Navegando Posts marcados como Engenhão

Botafogo 0 x 0 Santos

Data: 20/09/2020, domingo, 18h15.
Competição: Campeonato Brasileiro – 11ª rodada
Local: Estádio Nilton Santos, o Engenhão, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: portões fechados devido a pandemia de Covid-19.
Árbitro: José Mendonça da Silva Junior (PR)
Auxiliares: Ivan Carlos Bohn e Sidmar dos Santos Meuer (ambos do PR).
VAR: Igor Junio Benevenuto de Oliveira (MG)
Cartões amarelos: Gatito, Fernando, Caio Alexandre e Davi Araújo (B); Carlos Sánchez (S).

BOTAFOGO
Gatito Fernández; Fernando (Barrandeguy), Marcelo Benevenuto, Kanu e Victor Luís (Hugo); Rentería (Luiz Otávio), Caio Alexandre (Rafael Forster) e Davi Araújo (Honda); Rhuan, Kalou e Matheus Babi.
Técnico: Paulo Autuori

SANTOS
João Paulo; Pará (Madson), Lucas Veríssimo, Luan Peres e Felipe Jonatan; Diego Pituca, Jean Mota (Tailson) e Carlos Sánchez (Ivonei); Marinho, Arthur Gomes (Lucas Lourenço) e Raniel (Kaio Jorge).
Técnico: Cuca



Santos joga melhor, mas esbarra em Gatito e só empata com o Botafogo

O Santos criou as melhores chances, mas só empatou em 0 a 0 com o Botafogo neste domingo, no Estádio Nilton Santos, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O Peixe esbarrou na falta de pontaria e na ótima atuação do goleiro Gatito. Os donos da casa chegaram com perigo em raras oportunidades. O Alvinegro finalizou cinco vezes mais.

Com o empate, o Santos é o sétimo colocado no Brasileirão, com 16 pontos. O Botafogo ocupa o 18º lugar, com 10, e segue na zona do rebaixamento.

O jogo

Os primeiros minutos foram equilibrados, de estudo de parte a parte. Logo depois, o Santos melhorou e criou as principais chances de gol.

Arthur Gomes, o melhor da etapa inicial, deu trabalho para Gatito em cruzamento rasteiro aos 7′. No minuto 13, Arthur tabelou com Marinho e encobriu o goleiro do Botafogo. A zaga afastou na linha, mas o lance foi invalidado por impedimento.

Aos 16, Arthur Gomes apareceu de novo. Ele soltou uma bomba com a perna direita para Gatito espalmar. No escanteio, o goleiro ia fazendo uma lambança, mas conseguiu evitar o “gol contra”.

Quando o placar marcava 22, os donos da casa criaram a primeira oportunidade clara. Davi Araújo recebeu lançamento, conseguiu encobrir o goleiro João Paulo e Luan Peres afastou.

Aos 33, Arthur, de novo ele, recebeu pela esquerda, clareou o lance e bateu colocado, muito perto da trave esquerda de Gatito Fernández.

E no minuto 38, rolou uma polêmica da arbitragem. Caio Alexandre fez falta dura em Diego Pituca e o juiz Igor Benevenuto, sem pensar duas vezes, deu cartão vermelho. O VAR foi consultado e, após checagem no vídeo, a decisão foi alterada. Amarelo para o botafoguense.

Desta vez, a primeira chance foi do Botafogo. Aos quatro minutos, Marcelo Benevenuto subiu mais que todo mundo e ficou perto de abrir o placar.

Depois, o Santos pressionou. Aos 11, o zagueiro Luan Peres mostrou categoria e bateu colocado com perigo. No escanteio, Marinho ajeitou para a pequena área e ninguém apareceu. A bola sobrou para Sánchez, que finalizou bonito para grande defesa de Gatito.

Quando o placar marcava 29 jogados no Engenhão, Carlos Sánchez cruzou bem e Kaio Jorge cabeceou bonito. A bola passou raspando a trave novamente.

Aos 35, Felipe Jonatan fez boa jogada individual e cruzou. O jovem Kaio Jorge, na pequena área, girou e bateu por cima do travessão. Já nos acréscimos, Madson inverteu e Ivonei, sozinho, obrigou Gatito a fazer outro milagre.

Nos minutos finais, o Santos seguiu na pressão, mas não conseguiu a vitória. O Peixe foi bem melhor que o Botafogo, mas não impediu o empate.

Bastidores – Santos TV:

Cuca ‘esquece’ punições do Santos e diz: “Eu cuido dos meninos e só”

O Santos foi punido pela segunda vez na Fifa e não pode contratar jogadores em função da dívida de R$ 30 milhões com o Hamburgo, da Alemanha, e outros R$ 18 milhões com o Huachipato, da Venezuela. Enquanto isso, Cuca tenta pensar apenas em campo.

O técnico valoriza os Meninos da Vila e não cria expectativa por reforços.

“Eu cuido dos meninos e só, não quero saber de mais nada. Meu trabalho foi tentar ajustar os casos na Justiça do Everson e Sasha (reforços do Atlético-MG), deu certo. Quitamos parte das pendências e não penso em reforço porque tenho que cuidar dos meninos. Me queixo de nada. Vou dar meu máximo, não vou lamentar punição. Colocar culpa em um ou outro… Isso não ajudaria. No dia 30 de setembro, não se pode mais contratar ou vender via Estatuto. São 10 dias. Tirando sábado e domingo, sobram oito”, disse Cuca, em entrevista coletiva.

Como a Gazeta Esportiva publicou, Cuca conversou com o zagueiro Laércio e o meio-campista Elias e falou sobre a possibilidade de não esperarem pela regularização.

E como citou o treinador na entrevista, o Estatuto Social prevê anuência do Conselho Deliberativo a partir de outubro, três meses antes da eleição. A relação do presidente José Carlos Peres é ruim com a maior parte dos conselheiros.

Marinho desabafa sozinho após empate do Santos, e Cuca diz: “Torcedor tem que valorizar”

Marinho chamou a atenção não apenas durante o jogo, mas principalmente depois do apito final de Botafogo 0 x 0 Santos no último domingo, no Estádio Nilton Santos, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O camisa 11 ficou no gramado por alguns minutos e foi o último do elenco a sair. Ele falou sozinho, socou o gramado, olhou para o céu e abriu os braços e, por fim, sentou no campo, na chuva, por alguns minutos.

Em entrevista coletiva, o técnico Cuca valorizou o atacante.

“Chorou, socou o gramado, ficou desolado. E não é só ele. São todos. O torcedor tem que valorizar esse tipo de profissional. Esses meninos, e Marinho também, com espírito jovem, passam dificuldade enorme. Ninguém reclama de atraso ou outras coisas”, disse Cuca.

“Estamos construindo uma família. Quando fazemos partida tão bela e não ganhamos, entra o emotivo. Por essa razão imagino o motivo de ter ficado bravo. E como fazemos tudo e mais um pouco, também fico sentido. Temos que valorizar o jogo ao invés de reclamar”, completou.

Cuca elogia Arthur Gomes e valoriza jogo do Santos: “Controladíssimo”

Cuca elogiou Arthur Gomes, um dos destaques no empate do Santos em 0 a 0 com o Botafogo neste domingo, no Estádio Nilton Santos, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O atacante substituiu Soteldo e criou várias chances, principalmente no primeiro tempo.

“Jogamos com dois meias (Carlos Sánchez e Jean Mota), tivemos mais criatividade, mais jogo pelo meio. Arthur Gomes fez uma grande partida. Faltou fazer o gol. Se faz o gol, coroa uma atuação tão bela como a de hoje. Empate deixa uma dúvida mesmo com essa atuação. Procuro diferenciar resultado da atuação. Atuação foi muito boa. Resultado muito ruim”, disse Cuca, em entrevista coletiva. .

“Poderíamos ter feito o gol e termos uma vitória tranquila. Infelizmente não fizemos o gol e perdemos dois pontos. Era jogo para ter vencido. Estamos consolados pelo jogo que fizemos. Fizemos jogo ruim contra o Internacional, nos outros tivemos mais posse e no mínimo igualdade com os adversários. Jogamos muito, perdemos oportunidades e Gatito foi o melhor não à toa. Um jogo muito bem jogado da nossa parte. Jogo controladíssimo, com posse de bola, com movimentações interessantes, bonitas, envolvendo adversário e criando muitas chances, tanto no primeiro quanto no segundo tempo. Mais de 20. Saímos tristes por deixar dois pontos aqui”, completou.


Botafogo 0 x 1 Santos

Data: 21/07/2019, domingo, 11h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 11ª rodada
Local: Estádio Nilton Santos, o Engenhão, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: 16.248 presentes (13.505 pagantes).
Renda: R$ 480.278,70
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC).
Assistentes: Bruno Boschilia (PR) e Daiane Caroline Muniz dos Santos (MS).
VAR: Caio Max Augusto Vieira (RN)
Cartões amarelos: Gilson e Joel Carli (B); Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Marinho (S).
Cartão vermelho: Lucas Veríssimo (S) e Gilson (B).
Gol: Marinho (29-2).

BOTAFOGO
Gatito Fernández; Marcinho, Joel Carli, Gabriel e Gilson; Alex Santana (Victor Rangel), João Paulo, Cícero; Diego Souza (Jonathan), Erik e Luiz Fernando (Rodrigo Pimpão).
Técnico: Eduardo Barroca

SANTOS
Everson; Lucas Veríssimo, Felipe Aguilar e Gustavo Henrique; Jorge, Diego Pituca, Carlos Sánchez e Jean Mota (Victor Ferraz); Eduardo Sasha (Felipe Jonatan), Soteldo e Uribe (Marinho).
Técnico: Jorge Sampaoli



Com golaço de Marinho, Santos vence Botafogo e encosta na liderança

Com um bonito gol marcado por Marinho, no segundo tempo, o Santos derrotou o Botafogo por 1 a 0 em partida disputada na manhã deste domingo, no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro. O resultado fez a equipe de Vila Belmiro chegar aos 26 pontos e se igualar ao Palmeiras na liderança do Campeonato Brasileiro. O Verdão leva vantagem na classificação por ter marcado um número maior de gols. O Botafogo caiu para a sétima posição com 16 pontos e ainda pode ser superado por outras equipes no final da rodada.

A vitória fez justiça ao desempenho do Peixe, que foi superior ao adversário durante a maior parte do jogo e até poderia ter alcançado um resultado mais expressivo, mas encontrou o goleiro Gatito Fernández em partida inspirada. Mesmo atuando durante 20 minutos com um jogador a menos por causa da expulsão de Lucas Veríssimo, a equipe dirigida por Jorge Sampaoli nunca perdeu o controle da partida. O Botafogo foi um time sem inspiração que quase não incomodou o goleiro santista. O time carioca deixou o campo vaiado por sua inconformada torcida.

O jogo

Logo no primeiro minuto, a torcida do Botafogo levou um susto. O goleiro Gatito Fernández tentou um lançamento pelo alto e Sasha cortou de cabeça e a bola passou perto do gol da equipe carioca. A partida começou em ritmo lento com os dois times trocando muitos passes no meio campo antes de arriscar qualquer ação ofensiva.

O primeiro momento de perigo na partida aconteceu aos sete minutos quando Soteldo foi lançado na corrida e chutou forte. A bola bateu em Joel Carli e sobrou para Uribe que concluiu para boa defesa de Gatito Fernández. Um minuto depois, o Peixe voltou a atacar com Sanches que cruzou da direita e a zaga aliviou quando Soteldo aparecia para tentar aproveitar.

O Botafogo encontrava muita dificuldade para produzir jogadas ofensivas por causa da lentidão dos integrantes do meio campo. Enquanto isso, o time dirigido por Sampaoli tentava imprimir velocidade nas jogadas de ataque para surpreender a zaga carioca.

O Botafogo chutou a gol pela primeira vez aos 13 minutos, em jogada individual do lateral-direito Marcinho que derivou para o meio com a bola dominada e arriscou, mas não levou perigo para Everson.

Com 20 minutos de partidas, dois zagueiros do Santos – Gustavo Henrique e Lucas Veríssimo – já tinham sido advertidos com o cartão amarelo.

Aos 25 minutos, Soteldo se livrou de Marcinho e cruzou. Carli cabeceou para o alto e Gatito, ao sair para cortar, acabou se atrapalhando com o zagueiro argentino.

O Botafogo passou a equilibrar as ações e criou seu primeiro momento de perigo aos 27 minutos quando Alex Santana chutou forte e Everson se esticou para desviar para escanteio, evitando o gol do Alvinegro de General Severiano. Aos 33, Erik enfiou na área para a penetração de João Paulo, mas Aguilar chegou primeiro e aliviou o perigo.

O Peixe só voltou a aparecer na área carioca aos 36 minutos quando Jorge se livrou do marcador e cruzou para Sasha, mas o atacante concluiu de forma bisonha e desperdiçou a chance. Logo depois foi a vez de Soteldo aparecer para completar passe de Sanchez, mas o chute saiu fraco.

Aos 44 minutos, na última oportunidade criada no primeiro tempo, Sacha cruzou da direita e Uribe desviou de cabeça, mas a bola bateu na rede pelo lado de fora.

O segundo tempo não começou bem para o Santos. Logo aos quatro minutos, o zagueiro Lucas Veríssimo entrou forte no lateral-esquerdo Gilson, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso de campo. Para recompor a defesa, Sampaoli colocou o lateral Victor Ferraz no lugar de Jean Mota.

Em vantagem numérica, o Botafogo passou a atacar com mais intensidade. Aos oito minutos, Marcinho se livrou de Jorge e cruzou para a entrada de Erik, mas o desvio do atacante foi para fora.

Para tentar rearmar a equipe, Sampaoli gastou sua terceira substituição, trocando o atacante Eduardo Sasha pelo lateral-esquerdo Felipe Jonathan, adiantando Jorge para o meio campo. Enquanto isso, Eduardo Barroca tentou colocar o Botafogo mais agressivo e trocou o meia Alex Santana pelo atacante Victor Rangel. Diego Souza passou a atuar um pouco mais recuado.

Mesmo com um jogador a menos, o Santos manteve o espírito ofensivo e aos 16 minutos, após passe de Sanchez, Soteldo apareceu entre os zagueiros, mas chutou para fora.

Aos 25 minutos, o lateral-esquerdo Gilson também foi expulso e deixou os dois times em igualdade de condições. O lateral botafoguense foi advertido com o segundo cartão amarelo por cometer falta sobre Marinho que tentava arrancar para o ataque. Para completar o sistema defensivo, o lateral-esquerdo Jonathan entrou no lugar de Diego Souza.

Aos 26 minutos, Marinho bateu falta no canto esquerdo e Gatito Fernández fez boa defesa. E aos 30 minutos, o Peixe marcou o primeiro gol. Marinho recebeu na direita, se deslocou para o meio e acertou uma bomba no ângulo direito, sem qualquer chance para Gatito Fernández.

Cinco minutos depois, o baixinho Soteldo quase ampliou em grande jogada individual. O venezuelano driblou Gabriel, se livrou de João Paulo e mesmo agarrado pela camisa, chutou para grande defesa de Gatito que desviou com a ponta dos dedos.

O Botafogo respondeu com cabeçada perigosa de Rodrigo Pimpão, após cruzamento de Marcinho, mas a bola saiu.
Gatito Fernández, o melhor do Botafogo, voltou a brilhar, ao sair nos pés de Pituca que recebeu assistência perfeita de Soteldo e se preparava para concluir.

O Botafogo, sem outra alternativa, se lançou ao ataque nos minutos finais e permitiu que o Santos perdesse outra grande oportunidade aos 45 minutos. Felipe Jonathan foi lançado na corrida e livre, diante de Gatito Fernández, mandou a bola para fora.

Bastidores – Santos TV:

Após jogo “exigente”, Sampaoli prega cautela com liderança do Santos

Jorge Sampaoli se mostrou satisfeito com a apresentação de seus comandados na vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo, conquistada neste domingo, no Nílton Santos. Porém, foi cauteloso quando diz respeito a liderança, dividida com o Palmeiras. Em entrevista coletiva concedida ainda em solo carioca, o treinador valorizou os três pontos conquistados em um jogo “exigente”, no qual os dois times terminaram com 10 jogadores.

“Temos que pensar que cada jogo é assim, muito complicado. Hoje foi um jogo que exigiu bastante de todos os jogadores. O campo não estava ajudando. Temos que saber que nossa realidade será marcada em novembro, no fim do campeonato. Nós temos que pensar em chegar bem nas últimas rodadas. Esse tem que ser o nosso foco”, disse Sampaoli.

Depois de um primeiro tempo em que o Peixe encontrou dificuldades para prevalecer no último terço do campo, Sampaoli promoveu mudanças para a segunda etapa, entre elas a entrada de Marinho na vaga de Uribe, que começou como referência no comando de ataque. E foi justamente o substituto que marcou o gol do triunfo, com um chute de fora da área.

O técnico do Santos explicou a mudança tática com a entrada de Marinho e valorizou o estilo do jogador diante das circunstâncias da partida, com um jogador a menos de cada lado. “Marinho teve muito a ver com o resultado por suas participações ofensivas. Tivemos a inferioridade numérica e modificamos a forma de jogar, mas o que buscamos com Marinho foi a presença de ataque e, por sorte, marcamos o gol”, finalizou.

Com os três pontos conquistados diante do Botafogo no Estádio Nílton Santos, o Peixe chegou aos 26 pontos e igualou a pontuação do Palmeiras, que segue à frente pelo número maior de gols marcados. Os comandados de Sampaoli, agora, voltam a campo no próximo domingo, na Vila Belmiro, para medir forças com o Avaí.

Marinho apelida gol de ‘mini míssil aleatório’ e nova entrevista viraliza

Cerca de quatro anos depois de viralizar com o meme “sabia não”, Marinho voltou a dar uma entrevista emblemática após a vitória do Santos sobre o Botafogo na tarde deste domingo. Saiu de seus pés o golaço que deu ao grupo comandado por Jorge Sampaoli os três pontos que fizeram a equipe encostar no Palmeiras na liderança do Campeonato Brasileiro.

Assim como o fatídico momento de 2015, quando ainda atuava pelo Ceará, Marinho tirou a camisa para celebrar o belo gol marcado de fora da área, com a perna esquerda, ao acertar um chutaço no ângulo esquerdo do goleiro rival Gatito. Em entrevista ao SporTV após a partida, o jogador comentou o feito.

Questionado sobre o bonito gol feito aos 29 do segundo tempo, em que lugar ele entraria no ranking de Marinho, o atacante santista brincou: “Oxi, aí foi um mini míssil aleatório. Esse é diferente, né?” (sic).

Nas redes sociais, o apelido dado ao lance viralizou e os internautas relembraram de quando ele foi avisado pelo repórter que estava suspenso do próximo jogo. “Estou? Que merda, hein? Sabia não”, reagiu, surpreso, após ter tirado a camisa para celebrar seu segundo gol no empate por 3 a 3 contra o Santa Cruz em 2015.

Repórter: “Gol bonito, entra no seu top 3? Em que lugar que fica?”

Marinho: “Oxe, ai foi um mini míssel aleatório”.

Eduardo Sasha destaca importância do gol de Marinho

O Santos venceu o Botafogo por 1 a 0, no Nilton Santos, neste domingo, com um belo gol de Marinho. A vitória colocou o time de Sampaoli empatado com o Palmeiras, na liderança do Campeonato Brasileiro, com 26 pontos. Já na zona mista, Eduardo Sasha destacou a importância do primeiro tento marcado pelo companheiro com a camisa do Peixe, que chamou de “mini míssil aleatório”.

“O Marinho é uma lenda. Solta cada uma que ninguém espera. Estou muito feliz por ele ter conseguido marcar o primeiro gol, importante, que nos deu a vitória. Eu tenho certeza que ele vai nos ajudar muito e tomara que venha mais mísseis pela frente”, revelou.

Na coletiva, Jorge Sampaoli criticou o estado do gramado do Nilton Santos. Eduardo Sasha fez coro ao comandante e também falou mal da qualidade do campo, mas mostrou que o time conseguiu se adaptar ao jogo.

“O gramado tinha bastante falha, isso acaba deixando a bola mais viva, dificultando as vezes um próprio domínio, ou um passe. Mas a gente tentou se adaptar o mais rápido possível no jogo, e conseguiu também se adaptar ao gramado”, enfatizou.

Na sequência do Campeonato Brasileiro, o Santos terá dois jogos seguidos em casa. No próximo domingo, recebe o Avaí. Uma semana depois, o adversário será o Goiás. Na visão do atacante, o apoio da torcida será muito importante.

“Agora é aproveitar a semana, porque a gente tem dois jogos em casa. Chamar a torcida para lotar a Vila Belmiro, que com certeza a gente vai fazer uma festa bonita e buscar mais seis pontos nesses jogos em casa”, destacou.


Botafogo 0 x 0 Santos

Data: 04/08/2018, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 17ª rodada
Local: Estádio Nilton Santos (Engenhão), no Rio de Janeiro, RJ.
Árbitro: Paulo Roberto Alves Junior
Auxiliares: Pedro Martinelli Christino e Luciano Roggenbaum
Cartões amarelos: Matheus Fernandes (B); Luiz Felipe, Gustavo Henrique, Dodô e Alison (S).

BOTAFOGO
Saulo; Marcinho, Carli, Igor Rabello e Yuri; Matheus Fernandes e Rodrigo Lindoso; Luiz Fernando (Ezequiel), Valencia (Renatinho) e Rodrigo Pimpão (Aguierre); Kieza.
Técnico: Bruno Lazaroni

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Dodô; Alison (Diego Pituca); Rodrygo, Carlos Sanchez, Renato e Bruno Henrique; Gabriel (Yuri Alberto).
Técnico: Cuca



Com gol anulado no fim, Santos empata com Botafogo e amplia jejum

O Santos completou a quinta partida consecutiva sem vitória no Campeonato Brasileiro durante a tarde deste sábado. No Estádio do Engenhão, com um gol do Botafogo anulado nos minutos finais, o time comandado por Cuca empatou por 0 a 0, resultado que mantém a equipe perigosamente próxima da zona de rebaixamento.

Com 17 pontos ganhos, o Santos aparece apenas no 15º posto e corre risco de terminar a rodada no grupo da degola, uma vez que pode ser ultrapassado por Bahia e Chapecoense, ambos com 17 pontos. Já o Botafogo, com 21 pontos, detém o 10º posto do torneio nacional.

O jogo

Posicionado em um camarote do Engenhão, o técnico Tite viveu poucas emoções no primeiro tempo. Defendido pelo estreante meio-campista uruguaio Carlos Sanchez, o Santos criou pouco e praticamente não deu trabalho algum ao goleiro Saulo durante a metade inicial.

Já o Botafogo, dirigido interinamente por Bruno Lazaroni, cresceu nos minutos finais do primeiro tempo e chegou ao ataque de forma consistente. Na melhor chance, Gustavo Henrique cortou errado e deu a bola de presente para Pimpão, que cruzou pela direita. Kieza foi travado e, na sobra, Luiz Fernando mandou para fora.

O Santos respondeu no segundo tempo e quase saiu na frente. Sanchez rolou para esquerda e, após intervenção da defesa botafoguense, a bola sobrou para finalização de Victor Ferraz. Saulo defendeu parcialmente e a bola tocou no travessão. No rebote, com o goleiro caído, Yuri Alberto cabeceou para grande defesa do arqueiro adversário.

Em busca de sua primeira vitória como técnico do Santos, Cuca fez as três alterações e, na última mudança, resolveu promover a estreia do atacante paraguaio Derlis Gonzalez, colocado no lugar de Bruno Henrique. Ainda assim, o placar permaneceu inalterado.

Aos 40 minutos do segundo tempo, Renatinho recebeu nas costas da defesa e levou a melhor diante de Vanderlei. No entanto, o assistente Pedro Martinelli marcou impedimento de Luiz Fernando. O árbitro Paulo Roberto Alves Júnior, confuso, hesitou por alguns instantes e decidiu anular o gol, o que revoltou atletas e torcedores botafoguenses.

Bastidores – Santos TV:

Cuca procura pontos positivos e pede cuidado com time jovem

Em seu segundo jogo no comando do Santos, Cuca viu seu time empatar por 0 a 0 contra o Botafogo na tarde deste sábado, no Engenhão. Ainda no início do trabalho, o técnico procurou pontos positivos no resultado e pediu cuidado com a jovem equipe no Campeonato Brasileiro.

“Esse empate não era o que a gente queria, de forma alguma. Mas é um ponto fora de casa, que, psicologicamente, favorece. Subimos duas posições e não sei o que vai acontecer amanhã. Mas, de qualquer forma, é um jogo fora de casa sem tomar gol. A zaga foi bem. Há muita coisa a corrigir, mas tiveram coisas boas também”, disse.

Com 17 pontos ganhos, o Santos aparece apenas no 15º posto e corre risco de terminar a rodada na zona de rebaixamento, já que pode ser ultrapassado por Bahia e Chapecoense, ambos com 17 pontos. Experiente, Cuca pede cuidado e paciência para fugir da degola.

“O time menor, quando está na zona de rebaixamento, não se abala muito. Já o grande, quando entra nessa situação, quem mais se abala é a torcida. Já dá um medo enorme. Temos mais um turno e duas partidas. Vamos conseguir coisas boas no campeonato, mas precisamos de tranquilidade. Se pressionar, é pior, ainda mais com jovens”, disse.

Com o empate diante do Botafogo, o Santos completou cinco rodadas consecutivas sem vencer no Campeonato Brasileiro. Após dois empates nos primeiros jogos pelo novo clube, Cuca lembrou que a equipe terá uma sequência dura de compromissos pela frente.

“Ontem à noite, conversamos bastante com o grupo. Expusemos muitas coisas, ouvimos e entendemos outras importantes. Não falta vontade e entrega. Faltam algumas coisas que o trabalho vai colocar no trilho. Mas, hoje, você não tem tempo para trabalhar, porque está envolvido em uma série de nove jogos em um mês”, declarou.

Goleiro Vanderlei vê gol irregular do Botafogo: “Estava impedido”

O confronto entre Botafogo e Santos, disputado na tarde deste sábado, terminou de forma polêmica no Estádio do Engenhão. Na visão do goleiro Vanderlei, o trio de arbitragem comandado por Paulo Roberto Alves Júnior acertou ao anular o gol marcado por Renatinho.

Aos 40 minutos do segundo tempo, Renatinho recebeu nas costas da defesa santista e levou a melhor sobre Vanderlei. No entanto, o assistente Pedro Martinelli marcou impedimento de Luiz Fernando, que chegou a ir na direção da bola, mas não tocou-a.

“O lance estava impedido. O bandeirinha viu, o auxiliar atrás viu. Mas, saiu o gol, deu aquela confusão”, afirmou Vanderlei em entrevista ao Premiere ainda na saída do gramado. “Eles querem ganhar na pressão. Isso é do futebol”, acrescentou o goleiro.

O Santos desperdiçou uma grande oportunidade de sair na frente durante a etapa complementar. Victor Ferraz pegou uma sobra e bateu para defesa parcial de Saulo. Após toque no travessão, a bola se apresentou para cabeçada de Yuri Alberto, defendida pelo goleiro botafoguense.

“Tivemos a chance de fazer o gol e acabamos não conseguindo. Precisávamos da vitória, até porque é um adversário que estava próximo da gente e poderíamos empurrá-lo para baixo. Mas futebol é assim, tem que somar pontos. Não conseguimos ganhar e, agora, precisamos vencer o Ceará de qualquer jeito”, disse Vanderlei.

Jogadores do Botafogo reclamam da arbitragem em lance polêmico

O Botafogo ficou no empate sem gols com o Santos, neste sábado, no Nilton Santos, pelo Campeonato Brasileiro. A partida foi marcada por uma polêmica já no fim, quando Renatinho recebeu lançamento e mandou a bola para a rede. No entanto, a arbitragem marcou impedimento de Luiz Fernando, que estava à frente e chegou a ir em direção à bola.

Após a partida, alguns jogadores foram reclamar com o árbitro do lance, principalmente pela demora na marcação da infração. O zagueiro Joel Carli lamentou a decisão da arbitragem, mas elogiou a atuação dos donos da casa.

“Infelizmente, eu acho que ele errou. É claro que ele não tem a intenção de errar. Ele tinha dois assistentes para auxiliá-lo e essa dúvida não é bom para este tipo de jogo. O empate é ruim, mas o Botafogo foi protagonista”, disse.

Luiz Fernando também falou sobre o lance e afirmou que desistiu da jogada após perceber que estava em posição de impedimento.

“Ele falou que eu participei da jogada. Só que quando eu vi que estava impedido eu parei no lance. O Renatinho chegou e fez o gol”, declarou.

Sem se empolgar com Ruiz, Cuca sente necessidade de reforços

A contratação do meia costarriquenho Bryan Ruiz, concretizada antes da chegada de Cuca, não empolga o comandante. O experiente treinador, hábil na formação dos elencos dos clubes que comanda, vê uma necessidade clara de reformular o grupo, processo que já iniciou.

“Você me perguntou se o Bryan é esse jogador (meia articulador). Tomara que sim. Só o trabalho vai dizer. Não é uma contratação feita por mim, que eu sabia como jogava e que encaixaria no meu processo. Já está feita. Temos que avaliar o jogador dando oportunidades, primeiro nos treinos”, disse Cuca após o jogo contra o Botafogo.

Na visão do técnico, o Santos precisa de um centroavante e de “um ou dois” meias. Diante do Botafogo, ele iniciou a partida com Gabriel no comando de ataque e, durante o segundo tempo, promoveu a entrada de Yuri Alberto, a quem elogiou, apesar do gol desperdiçado.

“É nítido que temos uma necessidade (de um centroavante), é muito claro isso. Também a necessidade de um armador ou dois. Também fica muito claro. Vamos buscar internamente esse jogador”, disse. “Não pedi o Jô. Mas, se chegar, é bem-vindo”, afirmou, sobre o ex-corintiano, atualmente no japonês Nagoya Grampus.

Dentro do processo de reformulação do elenco, algo que costuma fazer quando assume um novo clube, Cuca já liberou o zagueiro David Braz, que será emprestado ao turco Sivasspor, e o meio-campista argentino Emiliano Vecchio para buscarem novos ares. Jean Mota, por outro lado, permanece na Vila Belmiro.

“Eu vejo com naturalidade. São propostas que aparecem e você discute com a diretoria. Da minha parte, eles estão liberados. Menos o Jean Mota, nosso reserva imediato na lateral esquerda. É natural que esse ciclo continue e você, na necessidade, busque alguns atletas para suprir a ausência de outros”, analisou.


Botafogo 2 x 0 Santos

Data: 16/09/2017, sábado, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 24ª rodada
Local: Estádio Nilton Santos (Engenhão), no Rio de Janeiro, RJ.
Público: 4.669 pagantes
Renda: R$ 159.210,00
Árbitro: Igor Junio Benevenuto (MG)
Auxiliares: Marcio Eustaquio Santiago e Celso Luiz da Silva (ambos de MG).
Cartões amarelos: Leandro Donizete e Luiz Felipe (S); Guilherme e Victor Luís (B).
Gols: Rodrigo Lindoso (41-1) e Guilherme (44-1).

BOTAFOGO
Jefferson, Luis Ricardo, Marcelo, Emerson Silva e Victor Luís; Rodrigo Lindoso, Bruno Silva (Marcos Vinícius), João Paulo e Leonardo Valencia; Guilherme (Gilson) e Roger (Brenner).
Técnico: Jair Ventura

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Luiz Felipe, Noguera e Orinho; Leandro Donizete, Léo Cittadini (Matheus Oliveira) e Jean Mota (Vecchio); Thiago Ribeiro (Serginho), Vladimir Hernández e Kayke.
Técnico: Levir Culpi



Reservas vão mal e Santos perde para o Botafogo no Rio

Os reservas do Santos não colocaram qualquer dúvida na cabeça de Levir Culpi para o jogo de quarta-feira, contra o Barcelona-EQU, pela Libertadores. Em chance de ouro para mostrar serviço, contra um time misto do Botafogo, no Rio, o Peixe foi dominado pelo time da casa e só não perdeu por mais de 2 a 0 devido à boa atuação de Vanderlei. Rodrigo Lindoso e Guilherme foram os artilheiros do embate.

Com o resultado, os cariocas chegaram a 37 pontos e vão dormir na quinta posição. Já os paulistas seguem com 41, em terceiro, e podem ver a diferença para o líder Corinthians aumentar.

O Botafogo foi amplamente superior desde os primeiros minutos e desperdiçou diversas chances antes de marcar. Os cariocas chegaram aos gols nos minutos finais do primeiro tempo, com Rodrigo Lindoso e Guilherme. Na etapa final, os donos da casa mais administraram o resultado e não permitiu que o Santos buscasse o resultado.

O jogo:

O Botafogo começou melhor a partida e criou a primeira chance de gol logo aos cinco minutos. Após falta cobrada na área, Roger finalizou, mas viu a bola ir pela linha de fundo. Os cariocas eram mais organizados em campo e pouco dava espaço para os avanços do Santos.

Os donos da casa chegaram com perigo mais uma vez aos 18 minutos. Leo Valencia cruzou pela direita e Victor Luís apareceu de surpresa para cabecear, mas para fora. O Botafogo criou nova chance quatro minutos depois. Leo Valencia tocou para João Paulo na área e o meia chutou para grande defesa de Vanderlei.

A partir dai, o goleiro santista passou a ser o grande nome da partida. O Botafogo chegou mais duas vezes com perigo, em chutes de Leo Valencia e Bruno Silva. Só que ambas pararam em defesas de Vanderlei.

Os cariocas tiveram sua melhor oportunidade para abrir o placar aos 38 minutos. Em contra-ataque rápido, Leo Valencia cruzou para Rodrigo Lindoso. No entanto, o volante finalizou mal, pela linha de fundo.

De tanto insistir, o Botafogo chegou ao gol aos 41 minutos. Bruno Silva cruzou rasteiro para a área e achou Rodrigo Lindoso livre. Desta vez, o volante acertou chute forte, sem chance para Vanderlei.

O Santos sentiu o revés e viu o Botafogo não diminuir o ritmo nos minutos finais. Tanto que aos 44 minutos, os cariocas chegaram ao segundo gol. Após cruzamento de Luís Ricardo, Guilherme cabeceou sozinho, no canto, para deixar os botafoguenses com boa vantagem no intervalo.

No segundo tempo, o Botafogo voltou com a intenção de administrar o resultado. O Santos não conseguia criar boas jogadas na frente e facilitava a vida dos donos da casa. Os cariocas tiveram algumas chances em contra-ataques, mas pecaram nas finalizações.

O Santos só conseguiu criar sua primeira boa chance na partida aos 18 minutos. Orinho arriscou de fora da área, Emerson Silva desviou de cabeça e quase acertou a própria rede.

Depois de um período sem emoção, o Botafogo voltou a ter chance de marcar aos 34 minutos. Leo Valencia cruzou rasteiro para a área, mas viu Brenner não chegar a tempo e Gilson finalizar pela linha de fundo. Em seguida, Leo Valencia arriscou de longe, a bola desviou na zaga e obrigou Vanderlei a fazer boa defesa.

Nos minutos finais, o Santos esboçou uma pressão após o Botafogo recuar. Os paulistas chegaram a acertar a trave, com Matheus Oliveira, mas no restante do tempo pouco incomodaram a zaga carioca. Assim, os donos da casa esperaram o final para garantir mais três pontos na classificação.


Derrota acaba com série invicta de 17 jogos do Santos de Levir

A derrota do Santos para o Botafogo na noite deste sábado, no Engenhão, no Rio de Janeiro, encerrou uma sequência de 17 partidas sem derrota do time do técnico Levir Culpi. Além de atrapalhar a boa campanha no Brasileiro, o 2 a 0 ainda impediu o time de alcançar os 18 jogos invicto conquistados em 2007, sob o comando do técnico Vanderlei Luxemburgo, a maior deste século.

O último revés do Peixe em 2017 foi para o Flamengo, no dia 28 de junho, também no Rio de Janeiro, pela ida das quartas de final da Copa do Brasil. Desde então, os alvinegros ostentavam a série em 13 jogos do Brasileiro, três da Libertadores e um da Copa do Brasil.

Vale lembrar que, diferentemente da queda diante dos flamenguistas, o Peixe usou uma equipe totalmente reserva neste final de semana, pensando na disputa da Libertadores da América. O confronto de volta contra o Barcelona-EQU está marcado para a próxima quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), na Vila Belmiro.

Por ter empatado por 1 a 1 no jogo de ida, em Guaiaquil, o time da Baixada entra em campo classificado devido ao gol marcado fora. Para reverter o quadro, os equatorianos teriam de vencer ou empatar por dois gols ou mais. Um novo 1 a 1 leva a decisão para os pênaltis.


Vasco 0 x 0 Santos

Data: 16/07/2017, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 14ª rodada
Local: Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, RJ.
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA).
Público: portões fechados
Auxiliares: Helcio Araújo Neves e José Ricardo Guimarães Coimbra (ambos do PA).
Cartões amarelos: Rafael Marques, Wellingtone e Thalles (V); Leandro Donizete, Bruno Henrique e Daniel Guedes (S).
Cartão vermelho: Daniel Guedes (S).

VASCO
Martín Silva; Madson, Paulão, Rafael Marques e Ramon; Jean, Wellington (Bruno Paulista), Yago Pikachu (Guilherme Costa), Wagner e Nenê (Paulo Vitor); Thalles.
Técnico: Milton Mendes

SANTOS
João Paulo; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Leandro Donizete (Alison), Yuri e Lucas Lima; Copete (Matheus Ribeiro), Bruno Henrique e Kayke (Vecchio).
Técnico: Levir Culpi



Sem torcida e com pouco futebol, Vasco e Santos não saem do zero

Quem comeu um belo almoço com a família neste domingo e decidiu assistir Vasco e Santos logo na sequência, fatalmente deve ter tirado alguns cochilos. Com o Engenhão vaziou após uma punição do STJD, Peixe e Cruz-Maltino judiaram da bola, principalmente no primeiro tempo, e não saíram do 0 a 0, em confronto válido pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Assim como o jogo, o empate foi ruim para as duas equipes. O Alvinegro Praiano chegou 24 pontos, seguiu na terceira colocação, mas não diminuiu a diferença para o líder Corinthians, que ficou no 2 a 2 com o Atlético-PR no último sábado e parou com 36. Já o Cruz-Maltino terminou com 20 pontos e não conseguiu encostar nas primeiras posições do torneio.

O jogo:

Atuar com estádio completamente vazio já é uma coisa que desanima os participantes de uma partida de futebol. Nitidamente influenciados pela ausência dos torcedores, Vasco e Santos fizeram um primeiro tempo sofrível no Engenhão.

O início de jogo foi tão fraco que a primeira oportunidade boa só aconteceu aos 15 minutos, quando Nenê cruzou na cabeça de Rafael Marques, que mandou por cima do gol do jovem João Paulo.

Porém, a chance perdida não ‘acordou’ nenhum dos times e o embate seguiu com pouca emoção. O Peixe, por sua vez, só assustou Martín Silva aos 28 minutos. Após belo lançamento de Lucas Lima, Kayke invadiu a área, mas chutou fraquinho e Paulão afastou com facilidade.

Já aos 36 minutos, Yago Pikachu cobrou a falta com categoria e a bola passou rente ao travessão, assustando os santistas e acabando com a fraquíssimo primeiro tempo no Nilton Santos.

Após o intervalo, o Vasco finalmente despertou e passou a pressionar um acuado Peixe. Logo aos cinco minutos, Nenê cruzou muito bem e Thalles cabeceou firme, porém, a redonda passou ao lado do gol de João Paulo e não entrou.

A pressão vascaína aumentou no decorrer da segunda etapa, ainda mais após a expulsão infantil de Daniel Guedes, aos 38 minutos do segundo tempo. Porém, o Cruz-Maltino não conseguiu furar a retranca santista e a partida terminou mesmo em um 0 a 0 horrível.

Levir lamenta ‘jogo sem graça’ e teme saída de mais jogadores do Santos

A venda de Thiago Maia ao Lille, da França, por R$ 51 milhões de reais, abalou o ambiente do Santos no último sábado. Após a transferência, o volante nem viajou com a delegação e ficou fora do empate em 0 a 0 contra o Vasco, neste domingo, no Engenhão, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Após a igualdade com o time carioca, o técnico Levir Culpi afirmou que o Peixe tem condições de repor a saída do jovem de 20 anos, mas não descartou a possibilidade de perder mais jogadores para o futebol europeu.

“Não existe essa promessa (de não vender mais ninguém). Acho difícil alguém prometer. Chega o mercado europeu, com dinheiro… Se coloca no lugar do atleta, do clube e um dinheiro tão grande. Quase todos os clubes estão com problemas financeiras. Às vezes a venda equilibra. O Santos tem um elenco que pode se refazer com a venda de um ou outro jogador. É claro que se alguém vier pegar um jogador, que venha com dinheiro”, disse Levir Culpi em entrevista coletiva.

Já sobre o duelo contra o Cruz-Maltino, o comandante santista lamentou o fato do Engenhão estar fechado para a torcida após punição do STJD e também criticou a atuação dos dois times.

“Há muito tempo não participava de um jogo tão sem graça. Espero que as leis sejam cumpridas. Está difícil controlar as coisas. Quem errou tem que pagar. Mas o jogo hoje não teve graça nenhuma. O bom que nem a torcida do Vasco e nem a do Santos me xingou”, brincou o treinador.

Braz critica jogo do Santos sem torcida no Engenhão: “Uma várzea”

Atuar em um estádio completamente vazio é uma coisa que desanima os participantes de uma partida de futebol. Apesar do discurso inicial de que ‘não faz diferença’, os jogadores de Vasco e Santos sentiram bastante a ausência da torcida e fizeram um jogo sofrível no Engenhão, que fatalmente acabou empatado em 0 a 0 e não foi bom para nenhuma das equipes.

O zagueiro David Braz, que costuma ‘puxar’ a torcida do Peixe nas partidas disputadas na Vila Belmiro, lamentou o fato do estádio carioca estar completamente vazio e pediu um outro tipo de punição aos clubes.

“Isso é uma várzea. O que fizeram aqui (fechar os portões) estragou o espetáculo. Tem que dar outra multa.”, esbravejou o camisa 14 na saída do gramado.

A partida aconteceu sem a presença de torcedores após o clube carioca ser punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pela briga ocorrida no clássico contra o Flamengo, em São Januário.