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Santos 1 x 1 Grêmio

Data: 16/10/2016, domingo, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 31ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.969 pagantes
Renda: R$ 230.510,00
Árbitro: Pablo dos Santos Alves (PB)
Auxiliares: Oberto Santos da Silva e Tomaz Diniz de Araújo (ambos de PB).
Cartões amarelos: Lucas Lima (S); Lincoln, Guilherme Amorim, Bruno Grassi, Kannemann, Maicon, Rafael Thyere e Lincoln (G).
Gols: Everton (09-1) e Noguera (20-1).

SANTOS
Vanderlei, Victor Ferraz, Fabián Noguera, David Braz (Yuri) e Zeca; Renato, Thiago Maia (Paulinho), Lucas Lima e Jean Mota (Vitor Bueno); Copete e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior

GRÊMIO
Bruno Grassi; Wallace Oliveira, Rafael Thyere, Fred (Kannemann) e Iago; Guilherme Amorim, Jailson, Kaio (Maicon) e Lincoln; Guilherme (Bolaños) e Everton.
Técnico: Renato Gaúcho



Santos tropeça nos reservas do Grêmio e perde chance de subir na tabela

A derrota do Atlético-MG para o Botafogo daria a chance de o Santos assumir a terceira posição do Campeonato Brasileiro, porém o Peixe tropeçou no time reserva do Grêmio e ficou no empate por 1 a 1, neste sábado, na Vila Belmiro. O Tricolor gaúcho saiu na frente com Everton, mas Noguera deixou tudo igual.

Priorizando a Copa do Brasil, Renato Gaúcho surpreendeu ao escalar o Grêmio com uma formação totalmente alternativa. Os reservas da equipe gaúcha corresponderam e conseguiram sair na frente, mas depois sofreram o empate. O jogo foi bastante movimentado e terminou com chances para os dois times nos instantes finais.

O jogo

Atuando em casa contra a equipe reserva do Grêmio, o Santos começou no ataque e chegou pela primeira vez logo aos três minutos. Victor Ferraz apareceu na frente, cruzou para a área e Jean Mota finalizou em cima de Rafael Thyere. Na sequência da jogada, o Grêmio saiu em contra-ataque rápido e Everton por pouco não saiu cara a cara com Vanderlei. David Braz fez o desarme providencial.

O Peixe apostava nos ataques pelo lado direito. Aos cinco minutos, Victor Ferraz foi à linha de fundo e cruzou. A bola passou por toda a área e ficou com Lucas Lima, que tentou ajeitar para o meio, mas Thyere cortou. O Tricolor gaúcho respondeu quatro minutos depois, com gol. Everton recebeu na direita, girou em cima de Thiago Maia e bateu cruzado de pé esquerdo, sem chances para Vanderlei.

O gol sofrido obrigou o Santos a atacar, enquanto o Grêmio recuou o time. Aos 13 minutos, Jean Mota abriu pela lateral e arriscou a finalização, mas mandou nas mãos de Bruno Grassi. Na sequência, Victor Ferraz encontrou Ricardo Oliveira na área e o atacante caiu em disputa com Rafael Thyere. Os santistas reclamaram de pênalti, porém o árbitro nada marcou.

De tanto insistir, o Peixe chegou ao empate na marca de 20 minutos. Lucas Lima cobrou escanteio da esquerda e Noguera cabeceou com liberdade no meio da área. A bola ainda tocou na trave antes de entrar. Aos 28, quase veio a virada alvinegra. Copete recebeu lançamento nas costas da zaga e ficou frente a frente com Bruno Grassi, mas o goleiro gremista saiu bem do gol e evitou.

Melhor na partida, o Santos sufocava o Grêmio e criava chances de marcar. Aos 31, Ricardo Oliveira pegou sobra na área, girou e bateu forte. A bola desviou na zaga tricolor e saiu à direita de Bruno Grassi. Na cobrança de escanteio, Noguera novamente cabeceou livre, mas desta vez mandou por cima. Aos 35, Victor Ferraz cruzou para Copete, mas o colombiano furou. Zeca pegou a sobra e bateu de primeira da entrada da área, assustando o goleiro.

Mesmo acuado pelo poder ofensivo do adversário, o Grêmio não deixava de atacar. No final do primeiro tempo, aos 45 minutos, os gaúchos quase fizeram o segundo gol. Iago avançou pela esquerda, percebeu que tinha espaço e bateu forte rasteiro. Vanderlei se esticou todo e espalmou para escanteio.

O segundo tempo começou truncado, com as duas equipes cometendo mais faltas. O árbitro mostrou três cartões amarelos nos seis primeiros minutos. Santos e Grêmio tinham dificuldades para construir as jogadas, em especial no momento do passe que antecede a finalização. A primeira chance de perigo aconteceu apenas aos 18 minutos e foi do time da casa. Após boa trama pela esquerda entre Lucas Lima e Copete, o colombiano cruzou para a área. Thiago Maia chegou desviando de primeira, mas mandou na rede pelo lado de fora.

O Santos voltou a assustar a meta defendida por Bruno Grassi na marca de 21 minutos. Kannemann afastou mal e jogou a bola para a própria área. Ricardo Oliveira protegeu e Copete bateu de primeira, porém pegou muito embaixo da bola e mandou por cima. Aos 35, Vitor Bueno bateu forte da entrada da área e obrigou o arqueiro gremista a fazer grande defesa.

A partida ganhou em emoção nos minutos finais. Na marca de 38 minutos, o Grêmio desperdiçou grande chance. Everton arrancou com liberdade e deu uma cavadinha na cara de Vanderlei, que desviou a bola. O atacante pegou o rebote e tocou por cima, mas a bola bateu no travessão e saiu pela linha de fundo. O Santos respondeu na sequência com finalização de Vitor Bueno que carimbou o poste esquerdo de Bruno Grassi. Apesar das tentativas, o placar não foi mais alterado.

Bastidores – Santos TV:

Dorival lamenta empate do Santos, mas comemora ponto conquistado

O empate por 1 a 1 contra o Grêmio, neste domingo, na Vila Belmiro, não era o resultado que o Santos queria. O Tricolor gaúcho jogou com uma equipe alternativa e trouxe problemas para o Peixe, que saiu atrás no marcador, mas conseguiu buscar a igualdade. Dorival Júnior lamentou o empate, mas comemorou o ponto conquistado.

“Nós nos desgastamos muito para tentar procurar o empate e depois disso tivemos algumas dificuldades. No fim o jogo ficou muito franco, muito aberto de uma maneira desnecessária e os riscos foram muito claros para as duas equipes. Então não tem essa de que o sabor é de derrota. Nós sabíamos das dificuldades”, disse o treinador santista.

“Fizemos um ponto, nos aproximamos mais do que estão na nossa frente e a ideia é que continuemos assim a cada rodada, sempre pontuando. Naturalmente seria importante uma vitória, mas nem sempre ela acontece”, completou.

A decisão de Renato Gaúcho de mandar a campo uma formação alternativa para enfrentar o Santos na Vila Belmiro não surpreendeu Dorival. O comandante alvinegro defendeu a utilização dos jogadores reservas quando os titulares estão desgastados fisicamente.

“Não, ele já tinha dado um sinal desse tipo em uma das entrevistas dele. O ano passado nós fizemos errado e esse ano o Renato fez certo. É para vocês verem que o futebol não tem mágica. Quando um efetivo está cansado é muito melhor ter uma suplência descansada e em condições de poder brigar, de poder correr de igual para igual com uma equipe”, finalizou.

Dorival não descarta fazer mudanças no time para o duelo contra o Inter

Depois do empate por 1 a 1 com o Grêmio, no domingo, as atenções do Santos se voltam para o duelo de volta das quartas de final da Copa do Brasil contra o Internacional, nesta quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), no Beira-Rio. Apesar da importância da partida, Dorival Júnior ainda não sabe se poderá contar com todos os titulares e não descartou utilizar alguns reservas, assim como fez Renato Gaúcho na Vila Belmiro.

“Não dá para saber. É isso que é difícil e as pessoas não conseguem entender. Nós ficamos sabendo internamente, não sei se procede, que a própria equipe do Grêmio, alguns jogadores, chegaram para o Renato e pediram para que não atuassem em razão do excessivo desgaste que estavam tendo e, de repente, o Renato modifica completamente a equipe. O nosso desgaste foi excessivo, foi um desgaste absurdo. O jogo do meio de semana já foi muito desgastante e você não consegue uma recuperação completa. Aí eu deixo a pergunta, qual é a decisão a ser tomada? O que é correto e o que não é?”, questionou Dorival em entrevista à TV Gazeta.

O treinador santista ressaltou que a decisão de escolher o time não é tão fácil como parece, mesmo diante de uma partida decisiva na reta final da segunda competição mais importante do futebol brasileiro.

“É muito complicado e nós temos de ter o discernimento a partir do momento que nós ouvimos o departamento médico, o departamento físico e a fisiologia para saber qual posição tomar. Mas nós precisamos de uma equipe forte e competitiva para o jogo forte e difícil de quarta-feira contra o Inter”, completou.

Com dois gols, Noguera vê bola aérea como ‘arma’ para ser titular

Acostumado a sofrer com as bolas aéreas, o Santos ganhou uma boa opção para ajudar a equipe pelo alto. No alvinegro desde julho, o zagueiro Fabián Noguera demorou para ganhar uma oportunidade, mas correspondeu quando entrou em campo. Em apenas três jogos, o defensor já tem dois gols marcados de cabeça. O primeiro veio em amistoso diante do Benfica, no dia 8, enquanto o segundo foi contra o Grêmio, neste domingo, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Mostrando força pelo alto, o argentino vê esta jogada como sua principal arma dentro de campo e acredita que essa virtude pode lhe dar mais chances entre os titulares. Com 1,93 metros de altura, Noguera ainda vê o jogo aéreo como um problema no futebol brasileiro.

“Eu falava quando eu cheguei que olhava muito os times brasileiros, e muitos têm dificuldade em bolas de cabeça. Como minha especialidade é essa, com a cabeça, quero ajudar mais o time na bola parada”, afirmou o defensor, em entrevista coletiva nesta segunda-feira, no CT Rei Pelé.

Apesar de ser seu terceiro jogo com o camisa do Santos, o duelo contra o Grêmio foi a primeira vez que Noguera atuou durante os 90 minutos de uma partida. Afastado do Banfield desde quando assinou um pré-contrato com o Peixe, no começo do ano, o zagueiro acredita que isso atrapalhou seu ritmo de jogo e afirma ainda não estar 100% dentro de campo.

“Fisicamente eu cheguei bem. Fiz um trabalho especial quando cheguei aqui, mas ainda não estou 100% futebolisticamente, tanto que os últimos 10 minutos contra o Grêmio eu senti um pouco mais. Não tive pré-temporada este ano, e todo jogador precisa dos seus 15 dias de preparação para entrar bem. Finalizei o torneio na Argentina e ficava com seis meses de contrato, aí apareceu a proposta do Santos eu não renovei para assinar. Por conta disso, o Banfield me fez treinar à parte. Dorival achou que era melhor uma adaptação. Eles (Banfield) queriam fazer um novo contrato comigo, mas quando escutei a proposta do Santos, eu larguei tudo e só pensei em vir pra cá”, concluiu.

Vitor Bueno sente lesão novamente e vira dúvida contra o Inter

Após ficar 22 dias parado com uma lesão no músculo adutor da coxa esquerda, o meia Vitor Bueno voltou ao Santos neste domingo e participou dos minutos finais do empate por 1 a 1 contra o Grêmio, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. Porém, na reapresentação do elenco, nesta segunda-feira, o jogador sentiu uma fisgada no mesmo local e precisou sair do treino mais cedo, no CT Rei Pelé.

Treinando com bola desde o fim da última semana, Bueno estava sendo preparado para ser titular no confronto diante do Internacional, nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), no Beira-Rio, pelo duelo de volta das quartas de final da Copa do Brasil. Porém, o atleta passará por alguns exames para saber se terá condições de entrar em campo.

Artilheiro da equipe na competição nacional com 10 gols, o meia sentiu a lesão na derrota santista para o Sport, no último dia 24 de setembro, na Ilha do Retiro. Com previsão inicial de pelo menos um mês fora dos gramados, Bueno surpreendeu os médicos e retornou antes do tempo estipulado.

Na partida contra o Grêmio, neste domingo, o jogador entrou aos 32 minutos do segundo tempo e agradou ao técnico Dorival Júnior. Apesar do tempo parado, o meia participou de alguns lances e quase virou o jogo para o Santos em duas oportunidades. Na primeira, ele arriscou um chute de fora da área e obrigou o goleiro Bruno Grassi a fazer boa defesa. Depois, o jogador apareceu dentro da área e acertou a trave do arqueiro gremista.

Após o empate diante do Tricolor Gaúcho, o técnico Dorival Júnior comandou uma atividade só com os reservas e os atletas que entraram no segundo tempo da partida deste domingo. Enquanto isso, os titulares fizeram um treino regenerativo, visando o duelo contra o Internacional. Se Vitor Bueno não puder atuar, abaixa será dupla, já que o meia Jean Mota, substituto natural da posição, já atuou pelo Fortaleza na Copa do Brasil e não poderá jogar na competição

A equipe que deve encarar o Inter será formada por: Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, David Braz e Zeca; Thiago Maia, Renato e Lucas Lima; Vitor Bueno (Vecchio); Copete e Ricardo Oliveira.

Dorival nega gosto de derrota em empate do Santos: “Sabor de ponto”
Técnico valoriza ponto conquistado no 1 a 1 contra os reservas do Grêmio, na Vila Belmiro. Peixe poderia assumir a terceira colocação se vencesse

O Santos empatou por 1 a 1 contra o time reserva do Grêmio neste domingo, na Vila Belmiro. Sabor de derrota? Não. Resultado tem “sabor de ponto” para o técnico Dorival Júnior.

O treinador valorizou a atuação do Tricolor, que teve jogadores descansados em campo, e lamentou os erros no último passe e o azar para não chegar à vitória.

– Não tem essa de sabor de derrota. É um empate com sabor de ponto. Nós criamos, lutamos, tivemos chances de vencer. Jogamos contra um adversário difícil, descansado, focado. Renato (Gaúcho) foi bem na escolha – analisou o treinador em entrevista coletiva, na Vila Belmiro.

– Deixamos de acertar no último passe, ficamos ansiosos em busca do resultado, e tivemos azar também. No lance em que a bola bate na trave (chute do Vitor Bueno), sobra para Paulinho, que não consegue dominar, e Ricardo Oliveira estava sozinho. São coisas do jogo – completou.

Mesmo com a vantagem de nove pontos para o líder Palmeiras, Dorival não joga a toalha na disputa pelo título. Faltam sete rodadas para o término do Campeonato Brasileiro.

– Continuamos brigando até o último momento. Por que não o título? Temos sete jogos, 21 pontos. Há uma diferença considerável, ninguém aqui é insano de pensar diferente, mas estamos motivados e vamos até o fim. Não vamos mudar o pensamento por causa do resultado. Futebol é cíclico, muda muito. Temos confronto (direto) ainda – concluiu.

Santos 1 x 1 Benfica

Data: 08/10/2016, sábado, 16h05.
Competição: Amistoso
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 10.149
Renda: R$ 575.152,00
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Auxiliares: Rogério Pablos Zanardo e Bruno Salgado Rizo (ambos de SP).
Cartões amarelos: Luiz Felipe (S).
Gols: Salvio (01-2, de pênalti) e Fábian Noguera (42-2).

SANTOS
Vanderlei (John/João Paulo), Victor Ferraz (Daniel Guedes), David Braz (Lucas Veríssimo), Luiz Felipe (Fábian Noguera) e Zeca (Caju); Renato (Yuri/Fernando Medeiros), Thiago Maia (Léo Cittadini/Walterson), e Elano (Vecchio/Matheus Oliveira); Jean Mota (Paulinho/Joel), Copete (Rafael Longuine) e Ricardo Oliveira (Giovanni/Rodrigão/Léo).
Técnico: Dorival Junior

BENFICA
Ederson; André Almeida (Alan Benitez), Luisão, Lisandro López (Rúben Diaz) e Eliseu (Yuri Ribeiro); Celis, Danilo e Cervi (Dálcio); Salvio, Carrillo (Léo/Diego Gonçalves) e Luka Jovic (José Gomes).
Técnico: Rui Vitória



Santos arranca empate com Benfica e garante festa para ídolos

O Estádio Urbano Caldeira foi palco de um evento especial para os torcedores do Santos neste sábado. Após proporcionar muitas alegrias aos santistas, foi a vez da Vila Belmiro receber uma homenagem. O ‘Alçapão’, que completa 100 anos na próxima quarta-feira, recebeu um amistoso do alvinegro contra o Benfica. Além disso, o clube também preparou uma grande festa para homenagear seus ídolos Léo e Giovanni. Mas faltou avisar os portugueses. Cobrando pênalti no início do segundo tempo, Salvio marcou e quase estragou a festa alvinegra. Porém, no apagar das luzes, o zagueiro Fábian Noguera deixou tudo igual no duelo.

O ex-lateral esquerdo jogou os 10 minutos finais da primeira etapa pela equipe portuguesa. Já pelo Peixe, Léo entrou na reta final do duelo e viu de perto o empate com o alvinegro. Outro ídolo, o ex-meia Giovanni entrou também no fim do primeiro tempo, foi homenageado no intervalo, e ainda jogou mais alguns minutos. Os dois pouco acrescentaram na partida. Mas o que valeu foi a festa na Vila Belmiro.

O jogo

Jogo bom no início, confusão e homenagens

Assim que a bola rolou na Vila Belmiro, a primeira boa oportunidade do amistoso foi do Santos. Logo aos dois minutos, Celis recuou mal e Ricardo Oliveira apareceu livre na entrada da área. O atacante, porém, tentou driblar o goleiro Ederson e foi interceptado. O Benfica não deixou barato e respondeu com duas chances claras logo em seguida. Primeiro, Salvio chutou de fora da área e a bola passou por cima do travessão. Na sequência, Eliseu cruzou na marca do pênalti e Cervi certou um bonito voleio, assusta Vanderlei.

Após a pressão inicial dos portugueses, o Santos cresceu no jogo e equilibrou as ações. Tanto que aos 14 minutos, Ricardo Oliveira mandou uma bomba de fora da área, quase abrindo o placar na Vila. No lance seguinte, o próprio camisa 9 arriscou mais uma de longe. O goleiro Ederson rebateu e Copete isolou.

E se alguém pensava que os times iriam entrar de forma ‘leve’ por ser um amistoso, o meia Cervi tratou de acabar com esse papo. Aos 24 minutos, o argentino deu uma entrada dura em Renato. O volante ficou no chão por alguns segundos e pediu para ser substituído após a pancada. Yuri entrou em seu lugar. Após o choque, Luisão discutiu com Luiz Felipe e os jogadores se estranharam.

O clima seguiu tenso. Aos 29 minutos, o zagueiro Luiz Felipe revidou a falta em Cervi e levou cartão amarelo. E para amenizar os ânimos, só a presença de um ‘Messias’ em campo. No minuto seguinte, o Santos promoveu a entrada de Giovanni na vaga de Ricardo Oliveira. Com G10 em campo, o jogo voltou ao normal e ficou mais com cara de amistoso. Porém, as equipes diminuíram o ritmo e o duelo perdeu intensidade.

Preocupado com a sequência do Peixe no Campeonato Brasileiro, o técnico Dorival Júnior promoveu alterações por atacado na equipe. Victor Ferraz, Zeca, Elano, Luiz Felipe, Thiago Maia e Jean Mota saíram e deram a vaga para Daniel Guedes, Caju, Vecchio, Fábian Noguera, Léo Cittadini e Paulinho, respectivamente.

Como já veio com o time remendado, o Benfica promoveu apenas uma mudança antes do intervalo. E foi a substituição mais esperada do dia. Aos 39 minutos, Léo entrou na vaga de Carrilo na equipe portuguesa. Porém, o ex-lateral teve pouco tempo para mostrar alguma coisa e o primeiro tempo terminou 0 a 0 na Vila Belmiro.

Mais homenagens e redenção no fim

Após o apito de Raphael Claus, o ex-meia Giovanni foi ovacionado pela torcida alvinegra e recebeu algumas homenagens no gramado. Mesmo assim, o ‘Messias’ retornou para o segundo tempo na Vila, mas saiu logo aos quatro minutos, sendo novamente reverenciado pelos santistas. Mas antes disso, o Benfica já havia jogado água no chopp do Peixe.

Logo no primeiro minuto, José Gomes entrou na área e foi derrubado por Lucas Veríssimo. Pênalti para os Encarnados. Salvio bateu no meio e abriu o placar na Vila. Após o gol, o jogo ficou lento, praticamente parado.

As duas equipes promoveram diversas alterações e o bom ritmo da primeira etapa desapareceu. O Santos ainda assustou após bom passe de Rafael Longuine para Rodrigão. O centroavante dominou e bateu forte. A bola passou perto do travessão. Mesmo assim, a partida ficou arrastada na Vila Belmiro.

Após boa parte do segundo tempo passar sem emoção, José Gomes foi mais uma vez pra cima de Lucas Veríssimo. E o zagueiro cometeu outro pênalti claro. O próprio centroavante do Benfica bateu. Mas desta vez, o goleiro João Paulo salvou os santistas.

Quando parecia que a vitória ficaria com os portugueses, o zagueiro Fábian Noguera aproveitou cobrança de falta de Matheus Oliveira, subiu mais que todo mundo e escorou para o gol. O defensor ainda contou a falha do goleiro Ederson para marcar seu primeiro tento com a camisa do Peixe e garantir a festa na Vila Belmiro.

Bastidores – Santos TV:

Léo agradece despedida com festa na Vila: “Passa um filme”

A despedida oficial de Léo com a camisa do Santos foi exatamente do jeito que o ex-lateral queria. Apesar do Benfica quase ter estragado a festa realizada neste sábado, na Vila Belmiro, o gol de Fábian Noguera no fim garantiu a igualdade no marcador e deixou a comemoração perfeita para o eterno camisa 3.

“Eu fiquei meio temeroso, porque o jogo estava muito rápido e até um pouco violento. Acabou que deu tudo certo. Agora nós fechamos o ciclo com chave se ouro”, afirmou Léo, em entrevista coletiva após o amistoso contra a equipe portuguesa.

Em 2014, ano em que encerrou sua carreira, o ex-lateral-esquerdo viveu um litígio com a diretoria que comandava o Peixe naquela época. Tanto que o “Guerreiro da Vila”, como é conhecido pela torcida, acabou se aposentando discretamente. Sua última partida oficial pelo alvinegro foi contra o Mixto-MT, pela Copa do Brasil, na Arena Pantanal. Porém, após mais de dois anos, Léo vibrou com a festa de despedida.

“É a minha segunda casa, é minha vida esse clube. Eu fiquei andando ali no gramado da Vila e já não tinha mais ninguém. Passa um filme de tudo o que vivi. Vitórias, derrotas, conquistas, frustrações. Mas a sensação é de dever cumprido e de agora estar com a cabeça mais tranquila, mais leve, sabendo que deixei um legado”, disse.

Maior campeão pelo Santos após a ‘Era Pelé’, o ex-lateral-esquerdo conquistou oito títulos: Libertadores, Recopa Sul-Americana, Copa do Brasil, duas edições do Campeonato Brasileiro e três do Paulistão. Com a camisa alvinegra, foram 455 jogos oficiais entre os anos de 2000 e 2005 e de 2009 a 2014.

Agora oficialmente aposentado, Léo já participa de algumas ações nos bastidores do Santos e não pretende abandonar o futebol. “Vou procurar trabalhar fora de campo para tentar retribuir de alguma forma o que o clube me deu. Pretendo ir para a Europa. Passar, não sei, seis meses ou um ano indo aos clubes europeus para ver como é feita a gestão, a logística. Faz-se necessário. O futebol exige isso. Quanto mais conhecimento tiver é melhor”, completou o ex-lateral santista.

Convidado de honra da festa, Giovanni vibra com amistoso: “Foi fácil aceitar”

Apesar da festa que o Santos promoveu neste sábado ser direcionada para a Vila Belmiro, que completa 100 anos na próxima quarta-feira, e para o ex-lateral-esquerdo Léo, que ganhou sua despedida oficial, o amistoso contra o Benfica também teve uma presença ilustre e que roubou os holofotes no empate em 1 a 1.

Convidado por Léo, o ídolo Giovanni entrou aos 30 minutos do primeiro tempo e saiu de campo no começo da segunda etapa. O ‘Messias’, como ficou conhecido pela torcida, também recebeu algumas homenagens no intervalo do duelo. Apesar do jeito tímido e de preferir não aparecer muito, o ex-camisa afirmou que não foi difícil aceitar participar da festa.

“Estou muito feliz. Foi um pouco inesperado. Eu realmente não tinha a noção do que seria essa festa. Passa muita coisa na cabeça. A gente relembra todos os jogos, não só dentro de campo. No vestiário, tive a oportunidade de estar no CT, almoçar com o pessoal. A gente sempre relembra tudo aquilo que nós vivenciamos. Eu tinha que aceitar. A escolha foi fácil”, brincou Giovanni.

Autor do convite, Léo retrucou logo na sequência. “Nunca corri tanto atrás de alguém como corri atrás dele. Mas é um ídolo que eu tenho e ele não poderia ficar fora”.

Aposentado desde 2010, Giovanni surpreendeu e superou as expectativas. Afinal, estava previsto que o ex-meia jogaria apenas alguns minutos no final do primeiro tempo e depois pararia. Porém, G10 ainda voltou do intervalo e fez algumas jogadas antes de ser substituído por Rodrigão.

“Tem muito atleta que quando para tem uma outra mentalidade. Mas eu sempre mantenho minha parte física e jogo minhas peladas por aí. Mas no meu caso, eu sabia que não estava carregando nenhum peso. O pessoal iria entender errasse um passe, coisa que não acontece com quem está começando. Temos de aproveitar sempre o momento, porque passa. Eu sempre ouvia isso quando era jovem. E passa mesmo, muito rápido. Agora, a gente fica só olhando”, afirmou Giovanni.

Ao contrário do amigo Léo, que afirmou pretender continuar no futebol, o ‘Messias’ prefere seguir sua vida longe das quatro linhas. “Não posso dizer ‘nunca’, mas no momento meu pensamento é de estar em casa com a minha família. Sabemos que o futebol tem um desgaste muito grande, viagens. Meu pensamento é de permanecer como estou”, concluiu.

Noguera estreia com gol e afirma estar pronto para jogar no Santos

Após passar três meses apenas treinando com o elenco do Santos, o zagueiro Fabián Noguera finalmente fez sua estreia com a camisa do novo clube. E logo no primeiro compromisso, o defensor mostrou que tem estrela. Quando o amistoso contra o Benfica, neste sábado, na Vila Belmiro, caminhava para uma derrota santista, o argentino escorou de cabeça e contou com a falha do goleiro Ederson para empatar o duelo.

Depois de um período de adaptação e recondicionamento físico, Noguera vibrou com o tento marcado e disse estar pronto para ganhar mais oportunidades na equipe comandada por Dorival Júnior.

“Foi um gol muito importante. Quando um jogador espera sua estreia, sonha com gol. Fiquei muito tempo parado, sem jogar, mas agora já estou pronto. Quando o Dorival precisar, estou à disposição. Tem três meses que estou aqui treinando com o grupo. Tive uma pequena lesão, mas não foi nada”, disse.

O defensor não atuava desde outubro do ano passado, quando foi afastado pelo Banfield, da Argentina, por ter recusado a renovação contratual. Ele acertou um pré-contrato com o Santos e foi apresentado no dia 6 de julho. Aos 23 anos, o zagueiro tem a concorrência no elenco alvinegro de David Braz, Gustavo Henrique (que rompeu o ligamento do joelho e só volta em 2017), Luiz Felipe e Lucas Veríssimo.

Agora, Noguera vive a expectativa de ser relacionado para o seu primeiro jogo oficial com a camisa alvinegra. E isso pode acontecer já na próxima quinta-feira, quando o Santos encara o São Paulo, às 21h (de Brasília), no Pacaembu, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Léo brinca com provocação ao Barça em 2011: “Não me arrependo”

Apesar de ser o maior campeão pelo Santos após a ‘Era Pelé’, conquistando oito títulos, como Libertadores, Copa do Brasil, Brasileirão, entre outros, o ex-lateral-esquerdo Léo também marcado pela sua postura fora de campo. Fora das quatro linhas, ele gostava de sempre provocar os adversários. Tanto que é lembrado até hoje pelos rivais por uma frase que disse após levantar a taça da Liberta, em 2011.

“No Japão, a gente se encontra lá. Vamos pegar o Barcelona lá, vamos ver se é tudo isso”, disse o ex-camisa 3 na ocasião, na festa que o clube fazia dentro da Vila Belmiro após a conquista.

Depois do empate em 1 a 1 com o Benfica, em amistoso que faz parte das comemorações pelos 100 anos da Vila Belmiro, Léo riu da famosa provocação ao Barcelona e não perdeu a oportunidade de dar uma ‘cutucada’ nos rivais do alvinegro. “Não me arrependo, não. Eu paguei para ver, paguei mesmo. Eu tive a oportunidade… Quero ver se outros vão ter, né”, disse o ex-jogador, soltando uma larga risada logo em seguida.

Após a provocação de Léo, o Santos encarou o Barcelona na final do Mundial de Clubes em 2011 e voltou ao Brasil seu o título e com uma sonora goleada de 4 a 0 na bagagem.

Passada a derrota para o Barça, o ex-lateral seguiu jogando no Peixe e encerrou sua carreira em 2014 de forma discreta, pois estava em litígio com a diretoria que comandava o clube na época. Na tarde deste sábado, mais de dois anos após pendurar as chuteiras, finalmente ganhou sua despedida no alvinegro.

Em amistoso do Santos contra o Benfica, que terminou empatado em 1 a 1, o ídolo jogou dez minutos pelo Peixe e outros dez pela equipe portuguesa, clube onde também virou referência nos quatro anos em que atuou. No intervalo do amistoso, ele recebeu uma placa do ex-presidente santista Marcelo Teixeira.

“Desde a minha chegada, tive uma identificação muito grande com esse clube. Sempre fui muito preso a esse clube. Quando voltei (ao Brasil), já estava certo com outro clube e recebi uma ligação do Santos. Abri mão de tudo para vir para cá. Eu tenho prazer de estar aqui. É a minha segunda casa, é minha vida esse clube”, completou o ex-lateral.