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Santos 8 x 2 União São João

Data: 06/04/1996, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – 2º turno – 1ª rodada
Local: Estádio Dr. Hermínio Ometto, em Araras, SP.
Público: 3.566 pagantes
Renda: R$ 17.995,00
Árbitro: Oscar Roberto Godói (SP)
Cartões amarelos: Fabrício e Edson Rodrigues (U); Robert, Sandro, Marco Paulo e Giovanni (S).
Cartões vermelhos: Fabinho e Cilinho (U).
Gols: Giovanni (02-1), Giovanni (09-1), Giovanni (32-1) e Clóvis (36-1); Giovanni (11-2, de pênalti), Cleomar (13-2), Vágner (34-2), Cleomar (36-2, de pênalti), Cláudio (44-2) e Jamelli (46-2).

UNIÃO SÃO JOÃO
Adinan; Luciano Baiano, Fabinho, Édson Rodrigues e Pedrinho; Marcelo Lopes (Odair Júnior), Fabrício (Robinho) e Cleomar; Valdo e Silvinho (Cilinho).
Técnico: Play Freitas

SANTOS
Edinho; Cláudio, Sandro, Ronaldo Marconato e Marcos Paulo; Gallo, Vágner, Jamelli e Giovanni; Robert (Batista) e Clóvis (Macedo).
Técnico: Orlando Amarelo



Giovanni faz 4 e Santos goleia União São João

Com quatro gols do meia-atacante Giovanni, o Santos goleou o União São João por 8 a 2 em Araras, na primeira rodada do segundo turno do Paulista.

Giovanni, artilheiro da equipe com 11 gols, não poderá disputar a próxima partida contra o Juventus, por ter recebido o terceiro cartão amarelo.

Clóvis, Vágner, Cláudio e Jamelli fizeram os outros gols santistas. Os dois gols do União foram marcados pelo meia Cleomar.

Foi a segunda goleada consecutiva do Santos, que no último domingo derrotou o Botafogo por 5 a 1 na Vila Belmiro, pela última rodada do primeiro turno do Campeonato Paulista.

Goleada mantém o treinador do Santos

A goleada de 8 a 2 sobre o União São João, anteontem, em Araras, garantiu a permanência do técnico Orlando Amarelo, que estava com o cargo ameaçado no Santos.

A seu favor agora Amarelo tem duas goleadas consecutivas obtidas pela equipe, que terminou o primeiro turno do Campeonato Paulista na oitava posição, com 20 pontos conquistados.

Antes de bater o União, o time da Vila Belmiro tinha vencido o Botafogo por 5 a 1.

O meia-atacante Giovanni comandou a goleada de anteontem, marcando quatro gols e participando diretamente das jogadas que resultaram nos gols do atacante Clóvis e do lateral Cláudio.

Giovanni tem 11 gols e é o artilheiro do time na competição. Mas tomou seu terceiro cartão amarelo e está fora do próximo jogo do Santos, contra o Juventus, nesta quarta-feira.

Segundo o meia Jamelli, que marcou o seu segundo gol no campeonato, anteontem, em Araras, o Santos tem melhorado de produção porque, agora, está podendo contar com quase todos os seus titulares nas partidas.

“Fomos muito prejudicados no primeiro turno do Paulista por causa dos desfalques”, afirmou.

O treinador do União São João, Play Freitas, lamentou a derrota em seu estádio. “O time esteve irreconhecível. Foi um vexame.”



Santos parte para o ataque contra União ( Em 06/04/1996 )

O Santos joga contra o União São João, hoje, às 16h, em Araras, e o técnico Orlando Amarelo, ainda ameaçado no cargo, decidiu armar o time no ataque.

No lugar do volante Baiano, suspenso, o treinador vai escalar Macedo ou Clóvis (ambos atacantes).

A equipe atuará apenas com um meia defensivo, Gallo, e vai procurar, já na estréia do segundo turno, apagar a má impressão deixada na primeira etapa do Paulista.

Além de Baiano, o Santos terá mais dois desfalques na partida de hoje. O zagueiro Narciso e o lateral-esquerdo Marcos Adriano estão suspensos e devem ser substituídos por Sandro e Marcos Paulo, respectivamente.

A equipe do União esteve concentrada em Águas da Prata (228 km a norte de São Paulo) desde a última quarta-feira. O técnico Play Freitas vai poder contar com todos os titulares.



Samir pediu calção xadrez ( Em 09/04/1996 )

Foi o presidente do Santos, Samir Jorge Abdul-Hak, 55 anos, quem teve a idéia de mandar fazer um calção quadriculado em branco e preto para o time.

“Foi um pedido meu, já que o calção preto, que vinha sendo utilizado, não foi aprovado. Mas o novo modelo está apenas em teste”, afirmou.

Repórter – Qual a sua opinião sobre o novo calção?
Samir Jorge Abdul-Hak – Foi uma idéia minha. Mas ainda não tenho uma opinião formada sobre ele.

O calção ainda está em teste. Se agradar à maioria, será mantido nos jogos em que não pudermos usar o calção branco. Mas vamos experimentar outros modelos, como o listrado, para sentir qual é o melhor.

Repórter – É verdade que o Santos evitou usar o calção preto porque o uniforme ficou muito parecido com o do Corinthians?
Samir – Isso é o que os torcedores dizem. A verdade é que eu acho o calção preto feio. Só isso.

Repórter – Você acha que a torcida pode associar o calção quadriculado à goleada sobre o União e pedir que ele seja efetivado?
Samir – Pode ser. Mas uma coisa não está relacionada com a outra. O Santos venceu porque está subindo de produção e não por causa do calção.

Diretor pede um estilista e propõe fazer plebiscito

O presidente do Conselho Deliberativo do Santos, Edmon Atik, propôs ontem a realização de um plebiscito entre torcedores, conselheiros, diretores e jogadores para a escolha de um novo desenho para os calções do Santos.

“Primeiro foram os calções negros, que deixaram o Santos parecido com o Corinthians. Agora é o quadriculado. Estamos vivendo um drama”, afirmou o dirigente.

“Talvez seja necessário um plebiscito ou a contratação de um estilista”, acrescentou.

O uso do calção quadriculado foi uma opção dos jogadores, antes do jogo contra o União.

“Muitos não gostaram e deram risada quando viram. Mas, dentro de campo, parece que o União ficou hipnotizado”, disse Robert.

“Apelidamos o uniforme de Fórmula 1”, afirmou Narciso. “Com o tempo a torcida se acostuma e acaba gostando”, disse Giovanni.

Para o ex-atacante santista Aluízio Guerreiro, 39, os calções quadriculados podem virar moda. Proprietário de uma loja de material esportivo em Santos, ele disse já ter clientes interessados no novo calção.

Santos ‘desfila’ listras contra São Paulo

Após surpreender sua torcida ao usar um calção quadriculado na goleada de 8 a 2 sobre o União, sábado, em Araras, o Santos preparou outras novidades no uniforme do time para o jogo contra o São Paulo, domingo, no Pacaembu.

A equipe irá atuar de calções listrados, em preto e branco, acompanhando a camisa reserva do time, que também tem listras verticais pretas e brancas. O São Paulo também estreará novo uniforme.

“O calção listrado também foi elaborado pelo nosso departamento de criação e aprovado pelo Santos”, disse Joélson de Souza Prado, diretor comercial da Rhumell, empresa que fornece material esportivo ao clube.

Segundo Prado, a iniciativa do Santos “é inovadora e se inspira nos clubes europeus, que usam uniformes reservas com desenhos e cores diferentes”.

“Estamos testando alguns modelos e aquele que agradar à maioria será adotado, quando não pudermos usar o calção branco”, disse o presidente do Santos, Samir Abdul-Hak. Foi ele quem pediu a confecção do calção xadrez (leia texto ao lado).

Regulamento

Pelo regulamento do Campeonato Paulista, “quando houver coincidência de uniforme, a equipe visitante será obrigada a trocar o uniforme completo, inclusive meias e calções, sob pena de o árbitro não realizar a partida”.

Por isso, o Santos está testando alternativas para quando não puder utilizar o calção branco titular.

Isso deve acontecer domingo, contra o São Paulo, e também nos jogos contra Palmeiras (dia 26 de maio) e Botafogo (dia 29 de maio).

A próxima partida do Santos será quinta-feira, contra o Juventus, em Santo André. Gallo, Cláudio e Giovanni, suspensos, não jogam.

O melhor da rodada foi o pijama do Santos
Por MATINAS SUZUKI JR, Editor Executivo da Folha

Meus amigos, meus inimigos, de fato, o calção do Santos ficou mais para pijama quadriculado que mamãe me deu, “underwear” de grife do Mundo Mix ou bermuda de fantasia de um Pierrô veneziano, do que indumentária propriamente futebolística.

Não sei quem foi o Ocimar Versolatto que desenhou o bermudão dominó do Santos.

Alega o Santos que, ao adotar o calção preto com a camisa branca, o uniforme, além de tirar a identidade da alvura tradicional do traje peixeiro, fica muito parecido com o do arqui-rival Corinthians.

OK, por mero exercício retórico, vamos admitir que o Santos tenha razão.

Porém, o fato de um time se sentir prejudicado em sua simbologia não significa que uma regra que é benéfica para a maioria deva ser abolida.

O futebol brasileiro não suporta mais ser vítima dos casuísmos clubísticos.

Além disso, ao Santos, resta muita alternativa, a saber:

1) Hoje em dia, os bons fabricantes de uniformes esportivos têm estilistas de nível para sugerir um calção mais bonito e mais de acordo com o princípio da regra de que o quadriculado de Araras (que, por deixar muito espaço em branco, acaba, na prática, não produzindo o efeito desejado de diferenciar do branco do calção adversário. Pela TV, com as tomadas de câmeras mais recuadas, a impressão era a de que o calção do Santos também era totalmente branco);

2) Para fugir do efeito Corinthians, quando usar o calção preto e a camisa do time adversário permitir, o Santos ainda tem a opção de usar a sua camisa número dois, a das listras verticais, que é nitidamente diferente da camisa listrada do Corinthians;

3) Mas, mais do que tudo e em vez de ficar se lamentando ou tomando medidas que repercutem mal, o Santos poderia adotar uma atitude verdadeiramente moderna. Poderia, por exemplo, usar um segundo uniforme, com outras cores, tal como a também alvinegra Juventus, de Turim, que veste um vistoso azul de casa real na roupa opcional.

Ou, como o grande Barcelona, que adota um tom esverdeado como a indumentária que substitui o lendário azul e vermelho (e se o Barça, que tem uma das torcidas mais apegadas à tradição do mundo do fut pode, qualquer outro time também poderá) por um belo tom esverdeado.

Ou, ainda, o Ajax, que troca o conhecidíssimo vermelho e o branco por um tom elegantemente escuro do azul avermelhado, quase chegando na também nobre cor púrpura.

Prefiro acreditar que a opção do Santos pelo ridículo calção quadriculado foi assumida pelo espírito jovem que marca o time e a sua torcida (e, de qualquer forma, é sempre melhor experimentar e arriscar, do que insistir em um tradicionalismo imobilista).

Uniformes à parte, o mais importante é que o Santos reencontrou a vereda do gol e a trilha do bom futebol. Não foi apenas o calção quadriculado que deu sorte.


Fontes:
Estadão
Jornal Folha de SP
Créditos vídeo: Hugo Quinteiro. Indicado por Danilo Barbosa.

Santos 5 x 1 Botafogo-SP

Data: 31/03/1996, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1º turno – 15ª rodada (última)
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 2.312 pagantes
Renda: R$ 16.285,00
Árbitro: Antônio Cláudio Pierin.
Cartões amarelos: Giovanni e Baiano (S); Ranielli, Douglas e Japinha (B).
Cartões vermelhos: Marcos Adriano e Narciso (S); Pichetti e Silvio Donizeti (B).
Gols: Ronaldo Marconato (29-1); Jajá (06-2), Ronaldo Marconato (09-2), Fonseca (31-2, contra), Clóvis (41-2) e Clóvis (46-2).

SANTOS
Edinho; Cláudio, Ronaldo Marconato, Narciso e Marcos Adriano; Gallo, Baiano (Macedo), Vágner e Robert (Clóvis); Jamelli e Giovanni.
Técnico: Orlando Amarelo

BOTAFOGO-SP
Ricardo Gomes; Japinha (Jorge Rauli), Marcelo Fernandes, Fonseca e Márcio; Silvio Donizeti, Douglas (Essinho), Ranielli e Pichetti; Paulo César (Gustavo) e Jajá.
Técnico: Jorge Vieira



Santos raspa os cabelos, goleia o Botafogo e diminui a crise

A decisão dos jogadores de raspar os cabelos para afastar a má fase surtiu efeito. O Santos goleou o Botafogo por 5 a 1, ontem à tarde, no estádio da Vila Belmiro.

A vitória serviu para tranquilizar o ambiente no Santos, que estava conturbado devido à má campanha do clube no Paulista.

A cada gol marcado, os jogadores santistas corriam para o banco de reservas, abraçando o técnico Orlando Amarelo, numa demonstração de apoio a seu trabalho.

O Santos começou a espantar a crise aos 29min do primeiro tempo, com o zagueiro Ronaldo Marconato cobrando falta: 1 a 0.

O Botafogo reagiu no segundo tempo. Jajá aproveitou falha da defesa santista para empatar, aos 6min. Mas, aos 9min, cobrando outra falta, Ronaldo Marconato marcou 2 a 1.

Logo depois, o zagueiro Fonseca marcou contra, ao tentar interceptar um cruzamento do meia Robert, fazendo 3 a 1 para o Santos.

Além disso, Pichetti e Silvio Donizeti, do Botafogo, foram expulsos, diminuindo as chances do time de Ribeirão Preto na partida.

Os santistas Narciso e Marcos Adriano também foram expulsos ao tentarem barrar o rápido Jajá.

No final, o atacante Clóvis, que tinha entrado no lugar de Robert, marcou aos 41min e 46min.



Titulares retornam, mas Santos teme os torcedores ( Em 31/03/1996 )

Mesmo com o retorno de sete titulares, o Santos teme a pressão de sua torcida na partida de hoje, contra o Botafogo, às 16h, na Vila Belmiro.

A equipe passou a semana treinando em Águas de Lindóia (170 km a norte de São Paulo) e, pela vontade dos jogadores, enfrentaria o Botafogo longe da Vila Belmiro.

O time vem de uma derrota de 6 a 0 para o Palmeiras, ocupa apenas a 8ª colocação no Campeonato Paulista, com 17 pontos, e os atletas estão abatidos com a má fase.

Apesar disso, o técnico Orlando Amarelo ficou otimista com a volta dos titulares. Só no sistema defensivo, ele ganha cinco reforços. O goleiro Edinho, o zagueiro Ronaldo Marconato e o lateral-esquerdo Marcos Adriano já estão recuperados de contusões.

A defesa terá também o lateral-direito Cláudio e o zagueiro Narciso, que já cumpriram suspensão automática.

No meio-campo, retornam Vágner e Robert.

“É praticamente o time que foi vice-campeão brasileiro no ano passado. Só o Cláudio e o Baiano não jogavam naquela equipe”, disse Orlando Amarelo.

Outro titular de 1995, o meia Carlinhos, vai demorar um pouco mais para voltar ao time. Ele sentiu novas dores no joelho, operado após o Campeonato Brasileiro, e pode ter que passar por nova cirurgia.

O técnico Cabralzinho, que comandou a equipe vice-campeã brasileira, está cotado para voltar ao Santos.


Santos 2 x 1 XV de Jaú

Data: 17/03/1996, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1º turno – 12ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 2.441 pagantes
Renda: R$ 17.165,00
Árbitro: Edílson Pereira de Carvalho
Cartões amarelos: Batista e Gustavo Nery (S); Celinho e Wilson Mano (XV).
Gols: Clóvis (24-2), Giovanni (35-2) e Marquinhos (45-2).

SANTOS
Gilberto; Cláudio, Sandro, Narciso e Gustavo Nery; Batista, Baiano Giovanni e Robert (Macedo); Marcelo Passos (Clóvis) e Jamelli.
Técnico: Orlando Amarelo (interino)

XV DE JAÚ
Rui; Celinho, Wilson Mano, Ryuller e Fábio; Arnaldo, Auecione e Esquerdinha; Amaral (Marquinhos), Neizinho e Giuliano (Léo).
Técnico: Cilinho

Interino leva o Santos à vitória

O Santos, dirigido pelo técnico interino Orlando Amarelo, venceu ontem o XV de Jaú por 2 a 1.

Apesar da vitória, Amarelo, que afastou o capitão Gallo, tem poucas chances de ser efetivado no cargo.

Ontem, o Santos voltou a apresentar os defeitos dos últimos jogos, errando muitos passes. Nos primeiros dez minutos, o centroavante Neizinho havia perdido duas chances de gol.

A primeira oportunidade do Santos aconteceu aos 23min, quando Robert quase fez um gol olímpico, em escanteio pela esquerda.

Aos 30min do primeiro tempo, Orlando Amarelo fez sua primeira modificação no time, tirando Robert para a entrada de Macedo.

O Santos pressionou e perdeu três chances de gol, com Jamelli, Macedo e Giovanni. Este, livre de marcação na grande área, perdeu a melhor chance do jogo, aos 44min.

No segundo tempo, o XV recuou e passou a jogar no contra-ataque. Neizinho, aos 16min, chutou na trave do santista Gilberto.

O Santos voltou errando muitos passes. Aos 17min, Marcelo Passos saiu para a entrada de Clóvis.

Aos 24min, Clóvis recebeu passe de Baiano e chutou no canto direito de Rui, marcando o seu primeiro gol com a camisa do Santos.

Aos 35min, aproveitando rebote da defesa, Giovanni avançou e fez seu sétimo gol neste Paulista.

Em seguida, Jamelli deixou o time para a entrada de Cerezo. O Santos recuou e, aos 45min, Marquinhos fez o gol do time de Jaú.

Novo técnico deve sair hoje

Até o final da tarde de ontem, a diretoria do Santos não havia conseguido definir o nome do treinador que substituirá Candinho, que pediu demissão na sexta.

Orlando Amarelo tem poucas chances de ser efetivado. “Temos vários nomes e amanhã (hoje) deveremos decidir”, disse o diretor de futebol do Santos, José Paulo Fernandes.

Após o jogo, Orlando Amarelo criticou o time, afirmando que os jogadores “não estão correndo”.

Ele disse que afastou o capitão Gallo por deficiência física e técnica. O capitão do Santos, por determinação de Orlando, foi Giovanni.

“Não sou burro. Sei ver as coisas. Parece que todas as modificações que fiz deram certo”, disse.





Técnico interino dirige Santos na Vila no lugar de Candinho (Em 17/03/1996)

O Santos enfrenta hoje o XV de Jaú, na Vila Belmiro, sob a orientação de Orlando Amarelo, treinador da equipe de aspirantes.
Ele substitui, interinamente, Candinho, que pediu demissão na última sexta-feira.

Orlando começou sua carreira de jogador no Santos, com 13 anos. Como lateral-direito, atuou por quatro anos no time, de 68 a 71. Também jogou no Coritiba, América-RJ, Vasco e Udinese (Itália).

Na época em que jogava, ele era conhecido como Orlando Lelé.

Como técnico, ele comandou, entre outras equipes, Portuguesa Santista e os amadores do Vasco.

“Não vou poder fazer muita coisa. Vou usar o pouco tempo que tenho para conversar muito com os jogadores”, afirmou o técnico.

No jogo de hoje, o Santos não terá o goleiro Edinho. O jogador, que sofreu uma fratura no dedo indicador da mão direita, só deve voltar ao time no clássico contra o Palmeiras, no próximo domingo.

Outro que não joga é o lateral-esquerdo Marcos Adriano. Ele continua em tratamento de uma torção no tornozelo direito, ocorrida no jogo contra o Rio Branco.

Marcos Paulo, reserva de Marcos Adriano, também deve ser vetado. Caso não possa atuar, a lateral esquerda será ocupada por Gustavo Nery.

O atacante Camanducaia, o zagueiro Ronaldo e o meia Carlinhos continuam contundidos e fora do time. Só Vágner se recuperou a volta ao meio-campo contra o XV.

“Em 23 anos de Santos, nunca vi tantos jogadores contundidos num começo de temporada”, disse o médico Carlos Braga.