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Santos 2 x 1 Coritiba

Data: 22/05/2016, domingo, 11h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 2ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.472 pagantes
Renda: R$ 212.190,00
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG).
Auxiliares: Pablo Almeida da Costa e Celso Luiz da Silva (ambos de MG).
Cartões amarelos: Victor Ferraz, Zeca, Vitor Bueno e Gustavo Henrique (S); Alan Santos e Kléber Gladiador (C).
Gols: Kléber Gladiador (19-1); Vitor Bueno (16-2) e Renato (51-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno (Matheus Nolasco) e Lucas Lima; Gabriel e Joel (Ronaldo Mendes).
Técnico: Dorival júnior.

CORITIBA
Wilson; Dodô, Rafael Marques, Juninho e Carlinhos; João Paulo, Alan Santos (Ícaro), Ruy (Thiago Lopes) e Cesar González; Leandro e Kleber Gladiador (Guilherme Parede).
Técnico: Gilson Kleina



Renato marca aos 51 e Peixe vira em cima do Coritiba na Vila Belmiro

Ricardo Oliveira não pôde entrar em campo neste domingo e Joel não conseguiu substituir o camisa 9 à altura. E quando a equipe mais precisava de um centroavante, foi Renato, que mesmo puxando a coxa, acabou assumindo a posição. O volante de origem marcou, de cabeça, o gol da primeira vitória do Santos no Campeonato Brasileiro, quando o relógio já marcava 51 minutos da etapa final.

Apesar dos protestos do Coritiba pelos sete minutos de acréscimo, mesmo com a pausa para hidratação dos atletas, a virada por 2 a 1 ainda manteve a invencibilidade de Dorival Júnior no estádio Urbano Caldeira. Agora são 30 jogos, 10 meses e 17 dias sem saber o que é perder como mandante.

Apesar dos primeiros três pontos, o Alvinegro Praiano se mostrou sonolento desde o início do confronto, talvez pelo horário das 11 horas. Lucas Lima, que aparentemente estava recuperado de sua lesão no tornozelo direito, mostrou muita limitação nos movimentos e acabou sacado ainda no intervalo, quando o Coxa já vencia graças a gol de Kléber Gladiador, após passe de Leandro, ex-Santos. O duelo deste domingo pode ter sido a última vez do meia com a camisa santista.

Assim como Gabriel, outro que decepcionou nesta 2ª rodada, o camisa 20 se apresenta nesta segunda à Seleção Brasileira para a disputa da Copa América e pode ser negociado com o exterior neste período. A dupla corre o risco de perder até nove rodadas do Brasileirão, caso o Brasil vá à final.

Neste cenário, o gol de empate só poderia sair em um lance inusitado. Quando menos se esperava, aos 19 da etapa final, Vitor Bueno cobrou falta de longa distância e o goleiro Wilson aceitou.

O jogo

Como de costume, já na movimentação da torcida no entorno da Vila Belmiro era possível perceber o alto número de famílias e crianças. Típico de uma partida na manhã do domingo. Mas, diferente de outras oportunidades, o alçapão não encheu para ver um Santos um tanto quanto sonolento.

Lucas Lima teve seu nome gritado pela torcida pouco antes do apito inicial, mas, alguns minutos depois, ouviu protestos. O meia ainda parecia incomodado com sua lesão no tornozelo direito e se movimentava pouco, apesar de alguns bons passes.

O Coritiba, por sua vez, se postou como manda o figurino de um visitante. Sempre com seus dez jogadores de linha na marcação atrás do meio de campo e explorando os contra-ataques. E, desta forma, a equipe de Gilson Kleina anulou o Peixe de Dorival e causou calafrios nos santistas em suas investidas.

Logo na primeira oportunidade, aos 19 minutos, Dodô enfiou linda bola para Leandro, ex-Santos, entrar na área pela direita do ataque. O jogador cruzou rasteiro e Kléber Gladiador só empurrou para as redes. 1 a 0 Coxa.

Cinco minutos depois, a jogada se repetiu nas costas de Zeca, que sofria sem cobertura, por pouco os paranaenses não ampliaram em plena Vila Belmiro. As duas jogadas ao menos serviram para acordar do Santos.

Aos 25, Lucas Lima deixou Joel na cara do gol. O camaronês acertou a trave e Gabriel mandou para o gol, mas nada valia em função da posição irregular do substituto de Ricardo Oliveira.

E quando se esperava uma pressão alvinegra, a zaga voltou a falhar. González recebeu por cima de David Braz e Gustavo Henrique e serviu Leandro. O atacante percebeu a saída desesperada de Vanderlei e só tocou por cobertura. A bola bateu no travessão e saiu pela linha de fundo. Silêncio nas arquibancadas, ainda assustadas.

O Santos não conseguia empolgar, errava muitos passes e mostrava uma lentidão incomum. Chegou a marcar com Joel, mas novamente o camaronês estava impedido. E o prejuízo só não foi maior na primeira etapa porque Alan Santos, cria da base do santista, desperdiçou chance clara de gol, aos 41.

Virada dramática
O retorno dos times ao segundo tempo cumpriu o que se imaginava, com Paulinho na vaga de Lucas Lima. O camisa 20 agora se apresenta à Seleção Brasileira sem saber se voltará a vestir a camisa do Peixe e com a certeza de que precisa se recuperar totalmente de sua lesão para ser útil na Copa América.

O Coritiba, no entanto, parecia à vontade no duelo e tocava a bola com tranquilidade. O Santos não conseguia pressionar, mas, apesar de não fazer por merecer, os donos da casa chegaram ao empate.

O relógio marcava 19 quando Vitor Bueno cobrou falta de longa distância e viu o goleiro Wilson tocar na bola, mas, sem força para impedir o gol. Falha fatal e tudo igual na Vila.

Dorival então sacou Joel, que voltou ao time sem brilho depois de passar os últimos dias com caxumba, e colou em campo o talismã Ronaldo Mendes. Era o Santos em busca da virada e da primeira vitória na competição.

O Coxa já não assustava mais nas escapadas, como na etapa anterior, e o Santos, mesmo em uma manhã não muito inspirada, tentava o gol na marra. Aos 28, Zeca quase o fez um lindo voleio, que quase sobrou para Thiago Maia completar.

Após isso, o jovem Matheus Nolasco foi para campo na vaga de Vitor Bueno, que apesar do gol não fez uma apresentação satisfatória. A esta altura, o Santos tinha dez minutos para alcançar os três pontos diante de seu torcedor.

E o torcedor teve de sofrer até o último segundo. Renato, sentindo a coxa, mas sem poder sair por causa do limite de substituições, apareceu dentro da área, como centroavante, e de cabeça marcou o gol da virada aos 51 minutos.

Apesar de toda a reclamação dos jogadores do Coritiba pelos sete minutos de acréscimo (houve parada técnica), não houve tempo para mais nada. Fim de jogo e vitória do Peixe.

Santos TV – Bastidores:

Herói do jogo, Renato diz que estava com três câimbras no momento do gol

Renato não fez uma grande partida neste domingo, assim como toda a equipe santista. Porém, o dia estava reservado para o volante na partida contra o Coritiba, válida pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Antes do apito inicial, o camisa 8 ganhou um placa da diretoria pelos seus 37 anos, festejados dia 15, e mais de 300 jogos com a camisa alvinegra. Mas, foi no último minuto do jogo que Renato fechou com chave de ouro ao garantir a vitória de virada por 2 a 1 do Peixe, mesmo sem as condições ideais para estar em campo.

“Tive cãibra no posterior, na panturrilha, deu até no adutor esquerdo. Fiquei porque não tinha como sair. Fui no sacrifício e consegui fazer o gol”, revelou o jogador, lembrando que Dorival Júnior já tinha sacado Lucas Lima, Joel e Vitor Bueno.” O Victor fez uma jogada espetacular, o Dodô ficou sem condições de ir na bola, e eu fui feliz no cabeceio”, detalhou o lance de sua consagração.

Apesar da alegria pelo raro gol, Renato não deixou de apontar sua preocupação com o futebol apresentado pelo Santos nestas duas primeiras rodadas e às vésperas de perder suas principais estrelas para a Seleção Brasileira. “Tem que ter superação, o elenco sabe da responsabilidade. Os jogadores vão ter oportunidade e a gente espera que eles mantenham o nível”, avisou.

Mas, o calor também foi justificativa para o jogador tentar explicar o jogo sonolento e de muitos erros do Peixe frente ao Coxa. A partida ás 11 horas desde domingo foi disputada sob um calor 27º na Baixada.

“Quando está muito calor como hoje, acaba prejudicando os dois lados, o jogo acaba ficando lento, às vezes cansamos mais rápido. Se está nublado, um calor ameno, é bom. No Sul é até bom, mas pega, por exemplo, em Recife ou aqui em Santos, com sol. Deixa todo mundo cansado. É um horário bom, pois trás a família para o estádio, mas, para nós, acaba prejudicando”, explicou, sem esconder a sensação de alívio.

Apesar de vitória, Dorival reprova atuação e cobra resposta da equipe

A vitória do Santos por 2 a 1 em cima do Coritiba deu ao time da Baixada os primeiros três pontos no Campeonato Brasileiro, mas, não aliviaram as críticas do técnico Dorival Júnior. Em sua análise do confronto, o treinador não escondeu sua insatisfação com a atuação de seus comandados e admitiu que o gol aos 51 minutos do segundo tempo, marcado por Renato, teve méritos apenas pelo espírito de luta do time.

“Não foi só o primeiro tempo. A partida toda foi abaixo. O Santos esteve bem abaixo, em termos de uma postura geral. Tanto defensiva quanto ofensivamente. Ganhamos o jogo na base da superação, da vontade, da garra. Fica difícil uma análise um pouco mais direta”, avaliou o comandante, claramente irritado com o futebol do Santos na Vila Belmiro.

“Não podíamos jogar como estávamos, por dentro, porque estava muito congestionado. Fizemos ao contrário. Começamos a entrar com jogadores de fora em momentos errados. Fizemos o jogo que o Coritiba gostaria, a partir do gol inicial da partida. Tínhamos de tentar jogar pelo lado. Isso estava comprometendo nossa transição”, explicou.

Nem mesmo o fato do Peixe ter mantido sua invencibilidade jogando em casa acalmou Dorival. Uma derrota neste domingo colocaria fim a série de pouco mais de 10 meses sem sofrer um revés na Vila e seria a primeira desde que o atual técnico retornou ao clube, em julho do ano passado.

“Foi um resultado alcançado, mas ninguém está satisfeito com esse resultado e temos consciência disso. A Vila é importante a partir do momento que você envolve o adversário e jogue bem. Não foi isso que aconteceu hoje. Não adianta termos a Vila a nosso favor, se não tivermos uma equipe taticamente preparada e tecnicamente presente para que as coisas aconteçam”, ponderou, já preocupado em não repetir o péssimo primeiro turno do Brasileirão de 2015.

“É um fator que temos de pensar, analisarmos bem e voltarmos para nossas origens. Até porque não podemos ter um início de competição que tivemos ano passado e comprometeu”, concluiu Dorival, que agora terá a missão de preparar o Santos para o duelo contra o Figueirense, fora de casa, na quarta-feira.

Vitor Bueno revela dica de Arzul no gol e David Braz reclama do calor

Os jogadores do Santos deram declarações distintas na saída do campo da Vila Belmiro depois da primeira vitória da equipe no Campeonato Brasileiro. Os três pontos só chegaram depois de uma virada dramática em cima do Coritiba, por 2 a 1, com gol no último lance do confronto. Antes, Vitor Bueno arrancou o empate em gol de falta graças a uma dica do preparador de goleiros Arzul.

“Eu vi que ele (goleiro Wilson) relou na bola. Essa bola do Brasileiro varia muito. O Arzul, nosso preparador de goleiro, falou para eu bater firme nela, porque ela varia muito de direção”, contou o jovem jogador, minimizando a atuação ruim da equipe neste domingo.

“O mais importante foi a vitória. O grupo está todo de parabéns pela entrega dentro de campo. Sabíamos que não era um jogo fácil, ainda mais pelo horário. Não estamos acostumados a jogar assim, mas, graças a Deus deu tudo certo”, completou.

Enquanto muitos atletas se dirigiam para o vestiário sem dar declarações, David Braz foi à torcida, bateu no peito, agradeceu o apoio, mas não deixou de reclamar do horário das 11 horas.

“Isso que dá jogar esse horário. O desgaste é muito grande. Olha como está o sol. Um jogo complicado, contra um time que veio atrás. Tivemos que trabalhar a bola dos dois lados. Com muita raça e determinação conseguimos a virada”, disse o zagueiro.

Gabriel, que fez sua última partida antes de se apresentar à Seleção Brasileira para a Copa América, não garantiu que volta, mas também não confirmou sua situação.

“É difícil falar isso, mas estou muito feliz no Santos. É um privilégio jogar na Vila, com a torcida ao lado. Estou muito feliz aqui, o Santos é minha casa, mas, afirmar isso (que quer ficar) é muito complicado”, despistou o camisa 10, apagado neste domingo.


Coritiba 1 x 0 Santos

Data: 22/11/2015, domingo, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 36ª rodada
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba, PR.
Público: portões fechados devido a punição do STJD.
Árbitro: Marielson Alves Silva (BA)
Auxiliares: Cleriston Clay Barreto Rios (SE) e Rafael da Silva Alves (RS)
Cartões amarelos: Luis Cáceres, Carlinhos e Walisson (C); Paulo Ricardo, Neto Berola e Ledesma (S).
Cartão vermelho: Vladimir (S).
Gol: Henrique Almeida (12-2).

CORITIBA
Wilson; Leandro Silva, Walisson, Juninho e Carlinhos; João Paulo, Luis Cáceres (Guilherme Parede), Thiago Lopes e Juan; Kleber (Ícaro) e Henrique Almeida.
Técnico: Pachequinho

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz (Daniel Guedes), Werley, Paulo Ricardo e Chiquinho; Ledesma, Leandrinho, Serginho (Neto Berola) e Lucas Lima (Léo Cittadini); Geuvânio e Nilson.
Técnico: Dorival Júnior



Com time reserva, Peixe perde para o Coritiba e vê G4 mais longe

O Santos perdeu uma grande oportunidade de voltar ao G4 do Campeonato Brasileiro neste domingo. Depois de assistir o São Paulo ser goleado pelo Corinthians, o Peixe tinha a chance de recuperar seu posto diante do Coritiba. Mas, com todos os titulares de linha, com exceção de Lucas Lima, poupados, o Peixe não teve forças mais uma vez como visitante. Apesar de jogar com os portões do Estádio Couto Pereira fechados, em função de uma punição imposta pelo STJD, a equipe Coxa-Branca venceu a segunda partida seguida e deixou a zona de rebaixamento graças a derrota do Avaí para o Fluminense no mesmo horário.

O único gol do jogo foi marcado pelo artilheiro do time paranaense. Henrique Almeida foi às redes aos 12 minutos do segundo tempo, após linda jogada individual de Thiago Lopes. Com isso, o Coxa chegou aos 40 pontos e subiu para a 15ª colocação. Já o Santos estacionou nos 55 pontos, agora na 6ª posição, sendo ultrapassado pelo Inter, que venceu o Grêmio e alcançou os mesmos 56 pontos do São Paulo, que permanece no G4 após a 36ª rodada.

Agora, o Santos ‘vira a chave’ e passa a pensar exclusivamente na Copa do Brasil. Nesta quarta-feira, o alvinegro praiano recebe o Palmeiras às 22 horas, na Vila Belmiro, para o primeiro duelo da grande final da competição por mata-mata, que além do título, pode render a tão sonhada vaga na próxima Libertadores. Pelo Brasileirão, o Peixe visita o Vasco no domingo, às 17 horas, em jogo marcado para São Januário.

Já o Coritiba terá a semana inteira para recuperar seus atletas e se preparar para mais uma decisão na luta contra o descenso. A equipe paranaense visita o Palmeiras, no Allianz Parque, às 18 horas do domingo. Como o Verdão é justamente o adversário do Peixe nas finais da Copa do Brasil, é grande a chance do Coxa novamente enfrentar uma equipe formada por jogadores reservas, pois três dias depois acontecerá o segundo e decisivo clássico paulista.

O jogo

Antes mesmo da bola rolar, Dorival Júnior explicou a opção de escalar um time repleto de reservas em uma partida tão importante para o time no Campeonato Brasileiro. “Nós jogamos com um campo ruim na quinta, fatalmente teremos o mesmo gramado na quarta. Ontem, alguns jogadores me colocaram essa situação, de que estão sentindo. O Palmeiras jogou ontem (sábado). Então, não tive dúvidas (para poupar). É mais do que bom senso e tínhamos que tomar essa decisão em um momento decisivo”, disse o treinador, já ciente de que seu concorrente direto, o São Paulo, havia levado uma goleada do Corinthians e não poderia mais pontuar na rodada.

Mas, o jogo foi quem acabou pagando caro por isso nos primeiros 45 minutos. O Peixe até ditou o ritmo do confronto com o desesperado Corinthians. Os paranaenses, sem poder contar com a força de sua torcida em função de uma punição imposta pelo STJD, passou quase todo o tempo marcando atrás da linha da bola, claramente preocupado em não sair atrás no placar.

Mesmo assim, as duas melhores chances de gol no jogo foram do Coxa. Primeiro, logo aos cinco minutos, quando Henrique Almeida recebeu cruzamento de Carlinhos e bateu de primeira. A bola assustou Vanderlei, mas saiu à direita no goleiro santista.

A outra oportunidade aconteceu só aos 35. Kléber recebeu na entrada da área, de costas para o gol e só rolou para Cáceres, que bateu forte. A bola desviou em Ledesma e fugiu do alcance do camisa 1 alvinegro, que só pôde torcer antes de ver a bola raspar sua trave esquerda.

Lucas Lima, o único titular de linha do Peixe em campo, foi o destaque da equipe. O meia sofreu com a forte marcação, porém, mesmo assim, participou das poucas jogadas que o time criou. Geuvânio também tentou algumas jogadas ao seu estilo, mas, sem sucesso. Para piorar, a chuva arreou forte e dificultou o toque de bola dos santistas em um campo muito molhado.

“O campo é bom, mas está encharcado, choveu muito. Temos que ficar espertos porque pode ser um jogo perigoso. Já estávamos esperando”, comentou o camisa 20 do Santos.

Para a segunda etapa, o Coritiba voltou diferente. Na escalação e na postura. O técnico Pachequinho resolveu se arriscar e colocou o atacante Guilherme Parede no lugar do meio-campista Cáceres. E o time entendeu o recado, partindo para cima do Santos assim que o árbitro reiniciou o confronto no Couto Pereira.

Vanderlei precisou trabalhar em uma tentativa de pressão dos donos da casa, que abusaram das bolas aéreas. Na sequência, ainda aos 3 minutos, Thiago Lopes soltou a bomba de longe e obrigou o goleiro santista a espalmar para longe.

A resposta do Peixe veio aos 8 minutos. Sem conseguir entrar na fechada defesa do Coritiba, Neto Berola também arriscou de fora da área. A bola passou perto, mas o goleiro Wilson só acompanhou a saída da bola.

O jogo ganhou velocidade. Com as duas equipes precisando da vitória e a clara falta de entrosamento do Peixe, a partida ficou aberta, com seguidos contra-ataques. E em uma saída de bola errada dos paulistas, Henrique Almeida quase abriu o placar, mas novamente Vanderlei evitou o gol.

E o gol que estava ficando maduro acabou saindo aos 12 minutos. Thiago Lopes fez jogada individual e entrou no meio da zaga santista. Antes de ser barrado, o jogador encontrou Henrique Almeida livre, quase dentro da pequena área. O centroavante não perdoou e, de perna esquerda, deslocou Vanderlei para abrir o placar e marcar seu 11º gol neste Brasileirão, retificando a posição de artilheiro isolado do Coxa na competição.

O gol deixou o jogo imprevisível. O Santos partiu para o ataque e voltou a assustar em nova finalização de longe. Mas os espaços entre a defesa e o ataque só aumentaram e a defesa do Peixe passou a ter de segurar a equipe Coxa-Branca praticamente no ‘mano a mano’ em todas as jogadas.

Nos minutos finais, o Santos pressionou, chegou a acertar a trave em cabeada de Nilson e viu Wilson salvar o Coxa em duas oportunidades. Desta forma, o árbitro encerrou o jogo e a festa foi mesmo dos donos da casa, que comemoraram muito a saída da zona de rebaixamento. Por outro lado, o Santos viu o G4 ficar mais longe e caiu para 6º.

Dorival revela pedido de titulares e não joga a toalha na briga pelo G4

O Santos entrou em campo neste domingo ciente dos resultados de seus concorrentes na disputa por uma vaga no G4 do Campeonato Brasileiro. A derrota do São Paulo deu ao Peixe a chance de retomar seu posto e, consequentemente, deixar o Internacional, que bateu o Grêmio, para trás. Porém, Dorival mandou a campo uma equipe toda reserva, a exceção do goleiro Vanderlei e o meia Lucas Lima. No final, a derrota de 1 a 0 não só evitou que o time entrasse no G4 novamente, como também o fez cair para a 6ª colocação. Por isso, o técnico do Santos teve de explicar sua escolha em Curitiba.

“Com as chuvas que têm caído em Curitiba, seria impossível jogar com a equipe titular. Ontem (sábado), ao fim do treino, os jogadores se reuniram e vieram em direção a nós (comissão técnica). Pediram para que nós modificássemos a equipe por não estarem recuperados. Natural, como teremos um jogo mais físico do que técnico na quarta, porque nosso gramado está muito complicado, eu não poderia tomar outra decisão”, afirmou o treinador.

Lucas Lima, que deixou o campo no segundo tempo depois de correr muito e até se destacar entre os santistas, refutou a possibilidade da pressão em cima do Peixe ter aumentado para as finais da Copa do Brasil depois do tropeço diante do Coxa.

“Não pressiona, não. Já há pressão natural. Estamos focados. O jogo é muito importante, principalmente jogando em casa. Nossa obrigação é essa mesmo e queremos muito ser campeões”, disse o meia.
Dorival inclusive falou sobre a escolha de escalar Lucas Lima entre os titulares e aproveitou para lamentar a lesão de Serginho, que o obrigou a mudar de estratégia ainda no primeiro tempo.

“O Lucas fez a saída para a Seleção Brasileira, atuou pouco, então, ele precisava de um pouco de trabalho. Já era definido que ele jogasse de 60 a 70 minutos, no máximo. Da mesma forma o Victor (Ferraz), já estava tudo programado. Não esperava ter perdido o Serginho naquele momento, tivemos que fazer uma alteração muito precoce e isso ai complicou um pouco daquilo que eu imaginava. Eu tive que inverter as alterações. E eu optei até em função do gol do Coritiba, por uma posição que resguardasse a gente para quarta-feira”, explicou, antes de defender a forma como armou sua equipe para o duelo deste domingo, no Couto Pereira.

“Custou o resultado? Olha, nós jogamos, criamos as melhores oportunidades, tivemos muita posse de bola, procuramos o jogo a todo momento. O Coritiba foi feliz, com dois ou três ataques que conseguiu encaixar e acabou fazendo o gol e nós não tivemos como recuperar”.
Por fim, Dorival Júnior concluiu que não errou em arriscar neste domingo com uma formação alternativa diante de uma equipe que entrou em campo para uma verdadeira final, já que luta contra o rebaixamento. Agora, mesmo faltando apenas duas rodadas, o treinador não joga a toalha.

“Hoje também era uma decisão. Tivemos que fazer uma opção, os próprios jogadores solicitaram. Jogamos quinta em campo sem condições, não recuperaríamos para o jogo de quarta. Então, acredito que a atitude foi correta. Vamos em busca (da vaga no G4) nesses dois jogos dificílimos, mas o Santos estará preparado. Vamos lutar até o último momento. Complicou? Sim, talvez. Não dependemos mais das nossas forças, mas acreditamos que podemos estar ali brigando pela quarta colocação”, encerrou o comandante santista.

Santos 3 x 0 Coritiba

Data: 08/08/2015, sábado, 21h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 17ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 12.657 pagantes
Renda: R$ 306.585,00
Árbitro: Igor Junio Benevenuto (MG)
Auxiliares: Kleber Lúcio Gil e Carlos Berkenbrock (ambos de SC).
Cartões amarelos: Lucas Lima (S); João Paulo, Ivan, Ruy e Juninho (C).
Gols: SANTOS: Geuvânio (19-1) e Ivan (43-1, contra); Ricardo Oliveira (14-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Thiago Maia (Elano), Renato (Paulo Ricardo) e Lucas Lima; Gabriel, Ricardo Oliveira e Geuvânio (Neto Berola).
Técnico: Dorival Júnior

CORITIBA
Wilson; Ivan (Juan), Rafael Marques, Leandro Silva e Juninho; Alan Santos (Thiago Galhardo), João Paulo e Ruy; Rafhael Lucas, Henrique Almeida (Fabrício Baiano) e Evandro.
Técnico: Ney Franco



Santos mantém ascensão e afunda o Coritiba na Vila Belmiro

O Santos aproveitou a fragilidade do Coritiba para continuar em alta sob o comando de Dorival Júnior. Na noite deste sábado, a equipe do litoral paulista recebeu o lanterna do Campeonato Brasileiro na Vila Belmiro e venceu por 3 a 0, com gols de Geuvânio, Ivan (contra) e Ricardo Oliveira.

O resultado fez o Santos se distanciar da zona de rebaixamento da competição, computando agora com 20 pontos ganhos. Já em situação de desespero, o Coritiba totaliza apenas 12, assim como Vasco e Joinville (que irão se enfrentar no domingo, em São Januário).

O Vasco também é justamente o próximo oponente do Santos – a partida será na de quarta-feira, outra vez na Vila Belmiro. Na mesma noite, o Coritiba tentará se reabilitar diante de outra equipe paulista, o Palmeiras, no Couto Pereira.

O jogo

O Santos obedeceu ao coro dos seus torcedores que estavam na Vila Belmiro e foi para cima do Coritiba desde os primeiros minutos de partida. Com rápidas trocas de passes de seus homens de frente, não demorou a virar alvo da truculência da marcação adversária.

Aos 17 minutos, no entanto, o Santos deu a primeira mostra de que não poderia ser contido com violência. Lucas Lima fez ótima lançamento para Ricardo Oliveira, que ajeitou a bola de cabeça da esquerda para o meio da área. Diante do gol, Gabriel acertou o travessão.

Nem houve tempo para muita lamentação pela chance perdida. Dois minutos mais tarde, Geuvânio clareou para dentro da área pela direita e soltou o pé para acertar o canto do gol defendido por Wilson.

A desvantagem no placar desestabilizou ainda mais o Coritiba. Sem criatividade para dar uma resposta ao Santos, o time visitante apelava para as finalizações de longa distância quando conseguia atacar.

Seguro em campo, o Santos chegou ao segundo gol ainda antes do intervalo. Aos 43, Gabriel rolou a bola para a passagem de Lucas Lima pelo lado direito da área. O meia cruzou rasteiro para o meio, onde Ivan se antecipou a Geuvânio e anotou contra, para frustração de Ney Franco.

O técnico do Coritiba resolveu entrar em ação no intervalo, trocando Ivan por Juan. Como a sua equipe não reagia, ele esperou mais seis minutos para mexer de novo já no segundo tempo. Alan Santos saiu para a entrada de Thiago Galhardo.

Dorival Júnior mudou o Santos pela primeira vez pouco depois, já que Renato reclamou de dores. Bastante aplaudido, o veterano deu lugar a Paulo Ricardo e viu do banco de reservas o seu time ampliar o marcador.

Aos 14 minutos, Geuvânio recebeu a bola do lado direito e teve visão de jogo para cruzar rasteiro para Ricardo Oliveira, que levou a melhor na disputa com a marcação e finalizou para dentro.

Combalido, o Coritiba apostou a sua última ficha em Fabrício Baiano, substituto de Henrique Almeida, porém já tinha forças apenas para cometer faltas mais duras nos atacantes do Santos. Por sua vez, o satisfeito Dorival mandou a campo Neto Berola e Elano nos lugares de Geuvânio e Thiago Maia antes de a bola parar de rolar na Vila Belmiro.

Bastidores – Santos TV:

Jogadores do Santos tentam evitar empolgação depois de nova vitória

Os jogadores do Santos ainda nem haviam deixado o gramado da Vila Belmiro, em meio à comemoração dos torcedores pela vitória por 3 a 0 sobre o Coritiba, e já repetiam o discurso comedido adotado desde a ascensão sob o comando de Dorival Júnior.

“Demos uma respirada, mas ainda estamos muito longe de onde queremos chegar. Apesar de a crescente ser boa, temos obrigação de ir mais à frente na tabela”, pregou o meia Lucas Lima, no final da noite deste sábado.

Ainda que a momentânea 12ª colocação do Campeonato Brasileiro, com 20 pontos ganhos, não satisfaça completamente os santistas, a sequência de bons resultados já serviu para fazer o time fugir da zona de rebaixamento.

“Assino embaixo do que o Lucas falou. Foi uma vitória importante para abrir distância para quem está atrás na tabela, fundamental por ser dentro de casa, mas já devemos pensar no próximo jogo”, avisou o centroavante Ricardo Oliveira, respeitando o também ameaçado Vasco, adversário de quarta-feira, de novo na Vila Belmiro.

O artilheiro do Campeonato Brasileiro ainda aproveitou para repetir o mantra apregoado por Dorival Júnior. “Teremos mais uma final”, disse Ricardo Oliveira. “Isso não é jogada de marketing. Não existe empolgação com a nossa evolução. Cada jogo é uma final para não deixarmos escapar nem um ponto. Esse é o espírito, o caminho para continuar crescendo na competição”, completou.

Artilheiro, Ricardo Oliveira enaltece a sua forma física aos 35 anos

O centroavante Ricardo Oliveira marcou o último gol do Santos – o seu décimo no Campeonato Brasileiro – na vitória por 3 a 0 sobre o Coritiba, na noite deste sábado, e saiu ovacionado do gramado da Vila Belmiro. “Feliz”, conforme repetiu muitas vezes, o artilheiro da competição atribuiu a boa fase ao seu condicionamento físico.

“Sempre fui disciplinado, regrado, cuidando do meu corpo e da minha saúde. Isso é a colheita do que plantei em todos esses anos de futebol profissional e amador. Eu me encontro bem, em plena forma. É algo notório nos jogos”, comemorou Ricardo Oliveira, de 35 anos.

Os gols marcados como veterano também ajudam a estreitar o vínculo do centroavante com o Santos, clube que ele já havia defendido em 2003. “Tive uma primeira passagem, mas essa de agora tem um gosto muito doce”, definiu. “A minha empolgação é nítida. O que importa é que estou feliz e fazendo o que mais gosto”, acrescentou, ainda sorridente.

O entusiasmo é tamanho que já começa fazer com que Ricardo Oliveira sonhe com uma vaga na Seleção Brasileira do técnico Dunga. Para Dorival Júnior, o seu comandante no Santos, o experiente atacante tem totais condições de ser útil à equipe nacional.

Meninos da Vila destacam evolução pessoal sob o comando de Dorival

A chegada de Dorival Júnior ajudou a motivar dois jovens atacantes do Santos. Satisfeitos com mais uma vitória no Campeonato Brasileiro – por 3 a 0 sobre o Coritiba, neste sábado, na Vila Belmiro –, Geuvânio e Gabriel enalteceram o treinador após a partida.

“O professor vem conversando muito com a gente. O entrosamento está cada vez melhor”, comentou Geuvânio, que abriu o placar para o Santos nesta noite. “Foi um bom chute, e a bola entrou no cantinho. Aí, foi só correr para o abraço”, sorriu.

Gabriel passou em branco, mas não deixou de ter uma atuação importante para o Santos construir o resultado positivo. “Estou aprendendo bastante com o professor. Antes, vinha fazendo alguns jogos bons e outros, ruins. Consigo manter uma regularidade agora. Devo continuar assim”, disse o também Menino da Vila.

Mais falante, Geuvânio aproveitou para enaltecer ainda a experiência do “extraordinário” centroavante Ricardo Oliveira, artilheiro do Campeonato Brasileiro, e a criatividade do meia Lucas Lima. Ele tem se divertido com a reação do quarteto ofensivo santista na competição.

“Estou muito feliz pelas brincadeiras que vejo na internet. Nos jogos, passamos a colocar em prática aquilo que treinamos. Vamos continuar trabalhando forte para todos serem ainda mais felizes”, concluiu Geuvânio.

Dorival avisa que a realidade do Santos ainda é a luta contra a degola

Assim como os seus comandados, o técnico Dorival Júnior evitou se empolgar com a vitória por 3 a 0 sobre o lanterna Coritiba, que fez o Santos se distanciar da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Para o comandante, ainda é cedo para alimentar maiores ambições na competição.

“Não é a nossa realidade. O Santos está brigando contra o rebaixamento”, sentenciou Dorival. “Conquistamos pontos importantes, mas isso não é suficiente. Essa foi a conversa que tivemos com os jogadores após a partida”, contou.

Os três importantes pontos conquistados contra o Coritiba fizeram o Santos totalizar 20, subindo momentaneamente para a 12ª colocação do Brasileiro – ameaçada pela sequência da rodada, neste domingo.

“Pela aproximação de pontos, é natural abrir a possibilidade para outras situações. Mas, se não continuarmos pontuando, não adianta nada. Até o início da rodada, éramos só a primeira equipe fora da zona de rebaixamento. É por isso que não dá para relaxar e achar que as coisas estão acontecendo de outra forma”, discursou Dorival.

Os jogadores compraram a ideia do treinador santista. Todos eles têm dito que cada partida é como uma final na luta contra a degola. A próxima será contra o também ameaçado Vasco, na noite de quarta-feira, outra vez na Vila Belmiro.

“Todos são adversários duríssimos. O Coritiba está na última posição, mas nos pressionou na Vila, dificultando bastante o nosso trabalho. O Vasco tem uma belíssima equipe e também vai oferecer muitos riscos. Não podemos perder o espírito”, alertou o centroavante Ricardo Oliveira.

Santos 2 x 1 Coritiba

Data: 13/09/2014, sábado, 21h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 21ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.075 pagantes
Renda: R$ 129.955,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ-FIFA)
Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia e Rodrigo Henrique Correa (ambos do RJ).
Cartões amarelos: Alison, Cicinho, Leandro Damião e David Braz (S); Carlinhos, Hélder e Zé Love (C).
Gols: Lucas Lima (13-1) e Robinho (38-1); Dudu (42-2).

SANTOS
Aranha; Cicinho, David Braz, Edu Dracena e Zé Carlos; Alison, Arouca e Lucas Lima (Geuvânio); Gabriel (Rildo), Robinho e Leandro Damião (Souza).
Técnico: Enderson Moreira

CORITIBA
Vanderlei; Ivan, Leandro Almeida, Luccas Claro e Carlinhos; Hélder (Dudu), Gil, Rosinei, Elber (Douglas) e Robinho (Joel); Zé Love.
Técnico: Marquinhos Santos



Com dois golaços, Santos vence o desesperado o Coritiba na Vila Belmiro

Na próxima rodada, Santos volta à Arena do Grêmio, palco da polêmica sobre atos racistas envolvendo o goleiro Aranha

O Santos precisava da vitória em casa para reagir no Campeonato Brasileiro e evitar a crise que rondava a Vila Belmiro. E foi isso que o time de Enderson Moreira fez na noite deste sábado, aos derrotar o Coritiba por 2 a 1. Lucas Lima abriu o placar em belo arremate de fora da área, no ângulo de Vanderlei, e Robinho selou a vitória ainda no primeiro tempo com uma pintura. O craque ficou cara a cara com o goleiro do Coxa e, da meia lua, só tocou por cobertura, para delírio da torcida no estádio Urbano Caldeira. O Coritiba descontou com Dudu, no fim do segundo tempo.

A vitória leva o Peixe aos 29 pontos, ainda em nono lugar na tabela, enquanto o Coritiba estaciona nos 20 e se mantém na zona de rebaixamento, ocupando a 17ª posição. Lembrando que com os jogos deste domingo, as posições na tabela ainda podem sofrer alterações.

O jogo

Santos e Coritiba deram início a partida válida pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro com muita disputa no meio de campo e pouca criatividade. O Peixe, jogando em casa, voltou ao esquema com três atacantes e centralizava suas jogadas em Robinho. No entanto, o Coxa, jogando com cinco homens no meio de campo e apenas Zé Love mais avançado, anulava as tentativas do alvinegro praiano.

A partida permaneceu equilibrada e sem chutes a gol até os 13 minutos, quando Lucas Lima abriu o placar. Gabriel iniciou a jogada no meio de campo e tocou para o meia, que carregou a bola e emendou um petardo de fora da área, no ângulo esquerdo do goleiro adversário.

O gol animou o Santos, que poderia ter ampliado em cobrança de pênalti, mas o árbitro não assinalou a penalidade após Robinho levar uma rasteiro dentro da área. O lance irritou muito o camisa 7 do Peixe.

Porém, a arbitragem também gerou revolta do lado do Coritiba. Aos 30 minutos, após escanteio pela direita de ataque, Luccas Claro empatou o jogo, mas o bandeira assinalou impedimento de Zé Love, que não tocou na bola, mas participou da jogada, após desvio no primeiro pau. O problema é que o atacante do time visitante estava em condição legal.

E para piorar a situação do Coritiba, oito minutos depois, uma bobeira no meio de campo do time do Coxa deu a oportunidade do Santos contra-atacar. Gabriel recebeu pela direita e rolou para Robinho na esquerda. Sozinho, o ídolo da torcida alvinegra viu o goleiro saindo do gol e, da meia lua, só tocou por cobertura. Um golaço na Vila Belmiro.

Precisando somar pontos, o Coritiba voltou para o segundo tempo com Joel no lugar de Robinho. A ideia do técnico Marquinhos Santos era deixar o time com dois atacantes e mais presença de área.

E logo aos 5 minutos, o Coxa teve uma grande chance em bola alçada na área após cobrança de falta. Três jogadores do Coritiba passaram pela bola e perderam a chance diminuir o prejuízo.

O Peixe respondeu com Leandro Damião, que recebeu de Robinho pela esquerda, mas isolou ao tentar chute de esquerda. Aos 15, o terceiro gol santista não saiu por pouco, após Lucas Lima cruzar rasteiro da esquerda e ver bola passar por Robinho e Gabriel, que chegavam para finalizar.

O Coritiba, então, resolveu se abrir. O técnico Marquinhos sacou o volante Hélder e colocou o meia atacante Dudu no jogo, deixando o time mais ofensivo. A tentativa de mandar o time à frente e pressionar o Santos, no entanto, não surtiu efeito. O Peixe seguiu dominando o jogo, até um pouco amis no segundo tempo.

Gabriel, que voltou a ser escalado como titular em função do corte de Thiago Ribeiro, lesionado na lombar, quase marcou o seu aos 24 minutos. O jovem atacante chegou de carrinho, após nova bola cruzada de Lucas Lima, mas não alcançou a bola. Logo em seguida, o camisa 10 foi sacado para a entrada de Rildo.

Já aos 38, Ivan quase marcou um belo gol em chute de longe, mas a bola acabou subindo demais e só assustou Aranha. E aos 42 minutos, o Coxa marcou o seu gol de honra. O meia, que entrou no segundo tempo, bateu de fora da área e contou com a sorte, que desviou em David Braz e tirou Aranha da jogada.

Porém, a reação do Coxa parou por aí. O Santos confirmou a vitória perante ao seu torcedor e o Coritiba segue sua luta contra o rebaixamento.



Pressionado, Santos aposta em Robinho para reagir contra o Coxa ( Em 13/09/2014 )

De volta da seleção, atacante é a maior esperança do time paulista para voltar a vencer e impedir a instalação da crise

Com a crise rondando a Vila Belmiro, Enderson Moreira sabe que uma vitória neste sábado, a partir das 21 horas, é fundamental para ter tranquilidade e sequência no seu trabalho no Santos . Até por isso, o técnico, que vai apenas para seu terceiro jogo à frente da equipe, preferiu não confirmar escalação para o confronto contra o Coritiba , válido pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro .

A boa notícia para o torcedor alvinegro é o retorno de Robinho. O craque voltou da seleção brasileira e é a grande esperança de Enderson Moreira para se recuperar no Campeonato após perder para o Sport, no que foi o sexto resultado negativo do Peixe como visitante.

Além do camisa 7, Alison também retoma sua vaga como primeiro volante e cão de guarda da defesa alvinegra, apesar da forte concorrência de Souza, que tem agradado o treinador.

A grande dúvida é entre Thiago Ribeiro e Gabriel. O jovem, que ficou no banco de reservas na Arena Pernambuco, treinou entre os titulares porque Thiago voltou a sentir a lombar no CT Rei Pelé e é dúvida para a partida. Na derrota para o Leão, o camisa 11 deixou o jogo por causa de uma pancada no local.

Mena segue fora por causa de uma lesão na coxa ocorrida enquanto defendia a seleção do Chile e, com isso, Zé Carlos ganha mais uma chance entre os titulares.

Independente de quem entre em campo, Enderson Moreira sabe que só a vitória interessa. Os muros da Vila Belmiro amanheceram pichados na sexta-feira e o presidente Odílio Rodrigues, cada vez mais pressionado, deixou claro que precisa de resultados imediatos.

Uma derrota em casa, para o Coxa, que está na zona de rebaixamento e vive um clima pesado, muito em função de salários atrasados, pode ter consequências sem precedentes para o alvinegro praiano.

A vitória sobre a Chapecoense, abrindo o returno, deu ao Coritiba uma nova perspectiva de reação dentro do Brasileirão. O time alviverde ainda segue na zona de rebaixamento, mas com um bom resultado fora de casa pode reverter a situação, encaixando ainda a tão sonhada sequência ainda não atingida na competição. Porém, administrar os problemas financeiros, que vazaram para a imprensa durante a semana, e evitar que a crise tenha impacto dentro de campo, será um desafio a mais para o grupo.

Desta vez, o técnico Marquinhos Santos não poderá repetir a escalação. O lateral Norberto e o zagueiro Welinton cumprirão suspensão automática. Com isso, Reginaldo, que andava sem espaço no elenco, e Luccas Claro, respectivamente, devem assumir as vagas. No ataque, Zé Love, que sentiu uma entorse no tornozelo, será reavaliado mas, a princípio, vai para o jogo. Se ficar de fora, o camaronês Joel, que balançou as redes diante dos catarinenses, pode ter a primeira chance como titular. Alex segue fora.

Contra a crise, os contratempos e o pouco tempo para trabalhar, o comandante coxa-branca aposta na superação para fazer um returno com melhor aproveitamento e exorcizar o fantasma do rebaixamento. “O Coritiba tem um grupo que não merece estar onde está e vamos em busca de um segundo turno seguro e que possa nos colocar permanentemente na primeira divisão”, concluiu.


Coritiba 0 x 0 Santos

Data: 26/04/2014, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 2ª rodada
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba, PR.
Público: 12.354 pagantes (14.288 total)
Renda: R$ 254.825,00
Árbitro: Emerson de Almeida Ferreira (MG).
Cartões amarelos: Luccas Claro, Zé Love e Gil (C); Cicinho, Alison e Alan Santos (S).

CORITIBA
Vanderlei; Victor Ferraz, Luccas Claro, Leandro Almeida e Carlinhos; Chico (Geraldo), Baraka, Gil e Robinho (Roni); Zé Eduardo e Julio César (Jajá).
Técnico: Celso Roth.

SANTOS
Aranha; Cicinho, David Braz, Jubal e Emerson Palmieri; Alison, Alan Santos e Cícero; Gabriel (Stéfano Yuri), Thiago Ribeiro (Lucas Lima) e Leandro Damião (Geuvânio).
Técnico: Oswaldo de Oliveira



Santos e Coritiba maltratam a bola e empatam sem gols no Paraná

Difícil de assistir. Mais díficil ainda de jogar. Assim foi mais um empate do Santos no Campeonato Brasileiro, desta vez, diante do Coritiba, no Estádio Couto Pereira, pela segunda rodada. Sem inspirações, com performances apáticas de seus principais jogadores, o Peixe não fez uma boa partida e deu indícios de que o empate foi bom demais.

Com muitos desfalques, Oswaldo de Oliveira testou uma formação com três volantes e três atacantes. Sem sucesso. Ao todo, o Santos teve apenas três finalizações. Sem um meia de armação no time, o Santos teve enorme dificuldade em trabalhar a bola no campo de ataque, enquanto que do outro lado, se não fosse a grande atuação do goleiro Aranha, melhor do Santos na partida, o time da Vila Belmiro poderia ter conhecido seu primeiro revés no Campeonato Nacional.

O jogo marcou o reencontro do Santos com Zé Eduardo, o Zé Love, campeão da Libertadores com a camisa do Peixe. O agora camisa 7 do Coxa Branca, teve a grande chance de jogo depois de um lance malabarístico, de bicicleta, que acabou acertando a trave da meta santista.

Depois de dois empates, o Santos terá pela frente o Grêmio no próximo final de semana. A partida contra o time gaúcho será a última em que o Santos jogará na Vila Belmiro antes da paralisação da Copa do Mundo.

O jogo

Delete os dez minutos iniciais de partida. A partir daí é que realmente a bola rolou no Couto Pereira e já com uma chance de gol perdida por Zé Love, sim, aquele. Cara a cara com Aranha, o camisa 7 do Coxa escorregou na hora de finalizar com o pé direito, jogando para fora. Pouco tempo depois, foi a vez do Santos responder na mesma moeda. Gabriel foi lançado nas costas da defesa, viu a saída do goleiro Vanderlei e decidiu dar um toque por cobertura. O chute do atacante santista passou do lado do gol do goleiro do Coritiba.

A partir daí, os lances em que o Santos teve destaque foram todos no sistema defensivo, no sufoco. Ao todo, o time da casa teve duas chances de abrir o placar. Em muitos deles, se não fosse o goleiro Aranha, o Peixe estaria em maus lençóis.

Aos 14 minutos, Zé Eduardo, no lado esquerdo do ataque, avançou e chutou cruzado obrigando o goleiro santista a fazer difícil defesa, no rebote, Robinho, também do Coritiba, encontrou um muro formado por jogadores do Santos bloqueando sua tentativa de finalização. A pressão não parou por aí. Aos 17, após cobrança de escanteio, bate e rebate dentro da pequena área, até que Jajá encontrou espaço suficiente para acertar a trave até que Emerson afastou.

Apático dentro de campo, o Santos parecia estar relaxado demais com o futebol apresentado. Gabriel, que poderia ter aberto o marcador logo no início de partida, era o jogador mais perigoso do Peixe. A segunda finalização do Santos aconteceu somente aos 38 minutos, de novo com o camisa 7. Alan Santos lançou para Gabriel na ponta direita, que driblou dois marcados e teve seu chute desviado para escanteio. E só. De resto nada mais do Peixe procurando o gol.

Vendo que seu time não rendeu absolutamente nada do que esperava no primeiro tempo, Oswaldo de Oliveira mexeu. Uma troca que com certeza deixou o torcedor, de certa forma, feliz. Entrou Geuvânio no lugar de Leandro Damião. O jogo não mudou de cara, mas pelo menos a postura do Santos melhorou. Mais incisivo e com a posse de bola no ataque, porém chutes no gol que é bom, nada.

O jogo ficou bastante fraco durante a segunda etapa, mas pelo menos o Coritiba seguiu sendo o time mais objetivo e que a cada vez que rondava a área santista. Demorou bastante para a primeira finalização da etapa final acontecer. Aos 20, o volante Gil foi quem apareceu pelo lado esquerdo do ataque. Ele fez boa jogada, cruzou para Zé Love, que rolou Robinho chegar chutando de primeira. A bola acabou resvalando na zaga santista e indo para a linha de fundo.

Celso Roth, técnico do Coritiba, viu seu time melhor em campo e fez mudanças de acordo, com o time. Um dos jogadores que entrou, o meia Geraldo, quase que marcou um golaço. Jajá, outro que veio do banco, foi quem fez a jogada na intermediária e cruzou para Geraldo. Dentro da área, nas costas de Cicinho, Geraldo chutou de primeira, o chamado bate-pronto, mas a bola foi para fora, com muito perigo.

Muitos chutões, pouca organização e uma quantidade enorme de passes errados. Sem criação. Por isso, Lucas Lima foi chamado e entrou no lugar do apagado Thiago Ribeiro. Logo quando entrou, o Santos teve seu melhor momento na partida. Com uma excelente troca de passes, a bola chegou para Gabriel na entrada da grande área. O camisa 7 do Peixe resolveu surpreender o goleiro Vanderlei chutando de primeira. Mas não pegou tão bem na bola e o chute saiu fraco para defesa fácil do goleiro do Coxa.

Antes do fim de jogo, o lance capital da partida veio dos pés de Zé Love. Em cruzamento para a área do Peixe, Zé emendou uma bicicleta e acertou a trave – mais uma. O Coritiba esboçou outras jogadas de ataque, mas nada tiveram sucesso. Um jogo apático, onde jogadores do Santos viram o empate com bons olhos.

Bastidores – Santos TV: