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Grêmio 0 x 2 Santos

Data: 12/08/2000, sábado, 18h00.
Competição: Copa João Havelange (Campeonato Brasileiro) – Módulo Azul – 1ª Fase – 4ª rodada
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS.
Público: 6.856 (5.544 pagantes e 1.312 não pagantes)
Renda: R$ 49.570,00
Árbitro: Reinaldo Ribas Vieira (RJ).
Cartão vermelho: Astrada (G, 40-2).
Gols: Edmundo (16-2) e Anderson (23-2).

GRÊMIO
Danrlei; Anderson Lima, Marinho, Nenê e Roger; Astrada, Edinho (Amato, 20-2), Gavião e Zinho; Paulo Nunes (Itaqui, 33-2) e Adão.
Técnico: Celso Roth

SANTOS
Pitarelli; Michel, Preto, Claudiomiro e Rubens Cardoso; Anderson Luís, Rincón, Renato e Robert; Dodô e Edmundo.
Técnico: Giba



No Santos, Edmundo se torna pacificador

Em sua segunda partida no Santos, o atacante Edmundo, 29, assumiu um papel incomum para quem ao longo da carreira acumulou desafetos e desgaste de imagem em rotineiras confusões.

Na vitória por 2 a 0 sobre o Grêmio, no estádio Olímpico, anteontem, não apenas jogou bem, fazendo o primeiro gol, como também executou a função de pacificador, no momento em que o volante Rincón trocou empurrões com jogadores adversários.

Aos 36min do segundo tempo, Rincón se desentendeu com os gremistas Anderson e Amato. Edmundo, em um gesto que surpreendeu a torcida, abraçou Rincón e o tirou da confusão.

A atitude foi fundamental para evitar a expulsão de Rincón, que esteve com os ânimos exaltados durante toda a partida, chegando a dar uma cotovelada em Paulo Nunes, um desafeto antigo.

Antes da boa ação, Edmundo já havia sofrido duas entradas violentas de rivais, mas limitou-se a reclamar para o juiz, o que resultou em um cartão amarelo.

Quando de sua chegada ao Santos, contratado por empréstimo, depois de ser afastado pela diretoria do Vasco, Edmundo disse que “”a experiência, a idade e a família” estavam apaziguando seu temperamento. Entre seus atuais e ex-desafetos estão o dirigente vascaíno Eurico Miranda, o atacante Romário e o técnico da seleção, Wanderley Luxemburgo.

Após a partida, quando se dirigia à sala destinada à coleta do exame antidoping, por ter sido um dos sorteados, Edmundo comentou que o mais importante de tudo não foi o seu desempenho individual, nem o gol marcado, mas sim a atuação do Santos.

“Não podemos nunca ficar satisfeitos, mas ficou claro que o time teve experiência suficiente para segurar o adversário e vontade para fazer os gols”, comentou.

Em outubro do ano passado, passou um dia na prisão, no Rio. Ele fora condenado a pena de quatro anos por causa de um acidente automobilístico em 1995 em que morreram três pessoas.



Créditos:
Ficha técnica: Daison Sant Anna

Jogos inesquecíveis


Palmeiras abre 2 a 0, Euller “pesca o Peixe” e sofre virada histórica em 21 minutos.

Palmeiras 2 x 3 Santos

Data: 04/06/2000, domingo, 11h00.
Competição: Campeonato Paulista – Semifinal – Jogo de volta
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público e renda: Não divulgados
Árbitros: Paulo Cesar de Oliveira e Ilson Honorato dos Santos
Cartões amarelos: Argel e Asprilla (P); Anderson, Caio e Claudiomiro (S).
Gols: Argel (32-1); Euller (08-2), Eduardo Marques (24-2), Anderson (33-2) e Dodô (45-2).

PALMEIRAS
Marcos; Neném, Argel, Roque Júnior e Júnior; Rogério (Taddei), Galeano, Fernando e Pena; Euller (Tiago) e Asprilla (Marcelo Ramos).
Técnico: Luiz Felipe Scolari

SANTOS
Fábio Costa; Baiano (Eduardo Marques), André Luis, Claudiomiro e Rubens Cardoso; Preto, Anderson, Robert e Valdo; Valdir (Dodô) e Caio (Deivid).
Técnico: Giba



Giba mexe certo no time e elimina “algoz”

Técnico põe Eduardo Marques e Dodô no segundo tempo, time vira placar, e Palmeiras de Scolari fica fora da final

O técnico Giba foi apontado, por torcedores e jogadores, como o principal responsável pela virada histórica de ontem, que conduziu o Santos a uma decisão de Paulista após 16 anos. O ex-lateral-direito corintiano foi rejeitado pelo Palmeiras em 98, quando o cargo de técnico dos juniores do clube ficou vago. À época indicado pelo diretor de futebol Sebastião Lapola, Giba foi vetado pelo presidente Mustafá Contursi e pelo técnico Luiz Felipe Scolari, que sugeriu o nome de dois amigos seus do Rio Grande do Sul para a função.

No segundo tempo, ainda quando o Palmeiras vencia, Giba tirou o lateral-direito Baiano e colocou em campo Eduardo Marques. Depois, substituiu o apagado Valdir por Dodô. Os dois jogadores que entraram fizeram gols.

“O Giba é 80% do time”, afirmou o atacante Caio, que acabou sacado também. O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, tem a mesma opinião. “Ele tem uma parcela grande de importância (na conquista da vaga)”, declarou o dirigente. O técnico dedicou a vitória aos jogadores. “Eles são fora-de-série, merecem a classificação. Não foi sorte, foi trabalho”, disse Giba.

Sem Rincón, que defendeu a Colômbia nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002, o Santos começou a partida nervoso. O time errava passes bobos e permitia que o Palmeiras tocasse a bola com liberdade.

O time do Parque Antarctica, mesmo com a vantagem do empate, partiu para o ataque desde o início. Logo a 1min, teve sua primeira chance, em chute do atacante Asprilla, a maior surpresa na escalação de Scolari.

Outra surpresa foi a não-utilização de Júnior na meia, como havia anunciado o treinador na semana passada. Sem Alex e César Sampaio, ambos com a seleção brasileira no Peru, Scolari preferiu compactar o meio-campo, recuando Pena para jogar ao lado de Rogério, Galeano e Fernando.

O Palmeiras continuava melhor e perdeu oportunidade aos 23min, em sua jogada mais típica, o “chuveirinho” para a área. Neném bateu escanteio, e o zagueiro Argel subiu livre para cabecear. O goleiro Fábio Costa, que substituía Carlos Germano, fez difícil defesa.

Cinco minutos depois, os santistas reclamaram pênalti em lance do zagueiro Roque Júnior sobre Caio. O atacante acabou levando cartão amarelo.

Aos 32min, Caio perdeu excelente chance. O atacante recebeu bom passe de Valdir, dominou a bola livre dentro da área, mas bateu fraco, à esquerda de Marcos.

O gol do Palmeiras aconteceu um minuto depois. Neném bateu falta pela direita e encontrou Argel, novamente livre, para cabecear. O zagueiro palmeirense desviou com força e não deu chance ao goleiro Fábio Costa.

Em desvantagem no placar, o Santos passou a errar ainda mais. No fim do primeiro tempo, os santistas perderam mais uma grande oportunidade de empatar. Aos 44min, Robert tocou a bola para Valdir, colocando-o na cara do gol. Sem marcação, o jogador bateu fraco, nas mãos de Marcos.

“Não está dando nada certo. Só isso”, resumiu o lateral Baiano, ao fim da primeira etapa.

O Santos voltou mais aceso no segundo tempo, mas, em um lance infantil do goleiro Fábio Costa, aos 8min, o Palmeiras ampliou. Após cruzamento, o goleiro saiu errado e avançou até perto da linha da grande área. Pena foi mais rápido, dominou a bola e recuou para Rogério, que cruzou de primeira para a área. Euller, sem marcação, só desviou para o gol vazio. Na comemoração, provocou os rivais, o que causou revolta nos santistas.

Aos 24min, o Santos começou a reagir. Eduardo Marques arriscou de fora da área e acertou o ângulo de Marcos, diminuindo o placar para 2 a 1.

Com o gol, o Santos passou a pressionar. O volante Ânderson, de cabeça, empatou aos 33min, após cobrança de escanteio, fazendo seu primeiro gol com a camisa do Santos.

Sentindo o cansaço pela maratona de jogos, o Palmeiras não conseguia conter a pressão do adversário. Para reforçar a marcação, Scolari colocou em campo Taddei e Tiago. Recuado, o Palmeiras sucumbiu.

Aos 45min, após cruzamento da direita, o atacante Dodô virou. Os palmeirenses ainda reclamaram de uma falta de Claudiomiro sobre Marcos no lance, mas o árbitro confirmou o gol que deu a classificação ao Santos. “Eu faço meu trabalho quieto. Entrei e, graças a Deus, fiz o gol. Mas espero ter uma nova chance nos próximos jogos”, afirmou Dodô.

Santistas viam partida perdida

Até os 24min do segundo tempo da partida de ontem, quando o Palmeiras ainda vencia por 2 a 0, quase ninguém no Morumbi acreditava que o Santos seria capaz de fazer três gols e se classificar para a final do Paulista.

Pela atitude em campo, nem mesmo os jogadores santistas.

Quando Eduardo Marques marcou o primeiro gol de sua equipe, nenhum jogador do Santos foi buscar a bola nas redes do goleiro Marcos. Eles voltaram para a sua metade do campo em ritmo de cooper, como se tivessem feito apenas um “gol de honra”.

“É verdade. Naquele momento eu falei: vamos buscar a bola. Mas cada jogador tem uma reação”, disse o volante Ânderson.

“Na hora (do primeiro gol), foi aquele alívio. Só depois passamos a acreditar e dizer: vamos, que ainda dá”, disse o atacante Caio, do lado de fora do vestiário santista, onde se aglomeravam cerca de cem pessoas, entre jornalistas, torcedores e diretores do clube.

Os jogadores do Santos criticaram a comemoração do atacante adversário Euller, que, ao marcar o segundo gol, fingiu fisgar um peixe com uma vara, em alusão ao símbolo do time rival. “Ele mexeu com quem estava quieto”, reclamou Claudiomiro.
“Eu não vi ele fazer isso, mas no vestiário o pessoal comentou. Foi falta de respeito”, disse Caio.

O zagueiro rival Argel foi ao vestiário do Santos entregar uma camisa a Claudiomiro. “Eu tinha prometido antes do jogo”, disse. Argel foi recebido com respeito e sem provocações.

Vaga vira título para torcedores

Sem ganhar um título de Campeonato Paulista há 16 anos, os torcedores do Santos comemoraram a classificação para a final da competição como se fosse a conquista antecipada do título.

Cerca de 5.000 pessoas, segundo a diretoria do Santos, foram à Vila Belmiro para recepcionar os atletas. Os jogadores, porém, não foram encontrar a torcida.

“Ainda não podemos comemorar nada. Teremos uma luta contra o São Paulo, que tem vantagem contra nós”, disse o presidente do clube, Marcelo Teixeira.

A torcida santista comemorou com entusiasmo a classificação na praça da Independência, no centro de Santos, e nos arredores da Vila Belmiro, sede da equipe santista. A diretoria do Santos não previa a festa e não havia preparado nada. Foram, então, improvisados alto-falantes e uma quermesse para receber os torcedores que compareceram ao clube.

“”O pessoal só está reclamando da falta de bebida”, disse Alberto de Oliveira Júnior, diretor social do Santos. “Fomos pegos de surpresa”, completou ele.

Quando soube, ainda no vestiário, da comemoração da torcida em Santos, o jogador Claudiomiro ficou emocionado. “Estou arrepiado”, afirmou.

Segundo a Polícia Militar de Santos, não foi registrado nenhum incidente grave durante a celebração da conquista da vaga. A PM escoltou os seis ônibus da caravana de torcedores que havia retornado do estádio do Morumbi até a sede do Santos.

Virada histórica conduz Santos à final após 16 anos

Dodô tira Palmeiras do Estadual com gol aos 45min do segundo tempo

Equipe enfrentará, em partidas nos próximos dois finais de semana, o São Paulo, que joga por dois resultados iguais

De forma dramática, o Santos derrotou o Palmeiras por 3 a 2, de virada, e vai disputar sua primeira decisão do Paulista em 16 anos. Em 1984, com o Estadual ainda jogado em turno e returno, o Santos, na última rodada, jogava pelo empate contra o Corinthians -sagrou-se campeão ao vencer por 1 a 0, gol de Serginho.

Ontem, o gol da vitória, marcado por Dodô, aconteceu aos 45min do segundo tempo. Até 21 minutos antes do fim da partida, o Palmeiras, que jogava por um empate, vencia por 2 a 0.

Os santistas, que eram maioria entre as cerca de 25 mil pessoas que compareceram ontem pela manhã ao estádio do Morumbi, comemoraram a classificação como se fosse um título.

A partir da próxima semana, o time dirigido por Giba começará a decidir o Estadual com o São Paulo, que anteontem à tarde eliminou o Corinthians.

O São Paulo, por ter feito melhor campanha na competição, terá a vantagem de jogar por dois resultados iguais. As duas partidas serão no Morumbi.

O time de Levir Culpi pode se isolar como o maior campeão paulista da década. Em nove edições disputadas no período, o chamado “trio de ferro” dividiu igualmente os títulos.

O Palmeiras conquistou o Estadual mais badalado do país em 93, 94 e 96. A equipe do Morumbi foi campeã em 91, 92 e 98. O Corinthians venceu em 95, 97 e 99.

No cômputo geral, o Corinthians continua sendo o maior campeão da história -ganhou o título 23 vezes. O Palmeiras vem em seguida, com 21 conquistas. O São Paulo está em terceiro, com 18. O Santos tem 15 campeonatos.

Santos e São Paulo não se enfrentam em uma final de Paulista há 20 anos. A última vez que decidiram o Estadual foi em 80, e o time do Morumbi levou a melhor.

As semifinais que terminaram ontem privilegiaram as equipes que priorizaram a competição regional desde o seu início.
O São Paulo foi a segunda melhor equipe da fase de classificação -perdeu para o Corinthians no saldo de gols- e, mais equilibrado, entra na final na condição de favorito ao título.

O Santos, que investiu R$ 20 milhões na contratação de dez jogadores -entre eles Carlos Germano, Rincón, Robert e Valdo-, teve uma trajetória atribulada.

Demitiu o treinador Carlos Alberto Silva no início da segunda fase, após derrota para a Lusa, e cresceu após a entrada de Giba, ex-técnico dos aspirantes.

Desde que Giba foi efetivado, o Santos não perdeu nenhuma partida. Foram oito jogos, seis vitórias e dois empates.
Contra o São Paulo, adversário na final, a equipe conquistou um empate e uma vitória, no jogo que marcou a estréia do treinador.

Já Corinthians e Palmeiras sempre deixaram claro que o objetivo maior do semestre era ganhar a Taça Libertadores -os dois decidem, amanhã, no Morumbi, uma vaga na final do torneio.

Com seus times cansados devido à maratona a que vêm sendo submetidos – o Corinthians jogou 41 vezes na temporada, e o Palmeiras, 40-, os técnicos Oswaldo de Oliveira e Luiz Felipe Scolari pouparam titulares e chegaram a escalar vários atletas juniores em partidas do Paulista.

Agora, abaladas com a eliminação do Estadual, as equipes buscam recuperar o ânimo para chegar à final da Libertadores.


Portuguesa Santista 1 x 6 Santos

Data: 05/05/1999, quarta-feira, 15h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio Ulrico Mursa, em Santos, SP.
Público: 2.250
Árbitro: Sálvio Spinola
Gols: Gino (14-1), Viola (26-1), Gustavo Nery (35-1), Ânderson Lima (37-1); Viola (08-2), Argel (25-2) e Viola (31-2).

PORTUGUESA SANTISTA
Wilson Júnior; Bruno Carvalho, Cristiano, Marcelo e Ricardo (Rodrigo); Jackson, Adriano (Sandro), Gino e Shizo; Cláudio Millar (Régis) e Miran.
Técnico: Nenê

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Argel (Valdir), Claudiomiro e Gustavo Nery; Marcos Bazílio (Bechara), Narciso, Jorginho (Aristizábal) e Rodrigo Fabri; Alessandro e Viola.
Técnico: Emerson Leão



Viola faz três, e Santos goleia de virada

Time de Leão dispara na liderança do Grupo 4, abrindo dez pontos de vantagem sobre o Barbarense, vice-líder

Com três gols do atacante Viola, o Santos aplicou uma goleada de 6 a 1 na Portuguesa Santista, em jogo na tarde de ontem no estádio Ulrico Mursa, em Santos. A Portuguesa chegou a surpreender ao sair na frente no placar, com um gol de falta do volante Gino.

Com a vitória, o Santos disparou na liderança do Grupo 4, com 26 pontos, 10 à frente do Barbarense, segundo colocado, com 16.

A Santista, que não vence desde fevereiro, é a última colocada do Paulista, com apenas dois pontos.

Durante toda a partida, o Santos manteve domínio total das ações e só sofreu o gol, aos 14min do primeiro tempo, em virtude de uma falha dos homens da barreira.

O gol provocou um susto no time do Santos, que, tomado pela ansiedade de empatar, passou a errar passes e ter dificuldades de construir as jogadas ofensivas.

“Ninguém esperava levar um gol e sair atrás, mas o time foi se acalmando e conseguiu se recuperar”, disse o lateral Ânderson.

A tranquilidade somente voltou aos 26min, com o gol de empate. Lançado por Alessandro, Ânderson cruzou, e Argel, que vinha na corrida, bateu de primeira. O goleiro Wilson Júnior não conseguiu segurar, e Viola completou para o gol.

Aos 35min, o Santos virou, em gol contra do zagueiro Gino atribuído ao lateral Gustavo Nery. Ele recebeu lançamento de Viola, foi à linha de fundo, cruzou, e, ao tentar tirar, Gino colocou para dentro do seu próprio gol.

Dois minutos depois, o lateral Ânderson ampliou para 3 a 1, ao cobrar uma falta sofrida por Alessandro no lado direito do ataque.

No segundo tempo, o único objetivo da Portuguesa Santista era tentar evitar a goleada. Com receio de ficar com um jogador a menos, o técnico Nenê tirou no intervalo o atacante Claudio Millar, que estava visado pelos jogadores do Santos em razão de entradas violentas por trás sobre o meia Rodrigo e o lateral Gustavo.

O primeiro dos três gols do segundo tempo aconteceu logo aos 8min. O zagueiro Claudiomiro roubou a bola na intermediária e tocou para Narciso, que lançou Viola. O atacante deu dois dribles consecutivos no zagueiro Cristiano e tocou na saída do goleiro Wilson Júnior.

Com 4 a 1, o Santos começou a se desinteressar pela partida, e o técnico Emerson Leão resolveu dar oportunidades aos jogadores reservas, colocando no time o volante Bechara, o atacante Aristizábal e o zagueiro Valdir.

O quinto gol nasceu de uma falta, cobrada por Rodrigo, aos 25min. Argel apareceu sozinho na área da Portuguesa e concluiu de cabeça. O jogador foi advertido com cartão amarelo por subir no alambrado para comemorar com a torcida.

Viola fez o sexto do time e o terceiro dele aos 31min, ao completar de cabeça um cruzamento de Alessandro da direita.

Atacante diz que não deve ficar

O atacante Viola disse, após o jogo contra a Portuguesa Santista, que não deverá permanecer no Santos após o final do Paulista, quando termina o seu contrato.

“A cada dia que passa vou ficando mais triste porque sei que o campeonato está terminando, o meu contrato também, e eu gostaria de permanecer. Queria fazer muito mais pelo Santos. Cheguei agora e já estou indo”, afirmou.

Viola disse ter ouvido “comentários” de que a Parmalat, proprietária do seu passe, pretende negociá-lo com o Betis, da Espanha, em troca do empréstimo do atacante Denílson, que viria para o Palmeiras.

Ele também afirmou ter conhecimento do interesse do Corinthians. “Sem menosprezar os outros companheiros, desde a minha saída não houve outro centroavante como eu no Corinthians, identificado com a Gaviões”, afirmou.

Com os três gols de ontem, Viola passou a acumular cinco no Paulista, e se aproximou dos artilheiros do campeonato -Dodô (São Paulo), Sandro Hiroshi (Rio Branco), Taílson (Matonense) e Alex (Mogi Mirim), todos com sete gols.

Com a provável saída de Viola e de outros jogadores, o time do Santos corre o risco de sofrer um desmanche após o Paulista.

O zagueiro Argel está negociando com o Porto por US$ 2,5 milhões e viaja a Portugal após o término do campeonato. Os empréstimos de Rodrigo (Real Madrid) e Aristizábal (São Paulo) terminam no meio do ano, e as chances de renovação são mínimas.



Santos teme lesões em clássico litorâneo

Gramado do estádio da Portuguesa Santista é a maior preocupação do time de Emerson Leão, líder do Grupo 4

Jogadores e comissão técnica avaliam que o Santos têm hoje novamente o campo como principal obstáculo no estádio da Portuguesa Santista, às 15h.
Para eles, a qualidade técnica será prejudicada pelas condições e dimensões do Ulrico Mursa, e o risco de lesões será maior.

Antes da vitória de sábado (1 a 0) sobre o Guarani, os santistas temiam contusões, devido aos buracos do campo do Brinco de Ouro.

O medo se concretizou durante o jogo -o volante Marcos Assunção pisou em um buraco, fraturou o dedo mínimo do pé esquerdo e está fora do Paulista-99.

A pretensão da diretoria do Santos era conseguir transferir o jogo de hoje para a Vila Belmiro, onde a equipe goleou a Portuguesa Santista por 5 a 1 neste Estadual.

O técnico Leão reclamou do fato de o Santos não ter recebido o mesmo tratamento dado ao Palmeiras, que em março venceu a Santista (4 a 1) jogando na Vila Belmiro.

“Se nós vamos jogar, acho que os outros deveriam jogar lá também”, afirmou.

Na condição de mandante, a Santista pediu à Federação Paulista de Futebol para atuar em casa, a fim de evitar despesas. Se jogasse à noite na Vila, o custo seria de R$ 35 mil. No Ulrico Mursa, o jogo será à tarde -o estádio não tem iluminação artificial-, e a despesa será de R$ 12 mil, segundo o clube.

“Vamos cumprir a determinação da Federação Paulista, já que a Santista exige jogar em casa. Infelizmente, o nível técnico do espetáculo vai cair”, disse Leão.

O meia Jorginho vê nas dimensões do gramado outro problema. “O campo é pequeno. Fica difícil tocar a bola, porque há muito contato físico.”

O volante Marcos Bazílio está escalado para ocupar a vaga de Marcos Assunção. “O Bazílio é um atleta mais simples e menos ousado, porém mais precavido e mais cumpridor”, declarou Leão.

Apesar de liderar o Grupo 4 com 23 pontos (7 à frente do segundo colocado), o Santos vai buscar a vitória, segundo Leão, porque ainda está “correndo atrás”.

A Santista vai a campo atrás da primeira vitória na segunda fase. O time não contará com o atacante Curê e o volante Embu.


Santos 4 x 2 Corinthians

Data: 25/04/1999, domingo
Competição: Campeonato Paulista – 2ª fase – 10ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Publico e renda: N/D
Árbitro: Flávio de Carvalho (SP)
Cartões amarelos: Rodrigo, Rodrigão, Claudiomiro e Gustavo Nery (S); Rodrigo e Marcelinho Carioca (C).
Gols: Gustavo (04-1), Ricardinho (37-1); Dinei (16-2), Viola (19-2), Anderson (30-2) e Narciso (42-2).

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Argel, Claudiomiro e Gustavo Nery; Marcos Assunção, Narciso, Jorginho e Rodrigo Fabri (Marcos Bazílio); Alessandro (Lúcio) e Rodrigão (Viola).
Técnico: Émerson Leão

CORINTHIANS
Nei; Rodrigo (Pingo), Nenê, Gamarra e Silvinho; Amaral, Vampeta, Marcelinho Carioca e RIcardinho (Fernando); Edison e Dinei.
Técnico: Evaristo de Macedo.



Leão muda a marcação e Santos goleia

Técnico santista corrige erros no intervalo e propicia vitória, que leva time a disparar na liderança do Grupo 4

As alterações de Emerson Leão no segundo tempo levaram o Santos à vitória ontem na Vila Belmiro, em Santos, contra o Corinthians, por 4 a 2.
Percebendo que o meio-campo de seu time marcava mal, o técnico santista acertou o posicionamento do volante Narciso e colocou Marcos Bazílio no lugar de Rodrigo, o que deu estabilidade ao setor.

Promovendo também as entradas de Lúcio e Viola, o Santos melhorou na marcação e venceu. Com 20 pontos, é líder disparado do Grupo 4, 7 a mais do que o Corinthians, que se encontra fora da zona de classificação.

A etapa inicial teve duas fases distintas. Nos primeiros 15 minutos, o Santos foi melhor, marcando 1 a 0 com o lateral Gustavo e perdendo pelo menos outras duas boas chances de gol.

O gol de Gustavo, logo aos 4min, deu-se quando o atleta fez um levantamento para a área, a bola desviou em Gamarra e acabou enganando o goleiro Nei.

A partir dos 15 minutos, porém, o Corinthians equilibrou as ações, explorando melhor as falhas dos volantes Marcos Assunção e Narciso, e criando situações de perigo para o goleiro Zetti.

Aos 37min, o meia Ricardinho empatou, marcando um belo gol, um chute alto, da entrada da área, no canto direito de Zetti.

No segundo tempo, o Corinthians chegou a virar, aos 16min, com Dinei aproveitando falha de Zetti, que rebateu para a frente chute de Ricardinho.
Mas, três minutos depois, Viola, que entrou no segundo tempo, depois de passar cerca de um mês fazendo tratamento médico, empatou em cruzamento de Rodrigo.

E, a partir daí, com as três alterações de Leão já tendo sido feitas, o Santos viraria o placar com Ânderson, aos 30min.

Com mais liberdade para atacar na etapa final -Lúcio e o próprio Marcos Bazílio ficavam mais recuados-, Narciso, que havia dado o passe para Ânderson marcar o terceiro gol, aos 40min fez o seu, completando o marcador.

Alteração no meio-campo virou jogo, diz técnico

A entrada do volante Marcos Bazílio no lugar do meia Rodrigo no segundo tempo foi um dos fatores fundamentais para a vitória do Santos, segundo avaliação do técnico Emerson Leão.

“Estávamos perdendo o meio-campo. Por isso, coloquei o Bazílio, que deu mais força ao setor.”

Para o treinador, o Santos foi superior durante 70% do tempo e permitiu a vitória parcial do Corinthians por 2 a 1 “nos 30% em que jogamos mal”.
“Fizemos 20 minutos mágicos no primeiro tempo. Depois, caímos. Fiquei preocupado porque começamos a errar, e a equipe precisava ter maturidade para quebrar o ritmo do adversário. Quando adquirimos essa consciência, ganhamos”, declarou Leão.

O meia Jorginho disse que o time “deu uma bobeira” ao permitir a reação do Corinthians no início do segundo tempo e, depois disso, ficou ansioso para empatar. “Estivemos afoitos naquele momento, mas depois veio a frieza.”

Para o volante Narciso, “a raça e a vontade” foram os fatores que garantiram a vitória. Quando levamos o segundo gol, eu tinha certeza de que iríamos virar”, disse.

Corintianos reclamam de jogar na Vila

Jogadores e torcedores do Corinthians reclamaram muito de o time ter sido obrigado a atuar na Vila Belmiro. Reclamaram o tratamento dado ao São Paulo, que enfrentou o Santos na capital.

Para os atletas, o problema foi o aquecimento, que, por causa do tamanho do vestiário, teve que ser feito dentro do campo.

Os torcedores reclamaram mais. A primeira queixa dizia respeito ao preço da arquibancada, que custou R$ 20, o dobro do preço dos clássicos, que é de R$ 10, e dos demais jogos, de R$ 5.

A segunda, ao fato de, por causa de um acidente na estrada, alguns ônibus com corintianos terem chegado atrasados à Vila. Para piorar, no estádio do Santos só estavam sendo vendidos ingressos para sócios do clube, o que os obrigou a ir ao Ulrico Mursa, estádio da Portuguesa Santista. Assim, muitos pagaram R$ 20 para ver só o segundo tempo.

Sobre a derrota, os corintianos tinham opiniões divergentes.

Marcelinho preferia culpar a arbitragem. “O juiz estava perdido. No primeiro tempo, não viu que o Gustavo pôs a mão na bola dentro da área. Era pênalti para a gente, que ele não deu”, reclamava o meia-atacante.

Para o goleiro Nei, o time cometeu dois erros. Falhou ao dar espaço aos contra-ataques santistas no segundo tempo e está falhando ao priorizar a Libertadores. “O pessoal não pode ficar pensando no jogo contra o Palmeiras, que é só no dia 5. Tem que se concentrar também no Paulista.”

Já o volante Amaral atribuía o resultado aos méritos do Santos. “Eles ganharam porque foram muito bem no segundo tempo. Depois que entrou o Viola, foi mais difícil segurá-los.”

Hoje pela manhã, os corintianos continuam sua maratona, viajando para Caxias do Sul, onde pegam amanhã o Juventude pela Copa do Brasil. Na sexta, haverá o jogo de volta, no estádio do Pacaembu.

Os dois confrontos contra o time gaúcho são válidos pelas oitavas-de-final do torneio.

No domingo, menos de 48 horas depois de terem enfrentado o Juventude, os jogadores voltam a campo pelo Paulista para pegar o Mogi Mirim, no Canindé. Nesta partida, no entanto, todos os titulares devem ser poupados.



Santistas lutam por vantagem (Em 25/04/1999)

O Santos deflagra hoje contra o Corinthians o início de uma corrida pelos pontos. A sete rodadas do encerramento da segunda fase, o time tem como meta alcançar os dois primeiros do Grupo 3.

O objetivo é superar em pontos os rivais da outra chave, a fim de conquistar a vantagem de jogar pelo empate nas fases semifinal e final do Paulista.

Embora lidere o Grupo 4 com quatro pontos de vantagem sobre os segundos colocados, o Santos (17 pontos) está atrás de São Paulo (23) e de Palmeiras (19), primeiro e segundo colocados do Grupo 3.

Mesmo que na fase atual termine como líder do seu grupo, o Santos perderá a vantagem do empate na semifinal se o segundo colocado do outro grupo conseguir acumular mais pontos.

No clássico de hoje, os jogadores foram orientados a exercer uma marcação forte sobre o Corinthians, a fim de garantir a posse da bola pelo maior tempo possível. O técnico Emerson Leão quer ver em campo um time “”pegador”.

Segundo o zagueiro Argel, a equipe vai marcar a saída de bola do Corinthians a fim de reduzir os espaços do adversário e obrigar o goleiro a repor a bola em jogo com chutes para a frente.

“Se isso acontecer, vai facilitar. Eu, o Claudiomiro, o Ânderson, levaremos vantagem sobre os atacantes porque estaremos de frente para a jogada e, com o cabeceio, a bola voltará para a intermediária do Corinthians”, afirmou o atleta santista.


Santos 6 x 0 Sinop

Data: 10/03/1999, quarta-feira, 21h40.
Competição: Copa do Brasil – 1ª fase – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.054 pagantes
Renda: R$ 45.485,00
Árbitro: Wagner Tardelli de Azevedo (SC).
Cartão vermelho: Jaílson (SNP).
Gol: Viola (08-1), Viola (43-1), Ânderson Lima (46-1); Viola (09-2), Viola (21-2) e Viola (41-2).

SANTOS
Nando; Ânderson Lima; Jean, Claudiomiro e Gustavo Nery; Marcos Bazílio, Jorginho (Bechara), Caíco (Eduardo Marques) e Rodrigo Fabri; Alessandro (Rodrigão) e Viola.
Técnico: Emerson Leão

SINOP FC (MT)
Vilson; Chaves, Toni, Silvio e Jaílson; Carlinhos, Adriano, Franco e Marcelinho; Tatau e Bebeto (Saldanha).
Técnico: Milo Neves



Com 5 gols de Viola, Santos goleia Sinop

Com cinco gols do atacante Viola, o Santos derrotou o Sinop (MT) por 6 a 0 ontem à noite, na Vila Belmiro, e se classificou para a segunda fase da Copa do Brasil. O time pegará o Goiás, que eliminou o Moto Clube (MA). O primeiro jogo é no dia 17, em Goiânia.

Foi a maior goleada da equipe santista em Copas do Brasil.

Não fosse a boa atuação do goleiro Wilson, o Santos teria garantido o resultado já na etapa inicial.

No primeiro gol, aos 8min, Anderson chutou de fora da área, Wilson deu rebote, e Viola serviu de “escora” para a bola entrar.

O segundo gol saiu aos 42min. Caíco cruzou fraco da direita, Alessandro trombou com Wilson, e a bola sobrou para Viola ampliar.

O Santos iniciou o segundo tempo partindo para cima, e Anderson, num chute forte e cruzado, fez 3 a 0 logo no primeiro minuto.

O lateral Jaílson, do Sinop, que já tinha cartão amarelo, foi expulso aos 6min por falta violenta.

Aos 9min, Alessandro cruzou para, mais uma vez, Viola subir livre e cabecear para as redes. Foi o 40º gol do atacante com a camisa do Santos.

O quinto gol surgiu novamente de jogada de Alessandro: ele deu um belo drible e cruzou para Viola, que ajeitou e chutou.

Aos 40min, Viola fechou o placar com o gol mais bonito do jogo: ele passou entre dois zagueiros e deu um leve toque encobrindo Wilson.

Zagueiro Sandro é emprestado ao Botafogo

O zagueiro Sandro acertou ontem à tarde a sua transferência para o Botafogo. Ele foi emprestado ao time carioca até o final do ano, anulando a chance de ir para o Flamengo -como compensação pela rescisão de contrato de Narciso.

O volante havia ido para o Flamengo numa troca com o meia-atacante Rodrigo, mas não aceitou atuar na zaga. O Santos tentou, então, envolver Sandro no negócio, mas o Flamengo não aceitou.

Segundo a assessoria de imprensa do Santos, a situação com o Flamengo continua indefinida. Uma possibilidade seria o Santos repassar ao clube o valor que receberá do Botafogo (que não foi divulgado) pelo empréstimo de Sandro.



Santos tenta empate e retorno de Narciso (Em 10/03/1999)

O Santos precisa de um empate com o Sinop (MT) hoje, na Vila Belmiro, para ir à próxima fase da Copa do Brasil. No primeiro jogo, o time paulista venceu (1 a 0).

O técnico Emerson Leão vai escalar o time completo contra o atual campeão do Mato Grosso, mesmo precisando apenas do empate.

O meia-atacante Rodrigo Fabri, ex-Flamengo, treinou ontem entre os titulares e deverá fazer sua segunda partida pelo Santos.

O zagueiro Argel foi suspenso por dois jogos pelo Tribunal de Justiça Desportiva da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), pela expulsão no primeiro jogo. Seu substituto deverá ser Jean.

A partida de hoje à noite, em Santos, será a primeira que o Sinop Futebol Clube faz fora do Mato Grosso, segundo o presidente do time, Altair Cavaglieri.

Flamengo devolve Narciso

O meia Narciso está voltando para o Santos, segundo o vice-presidente do clube, José Paulo Fernandes, que manteve uma reunião ontem, em São Paulo, com diretores do Flamengo.

Mas a integração do jogador ainda depende do aval do técnico Leão. “Nós vamos fazer uma reunião com a comissão técnica para decidir como resolveremos a situação”, afirmou Fernandes.

Narciso teve seu contrato com o Flamengo rescindido anteontem pelo presidente do clube, Edmundo Silva, que não gostou do comportamento do jogador depois do jogo contra o Olaria, no domingo.

Narciso, que havia sido improvisado como zagueiro pelo técnico Carlinhos, afirmou, ao final da partida, que não gostaria de continuar jogando na posição, pois tinha ido ao Flamengo para jogar no meio-campo.

Narciso foi para o clube carioca em janeiro, por empréstimo, em uma troca com o meia-atacante Rodrigo Fabri.

José Paulo Fernandes afirmou que o Santos vai estudar uma maneira de compensar o Flamengo, negociação que poderá envolver o empréstimo de algum outro jogador santista.