arriscou de fora da área e acertou o ângulo esquerdo do goleiro santista: 1 a 0.

Com o gol do rival, o Santos ganhou novo ânimo e acordou na partida. Aos 38min, Elano arriscou da intermediária e a bola passou à esquerda de Doni, próxima à trave do gol corintiano.

Aos 40min – Diego fez boa jogada pela direita, abriu para Robinho que, da entrada da área, chutou rasteiro no canto direito. Doni se esticou e mandou a bola para escanteio, evitando o gol de empate. Mas, na cobrança de escanteio, Robinho ficou com a bola na entrada da área, pela esquerda, e fez um golaço. Ele dominou e chutou colocado, no canto oposto de Doni, sem chances para o goleiro corintiano: 1 a 1.

O Santos ainda quase virou a partida antes do intervalo. Aos 44min, Neném cobrou falta com violência pela direita e Doni fez boa defesa.

A etapa final começou como a primeira, com o Santos no ataque. Aos 8min, Alex cobrou falta da intermediária com muita força, Doni espalmou e, no rebote, Robinho, sozinho na pequena área pela esquerda, desperdiçou chance de colocar o Santos na frente ao chutar em cima do goleiro corintiano. O lance já estava paralisado pela arbitragem, que marcava impedimento.

Aos 14min, Fabiano desperdiçou grande oportunidade de fazer o segundo do Santos. Após receber passe de Robinho e ficar de frente para Doni, o atacante improvisado chutou em cima do goleiro corintiano, que saiu do gol para fechar o ângulo do santista. No rebote, a zaga mandou a bola para escanteio.

Após a cobrança da direita, o zagueiro Pereira subiu mais do que a defesa do Corinthians e cabeceou no canto direito de Doni para virar a partida para os donos da casa: 2 a 1.

Mesmo com o gol, o Santos continuou a madar na partida. Aos 17min, Diego chutou de fora da área e Doni caiu para fazer nova defesa. Dois minutos depois, numa das poucas descidas do Corinthians, a equipe teve grande oportunidade para empatar em cobrança de falta de Coelho pela esquerda, que Fábio Costa defendeu.

Aos 24min, Neném em cobrança de falta da direita, levantou para a grande área e Robinho, sem marcação, cabeceou com perigo contra a meta corintiana. A bola passou próxima ao travessão.

Estava fácil. Superior em campo, o Santos chegou ao terceiro gol aos 26min. Depois de Elano acertar o travessão em um belo chute de fora da área, Fabiano aproveitou o rebote e, de cabeça, ampliou para os santistas. Os corintianos reclamaram de uma possível falta de Fabiano em Marcus Vinícius no lance.

Aos 33min, depois de contra-ataque rápido dos santistas, Robinho chutou cruzado da esquerda, da entrada da área, e a bola passou perto da trave de Doni, assustando os corintianos.

Elano, aos 40min, tentou encobrir Doni, mas o goleiro corintiano mandou a bola para escanteio. Aos 42min, Betão errou na frente de Fabiano, na entrada da pequena área, mas o santista mandou a bola por cima do travessão.

O Santos perdeu a chance incrível de fazer o quarto gol com William, que havia acabado de entrar no lugar de Fabiano. Aos 46min, ele saiu sozinho na frente do gol corintiano, driblou Doni, mas chutou errado.

Bahia 4 x 7 Santos

Data: 22/10/2003, quarta-feira, 21h40.
Competição: Campeonato Brasileiro – 38ª rodada
Local: Estádio da Fonte Nova, em Salvador (BA).
Público: 17.545 pagantes
Renda: R$ 124.257,50
Árbitro: Jorge Fernando Rabello (RJ)
Cartões amarelos: Ramos, Preto e Guto (B); Alex (S)
Gols: Didi (09-1), Robinho (14-1), Léo (16-1), Didi (22-1), Robinho (27-1) e Cícero (36-1); Preto (07-2), Diego (19-2), Diego (21-2), William (35-2) e Fabiano (46-2, de pênalti).

BAHIA
Émerson; Guto (Paulinho), Accioly, Marcelo Souza e Lino; Neto, Ramos, Preto e Cícero (Danilo); Jean Carlos (Nonato) e Didi
Técnico: Lula Pereira

SANTOS
Fábio Costa; Neném (Reginaldo Araújo), Alex, André Luís e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano (William) e Diego; Robinho e Fabiano
Técnico: Émerson Leão



Santos bate o Bahia em jogo de 11 gols e se aproxima do Cruzeiro

Equipe santista fica a 6 pontos do líder

O Santos está vivo no Campeonato Brasileiro. Nesta quarta-feira à noite, o alvinegro da Vila Belmiro conquistou uma vitória histórica sobre o Bahia, por 7 a 4, no estádio da Fonte Nova, em Salvador.

Somado com a derrota do Cruzeiro para o Internacional, o time santista aproximou-se da equipe mineira, líder do Brasileirão. Após 38 rodadas, o Cruzeiro soma 76 pontos, enquanto o Santos chegou aos 70.

O resultado superou o jogo entre Vasco e Goiás, no primeiro turno da competição, que teve vitória vascaína por 6 a 4. Com os 11 gols, Santos e Bahia proporcionaram o jogo com o maior número de gols do torneio.

A vitória santista foi conquistada em grande estilo. O grande destaque do Santos na partida foi o atacante Robinho, relembrando seus melhores momentos da última temporada. Sem firulas e com um futebol objetvo, jogador marcou dois gols e participou das principais jogadas de sua equipe.

A partida, porém, não foi fácil para o Santos, que só conseguiu abrir dois gols de diferença ao marcar seu sexto gol. Até então, os times alternaram-se na liderança do placar. Só o primeiro tempo terminou com um empate por 3 a 3.

Na próxima rodada, o time do Santos terá outro difícil desafio fora de casa. O alvinegro irá até a capital paranaense para enfrentar o Coritiba, no Couto Pereira. O aliverde paranaense venceu seus últimos quatro jogos em casa.

Se o Santos vive um grande momento, o mesmo não se pode dizer do time do Bahia. Com a derrota e a vitória do Fluminense sobre o Corinthians, o tricolor baiano, com 39 pontos, caiu para a zona de rebaixamento do Brasileirão.

No próximo final de semana, o Bahia terá uma ótima oportunidade para ultrapassar novamente o time do Rio de Janeiro. Bahia e Fluminense irão se enfrentar na Fonte Nova, pela 39ª rodada do torneio.

O jogo

Logo aos 9min de partida, Preto cruzou da direita e Didi, bem colocado, subiu mais que a defesa santista e fez o primeiro gol da equipe baiana na partida.

Com as duas equipes indo ao ataque, o empate santista não demorou para acontecer. Aos 14min, em uma linda jogada, Robinho, da intermediária e marcado por três jogadores, surpreendeu o goleiro Emerson, que estava adiantado e marcou.

Ainda baqueada pelo gol de empate do Santos, a equipe baiana nem respirou e levou mais um. Aos 15min, Robinho, que tinha acabado de fazer um golaço, cruzou na cabeça de Léo, que virou para a equipe da baixada santista.

Perdido na partida, o time baiano passou a assistir o Santos tocar a bola. Mas, justamente num momento ruim em campo, o Bahia empatou novamente. Aos 22min, Preto arriscou ao gol, a bola resvalou na zaga santista e sobrou para Didi que, de primeira, empatou novamente para os tricolores.

Após o empate a partida continuou em ritmo alucinante. Mais uma vez a torcida nem respirou e novamente a bola balançou a rede. Aos 29min, Neném cruzou da direita e Robinho não desperdiçou. Santos mais uma vez na frente.

Se cinco gols já era muito para apenas 45 minutos, o sexto gol fez da etapa a mais movimentada de todo o Campeonato Brasileiro até então. Aos 37min, Cícero passou nas costas de Renato, aproveitou cruzamento e, de cabeça, empatou novamente para a equipe do técnico Lula Pereira.

Para quem esperava um segundo tempo morno após seis gols, a segunda etapa começou como a primeira. Aos três minutos, Jean Carlos obrigou Fábio Costa a uma bela defesa e que, parcialmente, garantiu o empate para a equipe paulista.

Mais uma vez o ataque levou a melhor sobre a defesa. Aos 7min, Preto bateu falta, a bola quicou na frente de Fábio Costa e enganou o goleiro. Bahia 4 a 3.

Após sete gols, até quem não tinha feito nenhum gol de bola rolando no campeonato resolveu aparecer. Aos 19min, Diego recebeu bom passe de Robinho e chutou forte, no canto direito do goleiro Emerson, que aceitou.

No que pode ser considerado o jogo das viradas, Diego fez mais um. Aos 21min, Robinho fez ótima jogada pela esquerda e cruzou para Diego, sozinho, empurrar para a rede no nono gol da partida.

O décimo gol foi o que tranqüilizou a equipe santista na partida. Fabiano deu de calcanhar para Diego, que chutou forte. O goleiro Emerson fez a defesa parcial e, no rebote, Willian fez o sexto do Santos.

Mesmo após 10 gols o jogo continuou movimentado. Aos 47min, o Santos chegou ao sétimo gol. Robinho tentou encobrir o goleiro Emerson, que defendeu. Na volta, a bola foi cruzada na área do Bahia e sobrou para William tocar para o gol. Marcelo Souza cortou com a mão. Fabiano cobrou a penalidade e fechou o placar.

Mesmo assim, Leão deixou o campo furioso após a vitória –havia 11 anos o Santos não vencia na Fonte Nova. “É inadmissível um time como o Santos tomar quatro gols em uma partida.”

Léo disse que foi uma das melhores atuações do ano. “O Santos repetiu uma atuação dos tempos de Pelé. A defesa tomou quatro gols, mas o ataque fez sete.”