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Santos 1 x 0 Cerro Porteño

Data: 25/05/2011, quarta-feira, 21h50.
Competição: Copa Libertadores – Semifinal – Jogo de ida
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 31.434 pagantes
Renda: R$ 1.286.140,00
Árbitro: Jorge Larrionda (URU)
Auxiliares: Pablo Fandiño e William Casavieja (ambos do URU).
Cartões amarelos: Villareal, Cáceres, Ivan Torres, Nanni (CP); Arouca e Neymar (S).
Gol: Edu Dracena (43-1).

SANTOS
Rafael, Pará, Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro); Adriano, Arouca, Danilo e Elano (Alan Patrick); Neymar e Zé Eduardo (Maikon Leite).
Técnico: Muricy Ramalho

CERRO PORTEÑO
Barreto, Piris, Uglesich, Pedro Benítez e César Benítez; Cáceres, Júlio dos Santos, Villareal (Burgos) e Ivan Torres (Nuñes); Fabbro e Bareiro (Nanni).
Técnico: Leonardo Astrada



Santos bate Cerro e fica a um empate da decisão

O Santos está a um empate da quarta final da Copa Libertadores em sua história. Diante do Cerro Porteño, na noite desta quarta-feira, a equipe santista teve dificuldades, mas conseguiu o que mais precisava: vencer por 1 a 0 e garantir vantagem para o jogo de volta. Edu Dracena, em jogada toda construída por Neymar, foi o herói para os pouco mais de 31 mil torcedores que foram ao Pacaembu.

Um desses torcedores, inclusive, muito especial: Robinho, de férias no Milan. Ao lado do presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, ele levou sorte para o Santos. Acompanhou o jogo das tribunas, vibrou como santista que é e foi para casa feliz. Com um empate no Paraguai, a geração de Neymar repete 2003 e também chega à decisão continental. Se marcar um gol em Assunção, a derrota por diferença mínima também classifica o time brasileiro.

Santos e Cerro Porteño se reencontram já na próxima quarta-feira. O palco do jogo que define o finalista ainda não está definido, mas a maior possibilidade é que ocorra no tradicional Defensores del Chaco. O Estádio Ola Azulgrana, mais acanhado, corre por fora. Nesta quinta-feira, Vélez Sarsfield e Peñarol abrem a outra semifinal em território uruguaio.

No Paraguai, onde reencontra o Cerro, o Santos venceu por 2 a 1 na fase de grupos, encaminhando uma classificação que parecia improvável naquele momento. Contra a equipe de Leonardo Astrada, inclusive, os santistas conservam invencibilidade, já que empataram no outro confronto disputado na Vila Belmiro e, claro, venceram nesta quarta. O jogo mais importante será em Assunção.

Com um futebol pragmático e de poucos riscos, o Santos jogou fiel ao retrato de seu treinador. Bem marcado na primeira etapa, o time santista esbarrou em suas dificuldades para articular, mas chegou ao gol por conta de jogada de Neymar e finalização de Edu Dracena, fazendo as vezes de centroavante. No segundo tempo, Rafael praticamente não trabalhou, e manteve o incrível número da defesa santista com Muricy: só cinco gols sofridos em 14 jogos.

Primeiro tempo: capitão garante vantagem em jogo duro

Dificuldades e algo com o qual o Santos não está habituado: criar poucas oportunidades. Essa foi a marca do primeiro tempo contra o Cerro Porteño, no Pacaembu, em que os santistas não sobraram, mas souberam conquistar uma vantagem providencial. Graças a Edu Dracena e, mais uma vez, Neymar, o arquiteto do gol isolado da etapa inicial.

Parte das limitações para chegar ao gol adversário apareceram por conta da escalação, já que Muricy Ramalho, sem tantas opções, optou por três volantes no meio-campo: Arouca, Adriano e Danilo, que foi incumbido de atuar mais à frente para auxiliar Elano na armação. Ainda sem Jonathan e especialmente Paulo Henrique Ganso, o Santos não chegou tantas vezes ao gol do Cerro Porteño, que compactou seus homens de meio e surpreendentemente não teve o centroavante Nanni. De última hora, o treinador argentino Astrada optou por Bareiro.

A rigor, foram quatro as chances de gol do Santos, que chegou pela primeira vez aos 15min. Neymar serviu Léo, que esbarrou na boa intervenção do goleiro Barreto em lance cara a cara. O time da casa só chegaria de novo graças à pontaria afiada de Elano. Em falta de longe, aos 28min, ele soltou a bomba e a bola passou rente ao travessão.

Em um jogo extremamente tenso, o Santos ainda se enervou por conta da atuação infeliz do árbitro uruguaio Jorge Larrionda, marcado pela falha no jogo entre Alemanha e Inglaterra na última Copa do Mundo. Invertendo faltas e sem coibir a violência do time da casa, dificultou o trabalho dos santistas. Outro que atrapalha o Santos nos últimos tempos é Zé Eduardo, com agora 13 partidas de jejum. Aos 34min, Durval recolheu bola na área e passou por elevação para Danilo. Zé se antecipou e acabou batendo por cima.

Quando aparentava conquistar apenas um empate, o Santos conseguiu sua jogada mais inspirada em 45 minutos e o gol que precisava. Elano tramou na entrada da área com Neymar, que disparou pela esquerda, passou por dois marcadores e cruzou na pequena área. Edu Dracena, quase na risca, escorou para dentro mesmo cercado por marcadores. Aos 43min, era o lance que o Pacaembu precisava para soltar o grito de gol.

Na base do abafa, o Cerro ainda fez Rafael dar sua contribuição para a vitória parcial. Julio dos Santos alçou na área, Benítez desviou bem e o goleiro santista pegou com os pés, assegurando a tranquilidade para o segundo tempo.

Segundo tempo: na raça, Santos conserva a vantagem

Santos e Cerro Porteño seguiram em toada similar após o intervalo. Em um jogo competitivo e de poucas oportunidades, os paraguaios é que tentaram assumir as rédeas da partida em busca de um valioso gol como visitante. Os santistas, com cautela, sabiam da importância de preservar o 1 a 0 para o jogo de volta em Assunção.

Só com 15min é que pintou a primeira chance de gol do segundo tempo, mas a maré ruim pareceu pesar contra Zé Eduardo. Com inteligência, o Santos abriu a defesa do Cerro e, da direita, Elano cruzou seco rente ao chão. De carrinho, Zé Love ficou a centímetros de alcançar a bola embaixo do travessão.

Trocando passes em frente a área do Santos, o Cerro era bem controlado pela marcação santista. Tanto que só aos 26min uma finalização do time visitante ameaçou Rafael. Da entrada da área, Julio dos Santos chutou firme, mas por cima. Em seguida, Neymar respondeu de forma similar, com bom arremate de longe.

Nos minutos finais, o Cerro se mexeu para tentar empatar, mas Burgos, Niñez e nem o centroavante Nanni, homem de sete gols na Libertadores, conseguiram marcar. No último lance do jogo, Alan Patrick desperdiçou uma chance inacreditável. Da esquerda, Neymar avançou e centrou para Alan, que perdeu da entrada da pequena área, parado por Barreto. E o Santos confirmou importante vantagem para tentar confirmar sua vaga na decisão.

Data: 23/11/2011
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 15ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público e renda: N/D
Árbitro: Antonio Rogério Batista do Prado.
Auxiliares: Rafael Ferreira da Silva e Maiza Teles Paiva.
Cartões amarelos: Pará, Durval, Zé Eduardo (S), Val, Denilson (MM).
Gols: Zé Eduardo (06-1); Keirrison (02-2), Cristiano (26-2) e Edu Dracena (29-2).

SANTOS
Rafael, Bruno Rodrigo, Edu Dracena, Durval; Jonathan (Crystian), Possebon, Felipe Anderson (Alan Patrick), Paulo Henrique Ganso e Pará; Zé Eduardo e Keirrison (Tiago Alves).
Técnico: Marcelo Martelotte

MOGI MIRIM
João Paulo, Audálio, Tiago e Everton Dias; Niel, Baraka, Val, Paulo Isidoro (Ytalo) e Maisena (Cleidson); Roberto Jacaré (Cristiano) e Denílson.
Técnico: Guto Ferreira



Ganso participa de gols, evita pressão e ajuda Santos a vencer Mogi por 3 a 1

Paulo Henrique Ganso escapou das vaias com participação fundamental nos três gols santistas na vitória por 3 a 1 contra o Mogi Mirim, na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, pela 15ª rodada do Campeonato Paulista. Ganso, extremamente criticado por ter o desejo de transferência externado pelo presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, deu a assistências para os gols de Zé Eduardo e Edu Dracena, e iniciou a jogada do gol marcado por Keirrison.

O camisa 10 precisou de poucos minutos para evitar a pressão do baixo público santista presente (apenas 3.785 torcedores) na Vila. Com sete minutos de jogo, ela já tranquilizou o torcedor colocando Zé Eduardo na cara do gol para marcar o primeiro.

Como estrela solitária em campo, o meia ajudou o Santos a superar os diversos desfalques, nove no total, incluindo os selecionáveis Elano e Neymar, e conseguiu minimizar a crise vivida pelo clube.

Com o triunfo, o Santos pula para 31 pontos, mas segue na quarta colocação do campeonato, já que Corinthians, o líder, e Palmeiras, o vice, venceram na rodda. O Mogi segue com 18 pontos, na 12ª colocação.
Na próxima rodada, o Santos pode antecipar a classificação e enfrenta o Ituano, em Itu, domingo, às 18h30. Já o Mogi-Mirim encara a Portuguesa jogando em casa, sábado, às 18h30.

O Santos iniciou o jogo impondo pressão no adversário e com Paulo Henrique Ganso sabendo aproveitar bem o espaço para distribuir as jogadas. O meia teve um início brilhante com passes precisos, deixando no mesmo minuto, Felipe Anderson, e posteriormente Zé Eduardo na cara do gol. O primeiro desperdiçou ótima chance, enquanto o segundo abriu o placar para o Santos.

O ritmo santista diminuiu bruscamente na medida em que o futebol de Ganso também foi decaindo. O camisa 10 ainda armou boas jogadas, com longas enfiadas de bola, mas os erros de passes minaram a atuação.

Com o passar do tempo, Ganso ganhou a ‘sombra’ do volante Val em campo. O marcador do Mogi Mirim foi viril, e não poupou o camisa 10. Após uma entrada dura, o meia chegou a levar a mão no joelho esquerdo recém operado deixando os santistas apreensivos.

“Não foi nada. É apenas um mal-estar. Estou pronto para o segundo tempo”, disse Ganso no intervalo.

Ganso escapou das vaiais direcionadas para si no intervalo do jogo. No entanto, elas vieram para o Santos em geral. A torcida reclamou da exibição santista na primeira etapa.

Santos 4 x 1 Cruzeiro

Data: 25/09/2010, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 25ª rodada
Local: Arena Barueri, em Barueri, SP.
Público: 9.542 pagantes
Renda: R$ 192.530,00
Árbitro: Péricles Pegado Cortez (Fifa-RJ)
Auxiliares: Ricardo de Almeida e Marco Aurélio Pessanha (ambos do RJ)
Cartões amarelos: Roberto Brum e Zé Eduardo (S); Jonathan, Edcarlos, Fabinho, Montillo e Farías (C).
Cartão vermelho: Zé Eduardo (S).
Gols: Marcel (09-2), Edu Dracena (24-2), Thiago Ribeiro (35-2), Alex Sandro (43-2), e Neymar (46-2).

SANTOS
Rafael; Danilo, Edu Dracena, Durval e Léo (Zezinho); Roberto Brum, Arouca e Marquinhos (Adriano); Neymar, Zé Eduardo e Marcel (Alex Sandro).
Técnico: Marcelo Martelotte (interino)

CRUZEIRO
Fábio; Jonathan, Caçapa, Edcarlos e Diego Renan (Robert); Fabrício (Roger), Everton, Fabinho (Elicarlos) e Montillo; Ernesto Farías e Thiago Ribeiro.
Técnico: Cuca



Com show de Neymar, Santos goleia o Cruzeiro por 4 a 1 na Arena Barueri e ajuda Corinthians

Atacante voltou a apresentar um grande futebol e ajudou o Santos a quebrar a invencibilidade do Cruzeiro, que não perdia há nove rodadas

Com show de Neymar, o Santos venceu o Cruzeiro por 4 a 1, neste sábado, na Arena Barueri, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. O camisa 11 voltou apresentar um grande futebol, partiu para cima da marcação, driblou, voltou a dar chapéu nos adversários, deu assistências para o primeiro e o terceiro gol do Santos, além de fechar o placar, marcando um bonito gol.

A vitória ainda chamou a atenção pelo golaço marcado por Alex Sandro, que driblou dois marcadores, tabelou com Neymar e encobriu o goleiro Fábio. Além do golaço de Alex Sandro. Marcel, Edu Dracena e Neymar completaram o marcador. Já o Cruzeiro descontou com Thiago Ribeiro.

Com a vitória, a equipe santista continua com esperanças de conquistar o terceiro título na temporada – já venceu o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil – além de quebrar uma invencibilidade dos mineiros, que não perdiam há nove rodadas no Brasileiro. O Santos somou 38 pontos e subiu para a quinta colocação. Já o Cruzeiro perdeu a chance de se igualar ao Corinthians na liderança do Brasileiro e agora permanece na terceira colocação, com 45 pontos.

Após o duelo contra o Cruzeiro, o Santos enfrenta o Vasco, na próxima terça-feira, às 21h (de Brasília), no Estádio São Januário, no Rio de Janeiro, pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro. Já o Cruzeiro joga em casa contra o Atlético-GO, às 19h30 (de Brasília), na Arena do Jacaré.

O jogo

O primeiro lance de perigo foi do Santos. Após cobrança de falta de Marquinhos, o zagueiro Edu Dracena tocou para a entrada da pequena área e o volante Fabinho, cortou para escanteio. Na sequência, o Cruzeiro respondeu no contra-ataque. Thiago Luis fez belo drible no zagueiro e finalizou, mas Rafael saiu bem para a defesa.

As duas equipes jogavam em velocidade e buscando o gol. Aos 21 minutos, Thiago Ribeiro recebeu do lado direito, invadiu a área e chutou sobre o travessão. Dois minutos depois, o Santos teve a melhor chance do primeiro tempo. Roberto Brum lançou Marcel que saiu na cara do goleiro Fábio, que salvou com os pés.

Com Marquinhos mais uma vez apagado em campo, a equipe santista tentava criar as jogadas com lançamentos de Brum. O volante lançou Zé Eduardo, que chutou fraco para boa defesa de Fábio. Já o Cruzeiro era mais perigoso nos contra-ataques. Thiago Ribeiro finaliza cruzado. A bola pega na trave, volta na cabeça do goleiro e sai em escanteio.

Aos 40 minutos, Roberto Brum dá outro lançamento para os atacantes. A bola chega a Neymar, que cruzou rasteiro para boa intervenção de Fábio. O Cruzeiro respondeu novamente. Montillo deu uma bela assistência para Thiago Ribeiro, que saiu na frente de Rafael, mas chutou para fora.

Na segunda etapa, a primeira oportunidade foi do Santos. Neymar fez belo drible no marcador e chutou por cima do gol. Aos oito minutos, Brum lançou Neymar novamente. O camisa 11 achou Zé Eduardo dentro da área, o atacante chutou rasteiro e no rebote do goleiro Fábio, Marcel abriu o marcador. Aos 15 minutos, o Santos quase ampliou o marcador. Zé Eduardo deixou Danilo na cara do gol. O lateral finalizou na saída de Fábio, mas Edcarlos tirou quando a bola estava entrando no gol.

Após o gol do Santos, o técnico Cuca fez duas substituições no Cruzeiro. Saíram os volantes Fabrício e Fabinho para as entradas de Roger e Eli Carlos. Já no Santos, Martelotte perdeu Zé Eduardo aos 18 minutos do segundo tempo. O atleta deu um tapa no rosto de Diego Renan, recebeu o segundo amarelo no jogo e foi expulso. Martellote estava pronto para colocar Alan Patrick na vaga do atacante, mas foi obrigado a mudar a substituição. O treinador colocou Alex Sandro na vaga de Marcel.

O Cruzeiro sentiu o gol sofrido e começou a fazer muitas faltas. Em uma delas, Marquinhos cruzou na área e o zagueiro Edu Dracena desviou de cabeça para marcar o segundo gol do Santos. Apesar da desvantagem no placar, o Cruzeiro não desistiu. Aos 35 minutos, Robert chutou forte e Rafael soltou a bola, no rebote Thiago Ribeiro finalizou para diminuir. Temendo sofrer o empate, Martelotte colocou o volante Adriano na vaga de Marquinhos

No entanto, Alex Sandro fez uma grande jogada e viu o goleiro adiantado. O lateral tocou por cima de Fábio para fazer um golaço. No finalzinho, Neymar passou no meio de dois marcadores, driblou Caçapa para dançar e chutou cruzado para vencer o goleiro Fábio e fechar o marcador.

Santos 4 x 2 Atlético-GO

Data: 15/09/2010, quarta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 22ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 3.873 pagantes
Renda: R$ 99.315,00
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS)
Auxiliares: Alexander Kleinich e Carlos Henrique Selbach (ambos do RS).
Cartões amarelos: Edu Dracena (S); Pituca e William (A).
Gols: Josiel (13-1); William (05-2), Edu Dracena (06-2); Madson (22-2), Alan Patrick (34-2) e Marcel (38-2, de pênalti).

SANTOS
Rafael; Pará (Alan Patrick), Edu Dracena, Bruno Aguiar e Léo; Roberto Brum, Danilo, Alex Sandro e Marquinhos (Madson); Neymar e Keirrison (Marcel)
Técnico: Dorival Júnior

ATLÉTICO-GO
Márcio; Victor Ferraz, Jairo, Daniel Marques e Thiago Feltri; Pituca (William), Ramalho, Robston e Diguinho (Juninho); Elias e Josuel (Diogo Galvão)
Técnico: René Simões



Reservas garantem virada do Santos diante do Atlético-GO

Após estar perdendo por 2 a 0, Marcel, Alan Patrick e Madson decidem em jogo, que teve discussão entre Neymar e Dorival. Veja os gols da Vila Belmiro no vídeo abaixo

O Santos conquistou uma virada heróica contra o Atlético-GO e depois de três rodadas sem vencer no Campeonato Brasileiro, a equipe santista reagiu na tabela de classificação. Após estar perdendo por 2 a 0, os Meninos da Vila viraram o jogo no segundo tempo e venceram por 4 a 2, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, pela 22ª rodada da competição.

Depois de um primeiro tempo apagado, o técnico Dorival Júnior colocou Madson, Marcel e Alan Patrick, que marcaram três dos quatro gols do alvinegro na Vila. Edu Dracena marcou o gol da reação santista. Os gols dos goianos foram marcados por Josiel e Willian.

Apesar da vitória, a partida teve seu lado negativo para o time do Santos. Isso porque, o atacante Neymar discutiu com o técnico Dorival Júnior no final da partida. A joia santista xingou o treinador, já que pretendia bater o pênalti cobrado por Marcel, que decretou a vitória santista. Outro ponto negativo foi o público da Vila. Apenas 3.873 compareceram ao estádio.

Com a vitória, o alvinegro recuperou a quinta colocação, com 34 pontos. O Atlético-GO está na décima oitava, com 20 pontos. No entanto, o Santos pode voltar a sexta colocação, caso o Internacional-RS vença o São Paulo, nesta quinta-feira, no Estádio do Morumbi.

O jogo

A primeira boa jogada de perigo foi do Santos. Aos 12 minutos, o volante Danilo passou pelo marcador do lado direito e cruzou para Keirrison, que chutou fraco nas mãos do goleiro Márcio. No entanto, um minuto depois, o meia Robston driblou com facilidade o zagueiro Edu Dracena e finalizou rasteiro na saída do goleiro Rafael. A bola bateu na trave, mas no rebote, Josiel chutou de perna direita e abriu o marcador.

Aos 14 minutos, a bola sobrou dentro da área e Keirrison finalizou novamente fraco, nas mãos do goleiro. Depois do segundo gol desperdiçado, o atacante começou a ser vaiado pelos poucos torcedores que compareceram à Vila Belmiro. O Santos tinha muitas dificuldades para criar as jogadas e não causava perigo ao gol do Atlético-GO.

Entretanto, o técnico Renê Simões fez duas alterações antes de terminar a primeira etapa. Machucado, Josiel saiu para a entrada de Diego Galvão. Já Pituca, que tinha recebido um cartão amarelo por falta em Neymar, deixou o campo para a entrada de Willian. Apesar da mudança por causa do cartão, no primeiro lance de Willian no jogo, o meia fez falta em Brum e recebeu o amarelo.

No segundo tempo, o técnico Dorival Júnior foi ousado e sacou o lateral-direito Pará para a entrada de Alan Patrick. Apesar da mudança, os santistas foram surpreendidos novamente pelo Atlético. Aos cinco minutos, Willian chutou rasteiro de fora da área e marcou o segundo dos goianos. Porém, o Santos não deu tempo para adversário comemorar e fez seu primeiro gol, com o zagueiro Edu Dracena de cabeça.

Aos 12 minutos, Keirrison sentiu uma contusão e pediu para ser substituído. Marcel entrou em seu lugar. O Santos tentava o empate, mas deixava espaços para os contra-ataques dos goianos. Com pouca criação, o time tentava no desespero. Roberto Brum acerta um chute forte de fora da área e obriga Márcio a fazer uma grande defesa. Em seguida, Neymar faz boa jogada e finaliza de perna esquerda, mas Márcio volta a fazer uma excelente defesa. Caminhando para o final do jogo, os treinadores ‘queimaram’ as últimas alterações.

No Santos, Madson entrou na vaga de Marquinhos, que deixou o campo vaiado pela torcida. No Atlético, Juninho assumiu o lugar de Diguinho. As substituições santistas deram mais resultado. Aos 38 minutos, Madson driblou o marcador e chutou forte para empatar o jogo. Ainda no final, Neymar sofreu pênalti e Marcel fechou o placar.


Vídeos: (1) Melhores momentos e (2) reportagem do Globo Esporte.

Vitória 2 x 1 Santos

Data: 04/08/2010, quarta-feira, 21h50.
Competição: Copa do Brasil – Final – Jogo de volta
Local: Estádio do Barradão, em Salvador, SP.
Público: 35.000 pessoas
Renda: R$ 1.531.252,90
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa-RS)
Auxiliares: Altemir Hausmann (RS) e Erich Bandeira (PE)
Cartões amarelos: Rafael, Robinho, Edu Dracena, Pará e André (S); Bida, Anderson Martins, Walace e Elkson (V).
Gols: Edu Dracena (44-1); Walace (12-2) e Júnior (32-2).

VITÓRIA
Viáfara, Nino (Gabriel), Wallace, Anderson Martins e Egídio; Neto Coruja, Bida (Adaílton) e Ramom (Renato); Elkeson, Schwenck e Júnior.
Técnico: Ricardo Silva

SANTOS
Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Arouca, Wesley e Paulo Henrique Ganso; Neymar (Marcel), Robinho (Rodriguinho) e André (Marquinhos).
Técnico: Dorival Júnior



Santos marca no Barradão e fatura título inédito mesmo perdendo para o Vitória

Com um gol marcado por Edu Dracena na primeira etapa o Santos garantiu o inédito título da Copa do Brasil mesmo perdendo para o Vitória, por 2 a 1, na noite desta quarta-feira, no Barradão, em Salvador. O confronto decisivo terminou com triunfo alvinegro por 3 a 2 no placar agregado.

A vitória por 2 a 0 na partida de ida na Vila Belmiro pesou a favor do Santos. O time segurou a pressão da equipe baiana durante boa parte do primeiro tempo, e foi para o intervalo com a cômoda vantagem de 1 a 0 no jogo. O Vitória virou com gols de Walace e Júnior, e foi aplaudido pela torcida.

Para ficar com o título, o Santos superou Naviraiense-MS, Remo-PA, Guarani, Atlético-MG, Grêmio e Vitória.

Essa foi a segunda conquista do alvinegro na temporada (o clube foi campeão paulista em maio), e a primeira nacional de uma geração que vem encantando o país.

O jogo

Para iniciar a partida, os dois treinadores optaram por esquemas ofensivos, com 3 atacantes. De última hora, o técnico da equipe baiana, Ricardo Silva, confirmou a entrada de Júnior, o artilheiro do time na competição, com 6 gols, optando pela saída do meia Fernando. Já Dorival Júnior manteve André como titular. O centroavante, vendido ao Dínamo de Kiev-UCR, faz sua última partida pelo Santos.

Com ímpeto diferente do apresentado na Vila Belmiro, a equipe mandante partiu para cima do adversário desde os minutos inicias. A pressão, no entanto, não foi revertida em gol devido à falta de pontaria. Elkson, Júnior e Schwenck erraram finalizações marcantes.

O Vitória seguiu com amplo domínio do jogo em boa parte do primeiro tempo. Já o Santos esperava para encaixar contra-ataques, e também teve boas oportunidades para abrir o placar.

Com o passar do tempo, o nervosismo foi tomando conta da equipe baiana. Passes errados começaram a ser frequentes, mas apesar disso outras chances foram criadas. A torcida baiana chegou inclusive a comemorar um gol de Schwenck, em impedimento, e corretamente anulado por Carlos Eugênio Simon, aos 33 minutos.

No trecho final da primeira etapa, um lance que parecia perdido mudou a história do confronto.Neymar não conseguiu entrar na área driblando, saiu dela por falta de opção, mas Anderson Martins o seguiu até cometer uma falta na lateral esquerda. Na cobrança, o jovem atacante santista cobrou, a zaga rebateu na primeira, mas no segundo levantamento para a área, Edu Dracena subiu e marcou o gol de cabeça, aos 44 minutos.

O gol silenciou o Barradão, e fez os gritos dos 3.500 santistas presentes no estádio parecer mais alto. E assim continuou durante todo o intervalo.

“Ainda temos chance, é só não desanimar. A equipe precisa entrar focada na virada”, disse Schwenck.

“Precisamos entrar com uma determinação maior ainda, e colocar na cabeça que nada está definido”, destacou o zagueiro santista, Edu Dracena.

Com o Vitória precisando marcar quatro gols para ficar com o título não restou outra opção. A equipe baiana partiu para o ataque desde o reinício da partida e teve logo uma boa oportunidade para marcar o primeiro. No entanto, Júnior desperdiçou novamente.

Animados, os baianos seguiram pressionando até conseguir o gol de empate. Ele foi marcado aos 12 minutos, quando o zagueiro Walace teve calma na área para dominar de peito e chutar no canto esquerdo de Rafael.

Mais três gols eram necessários para o Vitória, no entanto o segundo demorou muito para sair. Aos 32 minutos, Neto Coruja deu bom passe para Júnior. Desta vez, o atacante não desperdiçou e tocou por cima de Rafael.

Com sabedoria, o Santos tratou de conduzir os minutos finais de jogo em banho-maria. A torcida antecipou os gritos de “é campeão” apenas nos minutos finais do jogo. E ao fim da partida, os jogadores santistas festejaram a saborosa derrota por 2 a 1.