Navegando Posts marcados como vice-campeão

Palmeiras 1 x 0 Santos

Data: 30/01/2021, sábado, 17h00.
Competição: Copa Libertadores – Final – Jogo único
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: N/D
Árbitro: Patricio Loustau (ARG)
Auxiliares: Ezequiel Brailovsky e Diego Bonfa (ambos da ARG).
VAR: Mauro Vigliano (ARG).
Cartões amarelos: Gustavo Gómez, Viña e Marcos Rocha (P); Lucas Veríssimo, Diego Pituca, Soteldo e Alison (S).
Gol: Breno Lopes (54-2).

PALMEIRAS
Weverton; Marcos Rocha, Luan, Gustavo Gómez e Matías Viña; Danilo, Zé Rafael (Patrick de Paula), Gabriel Menino (Breno Lopes) e Raphael Veiga (Empereur); Rony (Felipe Melo) e Luiz Adriano.
Técnico: Abel Ferreira

SANTOS
John; Pará (Bruno Marques), Lucas Veríssimo, Luan Peres e Felipe Jonatan (Wellington Tim); Alison, Diego Pituca e Sandry (Lucas Braga); Marinho, Soteldo e Kaio Jorge (Madson).
Técnico: Cuca



Palmeiras vence o Santos com gol nos acréscimos e é campeão da Libertadores

O Palmeiras é bicampeão da Libertadores da América. O Verdão venceu o Santos por 1 a 0 neste sábado, no Maracanã. O gol de Breno Lopes foi marcado aos 53 minutos do segundo tempo.

O jogo foi truncado, nervoso, cheio de faltas fortes e contou com a expulsão de Cuca após confusão com Marcos Rocha. O técnico foi para a arquibancada e viu o gol do Palmeiras minutos depois.

O Santos perdeu a chance de ser o primeiro tetracampeão da Libertadores no Brasil. O Palmeiras volta a erguer a taça após 22 anos e vai para o Mundial. Vitória de quem acreditou até o fim e não esperou pela prorrogação ou pênaltis.

O jogo

O primeiro tempo da final da Libertadores da América foi decepcionante. Sobrou suor, mas faltou futebol. Nenhuma chance clara foi criada por Palmeiras e Santos.

Pilhadas, as equipes fizeram muitas faltas e disputaram cada pedaço do gramado. O mais caçado foi Marinho, principalmente no duelo com Viña travado desde o início. Lucas Braga chegou a aquecer, mas o camisa 11 pediu para voltar.

Esse equilíbrio também tem a ver com uma novidade de Cuca na escalação do Peixe: o técnico colocou Sandry no meio-campo e espelhou o esquema tático do Verdão. Os dois times tiveram três meio-campistas móveis e três atacantes.

O único momento de maior perigo foi aos 35 minutos, quando Raphael Veiga invadiu a área pela direita e bateu cruzado. A bola passou perto do goleiro John.

O cenário pouco mudou para a etapa final. Os primeiros minutos foram de esboço de mudança tática e alguma pressão, mas logo os times se anulavam em campo.

Aos 13, o Santos assustou o Palmeiras. Marinho cobrou falta e Lucas Veríssimo não alcançou de peixinho na pequena área. No minuto 18, Raphael Veiga bateu falta com perigo e a bola bateu na rede por cima de John.

Quando o placar marcava 31 jogados, o Peixe teve o momento de maior emoção até então. Diego Pituca chutou de fora da área para Weverton espalmar. No rebote, Felipe Jonatan bateu forte e a bola passou perto.

A partida caminhava para a prorrogação quando o clássico finalmente ganhou em emoção. Cuca escondeu a bola, foi derrubado por Marcos Rocha e acabou expulso. O técnico viu da arquibancada o gol de Breno Lopes aos 53 minutos do segundo tempo.

Rony recebeu com liberdade, cruzou no segundo pau e Breno Lopes subiu mais que Pará, aproveitou a indecisão de John e colocou a bola no ângulo. Palmeiras campeão.

Alison admite dor, mas “tira o chapéu” para o elenco do Santos

O Santos não conseguiu o quarto título da Copa Libertadores da América. Na tarde deste sábado, o Peixe sucumbiu diante do Palmeiras no Maracanã. Mesmo assim, Alison, o capitão alvinegro, não poupou elogios aos seus companheiros.

“Ninguém acreditou que a gente chegaria até aqui. Tem que tirar o chapéu. Fomos guerreiros pra caramba, uma responsabilidade absurda, uma final de campeonato. É dolorido, mas a gente precisa seguir”, comentou o camisa 5 ao SBT.

“A gente sabia que ia ser difícil, equilibrado e quem errasse menos ia acabar vencendo. Acabamos tomando um gol no final, ficou difícil, não tinha mais tempo. Lutamos até o fim e tem de tirar o chapéu pra essa rapaziada”, concluiu.

Marinho, do Santos, é eleito o melhor jogador da Libertadores de 2020

Apesar do Santos ter perdido a final da Copa Libertadores da América de 2020, o atacante Marinho recebeu o prêmio de melhor jogador da competição. O anúncio foi feito logo após a derrota do Peixe por 1 a 0 para o Palmeiras.

O camisa 11 foi peça fundamental para a campanha do Alvinegro Praiano no torneio continental. Ao todo, ele esteve presente em nove dos 13 jogos do clube, com quatro gols marcados e uma assistência.

O ‘Rei da América’ recebeu um anel personalizado da Conmebol. A joia, que foi inspirada no estádio do Maracanã, palco da decisão, conta com 30 gramas de ouro e 131 diamantes, além de uma safra e uma esmeralda.

Para conquistar o prêmio, o craque santista superou o seu companheiro de equipe Soteldo e os palmeirenses Weverton e Rony.

Marinho desabafa após derrota na final da Libertadores e diz que “trocaria prêmio individual pelo título”

O Santos perdeu a final da Libertadores neste sábado diante do Palmeiras, por 1 a 0. Um dos pilares da equipe da Vila, Marinho levou o prêmio de melhor jogador da competição. O atacante desabafou após a derrota e valorizou o trabalho da equipe santista.

“Trabalho em equipe, sem eles eu não desfrutaria de um prêmio individual. Eu trocaria pelo título. Eu também tenho que valorizar o trabalho. Eu me preparei muito, mas não consegui ser o Marinho que vinha sendo. Peço desculpa a quem confiou em mim para ser o diferencial do time. Cabeça erguida porque ninguém tira da gente que somos vencedores”, disse o atacante.

“Eu queria dedicar esse prêmio com o título, mas dedico a quem trabalhou junto. Do estafe à tia da cozinha. A torcida que confiou em nós. É um prêmio de todo mundo”, concluiu Marinho.

Diego Pituca pede desculpa por não cumprir promessa antes de sair do Santos

Diego Pituca pediu desculpa à torcida do Santos por não cumprir uma promessa: ser campeão antes de sair do Peixe. O meio-campista jogará pelo Kashima Antlers, do Japão.

O Peixe perdeu a final da Libertadores da América para o Palmeiras neste sábado, no Maracanã. O gol de Breno Lopes foi marcado aos 53 minutos do segundo tempo.

“Eu tinha uma promessa que não cumpri. Peço desculpa para a nação santista porque falei que ia sair com título. Lutamos, agora é levantar a cabeça. Parabéns ao Palmeiras”, disse Pituca, no SBT.

O jogador de 28 anos viajará ao Japão nos próximos dias. A proposta aceita foi de 1,6 milhão de dólares (R$ 8,1 mi) por 50%¨dos direitos econômicos que o Santos tem direito.

Luan Peres lamenta vice-campeonato, mas exalta o Santos: “Estamos muito orgulhosos”

O desfecho da Libertadores não foi como os torcedores santistas desejavam. Neste sábado, o Santos perdeu por 1 a 0 para o Palmeiras e ficou com o vice-campeonato. Logo após a final, o zagueiro Luan Peres lamentou a derrota, mas exaltou o Peixe e afirmou que o grupo está orgulhoso.

“Estamos muito orgulhosos. Queríamos ser campeões, mas só um vence. Estamos orgulhos pela campanha, ganhando da LDU na altitude, Grêmio, Boca Juniors. Muito feliz mesmo com a segunda colocação. Queríamos a primeira, mas é cabeça em pé. Ninguém imaginou que estaríamos aqui, mas o Santos é grande e precisa ser respeitado”, disse.

O gol da vitória palmeirense saiu apenas aos 53 minutos do segundo tempo, quando o embate já parecia se encaminhar para a prorrogação. E segundo o defensor do Alvinegro, o principal erro do time da baixada foi justamente a falta de atenção até o apito final do árbitro.

“Final se ganha, não se joga. Jogo truncado. Faltou atenção até o fim, mais finalizações. Não jogamos pior que o Palmeiras, no mínimo igual. Os dois tinham 50%. Infelizmente a bola deles entrou e a gente não. Um detalhe definiu a partida”, finalizou.

John diz que Santos sai do Maracanã de cabeça erguida

John não conseguiu defender a bola cabeceada por Breno Lopes nos acréscimos da final da Copa Libertadores da América, neste sábado, contra o Palmeiras. Mesmo assim, o goleiro do Peixe não se deixou abater.

“Um grupo jovem, que aprendeu muito hoje. Sofremos muito durante o torneio, passamos por muita coisa. Saímos de cabeça erguida, porque fizemos um grande trabalho”.

“A gente leva a família, esse grupo jovem, cheio de talentos. Time coletivo, que joga para ganhar. Hoje as coisas não aconteceram, mas saímos de cabeça erguida porque fizemos nosso melhor”.

Cuquinha diz que Cuca pode ter sido expulso por Santos ter eliminado o Boca

Pouco antes do gol palmeirense que decretou a derrota do Santos na final da Copa Libertadores da América, o técnico Cuca foi expulso para não permitir Marcos Rocha pegar a bola para cobrar um lateral.

Após o jogo deste sábado, Cuquinha, que é irmão e auxiliar de Cuca, contestou a decisão do árbitro argentino Patricio Loustau e lembrou que o Peixe eliminou o Boca Juniors na semifinal.

“Por que não olhou o VAR? A não ser que ficou chateado porque tiramos o clube de coração dele. Não estou afirmando…”.

“São cínicos no olhar, dá desgosto. Não respondem. Isso desestabilizou o time. Naquele momento, ele (Cuca) fez falta. Estávamos discutindo o lance e quase não vimos o gol. Quarto árbitro está na nossa frente querendo explicar não sei o quê. Mas já passou, parabéns ao Palmeiras. Nossa dor é imensa”.

O fato do lance ter tido o envolvimento de Marcos Rocha também deixou a comissão técnica santista bastante chateada, pois o lateral chegou ao Palmeiras por meio de Cuca e Cuquinha, quando ambos estavam no clube alviverde.

“Sentimento do Cuca é de tristeza. Ele não fez nada. Em outras ocasiões foi expulso merecidamente. Agora está triste porque não fez nada. Vimos as imagens e fica provado”.

“Dá certa dor porque foi o Marcos Rocha. Fomos buscar ele no América, ele estava emprestado e trouxemos antes do empréstimo. Não fez por querer, acho, mas fez. Ele poderia dizer que não fez, mas ali quem vai pensar no outro?”.

Cuca foi campeão Brasileiro com Marcos Rocha no Palmeiras antes de voltar a comandar o Santos.



Conmebol divulga seleção da Libertadores 2020 e brasileiros dominam lista ( Em 01/02/2021 )

A Conmebol divulgou nesta segunda-feira os jogadores eleitos para a seleção da Libertadores 2020. A lista conta com 11 atletas dos quatro times que disputaram as semifinais da competição.

Sem surpresas, o campeão Palmeiras é o time mais representado na lista, com seis jogadores: Weverton, Matías Viña, Gustavo Gómez, Gabriel Menino, Rony e Luiz Adriano.

Logo depois em número de jogadores, está o vice-campeão Santos, com três: Lucas Veríssimo, Soteldo e Marinho, que também foi eleito o melhor jogador da competição.

Eliminados nas semifinais pelos brasileiros, River Plate e Boca Juniors também são representados na lista. O lateral direito do River Plate, Gonzalo Montiel, e o atacante do Boca, Carlos Tevez, são os nomes escolhidos pela competição.

Desta forma, a seleção completa é a seguinte: Weverton; Montiel, Lucas Veríssimo, Gustavo Gómez e Viña; Gabriel Menino, Soteldo, Marinho e Rony; Tevez e Luiz Adriano.

Santos perde dois titulares e tenta manter Soteldo para a próxima temporada

O Santos se despediu de Lucas Veríssimo e Diego Pituca no último sábado, na derrota por 1 a 0 para o Palmeiras na final da Libertadores da América no Maracanã.

O zagueiro e o meio-campista titulares foram negociados com o Benfica (POR) e Kashima Antlers (JAP), respectivamente. Ambos jogaram a decisão sabendo do futuro no exterior.

Veríssimo foi vendido por 6,5 milhões de euros (R$ 43,1 mi), enquanto Pituca foi negociado por 1,6 milhões de dólares (R$ 8,75 mi).

O objetivo agora é evitar a perda de mais titulares, a exemplo de Soteldo. O Santos precisa de um acordo com o Huachipato (CHI) para pagar cerca de 11 milhões de dólares (R$ 60 mi) entre débito na compra, na recompra e juros mais multa. O Peixe não pagou nada na gestão de José Carlos Peres/Orlando Rollo e precisa de alguma solução com Andres Rueda.

No acordo anterior encaminhado por Rollo, o Santos devolveria Soteldo e o Huachipato retiraria da Fifa uma primeira cobrança de 7,2 milhões de dólares (R$ 40 mi) diante do calote do clube brasileiro. A equipe ainda pagaria 200 mil dólares (R$ 1,1 milhão) diretamente ao camisa 10 para quitar dívidas em luvas, premiação e direitos de imagem.

Por fim, o Santos ficaria com 10% do valor que exceder uma venda de Soteldo pelo Huachipato por no mínimo 8 milhões de dólares (R$ 45 mi). Essas condições foram aprovadas pelo Conselho Deliberativo em outubro, mas a negociação não avançou pois o camisa 10 não quer voltar para o Chile e prefere continuar no Brasil até definir seu futuro.

“Toda a parte comercial foi feita, mas o estafe do jogador não quer voltar para lá e colocamos ponto final. Ele não gostaria de voltar para lá, tem a condição financeira dele. Não confia no clube e não quer voltar nessas condições. Exige garantias que pelo jeito não estão dando”, disse Rueda, em entrevista recente.

“E podemos pensar nele ficar, por que não? Interessa, claro, é excelente jogador, técnica refinada, enturmada. Tudo pode acontecer”, completou.



Cuca analisa derrota do Santos para o Palmeiras e não vê relação com expulsão: “Coincidência horrível” ( Em 03/02/2021 )

Cuca analisou apenas nesta quarta-feira a derrota do Santos por 1 a 0 para o Palmeiras no último sábado, no Maracanã, pela final da Libertadores da América.

Como foi expulso durante a decisão, o técnico não foi autorizado pela Conmebol a conceder entrevista coletiva e foi substituído pelo auxiliar Cuquinha.

“Eu tenho muito orgulho desses meninos. É difícil assimilar ainda a dor do sábado, não pude dar entrevista pela expulsão. Perdemos Libertadores num jogo que nosso goleiro não fez uma defesa. Na história do Libertadores, difícil encontrar uma final sem o goleiro fazer uma defesa. Faz parte do amadurecimento, por mais duro que seja o golpe. Não tem coitadinho, é trabalhar e provar todo dia como hoje. Estávamos de ânimos retomados mesmo com desfalques e jogamos igual, buscando 3 a 3 com um a menos. Meninos estão de parabéns. Torcedor santista deve ter orgulho desses meninos”, disse Cuca, após o empate em 3 a 3 com o Grêmio, em Porto Alegre.

Cuca foi expulso instantes antes de Breno Lopes fazer o gol do Palmeiras aos 53 minutos do segundo tempo. O treinador, porém, não vê relação entre os fatos.

“Acho que não. Treinador sair expulso, da maneira injusta que eu saí, e se eu fizesse eu falaria… Não fiz nada. Dominei uma bola como sempre faço e quando me abaixei o jogador (Marcos Rocha) estava em cima e eu caí. Ele não fez o suficiente também para essa celeuma que o árbitro criou. E eu fui expulso. Não tomamos gol porque treinador foi expulso, foi coincidência horrível. Nada a ver com desestabilizar time”, avaliou.



Vídeos: Reportagem Globo Esporte e pênaltis na íntegra.

Palmeiras 2 x 1 Santos – 4 x 3 pênaltis

Data: 02/12/2015, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – Final – Jogo de volta
Local: Allianz Parque, em São Paulo, SP.
Público: 39.660 pagantes
Renda: R$ 5.336.631,25
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Van Gasse (ambos de SP).
Cartões amarelos: Matheus Sales, João Pedro e Dudu (P); Gabriel (S).
Gols: Dudu (11-2), Dudu (39-2) e Ricardo Oliveira (41-2).

PALMEIRAS
Fernando Prass; João Pedro (Lucas Taylor), Jackson, Vitor Hugo e Zé Roberto; Matheus Sales e Arouca; Robinho, Dudu e Gabriel Jesus (Rafael Marques); Barrios (Cristaldo).
Técnico: Marcelo Oliveira

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz (Werley) e Zeca; Renato, Thiago Maia (Paulo Ricardo) e Lucas Lima; Marquinhos Gabriel, Gabriel (Geuvânio) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior



Com gol de Prass, Palmeiras bate Santos nos pênaltis e festeja tricampeonato

A moderna arena do Palmeiras pulsou como o velho Estádio Palestra Itália na noite desta quarta-feira. Depois de vencer o Santos por 2 a 1 no tempo normal, o time da casa ganhou por 4 a 3 nos pênaltis com o goleiro Fernando Prass na cobrança decisiva e conquistou o tricampeonato da Copa do Brasil, primeiro título após a reforma do campo.

O atacante Dudu, vilão do vice paulista diante do próprio Santos, marcou os dois do Palmeiras. Nos minutos finais, Ricardo Oliveira fez o gol que provocou os pênaltis. Nas cobranças, além de defender o chute de Gustavo Henrique, Fernando Prass anotou o gol do título.

Fechado para reformas entre 2010 e 2014, o Palestra Itália foi reinaugurado em novembro do ano passado e diante do Santos recebeu 39.660 torcedores, um recorde da nova arena. Palco da conquista da Copa Libertadores 1999, o estádio não abrigava uma festa de título desde a conquista do Campeonato Paulista 2008.

Com o triunfo sobre o Santos, a Sociedade Esportiva Palmeiras comemora seu 12º título nacional, um recorde. Além do tri da Copa do Brasil (1998, 2012 e 2015), o clube ganhou a Taça Brasil (1960 e 1967), o Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1967 e 1969), o Campeonato Brasileiro (1972, 1973, 1993 e 1994) e a Copa dos Campeões (2000).

O título é especial para Marcelo Oliveira, derrotado nas três decisões anteriores que disputou da Copa do Brasil (em 2011 e 2012 pelo Coritiba e em 2014 pelo Cruzeiro). Com o feito, ele se junta a Vanderlei Luxemburgo e Luiz Felipe Scolari na galeria de técnicos campeões pelo Palmeiras desde 1977 – Flávio Murtosa, auxiliar do gaúcho, também triunfou.

Se não teve regularidade para brilhar nos pontos corridos do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras jogou o suficiente para bater adversários como Cruzeiro, Internacional e Fluminense nas séries eliminatórias da Copa do Brasil. Assim, além do título, o primeiro da gestão de Paulo Nobre, iniciada em 2013, garantiu uma vaga na Copa Libertadores 2016.

O jogo

Trajado com meias e calções brancos, como na final do histórico Campeonato Paulista 1993, o Palmeiras quase saiu na frente antes do minuto inicial. Pouco depois da saída de bola, Arouca cabeceou, Barrios desviou e Gabriel Jesus, livre, bateu para defesa do goleiro Vanderlei.

Inteligentemente, o Santos procurou explorar a fragilidade do jovem João Pedro na marcação. Aos sete minutos, Zeca desceu pela esquerda e cruzou para Marquinhos Gabriel finalizar. Após grande defesa de Fernando Prass, Victor Ferraz apanhou o rebote e acertou a trave.

O Palmeiras, como há muito não se via, ditou o ritmo do jogo e criou boas chances de marcar. Em uma oportunidade clara, aos 27 minutos, Robinho cruzou da direita para Lucas Barrios. O centroavante esperou o quique da bola e cabeceou para defesa de Vanderlei.

Gradualmente, o Santos aumentou o volume de jogo e equilibrou as ações, mas não conseguiu levar perigo a Fernando Prass até o final do primeiro tempo. Lesionado, o zagueiro David Braz foi substituído por Werley ainda na etapa inicial. Assim como Gabriel Jesus, trocado por Rafael Marques.

O marcador inalterado no primeiro tempo preocupou a torcida alviverde, mas o Palmeiras manteve a frieza e finalmente abriu o placar aos 11 minutos da etapa complementar. Lucas Barrios fez pivô e tocou para Robinho entrar na área. O meia cruzou e Dudu apenas empurrou para o gol. De tipoia, Gabriel Jesus deixou o banco para comemorar na beira do gramado.

Lucas Barrios, lesionado, saiu para entrada de Cristaldo. Em seguida, o técnico Marcelo Oliveira colocou Lucas Taylor no lugar de João Pedro, advertido com o amarelo. Dorival Júnior, por sua vez, tirou Thiago Maia e Gabriel e lançou Paulo Ricardo e Geuvânio.

O Palmeiras fez o segundo aos 39 minutos do segundo tempo. Em cobrança de falta pelo lado direito do ataque, Robinho levantou na área. De cabeça, Vitor Hugo desviou para o meio. Dudu acompanhou a jogada e completou para o fundo das redes.

A alegria alviverde durou pouco, já que o Santos fez sua torcida vibrar no setor visitante dois minutos depois. No lance que provou a decisão por pênaltis, Marquinhos Gabriel cobrou escanteio pelo lado esquerdo do ataque, Werley desviou de calcanhar e a bola sobrou livre para finalização certeira de Ricardo Oliveira.

Pelo Santos, Geuvânio, Lucas Lima e Ricardo Oliveira converteram seus pênaltis. Marquinhos Gabriel e Gustavo Henrique desperdiçaram. Pelo Palmeiras, Zé Roberto, Jackson, Cristaldo e Fernando Prass marcaram. Rafael Marques errou. E a Sociedade Esportiva Palmeiras ganhou por 4 a 3.

Bastidores – Santos TV:

Frustrado, Renato admite: “Sabíamos que isso poderia acontecer”

A perda do título da Copa do Brasil para o Palmeiras na noite desta quarta-feira caiu como um balde de água gelada sobre o Santos. Depois de uma recuperação incrível no Campeonato Brasileiro e uma campanha irretocável na Copa do Brasil, o Peixe termina o ano sem a vaga no G4 e sem o título nacional. Sendo assim, também sem uma vaga na próxima Copa Libertadores da América. Após o jogo. Renato, jogador mais experiente do elenco santista, com 36 anos, reconheceu que a equipe estava ciente do risco quando resolver priorizar apenas as finais diante do Verdão.

“Difícil, complicado. A gente sabia que poderia acontecer, mas a equipe está de parabéns, lutou até o final, mas, infelizmente, não conseguimos ser campeões”, comentou o volante, já na saída de campo, enquanto os palmeirenses iniciavam a comemoração.

Todos os outros jogadores do Peixe deixaram o campo rapidamente e em silêncio. Renato foi o único a falar antes de descer aos vestiários. O clima era de muita decepção, principalmente pelo futebol que a equipe apresentou no Palestra Itália.

Agora, o Santos finaliza a temporada no próximo domingo, contra o Atlético-PR, às 17 horas, na Vila Belmiro, pela última rodada do Campeonato Brasileiro. Em sétimo lugar na tabela de classificação, o clube luta apenas para entrar direto na fase de oitavas de final da Copa do Brasil no próximo ano.

Dorival chama Vila de “brejo” e assume responsabilidade pela derrota

Com um semblante sereno, obviamente nada feliz, mas, ao mesmo tempo, tranquilo, Dorival Júnior concedeu entrevista coletiva ainda no Palestra Itália, logo depois do Santos acabar derrotado pelo Palmeiras nos pênaltis e, assim, perder a chance de título da Copa do Brasil. O treinador fez questão de chamar toda a responsabilidade pelo resultado negativo, mas fez algumas ressalvas em uma tentativa de explicar os motivos que colaboraram para o clube não alcançar seu objetivo ao fim da temporada.

“Futebol você perde num todo e a responsabilidade é do treinador, não dos jogadores. Assumo essa condição. Fizemos nosso melhor e realmente não foi uma grande noite. De todo o período que aqui estou, foi a partida mais abaixo em relação ao que a equipe vinha atuando e fomos penalizados com o resultado. A maneira como perdemos marca muito, porque a campanha era irrepreensível. Aguardávamos um final diferente, por tudo que o Santos havia produzido”, confessou o treinador, que só mudou a fisionomia, para mais sisuda, quando questionado se a equipe alvinegra teria caído de produção nesta reta final. Neste momento, não faltou reclamações até para a Vila Belmiro.

“Não, pelo seguinte: nós tivemos um campo muito pesado, praticamente jogamos em um barro, em um brejo contra o Flamengo. Foi a única partida que jogamos abaixo. Fomos para Joinville, Curitiba, novamente campos encharcados, pesados. Faríamos a final na quarta, tomamos todas as medidas possíveis. Fomos ao limite”, explicou, refutando criticar as últimas atuações do Peixe.

“Tudo foi debatido, conversado para as decisões e não vi a equipe caindo de produção. Fez uma boa partida na primeira final e estava preparada na segunda partida. Tem dia que não acontece, não produzimos. O Palmeiras tem méritos e fez o resultado”, exclamou.

Outro ponto que deixou Dorival Júnior mais incomodado do que o próprio resultado adverso nesta quarta-feira foi a crítica sobre a escolha da comissão técnica em mandar apenas os reservas nas duas últimas rodadas do Brasileiro, quando o Santos acabou derrotado em ambos e viu a chance de conquistar uma vaga no G4 ir por água abaixo, para apostar tudo na Copa do Brasil, que também não veio.

“Quem fala isso desconhece os fatos, o dia a dia. Jogamos 12 jogos com gramado enxercado, pesado. Pegamos a Vila com um campo pisoteado. Os jogadores não suportam. Braz acabou sentindo hoje. Jogamos quinta e domingo. O Palmeiras quarta e sábado, 24 horas de diferença. Não tirei jogadores em momento nenhum, até o momento que eles me pediram. As pessoas que falam, falam com desconhecimento de causa. Não tem ideia do que é você ficar torcendo para os jogadores não se machucarem”, esbravejou o treinador.

Dorival tenta explicar derrota, mas admite Santos perdido em campo

Dorival Júnior proporcionou uma cena rara no futebol brasileiro. Logo após conceder entrevista coletiva, o treinador do Peixe interrompeu a entrevista do técnico campeão, Marcelo Oliveira, e o parabenizou pela conquista da Copa do Brasil em cima do seu Santos. A cena rendeu aplausos de todos que estavam na sala de imprensa. O treinador do Palmeiras agradeceu ao gesto de Dorival, que mais cedo teve dificuldades para explicar os verdadeiros motivos para a derrota do Peixe por 2 a 1, no Palestra Itália, que acabou com o sonho de título e de uma vaga na Libertadores depois das cobranças de pênaltis.

“(O Palmeiras) prevaleceu em volume. Não conseguimos a troca de passes que sempre tivemos. Em alguns momentos, sentimos a desorganização. O Santos não jogou com a leveza que vinha jogando. Estávamos preparados, fizemos uma semana excelente. Infelizmente, foi uma noite em que as coisas não aconteceram, bem na partida mais importante”, lamentou o técnico.

Diante da falta de argumentos, Dorival Júnior preferiu reconhecer os méritos do alviverde da Capital, mas sem antes deixar de lembrar as possibilidades que o Peixe teve de construir uma vitória na Vila Belmiro, na primeira final, que lhe desse mais tranquilidade para a decisão.

“Criamos muito na primeira partida, procuramos jogar, envolvê-los em todos os sentidos, tivemos a penalidade, possibilidades reais. Não fomos felizes. Talvez fosse o momento do Palmeiras. Foi uma noite muito boa, as coisas encaixaram. O Santos não se achou. Temos que reconhecer que o Palmeiras foi mais eficiente e tem que ser parabenizado”, afirmou.

Por fim, o comandante santista refutou fazer qualquer tipo de crítica sobre a ideia de seus dirigentes em alterar a data da primeira decisão, o que acabou, aparentemente, favorecendo o rival, que teve oportunidade de recuperar jogadores como Arouca, enquanto o Santos, ao invés de enfrentar o Palmeiras embalado pelas vitórias, chegou para o “jogo do ano” com um sobrepeso em função da impossibilidade de alcançar o G4 do Brasileiro a uma rodada do fim do Campeonato Brasileiro.

“É hipótese. Prefiro não falar. Não sei o que aconteceria. Temos que reconhecer o valor do Palmeiras, mereceu. Se deu muito bem nos pênaltis. Tivemos uma campanha equilibrada no ano. O Santos passou por grandes adversários, se credenciou a chegar e talvez merecesse melhor sorte”, finalizou.

Rafa Marques chama R. Oliveira de “mau caráter” e Dudu ironiza “pastor”

Os jogadores do Palmeiras não pouparam críticas ao atacante santista Ricardo Oliveira após a conquista do título da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, no Palestra Itália. Inconformado com a provocação feita pelo centroavante no último encontro das equipes no Brasileirão, Dudu acusou o rival de se aproveitar de um discurso religioso para mascarar suas atitudes fora do gramado. O alviverde afirmou que comportamento adotado por Oliveira não é condizente com a função de pastor exercida por ele em igrejas evangélicas.

“Desse cara aí eu nem falo. Eu nem falo. O cara fala que é pastor e faz umas coisas dessas, tenta humilhar as pessoas de alguma forma. A pessoa tem que ter mais respeito. O cara tem uma carreira brilhante, não precisa ficar falando essas coisas e dizendo que é pastor para cobrir os erros dele. É uma coisa muito feia”, disse Dudu, em referência a uma careta que Ricardo Oliveira fez para provocar o goleiro Fernando Prass ao anotar um dos gols na vitória por 2 a 1 do Santos sobre o Palmeiras, pelo segundo turno do Campeonato Brasileiro.

A revolta do elenco palmeirense era tamanha que os jogadores imitaram a faceta do santista ao posarem para a foto do título. O atacante Rafael Marques chegou a pegar uma máscara do centroavante com um torcedor para usá-la na comemoração da conquista. “Foi pela falta de respeito que ele teve por nós. Ele tem que aprender a respeitar meus companheiros, não importa qual seja o resultado da minha equipe. Ele extrapolou no último jogo contra nós no Brasileiro. Isso mostra o quanto ele, além de ser mau caráter, também é mentiroso”, disparou.

Dudu, autor de dois gols na final, ainda pegou um microfone durante a volta olímpica e puxou um dos gritos da torcida para provocar o rival. “Santos o c…! Lugar de peixe é dentro do aquário”, gritou o atacante, acompanhado em seguida pela massa alviverde. Ao conceder entrevista, o jogador lembrou que o Palmeiras está classificado à Copa Libertadores e desejou sorte ao Santos na disputa do Campeonato Paulista.

“Quando o Santos passou pelo São Paulo, eles falaram que iriam ser campeões. Falaram que iriam humilhar a gente nos dois jogos. As coisas não são assim. Futebol é dentro de campo e tem que ser jogado. Para ganhar é preciso mostrar os motivos que te fazem ser campeão. Então, no ano que vem, quando eles forem jogar com a gente, eu acho que não vão falar mais isso. Vão ter mais um pouco de respeito. E boa sorte para eles no primeiro semestre. Eles vão jogar o Campeonato Paulista, estavam tão crentes de que iam disputar a Libertadores e que iriam nos humilhar nos dois jogos. As pessoas precisam ter mais respeito e humildade”, provocou o atacante.

Com vice e sem vaga no G4, Santos vai deixar de ganhar R$ 7,2 milhões

“Nadou, nadou, nadou… e morreu na praia”. A metáfora é antiga, mas resume bem a forma como o Santos encerra seu ano. Depois de se reerguer no primeiro semestre, passando por um início de temporada repleto de turbulências extra-campo e muita desconfiança, e que acabou ficando marcado pelo título do Campeonato Paulista, o alvinegro praiano encerra seus trabalhos, ainda com uma partida a realizar, pela última rodada do Campeonato Brasileiro, antes das férias coletivas, com um gosto amargo na boca. A perda da Copa do Brasil e o insucesso na tentativa de ficar com uma vaga no G4 do nacional por pontos corridos já surtem efeito negativo imediato no clube. Com o fracasso nestas duas competições, o Peixe vai deixar de embolsar pelo menos R$ 7,2 milhões.

A derrota para o Palmeiras no Palestra Itália na grande decisão da Copa do Brasil fará com que o prêmio pago pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ao campeão, de R$ 4 milhões, seja destinado aos cofres alviverdes. O vice-campeonato renderá apenas a metade do valor ao time da Vila Belmiro.

E depois de findar o jejum de cinco anos e entrar no G4 do Campeonato Brasileiro, o time de Dorival Júnior não conseguiu se manter no posto por mais de seis rodadas. Quando faltavam apenas quatro jogos para o fim da competição, a equipe emendou uma série de um empate e duas derrotas e caiu na tabela. Neste domingo, na partida de despedida, contra o Atlético-PR, em casa, servirá apenas para tentar amenizar o prejuízo.

Caso sustentasse a quarta posição, o Santos receberia R$ 3,2 milhões da CBF. Agora, dependendo de uma combinação de resultados, o máximo que o clube arrecadará com premiação são R$ 2,2 milhões, com um quinto lugar. Em um pior cenário, que é a oitava colocação (não há possibilidade do time terminar a competição abaixo disso), ‘apenas’ R$ 1,2 milhão serão repassados ao alvinegro praiano. Mantendo sua sétima colocação de momento, R$ 1,3 milhão serão pagos, com um acréscimo de R$ 100 mil se a equipe ficar em sexto lugar.

A ausência na próxima edição da Copa Libertadores da América também acaba frustrando planos do departamento de marketing para uma alavancada e valorização da marca em 2016. Confirmando-se a classificação do São Paulo no domingo, contando que Corinthians e Palmeiras já asseguraram suas vagas na competição continental, o Peixe terá muita dificuldade em atrair patrocinadores e parceiros com todos seus rivais locais tendo uma possibilidade de exposição muito maior na mídia.

Desde janeiro de 2013, o clube não chega a um acordo de no mínimo uma temporada para o espaço nobre da camisa. O famoso patrocinador master.

Apesar de “impacto”, Dorival pede calma e segue otimista para 2016

Perda de título para um rival costuma acarretar em desdobramentos internos e uma pressão muitas vezes insustentável para técnicos, jogadores e até dirigentes. No Santos, mesmo depois do fim do sonho de conquistar sua segunda Copa do Brasil e de ficar com uma vaga na próxima Libertadores da América, Dorival Júnior tenta minimizar a queda e prefere destacar o que enxerga de positivo diante deste cenário.

“Só lembrar o começo do ano. Terminamos um ano com uma equipe reconhecidamente forte. Infelizmente, não conquistamos a segunda final, mas chegamos com uma equipe montada, com jogadores numa crescente, despontando, aparecendo muito bem na temporada. Não vejo situação de desespero. Muito diferente do ano passado”, comparou o treinador, relembrando uma temporada que se encerrou cheia de incertezas e que antecedeu um momento de instabilidade muito grande no clube, com uma debandada de atletas, ações na Justiça e atrasos salariais.

Mesmo assim, Dorival não tentou mascarar as consequências de uma derrota que joga todo o esforço de um semestre inteiro por água abaixo. Para o treinador, ser vice realmente tem um peso muito grande no Brasil.

“Impacto sempre tem. No nosso pais, só se reconhece o primeiro. Foi o que falei para o Marcelo (Oliveira) na quarta passada. O segundo é a pior colocação, talvez pior que o último. Nunca é reconhecido, mas desvalorizado. Erramos em algum momento, alguém vai errar para o outro chegar a ser campeão. Perdemos. Mas não podemos baixar a cabeça”, comentou.

O plano era disputar a competição mais importante do continente. Agora, as coisas mudam um pouco. Os objetivos do Peixe para 2016 serão mais uma vez buscar essa vaga, pensando em 2017, mas principalmente tentar acabar com o jejum de 11 anos e conquistar o título Brasileiro, competição na qual o alvinegro praiano sequer conseguir obter um resultado melhor que um sétimo lugar nos últimos sete anos.

“Não muda o planejamento. Temos muitas coisas definidas. Conversamos nos últimos três, quatro meses. Chegamos a coisas muito mais boas do que ruins. Pegamos qualquer time de igual para igual. Tem que sair fortalecido. Mesmo que seja uma derrota doída, tem que se fazer presente em 2016. Algumas coisas serão corrigidas. O Santos se vê preparado para um ano muito melhor”, projetou Dorival Júnior, tentando manter seus jogadores e sua torcida animados com o futuro do time.



Vídeos: (1) Gols e (2) melhores momentos.

Santos 1 x 1 Corinthians

Data: 19/05/2013, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – Final – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 14.740 pagantes
Renda: R$ 877.256,00
Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse e Danilo Ricardo Simon Manis.
Cartões amarelos: Fábio Santos, Edenílson, Cássio e Romarinho (C).
Gols: Cícero (26-1) e Danilo (28-1).

SANTOS
Rafael; Bruno Peres, Edu Dracena, Durval e Léo; Renê Júnior, Arouca, Cícero e Felipe Anderson; Neymar e André (Miralles).
Técnico: Muricy Ramalho

CORINTHIANS
Cássio; Alessandro, Gil, Paulo André e Fábio Santos; Ralf e Paulinho; Romarinho (Alexandre Pato), Danilo e Emerson (Edenílson); Guerrero (Douglas).
Técnico: Tite



Corinthians segura vantagem, empata na Vila, e é campeão paulista pela 27ª vez

Santos abriu placar, mas Danilo garantiu o 1 a 1 que deu mais um Estadual ao time do Parque São Jorge

Depois do fim do sonho do bi da Libertadores , o Corinthians recebeu um prêmio de consolo neste domingo. Contra o Santos na Vila Belmiro, com a vantagem do empate conquistada depois de vitória no Pacaembu, o Corinthians sofreu um gol de Cícero, mas respondeu imediatamente com Danilo e segurou o resultado até o fim. Este foi o 27º título paulista do Corinthians, o maior campeão do torneio.

O árbitro da decisão, Guilherme Ceretta de Lima, escolhido depois do afastamento e aposentadoria de Rodrigo Braghetto, desagradou os dois times. Os corintianos reclamaram de faltas invertidas e dos cartões amarelos (nenhum santista foi advertido). Os santistas reclamaram de um pênalti no primeiro tempo depois de mão na bola de Paulo André.

O Corinthians não conquistava um título na Vila Belmiro desde 1941, quando levou o título paulista daquele ano contra o Santos. Nos minutos finais do jogo a torcida corintiana adiou o apito final por atirar sinalizadores no gramado.

O jogo

A experiência da partida de ida no Pacaembu, quando o Santos foi apenas um espectador do jogo do Corinthians no primeiro tempo, fez com que Muricy Ramalho escalasse um time muito mais ofensivo.

Num 4-3-3, com Neymar, André e Felipe Anderson na frente, o Santos levou perigo mais vezes e fez o primeiro gol depois de chute preciso de Cícero aos 26, que aproveitou cruzamento de Felipe Anderson em cobrança de falta recebida por Neymar.

A resposta corintiana foi imediata. No primeiro ataque depois de sofrer o gol santista, Emerson teve chance de marcar, mas Rafael defendeu. No rebote, Danilo mandou para as redes.

A ducha de água fria nas esperanças santistas tornou o jogo mais favorável para o Corinthians. Paulinho, de falta, e Danilo, no lance seguinte, aos 41 minutos, acertaram o travessão de Rafael e colocaram o Corinthians mais perto de ir para os vestiários com a vantagem.

Um pouco antes, aos 36, os santistas reclamaram de pênalti. Bruno Peres cruzou e Paulo André se jogou para cortar a bola, que tocou seu braço. O árbitro mandou o jogo seguir avaliando que o toque não foi intencional. O zagueiro estava no limite da linha da área, próximo à linha de fundo.

O Corinthians terminou o primeiro tempo com cinco chutes em gol contra dois do Santos. Foram ainda duas tentativas para fora de cada lado. O Santos fez 13 faltas e o Corinthians, 11.

Na volta dos vestiários, sem substituições, o Santos teve as primeiras chances de ampliar. Mas André, com quem a torcida não tinha mais paciência desde o primeiro tempo, perdeu aos seis minutos a chance mais clara que teve no jogo. Miralles entrou em seu lugar aos 13 minutos.

Com a necessidade de marcar um gol para ao menos levar a decisão para os pênaltis, o Santos passou a encher a área corintiana de cruzamentos. Com poucas chances de entrar no campo de ataque com a bola nos pés, não restou outra opção ao time de Muricy Ramalho.

O Corinthians, sem Emerson, substituído por Edenílson aos 15, ficou mais veloz e teve boas chances de ampliar. Uma com o próprio Edenílson, logo que entrou em campo, quando não teve o domínio de bola em frente a Rafael e outra, mais clara ainda, com Romarinho, que sem marcação alguma acertou o pé esquerdo da trave esquerda do goleiro santista.

O Corinthians segurou o jogo até o fim e o Santos não teve mais nenhuma grande chance de evitar o título rival em sua casa. Pato e Douglas ainda entraram em campo, mas nada fizeram. O camisa 7 ainda perdeu chance clara nos acréscimos. Não fez falta. O Corinthians voltou a ser campeão na Vila Belmiro depois de 72 anos.

Tite impede volta olímpica dos jogadores do Corinthians e fica perto da torcida

Treinador corintiano pediu respeito aos torcedores do Santos e levou seus jogadores a comemorarem o título paulista ao lado dos poucos corintianos na Vila Belmiro

“Sem volta olímpica, vamos respeitar os santistas”, ordenou Tite, pouco após a entrega do troféu do Campeonato Paulista ao Corinthians . Ele preferiu que os seus jogadores, todos vestidos com a camisa 27 — referência ao número de conquistas estaduais do maior campeão de São Paulo –, ficassem perto dos 700 torcedores corintianos que ocupavam o espaço dos visitantes na Vila Belmiro.

“Fomos desclassificados, eles nos deram carinho. Estamos aqui para devolver esse carinho a eles”, afirmou o treinador, recordando a eliminação na Copa Libertadores . Na última quarta-feira, após empate com o Boca Juniors em partida de arbitragem histórica, o Pacaembu aplaudiu o atual campeão mundial e cantou o hino do clube por cerca de dez minutos.

“Nós brigamos. Fomos desclassificados daquela forma, lutando, não apelando, e eles reconheceram. O mínimo que podíamos fazer era ter um desempenho parecido. Jogou muito. Jogou muito! É para eles”, empolgou-se o gaúcho, que nunca havia conquistado o Paulista.

A cada resposta em suas entrevistas após o empate em Santos , Tite relembrou o reconhecimento recebido após o adeus à luta pelo bicampeonato sul-americano. Não só de torcedores mas também de dirigentes, algo que foi transmitido insistentemente aos atletas antes da decisão estadual.

“Foi um combustível que vi muito poucas vezes da vida. Ser desclassificado e ter considerável reconhecimento, ter tamanho carinho. Passei para os jogadores e para os funcionários que cada um deles tinha méritos naquilo. Perdemos, mas não fomos derrotados. E estava ali o reconhecimento do técnico com eles também”, contou.

Usando uma frase que adora — “não sei a dimensão” –, o gaúcho procurou não posicionar o Paulista em seu ranking de grandes conquistas recentes. Mas valorizou demais retribuir com um troféu os aplausos de quarta-feira: “Tem coisas que transcendem o futebol”.

“Vai ser difícil digerir”, afirma Edu Dracena sobre título perdido pelo Santos

Zagueiro lembra que o time precisa dar sequência ao trabalho para se manter competitivo na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro

O empate com o Corinthians por 1 a 1 neste domingo , na Vila Belmiro, não foi o suficiente para o Santos ficar com o título paulista. O zagueiro Edu Dracena reconheceu a força do oponente na decisão, mas lamentou a perda da taça.

“São as duas melhores equipes do futebol paulista, mas (final) é assim. Hoje (domingo), infelizmente, o Santos perdeu. Agora é levantar a cabeça. Uma hora se ganha, outra se perde”, afirmou.

Dracena agradeceu o apoio da torcida, que lotou a Vila, mas não viu o time conseguir reverter a vantagem do adversário, dentro de campo. “A torcida está de parabéns, pois nos incentivou o tempo todo, até o fim do jogo. Infelizmente, não pudemos dar esse título ao torcedor. Nem sempre a gente consegue o que quer”, ponderou.

O zagueiro lembrou que o Santos precisa dar sequência ao trabalho, visando a continuidade da Copa do Brasil e a disputa do Campeonato Brasileiro. “Não é fácil falar agora. Vamos tentar digerir essa derrota, mas vai ser algo muito difícil. Acredito nos nossos jogadores e na diretoria, para buscarmos a Copa do Brasil e o Brasileirão”, finalizou Edu Dracena.

Muricy reconhece esforço santista, mas vê título merecido do Corinthians

Técnico classifica gol de empate sofrido na Vila Belmiro como “castigo”, mas admite que rival foi superior nos 180 minutos da decisão

O Santos abriu o placar com o meia Cícero, mas cedeu o empate logo depois, com um gol do meia Danilo, e sem conseguir superar o Corinthians , viu o rival comemorar o título paulista neste domingo , em plena Vila Belmiro. Sem críticas, o técnico Muricy Ramalho reconheceu o esforço dos seus comandados dentro de campo, na tentativa de reverter a vantagem do rival.

“Em alguns momentos, nós jogamos bem e tivemos mais a posse de bola. Tivemos um bom volume de jogo na primeira etapa, quando estávamos melhores, mas tomamos um castigo, logo depois de fazermos o gol (Danilo empatou aos 28, dois minutos após o gol de Cícero). Se aquele gol não sai (no primeiro tempo), o jogo seria outro, pois poderíamos atrair mais o adversário e jogar no contra-ataque, explorando a nossa velocidade, que é uma das nossas principais características”, lamentou Muricy, que classificou a conquista corintiana como justa.

“Ás vezes, você quer muita coisa, mas você só dá aquilo que pode mostrar. Tivemos chances, mas não seguramos a vantagem, que era importante. O Corinthians, no total dos dois jogos, foi melhor. Nos 180 minutos, acredito que o título deles foi merecido”, analisou.

O treinador ressaltou ainda que, devido às mudanças promovidas no elenco para a temporada, o vice-campeonato do Paulistão não pode ser caracterizado como um resultado decepcionante. “É difícil, pois nós mudamos bem e chegamos longe na competição, até a final. Para um time que mudou tanto, está bom. É uma coisa natural, de quem teve de formar uma nova equipe. O nosso time anterior havia vencido tudo, mas terminou no ano passado. Esse ano, nós estamos montando uma nova base e temos que dar sequência”, concluiu.

Os santistas tentam esquecer a perda do título estadual e já voltam as atenções para a Copa do Brasil. Os alvinegros recebem o Joinville, na próxima quarta-feira, às 22 horas, na Vila, no duelo de volta da segunda fase do torneio. Com um empate, o time praiano se classifica para a etapa seguinte da competição.

Cícero critica arbitragem e vê erros na Libertadores influenciarem na decisão

Meia do Santos reclama de pênalti e faltas não marcadas em Neymar durante jogo contra o Corinthians na Vila Belmiro pela final da Libertadores

Autor do gol do Santos no empate com o Corinthians neste domingo, Cícero se mostrou inconformado com a atuação do árbitro Guilherme Ceretta de Lima na decisão do Campeonato Paulista. Irritado, o santista disparou contra o juiz e chegou a falar que Ceretta teve participação direta no resultado da partida.

Cícero acredita que as reclamações do adversário, acerca da arbitragem do paraguaio Carlos Amarilla, no empate do clube de Parque São Jorge com o Boca Juniors (Argentina), na última quarta-feira, no Pacaembu, que tirou os corintianos da Libertadores, influenciaram no desempenho da arbitragem na final do Campeonato Paulista.

“O Corinthians saiu contra o Boca e todos falaram de arbitragem, quiseram tirar o foco. Aí ele (Guilherme Ceretta de Lima), chega aqui e não marca uma falta em cima do Neymar, na entrada da área (lance que envolveu o zagueiro Paulo André, no primeiro tempo). Só porque reclamaram durante a semana, prejudicaram o Santos aqui dentro. Quem pagou o preço foi o Santos”, desabafou o meio-campista.

Ceretta teve a sua escalação para apitar a última partida do Paulistão confirmada apenas na sexta. Rodrigo Braghetto iria comandar o duelo, mas foi trocado pela Federação Paulista de Futebol, pois foi comprovado que a empresa do árbitro, a Apto Esportes, prestava serviços ao departamento amador do Corinthians. Com isso, foi promovido um novo sorteio para a escolha do juiz que dirigiria a final. Após esse episódio, Braghetto anunciou a sua decisão de abandonar a arbitragem.

Mais calmo que Cícero, Léo evitou comentar a arbitragem do clássico. O experiente lateral-esquerdo preferiu destacar o mérito dos rivais no título estadual, mas admitiu que não foi nada agradável a sensação de ver o Corinthians comemorando na casa do Santos.

“Foi justa (a conquista do título). Enfrentamos uma equipe que soube jogar com o resultado nas mãos e ficou lá atrás, se defendendo bem e explorando os contra-ataques. Foi um gosto horrível (ver a festa corintiana)”, comentou Léo.

Mesmo sem título paulista, Laor parabeniza Muricy Ramalho

O mandatário está afastado do cargo de presidente do Santos, pois apresentou problemas de saúde e não está 100% recuperado

A perda do título paulista para o Corinthians, após o empate por 1 a 1 neste domingo, na Vila Belmiro, parece não ter afetado a confiança do presidente do Santos , Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, no técnico Muricy Ramalho. Debilitado, o mandatário, que está afastado do cargo para se recuperar plenamente dos seus recentes problemas de saúde, mostrou apoio ao trabalho do treinador no clube praiano.

Laor interrompeu a entrevista coletiva de Muricy, depois da final do Paulistão, e abraçado ao comandante, disse: “Parabéns, Muricy!”. Em seguida, o dirigente prometeu aos jornalistas presentes na Sala de Imprensa da Vila que irá conceder uma entrevista coletiva, nos próximos dias.

Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro esteve, por duas vezes, internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, neste ano. O presidente apresentou problemas cardíacos e, agora, segue tratamento orientado pelos médicos, em sua residência.

Para acompanhar o jogo decisivo do Paulista, Laor chegou ao estádio de bengala e teve todo o aparato médico à sua disposição, caso houvesse necessidade de atendimento durante a partida.

Enquanto Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro cuida de sua saúde, o vice Odílio Rodrigues ocupa interinamente a presidência santista, como já aconteceu em outras oportunidades.

Santos 1 x 3 Boca Juniors

Data: 02/07/2003, quarta-feira, 21h40.
Competição: Copa Libertadores – Final – Jogo de volta
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 74.395 pagantes
Renda: R$ 1.221.687,00
Árbitro: Jorge Larrionda (URU)
Cartões amarelos: Léo, Fabiano e Fábio Costa (S); Cascini (BJ)
Gols: Tévez (21-1); Alex (30-2), Delgado (39-2) e Schiavi (49-2).

SANTOS
Fábio Costa; Wellington (Nenê), Alex, André Luís e Léo; Paulo Almeida, Renato, Fabiano e Diego; Robinho e Ricardo Oliveira (Douglas).
Técnico: Emerson Leão

BOCA JUNIORS
Abbondanzieri; Ibarra, Schiavi, Burdisso e Rodriguez; Battaglia, Cascini, Cagna (Caneo) e Villareal (Jérez); Delgado e Tévez (Canjelico).
Técnico: Carlos Bianchi



Boca Juniors conquista a Libertadores e vira o maior algoz brasileiro

O Boca Juniors venceu o Santos por 3 a 1, nesta quarta-feira, no Morumbi, em São Paulo, no jogo de volta da decisão da Libertadores, e conquistou seu quinto título continental, o terceiro nos últimos quatro anos.

O resultado frustrou os planos da equipe de Robinho e Diego de voltar a vencer o torneio 40 anos depois do bi conquistado pelo time de Pelé, sobre o próprio Boca, em 1963.

O clube argentino transformou-se ainda no maior carrasco do futebol brasileiro em decisões do principal interclubes da América do Sul.

Três das cinco conquistas boquenses aconteceram contra rivais do Brasil. Em 1977, superou o Cruzeiro, e, em 2000, foi campeão em cima do Palmeiras.

O técnico do Boca, Carlos Bianchi, que faturou sua quarta taça, sendo o treinador de maior sucesso na história da Libertadores, também tem contra os brasileiros seu melhor retrospecto. Curiosamente, conseguiu três dos títulos jogando contra times do Brasil e no estádio do Morumbi.

Em 1994, o atual técnico do Boca conduziu o Vélez Sarsfield a sua única conquista, sobre o São Paulo. Em 2000, já no comando do Boca, viu o time superar os palmeirenses.

Apesar da pressão da torcida santista que lotou o Morumbi (74.395 torcedores), o time argentino superou a pressão do rival nos primeiros minutos e, na única vez que chegou ao gol de Fábio Costa no primeiro tempo, abriu o placar.

O lance aconteceu aos 21min. Após falha em saída de bola de Alex, o Boca Juniors puxou o contra-ataque, e, próximo à área, Tévez tabelou com Bataglia e chutou para fazer 1 a 0.

O Santos, que precisava ganhar por dois gols de diferença para forçar, pelo menos, os pênaltis, criou uma ótima chance para marcar aos 7min, mas Villarreal salvou em cima da linha a cabeçada do zagueiro André Luís.

Após sofrer o gol, o time de Emerson Leão encontrou dificuldades para superar o bloqueio do rival. Os jogadores santistas também abusaram dos cruzamentos na área e facilitaram para a marcação boquense.

O empate do time da Vila Belmiro veio com o zagueiro Alex, que havia falhado no lance do gol argentino. Aos 30min, o defensor santista arriscou de fora da área e acertou o canto direito do gol de Abbondanzieri.

No entanto, aos 39min, no contra-ataque, Delgado, que fez o ótimo jogo pela equipe e vai jogar na próxima temporada no mexicano Cruz Azul, recebeu livre, logo após o meio campo, e tocou na saída de Fábio Costa.

Aos 49min, o goleiro Fábio Costa entrou violento, com os dois pés, em cima de Jérez, que recebeu livre na área, e o juiz Jorge Larrionda marcou pênalti. Schiavi cobrou e definiu o placar: 3 a 1.



Time da Vila usa 23 atletas e se repete apenas uma vez

Suspensão, contusão e tática levam Leão a banalizar noção de titularidade

A participação do Santos na Taça Libertadores de 2003 contradisse um rótulo que o time da Vila Belmiro carrega desde o Campeonato Brasileiro do ano passado: o de não possuir reservas capazes de substituir os titulares e manter o padrão de jogo da equipe.

Suspensões, contusões e opção tática, nessa ordem, fizeram o técnico Emerson Leão utilizar 23 dos 26 atletas inscritos pelo clube na competição continental, tornando o revezamento de jogadores uma constante.

Até mesmo quando não houve motivo de força maior (suspensão ou contusão), Leão mudou a equipe em busca de variações.

“Estamos provando que aqui todos sabem que são titulares e que podem ser aproveitados a qualquer momento”, afirmou o meio-campista Renato.

De fato, apesar de tantas mudanças, o clube chegou invicto à final, ostentando também o melhor ataque do torneio (29 gols).

No meio do percurso, ainda teve de driblar contratempos como a lesão que afastou Ricardo Oliveira por três jogos. Mesmo assim, o atacante se manteve na ponta da artilharia (nove gols).

Em apenas um jogo -contra o 12 de Octubre, no Paraguai, ainda na primeira fase do torneio- o técnico Leão conseguiu repetir a escalação do confronto anterior.

Na decisão de hoje, contra o Boca Juniors, o revezamento continua: com a expulsão de Reginaldo Araújo no jogo de ida, em Buenos Aires, mais uma vez o Santos será diferente. E, sem Elano, terá de procurar outro “polivalente”.

“Temos uma reserva de qualidade que auxilia o treinador. Tenho certeza de que quem se colocar ali [no lugar de Elano] vai se ofertar de maneira muito intensa”, afirmou Leão.

Roda-viva

A lateral direita é a posição na qual o rodízio foi mais frequente. Nada menos que quatro jogadores passaram pelo setor, entre eles Michel (que nem sequer está mais no elenco).

Se teve problemas em algumas posições, em outras Leão fez apostas altas e bancou seus jogadores menos famosos. Como a decisão de manter o goleiro Júlio Sérgio no jogo de volta das quartas-de-final, contra o Cruz Azul, mesmo após o titular, Fábio Costa, ter se recuperado de uma lesão.

Foi também diante da equipe mexicana que o zagueiro Pereira acabou saindo do limbo. Ele substituiu André Luiz, contundido, e não saiu mais do time titular.

Outro reserva, Fabiano, entrou para substituir Ricardo Oliveira e acabou se transformando numa espécie de 12º titular (foi dele um dos gols contra o Independiente Medellín, na semifinal).

O jogador simboliza o estilo mutante do time de Leão: polivalente, já atuou no meio e pode até jogar na lateral hoje.

Dois atacantes questionados pela torcida, William e Douglas, tiveram a chance de sair jogando contra o Cruz Azul, um em cada jogo. Não se firmaram, mas deram sua contribuição.

No Brasileiro, os reservas também fazem sucesso. No sábado passado, enquanto os titulares eram poupados para a final, o “segundo quadro” goleava o Bahia por 4 a 0. A atuação mereceu elogios dos titulares. “Aqui, muitas vezes alguém entra no time e vira destaque”, disse o zagueiro Alex.

Alguns atletas do elenco, entretanto, não participaram do rodízio. São os casos do lateral Léo, do meia Diego e do atacante Robinho, titulares nos 13 jogos realizados pelo Santos na Libertadores.

Alex, Paulo Almeida, Renato e Elano, com 12 presenças, vêm logo a seguir. O goleiro Fábio Costa participou de 11 partidas, e o atacante Ricardo Oliveira, de dez.





Goleiros:
Carlos Germano
Fábio Costa
Nando
Nei


Laterais:
Michel
Ceará
Rubens Cardoso
Dutra


Zagueiros:


Volantes:
Claudiomiro
Rincón
Elder
Anderson Luis
Marcelo Silva
Baiano
Paulo Almeida


Meias:
Caíco
Eduardo Marques
Robert
Valdo


Atacantes:
Dodô
Caio
Deivid
Valdir
Weldon
Adiel
Aílton


Técnicos:
Carlos Alberto Silva
Giba



Santos Futebol Clube

– Presidente: Marcelo Pirilo Teixeira (2000-2001)
– Diretor de futebol: Nicolino Bozzella e Paulo Ferreira
– Patrocínio: Alphaclub (Master)
– Fornecedor: Umbro

Elenco:

G – Carlos Germano Schwambach Neto
G – Fábio Costa
G – Antônio Fernando Remiro Barroso (Nando)
G – Valdinei Cunha (Nei)

LD – Michel dos Reis Santana
LD – Marcos Venâncio de Albuquerque (Ceará)
LE – Rubens Vanderlei Tavares Cardoso
LE – Antônio Monteiro Dutra

Z – Márcio Roberto dos Santos
Z – Carlos Alberto Galván
Z – André Luis Garcia
Z – Fábio Pereira da Cruz

V – Freddy Eusebio Rincón Valencia
V – Claudiomiro Salenave Santiago
V – Élder Alencar Machado Campos
V – Anderson Luís Schveitzer
V – Marcelo José da Silva
V – Dermival Almeida Lima (Baiano)
V – Paulo Almeida Santos

MD – Aírton Graciliano dos Santos (Caíco)
MD – Eduardo Marques de Jesus Passos
M – Valdo Cândido de Oliveira Filho
ME – Robert Silva Almeida

A – Ricardo Lucas (Dodô)
A – Caio Ribeiro Decossau
A – Deivid de Souza
A – Valdir de Moraes Filho
A – Weldon Santos de Andrade
A – Adiel De Oliveira Amorim
A – Aílton de Oliveira Modesto

T – Carlos Alberto Silva
T – Antônio Gilberto Maniaes (Giba)



Quem chegou: Carlos Germano (G, Vasco), Fábio Costa (G, Vitória), Galván (Z, Atlético-MG), Márcio Santos (Z), Rubens Cardoso (LE, Guarani), Rincón (V, Corinthians), Anderson Luís (V, Internacional), Valdo (M, Cruzeiro), Robert (ME, Grêmio) e Valdir (CA, Atlético-MG). Voltaram de empréstimo Baiano (LD, Vitória), Caio (CA, Flamengo) e Narciso (V, Flamengo). Este último começaria sua luta pela vida ao ser diagnosticado com leucemia.

Quem saiu: Zetti (G, Fluminense), Ânderson Lima (LD, Grêmio), Fricson George (LE, Barcelona-EQU), Gustavo Nery (LE, Guarani), Cláudio (Z, Bellmare-JAP), Andrei (Z, Betis-ESP), Valdir (Z, Portuguesa Santista), Elson (V, Portuguesa), Sugawara (V), Marcos Bazílio (V, Portuguesa Santista), Jadson (V, Ventforet Kofu-JAP), Piá (M, Matonense), Lúcio (M, Flamengo), Aristizábal (A, Nacional-COL), Paulo Rink (A, Bayer Leverkusen-ALE), Fumagalli (A, Guarani), Juari (A, Matonense), Camanducaia (A, Figueirense) e Rodrigão (CA, Internacional).

Time-base: Carlos Germano, Baiano, Galván, Márcio Santos e Rubens Cardoso; Claudiomiro, Rincón, Robert e Valdo; Valdir e Dodô.

Destaques: Carlos Germano, Rincón e Valdir.



Dez contratações para sair da fila

A nova diretoria do Santos, encabeçada por Marcelo Teixeira, movimentou o mercado: foram dez contratações e muitas brigas. O anúncio de Rincón, um dos melhores jogadores em atividade no país, bateu forte no Corinthians; o acerto com Carlos Germano irritou os vascaínos e fez com que o goleiro fosse afastado do Mundial de Clubes da Fifa; Robert interessava ao Palmeiras, e o Grêmio acusou o Peixe de atravessar seu negócio…

O Santos não vence uma competição tradicional há 15 anos e para um grande clube isso é sinônimo de crises. Crise financeira, principalmente. Com um elenco muito reduzido o Peixe teve que ir as compras.

Contando com o futuro acordo de um investidor forte, a CIE/Octagon, o clube investiu pesado. Os mais desconfiados, no entanto, perguntam de onde veio o dinheiro para montar um time praticamente novo, se a parceria com o consórcio, aprovada pelo conselho do clube em janeiro, ainda não havia saído do papel até meados de março? “Buscamos apoio do Clube dos 13, na Federação Paulista e no prestígio da minha família em Santos, que rendeu empréstimos bancários”, responde Marcelo Teixeira. Um investimento de alto risco, que após a contratação de Valdo passou dos R$ 25 milhões.

Desde a derrota roubada na final do Brasileiro 95 a torcida não ficava tão ansiosa pela chegada de um Paulista. O número de associados do Clube saltou 30% de dezembro de 1999 a janeiro de 2000 (são atualmente 4 mil sócios com a mensalidade em dia).