Navegando Posts marcados como Allianz Parque

Palmeiras 3 x 2 Santos

Data: 10/07/2021, sexta-feira, 16h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 11ª rodada
Local: Allianz Parque, em São Paulo, SP.
Público: portões fechados devido a pandemia de Covid-19.
Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC-FIFA)
Auxiliares: Kleber Lucio Gil (SC-FIFA) e Thiaggo Americano Labes (SC).
VAR: Rodrigo Dalonso Ferreira (MG)
Cartões amarelos: Jailson (P); Camacho, Jean Mota, Fernando Diniz, Marinho, Kaiky, Moraes e Marcos Guilherme (S).
Gols: Gustavo Gómez (18-1) e Breno Lopes (21-1); Carlos Sánchez (23-2, de pênalti), Willian (38-2) e Marinho (46-2, de pênalti).

PALMEIRAS
Jailson; Marcos Rocha (Mayke), Felipe Melo, Gustavo Gómez e Viña; Danilo, Zé Rafael e Gustavo Scarpa (Patrick de Paula), Raphael Veiga (Wesley); Breno Lopes (Willian) e Deyverson (Dudu).
Técnico: Abel Ferreira

SANTOS
João Paulo; Pará (Madson), Danilo Boza (Alison), Kaiky e Moraes; Camacho (Vinicius Zanocelo), Jean Mota (Carlos Sánchez) e Gabriel Pirani; Marinho, Lucas Braga (Raniel) e Marcos Guilherme.
Técnico: Fernando Diniz



Palmeiras vence o Santos em clássico movimentado e segue líder

O Palmeiras venceu o Santos por 3 a 2 na tarde deste sábado, no Allianz Parque, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os gols foram marcados por Gustavo Gómez e Breno Lopes no primeiro tempo e por Willian na etapa final. O Peixe fez com Carlos Sánchez e Marinho, ambos em cobranças de pênalti.

Os primeiros 18 minutos foram equilibrados, mas o Verdão abriu o placar após erro do goleiro João Paulo e a partir daí o Peixe caiu de rendimento. No segundo tempo, Carlos Sánchez diminuiu e esboçou uma reação, porém, os donos da casa logo ampliaram. Ainda deu tempo para Marinho converter penalidade máxima nos acréscimos.

Com os três pontos, o Palmeiras segue líder do Brasileirão, agora com 25 pontos. O Santos segue em sétimo, com 17, e pode perder posições até o término da rodada.

O jogo

Palmeiras e Santos faziam clássico equilibrado, com muita movimentação e duas propostas ofensivas, até que o primeiro gol saiu.

No minuto 18, Gustavo Scarpa bateu escanteio, o goleiro João Paulo saiu errado e Gustavo Gómez abriu o placar. A partir daí, só o Verdão jogou.

O segundo gol saiu rapidamente, aos 21: Deyverson ganhou no alto, Zé Rafael lançou Breno Lopes e o atacante recebeu sozinho para bater cruzado e marcar o segundo.

Na segunda metade do primeiro tempo, o Santos só chutou de longe e cruzou errado. O Palmeiras, tranquilo em campo, recuou um pouco as linhas e não sofreu.

O Palmeiras seguiu melhor na etapa final e quase ampliou logo aos 12 minutos, quando Breno Lopes driblou Alison com facilidade e Kaiky salvou na recuperação. Na sequência, Danilo deu um elástico e cruzou com perigo.

Aos 23 minutos, o Santos voltou para o clássico. Carlos Sánchez sofreu pênalti cometido por Marcos Rocha e converteu. Uruguaio chegou ao 26º gol pelo Peixe e igualou Jonathan Copete como maior artilheiro estrangeiro da história do Peixe.

A reação santista, porém, não se concretizou. Aos 38 minutos, Marcos Rocha cruzou, Deyverson desviou de cabeça e Willian completou no segundo pau. O lance foi invalidado, mas corrigido com o auxílio do VAR e o terceiro gol do Palmeiras foi confirmado.

Ainda deu tempo para Marinho fazer o segundo do Santos, em novo pênalti, agora sofrido e convertido pelo camisa 11 nos acréscimos. Mas foi só. 3 a 2 para o Palmeiras no Allianz.

Diniz avalia derrota do Santos para o Palmeiras e detona arbitragem: “Dá falta se encostar a unha”

O técnico Fernando Diniz evitou críticas ao Santos após a derrota por 3 a 2 para o Palmeiras neste sábado, no Allianz Parque, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O Peixe levou 2 a 0 no início, desempatou, sofreu o terceiro gol e esboçou reação, mas não conseguiu o empate.

“Fizemos um bom jogo. Os dois times com propostas antagônicas, é normal. Palmeiras tem por característica um jogo de transição muito forte. Estávamos conseguindo jogar entrelinhas, mas sem finalizar com efetividade, só que com domínio. Eles nas transições e bolas paradas, que treinamos e alertamos, mas sofremos o gol. Voltamos ainda mais agressivos, nos expomos, levamos dois gols e sofremos um. Poderíamos ter vencido, empatado ou perdido”, disse Diniz, em entrevista coletiva.

O treinador aproveitou para detonar a arbitragem de Braulio da Silva Machado (SC).

“Não posso deixar de falar da arbitragem. Palmeiras fez três e a gente dois, claro, e esse é o resultado, mas não teve critério para dar cartões e isso atrapalha. Quanto mais parado o jogo, para ele melhor. Quem não quer jogar com ele é uma beleza. Dá falta se encostar a unha do dedo. Palmeiras fez gol rápido e retardou tiros de meta, laterais e faltas e ele não fez menção de acelerar. Jogo parou 3:30 no pênalti e ele deu 6:00 de acréscimo. Ou seja, deu 2:30 de acréscimo. A rigor, deu um minuto de acréscimo porque jogo parou de novo. Não é um dos melhores, longe disso, e é de Santa Catarina. Temos vários bons árbitros aqui (em São Paulo) para um clássico desse. Conhecem os times e jogadores por causa do Regional”, afirmou.

“Santos quase nunca pega um juiz top. Em Santos e São Paulo na Vila Belmiro, juiz colocou mais três como no futebol de salão com cronômetro quando John se machucou, hoje deu seis (de acréscimos) e era muito mais. Não estou justificando o resultado do jogo, mas juiz tem que gostar que o futebol aconteça. Não interferiu, mas quer o jogo parado. Em nenhum momento mandou acelerar o jogo. Tivemos sete cartões amarelos querendo acelerar o jogo e o Palmeiras teve três”, emendou.

Por fim, Diniz tentou explicar os motivos para o Santos ainda não ter vencido como visitante após quatro partidas.

“É uma pergunta fácil de fazer e difícil de responder. Ninguém tem essa resposta, eu também não. Muitos podem conjecturar. Jogar em casa é importante, mas não determinante. Hoje poderíamos ter empatado pelo menos, por exemplo. Contra o Fluminense estivemos mais perto de vencer, assim como contra o América-MG. Estamos produzindo e tendência é vencer fora, mas é difícil precisar. Estamos trabalhando, aumentando a chance de vencer fora como vencemos em casa”, concluiu.

Diniz valoriza Pirani e incentiva “autoconfiança” do meia no Santos

Fernando Diniz fez “elogios gratuitos” a Gabriel Pirani após a derrota do Santos por 3 a 2 para o Palmeiras no último sábado, no Allianz Parque, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Em uma resposta sobre Kaio Jorge, o técnico aproveitou para falar do meia titular do Peixe aos 19 anos.

“Gabriel Pirani fez outro grande jogo, assim como na última partida (Athletico-PR), quando eu não estava no banco (suspenso). Tem relação muito especial com o grupo e aprende cada vez mais a confiar no potencial que ele tem”, disse Diniz.

Sánchez comemora recorde no Santos: “Não consigo explicar o quanto me sinto honrado”

Carlos Sánchez igualou Jonathan Copete como maior artilheiro estrangeiro da história do Santos. O uruguaio marcou o 26º gol pelo Peixe na derrota para o Palmeiras no clássico do último sábado, no Allianz Parque, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Sánchez lembrou do amigo colombiano e comemorou o feito nas redes sociais.

“Com o gol de ontem, me tornei o maior artilheiro estrangeiro do Santos ao lado do meu amigo Jonathan Copete. Não consigo explicar o quanto me sinto honrado em realizar este sonho. Só posso agradecer a toda a nação santista, pelo carinho e pela torcida para que esse momento chegasse, e a todos os meus parceiros de clube que tornaram isso possível. Minha eterna gratidão. É um orgulho que nem todos podem ter”, disse Carlos Sánchez.

O meia entrou mais uma vez no segundo tempo e sofreu e converteu um pênalti no clássico. Foi o primeiro gol de Carlos Sánchez após a cirurgia no joelho esquerdo.

Wagner Leonardo recebe propostas, mas volta ao Santos a pedido de Diniz

Wagner Leonardo recebeu propostas e contou com o apoio de Fernando Diniz para voltar ao Santos após empréstimo ao Náutico.

O zagueiro estava emprestado até dezembro, mas o Peixe ativou a cláusula de retorno depois de um pedido de Diniz motivado pela saída de Luan Peres para o Olympique de Marselha (FRA).

Com a sinalização do Peixe, Wagner desistiu de ser negociado e se reapresenta ao CT Rei Pelé na segunda-feira. Atlético-GO, Ceará e mais uma equipe da Série A demonstraram interesse no jogador de 21 anos.

“Muito bem avaliado internamente. Acompanhei alguns jogos da Série B e estava muito bem, muito querido pelo Náutico. Com a saída do Luan Peres, abrimos espaço. É característica minha avaliar o que temos internamente e sou assertivo e cuidadoso para contratar. É bom para o time e para instituição. Wagner volta muito bem referendado e, pelo que vi da Série B, tenho muita confiança que vai nos ajudar bastante”, disse Fernando Diniz, em entrevista coletiva.

Wagner Leonardo disputou 16 jogos pelo Náutico, com dois gols marcados e o título pernambucano conquistado. Foi capitão duas vezes e se destacou nas estatísticas da Série B: o atleta com mais ações defensivas na competição (70), de acordo com o Sofascore.


Palmeiras 3 x 2 Santos

Data: 06/05/2021, quinta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Paulista – Grupo D – 11ª rodada (penúltima)
Local: Allianz Parque, em São Paulo, SP.
Público: portões fechados devido a pandemia de Covid-19.
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira
Auxiliares: Alex Ang Ribeiro e Fabrini Bevilaqua Costa.
VAR: José Cláudio Rocha Filho.
Cartões amarelos: Zé Rafael e Empereur (P); Gabriel Pirani, Jean Mota, Kaiky e Lucas Braga (S).
Gols: Viña (07-1), Kaio Jorge (13-1) e Willian (22-1); Kaio Jorge (07-2) e Lucas Esteves (32-2).

PALMEIRAS
Weverton; Mayke, Danilo Barbosa, Empereur, Viña; Felipe Melo (Danilo), Zé Rafael, Gustavo Scarpa, Giovani (Lucas Esteves); Wesley (Rafael Elias) e Willian.
Técnico: Abel Ferreira

SANTOS
João Paulo; Pará, Kaiky, Luan Peres, Felipe Jonatan; Balieiro, Jean Mota (Kevin Malthus), Gabriel Pirani; Marinho (Ângelo), Lucas Braga e Kaio Jorge.
Técnico: Marcelo Fernandes (interino)



Palmeiras vence o Santos no Allianz Parque e elimina o rival do Paulistão

Nesta quinta-feira, o Palmeiras venceu o Santos por 3 a 2, no Allianz Parque, em partida válida pela 11ª rodada do Campeonato Paulista. A vitória do Verdão elimina o Peixe do estadual e ainda deixa o Alviverde vivo na competição, enquanto o rival ainda corre o risco de ser rebaixado. Os gols dos mandantes foram marcados por Viña, Willian e Lucas Esteves, enquanto Kaio Jorge marcou os dois do Alvinegro.

O primeiro tempo foi eletrizante, com as duas equipes se lançando ao ataque. Com 22 minutos de bola rolando, o placar já estava 2 a 1 para o Verdão, com os sistemas ofensivos sendo eficientes e as defesas falhando. Logo no retorno do intervalo, o Peixe deixou tudo igual, após Wesley cometer pênalti infantil. Mesmo pressionado, o Alviverde conseguiu chegar ao terceiro gol com Lucas Esteves e ganhou um respiro na competição.

Com o resultado, o Palmeiras segue na terceira colocação do grupo C, com 18 pontos somados, a três do Novorizontino, segundo da chave. Na última rodada do Paulista, o time enfrenta a Ponte Preta, fora de casa, no domingo. Para fechar a sua participação no estadual, o Santos recebe o São Bento, na Vila Belmiro. A equipe tem dez pontos, na terceira posição do grupo D, e ainda corre risco de ser rebaixada. Se perder no domingo, o Peixe cairá para a Série A2.

O jogo

Com as duas equipes precisando vencer, o jogo começou movimentado no Allianz Parque. Na primeira chegada, Kaio Jorge cruzou para Gabriel Pirani, que bateu de primeira, e Weverton defendeu. Logo em seguida, Giovani quase marcou um golaço. Recebeu pela direita e arrancou com a bola dominada, costurando a defesa do rival. No entanto, finalizou mal quando chegou à área.

Aos sete minutos, o Palmeiras abriu o placar no clássico. Scarpa passou com muita facilidade por Luan Peres pela direita e cruzou na medida para Vinã, que testou com precisão e balançou as redes. O Santos não sentiu o gol e deixou tudo igual seis minutos depois, com Kaio Jorge. Marinho recebeu belo lançamento de Jean Mota pela direita, dominou no peito e deixou Viña para trás. O camisa 11 rolou encontrou o centroavante dentro da área, que dominou e finalizou no canto esquerdo para marcar.

Aos 22 minutos, Scarpa bateu escanteio rápido pela esquerda e surpreendeu a zaga do Santos, encontrando Willian. O atacante cabeceou, a bola tocou em Kaiky e foi morrer no gol. Precisando do resultado, o Peixe foi ao ataque. Pirani finalizou de fora da área e exigiu boa defesa de Weverton.

Marcelo Fernandes voltou com o Santos muito ofensivo, tirando Balieiro e colocando Marcos Leonardo. O Peixe fez uma pressão e, aos cinco minutos, teve um pênalti a seu favor. Wesley puxou a camisa de Kaio Jorge dentro da área, e o árbitro assinalou pênalti. Na cobrança, o centroavante mandou no canto direito e deixou tudo igual.

Logo em seguida, o Peixe quase chegou ao terceiro. Lucas Braga fez bela jogada pela esquerda e cruzou na entrada da área para Marcos Leonardo, que chegou batendo e acertou a trave. No lance seguinte, foi a vez de Ângelo ser lançado, avançar em velocidade e finalizar para fora. Pouco depois, o garoto voltou a arriscar pela direita, dessa vez parando em Weverton.

Mesmo inferior na segunda etapa, o Palmeiras chegou ao terceiro gol aos 32 minutos. Viña desceu pela esquerda e cruzou rasteiro para dentro da área. A bola passou por Rafael Elias e chegou em Lucas Esteves, que teve apenas o trabalho de empurrar para as redes e garantir a vitória.

Santos precisa empatar com o São Bento para evitar inédito rebaixamento no Paulistão

O Santos chegará na última rodada do Campeonato Paulista com risco de inédito rebaixamento para a Série A-2.

Após perder para o Palmeiras no Allianz Parque nesta quinta-feira, o Peixe precisa de um ponto contra o São Bento no domingo, na Vila Belmiro, para evitar a queda.

O Alvinegro é o antepenúltimo em um campeonato de 16 equipes, com 10 pontos, e terá um confronto direto com o São Bento, o penúltimo. O São Caetano já está rebaixado.

A necessidade de vitória no domingo compromete o planejamento para a Libertadores da América. O Santos deve ter titulares dois dias antes de enfrentar o Boca Juniors na terça, também na Vila, pela quarta rodada da competição continental.

Marcelo Fernandes cutuca Holan no Santos: “Peguei uma equipe que não chutava em gol”

O auxiliar Marcelo Fernandes cutucou o ex-técnico Ariel Holan após a derrota do Santos por 3 a 2 para o Palmeiras nesta quinta-feira, no Allianz Parque, pelo Campeonato Paulista.

O interino disse que o Peixe não chutava a gol antes da queda do argentino. E destacou as 22 finalizações no clássico. Com o revés, o Peixe precisa empatar com o São Bento no domingo, na Vila Belmiro, para não ser rebaixado. O novo treinador será Fernando Diniz.

“Responsabilidade é de todos. Comando era do Holan, logicamente ele tinha a decisão e nós dávamos opinião. Agora, nessa responsabilidade de frente e eu assumo… Volto a dizer: peguei uma equipe há três rodadas que não chutava em gol. Hoje a equipe teve 22 finalizações. Procuramos o melhor para o Santos”, disse Marcelo Fernandes, antes de analisar o clássico.

“Estratégia é sempre vencer. Equipe jogou de igual para igual com o Palmeiras. 22 finalizações contra nove e não aproveitamos. Eles foram eficazes. Para domingo jogaremos com toda força. Descansaremos bastante para somar os três pontos no domingo… Troca de gestão, perda de jogadores, transfer ban, muitos meninos, técnico chegou com nova filosofia e houve uma troca. Tudo isso influencia. Molecada está querendo, agora é ter calma. Trabalhar bastante para um jogo normal que sempre fazemos em casa no domingo”, completou

O Santos deve ter Marcelo Fernandes contra o São Bento. Fernando Diniz pode estrear diante do Boca Juniors (ARG) na terça-feira, pela quarta rodada da fase de grupos da Libertadores da América.

Alison e Marinho são dúvidas no Santos para decisão contra o São Bento

Alison e Marinho são dúvidas no Santos para a decisão contra o São Bento no domingo, na Vila Belmiro, pela última rodada do Campeonato Paulista.

Alison sente dor no joelho esquerdo, enquanto Marinho foi substituído no clássico contra o Palmeiras devido a um incômodo na coxa esquerda. O atacante, inclusive, foi dúvida antes da bola rolar no Allianz Parque.

O Peixe espera contar com a dupla para o importante duelo. O Alvinegro precisa de um empate para evitar o rebaixamento inédito à Série A-2 do Estadual.

Se todos estiverem à disposição, a escalação será: João Paulo, Pará, Kaiky, Luan Peres e Felipe Jonatan; Alison, Jean Mota e Gabriel Pirani; Marinho, Lucas Braga e Kaio Jorge.

Má fase de Pará traz novamente à tona erro do Santos ao não inscrever Madson

No domingo, o Santos jogará pela permanência na primeira divisão do Campeonato Paulista. A má fase da equipe passa pelo momento de instabilidade de alguns jogadores da equipe, principalmente no sistema defensivo. Dentre eles, está Pará.

O lateral-direito não tem mais oferecido a solidez defensiva da temporada passada, deixando muitos espaços em suas costas. Tem sido frequente ver Pará sendo vencido em velocidade ou não conseguindo fazer a cobertura em cruzamentos. Além disso, não tem sido efetivo no apoio, cometendo erros técnicos.

O problema é que a comissão técnica do Santos não tem uma alternativa para a posição no Campeonato Paulista. Afinal, Madson não foi inscrito no estadual e, quando o clube percebeu o erro, já era tarde demais, visto que a lista A já estava preenchida por completo.

Em abril, o presidente Andres Rueda concedeu entrevista e assumiu a responsabilidade pelo deslize na não inscrição do jogador.

“Quem foi o responsável pela não inscrição do Madson no Paulista? O responsável e quem errou foi o presidente, o Rueda. No clube, quem é responsável por tudo de bom e tudo de errado é o presidente. É muito fácil quando acontecer algo bom dizer ‘fui eu’, e quando acontecer algo de errado dizer ‘foi o estagiário’. Eu cometi esse erro, coloco nas costas sem problema nenhum”, afirmou Rueda.

Nos jogos em que o Santos utilizou uma equipe alternativa, Sandro Perpetuo foi escalado na lateral direita. O jovem jogador, no entanto, ainda não tem a ‘casca’ necessária para atuar com maior frequência. No início da temporada, volante Vinicius Balieiro também foi testado na posição.

Frágil pelo alto, Santos tem a pior defesa do Campeonato Paulista

A situação do Santos é delicada no Campeonato Paulista. Com a derrota no clássico para o Palmeiras, o Peixe chega à última rodada da fase inicial com chance de ser rebaixado. A má fase da equipe passa pela fragilidade defensiva do Alvinegro na competição.

Com 11 jogos disputados pelo Paulista, o Santos já sofreu 19 gols. O time tem os piores números defensivos da competição, empatado apenas com o São Caetano, que também foi vazado 19 vezes. O Azulão, vale destacar, já está rebaixado, com apenas três pontos somados.

O Santos deixou o campo sem sofrer gol apenas uma vez no Campeonato Paulista, contra o Botafogo-SP, em um empate por 0 a 0. Uma grande dificuldade da equipe na temporada tem sido defender as bolas cruzadas na área. No clássico contra o Palmeiras, o Peixe voltou a sofrer dois gols de cabeça.

Vale lembrar que o Santos perdeu Lucas Veríssimo, que era o pilar do sistema defensivo e uma das lideranças técnicas da equipe. Sem poder contratar, por conta do transfer ban, o Santos teve que se virar com o elenco atual.

Com 11 jogos disputados pelo Paulistão, o Santos está na terceira colocação do grupo D, com dez pontos somados. Neste domingo, o time fará um jogo decisivo contra o São Bento, que é o concorrente direto na luta contra o rebaixamento. Caso perca para o time do interior, o Peixe cairá para a Série A2. O Alvinegro apenas escaparia do descenso se o Santo André também perdesse e visse o saldo de gols ficar pior do que o do Santos. No momento, o time do ABC leva a melhor: menos cinco a menos nove.


Palmeiras 0 x 0 Santos

Data: 23/02/2019, sábado, 19h00.
Competição: Campeonato Paulista – 8ª rodada
Local: Allianz Parque, em São Paulo, SP.
Público: 33.980
Renda: R$ 2.144.518,00
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza
Auxiliares: Alex Ang Ribeiro e Tatiane Sacilotti.
Cartões amarelos: Weverton e Antonio Carlos (P); Yuri, Jean Lucas e Cueva (S).

PALMEIRAS
Weverton; Marcos Rocha, Luan (Antonio Carlos), Gustavo Gómez e Victor Luis; Thiago Santos, Moisés (Bruno Henrique) e Raphael Veiga (Ricardo Goulart); Felipe Pires, Dudu e Borja.
Técnico: Luiz Felipe Scolari

SANTOS
Everson; Victor Ferraz, Felipe Aguilar, Gustavo Henrique e Copete (Orinho); Yuri, Jean Lucas, Diego Pituca (Carlos Sánchez) e Cueva; Rodrygo e Derlis González (Jean Mota).
Técnico: Jorge Sampaoli



Borja perde gol incrível, goleiros brilham e Palmeiras e Santos empatam sem gols

Palmeiras e Santos fizeram um bom clássico neste domingo, no Allianz Parque, mas não conseguiram balançar as redes. Depois de um primeiro tempo apenas com duelos táticos e novo gol incrível perdido por Borja, a partida ganhou emoção na etapa final e os dois times pararam em grandes defesas de Weverton e Everson. Pior para o Verdão que viu os quase 34 mil pagantes vaiarem após o apito final.

Com o empate, o Palmeiras segue líder do Grupo B com 15 pontos. O Verdão volta a campo diante do Ituano, na próxima quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), no Allianz Parque. O Santos também lidera sua chave, soma 19 pontos e só volta a jogar pelo Paulistão no sábado, diante do Oeste, às 19h, no Pacaembu. Antes, o Peixe encara o River Plate pela Copa Sul-Americana, às 19h15 também no Pacaembu.

O jogo

O clássico começou interessante no Allianz Parque. As duas equipes buscaram a marcação no campo ofensivo, mas a pressão dos mandantes durou poucos minutos. Logo, a apatia de Miguel Borja e o despreparo físico de Raphael Veiga pesaram para que o Verdão desse espaço ao Santos.

Isso, somado à boa ‘saída de três’ armada por Sampaoli, com Yuri recuado quase como terceiro zagueiro, deu espaço para Jean Lucas, o melhor do Peixe aparecer no jogo. Quando Moisés avançava para tentar acirrar a marcação, o camisa 30 do, hoje dourado, Santos aparecia bem às costas dos volantes palestrinos, mas nada que evoluísse para jogadas claras de gol.

O Alviverde, por sua vez, tentava copiar a fórmula de saída de bola adversária, mas o passe de Thiago Santos dificultou o recurso. Foi o primeiro time misto do Maior Campeão do Brasil na temporada. Ao invés das já conhecidas formações ‘A’ e ‘B’, Felipão misturou suas duas escalações e o Verdão sofreu.

Apenas Felipe Pires conseguiu destaque, infernizando o inseguro Copete pelo lado direito. Dudu tentou dobradinha com Victor Luis na esquerda, mas pouco apareceu, enquanto Raphael Veiga e Borja fizeram nova péssima partida. Com todo este cenário, a única real oportunidade de gol do clássico saiu após 40 minutos já jogados.

Dudu tentou jogada individual pela esquerda, perdeu a bola e ela sobrou para Victor Luis, que avançou até a área e cruzou rasteiro. Everson e Raphael Veiga tentaram alcançar, mas a bola chegou no segundo poste, onde Borja entrou livre. O colombiano deu um carrinho com o pé direito, mas ela bateu em seu pé esquerdo e foi fraca na direção do gol. Em cima da linha, Gustavo Henrique afastou.

O panorama da etapa final foi diferente. Por erros de passe, botes e cobertura, os dois times conseguiram criar. Com apenas três minutos, Derlis González teve espaço para arriscar de fora da área, e Yuri entregou bola para Raphael Veiga dominar sozinho, na meia-lua e finalizar duas vezes em cima da zaga. Felipe Pires, livre pela direita, esbravejou muito com o companheiro.

O Alvinegro, por sua vez, reclamou de duas penalidades. Primeiro, de um toque de mão de Gustavo Gómez em finalização de Jean Lucas. Depois, de um empurrão em Jean Mota após cruzamento na área.

Contando com as falhas visitantes e abusando das jogadas pelas pontas, o Palmeiras foi encurralando o Santos, mas abrindo espaço para os contra-ataques. Tentando armar, o Peixe só conseguia respiro quando seus dois zagueiros, além de Yuri, tocavam a bola.

Com 14 jogados, após cruzamento de Dudu, três palmeirenses tocaram de cabeça, mas ninguém mandou para as redes. Pouco depois, o camisa 7 levantou mais uma área, Felipe Pires finalizou, mas a bola estava muito alta e foi para fora.

A esperança verde aumentou com a entrada de Ricardo Goulart, já metade do segundo tempo. As arquibancadas vibraram quando o camisa 11 foi chamado por Felipão, mas chiaram quando a placa indicou que Raphael Veiga era quem deixaria o campo, ao invés de Borja. Ambos fizeram péssima jornada e o último reforço do ano melhorou o Verdão.

O placar só não foi alterado na reta final pela bela defesa de Weverton, em finalização de Matheus Ribeiro e o brilho de Everson. O goleiro do Santos fez um milagre para defender a cabeçada de Dudu e mostrou reflexo para parar Gustavo Gómez, em nova jogada pelo alto.

Bastidores – Santos TV:

Sampaoli elogia Everson, mas banca Vanderlei na Sul-Americana

O técnico Jorge Sampaoli elogiou Everson depois do empate do Santos em 0 a 0 com o Palmeiras neste sábado, no Allianz Parque, mas bancou o retorno de Vanderlei diante do River Plate-URU, terça-feira, no Pacaembu, pela volta da primeira fase da Sul-Americana.

Everson foi o grande destaque do Peixe no empate do clássico. O goleiro ainda reserva fez pelo menos três grandes defesas e ainda mostrou categoria na reposição e tranquilidade nos recuos.

“Era uma partida importante para Everson demonstrar seu potencial, mostrar que está pronto. Na terça-feira vai jogar Vanderlei. É bom saber que Everson também tem nível para estar no time”, disse Sampaoli, em entrevista coletiva.

Sampaoli analisa um rodízio entre Vanderlei e Everson, mas, antes disso, dará algumas chances esporádicas ao jogador ex-Ceará.

Na decisão de terça, o Santos contará com o retorno de Alison, suspenso pelo terceiro cartão amarelo contra o Palmeiras. Rodrygo, por punição da Conmebol, e Cueva e Jean Lucas, não inscritos a tempo, serão desfalques.

Victor Ferraz, Carlos Sánchez e Jean Mota, poupados neste sábado, estarão à disposição. Soteldo, com dores musculares na coxa direita, é dúvida.

Jean Lucas ganha elogios de Sampaoli e diz: “Jogador sem personalidade não joga”

Jean Lucas foi um dos destaques do Santos no empate em 0 a 0 com o Palmeiras neste sábado, no Allianz Parque, pela oitava rodada do Campeonato Paulista.

O ex-flamenguista marcou e apoiou com qualidade e quase fez o gol da vitória nos acréscimos em finalização de fora da área.

A boa atuação e a personalidade chamaram a atenção do técnico Jorge Sampaoli.

“Jean Lucas jogou uma boa partida. Mesmo com pouca experiência jogou bem num palco muito grande. Esta à altura de poder jogar neste time”, disse o treinador, em entrevista coletiva.

Antes de deixar a arena palmeirense, Jean Lucas disse que está contente com suas atuações.

“Estou feliz e tenho muito a melhorar. E jogador sem personalidade não joga hoje em dia”, concluiu.

Jean Lucas não foi inscrito a tempo e será desfalque diante do River Plate-URU na terça-feira, no Pacaembu, pela volta da primeira fase da Copa Sul-Americana.

Everson explica sugestão aceita por Sampaoli e diz que ainda não pediu para bater falta

Destaque do Santos no empate em 0 a 0 com o Palmeiras neste sábado, no Allianz Parque, Everson também chamou a atenção pela leitura tática.

Quando Cueva foi derrubado na meia-lua, o goleiro correu para o banco de reservas na direção do técnico Jorge Sampaoli. Parecia um pedido para cobrar falta, algo feito no Ceará, mas foi uma sugestão.

Everson viu Yuri, o líbero, recuado na defesa santista e pediu para o volante adiantar e ele próprio fazer a função de terceiro zagueiro.

“Foi uma questão tática, gostamos da saída de três e Yuri estava afundado e eu acabava apertado. Falei para o Yuri adiantar e eu fazer o terceiro homem, e ele concordou. Yuri foi flutuar e eu fiz o terceiro homem com a bola nos pés”, disse o goleiro, antes de analisar a sua atuação.

“Foi um bom jogo, seguro, nas coberturas que eu fiz, pude sair bem no jogo aéreo e debaixo do gol, sorte no lance do Borja e finalização fraca, fiz boas defesas e separo a cabeçada do Dudu, rápida. Marcos Rocha bateu lateral, sabíamos da jogada e vacilamos. Cabeceio não ia tanto no campo, mas foi para o chão, difícil e nunca é fácil prever onde a bola vai”, completou.

Ainda reserva de Vanderlei, Everson afirmou que ainda não pediu a Sampaoli para cobrar faltas.

“Vim muito focado em defender o Santos e cavar espaço aos poucos e mais para frente, com confiança e liberdade, vou pedir liberação para treinar e bater falta. Hoje fico feliz pela contribuição lá atrás”, concluiu.


Palmeiras 3 x 2 Santos

Data: 03/11/2018, sábado, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 32ª rodada
Local: Allianz Parque, em São Paulo, SP.
Público: 38.938 pagantes
Renda: R$ 2.723.126,86
Árbitro: Braulio Machado
Auxiliares: Kleber Lucio Gil e Neuza Ines Back.
Cartões amarelos: Edu Dracena, Dudu Lucas Lima (P); Diego Pituca, Victor Ferraz, Luiz Felipe, Derlis González e Gabriel (S).
Cartão vermelho: Diego Pituca (S).
Gols: Dudu (13-1) e Edu Dracena (39-1); Copete (09-2), Dodô (19-2) e Victor Luis (25-2).

PALMEIRAS
Weverton; Jean (Guerra), Antônio Carlos, Edu Dracena e Victor Luis; Thiago Santos, Bruno Henrique e Lucas Lima (Felipe Melo); Gustavo Scarpa, Dudu e Borja (Deyverson).
Técnico: Luiz Felipe Scolari

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Dodô; Alison (Bryan Ruiz), Diego Pituca e Sánchez; Rodrygo (Copete), Derlis González (Bruno Henrique) e Gabriel.
Técnico: Cuca



Palmeiras passa sufoco, mas vence Santos e abre sete pontos na liderança

O Palmeiras é mais líder do que nunca. Neste sábado, o Verdão passou sufoco, mas venceu o Santos por 3 a 2 em clássico no Allianz Parque, e abriu sete pontos de vantagem sobre o segundo colocado Flamengo (que enfrenta o São Paulo, domingo, no Morumbi). São 17 partidas de invencibilidade da equipe de Luiz Felipe Scolari, que terá mais seis jogos para tentar confirmar o título.

A derrota faz o Santos desperdiçar a oportunidade de aparecer no G-6 do Brasileirão. O Peixe permanece em sétimo, com 46 pontos, mesmo número do Atlético-MG, sexto, derrotado em casa pelo Grêmio nesta rodada.

O jogo

O Palmeiras atropelou o Santos no primeiro tempo. Para quem esperava um Verdão cabisbaixo e desanimado pela eliminação na semifinal da Copa Libertadores, se surpreendeu e presenciou o poder de Luiz Felipe Scolari em transformar a frustração em ânimo.

Comandado por Dudu e com Thiago Santos fazendo uma partida inspirada, os donos da casa dominaram o clássico desde o início. E pelo lado direito, setor formado por duas incógnitas – Gustavo Scarpa, voltando a ser titular, e Jean, retornando após lesão e criticado pela torcida – o Maior Campeão do Brasil abriu o placar.

Aos 13 minutos, Weverton mostrou qualidade na saída de bola e abriu com Jean. O lateral avançou desde o campo de defesa e esperou o momento certo para fazer a enfiada para Borja, quando Gustavo Henrique desmontou a linha santista para sair na marcação. O colombiano girou e chutou forte, Vanderlei espalmou e Dudu empurrou para as redes.

Maior artilheiro do Allianz Parque (26), o Baixola se tornou com o tento sobre o rival o maior goleador do Palmeiras neste século, igualando Vagner Love (54). Para animar ainda mais os palestrinos, todas as vezes que Dudu marcou na casa alviverde, o Verdão nunca perdeu. E a profecia se manteve.

Desorganizado em campo, o Santos teve apenas Derlis González e Gabigol buscando o jogo, mas com ambos apagados em campo. A falta de inspiração alvinegra se refletiu nos números: ao final do primeiro tempo, os visitantes terminaram com 58% de posse de bola, mas apenas uma finalização, já aos 43 minutos, quando já perdiam por 2 a 0.

Quatro minutos antes, com 39 jogados, a bagunça praiana apareceu também no sistema defensivo. Dudu cobrou escanteio para a área e Dodô, de 1,77m, não conseguiu impedir o cabeceio de Edu Dracena, 10cm mais alto que o lateral. Resultado: o camisa 3 mandou para as redes e anotou seu primeiro gol em 107 jogos pelo clube.

O Santos não se encontrava em campo, mas Cuca precisou de apenas 15 minutos para arrumar sua equipe. O treinador voltou do intervalo com Bryan Ruíz e Copete nas vagas de Alison e Rodrygo, o suficiente para voltar a criar. Com apenas dois jogados, o Peixe criou mais do que nos 45 iniciais e quase descontou com Derlis González.

O jogo ficou aberto e o Palmeiras teve oportunidades de matar o clássico com Dudu, que levou azar na conclusão, e Gustavo Scarpa, que quase anotou um golaço no ângulo. Após as chances perdidas, porém, o Palestra foi punido.

Aos nove, Dodô levantou na área e, após desvio, Edu Dracena tentou um chutão, mas espanou. A bola sobrou para Copete, que estava em posição de impedimento, mas o desvio errado do palmeirense anulou a condição irregular do colombiano, que mandou no ângulo de Weverton.

Todo o nervosismo esperado pelos mandantes antes do jogo apareceu com o primeiro gol santista. O Peixe passou a dominar a partida e chegou ao empate aos 19 minutos. Copete cruzou, Edu Dracena foi mal de novo, desta vez em disputa com Derlis González, e a bola sobrou para Dodô, que chutou por baixo de Weverton na saída do goleiro.

O jogo era outro em relação ao primeiro tempo e o nervosismo era palpável nos mais de 38 mil presentes no Allianz Parque, incluindo os 11 vestindo verde no gramado. Sofrendo muito com os avanços de Copete e Dodô, Felipão deslocou Thiago Santos para a lateral direita, abriu Jean pelo mesmo lado do ataque, e sacou Lucas Lima para a entrada de Felipe Melo, deixando Gustavo Scarpa centralizado.

A alteração não foi positiva para o líder do Campeonato Brasileiro, que perdeu o controle do jogo, mas foi então que a sorte sorriu para o Alviverde. Aos 25 minutos, Victor Luis cobrou falta com força, a bola tocou nas costas de Derlis González e foi no canto. Apesar do desvio, Vanderlei chegou bem no chute defensável, mas falhou e permitiu o gol da vitória palmeirense.

Com o Palmeiras de novo na frente, Felipão teve a percepção de fazer uma nova mudança para acertar a equipe e tirou Jean para a entrada de Guerra. No Santos, Cuca também mexeu e colocou Bruno Henrique na vaga de Derlis González.

A situação do time praiano piorou na reta final com a expulsão de Diego Pituca, que levou o segundo cartão amarelo. Mesmo assim, o Peixe se lançou ao ataque para o tudo ou nada e chegou a pressionar pelo novo empate com bolas levantadas na área, mas terminou o clássico derrotado.

Cuca elogia gringos e manda recado aos santistas: “Não podem ficar decepcionados”

Autêntico, como quase sempre costuma ser, Cuca não escondeu seus sentimentos após a derrota do Santos para o Palmeiras no clássico desse sábado, no Allianz Parque. A reação alvinegra depois do rival abrir dois gols de vantagem mexeu com o brio do técnico santista, que mesmo frustrado, fez questão de passar o orgulho que sua equipe lhe deu na etapa final.

“Dominamos o segundo tempo inteiro, posse de bola foi o dobro e tivemos a chance de fazer o 3 a 3, mesmo tomando gol numa infelicidade. A bola desviou em algum jogador o efeito acabou traindo o Vanderlei”, avaliou Cuca, responsável por uma mudança tática do Peixe para os últimos 45 minutos do jogo. .

“Mesmo com 2 o 2, a gente sentiu o Palmeiras fechar o time, pondo marcador, tirando meia, porque o jogo estava para nós, e com o Bruno (Henrique) para entrar. Íamos para ganhar o jogo”, explicou, antes de mandar um recado direcionado aos torcedores.

“Lamentamos a derrota, mas jogamos para ganhar. O torcedor pode ficar triste, mas não decepcionado. Ficamos com um a menos (Pituca expulso), e ficamos com o segundo a menos com a lesão muscular do Luiz Felipe. E, mesmo com nove, o jogo estava perigoso para o Palmeiras até o fim”, disse.

“Não acho que estava um pouco melhor, a gente estava bem melhor. O jogo estava a nossa feição, se desenhando e tínhamos mais uma troca para fazer. O jogo estava para nós. A fatalidade nos tirou os três pontos”, completou.

Cuca também falou sobre as participações de Bryan Ruiz e Copete. O costarriquenho e o colombiano foram, talvez, os grandes responsáveis por uma mudança de postura do Santos no jogo e pela busca do empate em pouco tempo. O primeiro a receber elogios foi Bryan Ruiz.

“Entrou bem no jogo, estava difícil o controle da bola, campo molhando, adiantamos o Sánchez, pusemos o Pituca como primeiro volante, o Palmeiras sentiu isso, tanto que colocou um volante, desafogou um pouco. Ele está melhorando no aspecto físico, daqui a pouco ele tem condição de jogar um jogo inteiro”.

As sequência, Cuca falou sobre Copete.

“Ele está trenando bem, está pedindo para jogar e nós vamos dar um jeito de fazer ele jogar. Chega nessa época aqui, quem está com mais força é quem vai jogar. Entrou bem, em um jogo que precisava de força, de bola aérea. Melhoramos muito, perdeu gol, fez outro, é profissional que treina bem e não reclama de nada”, concluiu o treinador.

Cuca avalia falha de Vanderlei e admite preocupação com desfalques

O prejuízo do Santos no primeiro tempo do clássico contra o Palmeiras durou pouco tempo. Com nova postura e um time modificado, os santistas rapidamente chegaram à igualdade na etapa final. O que ninguém esperava é que uma falha de Vanderlei pudesse garantir a vitória alviverde no Allianz Parque.

A frustração foi inevitável depois do camisa 1 aceitar cobrança de falta de Vitor Luis, mas Cuca fez questão de sair em defesa de seu goleiro na entrevista coletiva concedida logo após o revés nessa 32ª rodada do Campeonato Brasileiro.

“A bola desviou na barreira, campo molhado. O Vanderlei tem muito crédito, nos salvou muitas vezes, como no primeiro tempo. São coisas que ocorrem”, resumiu o técnico do Peixe, preocupado mesmo é com os desfalques para o confronto com a Chapecoense, na próxima rodada.

“Agora, vamos nos mobilizar. Perdemos jogadores suspensos, machucados, mas vamos fazer força para atingir objetivo, que é a vaga na Libertadores”.

Gabriel, Victor Ferraz e Pituca terão de cumprir suspensão. Além do trio, o zagueiro Luiz Felipe sentiu uma lesão muscular no clássico e Lucas Veríssimo ainda não está 100% recuperado.

Evitando pegar pesado com o árbitro Braulio Machado, Cuca não concordou principalmente com o cartão apresentado ao seu camisa 10.

“(Deu cartão) porque ele (Gabriel) jogou a bola, disse o árbitro. Mas ele não jogou a bola. A arbitragem foi boa, mas foi muito rigorosa nos cartões. Os jogadores estão todos pendurados nessa fase, mas é cartão, cartão. Mas, ele não apitou mal, não”.

Foi a primeira vez de Cuca no Allianz Parque desde que largou o comando do clube alviverde, equipe por onde atuou como jogador e também conquistou, como técnico, o título Brasileiro de 2016. Em uma rápida análise do hoje rival, Cuca ainda não enxerga o campeonato encaminhado ao Verdão.

“Para mim, foi prazeroso. Lugar muito bom, tive uma conquista maravilhosa aqui. Foi bom, podia ser melhor, se tivesse um resultado melhor, mas fica um orgulho por ter representado o Santos hoje. Tinha quatro (pontos de diferença para o vice-líder), passou a sete, pode voltar a quatro, mas no futebol tudo pode acontecer. Próximo jogo é lá em Minas, não tem nada definido. Tem muita coisa para rolar”, concluiu.


Palmeiras 2 x 1 Santos

Data: 04/02/2018, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 5ª rodada
Local: Allianz Parque, em São Paulo, SP.
Público: 37.867 pagantes
Renda: R$ 2.821.680,24
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (SP).
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Daniel Luis Marques (SP).
Cartões amarelos: Lucas Lima, Tchê Tchê, Felipe Melo e Victor Luis (P); Caju, Arthur Gomes, Alison e Copete (S).
Gols: Antônio Carlos (02-1), Borja (04-2) e Renato (17-2).

PALMEIRAS
Jailson; Marcos Rocha, Antônio Carlos, Thiago Martins e Victor Luis; Felipe Melo; Willian, Lucas Lima (Gustavo Scarpa), Tchê Tchê (Bruno Henrique) e Dudu (Keno); Borja.
Técnico: Roger Machado

SANTOS
Vanderlei, Daniel Guedes, Luiz Felipe (Robson Bambu), David Braz e Caju (Rodrygo); Alison; Copete, Renato, Vecchio e Arthur Gomes; Eduardo Sasha (Rodrigão).
Técnico: Jair Ventura



Palmeiras mantém 100% e Lucas Lima reencontra Santos com vitória

O Palmeiras manteve os 100% de aproveitamento no Campeonato Paulista durante a tarde deste domingo. Na partida que marcou o reencontro do meia Lucas Lima com o Santos, disputada no Estádio Palestra Itália, o time alviverde ganhou do rival praiano por 2 a 1.

Com 15 pontos em cinco jogos disputados, a equipe dirigida pelo técnico Roger Machado figura no primeiro lugar do Grupo C do Campeonato Paulista. O São Bento, com oito pontos, é o segundo colocado. No Grupo D, o Santos lidera com sete pontos, um a mais que Botafogo-SP e Red Bull.

O jogo:

Superior nos instantes iniciais, o Palmeiras investiu em subidas pela direita e, logo aos 2 minutos do primeiro tempo, conseguiu um escanteio. O atacante Dudu levantou a bola na área e o zagueiro Antônio Carlos cabeceou com sucesso para abrir o placar.

O Palmeiras manteve o domínio das ações logo após sair na frente e voltou a levar perigo ao gol defendido por Vanderlei em uma jogada de bola parada pela direita. Mesmo com pouco ângulo, Lucas Lima bateu falta direto para o gol e acertou a trave adversária.

O Santos assustou pela única vez na etapa inicial em um vacilo da zaga palmeirense na saída de bola. Arthur Gomes escapou pela direita e chutou para Jailson espalmar pela linha de fundo. Daniel Guedes cobrou o escanteio e Sasha cabeceou firme, mas parou no goleiro palestrino.

A exemplo do que fez no primeiro tempo, o Palmeiras iniciou a etapa complementar aceso e ampliou sua vantagem logo aos 4 minutos. Em jogada individual pelo meio, Willian passou por dois adversários e adiantou um pouco. Borja completou com um chute preciso, no canto esquerdo do goleiro Vanderlei.

Em um deus seus primeiros ataques no segundo tempo, o Santos diminuiu a vantagem. Aos 17 minutos, Daniel Guedes cruzou da esquerda e o veterano Renato desviou com um leve toque de cabeça, suficiente para matar o goleiro Jailson. A bola havia saído pela linha de fundo no lance que originou o gol, mas a arbitragem não marcou.

O Santos melhorou após o gol de Renato e equilibrou as ações no Allianz Parque, mas não conseguiu criar oportunidades para empatar o marcador. Nos minutos finais, Roger Machado ainda promoveu a estreia do meia Gustavo Scarpa ao colocá-lo no lugar de Lucas Lima.

Jair diz que derrota foi injusta e vê Santos no “caminho certo”

O Santos não mereceu perder por 2 a 1 para o Palmeiras na tarde deste domingo, no Palestra Itália, pela quinta rodada do Campeonato Paulista. A avaliação é do técnico Jair Ventura, para quem o time alvinegro está no “caminho certo”.

“Avaliando performance e resultado, não bate. Mas é início de temporada, terminamos o jogo com seis da base, e temos jogadores importantes que perdemos, como Bruno Henrique, que é uma referência técnica. Sofremos com isso, mas buscamos alternativas”, afirmou o treinador, em entrevista coletiva.

Apesar de lamentar os desfalques e as lesões de Luiz Felipe e Eduardo Sasha durante o clássico, Ventura elogiou a postura do Santos na casa do rival, principalmente após o gol sofrido aos dois minutos de jogo.

“Gol cedo mudou toda estratégia, mas o time não sentiu. Foi um bom primeiro tempo, com volume, mesmo perdendo. Vanderlei não fez defesa. Fiquei com mãos atadas por substituições por lesão, terceiro zagueiro que machuca. O Rodrygo entraria no intervalo, mas, pela lesão do Sasha, troquei 9 por outro e, depois, corri risco de ficar com um a menos”, analisou.

“Criamos, lutamos, mas não foi suficiente. Sempre difícil jogar fora de casa, mas a equipe lutou. Não vi Palmeiras com superioridade. É sempre muito ruim perder, principalmente para um rival, mas o Santos segue vivo. Também estamos tristes, mas temos jogo fora para vencer e classificar”, acrescentou.

Após a volta do intervalo, a situação pioraria aos cinco minutos da etapa final, quando Borja ampliou a vantagem para os mandantes. Aos 17, porém, Renato, de cabeça, recolocou o Peixe no jogo. A partir de então, o time alvinegro teve mais posse de bola, mas não conseguiu criar chances para empatar o confronto.

“A derrota nunca dá moral. Precisa separar resultado da performance. Mas time não sentiu, mesmo com gol cedo e sabendo da força do Palmeiras, e chegamos a nos sentir à vontade. Ter mais posse jogando na casa do adversário não é para menosprezar. Quando ganha e não joga bem, liga alerta. Quando perde jogando bem, sabe que é caminho certo”, concluiu.

Passadas cinco rodadas, o Santos lidera o Grupo D do Paulistão, com sete pontos ganhos, apenas um a mais que o Botafogo-SP, segundo colocado da chave. O próximo compromisso do Peixe é o duelo com a Ferroviária, marcado para as 16h30 (de Brasília) do sábado, na Fonte Luminosa, em Araraquara.

Vecchio minimiza revés em clássico: “O melhor está para acontecer”

O meia Emiliano Vecchio reiterou o técnico Jair Ventura ao dizer que o Santos não mereceu perder para o Palmeiras, na tarde deste domingo, no Palestra Itália. Apesar da derrota por 2 a 1, o argentino elogiou a atuação de seus companheiros e projetou um futuro vitorioso ao time alvinegro.

“Eles chutaram duas vezes e fizeram dois gols. Infelizmente perdemos um clássico que não merecíamos perder”, lamentou o meio-campista, na saída de campo. “Demonstramos que somos um time forte independentemente do resultado. O Santos tentou jogar, acho que só está começando, falta muito e o melhor está para acontecer”, previu, na zona mista da arena.

De acordo com os santistas, o time reagiu bem à desvantagem no placar e teve chances até de buscar a igualdade no fim. O Santos sofreu o primeiro gol logo aos dois minutos de jogo, em cabeçada de Antônio Carlos após cobrança de escanteio.

Aos cinco da etapa final, Borja ampliou em chute de fora da área. Pouco depois, Renato, de cabeça, diminuiu, mas o Peixe não conseguiu empatar o duelo. O zagueiro David Braz, que falhou no primeiro gol alviverde, também foi elogioso ao futebol do Santos no Palestra Itália.

“A gente não se entregou, brigamos até o final, conseguimos diminuir e tivemos chance de empatar. Criamos jogadas, colocamos a bola na área adversária, mas infelizmente não conseguimos empatar a partida”, avaliou.

A exemplo de Vecchio, o defensor discursou confiante. “É levantar a cabeça, tem muita coisa para acontecer. Vamos trabalhar para vencer a próxima partida”, avisou.

Jair explica ausência de Gabigol e comenta possível saída de Veríssimo

Após a derrota por 2 a 1 para o Palmeiras, neste domingo, no Palestra Itália, o técnico Jair Ventura, do Santos, explicou por que não relacionou o atacante Gabigol para o clássico. Durante a semana, havia a expectativa de o jogador estrear diante do rival, e o treinador manteve o mistério até a véspera do duelo, mas a comissão técnica optou por vetá-lo.

“Temos o planejamento, futebol é feito de paixão, mas também de profissionais. Nós temos que preservar a integridade física do atleta. Ele não fez pré-temporada, por isso não veio para o clássico. Já estava definido desde o início que ele não viria. Ele já sabia”, esclareceu o treinador, em entrevista coletiva.

“Pode ter afetado na derrota? Sim, mas devia fazer algumas observações. Venho perdendo muitos jogadores nesses cinco jogos. É hora de fazer testes. Temos que correr riscos para conhecer bem o elenco e usar a base”, acrescentou.

Durante a entrevista, Jair Ventura também comentou a situação de outro atleta: Lucas Veríssimo. Alvo do Spartak Moscou, da Rússia, o zagueiro pode estar de saída. Caso a venda se concretize, o treinador teria mais um desfalque na defesa, uma vez que Gustavo Henrique, Cléber Reis e Luiz Felipe têm problemas com lesões.

“Caso (a venda) aconteça será uma perda técnica. Ainda não sei da proposta, mas, se chegar a proposta, sendo bom para o clube e jogador, será difícil segurar”, resignou-se Jair. “Faz parte do mercado. Se perder, bola para frente. Temos Gustavo (Henrique) e (Robson) Bambu. Não pode se lamentar, já temos jogo no sábado”, avaliou.

Copete e Alison levam o terceiro amarelo e desfalcam o Santos

O Santos terá ao menos dois desfalques para a partida contra a Ferroviária, no próximo sábado, em Araraquara, pela sexta rodada do Campeonato Paulista. Durante a derrota por 2 a 1 para o Palmeiras, na tarde deste domingo, no Palestra Itália, o volante Alison e o atacante Jonathan Copete levaram o terceiro cartão amarelo e terão de cumprir suspensão automática no final de semana que vem.

Alison foi advertido por entrada dura em Dudu, aos 26 minutos da segunda etapa. Pouco depois, aos 34, Copete foi punido pelo árbitro Flávio Rodrigues de Souza por falta em Willian.

Para substituir o volante, o técnico Jair Ventura tem Matheus Jesus como opção. Com a suspensão de Copete, o garoto Rodrygo pode ser titular diante da Ferroviária. Ainda aprimorando a forma física e técnica, Gabigol também pode ficar à disposição do treinador.

Embora tenha a semana livre para preparar a equipe, Jair Ventura poderá ter mais problemas para montar time. Isso porque o zagueiro Luiz Felipe saiu com dores na coxa esquerda ainda no primeiro tempo, ao passo que o atacante Eduardo Sasha não voltou para a etapa complementar após uma pancada na cabeça.

Em entrevista coletiva concedida após a partida, Jair Ventura despistou ao ser indagado sobre os possíveis substitutos da dupla suspensa. “Posso mudar, treino variáveis, mas só vou revelar no próximo jogo. Os adversários nos escutam”, afirmou o treinador.