Navegando Posts marcados como 2011

Coritiba 1 x 0 Santos

Data: 20/11/2011, domingo, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 36ª rodada
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba, PR.
Público: 16.447
Renda: R$ 266.900,00
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Auxiliares: Alessandro Rocha de Matos (Fifa-BA) e Carlos Berkenbrock (Fifa-SC)
Cartões amarelos: Willian e Everton Ribeiro (C); Leandro Silva, Ibson e Rodrigo Possebon (S).
Gol: Leonardo (16-2).

CORITIBA
Vanderlei; Jonas, Jéci, Pereira e Lucas Mendes (Geraldo); Leandro Donizete, Léo Gago, Davi (Everton Ribeiro) e Rafinha; Everton Costa (Willian) e Leonardo.
Técnico: Marcelo Oliveira

SANTOS
Aranha; Leandro Silva (Crystian), Bruno Aguiar, Vinícius Simon e Éder Lima; Anderson Carvalho, Rodrigo Possebon, Ibson e Felipe Anderson; Diogo e Alan Kardec.
Técnico: Tata (interino)



Coritiba vence reservas do Santos com gol de Leonardo

Reservas do time paulista não resistiram à pressão do Coritiba e sofreram gol aos 16 do segundo tempo

O Coritiba conquistou mais uma vitória no Campeonato Brasileiro. Com uma boa atuação no segundo tempo, traduziu o domínio que teve sobre os reservas do Santos, ganhando por 1 a 0, gol do atacante Leonardo, na noite deste domingo, no Couto Pereira.

O resultado positivo fez os paranaenses ultrapassarem o Santos na tabela de classificação, alcançando a nona posição, com 54 pontos. Em contrapartida, os santistas caíram para o 10° lugar, com 52 pontos ganhos.

O Santos voltar a jogar na próxima rodada, a penúltima do Brasileirão, diante do Bahia, no próximo domingo, às 17 horas (horário de Brasília), na Vila Belmiro. Enquanto isso, o Coritiba atua novamente no Couto Pereira, no mesmo dia e horário, contra o já rebaixado Avaí, lanterna da competição.

O jogo

Jogando em casa, o Coritiba iniciou a partida em busca do gol. Com o Santos se defendendo bem nos primeiros minutos, a primeira chance dos paranaenses surgiu em cobrança de falta. Léo Gago, aos 10, soltou uma bomba, de perna esquerda, mas a bola passou perto do ângulo esquerdo de Aranha, balançando as redes pelo lado de fora.

O Coritiba voltou a assustar aos 24, quando Jonas cruzou para a área, a bola sobrou para Leonardo, que bateu por cima do gol, desperdiçando a oportunidade criada por sua equipe.

Dois minutos depois, Davi recebeu de Everton Costa, fez o girou, mas o seu chute saiu fraco, facilitando a defesa de Aranha. No minuto seguinte, Davi deixou o campo substituído por Everton Ribeiro, por conta de uma lesão.

Melhor em campo, porém, com o seu setor ofensivo pouco inspirado na primeira etapa, o Coritiba ainda perderia mais uma boa chance antes do intervalo. Aos 42, Léo Gago encontrou Lucas Mendes, em bom passe rasteiro, mas o lateral esquerdo do time paranaense mandou a bola sobre o gol de Aranha.

Na volta para o segundo tempo, o técnico da equipe paranaense, Marcelo Oliveira, resolveu se arriscar mais em busca do gol, com a entrada do meia angolano Geraldo no lugar do ala esquerdo Lucas Mendes.

A modificação de Oliveira surtiu efeito e o Coritiba intensificou a sua pressão sobre os santistas. Logo nos primeiros minutos da etapa complementar, Aranha foi obrigado a fazer boas defesas nos chutes de Everton Costa e Everton Ribeiro, respectivamente.

Principal jogador do Coritiba no começo do segundo tempo, Rafinha assustou Aranha ao soltar um forte chute de fora da área, mandando a bola na trave e quase abrindo o placar a favor do seu time. Na sequência, aos 11, o zagueiro Pereira exigiu boa defesa de Aranha, em cabeçada após cobrança de escanteio.

De tanto insistir, o Coritiba, enfim, abriu o marcador. Aos 16, o centroavante Leonardo aproveitou bom cruzamento vindo da esquerda e, de cabeça, tocou a bola para o fundo das redes, sem chances para Aranha: 1 a 0 para os donos da casa.

Em vantagem, o Coritiba ainda teve Willian entrando na vaga de Everton Costa e continuou pressionando. Aos 31, o time paranaense quase ampliou a sua vantagem quando Léo Gago, de cabeça, fez Aranha trabalhar mais uma vez.

O Santos ainda tentou pressionar o adversário no fim do jogo, porém, com pouca criatividade ofensiva, não teve forças para empatar. Desta forma, o Coritiba aproveitou e saiu do Couto Pereira com os três pontos.

Santos 1 x 1 Atlético-GO

Data: 17/11/2011, quinta-feira, 20h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 35ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 18.044 pagantes
Renda: R$ 359.795,00
Árbitro: Alício Pena Junior (MG)
Auxiliares: Janette Mara Arcanjo (MG) e Helberth Costa Andrade (MG)
Cartões amarelos: Edu Dracena, Adriano e Neymar (S); Rafael Cruz, Anselmo, Bida, Dodô, Agenor, Joilson e Leonardo (A).
Cartão vermelho: Agenor (A)
Gols: Leonardo (36-1) e Ganso (50-2).

SANTOS
Rafael, Danilo, Edu Dracena (Léo), Bruno Rodrigo, Durval; Adriano (Alan Kardec), Arouca (Felipe Anderson), Henrique e Ganso; Neymar e Borges.
Técnico: Muricy Ramalho.

ATLÉTICO-GO
Márcio, Rafael Cruz, Anderson, Leonardo e Thiago Feltri; Agenor, Ernandes, Joílson e Bida; Anselmo e Juninho (Dodô).
Técnico: Hélio dos Anjos.



Em teste para o Mundial, Ganso salva o Santos contra o Atlético-GO

Camisa 10 marcou o gol de empate aos 50 minutos do segundo tempo, evitando a derrota santista

Em sua despedida do estádio do Pacaembu, o Santos empatou diante do Atlético-GO por 1 a 1 nesta quinta-feira, em jogo válido pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro. O time perdia o jogo até os 50 minutos do segundo tempo, quando o meia Ganso chutou de fora da área e empatou a partida.

O resultado ajuda a manter a confiança do time para o Mundial de Clubes da Fifa, em dezembro, no Japão. A partida foi considerada pelos santistas como um teste difícil para o Mundial. O zagueiro Leonardo marcou de cabeça o gol do Atlético-GO.

Os goianos abusaram das faltas, mas os jogadores do Santos não aproveitaram as cobranças. Neymar, inclusive, desperdiçou diversas oportunidades na entrada da área. Ganso chegou a acertar o travessão, mas foi o Atlético-GO que aproveitou uma das poucas oportunidades de bola parada para abrir o marcador.

De tanto fazer falta, o Atlético-GO terminou o jogo com sete cartões amarelos recebidos. Além disso, o volante Agenor recebeu o segundo cartão amarelo na partida, e foi expulso aos 18 minutos do segundo tempo.

O jogo

Com todos os titulares em campo, o Santos começou o jogo atuando em velocidade e buscando o gol. Já o Atlético-GO apenas se defendia, mas não conseguia encaixar os contra-ataques.

Aos cinco minutos, Neymar invadiu a área, dividiu com o volante Agenor, e caiu dentro da área. O árbitro não marcou pênalti. Os goianos iniciaram a partida fazendo muitas faltas. Desta forma, os santistas quase abriram o marcador em cobrança de falta na entrada da área. Neymar cobrou forte por fora da barreira, e a bola passou muito perto do gol de Márcio.

O camisa 11 do Santos abusava das jogadas individuais. Em uma delas, Neymar arriscou um chute de fora da área, e Márcio deu o rebote para Henrique, que pegou a sobra e chutou para fora. Aos 24 minutos, Borges foi derrubado na entrada da área, mas Neymar desperdiçou a cobrança.

Apesar de o Santos dominar o jogo, foi o Atlético-GO que abriu o marcador. Aos 36 minutos, Bida cobrou a falta na cabeça do zagueiro Leonardo, que finalizou no contrapé de Rafael e marcou o primeiro gol da partida.

Como o Atlético-GO continuava marcando forte, mas fazendo muitas faltas, o Santos continuava tendo oportunidades em cobranças de faltas. Após Neymar cobrar uma seqüência de cobrança, Ganso bateu a última falta do primeiro tempo, e acertou o travessão do goleiro Márcio.

No final do primeiro tempo, Adriano sofreu uma lesão no tornozelo e foi substituído por Alan Kardec. Com isso, Muricy deixou o time mais ofensivo para a segunda etapa. Logo aos dois minutos, após cobrança de escanteio, a bola sobrou para Borges dentro da pequena área, o atacante chutou de perna direita para grande defesa de Márcio.

Após marcar o gol na primeira etapa, o Atlético-GO apenas se defendeu no segundo tempo. No entanto, o Santos não conseguia romper o sistema defensivo dos goianos, que atuavam praticamente com quatro volantes no meio-campo, e uma linha de quatro atletas atrás.

De tanto bater, o Atlético-GO teve um jogador expulso: o volante Agenor. O defensor derrubou Neymar na entrada da área. Na cobrança, Neymar errou novamente. Cinco minutos depois, mais uma falta para o Santos. Desta vez foi Danilo que cobrou e chutou para fora. Ganso também teve nova oportunidade para fazer o gol de falta, mas cobrou na barreira. O Santos pressionou no final, o goleiro Márcio fez grandes defesas, mas não evitou o gol de Ganso no último minuto do jogo.

Ceará 2 x 3 Santos

Data: 13/11/2011, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 34ª rodada
Local: Estádio Presidente Vargas, Fortaleza, CE.
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Auxiliares: Marcelo Bertanha Barison (RS) e José Javel Silveira (RS)
Cartões amarelos: João Marcos (C); Aranha, Bruno Aguiar, Ibson e Diogo (S).
Gols: Bruno Aguiar (10-1), Felipe Azevedo (24-1) e Osvaldo (35-1); Bruno Aguiar (05-2) e Diogo (28-2).

CEARÁ
Fernando Henrique, Boiadeiro (Marcelo Nicácio), Fabrício, Daniel Marques e Eusébio; Michel, João Marcos, Heleno (Washington) e Thiago Humberto (Leandro Chaves); Osvaldo e Felipe Azevedo.
Técnico: Dimas Filgueiras

SANTOS
Aranha, Leandro Silva, Bruno Aguiar, Vinícius Simon e Eder Lima (Breitner); Anderson Carvalho, Rodrigo Possebon (Crystian), Ibson e Felipe Anderson; Diogo e Alan Kardec.
Técnico: Tata (interino).



Após um ano, Diogo faz gol da vitória do Santos B e afunda o Ceará

Atacante, que não marcava desde outubro de 2010, fez o primeiro gol pelo Santos e complicou o Ceará

O atacante Diogo desencantou e marcou seu primeiro gol com a camisa santista. O atleta, que não balançava as redes há um ano, marcou um golaço e garantiu a vitória do time B do Santos diante do Ceará por 3 a 2 neste domingo, em Fortaleza, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro.

A última vez que o jogador havia marcado um gol foi em 27 de outubro de 2010, quando ele defendia o Flamengo, no empate diante do Corinthians por 1 a 1, em jogo válido pela 32ª rodada do Brasileiro de 2010. A vitória do Santos neste domingo prejudica bastante o Ceará, que briga contra o rebaixamento.

A partida também teve como protagonista o zagueiro Bruno Aguiar, que marcou dois gols para o Santos – um deles um golaço em cobrança de falta – e ainda foi o autor do pênalti em Osvaldo, que originou no primeiro gol do Ceará na partida.

O Santos entrou apenas com os reservas em campo, já que os titulares foram poupados pelo técnico Muricy Ramalho, que também não participou da partida, já que não está totalmente recuperado de uma hérnia de disco. O auxiliar Tata comandou o time em Fortaleza.

Após o duelo contra o Ceará, o Santos volta a campo na próxima quinta-feira, no estádio do Pacaembu, diante do Atlético-GO. O técnico Muricy Ramalho já confirmou que volta o time titular. Já o Ceará enfrenta o Corinthians na próxima quarta-feira, em Fortaleza.

O jogo

Apesar de atuar com o time reserva e o Ceará precisar da vitória, o Santos começou jogando melhor a partida em Fortaleza. Aos seis minutos, Diogo deu um belo passe para Alan Kardec, que arriscou um chute de fora da área e a bola passou muito perto do gol de Fernando Henrique.

Os santistas aproveitaram o bom momento e abriram o marcador logo no início da partida. Aos dez minutos, Felipe Anderson cobrou escanteio, a zaga do Ceará desviou e a bola sobrou para o zagueiro Bruno Aguiar, que marcou de ‘carrinho’ o primeiro gol do Santos.

Acompanhe a classificação atualizada do Brasileirão

Acuado e após sofrer o gol, o Ceará chegou pela primeira vez ao ataque. O lateral-direito Boiadeiro cruzou a bola na área e Osvaldo desviou de cabeça, mas a bola foi por cima do gol. Os cearenses tentavam reagir na partida. Thiago Humberto chuta de longe e Aranha fez a defesa.

O Ceará não era melhor na partida, mas Bruno Aguiar derrubou Osvaldo dentro da área e o árbitro marcou pênalti. Aos 24 minutos, Felipe Azevedo cobrou no canto esquerdo de Aranha e empatou o jogo.

O Santos continuava tentando manter o ritmo forte que início a partida. Aos 27 minutos, Felipe Anderson cobrou a falta com perfeição na entrada da área e acertou a trave de Fernando de Henrique. O Ceará evoluiu após o gol de empate e o jogo ficou equilibrado.

Aos 35 minutos, o lateral-esquerdo Eusébio fez uma boa jogada pela esquerda e cruzou rasteiro, a bola passou por Aranha, e ficou livre para Osvaldo apenas empurrar para o gol e colocar o Ceará na frente do marcador. Dois minutos depois, Felipe Azevedo tocou para Osvaldo dentro da área, o atacante chutou cruzado de esquerda e assustou o goleiro Aranha, que acompanhou a saída da bola.

O Ceará iniciou melhor a segunda etapa. Logo aos dois minutos, Thiago Humberto chutou rasteiro de fora da área e Aranha fez uma boa defesa, desviando para escanteio. Entretanto, o zagueiro Bruno Aguiar voltou a ser protagonista na partida. Após abrir o marcador e fazer o pênalti que originou no gol de empate do Ceará, o defensor marcou um golaço de falta e empatou a partida para o Santos.

Aos 15 minutos, o Santos quase voltou à frente do placar. Diogo tocou para Ibson, que da entrada da pequena área, chutou para boa defesa de Fernando Henrique. Em seguida, o Ceará teve uma grande oportunidade para marcar o terceiro gol, mas Marcelo Nicácio desperdiçou a cobrança de pênalti, em uma grande defesa de Aranha.

Para piorar, Diogo recebeu cruzamento e pegou de primeira – sem deixar a bola cair – e marcou um golaço acertando o ângulo do goleiro Fernando Henrique para fazer o terceiro do Santos. O Ceará pressionou no final, mas Aranha estava inspirado, e o time B do Santos garantiu a vitória.

Heleno assume que o Ceará menosprezou os reservas do Santos

“Demos espaço para eles jogarem e eles fazem parte de um time muito bom”, confessou o volante

A maioria dos jogadores do Ceará fugiu de explicar a derrota por 3 a 2 diante do Santos em pleno Presidente Vargas na tarde deste domingo, mas o volante Heleno assumiu que seu time não deu a devida atenção aos reservas do Santos e, por isso, saiu de campo derrotado e mais próximo da zona de rebaixamento.

“Menosprezamos os reservas do Santos, porque demos espaço para eles jogarem e eles fazem parte de um time muito bom. Se não são titulares, é porque existem Neymar, Ganso e todo um time. Fomos desatentos em alguns momentos e eles se aproveitaram disso”, lamentou o cão de guarda da defesa do Ceará.

Com a derrota diante do Santos, o Ceará volta a se assustar com a iminência da zona de rebaixamento após uma vitória valiosa contra o Avaí, que sucedeu uma sequência de quatro derrotas no Campeonato Brasileiro.

Heleno tem consciência de que a proximidade da degola é real, mas pediu um time tranqüilo, mas guerreiro nas últimas rodadas da competição: “Temos chance ainda, talvez em determinado momento a gente não dependa mais de nós, mas aí tem que continuar torcendo. Enquanto isso, vamos continuar nos doando e fazendo de tudo para manter o Ceará na Série A”.

Santos 2 x 0 Vasco

Data: 06/11/2011, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 33ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 12.305 pagantes
Renda: R$ 215.260,00
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (Asp.Fifa-GO)
Auxiliares: Fabrício Vilarinho da Silva (Asp.Fifa-GO) e Cristhian Passos Sorence (GO)
Cartão amarelo: Diego Souza (V)
Gols: Neymar (03-1) e Borges (28-2).

SANTOS
Rafael; Danilo, Edu Dracena, Bruno Rodrigo e Durval; Adriano, Henrique, Arouca e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Borges (Alan Kardec).
Técnico: Muricy Ramalho

VASCO
Fernando Prass, Fágner, Dedé, Renato Silva e Julinho (Diego Rosa); Nílton, Felippe Bastos, Juninho Pernambucano e Diego Souza; Éder Luís (Leandro) e Élton (Bernardo).
Técnico: Cristóvão Borges (interino)



Santos bate o Vasco na Vila Belmiro e ajuda Corinthians

Com time quase completo para o Mundial, equipe santista dominou a partida e viu Neymar brilhar de novo

Sem chances de ganhar o título brasileiro, o Santos só cumpre tabela daqui até o final do Campeonato Brasileiro. Mas, apesar disso, a equipe da casa não “aliviou” e, em uma tarde inspirada do seu principal astro, o atacante Neymar, derrotou o Vasco por 2 a 0, na tarde deste domingo, na Vila Belmiro. O atacante – que está entre os 23 indicados a melhor do mundo pela Fifa – abriu o placar e participou do segundo tento de sua equipe, anotado pelo centroavante Borges.

Com o resultado, os santistas subiram uma posição na tabela, passando agora a ocupar a nona colocação do campeonato, com 48 pontos. Já o Gigante da Colina, apesar da derrota, continua no segundo lugar no Brasileirão. Os cariocas têm 58 pontos ganhos, a mesma pontuação do líder Corinthians, que segue como primeiro colocado por ter uma vitória a mais que o seu oponente (17 a 16).

O jogo

Motivado pelos retornos de Ganso e Borges ao time titular, além de contar com o técnico Muricy Ramalho no banco de reservas – após duas semanas afastado por conta de uma crise de hérnia de disco -, o Santos começou o jogo em ritmo acelerado.

Sufocando o adversário, o time não demorou para chegar ao seu primeiro gol. Em cobrança de falta pela esquerda, aos três minutos, Neymar enganou o goleiro Fernando Prass ao chutar direto para o gol. O zagueiro Renato Silva chegou a desviar a bola, de cabeça, mas não conseguiu evitar o tento santista.

O Alvinegro Praiano quase ampliou pouco depois. Aos seis, Neymar levantou bola na área, Edu Dracena resvalou de cabeça e Fernando Prass, atento, fez a defesa, evitando o segundo gol dos donos da casa.

Atordoado com a pressão do Santos, o Vasco só conseguiu responder e ameaçar o gol rival aos 12. Em cobrança de escanteio, Élton se antecipou e quase empatou, mas Rafael evitou o tento de empate dos cariocas.

Tentando melhorar na partida, em busca do empate, o Gigante da Colina viu a arbitragem tomar uma decisão polêmica contra a sua equipe. Isto porque, aos 23, Fágner cruzou da direita, Diego Souza subiu e, de cabeça, tocou para o fundo das redes. O juiz alegou falta do meia vascaíno sobre o lateral santista Danilo.

Sem conseguir envolver a zaga do Peixe, o Vasco também passou a arriscar chutes de longa distância. Tanto que, em cobrança de falta de Juninho Pernambucano, aos 32, o time cruz-maltino quase igualou o placar na Vila.

A resposta do Alvinegro Praiano foi quase imediata. Aos 33, Neymar recebeu grande passe de Ganso e bateu buscando o canto direito de Fernando Prass, que fechou bem o ângulo e realizou a defesa, com segurança.

Antes do final do primeiro tempo, o Santos teve uma boa chance para ampliar a sua vantagem, aos 37. Neymar cobrou falta da direita e o zagueiro Bruno Rodrigo levou a melhor sobre a defesa adversária, só que a sua cabeçada passou ao lado do gol do camisa 1 vascaíno.

Na volta do intervalo, a primeira grande oportunidade de gol foi do Santos. Aos oito minutos, Neymar recebeu excelente passe de Ganso, avançou até a grande área e, após ameaçar chutar e tirar o goleiro da jogada, tocou para Borges. O centroavante, de frente para o gol vazio, dominou a bola, mas desequilibrado, bateu fraco, facilitando para o lateral Fágner evitar o gol, dominando a bola e afastando o perigo.

Os santistas quase chegaram ao segundo gol em mais uma jogada criada por Neymar. Aos 12, a Joia alvinegra abriu o lance para Danilo que, da entrada da área, soltou a bomba para grande defesa de Fernando Prass.

Com o Santos melhor em campo na etapa complementar, o técnico interino Cristóvão Borges resolveu fazer duas alterações, visando uma melhor produção de sua equipe. Com 15, Bernardo substituiu Élton e Leandro entrou na vaga de Éder Luis.

Mesmo assim, o Santos continuou tendo chances para marcar o seu segundo gol. Aos 17, Neymar aplicou um drible fantástico em Renato Silva e, ao invés de chutar, preferiu rolar para a chegada de Paulo Henrique Ganso. No entanto, o camisa 10 mandou a bola de perna direita – Ganso é canhoto – por cima do gol de Fernando Prass.

Antes de gastar a sua última troca, com Diego Rosa no lugar do ala esquerdo Julinho, o Vasco quase empatou em cobrança de falta de Juninho Pernambucano, aos 23. A batida do meia cruz-maltino passou ao lado esquerdo de Rafael.

Só que a melhor atuação santista foi recompensada logo depois, com o segundo gol. Aos 28, Adriano roubou a bola no meio-campo, tocou para Neymar que, com calma, esperou a chegada de Borges. Artilheiro do Brasileirão, o camisa 9 do Alvinegro Praiano dominou e soltou a bomba, de pé direito, no ângulo esquerdo de Fernando Prass. Esse foi o 23° gol de Borges no campeonato nacional.

Após marcar o segundo gol, o Santos passou a segurar o Vasco, controlando o tempo nos minutos finais. Antes do apito final, Alan Kardec ainda teve chance para deixar o seu, aos 44, só que chutou fraco, para defesa de Fernando Prass.

Santos 4 x 1 Atlético-PR

Data: 29/10/2011, sábado, 18h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 32ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 18.541 pessoas, sendo 16.679 pagantes.
Renda: R$ 360.695,00
Árbitro: Francisco Carlos Nascimento (BA)
Auxiliares: Cleriston Clay Barreto Rios (SE) e Fábio Pereira (TO).
Cartões amarelos: Neymar (S); Cleber Santana, Wagner Diniz e Paulo Baier (A).
Gols: Neymar (03-1, de pênalti); Guerrón (07-2), Neymar (10-2, de pênalti), Neymar (11-2) e Neymar (25-2).

SANTOS
Rafael; Danilo, Edu Dracena (Bruno Aguiar), Bruno Rodrigo e Durval; Adriano, Henrique e Arouca (Ibson); Renteria (Diogo), Alan Kardec e Neymar
Técnico: Tata

ATLÉTICO-PR
Renan Rocha; Wagner Diniz (Edilson), Manoel, Gustavo Lazzaretti e Heracles; Deivid, Wendel (Marcinho), Cleber Santana e Paulo Baier; Guerrón e Nieto.
Técnico: Antônio Lopes



Neymar faz quatro gols e Santos goleia o Atlético-PR no Pacaembu

Homenageado pela torcida, atacante teve noite de gala e marcou quatro, além de ter dois tentos anulados

Com as suas chuteiras verde-limão, Neymar foi o centro das atenções no Pacaembu, no final da tarde deste sábado. O atacante recebeu uma homenagem da principal torcida organizada do Santos, que mostrou uma bandeira com a imagem do ídolo antes do jogo contra o Atlético-PR. Quando a bola rolou, o craque justificou a lembrança: marcou os quatro gols da vitória santista por 4 a 1, que complicou ainda mais o adversário no Campeonato Brasileiro.

Neymar deu mostras de que era dia de apresentação de gala logo no primeiro minuto de jogo, quando sofreu um pênalti (contestado pelo Atlético-PR) do ex-santista Cleber Santana. Ele mesmo cobrou e converteu. Só não ampliou ainda no primeiro tempo porque teve dois gols anulados – um deles depois de bastante pressão da equipe visitante, que conseguiu reverter a decisão da arbitragem.

No segundo tempo, a reação do Atlético-PR com gol olímpico (de acordo com o árbitro) de Paulo Baier não foi suficiente. Inspirado, Neymar marcou outra vez de pênalti e duas vezes com a bola em movimento – na última delas, fez fila na defesa adversária para se consagrar. A goleada aumentou as expectativas dos santistas para o Mundial de Clubes, que será disputado em dezembro. “Barcelona, pode esperar, a sua hora vai chegar!”, gritaram os torcedores.

No Campeonato Brasileiro, o Santos apenas cumpre tabela e prepara-se para o torneio que será sediado pelo Japão. Subiu para 45 pontos, no meio da tabela de classificação, e terá o Vasco como adversário na próxima rodada, na Vila Belmiro. Já o Atlético-PR, que passou apenas uma rodada fora da zona de rebaixamento durante toda a competição, segue ameaçado com 31. Seu rival seguinte será o Atlético-GO, na Arena da Baixada.

O jogo

Não precisou nem o jogo começar para Neymar chamar a atenção. Antes de o árbitro Francisco Carlos Nascimento apitar pela primeira vez nesta tarde, o atacante recebeu uma homenagem de representantes da principal torcida organizada do Santos, que confeccionaram uma bandeira com a sua imagem. Agradecido, ele correu em direção à arquibancada amarela com suas chuteiras verde-limão e agradeceu ao público.

Neymar ainda abraçou o técnico Antônio Lopes antes de finalmente se posicionar para o início do jogo. “O Neymar vai ser marcado normalmente, dentro de cada setor”, minimizou o comandante do Atlético-PR, que com um minuto já pôde perceber que precisava se preocupar um pouco mais. No primeiro ataque do Santos, o atacante caiu na área em dividida com o ex-santista Cleber Santana. O árbitro assinalou pênalti.

Após muita reclamação dos jogadores do Atlético-PR, Neymar deslocou o goleiro na cobrança de penalidade, acertando a trave e a rede. Festa no Pacaembu. “Vai para cima deles, Neymar!”, vibraram os torcedores do Santos, em coro. Em situação delicada na tabela de classificação, o Atlético-PR demorou a assimilar o golpe. As poucas jogadas de ataque dos visitantes saíam de bola parada, sempre com o veterano Paulo Baier.

Do outro lado, o Santos jogava com a calma de um time que não tem mais aspirações no Campeonato Brasileiro. Satisfeito com o assédio da torcida, Neymar aplaudia quem estava nas arquibancadas até quando se encaminhava para bater escanteio. O astro voltou a acertar o gol aos 24 minutos, de cabeça, porém o árbitro assinalou impedimento de Renteria na jogada.

Acuado, o Atlético-PR se soltou com a entrada do meia Marcinho no lugar de Wendel, aos 28. O time de Antônio Lopes melhorou, com Nieto desperdiçando uma boa oportunidade de gol na pequena área, mas também se expôs aos contra-ataques. Em um deles, aos 42, Neymar ficou livre de marcação diante do goleiro Renan Rocha e empurrou a bola para dentro. A torcida já festejava aquele que seria o gol do Santos.

Enquanto os santistas vibravam e preparavam-se para o reinício da partida, contudo, os jogadores do Atlético-PR correram para a lateral do campo para pressionar o assistente. Queriam que o gol fosse anulado, por impedimento de Alan Kardec, que não participou do lance, mas estava adiantado na jogada. Conseguiram. O árbitro retrocedeu em sua decisão, e a revolta mudou de lado. Com o placar novamente em 1 a 0, Neymar chegou a chutar a bola para a lateral e comemorar, em sinal de protesto.

Sem agradar a ninguém, o árbitro Francisco Carlos Nascimento precisou de escolta de policiais militares para se dirigir ao vestiário no intervalo. A tendência era de que o segundo tempo fosse ainda mais complicado para ele. As duas equipes voltaram ao campo com bastante irritação e disposição. Precisando desesperadamente de um resultado melhor, o Atlético-PR tomou a iniciativa de atacar nos primeiros minutos.

As bolas paradas de Paulo Baier, então, finalmente surtiram efeito. Aos sete minutos, ele cobrou escanteio fechado, a bola desviou em Guerrón e morreu dentro da rede – o árbitro assinalou gol olímpico. Mas o Santos não desanimou com a igualdade no placar. Até o sempre tímido Tata (substituto interino de Muricy Ramalho) se manifestava para incentivar o seu time a atacar.

Rapidamente, o Santos retomou o controle do jogo. O Atlético-PR parecia ainda comemorar o seu gol quando Cleber Santana cometeu pênalti em Edu Dracena. Neymar cobrou outra vez com categoria e recolocou a sua equipe em vantagem no marcador. No minuto seguinte, ele mesmo ampliou: recebeu lançamento no lado esquerdo da área e tocou na saída de Renan Rocha.

Com o domínio santista, a torcida alvinegra aproveitou para festejar. Gritou “olé”, “tricampeão” e até avisou que a hora do Barcelona chegaria. O Atlético-PR, ironicamente, era aplaudido a cada falha no jogo. Neymar, no entanto, ainda estava empenhado em aumentar ainda mais a alegria santista e a agonia do adversário. Aos 25 minutos, um golaço: ele fez fila na marcação visitante até chutar forte, quase sem chances de defesa para Renan Rocha.

O jogo estava decidido. O Atlético-PR perdeu ânimo até para reclamar da arbitragem e passou a trocar passes no campo de defesa, “administrando” o resultado negativo. A torcida do Santos provocava, com berros de “Segunda Divisão”. Ainda houve tempo, entretanto, para uma última homenagem a Neymar. Edu Dracena foi substituído por Bruno Aguiar e cedeu a faixa de capitão ao craque da partida.