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Coritiba 1 x 0 Santos

Data: 22/11/2015, domingo, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 36ª rodada
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba, PR.
Público: portões fechados devido a punição do STJD.
Árbitro: Marielson Alves Silva (BA)
Auxiliares: Cleriston Clay Barreto Rios (SE) e Rafael da Silva Alves (RS)
Cartões amarelos: Luis Cáceres, Carlinhos e Walisson (C); Paulo Ricardo, Neto Berola e Ledesma (S).
Cartão vermelho: Vladimir (S).
Gol: Henrique Almeida (12-2).

CORITIBA
Wilson; Leandro Silva, Walisson, Juninho e Carlinhos; João Paulo, Luis Cáceres (Guilherme Parede), Thiago Lopes e Juan; Kleber (Ícaro) e Henrique Almeida.
Técnico: Pachequinho

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz (Daniel Guedes), Werley, Paulo Ricardo e Chiquinho; Ledesma, Leandrinho, Serginho (Neto Berola) e Lucas Lima (Léo Cittadini); Geuvânio e Nilson.
Técnico: Dorival Júnior



Com time reserva, Peixe perde para o Coritiba e vê G4 mais longe

O Santos perdeu uma grande oportunidade de voltar ao G4 do Campeonato Brasileiro neste domingo. Depois de assistir o São Paulo ser goleado pelo Corinthians, o Peixe tinha a chance de recuperar seu posto diante do Coritiba. Mas, com todos os titulares de linha, com exceção de Lucas Lima, poupados, o Peixe não teve forças mais uma vez como visitante. Apesar de jogar com os portões do Estádio Couto Pereira fechados, em função de uma punição imposta pelo STJD, a equipe Coxa-Branca venceu a segunda partida seguida e deixou a zona de rebaixamento graças a derrota do Avaí para o Fluminense no mesmo horário.

O único gol do jogo foi marcado pelo artilheiro do time paranaense. Henrique Almeida foi às redes aos 12 minutos do segundo tempo, após linda jogada individual de Thiago Lopes. Com isso, o Coxa chegou aos 40 pontos e subiu para a 15ª colocação. Já o Santos estacionou nos 55 pontos, agora na 6ª posição, sendo ultrapassado pelo Inter, que venceu o Grêmio e alcançou os mesmos 56 pontos do São Paulo, que permanece no G4 após a 36ª rodada.

Agora, o Santos ‘vira a chave’ e passa a pensar exclusivamente na Copa do Brasil. Nesta quarta-feira, o alvinegro praiano recebe o Palmeiras às 22 horas, na Vila Belmiro, para o primeiro duelo da grande final da competição por mata-mata, que além do título, pode render a tão sonhada vaga na próxima Libertadores. Pelo Brasileirão, o Peixe visita o Vasco no domingo, às 17 horas, em jogo marcado para São Januário.

Já o Coritiba terá a semana inteira para recuperar seus atletas e se preparar para mais uma decisão na luta contra o descenso. A equipe paranaense visita o Palmeiras, no Allianz Parque, às 18 horas do domingo. Como o Verdão é justamente o adversário do Peixe nas finais da Copa do Brasil, é grande a chance do Coxa novamente enfrentar uma equipe formada por jogadores reservas, pois três dias depois acontecerá o segundo e decisivo clássico paulista.

O jogo

Antes mesmo da bola rolar, Dorival Júnior explicou a opção de escalar um time repleto de reservas em uma partida tão importante para o time no Campeonato Brasileiro. “Nós jogamos com um campo ruim na quinta, fatalmente teremos o mesmo gramado na quarta. Ontem, alguns jogadores me colocaram essa situação, de que estão sentindo. O Palmeiras jogou ontem (sábado). Então, não tive dúvidas (para poupar). É mais do que bom senso e tínhamos que tomar essa decisão em um momento decisivo”, disse o treinador, já ciente de que seu concorrente direto, o São Paulo, havia levado uma goleada do Corinthians e não poderia mais pontuar na rodada.

Mas, o jogo foi quem acabou pagando caro por isso nos primeiros 45 minutos. O Peixe até ditou o ritmo do confronto com o desesperado Corinthians. Os paranaenses, sem poder contar com a força de sua torcida em função de uma punição imposta pelo STJD, passou quase todo o tempo marcando atrás da linha da bola, claramente preocupado em não sair atrás no placar.

Mesmo assim, as duas melhores chances de gol no jogo foram do Coxa. Primeiro, logo aos cinco minutos, quando Henrique Almeida recebeu cruzamento de Carlinhos e bateu de primeira. A bola assustou Vanderlei, mas saiu à direita no goleiro santista.

A outra oportunidade aconteceu só aos 35. Kléber recebeu na entrada da área, de costas para o gol e só rolou para Cáceres, que bateu forte. A bola desviou em Ledesma e fugiu do alcance do camisa 1 alvinegro, que só pôde torcer antes de ver a bola raspar sua trave esquerda.

Lucas Lima, o único titular de linha do Peixe em campo, foi o destaque da equipe. O meia sofreu com a forte marcação, porém, mesmo assim, participou das poucas jogadas que o time criou. Geuvânio também tentou algumas jogadas ao seu estilo, mas, sem sucesso. Para piorar, a chuva arreou forte e dificultou o toque de bola dos santistas em um campo muito molhado.

“O campo é bom, mas está encharcado, choveu muito. Temos que ficar espertos porque pode ser um jogo perigoso. Já estávamos esperando”, comentou o camisa 20 do Santos.

Para a segunda etapa, o Coritiba voltou diferente. Na escalação e na postura. O técnico Pachequinho resolveu se arriscar e colocou o atacante Guilherme Parede no lugar do meio-campista Cáceres. E o time entendeu o recado, partindo para cima do Santos assim que o árbitro reiniciou o confronto no Couto Pereira.

Vanderlei precisou trabalhar em uma tentativa de pressão dos donos da casa, que abusaram das bolas aéreas. Na sequência, ainda aos 3 minutos, Thiago Lopes soltou a bomba de longe e obrigou o goleiro santista a espalmar para longe.

A resposta do Peixe veio aos 8 minutos. Sem conseguir entrar na fechada defesa do Coritiba, Neto Berola também arriscou de fora da área. A bola passou perto, mas o goleiro Wilson só acompanhou a saída da bola.

O jogo ganhou velocidade. Com as duas equipes precisando da vitória e a clara falta de entrosamento do Peixe, a partida ficou aberta, com seguidos contra-ataques. E em uma saída de bola errada dos paulistas, Henrique Almeida quase abriu o placar, mas novamente Vanderlei evitou o gol.

E o gol que estava ficando maduro acabou saindo aos 12 minutos. Thiago Lopes fez jogada individual e entrou no meio da zaga santista. Antes de ser barrado, o jogador encontrou Henrique Almeida livre, quase dentro da pequena área. O centroavante não perdoou e, de perna esquerda, deslocou Vanderlei para abrir o placar e marcar seu 11º gol neste Brasileirão, retificando a posição de artilheiro isolado do Coxa na competição.

O gol deixou o jogo imprevisível. O Santos partiu para o ataque e voltou a assustar em nova finalização de longe. Mas os espaços entre a defesa e o ataque só aumentaram e a defesa do Peixe passou a ter de segurar a equipe Coxa-Branca praticamente no ‘mano a mano’ em todas as jogadas.

Nos minutos finais, o Santos pressionou, chegou a acertar a trave em cabeada de Nilson e viu Wilson salvar o Coxa em duas oportunidades. Desta forma, o árbitro encerrou o jogo e a festa foi mesmo dos donos da casa, que comemoraram muito a saída da zona de rebaixamento. Por outro lado, o Santos viu o G4 ficar mais longe e caiu para 6º.

Dorival revela pedido de titulares e não joga a toalha na briga pelo G4

O Santos entrou em campo neste domingo ciente dos resultados de seus concorrentes na disputa por uma vaga no G4 do Campeonato Brasileiro. A derrota do São Paulo deu ao Peixe a chance de retomar seu posto e, consequentemente, deixar o Internacional, que bateu o Grêmio, para trás. Porém, Dorival mandou a campo uma equipe toda reserva, a exceção do goleiro Vanderlei e o meia Lucas Lima. No final, a derrota de 1 a 0 não só evitou que o time entrasse no G4 novamente, como também o fez cair para a 6ª colocação. Por isso, o técnico do Santos teve de explicar sua escolha em Curitiba.

“Com as chuvas que têm caído em Curitiba, seria impossível jogar com a equipe titular. Ontem (sábado), ao fim do treino, os jogadores se reuniram e vieram em direção a nós (comissão técnica). Pediram para que nós modificássemos a equipe por não estarem recuperados. Natural, como teremos um jogo mais físico do que técnico na quarta, porque nosso gramado está muito complicado, eu não poderia tomar outra decisão”, afirmou o treinador.

Lucas Lima, que deixou o campo no segundo tempo depois de correr muito e até se destacar entre os santistas, refutou a possibilidade da pressão em cima do Peixe ter aumentado para as finais da Copa do Brasil depois do tropeço diante do Coxa.

“Não pressiona, não. Já há pressão natural. Estamos focados. O jogo é muito importante, principalmente jogando em casa. Nossa obrigação é essa mesmo e queremos muito ser campeões”, disse o meia.
Dorival inclusive falou sobre a escolha de escalar Lucas Lima entre os titulares e aproveitou para lamentar a lesão de Serginho, que o obrigou a mudar de estratégia ainda no primeiro tempo.

“O Lucas fez a saída para a Seleção Brasileira, atuou pouco, então, ele precisava de um pouco de trabalho. Já era definido que ele jogasse de 60 a 70 minutos, no máximo. Da mesma forma o Victor (Ferraz), já estava tudo programado. Não esperava ter perdido o Serginho naquele momento, tivemos que fazer uma alteração muito precoce e isso ai complicou um pouco daquilo que eu imaginava. Eu tive que inverter as alterações. E eu optei até em função do gol do Coritiba, por uma posição que resguardasse a gente para quarta-feira”, explicou, antes de defender a forma como armou sua equipe para o duelo deste domingo, no Couto Pereira.

“Custou o resultado? Olha, nós jogamos, criamos as melhores oportunidades, tivemos muita posse de bola, procuramos o jogo a todo momento. O Coritiba foi feliz, com dois ou três ataques que conseguiu encaixar e acabou fazendo o gol e nós não tivemos como recuperar”.
Por fim, Dorival Júnior concluiu que não errou em arriscar neste domingo com uma formação alternativa diante de uma equipe que entrou em campo para uma verdadeira final, já que luta contra o rebaixamento. Agora, mesmo faltando apenas duas rodadas, o treinador não joga a toalha.

“Hoje também era uma decisão. Tivemos que fazer uma opção, os próprios jogadores solicitaram. Jogamos quinta em campo sem condições, não recuperaríamos para o jogo de quarta. Então, acredito que a atitude foi correta. Vamos em busca (da vaga no G4) nesses dois jogos dificílimos, mas o Santos estará preparado. Vamos lutar até o último momento. Complicou? Sim, talvez. Não dependemos mais das nossas forças, mas acreditamos que podemos estar ali brigando pela quarta colocação”, encerrou o comandante santista.

Santos 0 x 0 Flamengo

Data: 19/11/2015, quinta-feira, 22h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 35ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 8.071 pagantes
Renda: R$ 324.085,00
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)
Auxiliares: Kléber Lúcio Gil (SC) e Ivan Carlos Bohn (PR).
Cartões amarelos: Gustavo Henrique e Thiago Maia (S); Jorge [2] e Ayrton (F).
Cartão vermelho: Jorge (F).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato (Serginho), Thiago Maia e Marquinhos Gabriel; Geuvânio (Neto Berola), Gabriel (Leandro) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior

FLAMENGO
Paulo Victor; Pará (Ayrton), César Martins, Wallace e Jorge; Jonas (Canteros), Márcio Araújo, Gabriel e Alan Patrick; Emerson Sheik e Kayke (Guerrero).
Técnico: Oswaldo de Oliveira



Santos só empata com o Flamengo e perde sua posição no G4

A parada de dez dias não fez bem para o Santos. Longe de apresentar o futebol vistoso e ofensivo que o caracteriza na Vila Belmiro, o Peixe encontrou muita dificuldade diante de um Flamengo ousado, com a marcação alta. O empate por 0 a 0 na noite desta quinta-feira, com muito calor na Baixada, ainda ficou barato para os santistas, que viram Vanderlei brilhar no gol e evitar a derrota. Mesmo assim, a igualdade foi péssima para os alvinegros, que com a vitória do São Paulo em cima do Atlético-MG, perderam seu posto no G4. Agora, o Tricolor soma 56 pontos, contra 55 do Peixe.

Para o Flamengo, o empate faz com que a equipe rubro-negra alcance os 48 pontos e torna-se o sonho de alcançar uma vaga na próxima Copa Libertadores da América praticamente impossível.

Agora, Santos e Flamengo voltam a campo no próximo domingo. O time de Dorival Júnior visita o Coritiba, às 19h30, no estádio Couto Pereira. Esta partida acontecerá com portões fechados por causa de uma punição imposta ao clube paranaense. Mais cedo, às 18 horas, o Flamengo recebe a Ponte Preta, no estádio Mané Garrincha, em Brasília. As atenções santistas, porém, estão voltadas para o duelo de quarta-feira, contra o Palmeiras, pela primeira final da Copa do Brasil, na Vila Belmiro. O segundo clássico, que definirá o campeão, está marcado para o dia 2 de dezembro, no Allianz Parque, em São Paulo.

O jogo

Os primeiros 45 minutos de jogo mostram que Oswaldo de Oliveira realmente conhece bem os santistas com quem ele trabalhou tanto em 2014. Com Guerrero iniciando uma partida no banco de reservas pela primeira vez, o Flamengo adotou uma postura de marcação alta e chegada ao ataque com cinco jogadores muitas vezes. O Santos talvez não esperasse tanta ousadia dos rubro-negros e não conseguiu encaixar seu jogo.

O primeiro lance de perigo veio com Gabriel, em cruzamento rasante que Zeca evitou o gol. Emerson Sheik por pouco não abriu o placar em seguida, após cobrança de escanteio.

A resposta santista veio com Geuvânio, aos 10 minutos. Escalado por causa da ausência do suspenso Lucas Lima, o Caveirinha bateu de longe, bem ao seu estilo, e viu Paulo Victor espalmar.

Mas logo o Flamengo voltou a dominar o ritmo da partida e iniciou um verdadeiro bombardeio para cima do goleiro Vanderlei, que se saiu bem em todos os lances e salvou o Peixe da derrota na primeira etapa.

Primeiro, Renato saiu jogando mal e, em contra-ataque, Emerson entrou na área e bateu cruzado. O camisa 1 alvinegro teve reflexo para defender no chão. Um minuto depois, Kayke recebeu lançamento nas costas de Zeca e, cara a cara, encheu o pé, mas também parou no paredão da Vila, que saiu do gol abafando. A terceira tentativa flamenguista em sequência foi de Gabriel, que tabelou com Pará pela direita e soltou a bomba de fora da área. Nesta, Vanderlei teve de se esticar todo para evitar o gol dos cariocas.

O Peixe só respondeu aos 39, em chute de Gabriel da meia lua que subiu demais. Dorival Júnior não parou de gritar, gesticular e tentar arrumar seu time em meio a pressão do Flamengo, mas, não teve jeito. Para alívio dos torcedores do time da casa, o primeiro tempo acabou 0 a 0.

As equipes voltaram para o segundo tempo sem alterações, mas com posturas diferentes. O Flamengo perdeu o ímpeto de marcar a saída de bola alvinegra e o Peixe partiu em busca de exercer seu papel de mandante na Vila Belmiro. Mas, na prática, o jogo ficou menos vistoso, com mais embates no meio de campo.

O Peixe tentou de tudo, Gabriel foi quem mais chegou perto de abrir o placar, mas não era noite dos santistas. O Flamengo ainda teve duas chances claras com Guerrero no fim, mas novamente Vanderlei apareceu para salvar o Santos, que, com o empate por 0 a 0, além de deixar o G4, também acabou com a sequência de 15 vitórias seguidas em seu alçapão.

Bastidores – Santos TV:

Dorival vê Vanderlei herói, reclama de gramado e admite Fla melhor

O empate por 0 a 0 com o Flamengo foi ruim para o Santos. A equipe deixou o G4 do Campeonato Brasileiro e quebrou a série de 15 vitórias seguidas em casa. Mas, a verdade é que os santistas não podem reclamar muito. Isso porque o time esteve tão perto de sair da Vila Belmiro derrotado, que a igualdade pode ser vista como “lucro”. E muito graças a Vanderlei. O goleiro do peixe fez pelo menos quatro defesas milagrosas e obteve o reconhecimento de seu treinador depois do jogo.

“Provavelmente, sim. (foi herói). Pelo Santos, com certeza. O Flamengo também teve quem se destacou. O resultado não aconteceu porque o Flamengo se comportou bem”, analisou Dorival Júnior, bastante irritado com a atuação do seu time. “Sempre é preocupante. Estamos trabalhando frequentemente. Depois de muito tempo fizemos uma partida abaixo das condições”, completou.

E quando questionado se o fato do Santos ter feito uma partida tão abaixo do que faz de costume tinha a ver com a ausência de Lucas Lima, que não pôde atuar por estar suspenso, Dorival logo rechaçou ligar uma coisa a outra.

“Natural que o Lucas faça falta, mas nossa equipe não se encontrou e pegamos um Flamengo jogando muito bem. Enfrentamos uma equipe que se comportou melhor. Temos de reconhecer que fez uma partida em alto nível e neutralizou as nossas jogadas. Tivemos nossos erros e problemas e não conseguimos encaixar o que sempre foi nosso forte”, comentou o treinador.

Sem deixar de assumir a responsabilidade de sua equipe pelo empate por 0 a 0, Dorival também não deixou de criticar o gramado da Vila Belmiro, que não estava em boas condições nesta quinta-feira e, na opinião do técnico, acabou dificultando ainda mais o jogo para os santistas.

“Atrapalhou o espetáculo de modo geral. Foi uma reclamação geral de todos os jogadores. Realmente comprometido. Não conseguimos impor nossa maneira de jogar. Lamentável que tenha acontecido. Mas, o principal fator foi enfrentar uma equipe que jogou”, ressaltou Dorival, antes de finalizar.

“Temos que enaltecer a postura do Flamengo. Marcou bem. Em alguns momentos, teve saída rápida de contra-ataque, fez partida dentro de condição que poucas equipes tinham feito aqui. Em razão disso, nossa produção foi bem abaixo. Em algum momento teria que acontecer”, concluiu.

Agora, o Peixe volta as atenção para o duelo de domingo, contra o Coritiba, no estádio Couto Pereira. O confronto acontecerá com portões fechados, devido a uma punição imposta ao clube paranaense. Na quarta-feira, o Peixe inicia as finais da Copa do Brasil contra o Palmeiras, diante do Palmeiras, de novo na Vila.

Prestes a voltar para casa, Vanderlei lamenta ter de depender de rival

O Santos fez uma partida para esquecer nesta quinta-feira. Depois de dez dias apenas treinando, a equipe de Dorival Júnior não conseguiu repetir as atuações de destaque dos últimos jogos e não passou de um 0 a 0 com o Flamengo, na Vila Belmiro. Mas, ao menos Vanderlei teve o comemorar. O camisa 1 alvinegro fez cinco grandes defesas, três quase em sequência, depois de uma blitz rubro-negra, e duas a queima roupa, já nos minutos finais da etapa final. Chamado de herói por Dorival Júnior, Vanderlei, porém, minimizou sua grande atuação e se mostrou preocupado com a situação do time, que agora é o quinto colocado, com 55 pontos, e viu o São Paulo assumir a última vaga no G4, ao somar 56 pontos.

“Individualmente foi bom para mim, mas coletivamente foi ruim. A gente esperava vencer, a gente precisa dessa vitória para se manter no G4, até para a gente depender a gente mesmo daqui até o final”, analisou o dono da meta santista, sem jogar a toalha.

“O São Paulo foi o único adversário que acabou vencendo (dos times que brigam pelo G4), mas a gente depende da gente ai. Temos três jogos que nós temos totais condições de vencer. E torcer para o São Paulo tropeçar também, né?”, disse, fazendo a ressalva necessária.

Agora, o Peixe precisa de uma reação imediata. Com apenas três jogos para o fim do Campeonato Brasileiro, vencer o Coritiba neste domingo, às 19h30, no estádio Couto Pereira é crucial para o Santos. Para Vanderlei, o jogo ainda pode ser mais especial. Hoje titular no time da Vila Belmiro, o jogador paranaense tem seu nome gravado na história do Coxa-Branca, com 301 partidas entre 2007 e 2014, e neste fim de semana reencontrará seu ex-clube, em seu Estado, pela primeira vez.

O goleiro inclusive lamentou o fato do confronto acontecer com portões fechados. Em função de uma punição aplicada pelo STJD, a partida pela 36ª rodada não terá a presença de torcedores nas arquibancadas.

“Bacana jogar contra um clube que você teve uma história. A gente fica triste, porque jogar Campeonato Brasileiro sem torcida é muito chato. Acho que isso não deveria acontecer, mas a gente tem que ir para lá com intuito de vencer. A gente precisa dessa vitória, a gente não tem nada a ver com o momento do Coritiba, que está brigando contra o rebaixamento”, afirmou.

Mesmo sem a força de sua torcida, como bem ressaltou Vanderlei, o Coritiba vai encarar o jogo como uma verdadeira final. Com 37 pontos, o time está a um ponto de sair da zona da degola. Até por isso, o goleiro santista espera um duelo franco no Couto Pereira.

“Acho que vai ser um jogo aberto, porque tanto nós quanto eles precisam da vitória. Então, a gente vai para lá para dar o nosso melhor e procurar vencer, até para dar uma tranquilidade melhor para quarta-feira”, concluiu Vanderlei, já preocupado de como o Santos chegará para o primeiro clássico com o Palmeiras, na Vila, pelas finais da Copa do Brasil.

Dorival não joga a toalha no Brasileiro e pede atitude nova fora de casa

O Santos não contava com um tropeço na Vila Belmiro a quatro rodadas do fim do Campeonato Brasileiro. O empate por 0 a 0 diante do Flamengo em uma partida atípica do time santista tirou o Peixe do G4 com apenas nove pontos a serem disputados. Agora o alvinegro praiano não depende mais das próprias forças para alcançar o objetivo de conquistar uma vaga na próxima Libertadores da América via Brasileirão. Dorival Júnior admite a frustração, mas não se entrega.

“Acho que ainda não (é hora de desistir). A partir desta sexta esboçamos a equipe para Curitiba. O São Paulo passou, mas ainda teremos três jogos. Vamos aguardar e sentir o que acontece nas próximas rodadas”, disse o comandante, com a confiança abalada.

A vitória em cima do Atlético-MG deixou o Tricolor do Morumbi apenas um ponto acima do Peixe (56 a 55). A esperança do time na Vila é que o Corinthians supere seu rival no clássico de Itaquera. Assim, caso vença o Coritiba, primeiro time da zona de rebaixamento, o Santos pode retomar sua posição no G4. O problema é que até esta 35ª rodada, o clube só vendeu uma partida como visitante.

“É um fato e tem acontecido que não temos um bom aproveitamento fora. Temos que enfrentar a realidade”, pediu Dorival, mais uma vez tentando passar confiança a seus atletas. “É um fato que se pode recuperar. Não tenho dúvidas que o Santos vai voltar a se recuperar. Gostaríamos de ter tido outro resultado, mas não fizemos por onde”, concluiu o treinador.

Nesta sexta, a equipe santista faz apenas um trabalho regenerativo no CT Rei Pelé. Neste sábado, pela manhã, Dorival Júnior preparará o time que irá a campo no estádio Couto Pereira. Os todos trabalhos serão fechados à imprensa. Na parte da tarde, a delegação viaja para Curitiba.

Joinville 0 x 0 Santos

Data: 08/11/2015, domingo, 18h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 34ª rodada
Local: Arena Joinville, em Joinville, SC.
Público: 9.679 torcedores
Renda: R$ 194.945,00
Árbitro: Wagner Reway (MT)
Auxiliares: Eduardo Goncalves da Cruz (MS) e Fabio Rodrigo Rubinho (MT).
Cartões amarelos: Marcelinho Paraíba, Danrlei e Fernando Viana (J); Lucas Lima e Daniel Guedes (S).
Cartão vermelho: Rogério (J).

JOINVILLE
Agenor; Mário Sérgio, Domingues, Guti e Diego; Danrlei, Anselmo, Silvinho (Edigar Junio) e Marcelinho Paraíba (Italo); Fernando Viana (Trípodi) e Kempes.
Técnico: PC Gusmão

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Werley, David Braz e Chiquinho; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima (Alison); Marquinhos Gabriel (Geuvânio), Gabriel (Nilson) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior



Na lama, Santos fica no zero com o Joinville, mas se mantém no G4

Há quase 50 dias convivendo com muita chuva, o gramado da Arena Joinville foi o grande obstáculo na partida da noite deste domingo, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro, entre o time da casa e o Santos. Sem condições de apresentar o famoso futebol de toque de bola e velocidade que o caracterizou neste segundo semestre, o alvinegro praiano teve de entrar em um jogo com muitos lançamentos, de mais disposição do que de técnica. Desta forma, apesar da entrega das duas equipes em campo, a partida terminou sem gols em Santa Catarina.

O resultado foi pior para o JEC, que agora é o lanterna da competição com apenas 31 pontos e vê o retorno à Série A2 cada vez mais próximo. Já o Santos foi beneficiado pela derrota do São Paulo e se manteve na quarta colocação com 54 pontos conquistados.

Agora, as duas equipes terão um longo período sem jogos por causa da paralisação em função dos jogos da Seleção Brasileira pelas Eliminatórias Sul-americanas da Copa do Mundo. O Joinville fará clássico com Avaí, no estádio da Ressacada, em Florianópolis, dia 18 (quarta-feira), às 21 horas. O Peixe entrará em campo no dia seguinte, contra o Flamengo, às 22 horas, na Vila Belmiro.

O jogo

Assim como se esperava, o jogo em Santa Catarina foi duro de assistir em função das condições precárias do campo da Arena Joinville. Encharcado e com muita lama, o gramado impossibilitou o bom toque de bola da equipe do Peixe e forçou uma disputa com muitos ‘bicões’.

No primeiro tempo, as duas equipes tiveram poucas chances de gol. Mesmo assim, a vontade de vencer era notória. Tanto que Rogério, lateral reserva do JEC, acabou sendo expulso aos 9 minutos de jogo, por reclamação.

Aos 18, Marcelinho Paraíba cobrou falta na área e David Braz afastou contra seu gol, com perigo. Mas a grande oportunidade veio aos 21, quando Werley afastou mal e a bola sobrou limpa para Fernando Viana. O atacante bateu forte, rasteira e viu Vanderlei fazer grande defesa, evitando o gol dos mandantes.

Em seguida, outro lance inusitado na partida. Chiquinho foi afastar o perigo perto da lateral esquerda e acabou acertando uma gandula. O jogador santista, junto com outros atletas, tentaram prestar socorro para a mulher que ficou caída no chão. Depois de alguns minutos, a gandula foi levada por um médico, sem maiores problemas.

Com o reinício do jogo, o Santos quase marcou com Ricardo Oliveira aos 37. Gabriel avançou pela esquerda e cruzou rasteira para o centravante, que escorou para o gol, mas errou o alvo.
“Infelizmente, não dá pra tocar a bola. Estamos tentando outro tipo de jogo, com ligação direta e em busca da segunda bola. Não é nossa característica, mas estamos tentando buscar o gol”, comentou Renato, o jogador mais experiente do elenco alvinegro.

Na segunda etapa, Dorival Júnior surpreendeu ao sacar Lucas Lima para a entrada de Alison. A alteração, apenas de ordem tática, foi mais uma tentativa do técnico de encontrar uma nova forma do time jogar, já que a técnica de seus jogadores sucumbia ao péssimo estado do gramado.

E logo no primeiro minuto, Ricardo Oliveira teve uma chance rara. Depois de bom passe de Renato, camisa 9 saiu cara a cara com o goleiro Agenor. O chute rasteiro de esquerda, porém, parou nas mãos do camisa 1.

Dorival Júnior ainda colocou Geuvânio e Nilson nas vagas de Marquinhos Gabriel e Gabriel, respectivamente, mas o panorama da partida não mudou muito. O Joinville tentava ditar o ritmo, com o apoio de seu torcedor, mas também abusava das bolas aéreas. Em uma delas, aos 23, Edigar Junio aproveitou sobra dentro da área e chutou de primeira, mas Vanderlei mais uma vez trabalhou bem.

Bastidores – Santos TV:

Ricardo Oliveira culpa o gramado por empate com o lanterna Joinville

Durante toda a preparação para o confronto deste domingo, contra o Joinville, Dorival Júnior avisou que seus jogadores estavam alertas sobre o problema que enfrentariam com o castigado gramado da Arena Joinville. Mas, mesmo cientes de tudo, os santistas tiveram muitas dificuldades em Santa Catarina e não passaram de um 0 a 0 com o time da casa, que assume a lanterna do Campeonato Brasileiro com este empate.

Ricardo Oliveira, que desperdiçou a melhor chance de gol do jogo, aos sair cara a cara com o goleiro Agenor a 1 minuto do segundo tempo, negou a satisfação com o ponto conseguido depois de muita luta, mas não deixou de culpar o gramado pelo futebol apresentado.

“Não (foi bom). Santos não pode jogar por empate. Mas é claro que com um campo desse fica impraticável, difícil de pôr nossa qualidade. Mas é o que se deu hoje para o jogo, e saímos com um ponto”, comentou o artilheiro do Brasil em 2015.

Agora, Ricardo Oliveira, assim como Lucas Lima, que neste domingo foi sacado por Dorival Júnior no intervalo da partida de forma surpreendente, se apresenta à Seleção Brasileira para os jogos contra Argentina e Peru, pelas Eliminatórias Sul-americanas da Copa do Mundo de 2018.

“Seleção Brasileira. Agora é procurar se apresentar amanhã lá e foco total nos jogos que vamos ter pela frente”, encerrou o capitão do Peixe.

Lucas Lima não encara o Flamengo e Dorival explica substituição

O Santos não terá um de seus principais jogadores, se não for o principal, no dia 19, contra o Flamengo, na Vila Belmiro. Lucas Lima foi advertido ainda no primeiro tempo por uma falta no campo de ataque e terá de cumprir suspensão. O cartão recebido neste domingo, durante o empate por 0 a 0 com o Joinville, também explicou um pouco da substituição feita por Dorival Júnior ainda no intervalo, quando o técnico sacou o camisa 20 e colocou o volante Alison em campo.

“(Eu o tirei) Porque a área central do campo estava muito mais pesada. E o detalhe importante é que ele já estava com o cartão amarelo. Eu fiquei com receio de perdê-lo por mais tempo. Eu ia tirar um dos dois meias e essas duas razões acabaram pesando”, comentou o treinador santista, evitando muita lamentação pela perda de seu articulador contra o rubro-negro carioca.

“A ausência do Lucas é natural que, em razão do momento que ele vive, da própria situação que a equipe apresenta jogando com Lucas. Mas já fizemos isso em outras oportunidades e os jogadores responderam a altura”, disse.

Mas quando questionado sobre o fato de não ter Lucas Lima e Ricardo Oliveira durante os 10 dias de pausa no Campeonato Brasileiro, já que ambos servirão à Seleção Brasileira, Dorival Júnior, aí sim, mostrou toda sua chateação.

“Eu lamento, porque perderemos quatro (atletas). Dois para a Seleção olímpica. Serão peças importantes em um momento de definição de competição, por estarmos brigando por G4 no Brasileiro, finais da Copa do Brasil. Seria importante para continuarmos o trabalho, buscando uma melhora da equipe. Mais uma vez, em função das convocações, mas temos que entender”, conformou-se, lembrando também das ausências de Zeca e Gabriel.

O elenco santista deixa Santa Catarina apenas neste segunda-feira e terá a terça de folga. O grupo só volta aos trabalhos no CT Rei Pelé na quarta-feira à tarde.

Dorival vê briga e não futebol, e aprova atuação “dentro do possível”

O empate por 0 a 0 diz bem o que foi a partida entre Joinville e Santos na noite deste domingo, em Santa Catarina. Com um gramado que impossibilitava o toque de bola, as duas equipes tiveram de recorrer aos lançamentos durante todo o jogo, prejudicando demais a qualidade do confronto válido pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. Para Dorival Júnior, o que se viu na Arena local não pode nem ser chamado de futebol.

“Hoje jogamos um jogo muito brigado, disputado. Na realidade não foi um jogo, não foi uma partida de futebol. Foi uma briga constante durante 90 minutos. Mesmo assim, a equipe, dentro das circunstâncias, ainda se comportou muito bem”, opinou o comandante santista.

Sem deixar de lembrar a máxima que diz que se o campo é ruim ele é ruim para os dois lados, Dorival observou que, quer queira quer não, seu time acabou sendo mais prejudicado pelo gramado encharcado e com muita lama do que seu adversário deste domingo, já que o toque de bola é a principal característica da equipe.

“Natural o Joinville mais adaptado a este tipo de jogo. É natural que eles já estejam numa outra condição, principalmente aqui dentro, mas a equipe do Santos foi valente, guerreira, vibrante e fez um ponto importante aqui dentro”, comentou.

Diante de toda essa situação, o treinador valorizou a manutenção do Peixe dentro do G4, já que o São Paulo acabou perdendo para o Cruzeiro, em Minas. A vantagem para o Tricolor do Morumbi até aumentou, agora é de um ponto (53 a 54). Antes da rodada começar, os rivais paulistas eram separados apenas pelos critérios de desempate.

“ (O gramado) Prejudicou demais a qualidade do espetáculo e não tivemos a partida a altura daquilo que gostaríamos, nem Santos nem eles ficaram satisfeitos. No fim de tudo isso, o resultado de empate foi importante pela manutenção na tabela. Diminuiu uma rodada no campeonato. Seria importante um resultado positivo, mas, dentro das circunstâncias, não vejo razão para lamentar”, encerrou Dorival.

Jogo brigado e feio em Joinville mantém jejum do Santos fora de casa

Como bem avaliou Dorival Júnior depois da partida com o Joinville, em Santa Catarina, o que se viu em campo neste domingo pouco lembra futebol, propriamente dito. E esta constatação fica mais evidente quando se analisa o desempenho do Santos no Campeonato Brasileiro. O gramado encharcado e com muita lama forçou o alvinegro praiano fugir de suas características e, quando isso aconteceu, a equipe não se encontrou, sofrendo muito mais perigo atrás do que chegando próximo ao gol de seu rival.

Em função de tudo isso, Dorival Júnior resolveu inclusive sacar Lucas Lima já no intervalo do jogo, justamente porque o meio de campo era a parte mais crítica do gramado da Arena Joinville. Muito por isso, cada uma das equipes errou 35 passes, chegando ao elevado número de 70 tentativas mal-sucedidas no jogo.

E se não dava pelo chão, o jeito foi usar e abusar dos ‘bicões’. Ao todo foram impressionantes 138 lançamentos em pouco mais de 90 minutos. O Peixe foi quem mais executou o fundamento, errando em 56 oportunidades da 85 tentativas. O JEC também não ficou muito atrás, com 38 lançamentos errados e apenas 15 bem feitos.

Esse número de bolas alçadas ainda aumenta quando se soma os cruzamentos e os escanteios. E o que chama mais atenção é a ineficiência dos dois times. O Tricolor catarinense errou 20 de 23 cruzamentos à área, enquanto o Santos falhou em 9 de 12 vezes que optou por essa jogada. Também foram 11 escanteios dos mandantes contra 7 dos visitantes paulistas em um confronto que teve 39 faltas, 21 feitas pelo JEC contra 18 dos santistas.

No quesito finalizações, Vanderlei foi quem mais sofreu. Apesar do Peixe ter chutado mais a gol, 10 vezes, apenas 4 acertaram o alvo. Por outro lado, o Joinville só errou o gol em duas e sete tentativas de abrir o marcador.

Tudo isso fez com que o Santos mantivesse sua péssima campanha como visitante neste Campeonato Brasileiro. Assim como o Joinville, o time da Baixada só venceu uma vez fora de casa, e já faz tempo. Foi no dia 30 de agosto, contra o Cruzeiro, no Mineirão, em duelo válido pela 21ª rodada. Ricardo Oliveira definiu o placar de 1 a 0 naquela ocasião. Com o empate sem gols deste domingo, o Peixe chegou apenas ao seu décimo ponto conquistado longe da Vila Belmiro (nove derrotas e sete empates). Desde que a competição é jogada em formato de pontos corridos (2003), a atual campanha é a pior do clube como visitante. Inferior, por enquanto, até mesmo em comparação ao Brasileiro de 2008, quando o Santos se livrou do rebaixamento apenas na penúltima rodada e obteve 12 pontos fora de casa.

Como o clube está dentro do G4, apesar da dificuldade como vistante, Dorival Júnior ainda tem tempo para pelo menos amenizar esse problema da equipe, pois ainda o Peixe ainda fará mais duas partidas fora de casa. Contra o Coritiba e diante do Vasco, ambos brigando para não descer à Série A2 do Brasileiro.

Santos 2 x 1 Palmeiras

Data: 01/11/2015, domingo, 17h00.
Competiçao: Campeonato Brasileiro – 33ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.767 pagantes
Renda: R$ 491.655,00
Árbitro: Péricles Bassols (RJ)
Auxiliares: Rodrigo Henrique Corrêa e Luiz Cláudio Regazone (ambos do RJ).
Cartões amarelos: Gustavo Henrique, Gabriel e Zeca (S); Zé Roberto, Thiago Santos e Dudu (P).
Cartão vermelho: Cristaldo (P).
Gols: Thiago Maia (26-1); Ricardo Oliveira (03-2) e Dudu (29-2).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Thiago Maia, Renato e Lucas Lima (Serginho); Marquinhos Gabriel (Alison), Gabriel (Geuvânio) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior

PALMEIRAS
Fernando Prass; Lucas (João Pedro), Jackson, Vitor Hugo e Zé Roberto; Matheus Sales (Allione), Thiago Santos e Robinho; Dudu, Gabriel Jesus e Lucas Barrios (Cristaldo).
Técnico: Marcelo Oliveira



Na Vila, Santos bate o Palmeiras em ‘prévia’ das finais da Copa do Brasil

O Santos segue 100% na Vila Belmiro desde a chegada de Dorival Júnior. Neste sábado, o time superou o desafio do “ensaio” para a final da Copa do Brasil e bateu o Palmeiras por 2 a 1 na Baixada, aumentando sua sequência de vitórias para 14 em seu estádio e 15 como mandante.

Os gols do clássico, válido pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro, foram anotados por Thiago Maia, no primeiro tempo, e Ricardo Oliveira, no começou do segundo, do lado santista, e Dudu descontou para o Alviverde aos 30 da etapa final.

As duas equipes voltam a se enfrentar justamente na Vila Belmiro, no dia 25 de novembro, pela ida da decisão da Copa do Brasil, e fazem a finalíssima uma semana depois, no Palestra Itália.

No Brasileirão, com a vitória, o Santos vai a 53 pontos e se mantém no quarto lugar da tabela, deixando para trás o São Paulo, que possui a mesma pontuação mas soma nove gols a menos de saldo. Pela próxima rodada, Dorival Júnior e seus comandados visitarão o Joinville em sua arena, no próximo domingo (8).

Já o Palmeiras fica com 48 pontos, cai para a nona colocação, fica ainda mais longe do G4 e vê aumentar a pressão pelo título da Copa do Brasil. O próximo desafio alviverde na liga nacional está marcado também para o próximo domingo, quando o time recebe o Vasco no Palestra Itália. Expulso no fim do clássico na Vila por agredir Gustavo Henrique, Cristaldo cumpre suspensão e não participa do duelo.

O jogo

Os primeiros minutos foram de muita marcação e pouca criatividade na Vila Belmiro. O Santos tomou a iniciativa ofensiva, tentando imprimir velocidade pelas laterais, mas esbarrava na cobertura alviverde. Já o Palmeiras se postou inicialmente no contra-ataque.

A estratégia palestrina quase deu certo aos sete minutos, quando Robinho recebeu no meio após desarme feito pela defesa e lançou no campo de ataque para Gabriel Jesus, que brigou com a defesa e conseguiu descolar o passe para Lucas Barrios, mas o paraguaio escorregou na hora da finalização. O Peixe respondeu aos 14, quando Lucas Lima lançou para Gabriel e Prass saiu bem do gol, atuando como zagueiro, para afastar o perigo de pé esquerdo.

Mais incisivo, o Santos enfim fez a festa de sua torcida na Vila aos 26 minutos. Gabriel começou a jogada e tocou no meio para Lucas Lima, que abriu na ponta esquerda e, após belo corta-luz de Ricardo Oliveira, a bola ficou na medida para o cruzamento do lateral Zeca. Livre, Thiago Maia chegou de trás para bater forte de dentro da área no contrapé de Fernando Prass e abrir o placar.

O Alviverde tentou partir para cima na sequência e chegou a ter mais posse de bola no campo de ataque, mas não encontrava espaços na defesa santista. Aos 36, Marcelo Oliveira ainda precisou substituir o lateral Lucas, que passou mal e não conseguiu continuar na partida, por João Pedro.

Três minutos depois, princípio de confusão no gramado da Vila: durante contragolpe palmeirense, Daniel Guedes ficou caído e Dudu deu sequência ao lance, tocando no meio para Robinho, que abriu na ponta direita para Matheus Sales, e o jovem ainda bateu cruzado para, após desvio, acertar o travessão. Os atletas mandantes ficaram reclamando de falta de fair play palmeirense e discutiram com adversários no gramado, mas o árbitro contemporizou.

Antes do intervalo, ainda houve tempo para duas chances incríveis serem perdidas, uma para cada lado. Aos 47, Gabriel Jesus recebeu lançamento de Vitor Hugo e tocou para Robinho, que, em boa posição, bateu por cima do gol. Logo depois, Gabigol recebeu em profundidade e, livre, invadiu a área, driblou Fernando Prass e bateu, mas Vitor Hugo salvou em cima da linha. No rebote, o atacante santista tinha o gol livre para marcar, mas bateu na rede pelo lado de fora.

A primeira chance santista após o intervalo, no entanto, Ricardo Oliveira não perdeu. O artilheiro do Brasileirão recebeu cruzamento da esquerda de Gabriel, fugiu da marcação e ficou completamente livre no segundo pau para cabecear para o chão e balançar as redes do Palmeiras.

O Alviverde já havia chegado em cabeceio de Vitor Hugo para fora antes do segundo minuto da etapa final, mas após sofrer o segundo gol mostrou ainda mais dificuldades ofensivas. Um dos problemas recentemente observados na equipe de Marcelo Oliveira, a falta de criatividade e o excesso de chutões para o campo de ataque se repetiu em parte do clássico na Vila. Aos 11 minutos, coube a Fernando Prass evitar que a situação da equipe paulistana se complicasse ainda mais no jogo. O arqueiro saiu bem do gol novamente para interceptar lançamento que deixaria Marquinhos Gabriel livre para balançar as redes.

O roteiro visto na primeira etapa passou a se inverter da metade para o fim da segunda. Correndo atrás do resultado, o Palmeiras passou a ficar mais com a posse de bola no campo de ataque enquanto o Santos já se concentrava em manter sua marcação e explorar sua velocidade nos contra-ataques.

A equipe alviverde aproveitou seu momento de superioridade na partida para descontar. Aos 29 minutos, Dudu aproveitou confusão na área santista, tabelou com Barrios e bateu para, após desvio, balançar as redes de Vanderlei. Os visitantes se lançaram para cima com a entrada do amuleto Cristaldo no lugar de Barrios. Do lado do Peixe, Geuvânio substituiu Gabriel, mas pouco participou. Já o argentino do Palmeiras acabou expulso de campo aos 45 minutos por agressão a Gustavo Henrique.

Bastidores – Santos TV:

Apesar da vitória, Ricardo Oliveira condena chances perdidas pelo Santos

O Santos não mostrou seu melhor futebol, mas venceu o Palmeiras na Vila Belmiro em prévia da final da Copa do Brasil e, principalmente, confronto direto na luta por vaga na Libertadores através do Campeonato Brasileiro. Artilheiro isolado da Série A com 20 gols, um deles marcado neste domingo, Ricardo Oliveira valorizou o resultado, mas reclamou do “preciosismo” do Peixe, que perdeu muitas oportunidades e acabou sofrendo sufoco no polêmico fim de partida na Baixada.

“Acho que sim (houve preciosismo). Criamos muitas ocasiões e não fizemos gols. Isso é uma coisa errada que está acontecendo com o nosso time, porque a gente costuma aproveitar as oportunidades. Mas a gente conseguiu os três pontos, é isso que queríamos e é isso que importa”, afirmou o goleador, que marcou de cabeça para ajudar o Santos a se manter no G4 do Brasileiro, com 53 pontos.

No clássico deste domingo, os donos da casa saíram na frente no primeiro tempo, com Thiago Maia, e Ricardo Oliveira deixou sua marca aos três minutos da etapa final. Além das vezes em que efetivamente balançou as redes, entretanto, o Peixe finalizou na direção da meta alviverde em outras cinco oportunidades e também errou a pontaria cinco vezes, totalizando 12 conclusões.

O Palmeiras, por sua vez, até ficou mais com a posse de bola, com 53% contra 47% alvinegros, mas finalizou apenas seis vezes, duas delas em direção à meta.

Quem concordou com Ricardo Oliveira na crítica à imprecisão santista durante o clássico foi Lucas Lima. “Faltou acertar as finalizações mesmo. Se a gente tivesse marcado em todos os contra-ataques que tivemos, o placar poderia ser outro. Mas não é todo jogo que dá pra fazer todos os gols, então valeu o empenho”, avaliou.

Já o goleiro Vanderlei preferiu elogiar seus companheiros de frente e principalmente o arqueiro rival, Fernando Prass, que fez cinco defesas na partida. “A gente sabe também que os atletas tentam fazer o melhor, não é displicência. Não fizemos mais gols por mérito do Palmeiras e do Prass, que fez grandes defesas. Temos que ver o outro lado. No Brasileiro, o importante é ganhar, não importa o placar, e isso nós conseguimos”, concluiu.

Lucas Lima fala em “clima de guerra” e celebra vitória sobre rival

Santos e Palmeiras já têm uma rivalidade histórica, mas neste ano os clássicos entre as equipes estão ainda mais apimentados. Os dois fizeram a final do Campeonato Paulista, na qual houve clima quente e título do Peixe nos pênaltis. Agora, decidirão a Copa do Brasil a partir do dia 25 de novembro, e talvez também por isso fizeram duelo pegado na Vila Belmiro neste domingo, no qual os donos da casa saíram vitoriosos por 2 a 1.

Especialmente no segundo tempo, os rivais discutiram no gramado em diversas oportunidades, e tal tensão culminou na expulsão de Cristaldo aos 45 minutos, após agressão a Gustavo Henrique. Além disso, teve um total de 31 faltas, 15 cometidas pelo Peixe e 16 pelo Alviverde, acima da média da competição, que é de pouco mais de 29 por partida. Para Lucas Lima, tratam-se de ingredientes normais para um clássico com contornos de guerra.

“Clássico sempre acaba sendo mais tenso. Acho que eles estão mordidos ainda pelo Campeonato Paulista, e agora chegando a decisão da Copa do Brasil, acaba sendo uma guerra. Viemos para guerrear hoje e saímos vitoriosos”, disse o meia, que é o segundo atleta que mais sofreu faltas no Brasileirão (81, atrás apenas de Luan, do Grêmio, que recebeu 92) e o que mais sofreu pênaltis (três, ao lado de Erik, do Goiás).

Já o volante Gustavo Henrique, envolvido no lance da expulsão de Cristaldo, também creditou as polêmicas da partida à atmosfera de clássico e enxergou o Santos superior, apesar das dificuldades sofridas no fim.

“Clássico é sempre pegado. Todo mundo quer ganhar. A gente veio aqui em casa e inseriu nosso ritmo de jogo para conseguir a vitória, isso é o mais importante”, resumiu.

A primeira batalha da guerra pelo título da Copa do Brasil está marcada para o dia 25 de novembro, quando as duas equipes voltam a se enfrentar na Vila Belmiro. Para o duelo, o técnico alvinegro Dorival Júnior espera que sua equipe não pense em nada além de jogar futebol.

“Na final, espero um Santos preparado, focado e treinado, mas se preocupando apenas em jogar futebol e deixando essas coisas de lado. Esperamos também uma arbitragem boa, dois jogos limpos e sem interferências para que sejam disputados, de uma maneira leal e franca. É normal que esse clima exista, mas ele deve ser contido, e o Santos deve estar equilibrado para enfrentar isso”, projetou o treinador.

Dorival evita projetar final e foca na sequência do Brasileiro

O Santos venceu as últimas 14 partidas que disputou na Vila Belmiro, todas elas desde a chegada de Dorival Júnior. Neste domingo, o Peixe aumentou essa sequência justamente diante do Palmeiras, rival que reencontrará na Baixada no dia 25 de novembro, para começar a decidir a Copa do Brasil. Mas o treinador alvinegro acredita que não há qualquer relação entre esta partida, válida pela 33ª rodada do Brasileirão, e a decisão do torneio eliminatório.

“Esqueçam isso. O jogo de hoje (domingo) teve um desenho que com certeza será outro daqui a 25 dias. Será uma partida totalmente diferente, com outro significado, outro sentido. Isso não existe, não há paralelo. Tenho certeza que serão dois jogos muito disputados, mais marcados que jogados. Estaremos enfrentando partidas com características diferentes do que vimos aqui”, cravou o técnico.

Neste domingo, os rivais paulistas já fizeram duelo disputado, com direito a expulsão do palmeirense Cristaldo no fim. Apesar disso, o Santos conseguiu aplicar seu futebol ofensivo e vencer por 2 a 1 após finalizar 12 vezes contra seis do Palestra que, por outro lado, teve maior posse de bola: 53%.

Além de ter triunfado na “prévia” da final, termo reprovado por Dorival, o Santos somou três pontos importantíssimos que o garantiu na quarta colocação do Campeonato Brasileiro, com 53 pontos, mesmo número que possui o São Paulo, mas o Peixe leva a melhor no saldo de gols.

Como ainda precisa disputar um clássico decisivo em 180 minutos para garantir uma vaga na próxima Libertadores através da Copa do Brasil, o Alvinegro praiano mantém foco total no Campeonato Brasileiro para não deixar escapar seu posto no G4. Nessa jornada, a próxima missão está marcada para o próximo domingo (8), contra o Joinville, em Santa Catarina. Gustavo Henrique e Zeca, que receberam o terceiro cartão amarelo contra o Palmeiras, estão fora da partida, assim como Werley, que foi suspenso por três jogos pelo STJD e não enfrenta nem o Flamengo, na Vila, pela 35ª rodada.

“Agora teremos uma semana importante. Se quisermos manter nossa posição na tabela, precisaremos fazer um jogo de alto nível contra o JEC, porque ainda tivemos essas duas perdas. Teremos de entrar muito ligados lá, o Joinville cresce assustadoramente em sua Arena”, declarou o treinador, projetando duelo contra o vice-lanterna do Brasileirão.

Marquinhos Gabriel reforçou as palavras do comandante. “A gente tem um jogo dificílimo na próxima semana e precisamos continuar o trabalho, porque o campeonato ainda não acabou e temos que ficar no G4”, concluiu.

Impressionado com Lucas Lima, Oliveira estuda marcação individual

O meia Lucas Lima é considerado o principal jogador do Santos ao menos desde a saída de Robinho, mas seu moral vai muito além da Vila Belmiro. Adversário do armador no último domingo e nas finais da Copa do Brasil, marcadas para os dias 25 de novembro e 2 de dezembro, o técnico do Palmeiras, Marcelo Oliveira, classificou o atleta como “impressionante” e já estuda uma forma de pará-lo nas decisões.

“O Lucas Lima ali no meio realmente faz a diferença, é impressionante. É um jogador que consegue mexer a bola muito bem no ataque, colocando os companheiros para jogar. Um atleta que está atuando em um nível muito bom”, avaliou o comandante palmeirense, explicando como pensa em diminuir a efetividade do santista.

“Eu já conversei com os jogadores para ficarem atentos à mobilidade dele. Talvez, nos jogos que tivermos contra o Santos, a marcação pode ser bem firme ali na entrada da área e, dependendo do lado que ele cair, nós individualizamos. Se cair um pouco mais para a esquerda, quem estiver ali, pega. Para a direita, outro fica responsável”, relatou, reconhecendo a dificuldade na implantação da medida. “Ainda assim, é uma missão difícil”, comentou.

Para os embates, a boa notícia fica por conta da possível volta de Arouca ao meio-campo. Após sofrer um descolamento do músculo na região do joelho direito, o volante é cotado para retorno ainda neste mês, o que significa uma boa chance de encarar o ex-clube.

Dessa forma, Oliveira ganharia de volta um importante reforço, já que não pode usar Thiago Santos no torneio. Contratado há dois meses, o marcador já atuou no torneio pelo América-MG e, de acordo com as normas da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), não pode defender outra agremiação.

Santos 3 x 1 São Paulo

Data: 28/10/2015, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – Semifinais – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.932 torcedores
Renda: R$ 840.010,00
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Van Gasse (ambos de SP).
Cartões amarelos: Luis Fabiano e Matheus Reis (SP).
Gols: Ricardo Oliveira (11-1), Marquinhos Gabriel (20-1) e Ricardo Oliveira (23-1); Michel Bastos (26-2).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes (Chiquinho), Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima (Geuvânio); Marquinhos Gabriel (Alison), Gabriel e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior

SÃO PAULO
Rogério Ceni (Denis); Bruno, Lucão, Lyanco e Matheus Reis; Rodrigo Caio, Paulo Henrique Ganso e Michel Bastos; Alexandre Pato, Alan Kardec (Centurión) e Luis Fabiano (Wesley).
Técnico: Doriva



Peixe despacha o São Paulo e se garante na final da Copa do Brasil

O futebol de hoje mudou muito em relação ao tempo em que Doriva ainda entrava em campo para jogar e ser comandado. O jogo ganhou velocidade, os sistemas táticos evoluíram e o talento por si só deixou de resolver sem uma mínima organização. Mas Doriva, hoje técnico do São Paulo, pagou caro por ter apostado em um futebol antiquado na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro. Com três atacantes e dois meias que abdicavam de recompor a marcação sempre que perdiam a posse da bola, o Tricolor do Morumbi sofreu com o compacto Santos de Dorival Júnior, sempre letal nos contra-ataques.

A medida pode ser baseada no desespero de reverter a vantagem santista conquistada na semana passada, no primeiro duelo da semifinal da Copa do Brasil, quando o Peixe venceu por 3 a 1. Mas o plano são-paulino, além de ter dificultado as coisas, ainda tornou a situação vexatória. Com muita facilidade desde os primeiros segundos de partida, o alvinegro praiano venceu o rival por 3 a 1 novamente e se garantiu na grande decisão da Copa do Brasil de 2015 contra o Palmeiras, que será disputada em dois jogos, dias 25 de novembro e 2 de dezembro, com a novidade do gol fora de casa não ser usado como critério de desempate. Um sorteio ainda nesta quinta vai definir a ordem dos mandos.

Sem ninguém para lhe incomodar, Lucas Lima ‘flutuou’ pelo gramado da Vila. O camisa 20 esnobou todo seu talento que o tem feito jogador de Seleção Brasileira, principalmente na etapa inicial. O meia aparecia na direita, na esquerda, infiltrava na área e atormentava seus marcadores, sempre atrasados na jogada.

Tanto espaço não seria desperdiçado pelo Peixe, que nesta quarta alcançou sua 14ª vitória seguida na Baixada Santista. Antes mesmo da primeira volta do relógio, Gabriel quase marcou, após falha de Lyanco, aposta de Doriva na vaga do contestado Luiz Eduardo. Mantendo o ritmo forte, não demorou para o Santos abrir o placar. Aos 11, Lucas Lima fez linda invertida para Gabriel, que cruzou de trivela para Ricardo Oliveira atingir 34 gols na temporada e ampliar a vantagem santista no confronto pela Copa do Brasil.

Cheio de homens de frente, o São Paulo era inofensivo e muitas vezes displicente no ataque, sem contar o nítido desentrosamento perante a um esquema ‘suicida’. Vanderlei ainda evitou o que seria um gol contra de Gustavo Henrique, depois de cobrança de falta, mas o time da casa queria mais.

A jogada do primeiro gol e tão eficiente diante do Corinthians, em Itaquera, pelas quartas de final, era a arma mortal. Saída rápida pelas beiradas e bola invertida para pegar o atacante de frente para o gol, preparado só para escorar. Assim, Lucas Lima quase marcou depois de receber cruzamento de Ricardo Oliveira, aos 15. Mas aos 20 não teve quase. Novamente em contra-ataque, o meia alvinegro virou o jogo da esquerda para a direita e encontrou Marquinhos Gabriel, que resolveu variar. Com tempo para definir o lance, o atacante ajeitou a bola para o pé bom e mandou de canhota, cruzado, no ângulo de Rogério Ceni. Um golaço!

Sem tempo para respirar, três minutos depois, o São Paulo ainda não tinha percebido que estava prestes a ser goleado se continuasse jogando daquela forma. Então, Thiago Maia, que nada tem com isso, aproveitou nova bobeada do rival e ligou a bola em Lucas Lima. Rapidamente o lance se transformou em três jogadores do Peixe contra dois desesperados são-paulinos. Assim, o meia do Santos só precisou rolar para a área, onde estava Ricardo Oliveira e seu faro matador. 35º gol no ano do centroavante de 35 anos e 3 a 0 para o Peixe no placar da Vila.

Pouco depois, Marquinhos Gabriel acertou a trave de Rogério Ceni. O relógio não marcava nem meia hora de clássico e a torcida do Peixe já gritava “olé” a cada toque na bola, enquanto os poucos são-paulinos nas arquibancadas faziam um silêncio mórbido, sem qualquer esperança de uma reviravolta.

Doriva então resolveu agir. Mesmo que tardiamente, o treinador Tricolor sacou Luis Fabiano e colocou Wesley no jogo, em uma tentativa de povoar um pouco um meio campo e tentar obter mais posse de bola e ao menos brigar pelos rebotes. Mas a essa altura o Santos já administrava sua larga vantagem.

A etapa final do clássico começou com uma surpresa. Rogério Ceni, que deu adeus ao sonho de conquistar o único título que nunca vencera na carreira antes de sua aposentadoria, ficou no vestiário e Dennis assumiu a meta Tricolor. A substituição não foi perdoada pelos torcedores do Peixe, que ironizaram: “Rogério amarelou”.

Sem seu capitão, o São Paulo passou todo o segundo tempo evitando uma goleada histórica e sem muita ambição em buscar uma classificação milagrosa. O time de Dorival Júnior também pisou no freio e o próprio técnico percebeu que não havia mais necessidade de correr riscos. Por isso, logo sacou Lucas Lima para a entrada de Geuvânio. Chiquinho também substituiu Daniel Guedes e Alison entrou na vaga de Marquinhos Gabriel. A noite foi marcante para o volante, que voltou a jogar uma partida oficial pelo Santos depois de oito meses. Foi justamente em um clássico contra o Tricolor, no primeiro semestre, que Alison rompeu os ligamentos do joelho direito pela terceira vez.

No São Paulo, Kardec deu lugar à Centurión. Mas foi Michel Bastos que ainda honrou o manto Tricolor. Primeiro, o meia acertou a trave em um forte chute de fora da área. Com a marcação frouxa, o jogador insistiu no lance seguinte em jogada semelhante, mas dessa vez não errou, diminuindo o prejuízo para 3 a 1.

Porém, nada impediria a sétima eliminação são-paulina imposta pelo Santos em disputadas de mata-matas. O tabu de não perder para o Tricolor na Vila Belmiro desde 2009 também foi mantido pelo alvinegro praiano, que volta à decisão de uma Copa do Brasil depois de cinco anos, quando levou sua primeira e única taça do torneio sob o comando de seu atual técnico: Dorival Júnior.

Empolgado depois de uma atuação inesquecível, o Santos se prepara para outro clássico, agora pelo Campeonato Brasileiro. Neste domingo, o time de Dorival Júnior reedita a decisão do Campeonato Paulista e ao mesmo tempo faz uma prévia da final da Copa do Brasil contra o Palmeiras, às 17 horas (sempre de Brasília), de novo na Vila Belmiro. Por outro lado, o São Paulo junta os cacos para receber o Sport Recife no Morumbi, também às 17 horas, mas no sábado. E a necessidade de uma resposta imediata é grande, já que conquistar uma vaga no G4 do Brasileiro é a última chance da equipe se classificar à Copa Libertadores da América de 2016 e mais um ano sem levantar um caneco.

Bastidores – Santos TV:

Santos atropela o São Paulo em 23 minutos, amplia freguesia e vai à final da Copa do Brasil

Parecia um treino de luxo do time da casa na Vila Belmiro na noite desta quarta-feira. O Santos massacrou o São Paulo em 23 minutos, abriu três logo de cara e sacramentou a classificação à decisão da Copa do Brasil. No fim, o time visitante ainda diminuiu e repetiu o placar do confronto de ida: 3 a 1 a favor do clube da Baixada.

Os gols santistas desta quarta-feira foram marcados por Ricardo Oliveira, duas vezes, e Marquinhos Gabriel. O São Paulo, acuado, só assistiu ao rival, viu Ceni deixar o clássico no intervalo por lesão e fez o seu com Michel Bastos, no fim.

No jogo de ida, no Morumbi, o Santos também havia vencido por 3 a 1, somando portanto 6 a 2 no placar agregado.

De quebra, a equipe da Vila Belmiro ampliou a freguesia contra o rival tricolor, que já completa 15 anos sem despachar o Santos em jogos eliminatórios. Foi a sétima queda seguida do São Paulo contra o Santos em duelos mata-mata. O time tricolor já havia levado a pior nas semifinais dos Paulistas de 2015, 2012, 2011 e 2010, além das oitavas da Sul-Americana 2004 e do Brasileirão 2002. A última vez que a equipe do Morumbi venceu o rival da Vila em um confronto desse tipo foi na decisão do estadual de 2000.

Era o São Paulo que precisava correr atrás do placar. Mas, mesmo com um time extremamente ofensivo, já que o técnico Doriva mandou Ganso, Michel Bastos, Pato, Kardec e Luis Fabiano a campo no ataque tricolor, nem assim a equipe visitante conseguiu se impor.

Em 10 minutos de jogo, duas chances claras perdidas pelo clube da casa. Aos 11, Alexandre Pato foi desarmado no ataque, Lucas Lima fez belo lançamento para Gabriel, que avançou nas costas de Matheus Reis e cruzou na medida para Ricardo Oliveira bater no canto e abrir o placar.

Não parou por aí. No lance seguinte, após novo erro da defesa do São Paulo, Ricardo Oliveira desceu pela esquerda e cruzou para Lucas Lima, que não alcançou a bola e por pouco não ampliou.

Aos 19, depois de cobrança de escanteio do São Paulo, o Santos armou contra-ataque e Marquinhos Gabriel recebeu no ataque, pela direita. O meia dominou e mandou de canhota no ângulo direito de Rogério Ceni, que nada pôde fazer. Golaço!

Assustado, o time tricolor só observou o rival fazer o terceiro. Em mais um contra-ataque pela esquerda iniciado por Lucas Lima, o meia foi até o fundo e cruzou na medida para Ricardo Oliveira que, sozinho dentro da área, só empurrou para a rede de Ceni.

Era um massacre. Com três no placar, o Santos não se acomodou e quase fez o quarto. E não tinham nem 30 minutos no cronômetro. Daniel Guedes escapou pela direita e alçou para a área. Lyanco falhou, Marquinhos Gabriel bateu de pé esquerdo e mandou na trave direita de Rogério.

Sem reação até então, Doriva mexeu no time tricolor. Sacou Luis Fabiano, que nada havia feito, e mandou Wesley ao gramado. O São Paulo equilibrou as jogadas no meio de campo e não sofreu mais perigos do Santos, que recuou até o fim da etapa inicial.

No intervalo, o goleiro Rogério Ceni alegou lesão e deixou o clássico para a entrada de Denis. O capitão tricolor torceu o pé em lance logo no início e não aguentou retornar para a etapa complementar.

O jogo mudou de figura nos 45 minutos finais. Com a classificação santista definida, já que o São Paulo precisava fazer improváveis cinco gols no segundo tempo, nenhum dos clubes se doou muito ao longo da etapa final.

Melhor para a equipe da casa, que só gastou o tempo e encaminhou mais uma classificação a uma decisão em 2015.

Não sem antes Michel Bastos receber de Centurión na entrada da área e disparar uma bomba de pé esquerdo, no canto esquerdo de Vanderlei. Nada que estragasse a festa alvinegra na Vila Belmiro.

Dorival Jr defende xará são-paulino e relata alegria de reviver 2010

Para muitos, o Santos definiu sua classificação à final da Copa do Brasil na semana passada, quando bateu o São Paulo no Morumbi por 3 a 1. Mas o discurso do elenco santista de que esqueceria a vantagem conquistada para o duelo desta quarta-feira não era só da boca para fora. Em 30 minutos brilhantes, o Peixe voltou a marcar três gols e, ao levar um no segundo tempo, eliminou seu rival após um novo 3 a 1. Na entrevista coletiva depois do clássico, Dorival Júnior se rendeu ao vistoso futebol apresentado por sua equipe e lembrou de 2010, ano que também sob o comando do atual treinador santista, o clube da Vila Belmiro chegou ao seu inédito título de Copa do Brasil com um estilo alegre e contagiante liderado por Neymar e com as companhias de Ganso e Robinho.

“Tenho que ressaltar a alegria de ver a equipe jogar um futebol dinâmico, veloz, competitivo, como era em 2010. Fruto de muito trabalho, da dedicação de muita gente que está aqui dentro, que trabalha duro para isso, para evitar qualquer conversinha. É isso que tem acontecido. Fico muito contente desse novo momento da equipe do Santos e espero que não termine tão cedo, porque é prazeroso assistir a equipe jogando com trocas de passe, sempre para frente”, disse o treinador do Peixe.

E se no primeiro confronto Dorival Júnior deixou o clássico satisfeito com o placar, mas preocupado com os vacilos no setor defensivo, que acabou contando com a ineficiência são-paulina na hora de concluir as jogadas em gol. Desta vez, o Peixe não deu chances ao rival da Capital, principalmente em função dos espaços encontrados diante de um São Paulo montado por Doriva com dois meias, três atacantes e poucos atletas para defender seu gol. Mesmo assim, o treinador do Peixe saiu em defesa de seu xará, já que o comandante Tricolor também se chama Dorival Júnior.

“Eu faria o mesmo que o Doriva fez, porque ele precisava agredir. E saindo um gol logo no começo, seria natural que as coisas se invertessem. O São Paulo, com a capacidade boa no meio campo, seria natural que as coisas mudassem. Você tem que arriscar. Acho que ele fez uma escolha correta. Lógico que tivemos espaço nos contra-ataques, soubemos tocar a bola, mas não acho que ele errou”, avaliou.

Posição da diretoria sobre data e local da final agradam Dorival Júnior

As finais da Copa do Brasil estavam agendadas para os dias 4 e 25 de novembro. No entanto, em um movimento liderado por Modesto Roma Júnior, presidente do Santos, a CBF acatou a ideia de alterar uma data da grande decisão para não deixar os dois confrontos tão espaçados. Com isso, o primeiro jogo passou a ser o do dia 25, enquanto o segundo duelo ficou para 2 de dezembro. Dorival Júnior aprovou a iniciativa e torce para que sua equipe esteja 100% preparada para enfrentar o Palmeiras.

“As datas a gente não tem o que falar, porque, paralelo a isso, o Campeonato Brasileiro segue. Estaremos brigando por posições. Os confrontos definirão as sortes das equipes no próprio campo. Se jogássemos agora, talvez o desgaste fosse grande. Até pode ser bom para a recuperação da equipe. Até para dar tempo de recuperar alguns atletas que estão no departamento médico. Espero que não percamos mais ninguém. Espero ter equipe completa, titular, para esses dois compromissos”, comentou o treinador.

Nesta quinta-feira, a CBF define, em sorteio, a ordem dos mandos da final. E Dorival não negou que se sentiu aliviado ao ser informado que Modesto não pretende abrir mão de jogar na Vila Belmiro, local que o Santos vem de 14 vitórias seguidas.

“Acho que não tem o que falar. Fundamental a Vila Belmiro para o Santos. Atitude correta a se tomar”, resumiu o treinador, que já chegou a discordar publicamente do presidente santista sobre a ideia de transferir alguns jogos para a Capital.

E apesar de ressaltar a importância dos clássicos com o Verdão na tão sonhada Copa do Brasil, que pode render o título e uma vaga na próxima Copa Libertadores da América, Dorival Júnior não esquece o Campeonato Brasileiro, onde o clube lutar apenas para ficar no G4 e garantir a mesma condição no torneio continental.

“Mais uma vez uma final com clássico regional, a mesma disputa do campeonato Paulista. Espero que o Santos se prepare muito bem, porque teremos dois compromissos dificílimos, complicados e, paralelo a isso, o Campeonato Brasileiro, que será fundamental”, avaliou.

Santos de 2015 é mais econômico e regular que time campeão em 2010

A vitória contundente do Santos sobre o São Paulo na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, garantiu o clube em sua segunda final de Copa do Brasil. Na até então única vez que havia decidido o título, o Peixe ficou com a taça, em 2010. Agora, a oportunidade de conquistar o Bi é real e será confrontada com o desejo do Palmeiras em ficar com o caneco. A coincidência nesses dois casos é o fato do treinador do Peixe ser o mesmo. Dorival Júnior eternizou seu nome no clube com o feito há cinco anos e pode escrever um novo capítulo nessa história. O treinador inclusive revelou que já esperava colocar o Santos entre os finalistas.

“Trabalhamos muito para chegar nesse momento. No jogo com o Sport, eu disse que se a gente passasse, íamos chegar na final da Copa do Brasil”, disse, lembrando de seu primeiro jogo a frente do time na competição.

Naquela oportunidade, o Peixe precisava reverter a vantagem dos pernambucanos, vencedores do duelo de ida por 2 a 1. E com o placar de 3 a 1, na Vila Belmiro, o alvinegro praiano avançou às oitavas de final da Copa do Brasil.

Mas, se compararmos as equipes de 2010 e a deste ano na tradicional competição por mata-mata, vamos perceber que apesar do técnico ser o mesmo, o perfil das campanhas é bem diferente. Enquanto o time de Neymar, Paulo Henrique Ganso, Robinho e André encantava com suas goleadas e seu futebol moleque, o esquadrão liderado por Ricardo Oliveira, Licas Lima e Gabriel preza pela organização tática e faz menos gols. No entanto, é mais eficiente e não deixa de jogar um futebol vistoso, com as características do clube.

Para levantar o troféu inédito em 2010, o Santos disputou 11 jogos, conquistou sete vitórias e perdeu quatro vezes. O atual elenco santista nem jogou as finais e já chegou a 12 partidas nesta Copa do Brasil, com 10 vitórias, um empate e apenas uma derrota.

Já no quesito bola na rede não tem para ninguém. O Santos em 2010 marcou espantosos 39 gols, com destaques para as goleadas por 10 a 0 em cima do Naviraiense e 8 a 1 sobre o Guarani. Foram apenas 15 gols sofridos ao todo. Nesta temporada, a campanha é mais modesta. Até a semifinal, o Peixe fez 23 gols e levou 10, sendo que o placar mais elástico que o time conseguiu foi o 3 a 1, repetido nos dois duelos contra o São Paulo e na partida de volta diante do Sport Recife.

Quando ajudou o Peixe a ser campeão em 2010, Neymar acabou como artilheiro da Copa do Brasil ao anotar 11 gols. Este ano, o goleador máximo da competição também é um santista. Gabriel está isolado, mas com sete gols. Com isso, precisaria fazer dois jogos inesquecíveis nas finais contra o Palmeiras, marcando quatro gols, para igualar a marca do hoje craque do Barcelona.

Mas, independente dos números, a responsabilidade maior que o atual grupo comandado por Dorival Júnior carrega é de encerrar a Copa do Brasil da mesma forma como aconteceu em 2010: consagrado campeão.