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Guarani 0 x 1 Santos

Data: 17/05/2000, quarta-feira, 20h30.
Competição: Campeonato Paulista – 3ª fase – 2º turno
Local: Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, SP.
Público: N/D (estimativa 10.000)
Renda: N/D
Árbitros: Romildo Correia e Robério Pereira Pires (ambos de SP).
Auxiliares: Marinaldo Silvério e Wilian Valdemir Zaccaria (ambos de SP).
Cartões vermelhos: Preto (40-2) e Rubens Cardoso (42-2, S).
Gol: Claudiomiro (26-1).

GUARANI
Gleguer; Márcio Rocha (Rafael), Edu DRacena, Valinhos e Gustavo; Fausto (Ivanildo), Otacílio, Renatinho (Marcinho) e Lindomar; Douglas e Mauro.
Técnico: Carbone

SANTOS
Carlos Germano; Michel, Galván, Preto e Rubens Cardoso; Baiano, Claudiomiro, Valdo e Eduardo Marques (Robert); Caio (Deivid) e Valdir (Paulo Almeida).
Técnico: Giba



Santos, agora, precisa de empate

O Santos venceu o Guarani por 1 a 0, em Campinas, eliminou a equipe rival do Campeonato Paulista e agora precisa de um empate contra a Lusa, no domingo, para ir às semifinais.

As primeiras jogadas de perigo do Santos saíram pelas laterais. Aos 11min e aos 14min, a equipe teve suas únicas chances de gol do primeiro tempo. Valdir recebeu um cruzamento da esquerda, mas não conseguiu cabecear a bola. Na jogada seguinte, Caio recebeu na entrada da área e chutou forte, mas Gléguer espalmou para fora.

O Guarani conseguiu “furar” a defesa do Santos, aos 19min. Mauro recebeu livre de Otacílio dentro da área, mas chutou por cima do gol de Carlos Germano.

Após o lance, o Guarani passou a pressionar a equipe santista, principalmente pelas laterais. O Santos se arriscava pouco nos contra-ataques.

Em uma jogada nascida na direita, aos 33min, Mauro recebeu um cruzamento na pequena área, chutou em cima de Carlos Germano e, no rebote, Douglas chutou pela esquerda. A bola raspou a trave, com o goleiro caído.

Na primeira jogada do Guarani na etapa final, aos 4min, Mauro invadiu a área e dividiu com Galván. Os jogadores reclamaram de pênalti, que não foi marcado.

Aos 6min, Renatinho recebeu um cruzamento e, sem marcação, chutou por cima do gol.

Para dar mais velocidade ao seu time, o técnico do Santos, Giba, tirou Eduardo Marques e colocou Robert em seu lugar, aos 19min.

Em uma falha da defesa do Guarani, aos 26min, o Santos abriu o placar. Após uma cobrança de escanteio, Baiano recebeu pela esquerda e cruzou. Os zagueiros do Guarani não cortaram e Claudiomiro desviou a bola de Gléguer.

O Santos continuou a jogar nos contra-ataques e Deivid, aos 30min perdeu a chance de ampliar o marcador. Ele recebeu o cruzamento de Valdir, tocou a bola, mas ela raspou a trave.

Antes do final da partida, Preto e Rubens Cardoso foram expulsos por jogadas violentas.


Santos 1 x 1 Coritiba

Data: 03/05/2000, quarta-feira, 21h40.
Competição: Copa do Brasil – 3ª fase – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.672 pagantes
Renda: R$ 30.215,00
Árbitro: Luciano Augusto Almeida (DF).
Cartões amarelos: Flávio e João Santos (C).
Gol: Claudiomiro (29-1) e Marcelo Lepatin (25-2).

CORITIBA
Gilberto; Reginaldo Araújo, Flávio, Léo Devanir, Renatinho; João Santos, Leandro Tavares (Marcelo Lipatin), Ataliba (Luis Carlos), Veiga; Robert (Anderson Cruz) e Marquinhos Cambalhota.
Técnico: Lori Sandri

SANTOS
Carlos Germano; Michel (Anderson Luiz), Claudiomiro, Galván e Rubens Cardoso; Baiano, Rincón, Valdo e Caio (Eduardo Marques); Deivid e Valdir Bigode (Robert).
Técnico: Carlos Alberto Silva



Santos empata com Coritiba e avança

O Santos empatou com o Coritiba por 1 a 1 na Vila Belmiro pela Copa do Brasil e se classificou para as oitavas-de-final.

A equipe santista havia vencido o time paranaense por 1 a 0, na quinta-feira passada.

O jogo começou com as duas equipes mais preocupadas com a marcação. O primeiro tempo só melhorou depois do gol da equipe santista. Aos 29min, em cobrança de falta ensaiada, Claudiomiro abriu o placar.

Aos 38min, Deivid quase ampliou para o Santos. Após receber um passe preciso de Valdo, o atacante (substituto de Dodô) tentou encobrir o goleiro Gilberto. Caio também perdeu uma chance de ampliar a vantagem num chute forte de fora da área, aos 42min.

No segundo tempo, o Santos voltou melhor, mas os atacantes Valdir e Caio não se entendiam e perderam várias oportunidades.

Aos 5min, Valdir, livre de marcação, tentou encobrir o goleiro, mas a bola acabou indo para fora. Aos 20min, Caio recebeu na entrada da área e Gilberto espalmou, cedendo escanteio.

O Coritiba não ameaçava o Santos, até que num contra-ataque aos 25min, o atacante uruguaio Marcelo Lepatim (que tinha acabado de entrar em campo) empatou a partida.

Três minutos depois, o técnico Carlos Alberto Silva tirou Valdir para a entrada de Robert. Aos 39min, Eduardo Marques entrou no lugar de Caio. As mudanças não melhoraram o desempenho do Santos.

No final do jogo, a torcida santista não poupou os jogadores, que tiveram de ouvir vaias e xingamentos.

O time da Vila Belmiro atuou desfalcado do atacante Dodô, que já não havia jogado no último domingo, na vitória por 2 a 1 sobre o Guarani, pelo Campeonato Paulista. As dores no joelho esquerdo não permitiram a presença do atacante que foi substituído por Deivid.

Um exame de ressonância magnética, feito anteontem, mostrou que ele tem uma tendinite. O atacante poderá voltar contra a Lusa, sábado, pelo Paulista.


Corinthians 5 x 1 Santos

Data: 19/03/2000, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 3ª rodada
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público e renda: N/D
Árbitros: Alfredo Santos Loebeling e Sálvio Spinola
Cartões amarelos: Adílson, Fábio Luciano e Gilamr (C); Anderson, Rincón, Galván, Dutra e Claudiomiro (S).
Gols: Edílson (09-1); Vampeta (23-2), Marcelinho Carioca (29-2) e Marcelinho Carioca (31-2) e Ricardinho (47-2) e Claudiomiro (48-2).

CORINTHIANS
Dida; Daniel, Adílson (João Carlos), Fábio Luciano e Kléber; Vampeta (Gilmar), Edu, Ricardinho e Marcelinho Carioca (Dinei); Edílson e Luizão.
Técnico: Oswaldo de Oliveira

SANTOS
Carlos Germano; Baiano, Gálvan, Márcio Santos e Dutra; Ânderson (Robert), Claudiomiro, Rincón e Valdo; Valdir (Deivid) e Dodô (Caio).
Técnico: Carlos Alberto Silva



Afinado, Corinthians dá baile no confuso Santos

Time demonstra não sentir ausência de “ex-maestro” Rincón

O improviso santista sucumbiu ontem ao afinado time do Corinthians e acabou levando um “baile” no gramado do Morumbi, sendo goleado por 5 a 1.

Desentrosado e bastante nervoso, o Santos foi facilmente envolvido pelo meio-campo corintiano, comandado pela dupla Marcelinho e Ricardinho.

Rincón, o principal jogador santista e “”ex-maestro” do Corinthians, sentiu a pressão da torcida adversária e acabou se transformando em símbolo da desorganização santista. Ele não conseguiu parar seu principal desafeto, o meia Marcelinho, maior destaque do Corinthians ontem, nem criar as jogadas de ataque de seu time.

O Santos montou seu time atual -recheado de estrelas- praticamente neste ano, mas ainda não conseguiu apresentar-se de forma convincente.
Ontem, sofreu a sua primeira derrota no Campeonato Paulista.

Já o Corinthians, atual campeão estadual, brasileiro e mundial, segue invicto na competição, mostrou que não sentiu falta de Rincón e confirmou o entrosamento de seu time, uma verdadeira “orquestra”.

“Isso (o entendimento) é resultado de um trabalho que vem sendo feito há dois anos, que tem como combustível a alegria de jogar futebol”, disse o meia-atacante Marcelinho, após a partida.

A condição de favorito para vencer o jogo foi rapidamente assumida pelo Corinthians dentro de campo. Logo no início, o time de Marcelinho partiu para cima do Santos, com jogadas perigosas pelas pontas, especialmente nas costas do lateral Dutra.

O primeiro ataque de perigo do Santos aconteceu aos 8min, em uma tabela entre Dodô e Valdir.

A dupla de ataque, no entanto, não se entendia bem sem a bola a nos pés. Os dois discutiram muito no primeiro tempo.

Na sexta-feira, Dodô reclamou da ausência do também atacante Caio no time titular. No segundo tempo, a dupla, que teve um fraco rendimento, acabaria substituída por Caio, no lugar de Dodô, e Deivid, no lugar de Valdir.

Ainda no primeiro tempo, envolvido pela “”afinação” do Corinthians, restava ao Santos apelar para as faltas na tentativa de parar o ataque adversário.

“A forma ofensiva de atuar do Corinthians obriga os adversários, no afã de vencer, a cometer faltas violentas”, afirmou o técnico do Corinthians, Oswaldo de Oliveira.

Com o Santos perdido em campo, o primeiro gol do Corinthians não demorou a sair. Aos 9min, Edílson, com a defesa adversária parada, recebeu de Marcelinho da direita e marcou. Os zagueiros santistas ficaram reclamando que a bola havia saído na jogada que originou o gol.

No segundo tempo, o Santos voltou mais ofensivo, com Robert no lugar de Anderson.

Mas quem se beneficiou da substituição, entretanto, foi o Corinthians, que teve o meia Ricardinho liberado para articular as jogadas que originaram os demais gols da equipe.

O segundo gol corintiano saiu aos 23min, com Vampeta chutando forte, aproveitando cruzamento da esquerda de Edílson.

Entusiasmado com a possibilidade de aplicar uma goleada, o Corinthians utilizou sua principal e mortal arma, o contra-ataque.

No terceiro gol, aos 29min, Marcelinho recebeu livre um belo passe de Ricardinho e chutou na saída de Germano.

O quarto gol foi muito parecido com o anterior. Novamente Marcelinho, livre, recebeu de Ricardinho e tocou para marcar.

O último do Corinthians foi um “”presente” a Ricardinho. Já nos acréscimos, ele aproveitou uma rebatida, após tabela de Edílson e Dinei pela esquerda, para marcar.

O Santos descontou aos 48min, com Claudiomiro marcando de cabeça, após cobrança de escanteio pela esquerda.

Por ironia, o placar final foi o mesmo do último coletivo santista, na sexta-feira, quando os jogadores reservas golearam os titulares por 5 a 1.

Antes de deixar o gramado, Rincón foi abraçado pelo técnico Oswaldo de Oliveira. O jogador deu sua camisa ao médico Joaquim Grava, do Corinthians.
“Joguei meu futebol. Já sou bem grandinho para sentir a pressão da torcida”, disse o colombiano, enquanto se dirigia aos vestiários.

Carlos Alberto Silva deve ser demitido hoje

O técnico Carlos Alberto Silva deverá ser demitido hoje do Santos. A diretoria do clube se reunirá para definir o futuro do treinador, mas, pelas declarações do presidente santista, Marcelo Teixeira, dificilmente Silva permanecerá no cargo.

“Temos que ter paciência, mas não tanto. A gente percebe que falta um padrão tático para a equipe, mas isso só vem com uma sequência de jogos”, disse.

“A pressão é muito forte. A torcida quer resultados, e nós também, mas temos que analisar mais friamente. Vamos analisar o caso com calma amanhã.”

Silva, que afirmou “ter tentado de tudo” no jogo de ontem, se declarou “tranquilo” apesar da difícil situação. “Não tenho nenhum receio do que poderá acontecer comigo. Minha consciência está tranquila e, se não houver impedimento, vou continuar o meu trabalho”, disse o técnico, há três meses no cargo.

O Santos voltou ontem a estampar seu patrocinador de camisa para esta temporada, a controversa empresa Alpha Club.

A marca havia sumido do uniforme nos últimos jogos por conta das denúncias de que a empresa era responsável por aplicar o golpe da “pirâmide da fortuna”, espécie de corrente financeira considerada estelionato, que pode ter envolvido cerca de 17 mil pessoas no Rio e em São Paulo. As denúncias partiram de consumidores lesados, conforme revelou.


Santos 1 x 1 Matonense

Data: 13/03/1999, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Renda e público: não divulgados
Árbitro: Sidrack Marinho
Cartões amarelos: Claudiomiro (S); Gilmar e Piá Carioca (M).
Cartão vermelho: Ramos (M).
Gols: Piá (06-1, de pênalti) e Claudiomiro (39-2).

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima (Rodrigão), Argel, Claudiomiro e Gustavo Nery; Marcos Bazílio, Bechara (Jean), Caíco (Michel) e Rodrigo Fabri; Alessandro e Viola.
Técnico: Émerson Leão

MATONENSE
Washington; Deci, Márcio Pereira, Paulo César e Piá Carioca; Ramos, Baiano, Gilmar e Zé Renato (Juari); Taílson (Richardson) e Piá.
Técnico: Oswaldo Alvarez



Santos só empata com gol irregular

Time sofre para empatar em 1 a 1 com a Matonense

Em uma partida de muitas faltas, erros de passe e falhas em chutes a gol, o Santos empatou com a Matonense na Vila Belmiro, em 1 a 1, pelo Campeonato Paulista. Foi o segundo empate do Santos em dois jogos na competição.

O time do técnico Leão, que não perde jogando em casa há praticamente um ano, fez o gol de empate apenas aos 39min do segundo tempo, com um gol em posição irregular de Claudiomiro.

Sem ritmo e sem velocidade, o Santos virou presa fácil para os contra-ataques da Matonense. O Santos iniciou atacando, mas não conseguia furar o bloqueio montado pela Matonense em frente à grande área.

Logo aos 4min, o juiz Sidrack Marinho marcou pênalti a favor da Matonense. Piá bateu e marcou.

Errando muitos passes, o Santos apenas não pagou ainda mais caro por seus defeitos devido ao jogo essencialmente defensivo da Matonense e pela falta de pontaria do ataque do rival, que perdeu boas chances no primeiro tempo.

Aos 20min, na tentativa de chute a gol de Baiano. Aos 31min, Zé Renato teve boa oportunidade para finalizar, mas sofreu falta na hora da conclusão ao gol de Zetti.

As únicas oportunidades do Santos no primeiro tempo foram um ataque de Viola, que acabou impedido, e aos 36min, num ataque perigoso do lateral-direito Ânderson, que invadiu sozinho a área e foi parado pelo goleiro Washington.

No segundo tempo, o Santos mostrou melhora no que se refere à velocidade, mas não foi o suficiente para mudar o jogo.

O técnico Leão tentou a virada alterando o time. Bechara foi substituído por Jean, numa tentativa de reorganizar a defesa santista. O resultado foi um aumento na rapidez dos passes e um aumento de erros, que em alguns momentos quase custou o segundo gol da Matonense.

Aos 2min, Piá e Tailson iniciaram um contra-ataque após erro da defesa santista, que por pouco não terminou em gol.

Parecendo surpresa no início do segundo tempo pelo aumento da velocidade de ataque do Santos, a Matonense teve tranquilidade para se reorganizar e voltar ao bloqueio defensivo, parando o Santos, que só conseguia oferecer perigo em tentativas individuais de Caíco.

Aos 18min do segundo tempo, Leão substituiu Ânderson por Rodrigão, para reforçar o ataque.

O técnico Leão continuou mexendo no time e substituiu Caíco por Michel aos 22min.

O Santos continuava lento, e, mesmo atacando mais, desperdiçou oportunidades claras de gol, como em uma cobrança de escanteio, aos 26min.

Com todo o ataque dentro da área da Matonense, o time de Leão viu a bola ser tirada da área pela defesa rival, sem ao menos esboçar reação.

As poucas tentativas de gol santistas acabavam paradas pelo goleiro Washington, que foi um dos destaques da partida.

Finalmente, aos 39 min, o Santos conseguiu seu gol. Rodrigão pegou um lançamento para a área e passou para Claudiomiro, em posição de impedimento, que cabeceou para a rede da Matonense. O juiz Sidrack Marinho considerou o gol válido.

Cansado, o time da Matonense começou então a apelar para as faltas, segurando o time do Santos. Teve Ramos expulso no último minuto de jogo.



Convocado, Alessandro joga na Vila (Em 13/03/1999)

A primeira convocação do atacante Alessandro, 25, para a seleção brasileira aconteceu pelas mãos do mesmo técnico que autorizou sua saída do Santos, que hoje pega a Matonense pelo Paulista.

No segundo semestre de 97, Wanderley Luxemburgo, então técnico do Santos, liberou Alessandro para o Jubilo Iwata, do Japão, por achar que o negócio era vantajoso para o clube -R$ 800 mil pelo empréstimo por um ano.

Esse dinheiro representou o dobro do valor que o Santos pagou em 96 ao Novorizontino pelo passe do atacante (R$ 400 mil).

“Não tenho mágoa nenhuma. Ele (Luxemburgo) me deixou à vontade para ir ou ficar. Fui porque o salário que ia ganhar era muito maior e porque a proposta era boa para o clube. Todos saíram ganhando”, disse o jogador.

Ao retornar para o Santos, no segundo semestre do ano passado, Alessandro teve dificuldades para se firmar como titular.

O motivo, segundo o próprio jogador, foi o esquema tático adotado pelo atual técnico, Emerson Leão, que exigia dele, além da função ofensiva, a tarefa de auxiliar na marcação.

Depois de conseguir se adaptar às novas obrigações táticas, Alessandro conseguiu, neste ano, alcançar o ápice de sua carreira, segundo sua própria avaliação.

Nos 13 jogos na atual temporada, marcou seis gols e se transformou também num dos principais assistentes da equipe, principalmente no Rio-São Paulo.

“Sempre trabalho procurando corrigir meus defeitos. A convocação é mais um sonho realizado. É prova de que agora estou desempenhando um papel excelente”, afirmou o jogador.

Para hoje, a preocupação de Leão são os cinco jogadores do Santos emprestados à Matonense. Pertencem ao Santos os passes do volante Baiano, do lateral-esquerdo Piá Carioca, dos meias Piá e Zé Renato e do atacante Juari.

“Acho que deveria haver um código de ética entre os dirigentes para que não fossem escalados jogadores que pertencem ao clube adversário”, afirmou Leão.


Santos 1 x 0 Rosário Central

Data: 07/10/1998
Competição: Copa Conmebol – Final – Jogo de ida
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Árbitro: José Luiz da Rosa (Uruguai)
Público: 14.715 pagantes
Cartões amarelos: Anderson (S); Gerbaudo, Cappelletti, Marra, Daniele, Cuberas (R).
Cartões vermelhos: Viola e Jean (S); Scotto, Carracedo e Bustos Montoya (R).
Gol: Claudiomiro (28-2).

SANTOS
Zetti, Anderson, Jean, Claudiomiro (Gustavo Nery) e Athirson; Marcos Bazílio, Narciso, Eduardo Marques (Fernandes) e Lúcio; Alessandro (Adiel) e Viola.
Técnico: Émerson Leão

ROSÁRIO CENTRAL
Buljubasich, Marra, Gerbaudo, Cuberas e Jara; Hugo González, Daniele, Cappelletti (Villarreal) e Gaitán (Bustos Montoya); Carracedo e Scotto.
Técnico: Edgardo Bauza



Santos bate Rosario e fica a um empate do título da Conmebol

O Santos perdeu boa oportunidade de marcar mais gols, tendo sido prejudicado no primeiro tempo quando teve dois jogadores expulsos contra um dos argentinos.

As duas primeiras expulsões foram aos 10 minutos, quando o zagueiro Cuberas empurrou o goleiro Zetti, iniciando uma série de empurrões entre atletas adversários e cartões vermelhos para os atacantes Viola do Santos e Scotto, do Rosario.

Sem Viola, Leão pediu para Lúcio atuar mais adiantado, sobrecarregando Athirson, que passou a fazer simultaneamente os papéis de ponta e lateral.

Aos 28 minutos, aproveitando cruzamento de do lateral direito Anderson e a saída insegura do goleiro Buljubasich, zagueiro Claudiomiro de cabeça abriu o placar.

Quando parecia que o Santos cresceria (chegou a perder boa chance em chute de Eduardo Marques que o goleiro colocou para escanteio), o juiz Jose Luis da Rosa, do Uruguai, expulsou erroneamente o zagueiro Jean por agressão, prejudicando o time brasileiro que ficou com nove jogadores.

No intervalo, seguranças do Santos teriam feito ameaças ao trio de arbitragem, que ameaçou não retornar para a etapa final.

Protegido por policiais militares, o juiz deu início ao segundo tempo, e o Santos mesmo com um homem a menos mostrou que estava disposto a ampliar o placar, para poder atuar com maior vantagem no jogo de volta, na Argentina.

E quando também o meia Carracedo, do Rosario, acabou sendo expulso a pedido de um dos bandeirinhas, a pressão santista aumentou, e o time começou a criar e desperdiçar várias oportunidades.

A maior delas foi aos 27 minutos, quando Athirson foi derrubado na área e Narciso, que fazia grande partida, teve a chance de fazer 2×0. O pênalti, no entanto, não foi bem batido, e a bola acabou saindo à esquerda do goleiro argentino.

Mas mesmo a perda da penalidade máxima não foi suficiente para diminuir o ânimo do Santos, que continuou atacando insistentemente. Mas, quando superou a defesa argentina, com Adiel, aos 45 minutos, o árbitro anulou o gol,a legando impedimento.

Os argentinos, que terão que vencer em casa por dois gols de diferença, (se ganharem por uma decisão será nos pênaltis), comemoram a de rota mínima, principalmente por terem terminado esse primeiro jogo decisivo com apenas oito jogadores em campo, depois da expulsão de Montoya, que entrará no lugar de Gaitán.

Fontes: Jornais Diário Popular e Folha de São Paulo e Revista Lance.