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São Paulo 4 x 0 Santos

Data: 06/03/2021, sábado, 19h00.
Competição: Campeonato Paulista – Grupo D – 3ª rodada
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: portões fechados devido a pandemia de Covid-19.
Arbitragem: Luiz Flavio de Oliveira
Auxiliares: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa e Alex Ang Ribeiro.
VAR: José Cláudio Rocha Filho
Cartões amarelos: Pablo (SP).
Gols: Gabriel Sara (04-2), Luan Peres (27-2, contra), Pablo (30-2) e Tchê Tchê (41-2).

SÃO PAULO
Tiago Volpi; Arboleda (Rojas), Bruno Alves e Léo; Igor Vinícius, Rodrigo Nestor (Luan), Daniel Alves, Gabriel Sara (Bruno Rodrigues) e Reinaldo; Luciano (Tchê Tchê) e Pablo (Toró).
Técnico: Hernán Crespo

SANTOS
John; Sandro, Luiz Felipe, Luan Peres e Felipe Jonathan; Alison, Sandry e Jean Mota (Marcos Leonardo); Bruno Marques (Pirani) Lucas Braga e Soteldo.
Técnico: Ariel Holan



São Paulo goleia Santos em estreia de Holan e vence primeiro clássico da nova temporada

O São Paulo venceu com autoridade seu primeiro clássico da nova temporada. Recebendo o Santos neste sábado, no Morumbi, pela terceira rodada do Campeonato Paulista, o Tricolor entrou em campo precisando se afirmar contra um adversário da mesma prateleira após a goleada sobre a Inter de Limeira no meio de semana e não decepcionou o técnico Hernán Crespo, garantindo mais uma goleada, pelo mesmo placar, 4 a 0. Gabriel Sara, Luan Peres (contra), Pablo e Tchê Tchê balançaram as redes.

Pela segunda vez consecutiva, o São Paulo saiu de campo sem sofrer gols. Novamente o time foi a campo com três zagueiros, esquema que vem se comprovando eficaz. Além da solidez defensiva, o Tricolor também foi muito bem no ataque mais uma vez, encontrando alternativas e agredindo com diferentes jogadores.

O Santos, por sua vez, segue sem vencer no Campeonato Paulista. Depois de empatar os dois primeiros jogos, desta vez o time acabou derrotado por um placar elástico em plena estreia do argentino Ariel Holan, que ainda busca conhecer melhor o elenco e as possibilidades que ele oferece.

O jogo

O primeiro tempo foi comprometido pela chuva torrencial que caiu na região do Morumbi pouco antes da partida. Com um gramado cheio de poças d’água, Santos e São Paulo travaram uma disputa com poucas emoções nos minutos iniciais, composta quase que exclusivamente por bolas aéreas, desarmes e raras chances claras de gol.

Já que não dava para assustar o adversário com a bola nos pés, o jeito era testar o goleiro chutando de onde era possível. Soteldo entendeu bem isso e logo no primeiro minuto de jogo, após jogada individual pela esquerda e cruzamento rebatido pela zaga, acabou finalizando direto, mas Tiago Volpi não teve dificuldades para fazer a defesa. Pouco depois, em cobrança de falta de longa distância, o goleiro são-paulino novamente interveio sem grande esforço.

A blitz santista continuou no início do jogo e só não foi revertida em gol porque aos nove minutos uma das poças d’água instauradas no gramado do Morumbi jogou a favor dos mandantes. Arboleda vacilou dentro da área e foi desarmado por Soteldo, mas o mau estado do campo impediu a continuação da jogada.

Já o São Paulo chegou com perigo pela primeira vez aos 16 minutos. Pablo recebeu lançamento e, pela esquerda, deixou Luan Peres para trás, invadido a área. Mas, na hora de ajeitar para bater para o gol, a poça d’água desta vez foi a favor do Santos, atrapalhando o ritmo do lance e minando qualquer chance de o camisa 9 tricolor abrir o placar.

Daí em diante a única outra oportunidade mais aguda foi do Santos, aos 26 minutos, quando Soteldo novamente apareceu bem pela esquerda do ataque, fez jogada individual dentro da área e arrumou um mínimo espaço para bater no cantinho de Tiago Volpi, mas mandou para fora.

O São Paulo veio com novidade para a etapa complementar. Arboleda, que sofreu um pisão no primeiro tempo, foi substituído por Rojas. Mas, quem acabou fazendo a diferença foi Gabriel Sara. Após cobrança de escanteio de Daniel Alves, o jovem meio-campista apareceu no meio da área para cabecear para o fundo do gol, sem chances para o goleiro John, abrindo o placar no Morumbi.

Pouco depois, Rojas recebeu na direita, driblou Luan Peres dentro da área, levou para o meio e bateu cruzado, mas pegou mal na bola, desperdiçando uma grande oportunidade para ampliar o marcador.

Embalado com o gol, o São Paulo seguiu pressionando o Santos no campo de ataque. Aos 16 minutos, Gabriel Sara chegou livre pela esquerda e cruzou na área, mas Luciano e Pablo não conseguiram completar para o gol. Depois, aos 23, foi a vez de Léo perder uma chance clara dentro da pequena área ao “furar” a bola e vê-la bater em sua perna de apoio, facilitando a defesa de John.

De tanto insistir, o Tricolor foi premiado aos 27 minutos. Luciano fez ótima jogada individual, limpando a marcação, invadindo a área e batendo pro meio do gol na intenção de algum companheiro completar para o fundo das redes. Mas, quem fez isso foi Luan Peres, que tentou cortar, mas jogou contra o próprio time, ampliando para o São Paulo.

Mal deu tempo de o Santos sacudir a poeira, e o terceiro gol dos donos da casa veio. Igor Vinícius fez grande lançamento direto para Pablo, que saiu sozinho e aproveitou o fato de o goleiro John ainda estar voltando para a sua meta para bater de longe e aumentar ainda mais a vantagem são-paulina no clássico.

Como se não bastasse, antes do apito final Tchê Tchê ainda teve tempo de fechar a conta com um golaço, transformando a elástica vitória em goleada. O volante, que entrou na vaga de Luciano, cortou para o meio e bateu colocado, no ângulo, de fora da área, para encerrar a noite tricolor com chave de ouro.

Alison evita desculpas após goleada do Santos para o São Paulo: “Não podemos admitir”

O capitão Alison evitou dar desculpas após o Santos perder por 4 a 0 para o São Paulo neste sábado, no Morumbi, pela terceira rodada do Campeonato Paulista.

Foi a estreia de Ariel Holan no comando do Peixe.

“Mesmo sendo o início de trabalho e um time recheado de garotos, isso não serve de desculpa. Não podemos admitir uma derrota assim, mesmo com gramado alagado. Não conseguimos colocar em prática o que fizemos nos treinos. Precisamos superar a derrota. Perder jogo assim, ainda mais um clássico, é difícil. Precisamos nos reerguer porque terça temos um jogo importante pela Libertadores”, disse Alison, ao Premiere, antes de não conseguir comentar o motivo dos quatro gols sofridos no segundo tempo.

“É difícil explicar. Não conseguimos colocar em prática o que trabalhamos e acabamos sofrendo”, completou.

Ariel Holan avalia estreia com goleada para o São Paulo: “O Santos não conseguiu encontrar a maneira de jogar”

Estreante no Santos, Ariel Holan avaliou a goleada do São Paulo por 4 a 0 neste sábado, no Morumbi, pela terceira rodada do Campeonato Paulista.

O Peixe fez um bom primeiro tempo no gramado encharcado. No intervalo, o Tricolor tirou Arboleda para a entrada de Rojas e fez quatro gols com o campo em melhor condição.

“Acho que o campo estava muito difícil para os dois times. No primeiro tempo, fizemos boa partida. No segundo tempo, sofremos gols aos três minutos em escanteio. E foi um golpe cedo e nos custou reagir. Tivemos erros individuais que custaram a ampliação do resultado. O Santos não conseguiu encontrar a maneira de jogar. O resultado, para primeiro jogo e clássico, obviamente não é o desejado, mas claramente foi uma partida depois de pouco treinamento e fim de folga necessária. Tivemos três ou quatro treinos praticamente e, realmente, o primeiro tempo nos deixou satisfeitos pela atitude. E no segundo tempo, depois do gol cedo, nos desacomodamos. Não voltamos ao jogo depois do segundo gol. 47 minutos com boa atitude, o Santos que queremos e jogando como se pode num campo assim. E no segundo tempo estranho e São Paulo aproveitou bem”, disse Holan.

“Presidente foi claro quando disse que o primeiro semestre será duro. Temos que trabalhar muito e estamos seguros e convencidos que, trabalhando muito, vamos melhorar para fazermos jogos como o Santos pode e precisa. Começo não é o desejado, mas só começamos. Dói perder assim, mas vamos trabalhar duro para melhorar”, completou.

Holan evita avaliar Luiz Felipe e prevê mudanças no Santos para a Libertadores: “Jogamos na água”

O técnico Ariel Holan evitou avaliar a atuação ruim de Luiz Felipe na derrota do Santos por 4 a 0 para o São Paulo neste sábado, no Morumbi, pela terceira rodada do Campeonato Paulista.

O argentino iniciou a semana com Kaiky, de 17 anos, ao lado de Luan Peres. Na sequência, porém, optou por Luiz nos treinamentos de quinta e sexta-feira. E a experiência “venceu” antes do clássico.

Para enfrentar o Deportivo Lara (VEN) na próxima terça-feira, na Vila Belmiro, Holan prevê mudanças, até pelo cansaço do gramado encharcado no San-São. A partida é válida pelo jogo de ida da Pré-Libertadores da América.

“Vamos fazer uma avaliação completa amanhã. Mais do que o desempenho individual, vamos fazer alterações porque serão poucas horas de descanso e jogamos na água hoje. Tivemos um custo físico e na terça jogarão os que estiverem melhor”, disse Holan.

“Vamos analisar essa partida a partir de amanhã. Primeiro tínhamos o São Paulo, com compromisso muito importante. Amanhã veremos como resolver o Lara. Equipe que mudou jogadores, equipe nova. Veremos como se arma e como nos armaremos nós. Pensando, insisto, na partida dura de hoje, com condição no campo difícil. Teremos que ser inteligentes para a equipe estar dinâmica e rápida. Respeitamos os rivais, mas primeiro pensaremos na nossa recuperação para terça”, completou.

Holan não descarta João Paulo no Santos para a Libertadores e vê possibilidade de revezamento com John

O técnico Ariel Holan admitiu a possibilidade de um revezamento entre John e João Paulo no Santos. O primeiro largou na frente e foi titular na derrota por 4 a 0 para o São Paulo neste sábado, no Morumbi, pela terceira rodada do Campeonato Paulista.

John e João Paulo travaram um bom duelo na última temporada, mas João terminou como titular. E a escolha do novo técnico foi por John neste início de trabalho.

“É uma possibilidade (o revezamento). São muitos jogos. Pode ocorrer isso também em outras posições. Veremos partida a partida como armar a equipe na copa (Libertadores) e também pela recuperação no Paulista”, disse Holan, em entrevista coletiva.


São Paulo 0 x 1 Santos

Data: 10/01/2021, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro 2020 – 29ª rodada
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: portões fechados devido a pandemia de Covid-19.
Árbitro: Braulio da Silva Machado.
Auxiliares: Kleber Lucio Gil e Alex dos Santos.
VAR: Heber Roberto Lopes.
Cartões amarelos: Alex, Vinicius Balieiro, João Paulo, Alisson (S); Pablo e Hernanes (SP).
Gol: Jobson (01-2).

SÃO PAULO
Volpi; Juanfran, Arboleda, Léo (Vitor Bueno) e Reinaldo; Luan (Hernanes), Daniel Alves, Gabriel Sara (Paulinho Boia) e Igor Gomes (Tréllez); Pablo (Carneiro) e Brenner.
Técnico: Fernando Diniz

SANTOS
João Paulo; Madson, Laércio, Alex e Jean Mota (Luan Peres); Jobson (Alison), Vinicius Balieiro (Diego Pituca) e Sandry; Arthur Gomes (Pará), Bruno Marques (Kaio Jorge) e Lucas Braga.
Técnico: Cuca



Santos vence e dá fim à invencibilidade do São Paulo como mandante no Brasileiro

A invencibilidade do São Paulo como mandante no Campeonato Brasileiro chegou ao fim neste domingo. Recebendo o Santos, com um time reserva por causa da semifinal da Libertadores, na próxima quarta-feira, contra o Boca Juniors, a equipe comandada por Fernando Diniz teve mais uma atuação aquém das expectativas, embora tenha melhorado no segundo tempo, e acabou perdendo por 1 a 0, gol de Jobson, no primeiro minuto da etapa complementar.

Somando sua segunda derrota consecutiva no Brasileirão, o São Paulo segue na liderança, mas pode ver o Internacional diminuir a vantagem para apenas três pontos, caso o time colorado vença o Goiás, daqui a pouco. Vale lembrar que se superasse o Santos neste domingo, o Tricolor abriria dez pontos de vantagem para o Flamengo, outrora seu principal concorrente pelo título nacional.

O Peixe, por sua vez, foi ao Morumbi sem muitas expectativas e acabou somando mais três importantes pontos no Campeonato Brasileiro para se manter na briga pelo G6. De quebra, a equipe comandada por Cuca venceu seu primeiro clássico na atual temporada.

O jogo

No primeiro tempo faltou qualidade no estádio do Morumbi. Enquanto o Santos, com sua equipe reserva, se mantinha firme na defesa, sem dar espaços para o São Paulo, que rodava a bola de um lado para outro, mas errava muitos passes, não encontrava brechas e tinha pouca profundidade. Justamente por isso, o torcedor que acompanhou a partida demorou para ver alguma jogada de perigo.

A primeira chance do jogo aconteceu apenas aos 18 minutos, em cobrança de falta de Daniel Alves, mas o camisa 10, como de costume, mandou por cima do gol, sem perigo para o goleiro João Paulo. O Santos, por sua vez, tratou de responder aos 23 minutos, de forma muito mais aguda. Lucas Braga enfiou para Arthur Gomes, que saiu em velocidade e bateu cruzado, da entrada da área, carimbando a trave de Tiago Volpi. No rebote, Juanfran ficou com a bola, titubeou, mas, no fim, tocou para o goleiro são-paulino, que saiu jogando.

Com o temporal que caiu na Zona Sul da capital paulista durante o primeiro tempo, o ritmo do jogo diminuiu com o tempo. A tônica continuou a mesma: São Paulo com a bola nos pés, mas sem saber o que fazer com ela. Mas, aos 31 minutos, o time de Fernando Diniz, enfim, levou perigo ao goleiro João Paulo. Gabriel Sara chegou na linha de fundo e tocou para Brenner dentro da área, que, por sua vez, acionou Daniel Alves, que chegou batendo de primeira, mandando rente à trave.

Depois, aos 36 minutos, foi a vez de o camisa 10 tricolor dar um passe magistral por elevação, encontrando Juanfran livre na área. O lateral-direito espanhol se esticou todo para alcançar a bola e até conseguiu, mas ela acabou parando nas mãos do goleiro santista. Antes do apito final, o Tricolor ainda teve uma oportunidade derradeira com Gabriel Sara, que já nos acréscimos matou no peito e bateu girando, mas errou a pontaria.

Quem esperava que o São Paulo iria reagir no segundo tempo se decepcionou. O Santos precisou de alguns segundos para abrir o placar e jogar um balde de água fria nos donos da casa. Daniel Alves errou na saída de bola, e Jobson recebeu pela esquerda, avançando aos trancos e barrancos após se atrapalhar tentando fazer o cruzamento e batendo de bico, no cantinho, colocando o Peixe em vantagem no Morumbi.

A partir daí o São Paulo acordou. Aos dez minutos, Juanfran tocou para Pablo, que chegou na linha de fundo e cruzou para Brenner, que bateu mascado, de primeira, facilitando o trabalho do goleiro John. No minuto seguinte, foi a vez de Gabriel Sara bater de trivela, dentro da área, livre, mas mandou para fora na intenção de acertar o ângulo.

Aos 16 minutos, o Tricolor teve uma nova grande chance de gol que surgiu pela direita. Juanfran se livrou da marcação na linha de fundo e cruzou rasteiro para Reinaldo chegar finalizando, mas o lateral-esquerdo isolou. O Santos seguia apostando no contra-ataque. Aos 30, Tiago Volpi teve de sair da meta para afastar o perigo, já que Lucas Braga vinha ganhando na velocidade na disputa com a marcação.

Passando a contar com Tréllez e Carneiro dentro da área, apostando nas bolas aéreas, Fernando Diniz viu o goleiro João Paulo fazer grande intervenção para evitar o empate aos 33 minutos, quando Arboleda cabeceou após cobrança de escanteio, mas o arqueiro santista espalmou para fora.

Antes do apito final, o São Paulo ainda teve a chance derradeira de empatar o jogo com Brenner. Aos 39 minutos, Juanfran novamente chegou na linha de fundo pela direita e cruzou na cabeça do jovem atacante, que testou forte, mas João Paulo realmente estava em um dia iluminado e garantiu a vitória santista no Morumbi.

Bastidores – Santos TV:

Cuca valoriza estratégia do Santos para vencer o São Paulo: “Sem grande desgaste”

O técnico Cuca exaltou a estratégia do Santos para vencer o São Paulo por 1 a 0 neste domingo, no Morumbi, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O Peixe entrou com apenas um titular – Lucas Braga -, e cinco entraram no segundo tempo: Kaio Jorge, Diego Pituca, Alison, Pará e Luan Peres.

O Alvinegro poupou seus principais jogadores e ainda deu ritmo para alguns antes de enfrentar o Boca Juniors (ARG) na quarta-feira, na Vila Belmiro, pelo duelo de volta da semifinal da Libertadores da América. Em La Bombonera, empate por 0 a 0.

“A gente está muito feliz com essa vitória em clássico. No último jogo que empatamos (Palmeiras), falamos sobre a chance enorme de vencer um clássico e eu falei do próximo. E vencemos. Dentro da proposta que nós propusemos, fomos muito felizes. Cedemos poucos espaços ao São Paulo, que gosta de transição em toques, de envolver numericamente. Nos precavemos dentro do que foi possível, em cima dos dois treinamentos de sexta e sábado. Fizemos jogo bom dentro da proposta e saímos vencedores. São Paulo teve maior posse, maior finalização, mas fomos efetivos. Fizemos gol, bola na trave e fomos firmes atrás. Soubemos passar pelo momento ruim no jogo. Quando São Paulo colocou Carneiro e Tréllez e foi para a bola aérea, trabalhamos bem também”, disse Cuca.

“Fortalecemos a equipe no decorrer do jogo sem trazer um desgaste. Kaio Jorge e Diego Pituca jogaram 38 minutos, não terão grande desgaste. Teriam se tivessem jogado o dobro. Alison meia hora. Luan e Pará 25. Sandry e Lucas Braga jogaram o tempo todo, mas são jovens e têm recuperação mais rápida”, completou.

Santos quebra jejum de mais de um ano sem vencer clássicos

O Santos quebrou um jejum neste domingo, ao vencer o São Paulo por 1 a 0 no Morumbi, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O Peixe não saia vitorioso em um clássico há mais de um ano. Como a temporada se estende até fevereiro em função da pandemia do novo coronavírus, o Alvinegro obteve três pontos pela primeira vez.

O Santos venceu o Palmeiras por 2 a 0 na Vila Belmiro, em outubro de 2019, e passou 2020 “zerado”: três empates e quatro derrotas.

02/02/2020 – Corinthians 2 x 0 Santos – Paulistão
29/02/2020 – Santos 0 x 0 Palmeiras – Paulistão
14/03/2020 – São Paulo 2 x 1 Santos – Paulistão
23/08/2020 – Palmeiras 2 x 1 Santos – Brasileirão
12/09/2020 – Santos 2 x 2 São Paulo – Brasileirão
07/10/2020 – Corinthians 1 x 1 Santos – Brasileirão
05/12/2020 – Santos 2 x 2 Palmeiras – Brasileirão

João Paulo valoriza vitória do Santos sobre o líder e diz: “Não deixei de me dedicar”

João Paulo foi um dos destaques do Santos na vitória por 1 a 0 sobre o São Paulo na tarde deste domingo, no Morumbi, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O Peixe entrou em campo com apenas um titular: Lucas Braga. No segundo tempo, entraram Kaio Jorge, Alison, Diego Pituca, Luan Peres e Pará.

João deve ser novamente titular no jogo de volta da semifinal da Libertadores da América contra o Boca Juniors em função do teste positivo de John para covid-19.

“Fico feliz, fiquei fora de alguns jogos, mas não deixei de trabalhar, de treinar, de me dedicar. É uma vitória importante para dar moral para quarta-feira. Fazia mais de um ano que não vencíamos um clássico, é importante vencer e vencer o líder do campeonato”, disse João Paulo, à Globo. Ele foi eleito o melhor em campo na transmissão.


Santos 2 x 2 São Paulo

Data: 12/09/2020, sábado, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 10ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: portões fechados devido a pandemia de Covid-19.
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (ambos de SP).
VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP)
Cartões amarelos: Soteldo, Luan Peres (S); Igor Vinícius, Hernanes (SP).
Gols: Gabriel Sara (07-1), Madson (29-1) e Gabriel Sara (37-1); Marinho (45-2)

SANTOS
João Paulo; Madson, Lucas Veríssimo, Alison, Luan Peres; Diego Pituca, Carlos Sánchez (Marinho), Arthur Gomes (Wagner Leonardo); Soteldo (Jean Mota), Lucas Braga e Marcos Leonardo (Lucas Lourenço).
Técnico: Cuca

SÃO PAULO
Volpi; Igor Vinícius; Diego Costa, Léo e Reinaldo; Tchê Tchê (Luan), Sara, Hernanes (Brenner), Igor Gomes, Vitor Bueno (Paulinho Boia) e Luciano.
Técnico: Fernando Diniz



Santos e São Paulo empatam em clássico eletrizante na Vila Belmiro

Neste sábado, Santos e São Paulo fizeram um clássico muito movimentado e empataram por 2 a 2, em partida válida pela décima rodada do Campeonato Brasileiro. Muito criticado pela torcida nos últimos jogos, Gabriel Sara marcou os dois gols do Tricolor, enquanto Madson e Marinho, de falta, balançaram as redes para Peixe.

O clássico teve um primeiro tempo eletrizante. O Tricolor iniciou o jogo dominante, marcando com Gabriel Sara logo no início e criando chances para ampliar. No entanto, na primeira chegada do Santos, Madson marcou de cabeça e deixou tudo igual. Quando o Peixe crescia na partida, o São Paulo construiu boa jogada pela direita e Sara marcou seu segundo gol.

O segundo tempo foi menos animado, mas sem cair no marasmo. O Peixe voltou melhor e mais intenso do intervalo, conseguindo chegar ao gol de empate em cobrança de falta de Marinho, contando com a colaboração de Volpi. Pouco antes, a partida foi paralisada por conta de uma falha parcial no sistema de iluminação na Vila Belmiro.

Com o resultado, o Santos chegou aos 15 pontos, na sexta posição. Enquanto isso, o São Paulo foi aos 18 pontos, na segunda colocação.

O jogo

O São Paulo começou melhor em campo e levou perigo desde o início. Primeiro, Reinaldo avançou com liberdade e finalizou em cima de João Paulo. Logo em seguida, aos sete minutos, Luan Peres tentou sair jogando e foi desarmado por Gabriel Sara, que invadiu a área e tocou na saída do goleiro para abrir o placar.

Mesmo com a vantagem no placar, o Tricolor continuou no campo de ataque, conseguindo recuperar diversas bolas na intermediária ofensiva. Além de chutes de Vitor Bueno e Hernanes facilmente defendidos por João Paulo, Igor Vinícius perdeu grande chance ao receber lançamento de Tchê Tchê dentro da área e chutar para fora.

Mesmo acuado na partida, o Santos conseguiu empatar aos 29 minutos da primeira etapa. Sánchez bateu escanteio com precisão pela direita e Madson subiu entre dois defensores para testar e balançar as redes. Pouco depois, quase a virada: após escanteio da esquerda, Gabriel Sara desviou contra a própria meta e exigiu boa defesa de Volpi.

O Santos voltou a ter grande chance com Soteldo, que fez fila na entrada da área, entortou Léo e finalizou rasteiro, exigindo boa defesa de Volpi. No entanto, aos 37, o Tricolor conseguiu uma boa escapada e voltou a marcar. Gabriel Sara fez belo lançamento para Igor Vinícius, que avançou pela direita e cruzou rasteiro para o meia que iniciou a jogada. Sara chegou batendo de primeira e fez seu segundo gol no jogo.

Cuca mexeu duas vezes no intervalo e o Santos voltou mais intenso, levando perigo logo no início. Diego saiu jogando errado pela direita, Soteldo roubou a bola e cruzou na medida para Sánchez que testou livre à esquerda da meta de Volpi. O jogo esfriou nos minutos seguintes e o Peixe só voltou a chegar nos 20, quando Lucas Lourenço arriscou chute perigoso de fora da área.

Como o sistema de iluminação da Vila Belmiro teve uma queda, a partida ficou paralisada por cerca de 15 minutos. Logo no retorno, Marinho sofreu uma falta na intermediária e ele mesmo bateu. Volpi decidiu inverter a barreira e, na finalização forte do atacante do Peixe, ficou sem reação no meio do gol, aceitando o chute. 2 a 2 no placar.

Bastidores – Santos FC:

Cuca justifica Marinho no banco e parabeniza time por reação contra o São Paulo

Após ficar em desvantagem no marcador duas vezes, o Santos conseguiu buscar o empate contra o São Paulo na noite deste sábado, pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na Vila Belmiro, o técnico Cuca justificou a decisão de começar com Marinho no banco e parabenizou seu time pela reação no clássico.

No primeiro tempo, o São Paulo saiu na frente por meio de Gabriel Sara, o Santos empatou com Madson e o mesmo Sara marcou novamente. Na etapa complementar, em uma falha do goleiro Tiago Volpi, Marinho determinou o placar final em cobrança de falta.

“De uma maneira geral, acho que o time no segundo tempo foi muito bem. Não é fácil dominar um jogo como dominamos na segunda etapa, sair duas vezes atrás e buscar o resultado duas vezes. Então, o time está de parabéns, mesmo não tendo vencido”, afirmou Cuca.

Responsável por sete gols e três assistências nas primeiras 10 rodadas do Campeonato Brasileiro, Marinho é o principal jogador do Santos nesta temporada. Após começar no banco de reservas, ele foi colocado por Cuca no lugar de Carlos Sanchez durante o segundo tempo e evitou a derrota do time mandante.

“Hoje, era um jogo importantíssimo e, terça-feira, não é menos importante”, disse Cuca, sobre o duelo contra o Olímpia, pela Copa Libertadores. “Sendo líder, você tem que jogar com o máximo de força. O Marinho sentiu um desconto no adutor e eu pretendia nem usá-lo aqui, mas o jogo pediu e tivemos que colocar”, justificou.

Veríssimo admite primeiro tempo ruim e valoriza melhora na etapa complementar

Em um clássico movimentado na Vila Belmiro, Santos e São Paulo empataram por 2 a 2 na noite deste sábado, pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na saída do gramado, o zagueiro Lucas Veríssimo admitiu o primeiro tempo abaixo do esperado e valorizou a evolução na metade final.

No primeiro tempo, o São Paulo saiu na frente por meio de Gabriel Sara, o Santos empatou com Madson e o mesmo Sara marcou novamente. Na etapa complementar, em uma falha do goleiro Tiago Volpi, Marinho determinou o placar final em cobrança de falta.

“Realmente, a gente não fez um grande primeiro tempo e o time deles foi superior. Mas, ainda assim, criamos. O professor puxou um pouco no vestiário e fizemos um grande segundo tempo. É claro que a gente errou bastante ainda e vamos corrigir para que não aconteça novamente”, disse Veríssimo em entrevista ao Premiere.

O empate diante do São Paulo na Vila Belmiro mantém o Santos ainda sem vencer clássicos nesta temporada. Com o resultado diante do rival, o time alvinegro contabiliza 15 pontos ganhos e figura no sexto lugar da tabela de classificação do Campeonato Brasileiro.

Elogiado por Cuca, meia de 19 anos comemora nova chance no time profissional

Colocado durante o segundo tempo do clássico contra o São Paulo, disputado na noite deste sábado, Lucas Lourenço teve sua segunda chance no time profissional do Santos. Aos 19 anos, o jovem meia celebrou a nova oportunidade no Campeonato Brasileiro e ganhou elogios do técnico Cuca na Vila Belmiro.

“Ele é chato. Menino, mas maduro. É malandro, prende a bola. É pequeno, mas sabe usar o corpo e tem inteligência. Colocou uma bola na diagonal para o Madson que só um meia consegue. Vai evoluir, é lógico. Tem 19 anos e muito chão ainda pela frente. Está engatinhando”, disse Cuca.

Em 2018, Lucas Lourenço foi escalado pelo mesmo treinador durante o confronto com o Sport, disputado na Ilha do Retiro. Na noite do último sábado, o meia substituiu Marcos Leonardo na etapa complementar do clássico encerrado com empate por 2 a 2.

“Estou muito feliz por reestrear e por estrear na Vila Belmiro como profissional. Nesses dois anos, segui trabalhando forte e não baixei a cabeça. Hoje, surgiu a oportunidade. Agradeço ao professor e ao grupo, que me recebeu superbem. Agora, vamos para cima”, disse o garoto, sincero.

“Nas primeiras bolas, você fica um pouco ansioso, mas, depois, acaba entrando no jogo. Para mim, foi importante receber o apoio de todos e me senti muito à vontade. Estou muito feliz pela oportunidade. É agarrar e, se Deus quiser, não sair mais”, afirmou Lucas Lourenço.


São Paulo 2 x 1 Santos

Data: 14/03/2020, sábado, 19h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 10ª rodada (antepenúltima)
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: portões fechados devido a pandemia de Covid-19.
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira
Auxiliares: Daniel Paulo Ziolli e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa.
Cartões amarelos: Tchê Tchê, Arboleda e Pablo (SP); Jobson e Arthur Gomes (S).
Cartão vermelho: Jobson (S, 45-1).
Gols: Arthur Gomes (29-1); Pablo (07-2) e Pablo (21-2).

SÃO PAULO
Lucas Perri; Juanfran, Bruno Alves (Pablo), Arboleda e Reinaldo; Tchê Tchê, Daniel Alves e Igor Gomes (Hernanes); Antony, Alexandre Pato e Vitor Bueno.
Técnico: Fernando Diniz

SANTOS
Everson; Pará, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Felipe Jonatan; Jobson, Carlos Sánchez (Evandro) e Diego Pituca; Arthur Gomes, Soteldo (Tailson) e Yuri Alberto (Madson).
Técnico: Jesualdo Ferreira



São Paulo vira em cima do Santos graças a gols de Pablo e expulsão de Jobson

O São Paulo venceu seu primeiro clássico em 2020 na noite deste sábado, pela 10ª rodada do Campeonato Paulista. Com portões fechados para os torcedores devido ao Coronavírus, o Tricolor fez 2 a 1 em cima do Santos, de virada, no Morumbi praticamente vazio e encaminhou a vaga antecipada às quartas de final.

Pablo foi o nome do San-São. O camisa 9, que tinha apenas um gol na temporada, este anotado logo na estreia do time, entrou no segundo tempo e precisou de 21 minutos para ir às redes duas vezes. Primeiro, aproveitou falha de Everson na saída do gol. Depois, completou cruzamento de Pato e marcou, de cabeça, em lance oriundo de uma sobra de bola após batida de escanteio.

O Peixe jogava bem e estava à frente no placar graças a um belo gol de Arthur Gomes ao melhor estilo Fernando Diniz, técnico são-paulino. Antony saiu jogando errado, Felipe Jonatan tomou a bola e Arthur Gomes deu de letra para Sánchez, que serviu Pará. O lateral devolveu de primeira e o atacante completou.

No entanto, no último lance antes do intervalo, Jobson levou um lindo chapéu de Daniel Alves e ergueu demais a perna. A marca das travas da chuteira da coxa do camisa 10 tricolor renderam o cartão vermelho ao volante santista.

Jobson saiu de campo cobrindo o rosto e chegou a sentar na escadaria de acesso ao vestiário, desolado e inconformado. Nada que evitasse a pressão que o Peixe viria a sofrer até tomar a virada.

O Santos termina, assim, a primeira fase do Campeonato Paulista sem vencer clássicos. O time praiano acumulou derrotas para Corinthians e Santos, além de um empate com o Palmeiras. O gol de Arthur Gomes, neste sábado, foi o único anotado pela equipe contra os maiores rivais.

O resultado levou o São Paulo aos 18 pontos, na liderança geral do Grupo C. Se o Ituano não vencer o Corinthians neste domingo, na Arena, o Tricolor garante a vaga antecipada. O Peixe, apesar do revés, também tem a ponta do Grupo A, com 15 pontos.

Caso o Paulistão não seja interrompido por causa do Coronavírus, o São Paulo voltará a campo para pegar o Bragantino no sábado, de novo no Morumbi. No mesmo dia, o Santos receberá o Santo André na Arena Barueri.

Veríssimo responsabiliza “gols bestas” por derrota do Santos para o São Paulo

Depois de sair na frente, mas ficar com um a menos desde o primeiro tempo, o Santos levou a virada para o São Paulo, no Morumbi, neste sábado. Na saída de campo, Lucas Veríssimo não responsabilizou a expulsão de Jobson pela derrota, mas sim os gols sofridos de bola parada.

“Tomamos dois gols bestas, de bola parada. Acredito que a gente tem que corrigir isso porque não é de hoje. Vamos conversar com o professor e corrigir, porque não pode, em um clássico, a gente perder por dois gols de bola parada”, opinou o zagueiro do Peixe aos canais Premiere.

O Santos até abriu o placar, com Arthur Gomes, aos 29 da segunda etapa. Antes do intervalo, aos 45, Jobson deu entrada dura em Daniel Alves e acabou expulso.

Em desvantagem numérica no segundo tempo, o Peixe praticamente só se defendeu e levou dois gols de bola aérea. No primeiro, Everson saiu mal na cobrança de falta e Pablo empatou o jogo. No segundo, o atacante são-paulino recebeu sozinho o cruzamento de Pato para virar.

Com a derrota, o Santos perdeu a chance de se classificar de maneira antecipada para as quartas de final do Campeonato Paulista. O Peixe ainda lidera o Grupo A com 15 pontos.

Arthur Gomes comemora gol, mas lamenta derrota no San-São

O Santos levou a virada para o São Paulo, neste sábado, mas um atleta conseguiu destaque. Substituto de Sasha, que foi desfalque por lesão no músculo posterior da coxa esquerda, Arthur Gomes marcou o gol do Peixe. Depois da partida, o atacante comemorou o tento anotado, que foi o seu primeiro em clássico.

“É uma jogada que a gente treina bastante. Quando eu não jogo, vejo que o Sasha faz essa movimentação por dentro. O professor falou para eu vir de fora para dentro. Não conseguimos a vitória, que era o mais importante, mas estou feliz pelo gol. Meu primeiro gol em clássico, fico feliz por isso e vamos seguir trabalhando para fazer mais para a torcida”, disse o jogador após a partida.

O gol de Arthur Gomes, entretanto, não foi suficiente. Isso porque, ainda no primeiro tempo, Jobson acabou expulso e o Santos jogou a etapa final com um a menos. Em desvantagem numérica, o Peixe viu o São Paulo virar a partida com dois gols de Pablo.

O atacante santista ainda lamentou a derrota, que segundo ele foi decidida nos detalhes e nos erros do Alvinegro Praiano.

“O clássico é decidido em detalhes, e infelizmente a gente acabou perdendo em campo. São coisas do jogo. Eles aproveitaram os nossos erros nas bolas paradas, e acabamos perdendo. Vamos voltar, ver os vídeos que o professor vai passar para que a gente não volte a ter esses erros”.

Derrota no clássico adia classificação antecipada do Santos no Paulistão

Com a derrota de virada para o São Paulo, no último sábado, o Santos perdeu a chance de se tranquilizar no Campeonato Paulista. Sem os três pontos, o Peixe adiou a classificação para as quartas de final da competição.

O Grupo A da competição tem o Peixe na liderança com 15 pontos, seguido de Oeste e Água Santa com 10. A Ponte Preta aparece na lanterna com 7, mas ainda joga na rodada, contra o Guarani, na segunda-feira.

Uma vitória simples poderia garantir a vaga antecipada para o Santos, caso a Ponte não vencesse o clássico campineiro. Com o revés no San-São, entretanto, o Peixe ainda corre atrás de conseguir a classificação na próxima rodada.


Santos 1 x 1 São Paulo

Data: 16/11/2019, sábado, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 33ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 14.062 pagantes
Renda: R$ 602.192,50
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (SP)
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa-SP) e Alex Ang Ribeiro (SP).
VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira de Amaral (SP)
Cartões amarelos: Felipe Jonatan (S); Pablo, Vitor Bueno e Bruno Alves (SP).
Gols: Carlos Sánchez (07-1) e Daniel Alves (08-2).

SANTOS
Everson; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo e Jorge; Alison (Jean Mota), Evandro (Tailson) e Carlos Sánchez; Felipe Jonatan (Diego Pituca), Sasha e Marinho.
Técnico: Jorge Sampaoli

SÃO PAULO
Tiago Volpi; Juanfran, Bruno Alves, Arboleda e Reinaldo; Jucilei (Liziero); Daniel Alves (Gabriel Sara), Igor Gomes, Tchê Tchê e Vitor Bueno; Pablo.
Técnico: Fernando Diniz



Com presença de Bolsonaro, Santos e São Paulo empatam na Vila Belmiro

Deu empate no clássico San-São deste sábado. Recebendo o São Paulo na Vila Belmiro com direito à presença do presidente Jair Bolsonaro, o Santos até dominou o primeiro tempo e abriu o placar, mas acabou sofrendo o empate na etapa complementar, quando o time de Fernando Diniz melhorou consideravelmente, e teve de se conformar com a igualdade em 1 a 1 no marcador, em partida válida pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. O gol do Peixe foi marcado por Carlos Sánchez, de pênalti. Daniel Alves balançou as redes para o Tricolor.

Com o resultado, o Santos perdeu a oportunidade de assumir a vice-liderança provisória da competição, já que, se ganhasse, empataria com o Palmeiras em número de pontos, mas teria uma vitória a mais – o Verdão entra em campo neste domingo, contra o Bahia, na Fonte Nova. Já o São Paulo desperdiçou a chance de encostar no Grêmio na briga por uma vaga no G4.

O jogo

O São Paulo mal teve tempo para se aclimatar ao jogo e já sofreu um duro golpe. Logo aos seis minutos, Jucilei errou um passe no meio-campo e deu o contra-ataque de presente para o Santos. Evandro recebeu em profundidade, chegou antes de Arboleda e acabou sendo derrubado pelo zagueiro dentro da área. O juiz não teve dúvidas e prontamente marcou pênalti. Carlos Sánchez foi para a cobrança e não desperdiçou, abrindo o placar na Vila Belmiro.

Em dia nada inspirado, o São Paulo só foi responder aos 18 minutos, e não necessariamente com uma jogada de perigo. Daniel Alves recebeu por elevação e, ao tentar se livrar de Gustavo Henrique, foi tocado pelo zagueiro dentro da área, indo ao chão. Mas, desta vez, o árbitro não apontou para a marca da cal, mandando o jogo prosseguir.

Sem demonstrar qualquer tipo de agressividade dentro de campo, o São Paulo parecia cada vez mais entregar o jogo de bandeja para o rival. Aos 36 minutos, o Santos só não ampliou porque faltou sorte a Carlos Sánchez. Daniel Alves foi desarmado ao tentar chapelar um adversário no meio-campo, e Marinho foi acionado em velocidade. Ligado no lance, Tiago Volpi saiu do gol para afastar o perigo, mas acabou entregando a bola nos pés de Sánchez, que tentou encobri-lo, mas mandou para fora.

Antes de as equipes irem para o intervalo, o Peixe ainda teve outra ótima oportunidade para ficar ainda mais confortável na partida, mas novamente desperdiçou. Aos 42, Sasha recebeu pela direita e cruzou rasteiro, para trás, encontrando Evandro, que chegou batendo de primeira, mas mandou por cima do gol.

Com Liziero na vaga de Jucilei, o São Paulo voltou para o segundo tempo mais ligado, só que foi o Santos quem chegou com perigo pela primeira vez. Aos sete minutos, Sasha aproveitou bate-rebate dentro da área para ficar com a sobra do carrinho de Arboleda e bateu cruzado, forçando Tiago Volpi a fazer grande defesa.

Se o Santos não aproveitou a grande oportunidade logo no início da etapa complementar, melhor para o São Paulo. Aos nove minutos, Vitor Bueno fez boa jogada individual para cima de Sánchez e cruzou rasteiro, na medida para Daniel Alves, que teve toda a calma do mundo para, na cara do gol, dominar e bater forte, empatando o jogo na Vila Belmiro.

Após o empate, o São Paulo se empolgou e só não chegou à virada graças ao goleiro Everson. Aos 11 minutos, Pablo recebeu dentro da área, se livrou do primeiro marcador, driblou outro e bateu de canhota, rasteiro, mas fraco. Ainda assim, pela proximidade do arremate, o santista fez ótima defesa. Depois aos 17, o camisa 9 recebeu excelente cruzamento de Daniel Alves, mas não pegou em cheio na bola.

Antes do apito final, o Tricolor ainda teve mais duas chances de acabar com o jejum de mais de 1000 dias sem vencer um clássico fora de casa, mas faltou sorte. Primeiro, aos 36, Arboleda ficou com a sobra do cruzamento na área e bateu em cima de Victor Ferraz, à queima-roupa. Depois, aos 42, Igor Gomes cabeceou no cantinho, mas Everson se esticou todo para fazer a defesa. Desta maneira, coube às duas equipes se conformarem com o empate em 1 a 1 na Vila Belmiro.

Bastidores – Santos TV:

Ferraz vê San-São equilibrado e quer buscar campanha histórica do Santos

O San-São foi equilibrado e o placar final de 1 a 1 representou bem o que foi visto na Vila Belmiro neste sábado. Na saída de campo, o capitão do Santos, Victor Ferraz, analisou a partida e declarou que a equipe não vai desanimar após ter a sequência de quatro jogos com vitórias quebrada.

“A gente fez um primeiro tempo muito bom, mas no segundo eles fizeram mudanças táticas e encaixaram melhor. Sendo bem justo, foi um tempo para cada lado. Eles foram melhor no segundo tempo, mas é clássico, a gente jogou bem e teve chance de fazer mais gols”, disse Ferraz aos canais Premiere.

O Peixe vinha de quatro jogos seguidos com vitórias, mas ainda assim a equipe de Jorge Sampaoli continua com uma sequência de seis jogos sem derrota.

Ferraz ainda falou sobre a campanha do Santos e deixou claro que o objetivo é continuar pontuando para até quebrar recordes no clube.

“Estamos com seis jogos de invencibilidade, vínhamos de quatro vitórias consecutivas. A gente tem feito um grande campeonato. Infelizmente o Flamengo está fora da curva, mas a nossa pontuação é uma das maiores da história do clube. A gente tem condições de passar os maiores times que disputaram os pontos corridos aqui, como a geração de Neymar, de Robinho. Temos objetivo de pontuar o máximo possível e vamos continuar tentando”, declarou.

O empate garante o Santos ao menos na Pré-Libertadores de 2020. A equipe ocupa a terceira colocação com 65 pontos. Os comandados de Sampaoli voltam a campo no próximo sábado, às 21h, quando recebe o Cruzeiro na Vila Belmiro.

Santos garante vaga na Pré-Libertadores em 2020

O Santos garantiu a vaga na Pré-Libertadores em 2020 ao empatar com o São Paulo por 1 a 1 neste sábado, na Vila Belmiro, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com 67 pontos, o Peixe não pode mais sair do G-6. Se vencer o Cruzeiro no próximo sábado, de novo na Vila, o Alvinegro terá a vaga confirmada na frase de grupos da competição continental.

O Santos segue na terceira colocação do Brasileirão, agora a nove pontos do Grêmio, mas dois a menos que Palmeiras e a 13 do líder Flamengo.

O Peixe não disputou a Libertadores deste ano e foi eliminado da primeira fase da Sul-Americana pelo River Plate (URU).

Sampaoli confirma reunião com Autuori para definir futuro no Santos

A campanha “Fica, Sampaoli” ganha cada vez mais força entre os torcedores do Santos. No empate contra o São Paulo, neste sábado, foi possível ouvir os gritos na Vila Belmiro pedindo a permanência do treinador, quando ele entrou em campo.

Após a partida, Sampaoli confirmou que fará uma reunião na próxima semana com o superintendente Paulo Autuori para definir o seu futuro no clube.

“Sobre 2020 e planejamento, antes do clássico adiamos reunião com o Paulo Autuori. Para ele manifestar seu ponto de vista e eu o meu, analisando o ano para saber se há possibilidade de estarmos juntos no projeto do Santos 2020. Devemos ter a reunião na próxima semana. Ideia é se classificar para a Libertadores, objetivo importante para clube e cidade. Veremos se essa semana teremos reunião para ver algo.”, declarou.

Sampaoli ainda definiu o que espera para poder continuar no Peixe no ano que vem.

“Clube tem que definir a postura para meu segundo ano. Não posso estar pendente de um sonho sem outorgar o que a torcida quer. Se posso me erradicar onde gosto e tenho projeto bom, não há motivo para não ficar. Depende do planejamento e se coincide. Amanhã esse carinho se transformará em ódio se não ganharmos. Não quero que digam que sou mal, por isso temos que ganhar sempre, ou ao menos com jogadores baseados num estilo. Se não posso dar o que a torcida quer, não posso ficar”, disse o argentino.

A campanha com Sampaoli no Campeonato Brasileiro coloca o Santos na terceira colocação com 65 pontos até aqui. O Peixe volta a campo no próximo sábado, às 21h, quando recebe o Cruzeiro na Vila Belmiro.

Venda de cativas funciona, e Santos tem maior público e renda na Vila em 2019

O Santos teve o maior público e renda de 2019 na Vila Belmiro no empate em 1 a 1 com o São Paulo no último sábado, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O Peixe esgotou os ingressos na terça-feira e recebeu 14.062 torcedores no clássico, com arrecadação bruta de R$ 602.192,50.

“O que me deixou feliz foi o público de hoje… Mais de 14 mil. Melhor público do Santos na Vila nos últimos anos”, disse o presidente José Carlos Peres, à Gazeta Esportiva.

O Alvinegro comercializou cerca de 1000 cadeiras e potencializou o setor social do estádio. A medida de colocar no sistema de vendas as cativas inadimplentes surtiu efeito.

Sampaoli comenta visita de Bolsonaro à Vila e defende democracia

A presença de Jair Bolsonaro na Vila Belmiro, para assistir ao clássico entre Santos e São Paulo, causou polêmica. Entre notas de repúdio das torcidas organizadas e pedido de respeito do presidente José Carlos Peres, o técnico Jorge Sampaoli também comentou sobre o tema.

Auto-declarado como de “centro-esquerda” no espectro político, Sampaoli falou que não poderia proibir a presença de Bolsonaro no estádio. O treinador colocou as diferenças políticas de lado e entendeu o direito do Presidente comparecer ao jogo.

“É democracia. Temos que defender liberdade e democracia. Sou treinador. Não sei em que cabeça cabe que posso proibir a presença do Bolsonaro, vindo de outro país é até uma falta de respeito”, iniciou o treinador.

Sampaoli voltou a falar sobre defender a democracia. O argentino foi ativista político na sua juventude, nos tempos de ditadura militar no país vizinho, e relembrou a época, fazendo um paralelo com a situação política na Bolívia.

“Mais do que pensamentos políticos, temos que defender a democracia. Vivi ditadura no país e nunca deixarei de defender a democracia. Olhem a Bolívia. O que eu mais desejo é não voltar a um lugar de execução como vivi na minha infância”, finalizou.

Bolsonaro chegou à Vila Belmiro minutos antes da bola rolar. O Presidente visitou o Memorial das Conquistas do clube, passou pelas cativas, onde tirou fotos com alguns torcedores, e assistiu a partida no camarote da presidência, com a camisa do Santos.

“Minha vontade era ter dado um soco na cara dele”, diz Sasha após confusão com Jorge ( Em 18/11/2019 )

Eduardo Sasha foi sincero em coletiva realizada nesta segunda-feira. Quando questionado sobre o desentendimento com Jorge no clássico com o São Paulo, o atacante do Santos revelou que passou por sua cabeça dar um soco no companheiro e ainda disse que perdeu o respeito pelo defensor.

No primeiro tempo, Jorge optou por finalizar uma jogada a gol em vez de tocar para Sasha, que reclamou da opção do defensor. O lateral foi em direção ao centroavante e colocou o dedo no rosto do companheiro durante a confusão.

“Admito que fiquei muito chateado pela situação que aconteceu, por eu ser um cara que respeito muito as pessoas, principalmente meus companheiros. Confesso que a minha vontade foi de, na hora, ter dado um soco na cara dele, mas o profissionalismo falou mais alto, porque eu sabia que se eu reagisse da forma que eu quisesse, ou de cabeça quente, eu ia acabar prejudicando demais a equipe. Depois do jogo ele me pediu desculpas, para os companheiros, mas o carinho e o respeito que eu tinha por ele acabou naquele momento”, disse Sasha.

“No meu ponto de vista, eu poderia estar errado na hora do jogo. Eu estava sozinho e ele poderia ter efetuado o passe para eu ter a oportunidade de finalizar. Não foi o que aconteceu, reclamei, normal do jogo, mas ele se excedeu”, completou.

Sasha ainda refletiu sobre a postura de não prolongar a discussão, uma vez que o atacante saiu de perto do lateral. “Se eu tivesse tido a mesma atitude de reagir no calor do jogo, todo o grupo seria prejudicado. O juiz acabaria expulsando os dois. Eu tive calma. Com o tempo eu aprendi que a gente deve bem pensar antes de falar alguma coisa. Pensando bem, foi a melhor coisa que eu fiz”, analisou.

Por fim, o atacante afirmou que o desentendimento não prejudicará a equipes no decorrer da temporada, revelou que Jorge pediu desculpas pela atitude e declarou Sampaoli não interviu na situação mesmo depois da partida.

“Não (vai afetar a equipe), até porque, se eu consegui me controlar naquele momento que estava de cabeça quente e não atrapalhou muito, daqui para frente não acontecerá mais nenhum incômodo dessa postura que aconteceu no jogo”, ponderou.

“Muita gente acabou nem vendo. Apenas algumas pessoas, não sei se na hora do intervalo ele (Sampaoli) estava ciente da situação. Ele (Jorge) me pediu desculpa particularmente, depois na frente do grupo. Como sou uma pessoa tranquila e tenho respeito, aceitei a desculpa. Já passou, mas o respeito que eu tinha por ele acabou naqueles segundos que ele tomou a atitude”, finalizou.